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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Eu queria fazer igual o Platão
Depois que os cidadãos, na Ágora, decidirm pela morte de Sócrates, Platão, revoltado, retirou a Filosofia da Ágora e levou para a Academia.

Diz a Professora Marilde da UNB: "Desconfiado do senso comum, da dóxa e das aparências, Platão retira a filosofia da àgora levando-a para a Academia. A Política passa a ser assunto dos filósofos, que, em função de seu talento especial no dom da reflexão, iriam iluminar a cidade com sua sabedoria, retirando as algemas da ignorância em que se encontrava o cidadão ateniense."

Eu gostaria de fazer igual o Platão. Gostaria de retirar o Direito e a Justiça do Largo São Francisco e levá-lo para outro lugar. Esta Faculdade, hoje, não tem condições de refletir sobre estas categorias. No máximo ela consegue refletir sobre a lei e sobre técnicas jurídicas formais de aplicação da lei, nada além disso.

Na minha perspectiva, a Justiça está acima do Direito e o Direito está acima da lei. Concordo com Ulpiano, justo é dar a cada um o seu. E complemento com Rui Barbosa, na exata medidade de suas desigualdades.

As ações da maioria dos Professores desta Faculdade choca-se, frontalmente, com a História da Faculdade. Eles não possuem nenhuma, absolutamente nenhuma, capacidade de refletir sobre o Direito e sobre a Justiça. Eles não sabem o que é o Direito e nem o que é o Justo. Eles apenas conhecem a letra morta da lei, a técnica jurídica formal e o interesse econômicos de seus clientes e dos grupos dominantes.

A História da Faculdade de Direito do Largo São Francisco é uma história de revolução, de abolicionistas, de estudantes revolucionários, partindo para frente de batalha, ou enfrentando a polícia da ditadura nas escadarias da Faculdade. É uma história acoplada à realidade, às aspirações da coletividade da maioria da população.

E hoje, a maioria dos professores da Faculdade, desconhecem, ou fingem desconhecer, a realidade e o cotidiano da maioria da população. Professores que afundam a Faculdade na lama da indiferença, do conformismo, da resignação, da ação vazia da legalidade, da tolerância do mal e das injustiças sociais. Pior do que isto, ainda perseguem, hipocritamente, aqueles que se levantam contra o mal

Se não conhecem o Povo, desconhecem o Direito que o Povo tem. Se desconhecem o Povo, não podem fazer Justiça para o Povo.
Eu queria fazer igual o Platão
Depois que os cidadãos, na Ágora, decidirm pela morte de Sócrates, Platão, revoltado, retirou a Filosofia da Ágora e levou para a Academia.

Diz a Professora Marilde da UNB: "Desconfiado do senso comum, da dóxa e das aparências, Platão retira a filosofia da àgora levando-a para a Academia. A Política passa a ser assunto dos filósofos, que, em função de seu talento especial no dom da reflexão, iriam iluminar a cidade com sua sabedoria, retirando as algemas da ignorância em que se encontrava o cidadão ateniense."

Eu gostaria de fazer igual o Platão. Gostaria de retirar o Direito e a Justiça do Largo São Francisco e levá-lo para outro lugar. Esta Faculdade, hoje, não tem condições de refletir sobre estas categorias. No máximo ela consegue refletir sobre a lei e sobre técnicas jurídicas formais de aplicação da lei, nada além disso.

Na minha perspectiva, a Justiça está acima do Direito e o Direito está acima da lei. Concordo com Ulpiano, justo é dar a cada um o seu. E complemento com Rui Barbosa, na exata medidade de suas desigualdades.

As ações da maioria dos Professores desta Faculdade choca-se, frontalmente, com a História da Faculdade. Eles não possuem nenhuma, absolutamente nenhuma, capacidade de refletir sobre o Direito e sobre a Justiça. Eles não sabem o que é o Direito e nem o que é o Justo. Eles apenas conhecem a letra morta da lei, a técnica jurídica formal e o interesse econômicos de seus clientes e dos grupos dominantes.

A História da Faculdade de Direito do Largo São Francisco é uma história de revolução, de abolicionistas, de estudantes revolucionários, partindo para frente de batalha, ou enfrentando a polícia da ditadura nas escadarias da Faculdade. É uma história acoplada à realidade, às aspirações da coletividade da maioria da população.

E hoje, a maioria dos professores da Faculdade, desconhecem, ou fingem desconhecer, a realidade e o cotidiano da maioria da população. Professores que afundam a Faculdade na lama da indiferença, do conformismo, da resignação, da ação vazia da legalidade, da tolerância do mal e das injustiças sociais. Pior do que isto, ainda perseguem, hipocritamente, aqueles que se levantam contra o mal

Se não conhecem o Povo, desconhecem o Direito que o Povo tem. Se desconhecem o Povo, não podem fazer Justiça para o Povo.

quinta-feira, 13 de março de 2008

A decadência da Faculdade de Direito da USP
A Faculdade de Direito da USP está em plena decadência. Cada vez afundando mais, pois agora até o chefe do serviço de informática está apitando dentro da Faculdade e estabelecendo censura nos computadores da unidade. Ele não tem competência para censurar nada. E o código de ética da USP não tem força para legitimar censura.

O chefe da informática alega mau uso dos computadores, portanto, antes de censurar ele violou a privacidade dos alunos. Caso contrário, como é que ele sabe que há mau uso dos computadores ? Logo, ele monitorou/violou, anteriormente, os acessos para ver o que os alunos estavam fazendo na internet e, depois, concluiu que deveria censurar e bloqueou os sites escolhido arbitrariamente.

Além disso, a história dele é mentirosa. Eu trabalhei na seção de informática da Faculdade e sei que ela tem uma fibra ótica exclusiva que liga-a à Faculdade de Medicina e desta diretamente à Telefônica. Outra coisa, os computadores foram censurados para os alunos que utilizam os cerca de 30 computadores, talvez menos, que estão dentro da Faculdade na sala pró-aluno. Quem não depende de computadores da Faculdade continua acessando tudo sem nenhum tipo de restrição. Logo, estamos diante de mais um caso grotesco de punição dos mais pobres.

Enfim, o indivíduo que estabeleceu a censura, assim como outros funcionários da Faculdade de Direito da USP, é um mentiroso ligado a sociedades secretas. E não se engane, por trás dele, estão os verdadeiros censores (Professores e diretor) que não mostram a cara para não receber o tapa, mas estão respaldando a arbitrariedade e a ilegalidade.

Esta censura mostra a fragilidade e a fraqueza de uma Faculdade que um dia foi a mais importante do país e que hoje vive apenas de história e marketing. Vive de vento, pois a mediocridade e a estupidez da classe dominante e das sociedades secretas tomou conta de tudo. Basta observar que o chefe da informática está censurando e limitando a liberdade dos alunos da mais tradicional Faculdade de Direito do Brasil e todo mundo está engolindo as mentiras dele.

A Faculdade de Direito da USP, cada dia, desce mais um pouco. E chegará o dia em que não restará mais nada, a não ser, mais uma faculdade qualquer. A história está sendo perdida e a inteligência que antes lá estava está se retirando. Ninguém suporta gente medíocre e estúpida, a maioria da classe dominante, administrando um órgão público.
A decadência da Faculdade de Direito da USP
A Faculdade de Direito da USP está em plena decadência. Cada vez afundando mais, pois agora até o chefe do serviço de informática está apitando dentro da Faculdade e estabelecendo censura nos computadores da unidade. Ele não tem competência para censurar nada. E o código de ética da USP não tem força para legitimar censura.

O chefe da informática alega mau uso dos computadores, portanto, antes de censurar ele violou a privacidade dos alunos. Caso contrário, como é que ele sabe que há mau uso dos computadores ? Logo, ele monitorou/violou, anteriormente, os acessos para ver o que os alunos estavam fazendo na internet e, depois, concluiu que deveria censurar e bloqueou os sites escolhido arbitrariamente.

Além disso, a história dele é mentirosa. Eu trabalhei na seção de informática da Faculdade e sei que ela tem uma fibra ótica exclusiva que liga-a à Faculdade de Medicina e desta diretamente à Telefônica. Outra coisa, os computadores foram censurados para os alunos que utilizam os cerca de 30 computadores, talvez menos, que estão dentro da Faculdade na sala pró-aluno. Quem não depende de computadores da Faculdade continua acessando tudo sem nenhum tipo de restrição. Logo, estamos diante de mais um caso grotesco de punição dos mais pobres.

Enfim, o indivíduo que estabeleceu a censura, assim como outros funcionários da Faculdade de Direito da USP, é um mentiroso ligado a sociedades secretas. E não se engane, por trás dele, estão os verdadeiros censores (Professores e diretor) que não mostram a cara para não receber o tapa, mas estão respaldando a arbitrariedade e a ilegalidade.

Esta censura mostra a fragilidade e a fraqueza de uma Faculdade que um dia foi a mais importante do país e que hoje vive apenas de história e marketing. Vive de vento, pois a mediocridade e a estupidez da classe dominante e das sociedades secretas tomou conta de tudo. Basta observar que o chefe da informática está censurando e limitando a liberdade dos alunos da mais tradicional Faculdade de Direito do Brasil e todo mundo está engolindo as mentiras dele.

A Faculdade de Direito da USP, cada dia, desce mais um pouco. E chegará o dia em que não restará mais nada, a não ser, mais uma faculdade qualquer. A história está sendo perdida e a inteligência que antes lá estava está se retirando. Ninguém suporta gente medíocre e estúpida, a maioria da classe dominante, administrando um órgão público.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Corrigindo uma injustiça
Eu disse que todos os professores da USP trabalham para classe dominante, doutrinando os alunos e transformando-os em operadores da dominação, da opressão e da exploração. Não são todos os professores que fazem isto.

Existem vários professores que denunciam este tipo de coisa e que tentam mudar os rumos da Universidade. São uma minoria, certamente. Uma minoria oprimida pelo sistema de dominação... Portanto, ainda há esperanças... Mínimas, mas há.

A USP é uma Universidade. É um sistema. É uma coisa. O que move coisas são pessoas. Agindo por si mesmos os sistemas tem personalidade fanática e psicopata. Não tem virtudes e nem valores. São as pessoas que devem dar virtudes e valores, dar moralidade e ética, aos sistemas.

O problema é que, geralmente, quem controla os sistemas são pessoas fanáticas e psicopatas. Logo, o perigo cresce exponencialmente, pois é uma coisa, naturalmente fanática e psicopata, sendo dirigida por fanáticos e psicopatas.

Documentário: The Corporation
Para determinar o tipo de personalidade que faz com que as corporações se comportem como uma máquina de externalizações, nós podemos analisá-las como um psiquiatra faria com um paciente. Nós podemos até formular um diagnóstico, baseando-se em casos de danos que infligiram em outras pessoas, selecionados de um universo de atividades corporativas. Danos aos trabalhadores: demissões, acusação de cartel, incêndios em fábricas, etc.

Dr. Robert Hare, Ph.D (Consultant to the FBI on psychopaths): Uma das perguntas que surgem, periodicamente, é se as corporações podem ser consideradas como psicopatas. E se olhamos a corporação como uma pessoa jurídica não é muito difícil comparar a loucura de um indivíduo com a loucura de uma corporação. Nós podemos analisar, uma a uma, através das características que definem esta desordem, e ver como elas podem se aplicar às corporações. Elas tem todas as características de fato. E, em muitos aspectos, as corporações representam o típico psicopata.

Joel Bakan: Bakan lembra que sempre ensinou a seus alunos que as corporações são como pessoas e que elas operam sempre para se auto-beneficiar. Da pergunta “Que tipo de pessoa é programada apenas para seguir os seus próprios interesses?”, o professor teve a idéia de simular uma análise psiquiátrica das corporações. A partir disso, os autores do documentário chegam à conclusão que essas instituições têm uma série de características comuns: são interessadas apenas em si mesmas, manipulam, são irresponsáveis, sofrem de falta de empatia e não têm capacidade de sentir remorso ou culpa. “Em outras palavras, a corporação é psicopata”, afirma Bakan.

Se a instituição dominante de nossa era foi criada com a imagem de um psicopata quem leva a responsabilidade moral por suas ações?

Milton Friedman: Pode um edifício ter opiniões morais? Pode um edifício ter responsabilidade social? Se um edifício não pode ter responsabilidade social porque as corporações seriam capazes disto? Uma corporação é simplesmente uma estrutura legal artificial, mas existem pessoas trabalhando lá, sejam os acionistas, sejam os gerentes, sejam os empregados, todos tem responsabilidade moral.

Noam Chomsky: É uma suposição justa que todo ser humano, seres humanos reais, aqueles de carne e osso, não corporativos, mas todo ser humano de carne e osso é uma pessoa moral. Vocês sabem que temos os mesmos genes, nós somos mais ou menos iguais, mas nossa natureza, nossa natureza humana permite todo tipo de comportamento. Quero dizer que cada um de nós, sob certas circunstâncias, poderia ser um operador de câmara de gás ou um santo. (...)

Quando você olha para uma corporação como você olharia para um proprietário de um escravo, você tem que distinguir entre a instituição e o indivíduo. A escravidão por exemplo, ou qualquer outra forma de tirania, tem a natureza de monstros, mas os indivíduos que participam dela podem ser os caras mais legais que você pode imaginar, benevolentes, amigáveis, bom com as crianças e mesmo legais com seus escravos, se importando com o sentimento dos outros. Como todo indivíduo deveria ser. Mas no plano institucional eles são monstros porque sua instituição é monstruosa. (...)

Privatizar não significa você pegar uma instituição pública e dá-la a uma pessoa bacana. Significa você pegar uma instituição pública e dá-la a uma tirania irresponsável. Instituições públicas tem muitos lados bons. Por exemplo elas podem propositalmente dar prejuízos. Elas não são para dar lucros. Elas podem propositalmente trabalhar no vermelho, por causa dos benefícios que isto pode trazer. Por exemplo, se uma indústria pública de aço trabalha no vermelho, ela está provendo aço barato para outras indústrias, talvez isto seja uma coisa boa. Instituições públicas podem ser um dispositivo anti-ciclos. Isto significa que podem manter o emprego em períodos de recessão, aumentando a demanda e ajudando sair da recessão. Companhias privadas não podem fazer isto. Em um período de recessão jogam fora sua força de trabalho, porque é assim que se ganha dinheiro.

Dr. Jeremy Rifkin (Presidente, Foundation on Economic Trends): O caso Chakrabarty é um dos grandes momentos judiciais da história do mundo. E o público ficou totalmente inconsciente do que aconteceu e o que o processo envolvia. A General Electric e o Professor Chakrabarty foram ao escritório de patentes com um pequeno micróbio que comia óleo derramado. Eles disseram que haviam modificado o micróbio em laboratório e que por isso era uma invenção.

O escritório de patentes e o governo dos Estados Unidos deram uma olhada nesta citada invenção; e disseram de jeito nenhum. As patentes não cobrem coisas vivas. Isto não é uma invenção. Parem com isso. Então a General Electric e o Doutor Chakrabarty apelaram para a corte americana de apelações. E todo mundo ficou surpreso quando pela decisão de três a dois eles passaram por cima do escritório de patentes. Eles disseram que o micróbio parecia mais como um detergente ou um reagente do que como um cavalo ou uma abelha. Eu ri porque eles não entendiam biologia básica; parecia mais como um produto químico para eles. Tenha ele uma antena ou olhos ou asas ou pernas isso nunca cruzaria as suas mesas e seria patenteado. Então o escritório de patentes apelou. E o que o público deve saber agora é que o escritório de patentes foi muito claro que você não poderia patentear vida.

Minha organização providenciou o relatório "amicus curiae" se você permitir a patente deste micróbio, nós argumentamos significa que sem qualquer discussão no congresso ou discussão pública as corporações possuirão os direitos sobre os projetos da vida. Quando eles decidiram, nós perdemos por cinco a quatro e o Juiz Warem da justiça disse que tinha certeza de que existiam grandes questões mas achava que isto era uma decisão pequena. Sete anos mais tarde o Escritório americano de patentes emitiu o decreto sentença UM que diz que você pode patentear qualquer coisa viva no mundo exceto um ser humano completo.

Todos nós ouvimos sobre o anúncio de que nós mapeamos o genoma humano. Mas o que o público não sabe é que agora existe uma grande corrida pelas companhias que tem o genoma e pelas companhias de biotecnologia e pelas companhias científicas para achar o tesouro no mapa. O tesouro dos genes individuais que geram a projeto da raça humana. Toda vez que eles capturam um gene e o isolam essas companhias de biotecnologia os reclama como sua propriedade intelectual. O gene do câncer de seio, o gene da fibrose cística, e vai por aí, e adiante. Se isto continuar assim na comunidade mundial dentro de menos de 10 anos um monte de companhias globais irá possuir diretamente ou através de licenças os genes que fazem a evolução das espécies. E eles estão agora patenteando estes genomas de qualquer outra criatura deste planeta.

Na era da biologia, a política está dividida entre aqueles que acreditam que a vida tem um valor em si e entretanto devemos escolher tecnologias e usos comerciais que honram este valor... E aqueles que acreditam que a vida é uma simples utilidade. É uma oportunidade comercial e eles se alinham com a idéia de deixar o mercado ser o árbitro de toda a era da biologia.
Corrigindo uma injustiça
Eu disse que todos os professores da USP trabalham para classe dominante, doutrinando os alunos e transformando-os em operadores da dominação, da opressão e da exploração. Não são todos os professores que fazem isto.

Existem vários professores que denunciam este tipo de coisa e que tentam mudar os rumos da Universidade. São uma minoria, certamente. Uma minoria oprimida pelo sistema de dominação... Portanto, ainda há esperanças... Mínimas, mas há.

A USP é uma Universidade. É um sistema. É uma coisa. O que move coisas são pessoas. Agindo por si mesmos os sistemas tem personalidade fanática e psicopata. Não tem virtudes e nem valores. São as pessoas que devem dar virtudes e valores, dar moralidade e ética, aos sistemas.

O problema é que, geralmente, quem controla os sistemas são pessoas fanáticas e psicopatas. Logo, o perigo cresce exponencialmente, pois é uma coisa, naturalmente fanática e psicopata, sendo dirigida por fanáticos e psicopatas.

Documentário: The Corporation
Para determinar o tipo de personalidade que faz com que as corporações se comportem como uma máquina de externalizações, nós podemos analisá-las como um psiquiatra faria com um paciente. Nós podemos até formular um diagnóstico, baseando-se em casos de danos que infligiram em outras pessoas, selecionados de um universo de atividades corporativas. Danos aos trabalhadores: demissões, acusação de cartel, incêndios em fábricas, etc.

Dr. Robert Hare, Ph.D (Consultant to the FBI on psychopaths): Uma das perguntas que surgem, periodicamente, é se as corporações podem ser consideradas como psicopatas. E se olhamos a corporação como uma pessoa jurídica não é muito difícil comparar a loucura de um indivíduo com a loucura de uma corporação. Nós podemos analisar, uma a uma, através das características que definem esta desordem, e ver como elas podem se aplicar às corporações. Elas tem todas as características de fato. E, em muitos aspectos, as corporações representam o típico psicopata.

Joel Bakan: Bakan lembra que sempre ensinou a seus alunos que as corporações são como pessoas e que elas operam sempre para se auto-beneficiar. Da pergunta “Que tipo de pessoa é programada apenas para seguir os seus próprios interesses?”, o professor teve a idéia de simular uma análise psiquiátrica das corporações. A partir disso, os autores do documentário chegam à conclusão que essas instituições têm uma série de características comuns: são interessadas apenas em si mesmas, manipulam, são irresponsáveis, sofrem de falta de empatia e não têm capacidade de sentir remorso ou culpa. “Em outras palavras, a corporação é psicopata”, afirma Bakan.

Se a instituição dominante de nossa era foi criada com a imagem de um psicopata quem leva a responsabilidade moral por suas ações?

Milton Friedman: Pode um edifício ter opiniões morais? Pode um edifício ter responsabilidade social? Se um edifício não pode ter responsabilidade social porque as corporações seriam capazes disto? Uma corporação é simplesmente uma estrutura legal artificial, mas existem pessoas trabalhando lá, sejam os acionistas, sejam os gerentes, sejam os empregados, todos tem responsabilidade moral.

Noam Chomsky: É uma suposição justa que todo ser humano, seres humanos reais, aqueles de carne e osso, não corporativos, mas todo ser humano de carne e osso é uma pessoa moral. Vocês sabem que temos os mesmos genes, nós somos mais ou menos iguais, mas nossa natureza, nossa natureza humana permite todo tipo de comportamento. Quero dizer que cada um de nós, sob certas circunstâncias, poderia ser um operador de câmara de gás ou um santo. (...)

Quando você olha para uma corporação como você olharia para um proprietário de um escravo, você tem que distinguir entre a instituição e o indivíduo. A escravidão por exemplo, ou qualquer outra forma de tirania, tem a natureza de monstros, mas os indivíduos que participam dela podem ser os caras mais legais que você pode imaginar, benevolentes, amigáveis, bom com as crianças e mesmo legais com seus escravos, se importando com o sentimento dos outros. Como todo indivíduo deveria ser. Mas no plano institucional eles são monstros porque sua instituição é monstruosa. (...)

Privatizar não significa você pegar uma instituição pública e dá-la a uma pessoa bacana. Significa você pegar uma instituição pública e dá-la a uma tirania irresponsável. Instituições públicas tem muitos lados bons. Por exemplo elas podem propositalmente dar prejuízos. Elas não são para dar lucros. Elas podem propositalmente trabalhar no vermelho, por causa dos benefícios que isto pode trazer. Por exemplo, se uma indústria pública de aço trabalha no vermelho, ela está provendo aço barato para outras indústrias, talvez isto seja uma coisa boa. Instituições públicas podem ser um dispositivo anti-ciclos. Isto significa que podem manter o emprego em períodos de recessão, aumentando a demanda e ajudando sair da recessão. Companhias privadas não podem fazer isto. Em um período de recessão jogam fora sua força de trabalho, porque é assim que se ganha dinheiro.

Dr. Jeremy Rifkin (Presidente, Foundation on Economic Trends): O caso Chakrabarty é um dos grandes momentos judiciais da história do mundo. E o público ficou totalmente inconsciente do que aconteceu e o que o processo envolvia. A General Electric e o Professor Chakrabarty foram ao escritório de patentes com um pequeno micróbio que comia óleo derramado. Eles disseram que haviam modificado o micróbio em laboratório e que por isso era uma invenção.

O escritório de patentes e o governo dos Estados Unidos deram uma olhada nesta citada invenção; e disseram de jeito nenhum. As patentes não cobrem coisas vivas. Isto não é uma invenção. Parem com isso. Então a General Electric e o Doutor Chakrabarty apelaram para a corte americana de apelações. E todo mundo ficou surpreso quando pela decisão de três a dois eles passaram por cima do escritório de patentes. Eles disseram que o micróbio parecia mais como um detergente ou um reagente do que como um cavalo ou uma abelha. Eu ri porque eles não entendiam biologia básica; parecia mais como um produto químico para eles. Tenha ele uma antena ou olhos ou asas ou pernas isso nunca cruzaria as suas mesas e seria patenteado. Então o escritório de patentes apelou. E o que o público deve saber agora é que o escritório de patentes foi muito claro que você não poderia patentear vida.

Minha organização providenciou o relatório "amicus curiae" se você permitir a patente deste micróbio, nós argumentamos significa que sem qualquer discussão no congresso ou discussão pública as corporações possuirão os direitos sobre os projetos da vida. Quando eles decidiram, nós perdemos por cinco a quatro e o Juiz Warem da justiça disse que tinha certeza de que existiam grandes questões mas achava que isto era uma decisão pequena. Sete anos mais tarde o Escritório americano de patentes emitiu o decreto sentença UM que diz que você pode patentear qualquer coisa viva no mundo exceto um ser humano completo.

Todos nós ouvimos sobre o anúncio de que nós mapeamos o genoma humano. Mas o que o público não sabe é que agora existe uma grande corrida pelas companhias que tem o genoma e pelas companhias de biotecnologia e pelas companhias científicas para achar o tesouro no mapa. O tesouro dos genes individuais que geram a projeto da raça humana. Toda vez que eles capturam um gene e o isolam essas companhias de biotecnologia os reclama como sua propriedade intelectual. O gene do câncer de seio, o gene da fibrose cística, e vai por aí, e adiante. Se isto continuar assim na comunidade mundial dentro de menos de 10 anos um monte de companhias globais irá possuir diretamente ou através de licenças os genes que fazem a evolução das espécies. E eles estão agora patenteando estes genomas de qualquer outra criatura deste planeta.

Na era da biologia, a política está dividida entre aqueles que acreditam que a vida tem um valor em si e entretanto devemos escolher tecnologias e usos comerciais que honram este valor... E aqueles que acreditam que a vida é uma simples utilidade. É uma oportunidade comercial e eles se alinham com a idéia de deixar o mercado ser o árbitro de toda a era da biologia.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Encrenca com Professor da USP
Disse-me um Professor da USP "(...) não acho que a Bolsa de Iniciação seja feita para sustentar o aluno, é apenas uma ajuda." Disse isto em resposta ao meu email de que precisaria preencher os formulários para pedir uma bolsa de iniciação para continuar a pesquisa que estou fazendo agora.

Estou desenvolvendo e escrevendo esta pesquisa na raça e embaixo de sabotagem e fogo cruzado, uma pesquisa importantíssima. Enquanto levo a pesquisa nas costas e sem bolsa, tem um monte de gente dentro da USP recebendo duas ou três bolsas para produzir lixo. Para as minhas pesquisas as bolsas não são importantes... para os lixos que produzem por aí, recebem até financiamento internacional...

Contudo, certamente, a visão do professor está completamente errada. Se a bolsa de iniciação, o mesmo se aplica à bolsa de mestrado e doutorado, são apenas ajuda de custo, então, por que a lei obriga o aluno, que recebe estas bolsas, a abandonar todas as demais atividades remuneradas que exerce ? Cumular a bolsa com outra atividade remunerada é ilícito, inclusive se o individuo for pego cumulando, ele é punido: perde a bolsa, tem que devolver o dinheiro, etc... As bolsa são mais do que ajuda, é o "salário" por um trabalho que está sendo realizado...

Mas a questão aqui é outra. É a visão. A bolsa, da perspectiva do aluno, é o que o manterá estudando e pesquisando. Este aluno faz parte da maioria da população. A maioria oprimida que faz coisa relevante para este país. Já o professor tem outra visão. Ele é da classe dominante, da pequena elite opressora e dominante. Ele não precisa de bolsa, pois já tem outras fontes milionárias de recursos, logo, ele se dá ao luxo de ver nas bolsas de pesquisa somente ajuda de custo. Nada mais. Esta é a mentalidade da classe dominante: bolsa é ajuda de custo, programa social é paternalismo, etc.

Contudo, este email me mostrou uma outra coisa que eu não tinha percebido. Eu sou um subversivo radical. Ataco o sistema frontalmente e planejo destruir completamente este sistema dominate, opressor, excludente e explorador. Logo, submeter as minhas idéias e as minhas teorias aos operadores deste sistema é um coisa contraditória. Muito contraditória. É como se eu estivesse sentando à mesa com as pessoas que, mais tarde, terei de destruir. Muitos dirão que eu estou pedindo a benção dos grupos dominantes às minhas idéias e verão em mim, nada mais, do que um traidor...

Esta não é uma visão maniqueísta. É uma visão lógica. Quem reproduz o sistema opressor, quem alimenta a cultura da dominação (para os grupos dominantes) e da submissão, não-violência, falso Estado de Direito, etc, para a maioria oprimida, são as universidades. São as universidades que formam os dominadores, opressores e exploradores. São as universidades que domesticam os subversivos e os pensadores que vem das classes baixas, amarrando os com normas, regras e ameaças; ao mesmo tempo em que introjeta em suas cabeças a cultura da servidão, da escravidão e da domesticação.

As universidades transformam aquelas pessoas que podem lutar e destruir o sistema de dominação, opressão, exclusão e exploração em operadores do próprio sistema. Isto perpetua a escravidão, pois elimina, completamente, os líderes da resistência. As Universidades apagam a revolução e domesticam os rebeldes.

Se a Universidade é um centro de formação dos dominadores e opressores, ela terá que cair quando o sistema for derrubado. E quem contaminou a Universidade com seu veneno e ajudou a dominar e oprimir, também tem que ser enterrado junto com o sistema.

Isto me faz pensar que eu não devo submeter minhas idéias e meus projetos à avaliação da classe dominante. Também considerou que os títulos outorgados pelos grupos dominantes, certificando que estas idéias e projetos estão de acordo com a sua dominação e com a opressão que praticam (títulos de mestre, doutor, etc), não são relevantes e não servirão para nada quando o sistema cair. Logo, devo retirar minhas idéias e meus projetos da USP e do Brasil. Talvez eu devesse paralisar tudo e dedicar-me a destruir o sistema. Depois, no novo céu e na nova terra, eu retorno aos meus estudos contemplativos.

Portanto, dois caminhos se abrem diante de mim, neste momento. Primeiro, afundar de vez e de cabeça na luta de resistência, acelerando a destruição do sistema e de seus operadores ou, então, seguir para uma universidade estrangeira, onde eu possa terminar a teoria e os meus estudos contemplativos. Atiçando e orientando de lá a destruição do sistema.

A imagem que eu tenho para a situação na qual estou agora é de um judeu, em plena dominação nazista, na Universidade de Berlim, estudando borboletas. Enquanto isto, ao redor da Universidade, os campos de concentração funcionam a todo vapor e as chaminés das câmaras de gás não param de jogar cabelos no escritório do judeu que estuda borboletas...
Encrenca com Professor da USP
Disse-me um Professor da USP "(...) não acho que a Bolsa de Iniciação seja feita para sustentar o aluno, é apenas uma ajuda." Disse isto em resposta ao meu email de que precisaria preencher os formulários para pedir uma bolsa de iniciação para continuar a pesquisa que estou fazendo agora.

Estou desenvolvendo e escrevendo esta pesquisa na raça e embaixo de sabotagem e fogo cruzado, uma pesquisa importantíssima. Enquanto levo a pesquisa nas costas e sem bolsa, tem um monte de gente dentro da USP recebendo duas ou três bolsas para produzir lixo. Para as minhas pesquisas as bolsas não são importantes... para os lixos que produzem por aí, recebem até financiamento internacional...

Contudo, certamente, a visão do professor está completamente errada. Se a bolsa de iniciação, o mesmo se aplica à bolsa de mestrado e doutorado, são apenas ajuda de custo, então, por que a lei obriga o aluno, que recebe estas bolsas, a abandonar todas as demais atividades remuneradas que exerce ? Cumular a bolsa com outra atividade remunerada é ilícito, inclusive se o individuo for pego cumulando, ele é punido: perde a bolsa, tem que devolver o dinheiro, etc... As bolsa são mais do que ajuda, é o "salário" por um trabalho que está sendo realizado...

Mas a questão aqui é outra. É a visão. A bolsa, da perspectiva do aluno, é o que o manterá estudando e pesquisando. Este aluno faz parte da maioria da população. A maioria oprimida que faz coisa relevante para este país. Já o professor tem outra visão. Ele é da classe dominante, da pequena elite opressora e dominante. Ele não precisa de bolsa, pois já tem outras fontes milionárias de recursos, logo, ele se dá ao luxo de ver nas bolsas de pesquisa somente ajuda de custo. Nada mais. Esta é a mentalidade da classe dominante: bolsa é ajuda de custo, programa social é paternalismo, etc.

Contudo, este email me mostrou uma outra coisa que eu não tinha percebido. Eu sou um subversivo radical. Ataco o sistema frontalmente e planejo destruir completamente este sistema dominate, opressor, excludente e explorador. Logo, submeter as minhas idéias e as minhas teorias aos operadores deste sistema é um coisa contraditória. Muito contraditória. É como se eu estivesse sentando à mesa com as pessoas que, mais tarde, terei de destruir. Muitos dirão que eu estou pedindo a benção dos grupos dominantes às minhas idéias e verão em mim, nada mais, do que um traidor...

Esta não é uma visão maniqueísta. É uma visão lógica. Quem reproduz o sistema opressor, quem alimenta a cultura da dominação (para os grupos dominantes) e da submissão, não-violência, falso Estado de Direito, etc, para a maioria oprimida, são as universidades. São as universidades que formam os dominadores, opressores e exploradores. São as universidades que domesticam os subversivos e os pensadores que vem das classes baixas, amarrando os com normas, regras e ameaças; ao mesmo tempo em que introjeta em suas cabeças a cultura da servidão, da escravidão e da domesticação.

As universidades transformam aquelas pessoas que podem lutar e destruir o sistema de dominação, opressão, exclusão e exploração em operadores do próprio sistema. Isto perpetua a escravidão, pois elimina, completamente, os líderes da resistência. As Universidades apagam a revolução e domesticam os rebeldes.

Se a Universidade é um centro de formação dos dominadores e opressores, ela terá que cair quando o sistema for derrubado. E quem contaminou a Universidade com seu veneno e ajudou a dominar e oprimir, também tem que ser enterrado junto com o sistema.

Isto me faz pensar que eu não devo submeter minhas idéias e meus projetos à avaliação da classe dominante. Também considerou que os títulos outorgados pelos grupos dominantes, certificando que estas idéias e projetos estão de acordo com a sua dominação e com a opressão que praticam (títulos de mestre, doutor, etc), não são relevantes e não servirão para nada quando o sistema cair. Logo, devo retirar minhas idéias e meus projetos da USP e do Brasil. Talvez eu devesse paralisar tudo e dedicar-me a destruir o sistema. Depois, no novo céu e na nova terra, eu retorno aos meus estudos contemplativos.

Portanto, dois caminhos se abrem diante de mim, neste momento. Primeiro, afundar de vez e de cabeça na luta de resistência, acelerando a destruição do sistema e de seus operadores ou, então, seguir para uma universidade estrangeira, onde eu possa terminar a teoria e os meus estudos contemplativos. Atiçando e orientando de lá a destruição do sistema.

A imagem que eu tenho para a situação na qual estou agora é de um judeu, em plena dominação nazista, na Universidade de Berlim, estudando borboletas. Enquanto isto, ao redor da Universidade, os campos de concentração funcionam a todo vapor e as chaminés das câmaras de gás não param de jogar cabelos no escritório do judeu que estuda borboletas...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Harvard e a USP
A Universidade Harvard tem 370 anos de existência. Sete presidentes dos EUA - entre eles John Adams, John Kennedy e George W. Bush - e 40 ganhadores de Prêmios Nobel estudaram em Harvard. E ela ocupa o 1º lugar no ranking das melhores universidades do mundo.

Hoje, esta universidade tem 13 mil alunos de graduação, 6.650 de pós-graduação e 2.300 professores. É a que mais recebe doações de ex-alunos nos EUA, cerca de US$ 500 milhões.

Harvard tem um orçamento superior US$ 19 bilhões. Clique no link abaixo para ver o escritório de Harvard no Brasil:

http://drclas.hmdc.harvard.edu/directories/brazil/hotsite/?action=br

A USP foi criada em 1934. Logo, tem 74 anos. Além disso, a Universidade de São Paulo tem 80.589 alunos matriculados, sendo 48,530 alunos de graduação e 25.007 alunos de Pós-graduação. Possui cerca 5.222 professores e ocupa a posição 94 no ranking das 500 melhores Universidades do mundo. Não tem nenhum Nobel e se continuara indo pelo caminho que vai, sendo controlada pela mediocridade e por interesses econômicos escondidos atrás da res publica, jamais terá.

De acordo com a Proposta Orçamentária para o Estado de São Paulo de 2008, o Orçamento da USP será de R$ 2.603.061.918,00.

Aproveitando o momento digo que eu estou tentando fazer algo diferente na USP, abrir novos caminhos e pensamentos, fazer a coisa avançar, pois estamos afundando na mediocridade e na estupidez e, por tentar fazer algo novo, tenho sido severamente prejudicado, pisoteado e sabotado. Dizem que eu sou louco, terroristas, etc... Tudo para desqualificar as minhas idéias e os meus projetos.

Mas, peço encarecidamente, olhe para o que eu digo e escrevo. Depois olhe para o que eles dizem e escrevem. Compare as coisas e diga-me: de que lado está o futuro ? Quem tem razão ? Eu, que pretendo construir um Sistema de Ensino Público via Internet, ou eles, que não aceitam sequer o sistema de cotas nesta Universidade ?

Eles comandam esta Universidade de São Paulo há duas, três ou quatro décadas e, até hoje, não fizeram nada de diferente, não pensaram nada diferente, não mudaram nada, pois não estão aqui para fazer nada diferente ou para mudar as coisas. Ao contrário, estão aqui para impedir que algo diferente seja feito, estão aqui para manter o status quo do subdesenvolvimento vigorando no Brasil.

Em certas salas de aula desta Universidade são promovidos verdadeiros genocídios culturais, matam a criatividade, matam o pensamento próprio, a capacidade de enxergar além do horizonte. Uniformizam os pensamentos e doutrinam as mentes rebeldes.

Somos subdesenvolvidos porque os grupos dominantes, que controlam as Universidades Públicas e os Pseudo-intelectuais, impedem o nosso desenvolvimento, bloqueiam a nossa evolução, sabotam os planos que podem nos levar para o primeiro mundo... A névoa de mentiras está se desfazendo. A verdade será revelada.
Harvard e a USP
A Universidade Harvard tem 370 anos de existência. Sete presidentes dos EUA - entre eles John Adams, John Kennedy e George W. Bush - e 40 ganhadores de Prêmios Nobel estudaram em Harvard. E ela ocupa o 1º lugar no ranking das melhores universidades do mundo.

Hoje, esta universidade tem 13 mil alunos de graduação, 6.650 de pós-graduação e 2.300 professores. É a que mais recebe doações de ex-alunos nos EUA, cerca de US$ 500 milhões.

Harvard tem um orçamento superior US$ 19 bilhões. Clique no link abaixo para ver o escritório de Harvard no Brasil:

http://drclas.hmdc.harvard.edu/directories/brazil/hotsite/?action=br

A USP foi criada em 1934. Logo, tem 74 anos. Além disso, a Universidade de São Paulo tem 80.589 alunos matriculados, sendo 48,530 alunos de graduação e 25.007 alunos de Pós-graduação. Possui cerca 5.222 professores e ocupa a posição 94 no ranking das 500 melhores Universidades do mundo. Não tem nenhum Nobel e se continuara indo pelo caminho que vai, sendo controlada pela mediocridade e por interesses econômicos escondidos atrás da res publica, jamais terá.

De acordo com a Proposta Orçamentária para o Estado de São Paulo de 2008, o Orçamento da USP será de R$ 2.603.061.918,00.

Aproveitando o momento digo que eu estou tentando fazer algo diferente na USP, abrir novos caminhos e pensamentos, fazer a coisa avançar, pois estamos afundando na mediocridade e na estupidez e, por tentar fazer algo novo, tenho sido severamente prejudicado, pisoteado e sabotado. Dizem que eu sou louco, terroristas, etc... Tudo para desqualificar as minhas idéias e os meus projetos.

Mas, peço encarecidamente, olhe para o que eu digo e escrevo. Depois olhe para o que eles dizem e escrevem. Compare as coisas e diga-me: de que lado está o futuro ? Quem tem razão ? Eu, que pretendo construir um Sistema de Ensino Público via Internet, ou eles, que não aceitam sequer o sistema de cotas nesta Universidade ?

Eles comandam esta Universidade de São Paulo há duas, três ou quatro décadas e, até hoje, não fizeram nada de diferente, não pensaram nada diferente, não mudaram nada, pois não estão aqui para fazer nada diferente ou para mudar as coisas. Ao contrário, estão aqui para impedir que algo diferente seja feito, estão aqui para manter o status quo do subdesenvolvimento vigorando no Brasil.

Em certas salas de aula desta Universidade são promovidos verdadeiros genocídios culturais, matam a criatividade, matam o pensamento próprio, a capacidade de enxergar além do horizonte. Uniformizam os pensamentos e doutrinam as mentes rebeldes.

Somos subdesenvolvidos porque os grupos dominantes, que controlam as Universidades Públicas e os Pseudo-intelectuais, impedem o nosso desenvolvimento, bloqueiam a nossa evolução, sabotam os planos que podem nos levar para o primeiro mundo... A névoa de mentiras está se desfazendo. A verdade será revelada.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Liberdade e Direito ao Sigilo
Seminário da Faculdade de Direito da USP - segundo semestre de 2005
Disciplina: Filosofia do Direito -- Professor Celso Lafer

I. Público e Privado: o direito à informação e o direito à intimidade (Prof. Celso Lafer):

A. Parte Geral:

1. Direitos Públicos e Privados:
- Distinção: concepção grega e duas acepções básicas
- Definição dos conceitos de direito à intimidade e direito à informação

2. Necessidade de preservação do espaço público comum:
- Conceito de mundo como espaço comum público, permanente e durável
- Problema da mentira e primazia da verdade factual
- Problema do segredo na esfera pública
- Problema do parecer autêntico e inautêntico

3. Diluição da distinção entre o público e o privado - a emergência do social
- A transformação da economia de caráter caseiro em atividade especializada
- A emancipação do trabalho como direito coletivo e público
- A propriedade privada com conotação pública

4. Necessidade de preservação do espaço privado
- A proteção da intimidade como reação ao "conformismo nivelador" da sociedade
- O princípio da exclusividade como limite ao direito de informação
- Os riscos de transposição do privado ao público - banalização do público e afastamento da realidade

B. Parte Especial

1. Garantia da possibilidade de pluralidade e diversidade
- Prevenção da ruptura totalitária através do exercício adequado "ex parte populi" dos direitos humanos

2. Totalitarismo: modo de operação
- Propaganda e ideologia instrumentalizada pelo terror
- Segredo: impacto na população
- Mentira: destruição da verdade factual
- Violência: exclusão da interação cooperativa

3. Conseqüências
- idiotice e desolação alienante: destruição da esfera pública através da eliminação da esfera privada;
- Anulação da liberdade de opinião: dissolução da verdade, força estabilizadora da esfera pública.

II. Sigilo de dados: o direito à privacidade e os limites à função fiscalizadora do Estado (Prof. Tércio Sampaio Ferraz Júnior)

1. Direito Público e Privado: evolução histórica
- Gregos x Romanos
- Dias atuais

2. Direito à privacidade, intimidade e sigilo
- Distinção
- Dispositivos constitucionais

3. O direito ao sigilo
- Os dados
- O sigilo da comunicação
- A autoridade fiscal

III. Liberdade de informação e privacidade ou o paradoxo da liberdade (Prof. Tércio Sampaio Ferraz Júnior)

1. Honra pessoal x Liberdade de imprensa e de opinião
- O standard da actual malice e a questão das relações públicas
- A comercialização da informação x a proteção de direitos fundamentais
2. Paradoxo da consciência livre: consciência x normas
3. Conceito de liberdade: aspectos positivos e negativos da liberdade; conceito vazio e seu preenchimento material

IV. Público/Privado - Suas configurações contemporâneas para a temática dos arquivos (Prof. Celso Lafer)

1. Público - comum x privado: não comum;
2. Democracia: direito à informação;
3. Segredo: elemento de poder (razão de Estado);
4.Arquivos públicos: preservação, pleno acesso x documentos sigilosos;
5. "Ficar preso ao segredo significa ter o dever de não revelá-lo; o dever de não revelá-lo implica o dever de mentir" (Bobbio);
6. Abuso do direito de sigilo: receio de escândalo.

V. A verdade republicana (Prof. Fábio Konder Comparato)

1. Princípio elementar: crimes cometidos por agentes públicos nunca podem ser subtraídos ao conhecimento público;
2. Princípio da dignidade da pessoa humana;
3.Legitimidade do sigilo: comprovação caso a caso;
4. Inovação da ditadura militar: não se pode abrir um processo-crime por homicídio sem a apresentação do corpo delito (cadáver) - desaparecimentos.
5. Lei da Anistia: somente o povo poderia tê-lo feito.

Alunos que fizeram este seminário: Leonardo Müller, Luana Yoko Vieira Komatsu, Luis Gustavo San Jorge, Marcos Pajolla Garrido, Mariana Magalhães Chapei, Mirella Maria Sakamoto, Princila Andrea Rocco Ignácio, Priscila Gurgel Menezes, Rafael Sacavone bellem de Lima, Roberto Sebastião Peternelli Neto.
-------------------
Quando aconteceu este seminário, na época, eu o considerei como mais um seminário de alunos. Logo, não atribui nenhuma relevância maior. Contudo, hoje, quando repasso as minhas papeladas e encontro as anotações deste seminário, percebo que ele não foi apenas mais uma apresentação superficial de aluno do terceiro ano. Foi, na verdade, uma reflexão profunda sobre a questão da Liberdade e Direito ao sigilo, a partir da visão de grandes filósofos do Direito Brasileiro: Prof. Celso Lafer, Prof. Tércio Sampaio e Prof. Comparato.

E digo isto não porque estou estudando a questão da Consciência e da Liberdade, mas porque este tema está na ordem do dia. É a questão da abertura dos arquivos militares, da operação Condor, da quebra do sigilo fiscal, etc...

Considero a reflexão do seminário muito importante para os nossos dias. Uma reflexão que deve ser refeita e isto não deve ser feito apenas por mim, mas sim por todos aqueles que estão pensando questões ligadas a estes temas. Logo, não posso monopolizar os dados transmitidos pelo seminário. Tenho que compartilhar o que encontrei. Por isso, digitei o texto e estou publicando-o.

A base da evolução cultural é o compartilhamento gratuito de conhecimentos, saberes e idéias. Precisamos tornar esta base um costume de nossas vidas, precisamos fomentá-la, disseminá-la. Esta base é a cultura OCW.
Liberdade e Direito ao Sigilo
Seminário da Faculdade de Direito da USP - segundo semestre de 2005
Disciplina: Filosofia do Direito -- Professor Celso Lafer

I. Público e Privado: o direito à informação e o direito à intimidade (Prof. Celso Lafer):

A. Parte Geral:

1. Direitos Públicos e Privados:
- Distinção: concepção grega e duas acepções básicas
- Definição dos conceitos de direito à intimidade e direito à informação

2. Necessidade de preservação do espaço público comum:
- Conceito de mundo como espaço comum público, permanente e durável
- Problema da mentira e primazia da verdade factual
- Problema do segredo na esfera pública
- Problema do parecer autêntico e inautêntico

3. Diluição da distinção entre o público e o privado - a emergência do social
- A transformação da economia de caráter caseiro em atividade especializada
- A emancipação do trabalho como direito coletivo e público
- A propriedade privada com conotação pública

4. Necessidade de preservação do espaço privado
- A proteção da intimidade como reação ao "conformismo nivelador" da sociedade
- O princípio da exclusividade como limite ao direito de informação
- Os riscos de transposição do privado ao público - banalização do público e afastamento da realidade

B. Parte Especial

1. Garantia da possibilidade de pluralidade e diversidade
- Prevenção da ruptura totalitária através do exercício adequado "ex parte populi" dos direitos humanos

2. Totalitarismo: modo de operação
- Propaganda e ideologia instrumentalizada pelo terror
- Segredo: impacto na população
- Mentira: destruição da verdade factual
- Violência: exclusão da interação cooperativa

3. Conseqüências
- idiotice e desolação alienante: destruição da esfera pública através da eliminação da esfera privada;
- Anulação da liberdade de opinião: dissolução da verdade, força estabilizadora da esfera pública.

II. Sigilo de dados: o direito à privacidade e os limites à função fiscalizadora do Estado (Prof. Tércio Sampaio Ferraz Júnior)

1. Direito Público e Privado: evolução histórica
- Gregos x Romanos
- Dias atuais

2. Direito à privacidade, intimidade e sigilo
- Distinção
- Dispositivos constitucionais

3. O direito ao sigilo
- Os dados
- O sigilo da comunicação
- A autoridade fiscal

III. Liberdade de informação e privacidade ou o paradoxo da liberdade (Prof. Tércio Sampaio Ferraz Júnior)

1. Honra pessoal x Liberdade de imprensa e de opinião
- O standard da actual malice e a questão das relações públicas
- A comercialização da informação x a proteção de direitos fundamentais
2. Paradoxo da consciência livre: consciência x normas
3. Conceito de liberdade: aspectos positivos e negativos da liberdade; conceito vazio e seu preenchimento material

IV. Público/Privado - Suas configurações contemporâneas para a temática dos arquivos (Prof. Celso Lafer)

1. Público - comum x privado: não comum;
2. Democracia: direito à informação;
3. Segredo: elemento de poder (razão de Estado);
4.Arquivos públicos: preservação, pleno acesso x documentos sigilosos;
5. "Ficar preso ao segredo significa ter o dever de não revelá-lo; o dever de não revelá-lo implica o dever de mentir" (Bobbio);
6. Abuso do direito de sigilo: receio de escândalo.

V. A verdade republicana (Prof. Fábio Konder Comparato)

1. Princípio elementar: crimes cometidos por agentes públicos nunca podem ser subtraídos ao conhecimento público;
2. Princípio da dignidade da pessoa humana;
3.Legitimidade do sigilo: comprovação caso a caso;
4. Inovação da ditadura militar: não se pode abrir um processo-crime por homicídio sem a apresentação do corpo delito (cadáver) - desaparecimentos.
5. Lei da Anistia: somente o povo poderia tê-lo feito.

Alunos que fizeram este seminário: Leonardo Müller, Luana Yoko Vieira Komatsu, Luis Gustavo San Jorge, Marcos Pajolla Garrido, Mariana Magalhães Chapei, Mirella Maria Sakamoto, Princila Andrea Rocco Ignácio, Priscila Gurgel Menezes, Rafael Sacavone bellem de Lima, Roberto Sebastião Peternelli Neto.
-------------------
Quando aconteceu este seminário, na época, eu o considerei como mais um seminário de alunos. Logo, não atribui nenhuma relevância maior. Contudo, hoje, quando repasso as minhas papeladas e encontro as anotações deste seminário, percebo que ele não foi apenas mais uma apresentação superficial de aluno do terceiro ano. Foi, na verdade, uma reflexão profunda sobre a questão da Liberdade e Direito ao sigilo, a partir da visão de grandes filósofos do Direito Brasileiro: Prof. Celso Lafer, Prof. Tércio Sampaio e Prof. Comparato.

E digo isto não porque estou estudando a questão da Consciência e da Liberdade, mas porque este tema está na ordem do dia. É a questão da abertura dos arquivos militares, da operação Condor, da quebra do sigilo fiscal, etc...

Considero a reflexão do seminário muito importante para os nossos dias. Uma reflexão que deve ser refeita e isto não deve ser feito apenas por mim, mas sim por todos aqueles que estão pensando questões ligadas a estes temas. Logo, não posso monopolizar os dados transmitidos pelo seminário. Tenho que compartilhar o que encontrei. Por isso, digitei o texto e estou publicando-o.

A base da evolução cultural é o compartilhamento gratuito de conhecimentos, saberes e idéias. Precisamos tornar esta base um costume de nossas vidas, precisamos fomentá-la, disseminá-la. Esta base é a cultura OCW.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A relação USP x bancos privados
Nós estamos tentando fazer o Projeto OCW-USP avançar. Contudo, o mesmo não evolui. Está parado no Gabinete da Reitora que, possivelmente, está sentada em cima dele. O Projeto OCW-USP que beneficia toda a sociedade brasileira, sem nenhuma distinção, não avança. Porém, os projetos e convênios dos bancos privados, dentro da USP, são aprovados rapidamente. Projetos que não beneficiam ninguém, a não ser os bancos privados.

Não há nenhuma relação entre uma Universidade, seja pública ou privada, e um banco. A Universidade tem por finalidade ensinar, pesquisar e desenvolver projetos de extensão. Nada disso cruza com atividades bancárias. Os bancos não ensinam nada, não pesquisam nada e não desenvolvem projetos de extensão universitária.

Alguns bancos tentam cobrir a sua inutilidade dentro do contexto universitário dando bolsas para os alunos. Por exemplo, o banco Santander-Banespa dá cerca de 200 bolsas de R$ 250,00, para alunos do primeiro ano, por ano. Contudo, transforma este aluno em cliente do banco. Não só isto, por conta dessas bolsas o banco está tomando conta de outros espaços dentro da Universidade, ou seja, está ampliando os seus domínios físicos. Já tem até a sala Santander dentro da Coseas.

Eu vejo na tolerância dos bancos dentro da Universidade o caminho da privatização. Banco não tem nenhuma finalidade social. Não tem nenhum projeto social. E, mesmo assim, está se apoderando do espaço público da Universidade.

Certamente, para fazer isto devem estar subornando e corrompendo os administradores públicos, ou então, estão simplesmente tomando conta sem subornar e sem corromper ninguém, simplesmente estão se aproveitando do desleixo dos administradores públicos com a coisa pública e com o interesse público.

Além disso, eu suspeito que o Projeto OCW-USP não está evoluindo por interferência de certo banco na idéia. Certamente, querem pegar o projeto para torná-lo lucrativo aos seus interesses privados. Contudo, vão ficar querendo. Se não possuem competência nem para traduzir um projeto OCW, vão ter competência para fazer um ? Eu vou investigar essa história e esses interesses mais a fundo...

Certamente, eu não descarto a possibilidade de questionar na justiça a permanência desses bancos dentro da Universidade. Primeiro vou buscar uma forma de fazê-los dar um retorno social relevante. Se não aceitarem nenhuma forma de contribuição social relevante, aí sim, despejo uma dezena de ações populares sobre eles.

Por que farei isto ? Porque nós, cidadãos, temos que começar a assumir as nossas responsabilidades na preservação da coisa pública. O patrimônio público e os interesses da coletividade somos nós que temos que defender. As empresas e os neoliberais querem destruir tudo e reduzir tudo a serviços, mercadorias e espaços privados. Nós temos que lutar contra esses interesses e contra essas pessoas. Se não fizermos isto, perderemos tudo...
A relação USP x bancos privados
Nós estamos tentando fazer o Projeto OCW-USP avançar. Contudo, o mesmo não evolui. Está parado no Gabinete da Reitora que, possivelmente, está sentada em cima dele. O Projeto OCW-USP que beneficia toda a sociedade brasileira, sem nenhuma distinção, não avança. Porém, os projetos e convênios dos bancos privados, dentro da USP, são aprovados rapidamente. Projetos que não beneficiam ninguém, a não ser os bancos privados.

Não há nenhuma relação entre uma Universidade, seja pública ou privada, e um banco. A Universidade tem por finalidade ensinar, pesquisar e desenvolver projetos de extensão. Nada disso cruza com atividades bancárias. Os bancos não ensinam nada, não pesquisam nada e não desenvolvem projetos de extensão universitária.

Alguns bancos tentam cobrir a sua inutilidade dentro do contexto universitário dando bolsas para os alunos. Por exemplo, o banco Santander-Banespa dá cerca de 200 bolsas de R$ 250,00, para alunos do primeiro ano, por ano. Contudo, transforma este aluno em cliente do banco. Não só isto, por conta dessas bolsas o banco está tomando conta de outros espaços dentro da Universidade, ou seja, está ampliando os seus domínios físicos. Já tem até a sala Santander dentro da Coseas.

Eu vejo na tolerância dos bancos dentro da Universidade o caminho da privatização. Banco não tem nenhuma finalidade social. Não tem nenhum projeto social. E, mesmo assim, está se apoderando do espaço público da Universidade.

Certamente, para fazer isto devem estar subornando e corrompendo os administradores públicos, ou então, estão simplesmente tomando conta sem subornar e sem corromper ninguém, simplesmente estão se aproveitando do desleixo dos administradores públicos com a coisa pública e com o interesse público.

Além disso, eu suspeito que o Projeto OCW-USP não está evoluindo por interferência de certo banco na idéia. Certamente, querem pegar o projeto para torná-lo lucrativo aos seus interesses privados. Contudo, vão ficar querendo. Se não possuem competência nem para traduzir um projeto OCW, vão ter competência para fazer um ? Eu vou investigar essa história e esses interesses mais a fundo...

Certamente, eu não descarto a possibilidade de questionar na justiça a permanência desses bancos dentro da Universidade. Primeiro vou buscar uma forma de fazê-los dar um retorno social relevante. Se não aceitarem nenhuma forma de contribuição social relevante, aí sim, despejo uma dezena de ações populares sobre eles.

Por que farei isto ? Porque nós, cidadãos, temos que começar a assumir as nossas responsabilidades na preservação da coisa pública. O patrimônio público e os interesses da coletividade somos nós que temos que defender. As empresas e os neoliberais querem destruir tudo e reduzir tudo a serviços, mercadorias e espaços privados. Nós temos que lutar contra esses interesses e contra essas pessoas. Se não fizermos isto, perderemos tudo...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Os tucanos e a USP
Foi eu começar a falar dos tucanos, de 2010 e da Dilma-Presidente, que o meu acesso a internet do CRUSP foi sabotado, bloqueado, quebrado. Há uma ligação íntima entre a USP e os tucanos, inclusive, uma hora dessas eu vou escrever um texto falando sobre essa ligação e as suas consequências para a Universidade de São Paulo.

Certamente, vou falar da ocupação da Reitoria da USP e da tentativa do Joselito Serra de quebrar a autonomia das Universidades Paulistas, assim como surrupiar os recursos destinados a elas. O Serra teria conseguido, ou seja, teria obtido sucesso, se a Universidade estivesse apenas nas mãos dos docentes. Isso por causa da ligação USP-tucanos. Uma ligação perniciosa para o interesse público e para a coletividade.

Em breve vou discorrer longamente e profundamente sobre esta questão e suas repercussões.
Os tucanos e a USP
Foi eu começar a falar dos tucanos, de 2010 e da Dilma-Presidente, que o meu acesso a internet do CRUSP foi sabotado, bloqueado, quebrado. Há uma ligação íntima entre a USP e os tucanos, inclusive, uma hora dessas eu vou escrever um texto falando sobre essa ligação e as suas consequências para a Universidade de São Paulo.

Certamente, vou falar da ocupação da Reitoria da USP e da tentativa do Joselito Serra de quebrar a autonomia das Universidades Paulistas, assim como surrupiar os recursos destinados a elas. O Serra teria conseguido, ou seja, teria obtido sucesso, se a Universidade estivesse apenas nas mãos dos docentes. Isso por causa da ligação USP-tucanos. Uma ligação perniciosa para o interesse público e para a coletividade.

Em breve vou discorrer longamente e profundamente sobre esta questão e suas repercussões.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Pergunta para os Nerds da USP
Como sabem, eu sou um pouco Nerd, inclusive nos hábitos sci-fi. Por isso, vou fazer uma pergunta para os outros Nerds que tem na USP. Vocês acham que o monumento da Praça do Relógio, na Cidade Universitária, tem alguma ligação com o monumento do filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço ?
Monumento do filme
Monumento da Praça do Relógio da USP

Será que existe uma conspiração Nerd por trás disso ? Precisamos de respostas...
Pergunta para os Nerds da USP
Como sabem, eu sou um pouco Nerd, inclusive nos hábitos sci-fi. Por isso, vou fazer uma pergunta para os outros Nerds que tem na USP. Vocês acham que o monumento da Praça do Relógio, na Cidade Universitária, tem alguma ligação com o monumento do filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço ?
Monumento do filme
Monumento da Praça do Relógio da USP

Será que existe uma conspiração Nerd por trás disso ? Precisamos de respostas...
Ouriço Raposa e Hiena

No Livro do Professor Celso Lafer, "A Reconstrução dos Direitos Humanos" há uma passagem interessante sobre o Ouriço e a Raposa. Diz o seguinte:

"Muitas coisas sabe a raposa; mas o ouriço uma grande", é um verso do poeta grego Arquíloco, a partir do qual Isaiah Berlin propôs um critério para classificar escritores e pensadores, diferenciando-os a partir de certos traços definidores de suas obras. Existem, observa ele, os que relacionam tudo a uma visão unitária e coerente, que funciona como um princípio organizador básico do que pensam e percebem. São os ouriços, que assim articulam uma perspectiva centrípeta e monista da realidade.

Outros, ao contrário, se interessam por várias coisas, perseguem vários fins e objetivos - por vezes não-relacionados ou até mesmo contraditório - cuja interconexão não é nem óbvia nem explícita. São as raposas, que dessa maneira exprimem uma perspectiva centrífuga e pluralista da realidade. Dante, por exemplo, é centrípeto; Shakespeare é centrífugo. Platão, Hegel e Marx, por serem mais centrípetos, são mais ouriços do que Aristóteles, Montesquieu, Tocqueville ou Max Weber, que por força de uma visão mais centrífuga da realidade podem ser qualificados como raposas. (p.13)."

Com base na idéia do Grego Arquíloco (está escrito Arquíloco e não Ai que Louco), citada pelo Professor Celso Lafer, resolvi mirar a USP. E descobri que o que mais tem na USP não são nem Raposas e nem Ouriços, mas sim Hienas. Isso mesmo, Hienas !!! A raposa sabe muitas coisas. O ouriço sabe uma coisa grande. Já as Hienas não sabem muitas, nem sabe uma coisa grande, mas dão risada de tudo.
Ouriço Raposa e Hiena

No Livro do Professor Celso Lafer, "A Reconstrução dos Direitos Humanos" há uma passagem interessante sobre o Ouriço e a Raposa. Diz o seguinte:

"Muitas coisas sabe a raposa; mas o ouriço uma grande", é um verso do poeta grego Arquíloco, a partir do qual Isaiah Berlin propôs um critério para classificar escritores e pensadores, diferenciando-os a partir de certos traços definidores de suas obras. Existem, observa ele, os que relacionam tudo a uma visão unitária e coerente, que funciona como um princípio organizador básico do que pensam e percebem. São os ouriços, que assim articulam uma perspectiva centrípeta e monista da realidade.

Outros, ao contrário, se interessam por várias coisas, perseguem vários fins e objetivos - por vezes não-relacionados ou até mesmo contraditório - cuja interconexão não é nem óbvia nem explícita. São as raposas, que dessa maneira exprimem uma perspectiva centrífuga e pluralista da realidade. Dante, por exemplo, é centrípeto; Shakespeare é centrífugo. Platão, Hegel e Marx, por serem mais centrípetos, são mais ouriços do que Aristóteles, Montesquieu, Tocqueville ou Max Weber, que por força de uma visão mais centrífuga da realidade podem ser qualificados como raposas. (p.13)."

Com base na idéia do Grego Arquíloco (está escrito Arquíloco e não Ai que Louco), citada pelo Professor Celso Lafer, resolvi mirar a USP. E descobri que o que mais tem na USP não são nem Raposas e nem Ouriços, mas sim Hienas. Isso mesmo, Hienas !!! A raposa sabe muitas coisas. O ouriço sabe uma coisa grande. Já as Hienas não sabem muitas, nem sabe uma coisa grande, mas dão risada de tudo.