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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Quando a Ciência banaliza a vida: o caso das células-tronco
Eu não sou contra as pesquisas com células-tronco. Acredito que pesquisas científicas que melhorem e preservem a vida devem ser realizadas. Eu sou contra o uso de embriões ou fetos humanos nestas pesquisas. Seres Humanos não podem ser matéria-prima para processos industriais ou para pesquisa. A vida não pode ser matéria-prima de laboratório e tubos de ensaios.

Além disso, ressalto mais uma vez, a mídia somente foca nos resultados das pesquisas com as tais células troncas. Não dizem que estas pesquisas usam seres humanos como matéria-prima. Não dizem que vidas congeladas (outra aberração diabólica) serão eliminadas, fatiadas, liquefeitas e estudadas em microscópios, ou então, servirão para extrair as tais células tronco....

Querem fazer pesquisas com células-tronco ? Que façam... Porém, devem respeitar a vida. Busquem matéria-prima em outra parte. Considero que a proibição do uso de embriões e fetos humanos em pesquisas científicas é fundamental para impedir o avanço da banalização da vida. Um fenômeno que conhecemos muito bem e que resulta a extermínio em massa de pessoas consideradas inviáveis ou indesejáveis.

Usar embriões e fetos em pesquisas científicas é uma demonstração clara de banalização da vida, de coisificação do humano. O Homem é transformado em matéria-prima de processo científico ou industrial.

Isto parece ser uma coisa boba. Uma coisa sem muita importância. Uma coisa que a Ciência aprova com muitos méritos. Afinal novas curas e tratamentos irão surgir dessa panacéia chamada células-tronco. Isto me lembra um artigo sobre o Nazismo que foi publicado na Revista Superinteressante de julho de 2005.

Este artigo busca explicar as razões que levaram milhões de alemães a seguirem Hitler e a tolerarem as ações nazistas contra pessoas consideradas descartáveis pelo sistema. E a primeira idéia apresentada no artigo, que ajudou o totalitarismo a avançar na Alemanha, foi o carimbo da ciência.

Diz o texto: "Como uma pessoa comum pode conviver com sua consciência após assassinar inocentes ? A resposta: fica mais fácil dormir à noite quando se acredita que seus atos trarão o bem à humanidade. Hitler convenceu os alemães - e muitos estrangeiros - de que, após o massacre, nasceria um mundo melhor.

Isso pode soar absurdo hoje, mas era um fato aceito pela ciência da época. "O Holocausto não ocorreu no vácuo. Ele seguiu décadas de crescente aceitação científica à desigualdade entre os homens", diz o alemão Henry Friedlander, historiador e autor de The Origins of Nazi Genocide ("As origens do Genocídio Nazista", sem versão brasileira). Friedlander se refere a um conceito nascido no século 19 nas melhores universidades: a eugenia.

A eugenia surgiu sob o impacto da publicação, em 1859, de um livro que mudaria para sempre o pensamento ocidental: A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Darwin mostrou que as espécies não são imutáveis, mas evoluem gradualmente a partir de um antepassado comum à medida que os indivíduos mais aptos vivem mais e deixam mais descendentes. Pela primeira vez, o destino do mundo estava nas mãos da natureza, e não nas de Deus.

Darwin restringiu sua teoria ao mundo natural, mas outros pensadores a adaptaram - de um jeito meio torto - às sociedades humanas. O mais destacado entre eles foi o matemático inglês Francis Galton, primo de Darwin. Em 1865, ele postulou que a hereditariedade transmitia características mentais - o que faz sentido. Mas algumas idéias de Galton eram bem mais esquisitas. Por exemplo, ele dizia que, se os membros das melhores famílias se casassem com parceiros escolhidos, poderiam gerar uma raça de homens mais capazes. A partir das palavras gregas para "bem" e "nascer", Galton criou o termo "eugenia" para batizar essa nova teoria.

Galton se inspirou nas obras então recém-descobertas de Gregor Mendel, um monge checo morto 12 anos antes que passaria à história como fundador da genética. Ao cruzar pés de ervilhas, Mendel havia identificado características que governavam a reprodução, chamando-as de dominantes e recessivas. Quando ervilhas de casca enrugada cruzam com as cascas lisa, o descendente tende a ter casca enrugada, pois esse gene é dominante.

Os eugenistas viram na genética o argumento para justificar seu racismo. Eles interpretaram as experiências de Mendel assim: casca enrugada é uma 'degeneração' (hoje sabe-se que estavam errados - tratava-se apenas de uma variação genética, algo ótimo para a sobrevivência). Misturar genes bons com 'degenerados', para eles, estragaria a linhagem. Para evitar isso, só mantendo a raça 'pura' - e aí eles não estavam mais falando de ervilhas. O eugenista Madison Grant, do Museu Americano de História Natural, advertia em 1916: "O cruzamento entre um branco e um índio faz um índio, entre um branco e um hindu faz um indu, entre qualquer raça européia e um judeu faz um judeu".

As idéias eugenistas fizeram sucesso entre as elites intelectuais de boa parte do Ocidente, inclusive as brasileiras. Mas houve um país em que elas se desenvolveram primeiro, e não foi a Alemanha: foram os EUA. Não tardou até que os eugenistas de lá começassem a querer transformar suas teorias em políticas públicas. "Em suas mentes, as futuras gerações dos geneticamente incapazes deveriam ser eliminadas", diz o jornalista americano Edwin Black, autor de A Guerra contra os Fracos. A miscigenação deveria ser proibida.

Programas de engenharia humana começaram a surgir, inspirados por técnicas advindas de estábulos e galinheiros. O zoólogo Charles Davenport, líder do movimento nos EUA, acreditava que os humanos poderiam ser criados e castrados como trutas e cavalos. Instituições de prestígio, como a Fundação Rockefeller e o Instituto Carnegie, doaram fundos para as pesquisas, universidades de primeira linha, como Stanford, ministraram cursos. Os eugenistas americanos ergueram escritórios de registros de 'incapazes', criaram testes de QI para justificar seu encarceramento e conseguiram que 29 Estados fizessem leis para esterilizá-los.

As primeiras vítimas foram pobres da Virgínia, e depois negros, judeus, mexicanos, europeus do sul, epilépticos e alcoólatras. Segundo Black, 60 mil pessoas foram esterilizadas á força nos EUA. Em seguida, países como a Suécia e a Finlândia começaram programas parecidos.

Portanto, quando a Alemanha de Hitler começou a esterilizar deficientes físicos e mentais, em 1934, não estava inventando nada. Só que eles foram mais longe. "Hitler está nos vencendo em nosso próprio jogo", indignou-se o medico americano Joseph DeJarnette, que castrava pobres. Em 1939, os alemães começaram a matar deficientes, num programa de "eutanásia forçada". Médicos usaram o gás inseticida Zyklon B para eliminar 70 mil pessoas "indignas de viver". O programa foi suspenso após protestos, mas serviu de ensaio para os campos de concentração, onde Zyklon B exterminaria qualquer um que ameaçasse o projeto da raça pura e a conseqüente "melhora da humanidade".

"Hitler conseguiu recrutar mais seguidores entre alemães equilibrados ao afirmar que a ciência estava a seu lado", diz Black. "Seu vice, Rudolf Hess", dizia que o nacional-socialismo não era nada além de biologia aplicada." Com o carimbo da ciência, ainda que meio falsificado, ficou mais fácil compactuar com o absurdo nazista."

O interessante desta história é a proximidade com o caso atual das células-tronco. É o uso da ciência como justificativa para o extermínio. Os operadores do sistema mostram e fixam as descrições no futuro, a "melhora da humanidade", a raça pura, sem doenças, etc. Porém, não mostram os meios e os custos para se atingir o futuro e realizar os objetivos que perseguem.

É exatamente o que temos com as tais células-tronco. Mostram o futuro, a cura de doenças (já arranjaram um monte de doentes incuráveis para acompanhar a caravana da liberação do extermínio, ou seja, para sensibilizar e enganar a sociedade sobre suas pretensões), novos tratamentos, etc. Porém, não mostram os meios e os custos para se atingir o futuro que descrevem. Não dizem que as pesquisas envolve o extermínio de embriões e fetos ou o extermínio de vida que eles consideram inviável. Usam, mais uma vez, o carimbo da ciência, para justificar práticas de extermínio.

Contudo, assim como na história dos Nazistas, o começo não é tão violento quanto o meio e o final da história. No caso das células-tronco o começo envolve apenas alguns embriões e alguns fetos considerados inviáveis. Nada mais do que isto. Porém, a ampliação das pesquisas ou o advento de uma 'possível' descoberta irá gerar uma grande demanda por mais embriões e fetos.

Então, já não buscaram mais embriões e fetos inviáveis, pois já utilizaram tudo o que existia nos estoques. Logo, começarão a buscar e gerar novas fontes. Podem, inclusive, gerar um mercado de embriões, incentivar a produção de fertilização in vitro para produzir embriões e fetos, ou então, trabalharem para a liberalização do aborto. As mães abortam nas clínicas científicas que não cobram nada pelo serviço e ainda pagam uma quantia para a mãe do exterminado. fazem isto para ficarem com o feto que irão utilizar nas pesquisas ou como matéria-prima de seus medicamentos.

A mídia está gerando uma forte neblina para obscurecer a consciência da população. Fixa nos resultados e não conta o custo para se alcançar tais objetivos, ou seja, não diz quantos serão exterminado pelas pesquisas e depois pelos processos industriais que usam céluluas-tronco para produzir medicamentos, etc....
Quando a Ciência banaliza a vida: o caso das células-tronco
Eu não sou contra as pesquisas com células-tronco. Acredito que pesquisas científicas que melhorem e preservem a vida devem ser realizadas. Eu sou contra o uso de embriões ou fetos humanos nestas pesquisas. Seres Humanos não podem ser matéria-prima para processos industriais ou para pesquisa. A vida não pode ser matéria-prima de laboratório e tubos de ensaios.

Além disso, ressalto mais uma vez, a mídia somente foca nos resultados das pesquisas com as tais células troncas. Não dizem que estas pesquisas usam seres humanos como matéria-prima. Não dizem que vidas congeladas (outra aberração diabólica) serão eliminadas, fatiadas, liquefeitas e estudadas em microscópios, ou então, servirão para extrair as tais células tronco....

Querem fazer pesquisas com células-tronco ? Que façam... Porém, devem respeitar a vida. Busquem matéria-prima em outra parte. Considero que a proibição do uso de embriões e fetos humanos em pesquisas científicas é fundamental para impedir o avanço da banalização da vida. Um fenômeno que conhecemos muito bem e que resulta a extermínio em massa de pessoas consideradas inviáveis ou indesejáveis.

Usar embriões e fetos em pesquisas científicas é uma demonstração clara de banalização da vida, de coisificação do humano. O Homem é transformado em matéria-prima de processo científico ou industrial.

Isto parece ser uma coisa boba. Uma coisa sem muita importância. Uma coisa que a Ciência aprova com muitos méritos. Afinal novas curas e tratamentos irão surgir dessa panacéia chamada células-tronco. Isto me lembra um artigo sobre o Nazismo que foi publicado na Revista Superinteressante de julho de 2005.

Este artigo busca explicar as razões que levaram milhões de alemães a seguirem Hitler e a tolerarem as ações nazistas contra pessoas consideradas descartáveis pelo sistema. E a primeira idéia apresentada no artigo, que ajudou o totalitarismo a avançar na Alemanha, foi o carimbo da ciência.

Diz o texto: "Como uma pessoa comum pode conviver com sua consciência após assassinar inocentes ? A resposta: fica mais fácil dormir à noite quando se acredita que seus atos trarão o bem à humanidade. Hitler convenceu os alemães - e muitos estrangeiros - de que, após o massacre, nasceria um mundo melhor.

Isso pode soar absurdo hoje, mas era um fato aceito pela ciência da época. "O Holocausto não ocorreu no vácuo. Ele seguiu décadas de crescente aceitação científica à desigualdade entre os homens", diz o alemão Henry Friedlander, historiador e autor de The Origins of Nazi Genocide ("As origens do Genocídio Nazista", sem versão brasileira). Friedlander se refere a um conceito nascido no século 19 nas melhores universidades: a eugenia.

A eugenia surgiu sob o impacto da publicação, em 1859, de um livro que mudaria para sempre o pensamento ocidental: A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Darwin mostrou que as espécies não são imutáveis, mas evoluem gradualmente a partir de um antepassado comum à medida que os indivíduos mais aptos vivem mais e deixam mais descendentes. Pela primeira vez, o destino do mundo estava nas mãos da natureza, e não nas de Deus.

Darwin restringiu sua teoria ao mundo natural, mas outros pensadores a adaptaram - de um jeito meio torto - às sociedades humanas. O mais destacado entre eles foi o matemático inglês Francis Galton, primo de Darwin. Em 1865, ele postulou que a hereditariedade transmitia características mentais - o que faz sentido. Mas algumas idéias de Galton eram bem mais esquisitas. Por exemplo, ele dizia que, se os membros das melhores famílias se casassem com parceiros escolhidos, poderiam gerar uma raça de homens mais capazes. A partir das palavras gregas para "bem" e "nascer", Galton criou o termo "eugenia" para batizar essa nova teoria.

Galton se inspirou nas obras então recém-descobertas de Gregor Mendel, um monge checo morto 12 anos antes que passaria à história como fundador da genética. Ao cruzar pés de ervilhas, Mendel havia identificado características que governavam a reprodução, chamando-as de dominantes e recessivas. Quando ervilhas de casca enrugada cruzam com as cascas lisa, o descendente tende a ter casca enrugada, pois esse gene é dominante.

Os eugenistas viram na genética o argumento para justificar seu racismo. Eles interpretaram as experiências de Mendel assim: casca enrugada é uma 'degeneração' (hoje sabe-se que estavam errados - tratava-se apenas de uma variação genética, algo ótimo para a sobrevivência). Misturar genes bons com 'degenerados', para eles, estragaria a linhagem. Para evitar isso, só mantendo a raça 'pura' - e aí eles não estavam mais falando de ervilhas. O eugenista Madison Grant, do Museu Americano de História Natural, advertia em 1916: "O cruzamento entre um branco e um índio faz um índio, entre um branco e um hindu faz um indu, entre qualquer raça européia e um judeu faz um judeu".

As idéias eugenistas fizeram sucesso entre as elites intelectuais de boa parte do Ocidente, inclusive as brasileiras. Mas houve um país em que elas se desenvolveram primeiro, e não foi a Alemanha: foram os EUA. Não tardou até que os eugenistas de lá começassem a querer transformar suas teorias em políticas públicas. "Em suas mentes, as futuras gerações dos geneticamente incapazes deveriam ser eliminadas", diz o jornalista americano Edwin Black, autor de A Guerra contra os Fracos. A miscigenação deveria ser proibida.

Programas de engenharia humana começaram a surgir, inspirados por técnicas advindas de estábulos e galinheiros. O zoólogo Charles Davenport, líder do movimento nos EUA, acreditava que os humanos poderiam ser criados e castrados como trutas e cavalos. Instituições de prestígio, como a Fundação Rockefeller e o Instituto Carnegie, doaram fundos para as pesquisas, universidades de primeira linha, como Stanford, ministraram cursos. Os eugenistas americanos ergueram escritórios de registros de 'incapazes', criaram testes de QI para justificar seu encarceramento e conseguiram que 29 Estados fizessem leis para esterilizá-los.

As primeiras vítimas foram pobres da Virgínia, e depois negros, judeus, mexicanos, europeus do sul, epilépticos e alcoólatras. Segundo Black, 60 mil pessoas foram esterilizadas á força nos EUA. Em seguida, países como a Suécia e a Finlândia começaram programas parecidos.

Portanto, quando a Alemanha de Hitler começou a esterilizar deficientes físicos e mentais, em 1934, não estava inventando nada. Só que eles foram mais longe. "Hitler está nos vencendo em nosso próprio jogo", indignou-se o medico americano Joseph DeJarnette, que castrava pobres. Em 1939, os alemães começaram a matar deficientes, num programa de "eutanásia forçada". Médicos usaram o gás inseticida Zyklon B para eliminar 70 mil pessoas "indignas de viver". O programa foi suspenso após protestos, mas serviu de ensaio para os campos de concentração, onde Zyklon B exterminaria qualquer um que ameaçasse o projeto da raça pura e a conseqüente "melhora da humanidade".

"Hitler conseguiu recrutar mais seguidores entre alemães equilibrados ao afirmar que a ciência estava a seu lado", diz Black. "Seu vice, Rudolf Hess", dizia que o nacional-socialismo não era nada além de biologia aplicada." Com o carimbo da ciência, ainda que meio falsificado, ficou mais fácil compactuar com o absurdo nazista."

O interessante desta história é a proximidade com o caso atual das células-tronco. É o uso da ciência como justificativa para o extermínio. Os operadores do sistema mostram e fixam as descrições no futuro, a "melhora da humanidade", a raça pura, sem doenças, etc. Porém, não mostram os meios e os custos para se atingir o futuro e realizar os objetivos que perseguem.

É exatamente o que temos com as tais células-tronco. Mostram o futuro, a cura de doenças (já arranjaram um monte de doentes incuráveis para acompanhar a caravana da liberação do extermínio, ou seja, para sensibilizar e enganar a sociedade sobre suas pretensões), novos tratamentos, etc. Porém, não mostram os meios e os custos para se atingir o futuro que descrevem. Não dizem que as pesquisas envolve o extermínio de embriões e fetos ou o extermínio de vida que eles consideram inviável. Usam, mais uma vez, o carimbo da ciência, para justificar práticas de extermínio.

Contudo, assim como na história dos Nazistas, o começo não é tão violento quanto o meio e o final da história. No caso das células-tronco o começo envolve apenas alguns embriões e alguns fetos considerados inviáveis. Nada mais do que isto. Porém, a ampliação das pesquisas ou o advento de uma 'possível' descoberta irá gerar uma grande demanda por mais embriões e fetos.

Então, já não buscaram mais embriões e fetos inviáveis, pois já utilizaram tudo o que existia nos estoques. Logo, começarão a buscar e gerar novas fontes. Podem, inclusive, gerar um mercado de embriões, incentivar a produção de fertilização in vitro para produzir embriões e fetos, ou então, trabalharem para a liberalização do aborto. As mães abortam nas clínicas científicas que não cobram nada pelo serviço e ainda pagam uma quantia para a mãe do exterminado. fazem isto para ficarem com o feto que irão utilizar nas pesquisas ou como matéria-prima de seus medicamentos.

A mídia está gerando uma forte neblina para obscurecer a consciência da população. Fixa nos resultados e não conta o custo para se alcançar tais objetivos, ou seja, não diz quantos serão exterminado pelas pesquisas e depois pelos processos industriais que usam céluluas-tronco para produzir medicamentos, etc....

sexta-feira, 7 de março de 2008

Pequenas notas sobre o STF e as células-tronco
--> A decisão do STF sobre as células-tronco pode indicar uma tendência, mas não é determinante. Se a decisão for a favor dos ateus, ou seja, se autorizar o extermínio de embriões pelos cientistas, o que temos que fazer, logo após esta decisão, é modificar a lei, proibindo expressamente o uso de embriões humanos, de vidas humanas, como cobaias da ciência... Portanto, o STF deve prestar bem atenção no que está fazendo, pois a sociedade pode passar em cima deles como um rolo compressor. O poder pertence à maioria. O poder pertence à coletividade...

--> Vivemos em um país com uma ampla maioria de pessoas religiosas. Uma maioria de cristãos ou de pessoas que acreditam em Deus. Logo, neste país, uma minoria de cientistas ateus não podem derrogar a vontade da maioria e impôr para todos as suas concepções que banalizam a vida e a dignidade humana. É isto que estão tentando fazer: uma minoria de cientistas ateus tentando impôr sobre a grande maioria de cidadãos as suas crenças falaciosas na ciência pura, no vazio do ser, no nada humano.

--> Mas o IBOPE disse que a maioria apoiava as pesquisas... O IBOPE fez uma pesquisa tendenciosa e mentirosa. Uma pesquisa que não explicava para as pessoas que a pesquisa usaria embriões fecundados, ou seja, que usaria vida humana. O IBOPE usou o velho truque de não explicar nada e só falar dos benefícios da pesquisa. O IBOPE fez a propaganda que vendia a carne, mas não disse que a carne vendida era humana, ou seja, as pessoas responderam à pesquisa, se é que houve uma pesquisa, sem ter esclarecimento e orientação da matéria-prima usada na pesquisa.

--> A idéia de Estado Laico, que ouvimos por todos os lados, todos os dias, é outra grande mentira. Não vivemos em um Estado Laico. Vivemos em um Estado que diz ser Laico quando o tema é religioso, porém, quando a questão envolvida é um dogma do ateísmo, a coisa passa batido. Por exemplo, nas escolas e faculdades estudamos as teorias ateístas que explicam o Universo e a Vida, porém não estudamos as teorias religiosas. Se o Estado fosse Laico, nós estudaríamos todas as teorias e cada pessoa, cada cidadão, cada consciência, escolheria aquela que melhor lhe parecesse, sem nenhum tipo de imposição. Hoje, estão nos empurrando, goela a baixo, as teorias ateístas como se fossem verdades absolutas, quando são apenas teorias....

--> A questão não é paralisar e interromper os estudos científicos. A questão é desenvolver estudos que não impliquem o extermínio de seres humanos. Sejam seres adultos, sejam seres humanos em fase embrionária. Os estudos que usam a vida humana como matéria-prima de laboratório tem um preço alto demais. Outros caminhos existem e devem ser utilizados... Para estudar a rejeição de órgãos os nazistas cortavam o braço de uma criança e colavam em outra. Depois do fim dos nazistas, esses estudos continuaram sendo desenvolvidos, porém, de outras formas... Sem ter que cortar braços de crianças... Portanto, os cientistas devem encontrar outros meios para suas pesquisas... Se não sabem como, se virem nos trinta... Minhoca não tem pernas e anda, cambada !!!

--> Além disso, a mídia dominante está fechada com os ateus e com suas teorias que banalizam a vida e a dignidade humana. Basta ver os telejornais e as notícias que veiculam. Há um complô, uma conspiração do mal contra a vida e contra a dignidade humana. Outra coisa forma de combater esse ateísmo velado é mostrando a cara daquele que estão financiando as campanhas. Mostrar a cara deles em todas as partes e lugares e ao lado escrever, em letras garrafais: ATEU. Certamente, tem muito ateu que diz que tem religião, que é cristão, etc... Porém, só faz isto para não queimar seu filme com a opinião pública. Inclusive eu me lembro de um certo candidato, décadas atrás, que se declarou ateu publicamente. Fez isto na véspera da eleição. O que aconteceu com ele ? Perdeu feio....

--> Resumindo, os políticos que defendem as células-tronco e a descriminalização do aborto precisam ser apontados como ateus e se eles disserem que tem religião devem ser qualificados de hipócritas e falsos profetas. São religiosos na teoria, mas ateus na prática. Se eles tivessem religião defenderiam e protegeriam o pilar essencial que é a vida e a dignidade humana, assim como a consciência dos indivíduos. Se banalizam a vida e a dignidade humana estão em contradição com o fundamento. A coletividade, que possui religião e respeita a vida, precisa ser alertada e orientada daquilo que está sendo feito e do discurso mentiroso que encobre o esqueleto do mal. A maioria dos cidadãos tem religião, respeita a vida e a dignidade humana.

--> É válido assinalar ainda que a banalizam da vida e da dignidade humana é um bumerangue que está sendo lançado. É uma forma de inibir o avanço dos direitos humanos. Mais especificamente do principal direito que é o direito a vida. Quem banaliza a vida em sua essência, em seu ponto mais fraco e vulnerável, pode estar criando um mostro que irá devorá-lo mais tarde. Se a vida do embrião indefeso não vale nada e pode ser utilizada como matéria-prima de laboratório, a vida de quem faz isto também não vale nada. E eles também podem servir de cobaias para experimentos biológicos de laboratório, ou seja, quando algum doido resolver testar armas biológicas em algum grupo humano, estes cidadãos, para os quais a vida do embrião não vale nada, são os mais indicados para serem utilizados como cobaias. Aquilo que se faz com um, pode se fazer com o outro. Se o embrião não reclama, por que eles vão reclamar ? Se o embrião, com sua vida, está sendo obrigado a servir à ciência, eles também, com suas vidas, devem ser obrigados a servir à ciência... Direitos Humanos ? Se não tem para o embrião, por que teria para os outros ?

Que se aplique o mesmo peso e a mesma medida... Isto é justiça...
Pequenas notas sobre o STF e as células-tronco
--> A decisão do STF sobre as células-tronco pode indicar uma tendência, mas não é determinante. Se a decisão for a favor dos ateus, ou seja, se autorizar o extermínio de embriões pelos cientistas, o que temos que fazer, logo após esta decisão, é modificar a lei, proibindo expressamente o uso de embriões humanos, de vidas humanas, como cobaias da ciência... Portanto, o STF deve prestar bem atenção no que está fazendo, pois a sociedade pode passar em cima deles como um rolo compressor. O poder pertence à maioria. O poder pertence à coletividade...

--> Vivemos em um país com uma ampla maioria de pessoas religiosas. Uma maioria de cristãos ou de pessoas que acreditam em Deus. Logo, neste país, uma minoria de cientistas ateus não podem derrogar a vontade da maioria e impôr para todos as suas concepções que banalizam a vida e a dignidade humana. É isto que estão tentando fazer: uma minoria de cientistas ateus tentando impôr sobre a grande maioria de cidadãos as suas crenças falaciosas na ciência pura, no vazio do ser, no nada humano.

--> Mas o IBOPE disse que a maioria apoiava as pesquisas... O IBOPE fez uma pesquisa tendenciosa e mentirosa. Uma pesquisa que não explicava para as pessoas que a pesquisa usaria embriões fecundados, ou seja, que usaria vida humana. O IBOPE usou o velho truque de não explicar nada e só falar dos benefícios da pesquisa. O IBOPE fez a propaganda que vendia a carne, mas não disse que a carne vendida era humana, ou seja, as pessoas responderam à pesquisa, se é que houve uma pesquisa, sem ter esclarecimento e orientação da matéria-prima usada na pesquisa.

--> A idéia de Estado Laico, que ouvimos por todos os lados, todos os dias, é outra grande mentira. Não vivemos em um Estado Laico. Vivemos em um Estado que diz ser Laico quando o tema é religioso, porém, quando a questão envolvida é um dogma do ateísmo, a coisa passa batido. Por exemplo, nas escolas e faculdades estudamos as teorias ateístas que explicam o Universo e a Vida, porém não estudamos as teorias religiosas. Se o Estado fosse Laico, nós estudaríamos todas as teorias e cada pessoa, cada cidadão, cada consciência, escolheria aquela que melhor lhe parecesse, sem nenhum tipo de imposição. Hoje, estão nos empurrando, goela a baixo, as teorias ateístas como se fossem verdades absolutas, quando são apenas teorias....

--> A questão não é paralisar e interromper os estudos científicos. A questão é desenvolver estudos que não impliquem o extermínio de seres humanos. Sejam seres adultos, sejam seres humanos em fase embrionária. Os estudos que usam a vida humana como matéria-prima de laboratório tem um preço alto demais. Outros caminhos existem e devem ser utilizados... Para estudar a rejeição de órgãos os nazistas cortavam o braço de uma criança e colavam em outra. Depois do fim dos nazistas, esses estudos continuaram sendo desenvolvidos, porém, de outras formas... Sem ter que cortar braços de crianças... Portanto, os cientistas devem encontrar outros meios para suas pesquisas... Se não sabem como, se virem nos trinta... Minhoca não tem pernas e anda, cambada !!!

--> Além disso, a mídia dominante está fechada com os ateus e com suas teorias que banalizam a vida e a dignidade humana. Basta ver os telejornais e as notícias que veiculam. Há um complô, uma conspiração do mal contra a vida e contra a dignidade humana. Outra coisa forma de combater esse ateísmo velado é mostrando a cara daquele que estão financiando as campanhas. Mostrar a cara deles em todas as partes e lugares e ao lado escrever, em letras garrafais: ATEU. Certamente, tem muito ateu que diz que tem religião, que é cristão, etc... Porém, só faz isto para não queimar seu filme com a opinião pública. Inclusive eu me lembro de um certo candidato, décadas atrás, que se declarou ateu publicamente. Fez isto na véspera da eleição. O que aconteceu com ele ? Perdeu feio....

--> Resumindo, os políticos que defendem as células-tronco e a descriminalização do aborto precisam ser apontados como ateus e se eles disserem que tem religião devem ser qualificados de hipócritas e falsos profetas. São religiosos na teoria, mas ateus na prática. Se eles tivessem religião defenderiam e protegeriam o pilar essencial que é a vida e a dignidade humana, assim como a consciência dos indivíduos. Se banalizam a vida e a dignidade humana estão em contradição com o fundamento. A coletividade, que possui religião e respeita a vida, precisa ser alertada e orientada daquilo que está sendo feito e do discurso mentiroso que encobre o esqueleto do mal. A maioria dos cidadãos tem religião, respeita a vida e a dignidade humana.

--> É válido assinalar ainda que a banalizam da vida e da dignidade humana é um bumerangue que está sendo lançado. É uma forma de inibir o avanço dos direitos humanos. Mais especificamente do principal direito que é o direito a vida. Quem banaliza a vida em sua essência, em seu ponto mais fraco e vulnerável, pode estar criando um mostro que irá devorá-lo mais tarde. Se a vida do embrião indefeso não vale nada e pode ser utilizada como matéria-prima de laboratório, a vida de quem faz isto também não vale nada. E eles também podem servir de cobaias para experimentos biológicos de laboratório, ou seja, quando algum doido resolver testar armas biológicas em algum grupo humano, estes cidadãos, para os quais a vida do embrião não vale nada, são os mais indicados para serem utilizados como cobaias. Aquilo que se faz com um, pode se fazer com o outro. Se o embrião não reclama, por que eles vão reclamar ? Se o embrião, com sua vida, está sendo obrigado a servir à ciência, eles também, com suas vidas, devem ser obrigados a servir à ciência... Direitos Humanos ? Se não tem para o embrião, por que teria para os outros ?

Que se aplique o mesmo peso e a mesma medida... Isto é justiça...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Maiakóvski no caminho da célula-tronco
Há um poema do Eduardo Alves da Costa com o título "No caminho com Maiakóvski". Este poema diz:
"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]"

A imagem mostrada por este poema é muito interessante. Uma imagem simples e singela que revela o plano do mal inserido em discursos do bem. Discursos solidários, altruístas e com casca inofensiva. Discursos que são verdadeiros cavalo de Tróia. Discursos que carregam, em seu interior, a semente do mal.

A idéia é simples e consiste em fragmentar as ações em milhares de pedaços. Quem vê os pedaços separados, não vê o todo. Não vê o conjunto reunido. Inegavelmente, é um truque, um artifício, muito eficiente.

Além disso, constroem um discurso que não pode ser refutado sem se expôr. Com isso paralisam e silenciam os homens de bem que lutam contra a hegemonia e o domínio do mal. "Roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. "

Isto se aplica perfeitamente às pesquisas com células-tronco. Dizem eles: "são embriões congelados há mais de três anos... São embriões descartáveis... São embriões inviáveis..." Pequenas frases. Frases inofensivas. Frases cavalo de Tróia que banalizam a vida e tentam jogar uma espessa nuvem de fumaça sobre a questão das células-tronco. Uma nuvem de fumaça que tem por finalidade esconder a vida que será exterminada e evidenciar uma possível, uma provável (não há certeza de nada), cura para doença...

O discurso foi construído para nos paralisar. Estão pisando as nossas flores, mas como estão buscando cura para doenças, não dizemos nada e aceitamos. Porém, não são meras flores. São vidas que estão sendo exterminadas. Vidas que estão servindo de cobaias para a ciência...

Inclusive, eu considero uma aberração a fecundação in vitro. É contra a natureza. É contra a biologia. Contra a ordem normal do mundo. Pior, fazem a fecundação in vitro e congelam os embriões. Geram a vida e depois a congelam ou descartam. Existe vida descartável ? Como um embrião pode ser inviável ? "Pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada."

Agora, dizem eles, é só pesquisa para compreender o mecanismo. Esta idéia de "compreender o mecanismo" não é nova. Lembro-me dos nazistas. Lembro do Mengele e de suas experiências para compreender o mecanismo. Lembram que ele cortava os braços de crianças e tentava colar o braço de uma na outra ? O Mengele também queria compreender o mecanismo... O mecanismo da rejeição, etc...

Hoje são embriões congelados há mais de 3 anos. São embriões descartáveis. São embriões inviáveis. Porém, se descobrirem uma cura, usando estes embriões, começará a produção em escala comercial ou industrial. E daí ? De onde virá os embriões ? Será que irão produzir embriões em larga escala para fazer os medicamentos ? Será que haverá uma fábrica onde os embriões são exterminados, lioquefeitos, filtrados e transformados em líquido injetável ?

Os nazistas usavam os corpos dos exterminados para fazer sabão. Os cientistas atuais querem usar embriões para fazer medicamentos. Qual é a diferença ? "Pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada."

De repente, alguém, por exemplo o Ministro Temporão, pode ver mais longe e dizer: "Vamos juntar as coisas ! Vamos legalizar o aborto. Assim, as mães podem ganhar dinheiro vendendo o feto abortado para as indústrias que utilizam células-tronco para fabricar medicamento. Com isso, geramos mais uma fonte de riqueza, uma fonte de renda..." E o mal começa a espalhar suas raízes, a juntar as partes separadas. E tudo começou porque toleramos as pequenas ações, deixamos eles pisarem nossas flores, matarem nosso cão, e não dissemos nada.

Vejam que começaram com a fecundação in vitro. Começaram congelando os embriões. Como nós deixamos passar, agora querem usar os embriões congelados, descartáveis ou inviáveis, para pesquisas. E se deixarmos passar, irão fazer coisa pior, muito pior...

Existem outras formas de pesquisa com células-tronco. Pesquisas que não usam células de embriões. Pesquisas que respeitam a vida. Estas são as pesquisas que devem ser incentivadas e financiadas. As demais devem ser banidas e proibidas, pois destroem a vida de indefesos, a vida do feto que está em desenvolvimento...

Na minha Teoria da Consciência e Liberdade considero a razão pura como um processo mental. Um processo formado por um conjunto de pensamentos coerentes que seguem o método científico. Porém, esta coerência e o método científico não são garantia de nada. Pode-se exterminar pessoas e grupos inteiros sendo coerente e seguindo o método científico. Não foi isto que o nazismo e o stalinismo fez ?

Por isso, a razão pura é um dos processos da consciência. É um processo que deve ser controlado e limitado por outros processos mentais. A razão pura não tem e nem deve ter força suficiente para agir sozinha e dominar os homens. Inclusive, este foi o grande erro do iluminismo. Erraram quando deram à razão pura hegemonia ou supremacia sobre todas as coisas e, principalmente, sobre o homem.

A razão pura, sendo um processo mental, é um sistema. E um sistema que, se agindo sozinho, é fanático e psicopata, seguindo os dogmas da ciência e buscando os objetivos estabelecidos sem atentar para suas ações, sem pesar as consequências, por exemplo, atentando para o fato de que a matéria-prima da pesquisa são embriões humanos, são pessoas em um estágio primitivo de desenvolvimento.

Contudo, a razão pura de um cientista, por ser fanática e psicopata, não hesitaria nem um pouco em usar os próprios filhos como cobaias dos experimentos científicos...

E nós não dissemos nada... Estão construindo as redes do mal bem diante dos nossos olhos, estão tecendo teias de destruição e extermínio ao nosso redor e nós não dizemos nada... "Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada."

É hora de prestar atenção, muita atenção, nas coisas que eles estão fazendo, naquilo que estão pedindo e nós estamos cedendo... A única coisa que pedem em troca é o nosso consentimento calado e obediente. Conduta que significa extermínio e destruição da vida e da dignidade humana...
Maiakóvski no caminho da célula-tronco
Há um poema do Eduardo Alves da Costa com o título "No caminho com Maiakóvski". Este poema diz:
"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]"

A imagem mostrada por este poema é muito interessante. Uma imagem simples e singela que revela o plano do mal inserido em discursos do bem. Discursos solidários, altruístas e com casca inofensiva. Discursos que são verdadeiros cavalo de Tróia. Discursos que carregam, em seu interior, a semente do mal.

A idéia é simples e consiste em fragmentar as ações em milhares de pedaços. Quem vê os pedaços separados, não vê o todo. Não vê o conjunto reunido. Inegavelmente, é um truque, um artifício, muito eficiente.

Além disso, constroem um discurso que não pode ser refutado sem se expôr. Com isso paralisam e silenciam os homens de bem que lutam contra a hegemonia e o domínio do mal. "Roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. "

Isto se aplica perfeitamente às pesquisas com células-tronco. Dizem eles: "são embriões congelados há mais de três anos... São embriões descartáveis... São embriões inviáveis..." Pequenas frases. Frases inofensivas. Frases cavalo de Tróia que banalizam a vida e tentam jogar uma espessa nuvem de fumaça sobre a questão das células-tronco. Uma nuvem de fumaça que tem por finalidade esconder a vida que será exterminada e evidenciar uma possível, uma provável (não há certeza de nada), cura para doença...

O discurso foi construído para nos paralisar. Estão pisando as nossas flores, mas como estão buscando cura para doenças, não dizemos nada e aceitamos. Porém, não são meras flores. São vidas que estão sendo exterminadas. Vidas que estão servindo de cobaias para a ciência...

Inclusive, eu considero uma aberração a fecundação in vitro. É contra a natureza. É contra a biologia. Contra a ordem normal do mundo. Pior, fazem a fecundação in vitro e congelam os embriões. Geram a vida e depois a congelam ou descartam. Existe vida descartável ? Como um embrião pode ser inviável ? "Pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada."

Agora, dizem eles, é só pesquisa para compreender o mecanismo. Esta idéia de "compreender o mecanismo" não é nova. Lembro-me dos nazistas. Lembro do Mengele e de suas experiências para compreender o mecanismo. Lembram que ele cortava os braços de crianças e tentava colar o braço de uma na outra ? O Mengele também queria compreender o mecanismo... O mecanismo da rejeição, etc...

Hoje são embriões congelados há mais de 3 anos. São embriões descartáveis. São embriões inviáveis. Porém, se descobrirem uma cura, usando estes embriões, começará a produção em escala comercial ou industrial. E daí ? De onde virá os embriões ? Será que irão produzir embriões em larga escala para fazer os medicamentos ? Será que haverá uma fábrica onde os embriões são exterminados, lioquefeitos, filtrados e transformados em líquido injetável ?

Os nazistas usavam os corpos dos exterminados para fazer sabão. Os cientistas atuais querem usar embriões para fazer medicamentos. Qual é a diferença ? "Pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada."

De repente, alguém, por exemplo o Ministro Temporão, pode ver mais longe e dizer: "Vamos juntar as coisas ! Vamos legalizar o aborto. Assim, as mães podem ganhar dinheiro vendendo o feto abortado para as indústrias que utilizam células-tronco para fabricar medicamento. Com isso, geramos mais uma fonte de riqueza, uma fonte de renda..." E o mal começa a espalhar suas raízes, a juntar as partes separadas. E tudo começou porque toleramos as pequenas ações, deixamos eles pisarem nossas flores, matarem nosso cão, e não dissemos nada.

Vejam que começaram com a fecundação in vitro. Começaram congelando os embriões. Como nós deixamos passar, agora querem usar os embriões congelados, descartáveis ou inviáveis, para pesquisas. E se deixarmos passar, irão fazer coisa pior, muito pior...

Existem outras formas de pesquisa com células-tronco. Pesquisas que não usam células de embriões. Pesquisas que respeitam a vida. Estas são as pesquisas que devem ser incentivadas e financiadas. As demais devem ser banidas e proibidas, pois destroem a vida de indefesos, a vida do feto que está em desenvolvimento...

Na minha Teoria da Consciência e Liberdade considero a razão pura como um processo mental. Um processo formado por um conjunto de pensamentos coerentes que seguem o método científico. Porém, esta coerência e o método científico não são garantia de nada. Pode-se exterminar pessoas e grupos inteiros sendo coerente e seguindo o método científico. Não foi isto que o nazismo e o stalinismo fez ?

Por isso, a razão pura é um dos processos da consciência. É um processo que deve ser controlado e limitado por outros processos mentais. A razão pura não tem e nem deve ter força suficiente para agir sozinha e dominar os homens. Inclusive, este foi o grande erro do iluminismo. Erraram quando deram à razão pura hegemonia ou supremacia sobre todas as coisas e, principalmente, sobre o homem.

A razão pura, sendo um processo mental, é um sistema. E um sistema que, se agindo sozinho, é fanático e psicopata, seguindo os dogmas da ciência e buscando os objetivos estabelecidos sem atentar para suas ações, sem pesar as consequências, por exemplo, atentando para o fato de que a matéria-prima da pesquisa são embriões humanos, são pessoas em um estágio primitivo de desenvolvimento.

Contudo, a razão pura de um cientista, por ser fanática e psicopata, não hesitaria nem um pouco em usar os próprios filhos como cobaias dos experimentos científicos...

E nós não dissemos nada... Estão construindo as redes do mal bem diante dos nossos olhos, estão tecendo teias de destruição e extermínio ao nosso redor e nós não dizemos nada... "Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada."

É hora de prestar atenção, muita atenção, nas coisas que eles estão fazendo, naquilo que estão pedindo e nós estamos cedendo... A única coisa que pedem em troca é o nosso consentimento calado e obediente. Conduta que significa extermínio e destruição da vida e da dignidade humana...