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sexta-feira, 30 de maio de 2008

O extermínio autorizado pelo STF
O diabo é um homem com um plano. O mal é um conluio de homens. Hoje, no Brasil, há um mal dominando todos os níveis da sociedade. Um mal que está infiltrado em todos os poderes, na administração pública, no judiciário e na política. O mal são os grupos dominantes e seus tentáculos. Um mal que extermina e mata indefeso. Um mal que engloba, inclusive, o STF, como mostrou a decisão dos embriões, ou seja, autorização para matar mais indefesos.

Não são casos isolados, pois o perpetrador do mal, das violações de direitos humanos e do direito à vida, é o mesmo grupo, a mesma classe. Por isso, podemos juntar na mesma história, os presos assassinados pela Polícia no Carandiru, os trabalhadores assassinados em Carájas, os mortos da Candelária, os assassinados pela Polícia nos supostos ataques do PCC e os milhares assassinados pelo Governador do Rio de Janeiro... E, a partir de agora, os exterminados pelo STF que, ao invés de proteger os Direitos Humanos e o Direito à Vida, manda matar...

A decisão do STF, liberando as pesquisas com células-tronco, ou seja, liberando o extermínio de embriões, mostra a mentalidade atrasada e obtusa da maioria dos ministros. Mais do que isto, mostra como uma minoria de ateus, ou de gente que exerce hipocritamente a religião, está inserida nas instituições públicas. Mostra o mal e sua face diabólica que ataca dentro das normas e das leis e é acobertado/manejado por aqueles que deveriam proteger os indefesos...

Como proteger a vida em um ambiente onde a essência da vida pode ser exterminada e virar ingrediente de pseudos-cientistas ? Como falar em Direitos Humanos onde a corte suprema do país autoriza o extermínio de indefeso ? Talvez o próximo passo dos utilitaristas seja propor o extermínio ou o uso de deficientes físicos/mentais nas experiências científicas. Podem usar o mesmo argumento que usaram para os embriões: são inviáveis como seres humanos e podem ser usados como cobaias para experimentos e teste de medicamentos, etc. Se alguém fizer uma lei nesse sentido, certamente, o STF com a sua negligência e imperícia na área dos direitos humanos e de proteção à vida vai considerá-la válida e constitucional.

Já vivemos em um ambiente de graves violações de Direitos Humanos e esta decisão do STF fortalece mais ainda a idéia de que a proteção da vida e os Direitos Humanos só servem aos interesses dominantes. Quando querem violar a vida, afastam os Direitos Humanos, criando categorias de seres humanos inviáveis.

Não adianta construirmos Teorias e modelos de sociedade onde a proteção dos Direitos Humanos e da vida sejam valores supremos. Estes modelos de sociedade só funcionam em ambientes avançados, onde a consciência da sociedade seja uniforme e haja um compromisso com as próximas gerações, com os fracos e indefesos.

Hoje vivemos em uma estrutura de dominação, exploração, exclusão e opressão. Nesta estrutura em que vivemos, neste ambiente de subdesenvolvimento e violência, os direitos humanos, assim como a proteção da vida, são inviáveis e impraticáveis, pois a única forma de manter e perpetuar a dominação, a exploração, a exclusão e a opressão é violando os Direitos Humanos e o Direito a Vida, matando o inimigo. E a única forma de se lutar contra a dominação, a exploração, a exclusão e a opressão é violando os Direitos Humanos e o Direito à vida dos grupos dominantes, ou seja, matando os exploradores e opressores.

A luta tem que ser contra a estrutura do sistema. A estrutura tem que ser destruída. Os dominadores e opressores tem que ser exterminado antes que exterminem todos os indefesos da sociedade. Nós podemos resistir a eles. Mas os indefesos não podem...

O STF autorizou o extermínio de indefesos para se buscar a cura de doenças degenerativas, deficiência física, etc. Este extermínio serve aos interesses dos grupos dominantes (laboratórios farmacêuticos que buscam novos produtos e tratamentos). A cura, se for encontrada, custará caro. Não se busca cura para quem está doente, mas sim para quem tem dinheiro para pagar o tratamento.

Além disso, a panacéia das células-troncos é um engodo. Hoje os cientistas se manifestaram dizendo que a cura não virá rapidamente e nem há certeza de que descobrirão coisas novas. Depois que aprovaram o extermínio perderam a convicção de que as células-troncos era a panacéia. Portanto, o que queriam era a aprovação do extermínio de embriões. Só isto. O resto era conversa para obter o extermínio.

Isto fica evidente quando se observa que se houvesse uma panacéia escondida nas células-troncos os países que usam as células -tronco em suas pesquisas já teriam descoberto os medicamentos miraculosos. Resumindo, venderam um produto fictício e, mais cedo ou mais tarde, terão que entregá-lo.

Por isso, a estratégia para reverter a interpretação do STF é a inserção na Constituição de um dispositivo claro que impeça este tipo de pesquisa e proteja definitivamente os embriões, os seres humanos em fase embrionárias. Logo, a luta contra o extermínio e contra os ateus se deslocará para o Congresso. COntudo, isto não deve ser feito agora. Vamos esperar um pouco... Vamos esperar que as mentiras dos charlatães se tornem claras para a sociedade. Para isto precisamos fazer apenas uma pergunta: cadê as curas miraculosas, cadê os paralíticos andando, os surdos ouvindos e os cegos enxergando ?

Mas não é só isto... Eu vejo claramente que fomentar o discurso dos Direitos Humanos e de proteção à vida em um ambiente de dominação, exploração e opressão é extremamente prejudicial para os oprimidos e explorados, pois estes aceitam e adotam facilmente este discurso, uma vez que são seus principais beneficiários, logo, baixam as armas e passam a respeitar os Direitos Humanos ea vida. Porém, os grupos dominantes, o explorador e o opressor não aceitam, não adotam e não respeitam os Direitos Humanos, principalmente, o Direito à Vida. Estes grupos não entregam suas armas e param de explorar, excluir ou oprimir. Pior do que isto, intensificam a opressão.

Portanto, fomentar os Direitos Humanos em um ambiente de dominação acaba desarmando os oprimidos e fortalecendo os opressores. Em um ambiente de violência e violações somente a violência e as violações surtem efeito. SOmente a força pode parar a força. Quando os oprimidos baixam a cabeça (é isto que os Direitos Humanos fazem), os opressores crescem, tornam a exploração mais intensa e chicoteiam com mais força.

Por exemplo, se toda vez que a Polícia do RIo de Janeiro fosse até a favela e matasse dez pessoas, os moradores da favela invadissem a cidade e matassem dez autoridades públicas importantes (operadores do sistema de dominação), a violência no Rio de Janeiro seria mínima. Nenhuma autoridade pública iria correr o risco de ser pisoteada e massacrada pela coletividade. Enquanto só a Polícia matar e a população se submeter aos Direitos Humanos e respeitar a vida dos operadores do sistema de dominação, a violência continuará...

A decisão do STF, criando uma classe de seres humanos inviáveis, neste momento sugere que o discurso dos direitos e de proteção à vida, no Brasil, serve à dominação. Aceitar este discurso é aceitar a nossa escravidão, exploração e opressão.

Por isso, precisamos considerar a possibilidade de rasgar, definitivamente, a cartilha de direitos humanos e proteger um levante armado contra os grupos dominantes. Se não há direitos humanos e direito à vida para os indefesos e oprimidos, também não há que se falar em direitos humanos e direito à vida para os opressores e exploradores, para as autoridades públicas que promovem e autorizam as violações.
As regras de direitos humanos e de direito à vida engessa, paralisa e inviabiliza a luta contra a dominação e a opressão, pois inibe o uso da violência contra os dominadores, seus infiltrados e seus tentáculos (autoridades públicas, mídia, etc).

Logo, se estabelecermos que os grupos dominantes, as autoridades públicas que impedem o avanço da justiça social e a perpetuação da exploração e opressão, assim como seus infiltrados, também pertencem a uma categoria de pessoas inviáveis que devem ser exterminadas ou usadas como cobais em experimentos científicos e testes de medicamentos, teremos mais garantias de eficácia dos Direitos Humanos em um mundo posterior.

Por exemplo, desde que assumiu o seu mandato o governador do Rio de Janeiro já matou milhares e milhares de pessoas. Se tivesse havido um levante armado na primeira vez que o governador matou dezenas de pessoas com a sua polícia terrorista, não teríamos tantas mortes, pois, possivelmente, o governador teria sido morto durante o levante.

Os governantes precisam aprender a ter medo da sociedade e da coletividade. Precisam ver que os Direitos Humanos e a proteção à vida não serve apenas aos oprimidos, mas também a eles. Se eles violam os Direitos Humanos e o Direito à vida da maioria da população, a maioria da população pode agir exterminando os grupos dominantes.

Isto é um fato histórico. E isto sempre aconteceu no mundo. Inclusive os próprios Direitos Humanos se originaram em ações desse tipo. Basta lembrar do Rei João Sem-Terra aprisionado pelos nobres ingleses. Basta lembrar da nobreza e do Rei exterminado pela Revolução Francesa, assim como da Revolução Russa.

Hoje não temos Rei. Porém, olhando para os grupos dominantes e para a uniformidade da exploração, exclusão e opressão que promovem, podemos ver a figura de um Rei, um grande Leviatã pisoteando a coletividade, a maioria da população. Para cortar a cabeça desse Rei-Leviatã, como fizeram na Revolução Francesa ou na Revolução Russa, teremos que cortar a cabeça de cada elemento individual que integra o grande leviatã. Esta é a luta que tem que ser travada...

Inegavelmente, a decisão do STF, autorizando o extermínio dos embriões, também contribui, e muito, para a construção de um ambiente favorável ao retorno totalitário. Seja pela banalização da vida, oriunda da decisão, que criou um grupo de seres humanos inviáveis e descartáveis, seres humanos que são coisa e servem como matéria-prima para experimentos científicos. Na Alemanha usavam os corpos dos judeus mortos nos campos de concentração para fazer sabão. No Brasil usam embriões para tentar produzir medicamentos. Há diferença entre os métodos ?

Não há diferença, pois a vida é a mesma em toda as suas fases. O que diferencia um embrião de um adulto é a consciência, a cultura. Porém, a vida é a mesma. Logo, a banalização da vida pode ocorrer tanto para um embrião, quanto para um adulto e, ao invés de falarmos em extermínio de uma raça, teremos que falar em extermínio de seres humanos embrionários.

Certamente, muito não veêm ligação entre a decisão do STF e o Totalitarismo, assim como não veêm ligação entre a Teoria de Kelsen e o Nazismo. É difícil estabelecer uma linha direta de causa e efeito. E isto facilita, e muito, o trabalho dos operadores do sistema de dominação, exploração e exclusão. Operadores que usam e aplicam, com maestria, a Dialética Hegeliana.

A dominação, a exploração e a opressão da maioria da sociedade, por uma minoria econômica, está toda assentada na Dialética Hegeliana. É um modo de agir e operar o sistema de dominação sem mostra a cara, um modo dissimulado de explorar, excluir e oprimir, sem ser identificado. A ação do STF, dentro da Dialética Hegeliana, é um passo de um conjunto de outros passos que são dados por outros agentes, órgãos e instituições de dominação.

A ligação entre a decisão do STF e o Totalitarismo pode ser revelada olhando para um conceito antigo da Alquimia: as afinidades eletivas. Afinidades eletivas que foram utilizadas, por exemplo, por Max Weber na análise de relações entre doutrinas religiosas e formas de comporamento econômico, mais especificamente entre a ética protestante e o espírito capitalista.

Contudo, falarei destas questão em um outro Post... Po enquanto, ficaremos com a idéia de que a decisão do STF fragiliza a proteção dos Direitos Humanos e do Direito à vida no Brasil. E de que o ambiente de exploração, exclusão e opressão no qual vivemos inviabiliza e torna impraticável uma cultura de Direitos Humanos. Pior do que isto, fomentar os Direitos Humanos em um ambiente de dominação fortalece as estruturas de opressão, pois desarma o oprimido...

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Texto da internet: Dialética Hegeliana

No Processo Dialético, o conflito controlado produz mudança controlada. Portanto, a continuidade do conflito é buscada a todo custo, e é continuada seja bom teatro ou não.

Além disso, o Processo Dialético propõe que o progresso seja feito em uma linha em ziguezague, não em uma linha reta. Por exemplo, se eles tentassem ir diretamente do ponto A para o ponto Z em uma linha reta, seus inimigos muito facilmente veriam o que eles estão tentando realizar e montariam uma contra-ofensiva para evitar que alcançassem sua meta do ponto Z.

Entretanto, se o progresso for feito do Ponto A ao C, depois ao F, e em um movimento para trás e para frente, as pessoas seriam menos facilmente convencidas de que o que está acontecendo será prejudicial para elas, e assim dificilmente acreditarão, e mais dificilmente ainda tomarão atitudes para se opor ao plano.

Algumas vezes esse Processo Dialético também é descrito como "Três passos para a frente, dois para trás, cinco passos para a frente, três para trás." Como comentou certa vez o premier soviético Kruschev, quando o comunismo está em seu "movimento dois passos para trás", parecerá ao observador casual ou cético que o comunismo está retrocedendo. Na realidade, o que está acontecendo é que o comunismo está recuando o martelo para se preparar para outro golpe, outro avanço de três passos.
O extermínio autorizado pelo STF
O diabo é um homem com um plano. O mal é um conluio de homens. Hoje, no Brasil, há um mal dominando todos os níveis da sociedade. Um mal que está infiltrado em todos os poderes, na administração pública, no judiciário e na política. O mal são os grupos dominantes e seus tentáculos. Um mal que extermina e mata indefeso. Um mal que engloba, inclusive, o STF, como mostrou a decisão dos embriões, ou seja, autorização para matar mais indefesos.

Não são casos isolados, pois o perpetrador do mal, das violações de direitos humanos e do direito à vida, é o mesmo grupo, a mesma classe. Por isso, podemos juntar na mesma história, os presos assassinados pela Polícia no Carandiru, os trabalhadores assassinados em Carájas, os mortos da Candelária, os assassinados pela Polícia nos supostos ataques do PCC e os milhares assassinados pelo Governador do Rio de Janeiro... E, a partir de agora, os exterminados pelo STF que, ao invés de proteger os Direitos Humanos e o Direito à Vida, manda matar...

A decisão do STF, liberando as pesquisas com células-tronco, ou seja, liberando o extermínio de embriões, mostra a mentalidade atrasada e obtusa da maioria dos ministros. Mais do que isto, mostra como uma minoria de ateus, ou de gente que exerce hipocritamente a religião, está inserida nas instituições públicas. Mostra o mal e sua face diabólica que ataca dentro das normas e das leis e é acobertado/manejado por aqueles que deveriam proteger os indefesos...

Como proteger a vida em um ambiente onde a essência da vida pode ser exterminada e virar ingrediente de pseudos-cientistas ? Como falar em Direitos Humanos onde a corte suprema do país autoriza o extermínio de indefeso ? Talvez o próximo passo dos utilitaristas seja propor o extermínio ou o uso de deficientes físicos/mentais nas experiências científicas. Podem usar o mesmo argumento que usaram para os embriões: são inviáveis como seres humanos e podem ser usados como cobaias para experimentos e teste de medicamentos, etc. Se alguém fizer uma lei nesse sentido, certamente, o STF com a sua negligência e imperícia na área dos direitos humanos e de proteção à vida vai considerá-la válida e constitucional.

Já vivemos em um ambiente de graves violações de Direitos Humanos e esta decisão do STF fortalece mais ainda a idéia de que a proteção da vida e os Direitos Humanos só servem aos interesses dominantes. Quando querem violar a vida, afastam os Direitos Humanos, criando categorias de seres humanos inviáveis.

Não adianta construirmos Teorias e modelos de sociedade onde a proteção dos Direitos Humanos e da vida sejam valores supremos. Estes modelos de sociedade só funcionam em ambientes avançados, onde a consciência da sociedade seja uniforme e haja um compromisso com as próximas gerações, com os fracos e indefesos.

Hoje vivemos em uma estrutura de dominação, exploração, exclusão e opressão. Nesta estrutura em que vivemos, neste ambiente de subdesenvolvimento e violência, os direitos humanos, assim como a proteção da vida, são inviáveis e impraticáveis, pois a única forma de manter e perpetuar a dominação, a exploração, a exclusão e a opressão é violando os Direitos Humanos e o Direito a Vida, matando o inimigo. E a única forma de se lutar contra a dominação, a exploração, a exclusão e a opressão é violando os Direitos Humanos e o Direito à vida dos grupos dominantes, ou seja, matando os exploradores e opressores.

A luta tem que ser contra a estrutura do sistema. A estrutura tem que ser destruída. Os dominadores e opressores tem que ser exterminado antes que exterminem todos os indefesos da sociedade. Nós podemos resistir a eles. Mas os indefesos não podem...

O STF autorizou o extermínio de indefesos para se buscar a cura de doenças degenerativas, deficiência física, etc. Este extermínio serve aos interesses dos grupos dominantes (laboratórios farmacêuticos que buscam novos produtos e tratamentos). A cura, se for encontrada, custará caro. Não se busca cura para quem está doente, mas sim para quem tem dinheiro para pagar o tratamento.

Além disso, a panacéia das células-troncos é um engodo. Hoje os cientistas se manifestaram dizendo que a cura não virá rapidamente e nem há certeza de que descobrirão coisas novas. Depois que aprovaram o extermínio perderam a convicção de que as células-troncos era a panacéia. Portanto, o que queriam era a aprovação do extermínio de embriões. Só isto. O resto era conversa para obter o extermínio.

Isto fica evidente quando se observa que se houvesse uma panacéia escondida nas células-troncos os países que usam as células -tronco em suas pesquisas já teriam descoberto os medicamentos miraculosos. Resumindo, venderam um produto fictício e, mais cedo ou mais tarde, terão que entregá-lo.

Por isso, a estratégia para reverter a interpretação do STF é a inserção na Constituição de um dispositivo claro que impeça este tipo de pesquisa e proteja definitivamente os embriões, os seres humanos em fase embrionárias. Logo, a luta contra o extermínio e contra os ateus se deslocará para o Congresso. COntudo, isto não deve ser feito agora. Vamos esperar um pouco... Vamos esperar que as mentiras dos charlatães se tornem claras para a sociedade. Para isto precisamos fazer apenas uma pergunta: cadê as curas miraculosas, cadê os paralíticos andando, os surdos ouvindos e os cegos enxergando ?

Mas não é só isto... Eu vejo claramente que fomentar o discurso dos Direitos Humanos e de proteção à vida em um ambiente de dominação, exploração e opressão é extremamente prejudicial para os oprimidos e explorados, pois estes aceitam e adotam facilmente este discurso, uma vez que são seus principais beneficiários, logo, baixam as armas e passam a respeitar os Direitos Humanos ea vida. Porém, os grupos dominantes, o explorador e o opressor não aceitam, não adotam e não respeitam os Direitos Humanos, principalmente, o Direito à Vida. Estes grupos não entregam suas armas e param de explorar, excluir ou oprimir. Pior do que isto, intensificam a opressão.

Portanto, fomentar os Direitos Humanos em um ambiente de dominação acaba desarmando os oprimidos e fortalecendo os opressores. Em um ambiente de violência e violações somente a violência e as violações surtem efeito. SOmente a força pode parar a força. Quando os oprimidos baixam a cabeça (é isto que os Direitos Humanos fazem), os opressores crescem, tornam a exploração mais intensa e chicoteiam com mais força.

Por exemplo, se toda vez que a Polícia do RIo de Janeiro fosse até a favela e matasse dez pessoas, os moradores da favela invadissem a cidade e matassem dez autoridades públicas importantes (operadores do sistema de dominação), a violência no Rio de Janeiro seria mínima. Nenhuma autoridade pública iria correr o risco de ser pisoteada e massacrada pela coletividade. Enquanto só a Polícia matar e a população se submeter aos Direitos Humanos e respeitar a vida dos operadores do sistema de dominação, a violência continuará...

A decisão do STF, criando uma classe de seres humanos inviáveis, neste momento sugere que o discurso dos direitos e de proteção à vida, no Brasil, serve à dominação. Aceitar este discurso é aceitar a nossa escravidão, exploração e opressão.

Por isso, precisamos considerar a possibilidade de rasgar, definitivamente, a cartilha de direitos humanos e proteger um levante armado contra os grupos dominantes. Se não há direitos humanos e direito à vida para os indefesos e oprimidos, também não há que se falar em direitos humanos e direito à vida para os opressores e exploradores, para as autoridades públicas que promovem e autorizam as violações.
As regras de direitos humanos e de direito à vida engessa, paralisa e inviabiliza a luta contra a dominação e a opressão, pois inibe o uso da violência contra os dominadores, seus infiltrados e seus tentáculos (autoridades públicas, mídia, etc).

Logo, se estabelecermos que os grupos dominantes, as autoridades públicas que impedem o avanço da justiça social e a perpetuação da exploração e opressão, assim como seus infiltrados, também pertencem a uma categoria de pessoas inviáveis que devem ser exterminadas ou usadas como cobais em experimentos científicos e testes de medicamentos, teremos mais garantias de eficácia dos Direitos Humanos em um mundo posterior.

Por exemplo, desde que assumiu o seu mandato o governador do Rio de Janeiro já matou milhares e milhares de pessoas. Se tivesse havido um levante armado na primeira vez que o governador matou dezenas de pessoas com a sua polícia terrorista, não teríamos tantas mortes, pois, possivelmente, o governador teria sido morto durante o levante.

Os governantes precisam aprender a ter medo da sociedade e da coletividade. Precisam ver que os Direitos Humanos e a proteção à vida não serve apenas aos oprimidos, mas também a eles. Se eles violam os Direitos Humanos e o Direito à vida da maioria da população, a maioria da população pode agir exterminando os grupos dominantes.

Isto é um fato histórico. E isto sempre aconteceu no mundo. Inclusive os próprios Direitos Humanos se originaram em ações desse tipo. Basta lembrar do Rei João Sem-Terra aprisionado pelos nobres ingleses. Basta lembrar da nobreza e do Rei exterminado pela Revolução Francesa, assim como da Revolução Russa.

Hoje não temos Rei. Porém, olhando para os grupos dominantes e para a uniformidade da exploração, exclusão e opressão que promovem, podemos ver a figura de um Rei, um grande Leviatã pisoteando a coletividade, a maioria da população. Para cortar a cabeça desse Rei-Leviatã, como fizeram na Revolução Francesa ou na Revolução Russa, teremos que cortar a cabeça de cada elemento individual que integra o grande leviatã. Esta é a luta que tem que ser travada...

Inegavelmente, a decisão do STF, autorizando o extermínio dos embriões, também contribui, e muito, para a construção de um ambiente favorável ao retorno totalitário. Seja pela banalização da vida, oriunda da decisão, que criou um grupo de seres humanos inviáveis e descartáveis, seres humanos que são coisa e servem como matéria-prima para experimentos científicos. Na Alemanha usavam os corpos dos judeus mortos nos campos de concentração para fazer sabão. No Brasil usam embriões para tentar produzir medicamentos. Há diferença entre os métodos ?

Não há diferença, pois a vida é a mesma em toda as suas fases. O que diferencia um embrião de um adulto é a consciência, a cultura. Porém, a vida é a mesma. Logo, a banalização da vida pode ocorrer tanto para um embrião, quanto para um adulto e, ao invés de falarmos em extermínio de uma raça, teremos que falar em extermínio de seres humanos embrionários.

Certamente, muito não veêm ligação entre a decisão do STF e o Totalitarismo, assim como não veêm ligação entre a Teoria de Kelsen e o Nazismo. É difícil estabelecer uma linha direta de causa e efeito. E isto facilita, e muito, o trabalho dos operadores do sistema de dominação, exploração e exclusão. Operadores que usam e aplicam, com maestria, a Dialética Hegeliana.

A dominação, a exploração e a opressão da maioria da sociedade, por uma minoria econômica, está toda assentada na Dialética Hegeliana. É um modo de agir e operar o sistema de dominação sem mostra a cara, um modo dissimulado de explorar, excluir e oprimir, sem ser identificado. A ação do STF, dentro da Dialética Hegeliana, é um passo de um conjunto de outros passos que são dados por outros agentes, órgãos e instituições de dominação.

A ligação entre a decisão do STF e o Totalitarismo pode ser revelada olhando para um conceito antigo da Alquimia: as afinidades eletivas. Afinidades eletivas que foram utilizadas, por exemplo, por Max Weber na análise de relações entre doutrinas religiosas e formas de comporamento econômico, mais especificamente entre a ética protestante e o espírito capitalista.

Contudo, falarei destas questão em um outro Post... Po enquanto, ficaremos com a idéia de que a decisão do STF fragiliza a proteção dos Direitos Humanos e do Direito à vida no Brasil. E de que o ambiente de exploração, exclusão e opressão no qual vivemos inviabiliza e torna impraticável uma cultura de Direitos Humanos. Pior do que isto, fomentar os Direitos Humanos em um ambiente de dominação fortalece as estruturas de opressão, pois desarma o oprimido...

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Texto da internet: Dialética Hegeliana

No Processo Dialético, o conflito controlado produz mudança controlada. Portanto, a continuidade do conflito é buscada a todo custo, e é continuada seja bom teatro ou não.

Além disso, o Processo Dialético propõe que o progresso seja feito em uma linha em ziguezague, não em uma linha reta. Por exemplo, se eles tentassem ir diretamente do ponto A para o ponto Z em uma linha reta, seus inimigos muito facilmente veriam o que eles estão tentando realizar e montariam uma contra-ofensiva para evitar que alcançassem sua meta do ponto Z.

Entretanto, se o progresso for feito do Ponto A ao C, depois ao F, e em um movimento para trás e para frente, as pessoas seriam menos facilmente convencidas de que o que está acontecendo será prejudicial para elas, e assim dificilmente acreditarão, e mais dificilmente ainda tomarão atitudes para se opor ao plano.

Algumas vezes esse Processo Dialético também é descrito como "Três passos para a frente, dois para trás, cinco passos para a frente, três para trás." Como comentou certa vez o premier soviético Kruschev, quando o comunismo está em seu "movimento dois passos para trás", parecerá ao observador casual ou cético que o comunismo está retrocedendo. Na realidade, o que está acontecendo é que o comunismo está recuando o martelo para se preparar para outro golpe, outro avanço de três passos.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Pequenas notas sobre o STF e as células-tronco
--> A decisão do STF sobre as células-tronco pode indicar uma tendência, mas não é determinante. Se a decisão for a favor dos ateus, ou seja, se autorizar o extermínio de embriões pelos cientistas, o que temos que fazer, logo após esta decisão, é modificar a lei, proibindo expressamente o uso de embriões humanos, de vidas humanas, como cobaias da ciência... Portanto, o STF deve prestar bem atenção no que está fazendo, pois a sociedade pode passar em cima deles como um rolo compressor. O poder pertence à maioria. O poder pertence à coletividade...

--> Vivemos em um país com uma ampla maioria de pessoas religiosas. Uma maioria de cristãos ou de pessoas que acreditam em Deus. Logo, neste país, uma minoria de cientistas ateus não podem derrogar a vontade da maioria e impôr para todos as suas concepções que banalizam a vida e a dignidade humana. É isto que estão tentando fazer: uma minoria de cientistas ateus tentando impôr sobre a grande maioria de cidadãos as suas crenças falaciosas na ciência pura, no vazio do ser, no nada humano.

--> Mas o IBOPE disse que a maioria apoiava as pesquisas... O IBOPE fez uma pesquisa tendenciosa e mentirosa. Uma pesquisa que não explicava para as pessoas que a pesquisa usaria embriões fecundados, ou seja, que usaria vida humana. O IBOPE usou o velho truque de não explicar nada e só falar dos benefícios da pesquisa. O IBOPE fez a propaganda que vendia a carne, mas não disse que a carne vendida era humana, ou seja, as pessoas responderam à pesquisa, se é que houve uma pesquisa, sem ter esclarecimento e orientação da matéria-prima usada na pesquisa.

--> A idéia de Estado Laico, que ouvimos por todos os lados, todos os dias, é outra grande mentira. Não vivemos em um Estado Laico. Vivemos em um Estado que diz ser Laico quando o tema é religioso, porém, quando a questão envolvida é um dogma do ateísmo, a coisa passa batido. Por exemplo, nas escolas e faculdades estudamos as teorias ateístas que explicam o Universo e a Vida, porém não estudamos as teorias religiosas. Se o Estado fosse Laico, nós estudaríamos todas as teorias e cada pessoa, cada cidadão, cada consciência, escolheria aquela que melhor lhe parecesse, sem nenhum tipo de imposição. Hoje, estão nos empurrando, goela a baixo, as teorias ateístas como se fossem verdades absolutas, quando são apenas teorias....

--> A questão não é paralisar e interromper os estudos científicos. A questão é desenvolver estudos que não impliquem o extermínio de seres humanos. Sejam seres adultos, sejam seres humanos em fase embrionária. Os estudos que usam a vida humana como matéria-prima de laboratório tem um preço alto demais. Outros caminhos existem e devem ser utilizados... Para estudar a rejeição de órgãos os nazistas cortavam o braço de uma criança e colavam em outra. Depois do fim dos nazistas, esses estudos continuaram sendo desenvolvidos, porém, de outras formas... Sem ter que cortar braços de crianças... Portanto, os cientistas devem encontrar outros meios para suas pesquisas... Se não sabem como, se virem nos trinta... Minhoca não tem pernas e anda, cambada !!!

--> Além disso, a mídia dominante está fechada com os ateus e com suas teorias que banalizam a vida e a dignidade humana. Basta ver os telejornais e as notícias que veiculam. Há um complô, uma conspiração do mal contra a vida e contra a dignidade humana. Outra coisa forma de combater esse ateísmo velado é mostrando a cara daquele que estão financiando as campanhas. Mostrar a cara deles em todas as partes e lugares e ao lado escrever, em letras garrafais: ATEU. Certamente, tem muito ateu que diz que tem religião, que é cristão, etc... Porém, só faz isto para não queimar seu filme com a opinião pública. Inclusive eu me lembro de um certo candidato, décadas atrás, que se declarou ateu publicamente. Fez isto na véspera da eleição. O que aconteceu com ele ? Perdeu feio....

--> Resumindo, os políticos que defendem as células-tronco e a descriminalização do aborto precisam ser apontados como ateus e se eles disserem que tem religião devem ser qualificados de hipócritas e falsos profetas. São religiosos na teoria, mas ateus na prática. Se eles tivessem religião defenderiam e protegeriam o pilar essencial que é a vida e a dignidade humana, assim como a consciência dos indivíduos. Se banalizam a vida e a dignidade humana estão em contradição com o fundamento. A coletividade, que possui religião e respeita a vida, precisa ser alertada e orientada daquilo que está sendo feito e do discurso mentiroso que encobre o esqueleto do mal. A maioria dos cidadãos tem religião, respeita a vida e a dignidade humana.

--> É válido assinalar ainda que a banalizam da vida e da dignidade humana é um bumerangue que está sendo lançado. É uma forma de inibir o avanço dos direitos humanos. Mais especificamente do principal direito que é o direito a vida. Quem banaliza a vida em sua essência, em seu ponto mais fraco e vulnerável, pode estar criando um mostro que irá devorá-lo mais tarde. Se a vida do embrião indefeso não vale nada e pode ser utilizada como matéria-prima de laboratório, a vida de quem faz isto também não vale nada. E eles também podem servir de cobaias para experimentos biológicos de laboratório, ou seja, quando algum doido resolver testar armas biológicas em algum grupo humano, estes cidadãos, para os quais a vida do embrião não vale nada, são os mais indicados para serem utilizados como cobaias. Aquilo que se faz com um, pode se fazer com o outro. Se o embrião não reclama, por que eles vão reclamar ? Se o embrião, com sua vida, está sendo obrigado a servir à ciência, eles também, com suas vidas, devem ser obrigados a servir à ciência... Direitos Humanos ? Se não tem para o embrião, por que teria para os outros ?

Que se aplique o mesmo peso e a mesma medida... Isto é justiça...
Pequenas notas sobre o STF e as células-tronco
--> A decisão do STF sobre as células-tronco pode indicar uma tendência, mas não é determinante. Se a decisão for a favor dos ateus, ou seja, se autorizar o extermínio de embriões pelos cientistas, o que temos que fazer, logo após esta decisão, é modificar a lei, proibindo expressamente o uso de embriões humanos, de vidas humanas, como cobaias da ciência... Portanto, o STF deve prestar bem atenção no que está fazendo, pois a sociedade pode passar em cima deles como um rolo compressor. O poder pertence à maioria. O poder pertence à coletividade...

--> Vivemos em um país com uma ampla maioria de pessoas religiosas. Uma maioria de cristãos ou de pessoas que acreditam em Deus. Logo, neste país, uma minoria de cientistas ateus não podem derrogar a vontade da maioria e impôr para todos as suas concepções que banalizam a vida e a dignidade humana. É isto que estão tentando fazer: uma minoria de cientistas ateus tentando impôr sobre a grande maioria de cidadãos as suas crenças falaciosas na ciência pura, no vazio do ser, no nada humano.

--> Mas o IBOPE disse que a maioria apoiava as pesquisas... O IBOPE fez uma pesquisa tendenciosa e mentirosa. Uma pesquisa que não explicava para as pessoas que a pesquisa usaria embriões fecundados, ou seja, que usaria vida humana. O IBOPE usou o velho truque de não explicar nada e só falar dos benefícios da pesquisa. O IBOPE fez a propaganda que vendia a carne, mas não disse que a carne vendida era humana, ou seja, as pessoas responderam à pesquisa, se é que houve uma pesquisa, sem ter esclarecimento e orientação da matéria-prima usada na pesquisa.

--> A idéia de Estado Laico, que ouvimos por todos os lados, todos os dias, é outra grande mentira. Não vivemos em um Estado Laico. Vivemos em um Estado que diz ser Laico quando o tema é religioso, porém, quando a questão envolvida é um dogma do ateísmo, a coisa passa batido. Por exemplo, nas escolas e faculdades estudamos as teorias ateístas que explicam o Universo e a Vida, porém não estudamos as teorias religiosas. Se o Estado fosse Laico, nós estudaríamos todas as teorias e cada pessoa, cada cidadão, cada consciência, escolheria aquela que melhor lhe parecesse, sem nenhum tipo de imposição. Hoje, estão nos empurrando, goela a baixo, as teorias ateístas como se fossem verdades absolutas, quando são apenas teorias....

--> A questão não é paralisar e interromper os estudos científicos. A questão é desenvolver estudos que não impliquem o extermínio de seres humanos. Sejam seres adultos, sejam seres humanos em fase embrionária. Os estudos que usam a vida humana como matéria-prima de laboratório tem um preço alto demais. Outros caminhos existem e devem ser utilizados... Para estudar a rejeição de órgãos os nazistas cortavam o braço de uma criança e colavam em outra. Depois do fim dos nazistas, esses estudos continuaram sendo desenvolvidos, porém, de outras formas... Sem ter que cortar braços de crianças... Portanto, os cientistas devem encontrar outros meios para suas pesquisas... Se não sabem como, se virem nos trinta... Minhoca não tem pernas e anda, cambada !!!

--> Além disso, a mídia dominante está fechada com os ateus e com suas teorias que banalizam a vida e a dignidade humana. Basta ver os telejornais e as notícias que veiculam. Há um complô, uma conspiração do mal contra a vida e contra a dignidade humana. Outra coisa forma de combater esse ateísmo velado é mostrando a cara daquele que estão financiando as campanhas. Mostrar a cara deles em todas as partes e lugares e ao lado escrever, em letras garrafais: ATEU. Certamente, tem muito ateu que diz que tem religião, que é cristão, etc... Porém, só faz isto para não queimar seu filme com a opinião pública. Inclusive eu me lembro de um certo candidato, décadas atrás, que se declarou ateu publicamente. Fez isto na véspera da eleição. O que aconteceu com ele ? Perdeu feio....

--> Resumindo, os políticos que defendem as células-tronco e a descriminalização do aborto precisam ser apontados como ateus e se eles disserem que tem religião devem ser qualificados de hipócritas e falsos profetas. São religiosos na teoria, mas ateus na prática. Se eles tivessem religião defenderiam e protegeriam o pilar essencial que é a vida e a dignidade humana, assim como a consciência dos indivíduos. Se banalizam a vida e a dignidade humana estão em contradição com o fundamento. A coletividade, que possui religião e respeita a vida, precisa ser alertada e orientada daquilo que está sendo feito e do discurso mentiroso que encobre o esqueleto do mal. A maioria dos cidadãos tem religião, respeita a vida e a dignidade humana.

--> É válido assinalar ainda que a banalizam da vida e da dignidade humana é um bumerangue que está sendo lançado. É uma forma de inibir o avanço dos direitos humanos. Mais especificamente do principal direito que é o direito a vida. Quem banaliza a vida em sua essência, em seu ponto mais fraco e vulnerável, pode estar criando um mostro que irá devorá-lo mais tarde. Se a vida do embrião indefeso não vale nada e pode ser utilizada como matéria-prima de laboratório, a vida de quem faz isto também não vale nada. E eles também podem servir de cobaias para experimentos biológicos de laboratório, ou seja, quando algum doido resolver testar armas biológicas em algum grupo humano, estes cidadãos, para os quais a vida do embrião não vale nada, são os mais indicados para serem utilizados como cobaias. Aquilo que se faz com um, pode se fazer com o outro. Se o embrião não reclama, por que eles vão reclamar ? Se o embrião, com sua vida, está sendo obrigado a servir à ciência, eles também, com suas vidas, devem ser obrigados a servir à ciência... Direitos Humanos ? Se não tem para o embrião, por que teria para os outros ?

Que se aplique o mesmo peso e a mesma medida... Isto é justiça...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Maiakóvski no caminho da célula-tronco
Há um poema do Eduardo Alves da Costa com o título "No caminho com Maiakóvski". Este poema diz:
"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]"

A imagem mostrada por este poema é muito interessante. Uma imagem simples e singela que revela o plano do mal inserido em discursos do bem. Discursos solidários, altruístas e com casca inofensiva. Discursos que são verdadeiros cavalo de Tróia. Discursos que carregam, em seu interior, a semente do mal.

A idéia é simples e consiste em fragmentar as ações em milhares de pedaços. Quem vê os pedaços separados, não vê o todo. Não vê o conjunto reunido. Inegavelmente, é um truque, um artifício, muito eficiente.

Além disso, constroem um discurso que não pode ser refutado sem se expôr. Com isso paralisam e silenciam os homens de bem que lutam contra a hegemonia e o domínio do mal. "Roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. "

Isto se aplica perfeitamente às pesquisas com células-tronco. Dizem eles: "são embriões congelados há mais de três anos... São embriões descartáveis... São embriões inviáveis..." Pequenas frases. Frases inofensivas. Frases cavalo de Tróia que banalizam a vida e tentam jogar uma espessa nuvem de fumaça sobre a questão das células-tronco. Uma nuvem de fumaça que tem por finalidade esconder a vida que será exterminada e evidenciar uma possível, uma provável (não há certeza de nada), cura para doença...

O discurso foi construído para nos paralisar. Estão pisando as nossas flores, mas como estão buscando cura para doenças, não dizemos nada e aceitamos. Porém, não são meras flores. São vidas que estão sendo exterminadas. Vidas que estão servindo de cobaias para a ciência...

Inclusive, eu considero uma aberração a fecundação in vitro. É contra a natureza. É contra a biologia. Contra a ordem normal do mundo. Pior, fazem a fecundação in vitro e congelam os embriões. Geram a vida e depois a congelam ou descartam. Existe vida descartável ? Como um embrião pode ser inviável ? "Pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada."

Agora, dizem eles, é só pesquisa para compreender o mecanismo. Esta idéia de "compreender o mecanismo" não é nova. Lembro-me dos nazistas. Lembro do Mengele e de suas experiências para compreender o mecanismo. Lembram que ele cortava os braços de crianças e tentava colar o braço de uma na outra ? O Mengele também queria compreender o mecanismo... O mecanismo da rejeição, etc...

Hoje são embriões congelados há mais de 3 anos. São embriões descartáveis. São embriões inviáveis. Porém, se descobrirem uma cura, usando estes embriões, começará a produção em escala comercial ou industrial. E daí ? De onde virá os embriões ? Será que irão produzir embriões em larga escala para fazer os medicamentos ? Será que haverá uma fábrica onde os embriões são exterminados, lioquefeitos, filtrados e transformados em líquido injetável ?

Os nazistas usavam os corpos dos exterminados para fazer sabão. Os cientistas atuais querem usar embriões para fazer medicamentos. Qual é a diferença ? "Pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada."

De repente, alguém, por exemplo o Ministro Temporão, pode ver mais longe e dizer: "Vamos juntar as coisas ! Vamos legalizar o aborto. Assim, as mães podem ganhar dinheiro vendendo o feto abortado para as indústrias que utilizam células-tronco para fabricar medicamento. Com isso, geramos mais uma fonte de riqueza, uma fonte de renda..." E o mal começa a espalhar suas raízes, a juntar as partes separadas. E tudo começou porque toleramos as pequenas ações, deixamos eles pisarem nossas flores, matarem nosso cão, e não dissemos nada.

Vejam que começaram com a fecundação in vitro. Começaram congelando os embriões. Como nós deixamos passar, agora querem usar os embriões congelados, descartáveis ou inviáveis, para pesquisas. E se deixarmos passar, irão fazer coisa pior, muito pior...

Existem outras formas de pesquisa com células-tronco. Pesquisas que não usam células de embriões. Pesquisas que respeitam a vida. Estas são as pesquisas que devem ser incentivadas e financiadas. As demais devem ser banidas e proibidas, pois destroem a vida de indefesos, a vida do feto que está em desenvolvimento...

Na minha Teoria da Consciência e Liberdade considero a razão pura como um processo mental. Um processo formado por um conjunto de pensamentos coerentes que seguem o método científico. Porém, esta coerência e o método científico não são garantia de nada. Pode-se exterminar pessoas e grupos inteiros sendo coerente e seguindo o método científico. Não foi isto que o nazismo e o stalinismo fez ?

Por isso, a razão pura é um dos processos da consciência. É um processo que deve ser controlado e limitado por outros processos mentais. A razão pura não tem e nem deve ter força suficiente para agir sozinha e dominar os homens. Inclusive, este foi o grande erro do iluminismo. Erraram quando deram à razão pura hegemonia ou supremacia sobre todas as coisas e, principalmente, sobre o homem.

A razão pura, sendo um processo mental, é um sistema. E um sistema que, se agindo sozinho, é fanático e psicopata, seguindo os dogmas da ciência e buscando os objetivos estabelecidos sem atentar para suas ações, sem pesar as consequências, por exemplo, atentando para o fato de que a matéria-prima da pesquisa são embriões humanos, são pessoas em um estágio primitivo de desenvolvimento.

Contudo, a razão pura de um cientista, por ser fanática e psicopata, não hesitaria nem um pouco em usar os próprios filhos como cobaias dos experimentos científicos...

E nós não dissemos nada... Estão construindo as redes do mal bem diante dos nossos olhos, estão tecendo teias de destruição e extermínio ao nosso redor e nós não dizemos nada... "Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada."

É hora de prestar atenção, muita atenção, nas coisas que eles estão fazendo, naquilo que estão pedindo e nós estamos cedendo... A única coisa que pedem em troca é o nosso consentimento calado e obediente. Conduta que significa extermínio e destruição da vida e da dignidade humana...
Maiakóvski no caminho da célula-tronco
Há um poema do Eduardo Alves da Costa com o título "No caminho com Maiakóvski". Este poema diz:
"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]"

A imagem mostrada por este poema é muito interessante. Uma imagem simples e singela que revela o plano do mal inserido em discursos do bem. Discursos solidários, altruístas e com casca inofensiva. Discursos que são verdadeiros cavalo de Tróia. Discursos que carregam, em seu interior, a semente do mal.

A idéia é simples e consiste em fragmentar as ações em milhares de pedaços. Quem vê os pedaços separados, não vê o todo. Não vê o conjunto reunido. Inegavelmente, é um truque, um artifício, muito eficiente.

Além disso, constroem um discurso que não pode ser refutado sem se expôr. Com isso paralisam e silenciam os homens de bem que lutam contra a hegemonia e o domínio do mal. "Roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. "

Isto se aplica perfeitamente às pesquisas com células-tronco. Dizem eles: "são embriões congelados há mais de três anos... São embriões descartáveis... São embriões inviáveis..." Pequenas frases. Frases inofensivas. Frases cavalo de Tróia que banalizam a vida e tentam jogar uma espessa nuvem de fumaça sobre a questão das células-tronco. Uma nuvem de fumaça que tem por finalidade esconder a vida que será exterminada e evidenciar uma possível, uma provável (não há certeza de nada), cura para doença...

O discurso foi construído para nos paralisar. Estão pisando as nossas flores, mas como estão buscando cura para doenças, não dizemos nada e aceitamos. Porém, não são meras flores. São vidas que estão sendo exterminadas. Vidas que estão servindo de cobaias para a ciência...

Inclusive, eu considero uma aberração a fecundação in vitro. É contra a natureza. É contra a biologia. Contra a ordem normal do mundo. Pior, fazem a fecundação in vitro e congelam os embriões. Geram a vida e depois a congelam ou descartam. Existe vida descartável ? Como um embrião pode ser inviável ? "Pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada."

Agora, dizem eles, é só pesquisa para compreender o mecanismo. Esta idéia de "compreender o mecanismo" não é nova. Lembro-me dos nazistas. Lembro do Mengele e de suas experiências para compreender o mecanismo. Lembram que ele cortava os braços de crianças e tentava colar o braço de uma na outra ? O Mengele também queria compreender o mecanismo... O mecanismo da rejeição, etc...

Hoje são embriões congelados há mais de 3 anos. São embriões descartáveis. São embriões inviáveis. Porém, se descobrirem uma cura, usando estes embriões, começará a produção em escala comercial ou industrial. E daí ? De onde virá os embriões ? Será que irão produzir embriões em larga escala para fazer os medicamentos ? Será que haverá uma fábrica onde os embriões são exterminados, lioquefeitos, filtrados e transformados em líquido injetável ?

Os nazistas usavam os corpos dos exterminados para fazer sabão. Os cientistas atuais querem usar embriões para fazer medicamentos. Qual é a diferença ? "Pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada."

De repente, alguém, por exemplo o Ministro Temporão, pode ver mais longe e dizer: "Vamos juntar as coisas ! Vamos legalizar o aborto. Assim, as mães podem ganhar dinheiro vendendo o feto abortado para as indústrias que utilizam células-tronco para fabricar medicamento. Com isso, geramos mais uma fonte de riqueza, uma fonte de renda..." E o mal começa a espalhar suas raízes, a juntar as partes separadas. E tudo começou porque toleramos as pequenas ações, deixamos eles pisarem nossas flores, matarem nosso cão, e não dissemos nada.

Vejam que começaram com a fecundação in vitro. Começaram congelando os embriões. Como nós deixamos passar, agora querem usar os embriões congelados, descartáveis ou inviáveis, para pesquisas. E se deixarmos passar, irão fazer coisa pior, muito pior...

Existem outras formas de pesquisa com células-tronco. Pesquisas que não usam células de embriões. Pesquisas que respeitam a vida. Estas são as pesquisas que devem ser incentivadas e financiadas. As demais devem ser banidas e proibidas, pois destroem a vida de indefesos, a vida do feto que está em desenvolvimento...

Na minha Teoria da Consciência e Liberdade considero a razão pura como um processo mental. Um processo formado por um conjunto de pensamentos coerentes que seguem o método científico. Porém, esta coerência e o método científico não são garantia de nada. Pode-se exterminar pessoas e grupos inteiros sendo coerente e seguindo o método científico. Não foi isto que o nazismo e o stalinismo fez ?

Por isso, a razão pura é um dos processos da consciência. É um processo que deve ser controlado e limitado por outros processos mentais. A razão pura não tem e nem deve ter força suficiente para agir sozinha e dominar os homens. Inclusive, este foi o grande erro do iluminismo. Erraram quando deram à razão pura hegemonia ou supremacia sobre todas as coisas e, principalmente, sobre o homem.

A razão pura, sendo um processo mental, é um sistema. E um sistema que, se agindo sozinho, é fanático e psicopata, seguindo os dogmas da ciência e buscando os objetivos estabelecidos sem atentar para suas ações, sem pesar as consequências, por exemplo, atentando para o fato de que a matéria-prima da pesquisa são embriões humanos, são pessoas em um estágio primitivo de desenvolvimento.

Contudo, a razão pura de um cientista, por ser fanática e psicopata, não hesitaria nem um pouco em usar os próprios filhos como cobaias dos experimentos científicos...

E nós não dissemos nada... Estão construindo as redes do mal bem diante dos nossos olhos, estão tecendo teias de destruição e extermínio ao nosso redor e nós não dizemos nada... "Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada."

É hora de prestar atenção, muita atenção, nas coisas que eles estão fazendo, naquilo que estão pedindo e nós estamos cedendo... A única coisa que pedem em troca é o nosso consentimento calado e obediente. Conduta que significa extermínio e destruição da vida e da dignidade humana...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

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A minha solução para a questão do aborto

Leonildo Correa - 15/06/2007 - 10:00

Começo esse texto dizendo que não faço parte de nenhuma corrente religiosa. Contudo, considero a religião, seja ela qual for, um elemento essencial na constituição do homem como ser humano. E digo, sem medo de errar: "O homem precisa de Deus, mesmo não acreditando Nele." Certamente, desconsidero aqui todos os desvirtuamentos que os homens fazem com a religião. Não é a religião que mata. São os homens, marcados por uma distorção fanática, que matam em nome da religião.

Além disso, informo que nesse texto os meus argumentos defendem a vida. Seja a vida da Mãe de um feto indesejado. Seja a vida do feto indesejado. Defendo a expectativa de vida que há na concepção para preservar a vida posterior, pois se matarmos todas as expectativas de vida na concepção exterminaremos completamente a espécie humana. Não há vida sem expectativa de vida. E para protegermos a vida temos que proteger a expectativa de vida.

Considero que a expectativa de vida começa na fecundação. As células fecundadas são vida e não são quaisquer células, como dizem e querem alguns. Se eu pego uma célula qualquer de outra parte do corpo, depois de 9 meses continuarei tendo a mesma célula, depois de 5 anos continuarei tendo a mesma célula com as mesmas características. Talvez um número maior de células, porém com as mesmas características. Se pego uma fecundação, depois de nove meses eu não terei as mesmas células com as mesmas características, mas sim um bebê, uma pessoa, um ser humano.

Portanto, não posso dizer que a fecundação são células comuns do corpo da mulher. Células que podem ser retiradas e destruídas a qualquer tempo. Contudo, alguém dirá: "Mas a ciência..." E antes que determine de dizer eu já respondo: Eu não gosto de argumentos científicos que buscam destruir a vida ou a expectativa de vida. Além disso, se levarmos as idéias científicas ao pé de letra vamos descobrir que somos apenas ligações químicas complexas, ou seja, somos apenas átomos. Mais do que isso, houve um tempo que a ciência dizia que o Sol girava em torno da Terra, que índios e negros não eram gente, etc. Enfim, os argumentos científicos de hoje podem ser completamente invalidados amanhã. Portanto, argumento científicos genocidas devem ser desconsiderados.

Mas isso não resolve o problema em questão, ou seja, se por um lado a liberação do aborto significa a autorização para um genocídio, por outro lado eu tenho a questão da gravidez indesejada e das mães que correm risco de vida em decorrência disso. Assim, como há a questão da liberdade e da soberania da mulher sobre o seu próprio corpo.

A minha solução é a seguinte: o aborto continua proibido. Não podemos autorizar o genocídio. Contudo, o Estado deverá cuidar das mães que, por alguma fatalidade, tiveram uma gravidez indesejada. O Estado cuidará dessa mãe por nove meses, dando-lhe todas as condições necessárias para ter um bebê saudável. Repito: o Estado dá gratuitamente todas as condições necessárias. Quando o bebê nascer, desde que a mãe da criança não tenha mudado de idéia, ele deverá ser entregue para adoção. E a mãe da criança retornará para casa como se nada tivesse acontecido.

Se existem tantas pessoas querendo adotar bebês, ou seja, na fila de espera por um recém-nascido, por que é que vamos liberar o genocídio ? Não, não podemos fazer isso. Se por um lado existe a oferta e por outro temos a demanda, tudo o que precisamos fazer é ligar os pontos. Por um lado uma mãe que não quer um bebê, por outro lado um casal que não consegue engravidar e que quer um recém-nascido.Logo, o que temos que fazer é colocar é ligar as duas pontas, ou seja, dar os meios e as condições para que a mãe da criança tenha um bebê saudável e depois encaminhar o recém-nascido para uma família que espera ansiosamente pela adoção.

Certamente, a gravidez indesejada vai parar a vida dessa mãe por nove meses, mas depois disso tudo voltará ao normal.

Essa saída resolve a maioria dos problemas de gravidez indesejada, inclusive inibe os casos de bebês jogados em lagoa, saco de lixo, enterrados vivos, etc. Assim, todas as mães que engravidarem indesejadamente terão as condições necessárias, fornecidas gratuitamente pelo Estado, para terem bebês saudáveis que serão encaminhados, assim que nascerem, aos pais adotivos.

Isso também evitará um outro problema que a liberação do aborto não irá resolver, ou seja, a questão de se saber até quando pode ser realizado o aborto. Abortar um feto é uma coisa. Abortar um bebê de 8 meses é outra. Certamente, irá colocar uma barreira nos meses iniciais. Assim, a partir de tantos meses não poderão as mais abortarem mais. Logo, a gravidez indesejada continuará existindo e se a mãe não quer a criança, ela dará um jeito de se livrar dele, seja jogando em lagoa, colocando em saco de lixo, enterrando vivo, etc.

Portanto, adotando esse método do Estado assumir a responsabilidade pela gravidez, dando condições para que essas mães tenham bebês saudáveis, estará protegendo não só a vida da mãe, mas acima de tudo a vida da criança. Isso porque o bebê foi indesejado por nove meses, porém depois disso uma família irá adotá-lo e cuidar dele como se fosse um filho esperado a muito tempo.

Certamente, isso não resolve os casos de risco de vida, ou seja, aqueles casos onde os médicos terão de escolher entre o feto e mãe. Nesses casos a possibilidade do aborto deve ser considerada. Porém, todas as possibilidades de salvar ambas as vidas devem ser tentadas.

Contudo, os argumentos anteriores poderão ser rebatidos facilmente. Poderão dizer que o Estado não tem dinheiro para dar as condições às mães e que matar os bebês sai mais barato. Poderão dizer que as mães não querem os bebês porque não querem perder nove meses de suas vidas, assim como não querem ficar gordas, etc. Portanto, matar os bebês é mais fácil e rápido.

Não aceito nenhum desses argumentos porque a vida humana não tem preço e matar um bebê que não tem meios para se defender é muito fácil. Inclusive percebo que há um projeto do mal sendo implantado em dois níveis: um grupo que busca matar os bebês no aborto e outro que busca mandar para os presídios os adolescentes, ou seja, reduzir a maioridade penal. O que está acontecendo ? Será que resolveram destruir a criançada ?

Enfim, a questão do aborto é uma questão de saúde pública. E a solução adotada pelo Estado não pode ser de destruir a vida. O Estado não pode implantar uma política genocída, ou seja, uma política de extermínio da espécie humana. Inclusive eu não vejo diferença entre as câmaras de gás de Hitler que matava judeus indefesos e uma política estatal que mata bebê indefeso. Eu não vejo diferença porque não há diferença. Nos dois casos se elimina a vida para se satisfazer interesses pessoais. Nos dois casos o Estado age para eliminar vidas indesejadas.

Isso não é aceitável e isso não pode ser tolerado, pois nenhum Estado pode ter uma política pública de extermínio.

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A minha solução para a questão do aborto

Leonildo Correa - 15/06/2007 - 10:00

Começo esse texto dizendo que não faço parte de nenhuma corrente religiosa. Contudo, considero a religião, seja ela qual for, um elemento essencial na constituição do homem como ser humano. E digo, sem medo de errar: "O homem precisa de Deus, mesmo não acreditando Nele." Certamente, desconsidero aqui todos os desvirtuamentos que os homens fazem com a religião. Não é a religião que mata. São os homens, marcados por uma distorção fanática, que matam em nome da religião.

Além disso, informo que nesse texto os meus argumentos defendem a vida. Seja a vida da Mãe de um feto indesejado. Seja a vida do feto indesejado. Defendo a expectativa de vida que há na concepção para preservar a vida posterior, pois se matarmos todas as expectativas de vida na concepção exterminaremos completamente a espécie humana. Não há vida sem expectativa de vida. E para protegermos a vida temos que proteger a expectativa de vida.

Considero que a expectativa de vida começa na fecundação. As células fecundadas são vida e não são quaisquer células, como dizem e querem alguns. Se eu pego uma célula qualquer de outra parte do corpo, depois de 9 meses continuarei tendo a mesma célula, depois de 5 anos continuarei tendo a mesma célula com as mesmas características. Talvez um número maior de células, porém com as mesmas características. Se pego uma fecundação, depois de nove meses eu não terei as mesmas células com as mesmas características, mas sim um bebê, uma pessoa, um ser humano.

Portanto, não posso dizer que a fecundação são células comuns do corpo da mulher. Células que podem ser retiradas e destruídas a qualquer tempo. Contudo, alguém dirá: "Mas a ciência..." E antes que determine de dizer eu já respondo: Eu não gosto de argumentos científicos que buscam destruir a vida ou a expectativa de vida. Além disso, se levarmos as idéias científicas ao pé de letra vamos descobrir que somos apenas ligações químicas complexas, ou seja, somos apenas átomos. Mais do que isso, houve um tempo que a ciência dizia que o Sol girava em torno da Terra, que índios e negros não eram gente, etc. Enfim, os argumentos científicos de hoje podem ser completamente invalidados amanhã. Portanto, argumento científicos genocidas devem ser desconsiderados.

Mas isso não resolve o problema em questão, ou seja, se por um lado a liberação do aborto significa a autorização para um genocídio, por outro lado eu tenho a questão da gravidez indesejada e das mães que correm risco de vida em decorrência disso. Assim, como há a questão da liberdade e da soberania da mulher sobre o seu próprio corpo.

A minha solução é a seguinte: o aborto continua proibido. Não podemos autorizar o genocídio. Contudo, o Estado deverá cuidar das mães que, por alguma fatalidade, tiveram uma gravidez indesejada. O Estado cuidará dessa mãe por nove meses, dando-lhe todas as condições necessárias para ter um bebê saudável. Repito: o Estado dá gratuitamente todas as condições necessárias. Quando o bebê nascer, desde que a mãe da criança não tenha mudado de idéia, ele deverá ser entregue para adoção. E a mãe da criança retornará para casa como se nada tivesse acontecido.

Se existem tantas pessoas querendo adotar bebês, ou seja, na fila de espera por um recém-nascido, por que é que vamos liberar o genocídio ? Não, não podemos fazer isso. Se por um lado existe a oferta e por outro temos a demanda, tudo o que precisamos fazer é ligar os pontos. Por um lado uma mãe que não quer um bebê, por outro lado um casal que não consegue engravidar e que quer um recém-nascido.Logo, o que temos que fazer é colocar é ligar as duas pontas, ou seja, dar os meios e as condições para que a mãe da criança tenha um bebê saudável e depois encaminhar o recém-nascido para uma família que espera ansiosamente pela adoção.

Certamente, a gravidez indesejada vai parar a vida dessa mãe por nove meses, mas depois disso tudo voltará ao normal.

Essa saída resolve a maioria dos problemas de gravidez indesejada, inclusive inibe os casos de bebês jogados em lagoa, saco de lixo, enterrados vivos, etc. Assim, todas as mães que engravidarem indesejadamente terão as condições necessárias, fornecidas gratuitamente pelo Estado, para terem bebês saudáveis que serão encaminhados, assim que nascerem, aos pais adotivos.

Isso também evitará um outro problema que a liberação do aborto não irá resolver, ou seja, a questão de se saber até quando pode ser realizado o aborto. Abortar um feto é uma coisa. Abortar um bebê de 8 meses é outra. Certamente, irá colocar uma barreira nos meses iniciais. Assim, a partir de tantos meses não poderão as mais abortarem mais. Logo, a gravidez indesejada continuará existindo e se a mãe não quer a criança, ela dará um jeito de se livrar dele, seja jogando em lagoa, colocando em saco de lixo, enterrando vivo, etc.

Portanto, adotando esse método do Estado assumir a responsabilidade pela gravidez, dando condições para que essas mães tenham bebês saudáveis, estará protegendo não só a vida da mãe, mas acima de tudo a vida da criança. Isso porque o bebê foi indesejado por nove meses, porém depois disso uma família irá adotá-lo e cuidar dele como se fosse um filho esperado a muito tempo.

Certamente, isso não resolve os casos de risco de vida, ou seja, aqueles casos onde os médicos terão de escolher entre o feto e mãe. Nesses casos a possibilidade do aborto deve ser considerada. Porém, todas as possibilidades de salvar ambas as vidas devem ser tentadas.

Contudo, os argumentos anteriores poderão ser rebatidos facilmente. Poderão dizer que o Estado não tem dinheiro para dar as condições às mães e que matar os bebês sai mais barato. Poderão dizer que as mães não querem os bebês porque não querem perder nove meses de suas vidas, assim como não querem ficar gordas, etc. Portanto, matar os bebês é mais fácil e rápido.

Não aceito nenhum desses argumentos porque a vida humana não tem preço e matar um bebê que não tem meios para se defender é muito fácil. Inclusive percebo que há um projeto do mal sendo implantado em dois níveis: um grupo que busca matar os bebês no aborto e outro que busca mandar para os presídios os adolescentes, ou seja, reduzir a maioridade penal. O que está acontecendo ? Será que resolveram destruir a criançada ?

Enfim, a questão do aborto é uma questão de saúde pública. E a solução adotada pelo Estado não pode ser de destruir a vida. O Estado não pode implantar uma política genocída, ou seja, uma política de extermínio da espécie humana. Inclusive eu não vejo diferença entre as câmaras de gás de Hitler que matava judeus indefesos e uma política estatal que mata bebê indefeso. Eu não vejo diferença porque não há diferença. Nos dois casos se elimina a vida para se satisfazer interesses pessoais. Nos dois casos o Estado age para eliminar vidas indesejadas.

Isso não é aceitável e isso não pode ser tolerado, pois nenhum Estado pode ter uma política pública de extermínio.