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terça-feira, 8 de julho de 2008

Só para lembrar...
Enquanto estamos calados ou discutindo outras coisas, outros temas, a Amazônia continua sendo destruída. Continua virando lenha, carvão, mesa, armário e cadeira... E as terras amazônicas virando cerrado. Nada de relevante foi feito para conter a destruição, a devastação ou o desmatamento... Nada de relevante é feito para parar de uma vez por todas a destruição da floresta... Discurso de Presidente e de Ministro não resolve problemas sociais ou ambientais...

E quando o INPE soltar outro relatório com o tamanho do estrago na Amazônia, aí então, ficarão alvoroçados novamente, porém, no dia seguinte, outro tema entrará em pauta, tudo será esquecido e a destruição, a devastação e o desmatamento continuará como se nada tivesse acontecido.

Talvez seja este o truque da mídia e dos grupos dominantes: jogar um monte de temas, informações e problemas sobre o Povo. O excesso de informação e de problemas acaba perpetuando a desgraça, pois ninguém pensa com profundidade e detalhadamente, sobre uma mesma coisa, até resolvê-la completamente. Não buscam uma solução definitiva e duradoura para os problemas sociais e ambientais. Apenas aplicam paliativos, ou seja, sempre atacam os sintomas e nunca a causa do problema.

A mídia é a voz do sistema. A mídia não representa e nem defende o interesse público, mas sim o interesse de quem controla a mídia. Quando o interesse de quem controla a mídia é igual ao interesse público, o que ocorre em vários temas, então a mídia age, grita, berra, etc... Mas em temas onde o interesse público não é o mesmo dos donos da mídia, pode ter certeza, atacam, confundem e buscam esconder da população (maioria de analfabetos funcionais) o verdadeiro interesse público, fabricando o consenso da maioria...

Esta idéia de consenso fabricado é muito interessante. Preciso avançar mais nela...

Pior, quando aparece uma solução definitiva para o problema, como por exemplo o Projeto Cimento Social, atacam a idéia até paralisá-la ou destruí-la e depois saem pelas ruas reclamando da violência e dizendo que a polícia mata crianças, atira em todo mundo... É falta de noção que extrapola os limites do razoável...

A idiotice e a estupidez são fortes aliadas dos grupos dominantes. Idiotice e estupidez que é intensificada por falas de intelectuais, políticos e outros atores sociais que agem para proteger o sistema dominante, que agem para aplicar paliativos ao invés de soluções definitivas.

Certamente, porque a maioria dos problemas sociais são fabricados pelo sistema dominante, ou são efeitos colaterais de regras do sistema, ou são produzidos pelo sistema como forma de controle da população...

Sabemos que o sistema atual (econômico, político, jurídico, etc) existe para oprimir, explorar e excluir a maioria da população. A economia é dominada pelos ricos. Quem tem poder econômico controla o poder político. Por isso vivemos em uma Democracia Representativa e não em uma Democracia Direta. A Democracia é controlada pelos ricos, ou seja, a maioria dos representantes são oriundos da elite econômica. E o judiciário estabiliza o sistema, não deixando que os lobos comam os lobos ou que os cordeiros se rebelem e comam os lobos...
Só para lembrar...
Enquanto estamos calados ou discutindo outras coisas, outros temas, a Amazônia continua sendo destruída. Continua virando lenha, carvão, mesa, armário e cadeira... E as terras amazônicas virando cerrado. Nada de relevante foi feito para conter a destruição, a devastação ou o desmatamento... Nada de relevante é feito para parar de uma vez por todas a destruição da floresta... Discurso de Presidente e de Ministro não resolve problemas sociais ou ambientais...

E quando o INPE soltar outro relatório com o tamanho do estrago na Amazônia, aí então, ficarão alvoroçados novamente, porém, no dia seguinte, outro tema entrará em pauta, tudo será esquecido e a destruição, a devastação e o desmatamento continuará como se nada tivesse acontecido.

Talvez seja este o truque da mídia e dos grupos dominantes: jogar um monte de temas, informações e problemas sobre o Povo. O excesso de informação e de problemas acaba perpetuando a desgraça, pois ninguém pensa com profundidade e detalhadamente, sobre uma mesma coisa, até resolvê-la completamente. Não buscam uma solução definitiva e duradoura para os problemas sociais e ambientais. Apenas aplicam paliativos, ou seja, sempre atacam os sintomas e nunca a causa do problema.

A mídia é a voz do sistema. A mídia não representa e nem defende o interesse público, mas sim o interesse de quem controla a mídia. Quando o interesse de quem controla a mídia é igual ao interesse público, o que ocorre em vários temas, então a mídia age, grita, berra, etc... Mas em temas onde o interesse público não é o mesmo dos donos da mídia, pode ter certeza, atacam, confundem e buscam esconder da população (maioria de analfabetos funcionais) o verdadeiro interesse público, fabricando o consenso da maioria...

Esta idéia de consenso fabricado é muito interessante. Preciso avançar mais nela...

Pior, quando aparece uma solução definitiva para o problema, como por exemplo o Projeto Cimento Social, atacam a idéia até paralisá-la ou destruí-la e depois saem pelas ruas reclamando da violência e dizendo que a polícia mata crianças, atira em todo mundo... É falta de noção que extrapola os limites do razoável...

A idiotice e a estupidez são fortes aliadas dos grupos dominantes. Idiotice e estupidez que é intensificada por falas de intelectuais, políticos e outros atores sociais que agem para proteger o sistema dominante, que agem para aplicar paliativos ao invés de soluções definitivas.

Certamente, porque a maioria dos problemas sociais são fabricados pelo sistema dominante, ou são efeitos colaterais de regras do sistema, ou são produzidos pelo sistema como forma de controle da população...

Sabemos que o sistema atual (econômico, político, jurídico, etc) existe para oprimir, explorar e excluir a maioria da população. A economia é dominada pelos ricos. Quem tem poder econômico controla o poder político. Por isso vivemos em uma Democracia Representativa e não em uma Democracia Direta. A Democracia é controlada pelos ricos, ou seja, a maioria dos representantes são oriundos da elite econômica. E o judiciário estabiliza o sistema, não deixando que os lobos comam os lobos ou que os cordeiros se rebelem e comam os lobos...

sexta-feira, 14 de março de 2008

Uma milícia para fazer justiça
É tanta picaretagem, ilegalidades, injustiças, opressão, exclusão e exploração, que eu começo a considerar seriamente a possibilidade de montar e armar uma milícia para fazer justiça. Acho que não basta denunciar os vagabundos, eles tem os tribunais, os juízes, os promotores e as autoridades públicas nos bolsos.

Temos que ir atrás deles, pegá-los pelos cabelos, arrastá-los para a rua e fuzilá-los na frente do povo e das câmeras. Isso pode corrigir as coisas, pois mostrará para esses desgraçados que agem na surdina conspirando e sabotando as instituições públicas, a retidão e a justiça, que a violência e o mal que eles praticam e distribuem na sociedade, mais cedo ou mais tarde, baterá em suas portas...

Mas os direitos humanos ? Direitos Humanos só devem existir se a aplicação for uniforme. Hoje existe direitos humanos para os ricos e grupos dominantes, mas não há estes direitos para a maioria da população. Inclusive, os grupos dominantes usam os Direitos Humanos como uma forma de opressão. Usam para se proteger e manter os mecanismos de opressão e de exploração funcionando sobre a maioria.

Acho que aquilo que fazem contra a maioria, é legítimo e justo, que a maioria retribua na mesma moeda... Que se aplique o mesmo peso e a mesma medida...
Uma milícia para fazer justiça
É tanta picaretagem, ilegalidades, injustiças, opressão, exclusão e exploração, que eu começo a considerar seriamente a possibilidade de montar e armar uma milícia para fazer justiça. Acho que não basta denunciar os vagabundos, eles tem os tribunais, os juízes, os promotores e as autoridades públicas nos bolsos.

Temos que ir atrás deles, pegá-los pelos cabelos, arrastá-los para a rua e fuzilá-los na frente do povo e das câmeras. Isso pode corrigir as coisas, pois mostrará para esses desgraçados que agem na surdina conspirando e sabotando as instituições públicas, a retidão e a justiça, que a violência e o mal que eles praticam e distribuem na sociedade, mais cedo ou mais tarde, baterá em suas portas...

Mas os direitos humanos ? Direitos Humanos só devem existir se a aplicação for uniforme. Hoje existe direitos humanos para os ricos e grupos dominantes, mas não há estes direitos para a maioria da população. Inclusive, os grupos dominantes usam os Direitos Humanos como uma forma de opressão. Usam para se proteger e manter os mecanismos de opressão e de exploração funcionando sobre a maioria.

Acho que aquilo que fazem contra a maioria, é legítimo e justo, que a maioria retribua na mesma moeda... Que se aplique o mesmo peso e a mesma medida...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

As prisões
Luis Fávio Gomes - Alice Bianchini - O Direito Penal na Era da Globalização
Sabe-se, entretanto, que nas verdade nela se concentra apenas uma estreita parcela de todas as ilegalidades que o homem 'moderno' pratica. É bem provável que em nenhuma outra época houve tanta corrupção como na era da 'economia globalizada'.

A globalização, aliás, encontra na corrupção um dos seus sinônimos mais expressivos. De qualquer modo, não é essa a ilegalidade que vai causar o encarceramento do criminoso. A prisão, assim, como afirmam os doutrinadores desenha, isola e sublima uma forma de ilegalidade que parece resumir simbolicamente todas as outras, mas que permite deixar na sombra as que se quer ou se deve tolerar.

Em outras palavras, ela "permite diferenciar, arrumar e controlar as ilegalidades" (Foucault). Para as ilegalidades dos de baixo, prisão; para as ilegalidades dos que mandam, compaixão; Fuga para o estrangeiro, prescrição.

Nosso velho discurso professoral de que a prisão é um fracasso na redução dos crimes deveria então ser substituído "pela hipótese de que a prisão conseguiu muito bem produzir (ou reproduzir) a delinqüência."

Aliás, ela, juntamente com todas as demais células do continuum carcerário (Febem, Casas de correção e tantas outras que formam o arquipélago carcerário), é a que melhor reproduz a delinqüência: os altos índices de reincidência facilmente atestam isso.

O grande sucesso da prisão reside exatamente nisto: ela retrata um tipo de 'delinqüência' e assim a isola e dissocia de todas as demais ilegalidades. Quem visita os cárceres do nosso país tem a nítida sensação de que somente os pobres delinqüem.

Concentrando nossa atenção, exclusivamente, nessas ilegalidades que resultam em prisão, os comunicadores sociais - gente da mídia -, a polícia e a justiça (promotores e juízes) integram a funcional engrenagem do exercício sábio do poder. Como não existe uma justiça penal que cuida de todas as ilegalidades, deve-se ver nessa justiça um instrumento para o controle diferencial das ilegalidades.

Os juízes (e os promotores), portanto, se não exercem seu miste com sentido agudamente crítico, acabam transformando-se em meros empregados desse torpe mecanismo de seleção das ilegalidades e de reprodução de uma espécie de delinqüência que é muito útil para determinados e privilegiados segmentos sociais.

A prisão, então, devemos concluir, é deveras um grande sucesso. Mesmo depois de dois séculos de contundentes críticas, ela continua vigorosa (só na última década cresceu no Brasil em mais de 100%). O legislador, em todo momento, cuidando da criminalização primária, dela faz uso (e abuso) contínuo.

Políticos e comunicadores sociais nefastos e inescrupulosos, que banalizam diuturnamente a violência, na medida em que já não necessitam vangloriar a pena de morte, que, em razão da AIDS, é automaticamente a sanção acessória da pena de prisão, louvam-na, particularmente em tempos eleitorais, com a estelionatária tese de sua perpetuidade (prisão perpétua).

Desapareceu ao longo da história o corpo marcado, recortado, queimado, aniquilado; o que veio em seguida foi o corpo e o tempo controlados; agora o que se pretende é a eternização do espetáculo de fabricação de um tipo específico de delinqüência (e de delinqüentes).

Se há um desafio político global em torno da prisão, afirma Foucault, este não é saber se ela será ou não corretiva; se os juízes, os psiquiatras ou os sociólogos exercerão nela mais poder que os administradores e guardas; na verdade ele está na seguinte alternativa: prisão ou algo diferente da prisão.
As prisões
Luis Fávio Gomes - Alice Bianchini - O Direito Penal na Era da Globalização
Sabe-se, entretanto, que nas verdade nela se concentra apenas uma estreita parcela de todas as ilegalidades que o homem 'moderno' pratica. É bem provável que em nenhuma outra época houve tanta corrupção como na era da 'economia globalizada'.

A globalização, aliás, encontra na corrupção um dos seus sinônimos mais expressivos. De qualquer modo, não é essa a ilegalidade que vai causar o encarceramento do criminoso. A prisão, assim, como afirmam os doutrinadores desenha, isola e sublima uma forma de ilegalidade que parece resumir simbolicamente todas as outras, mas que permite deixar na sombra as que se quer ou se deve tolerar.

Em outras palavras, ela "permite diferenciar, arrumar e controlar as ilegalidades" (Foucault). Para as ilegalidades dos de baixo, prisão; para as ilegalidades dos que mandam, compaixão; Fuga para o estrangeiro, prescrição.

Nosso velho discurso professoral de que a prisão é um fracasso na redução dos crimes deveria então ser substituído "pela hipótese de que a prisão conseguiu muito bem produzir (ou reproduzir) a delinqüência."

Aliás, ela, juntamente com todas as demais células do continuum carcerário (Febem, Casas de correção e tantas outras que formam o arquipélago carcerário), é a que melhor reproduz a delinqüência: os altos índices de reincidência facilmente atestam isso.

O grande sucesso da prisão reside exatamente nisto: ela retrata um tipo de 'delinqüência' e assim a isola e dissocia de todas as demais ilegalidades. Quem visita os cárceres do nosso país tem a nítida sensação de que somente os pobres delinqüem.

Concentrando nossa atenção, exclusivamente, nessas ilegalidades que resultam em prisão, os comunicadores sociais - gente da mídia -, a polícia e a justiça (promotores e juízes) integram a funcional engrenagem do exercício sábio do poder. Como não existe uma justiça penal que cuida de todas as ilegalidades, deve-se ver nessa justiça um instrumento para o controle diferencial das ilegalidades.

Os juízes (e os promotores), portanto, se não exercem seu miste com sentido agudamente crítico, acabam transformando-se em meros empregados desse torpe mecanismo de seleção das ilegalidades e de reprodução de uma espécie de delinqüência que é muito útil para determinados e privilegiados segmentos sociais.

A prisão, então, devemos concluir, é deveras um grande sucesso. Mesmo depois de dois séculos de contundentes críticas, ela continua vigorosa (só na última década cresceu no Brasil em mais de 100%). O legislador, em todo momento, cuidando da criminalização primária, dela faz uso (e abuso) contínuo.

Políticos e comunicadores sociais nefastos e inescrupulosos, que banalizam diuturnamente a violência, na medida em que já não necessitam vangloriar a pena de morte, que, em razão da AIDS, é automaticamente a sanção acessória da pena de prisão, louvam-na, particularmente em tempos eleitorais, com a estelionatária tese de sua perpetuidade (prisão perpétua).

Desapareceu ao longo da história o corpo marcado, recortado, queimado, aniquilado; o que veio em seguida foi o corpo e o tempo controlados; agora o que se pretende é a eternização do espetáculo de fabricação de um tipo específico de delinqüência (e de delinqüentes).

Se há um desafio político global em torno da prisão, afirma Foucault, este não é saber se ela será ou não corretiva; se os juízes, os psiquiatras ou os sociólogos exercerão nela mais poder que os administradores e guardas; na verdade ele está na seguinte alternativa: prisão ou algo diferente da prisão.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Quem cria o totalitarismo ?
O totalitarismo é o resultado de uma série de eventos sociais. Porém, todos estes eventos estão ligados com a dominação, opressão, exclusão e exploração. Por isso, eu considero que o totalitarismo é exacerbação de tudo isto. Se a dominação antes estava na escala dez, no ambiente totalitário chega na escala 1000. A dominação se torna dominação completa. A opressão se torna opressão total. A exclusão é exclusão mesmo (pega o indivíduo queima em um forno, etc). E a exploração é a exploração máxima.

Tudo isto é gestado e criado de gota em gota, de ato em ato, desemprego em desemprego, dia após dia. Ninguém olha para as conseqüências da pobreza, da miséria, das violações de direito, das injustiças. São apenas, dizem todos, borboletas batendo suas asinhas, qual é o dano que uma pequena borboleta pode causar ? Um físico responderia: uma borboleta que bate as asas no Japão, pode causar um furacão no Caribe.

Eu pegaria isto e diria, pequenas borboletas de dominação, opressão, exclusão e exploração batendo suas asinhas hoje, pode gerar o totalitarismo nas décadas futuras. O efeito em cadeia é dado e transmitido pelo ódio social. Um ódio que contamina a sociedade, passando de pessoa para pessoa. Este ódio acumulado na cadeia ao longo do tempo explode em um sistema totalitário. O ódio social é a energia do totalitarismo.

Isto é teoria de sistema. É Teoria do Caos. Inegavelmente, o totalitarismo tem relação com o caos. Ele pretende destruir um mundo e construir outro sobre as cinzas. Um novo mundo no qual a sociedade é parecida com uma sociedade de formiga. E os homens são homens-formiga. Cada um faz exatamente o que tem de fazer, sem mudar as regras, sem criatividade, sem individualidade. Todas formigas arianas.

O ódio social está dentro da consciência totalitária. Ele pode ser fixado na consciência totalitária como um dogma, por exemplo, o anti-semitismo, anti-capitalismo, comunismo, etc. Inclusive o vazio de pensamento fixa o dogma com muito mais facilidade quando ele está diretamente ligado com uma emoção, com o ódio por alguém ou por alguma coisa. A mídia e propaganda, contando histórias mentirosas, podem potencializar infinitamente este ódio.

Uma dominação hoje, duas amanhã, dez no ano que vem e, de repente, dominação total... O mal vai entrando aos poucos, se tornando corriqueiro e comum e cada vez mais superficial em nosso pensamento. De tanto ver o mal, de tanto vê-lo todos os dias, chega uma hora que estamos completamente anestesiados. Olhamos para o mal, mas não o vemos. Praticamos o mal e não percebemos. Não refletimos sobre aquela ação, as conseqüências daquela ação. Nesta hora podemos falar em banalidade do mal. O mal se tornou banal em nossas vidas...

Não necessariamente esta dominação é feita por antigos dominadores, opressores e exploradores. Os antigos podem ser suplantados pelos dominados, oprimidos e explorados. Logo, a dominação total é feita por estes últimos e os antigos são perseguidos, capturados e exterminados.

Assim, uma das razões da exacerbação, seria o fato da ação dos líderes totalitários ser, não apenas a materialização dos dogmas que pregavam, mas sobretudo, uma vingança do ódio social acumulado. Vingança contra aqueles que são objeto desse ódio...

De acordo com Nerone, na obra "Hannah Arendt e o declínio da esfera pública":

"O totalitarismo, ponto de partida para o pensamento de Hannah Arendt em busca do sentido da política, é por ela conceituado como um fenômeno distinto das tiranias antigas e das ditaduras, posto que almeja impor o domínio total sobre a sociedade e cuja ideologia pretende, numa segunda etapa, açambarcar toda a população mundial.

Mediante a hipertrofia da política, "na qual toda a vida humana foi politizada por completo", e a destruição da esfera pública mediante o fim da liberdade, o governo totalitário objetiva controlar todas as dimensões da vida das pessoas através do terror. Para tanto, os movimentos totalitários tentaram abolir a separação entre as esferas públicas e privadas, e eliminar a própria essência da política: a liberdade.


Para Arendt, o totalitarismo, nas suas formas stalinistas e nazistas, foi conseqüência da conjugação dos seguintes fatores: por um lado, o surgimento da sociedade de massas, a dissolução de classes sociais e a atomização dos indivíduos sob a Revolução Industrial; por outro, a crise socioeconômica e do sistema partidário decorrente da Primeira Grande Guerra. (...) (p. 87)

Essas massas, desesperançadas pelo advento das altas taxas de infração e desemprego que se seguiram ao fim da Primeira Guerra, tenderam para o nacionalismo especialmente violento e foram arregimentadas e organizadas pelos movimentos totalitários, que delas exigem lealdade total e irrestrita, base psicológica do domínio total e subjugação internalizada.

O movimento totalitário aproveitou-se do ódio popular com relação aos partidos políticos para destruir esse sistema de representação. No entender de Hannah Arendt, tais episódios comprovariam que as liberdades democráticas necessitam de alguma forma de organização institucionalizada ou de hierarquia social e política para que possam funcionar adequadamente, afirmação que se coaduna com sua concepção de que a política é fruto da ação coletiva e que exige um espaço organizado para que a liberdade possa ser exercida, a esfera pública.

A atomização dos indivíduos sob o sistema produtivo industrial, acirrado pelo individualismo politicamente apático da sociedade de consumo, esta pautada pela concorrência interpessoal, teria reduzido a conexão dos indivíduos com seus semelhantes e eliminado a solidariedade comunitária. O individualismo da ideologia liberal, para quem a mera soma dos interesses individuais constitui o milagre do bem comum, incitava uma indiferença, e até mesmo uma hostilidade com relação à participação nas atividades da esfera pública, considerada como perda de tempo e energia; sob o totalitarismo, nada foi tão fácil de destruir quanto a privacidade e a moralidade pessoal de homens que só pensavam em salvaguardar suas vidas privadas. (p.88)

O domínio totalitário teria se instaurado mediante três etapas: a destruição dos direitos civis (a morte da sua pessoa jurídica), a destruição da pessoa moral do homem (corrupção da solidariedade) e por fim a destruição da individualidade (singulariedade e espontaneidade humana). O isolamento dos indivíduos atomizados teria sido a base para o domínio totalitário, concebido exclusivamente como força, que objetivou a abolição da liberdade e até mesmo a eliminação de toda espontaneidade humana em todos os aspectos da vida.

Para Hannah Arendt, a destruição do mundo comum e o isolamento dos indivíduos no âmbito de uma esfera privada controlada são as precondições para a instalação do governo totalitário, pois anulariam a capacidade de iniciativa de novas ações políticas. (p.89)"

Enfim, vou refletir mais sobre tudo isto...
Quem cria o totalitarismo ?
O totalitarismo é o resultado de uma série de eventos sociais. Porém, todos estes eventos estão ligados com a dominação, opressão, exclusão e exploração. Por isso, eu considero que o totalitarismo é exacerbação de tudo isto. Se a dominação antes estava na escala dez, no ambiente totalitário chega na escala 1000. A dominação se torna dominação completa. A opressão se torna opressão total. A exclusão é exclusão mesmo (pega o indivíduo queima em um forno, etc). E a exploração é a exploração máxima.

Tudo isto é gestado e criado de gota em gota, de ato em ato, desemprego em desemprego, dia após dia. Ninguém olha para as conseqüências da pobreza, da miséria, das violações de direito, das injustiças. São apenas, dizem todos, borboletas batendo suas asinhas, qual é o dano que uma pequena borboleta pode causar ? Um físico responderia: uma borboleta que bate as asas no Japão, pode causar um furacão no Caribe.

Eu pegaria isto e diria, pequenas borboletas de dominação, opressão, exclusão e exploração batendo suas asinhas hoje, pode gerar o totalitarismo nas décadas futuras. O efeito em cadeia é dado e transmitido pelo ódio social. Um ódio que contamina a sociedade, passando de pessoa para pessoa. Este ódio acumulado na cadeia ao longo do tempo explode em um sistema totalitário. O ódio social é a energia do totalitarismo.

Isto é teoria de sistema. É Teoria do Caos. Inegavelmente, o totalitarismo tem relação com o caos. Ele pretende destruir um mundo e construir outro sobre as cinzas. Um novo mundo no qual a sociedade é parecida com uma sociedade de formiga. E os homens são homens-formiga. Cada um faz exatamente o que tem de fazer, sem mudar as regras, sem criatividade, sem individualidade. Todas formigas arianas.

O ódio social está dentro da consciência totalitária. Ele pode ser fixado na consciência totalitária como um dogma, por exemplo, o anti-semitismo, anti-capitalismo, comunismo, etc. Inclusive o vazio de pensamento fixa o dogma com muito mais facilidade quando ele está diretamente ligado com uma emoção, com o ódio por alguém ou por alguma coisa. A mídia e propaganda, contando histórias mentirosas, podem potencializar infinitamente este ódio.

Uma dominação hoje, duas amanhã, dez no ano que vem e, de repente, dominação total... O mal vai entrando aos poucos, se tornando corriqueiro e comum e cada vez mais superficial em nosso pensamento. De tanto ver o mal, de tanto vê-lo todos os dias, chega uma hora que estamos completamente anestesiados. Olhamos para o mal, mas não o vemos. Praticamos o mal e não percebemos. Não refletimos sobre aquela ação, as conseqüências daquela ação. Nesta hora podemos falar em banalidade do mal. O mal se tornou banal em nossas vidas...

Não necessariamente esta dominação é feita por antigos dominadores, opressores e exploradores. Os antigos podem ser suplantados pelos dominados, oprimidos e explorados. Logo, a dominação total é feita por estes últimos e os antigos são perseguidos, capturados e exterminados.

Assim, uma das razões da exacerbação, seria o fato da ação dos líderes totalitários ser, não apenas a materialização dos dogmas que pregavam, mas sobretudo, uma vingança do ódio social acumulado. Vingança contra aqueles que são objeto desse ódio...

De acordo com Nerone, na obra "Hannah Arendt e o declínio da esfera pública":

"O totalitarismo, ponto de partida para o pensamento de Hannah Arendt em busca do sentido da política, é por ela conceituado como um fenômeno distinto das tiranias antigas e das ditaduras, posto que almeja impor o domínio total sobre a sociedade e cuja ideologia pretende, numa segunda etapa, açambarcar toda a população mundial.

Mediante a hipertrofia da política, "na qual toda a vida humana foi politizada por completo", e a destruição da esfera pública mediante o fim da liberdade, o governo totalitário objetiva controlar todas as dimensões da vida das pessoas através do terror. Para tanto, os movimentos totalitários tentaram abolir a separação entre as esferas públicas e privadas, e eliminar a própria essência da política: a liberdade.


Para Arendt, o totalitarismo, nas suas formas stalinistas e nazistas, foi conseqüência da conjugação dos seguintes fatores: por um lado, o surgimento da sociedade de massas, a dissolução de classes sociais e a atomização dos indivíduos sob a Revolução Industrial; por outro, a crise socioeconômica e do sistema partidário decorrente da Primeira Grande Guerra. (...) (p. 87)

Essas massas, desesperançadas pelo advento das altas taxas de infração e desemprego que se seguiram ao fim da Primeira Guerra, tenderam para o nacionalismo especialmente violento e foram arregimentadas e organizadas pelos movimentos totalitários, que delas exigem lealdade total e irrestrita, base psicológica do domínio total e subjugação internalizada.

O movimento totalitário aproveitou-se do ódio popular com relação aos partidos políticos para destruir esse sistema de representação. No entender de Hannah Arendt, tais episódios comprovariam que as liberdades democráticas necessitam de alguma forma de organização institucionalizada ou de hierarquia social e política para que possam funcionar adequadamente, afirmação que se coaduna com sua concepção de que a política é fruto da ação coletiva e que exige um espaço organizado para que a liberdade possa ser exercida, a esfera pública.

A atomização dos indivíduos sob o sistema produtivo industrial, acirrado pelo individualismo politicamente apático da sociedade de consumo, esta pautada pela concorrência interpessoal, teria reduzido a conexão dos indivíduos com seus semelhantes e eliminado a solidariedade comunitária. O individualismo da ideologia liberal, para quem a mera soma dos interesses individuais constitui o milagre do bem comum, incitava uma indiferença, e até mesmo uma hostilidade com relação à participação nas atividades da esfera pública, considerada como perda de tempo e energia; sob o totalitarismo, nada foi tão fácil de destruir quanto a privacidade e a moralidade pessoal de homens que só pensavam em salvaguardar suas vidas privadas. (p.88)

O domínio totalitário teria se instaurado mediante três etapas: a destruição dos direitos civis (a morte da sua pessoa jurídica), a destruição da pessoa moral do homem (corrupção da solidariedade) e por fim a destruição da individualidade (singulariedade e espontaneidade humana). O isolamento dos indivíduos atomizados teria sido a base para o domínio totalitário, concebido exclusivamente como força, que objetivou a abolição da liberdade e até mesmo a eliminação de toda espontaneidade humana em todos os aspectos da vida.

Para Hannah Arendt, a destruição do mundo comum e o isolamento dos indivíduos no âmbito de uma esfera privada controlada são as precondições para a instalação do governo totalitário, pois anulariam a capacidade de iniciativa de novas ações políticas. (p.89)"

Enfim, vou refletir mais sobre tudo isto...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Encrenca com Professor da USP
Disse-me um Professor da USP "(...) não acho que a Bolsa de Iniciação seja feita para sustentar o aluno, é apenas uma ajuda." Disse isto em resposta ao meu email de que precisaria preencher os formulários para pedir uma bolsa de iniciação para continuar a pesquisa que estou fazendo agora.

Estou desenvolvendo e escrevendo esta pesquisa na raça e embaixo de sabotagem e fogo cruzado, uma pesquisa importantíssima. Enquanto levo a pesquisa nas costas e sem bolsa, tem um monte de gente dentro da USP recebendo duas ou três bolsas para produzir lixo. Para as minhas pesquisas as bolsas não são importantes... para os lixos que produzem por aí, recebem até financiamento internacional...

Contudo, certamente, a visão do professor está completamente errada. Se a bolsa de iniciação, o mesmo se aplica à bolsa de mestrado e doutorado, são apenas ajuda de custo, então, por que a lei obriga o aluno, que recebe estas bolsas, a abandonar todas as demais atividades remuneradas que exerce ? Cumular a bolsa com outra atividade remunerada é ilícito, inclusive se o individuo for pego cumulando, ele é punido: perde a bolsa, tem que devolver o dinheiro, etc... As bolsa são mais do que ajuda, é o "salário" por um trabalho que está sendo realizado...

Mas a questão aqui é outra. É a visão. A bolsa, da perspectiva do aluno, é o que o manterá estudando e pesquisando. Este aluno faz parte da maioria da população. A maioria oprimida que faz coisa relevante para este país. Já o professor tem outra visão. Ele é da classe dominante, da pequena elite opressora e dominante. Ele não precisa de bolsa, pois já tem outras fontes milionárias de recursos, logo, ele se dá ao luxo de ver nas bolsas de pesquisa somente ajuda de custo. Nada mais. Esta é a mentalidade da classe dominante: bolsa é ajuda de custo, programa social é paternalismo, etc.

Contudo, este email me mostrou uma outra coisa que eu não tinha percebido. Eu sou um subversivo radical. Ataco o sistema frontalmente e planejo destruir completamente este sistema dominate, opressor, excludente e explorador. Logo, submeter as minhas idéias e as minhas teorias aos operadores deste sistema é um coisa contraditória. Muito contraditória. É como se eu estivesse sentando à mesa com as pessoas que, mais tarde, terei de destruir. Muitos dirão que eu estou pedindo a benção dos grupos dominantes às minhas idéias e verão em mim, nada mais, do que um traidor...

Esta não é uma visão maniqueísta. É uma visão lógica. Quem reproduz o sistema opressor, quem alimenta a cultura da dominação (para os grupos dominantes) e da submissão, não-violência, falso Estado de Direito, etc, para a maioria oprimida, são as universidades. São as universidades que formam os dominadores, opressores e exploradores. São as universidades que domesticam os subversivos e os pensadores que vem das classes baixas, amarrando os com normas, regras e ameaças; ao mesmo tempo em que introjeta em suas cabeças a cultura da servidão, da escravidão e da domesticação.

As universidades transformam aquelas pessoas que podem lutar e destruir o sistema de dominação, opressão, exclusão e exploração em operadores do próprio sistema. Isto perpetua a escravidão, pois elimina, completamente, os líderes da resistência. As Universidades apagam a revolução e domesticam os rebeldes.

Se a Universidade é um centro de formação dos dominadores e opressores, ela terá que cair quando o sistema for derrubado. E quem contaminou a Universidade com seu veneno e ajudou a dominar e oprimir, também tem que ser enterrado junto com o sistema.

Isto me faz pensar que eu não devo submeter minhas idéias e meus projetos à avaliação da classe dominante. Também considerou que os títulos outorgados pelos grupos dominantes, certificando que estas idéias e projetos estão de acordo com a sua dominação e com a opressão que praticam (títulos de mestre, doutor, etc), não são relevantes e não servirão para nada quando o sistema cair. Logo, devo retirar minhas idéias e meus projetos da USP e do Brasil. Talvez eu devesse paralisar tudo e dedicar-me a destruir o sistema. Depois, no novo céu e na nova terra, eu retorno aos meus estudos contemplativos.

Portanto, dois caminhos se abrem diante de mim, neste momento. Primeiro, afundar de vez e de cabeça na luta de resistência, acelerando a destruição do sistema e de seus operadores ou, então, seguir para uma universidade estrangeira, onde eu possa terminar a teoria e os meus estudos contemplativos. Atiçando e orientando de lá a destruição do sistema.

A imagem que eu tenho para a situação na qual estou agora é de um judeu, em plena dominação nazista, na Universidade de Berlim, estudando borboletas. Enquanto isto, ao redor da Universidade, os campos de concentração funcionam a todo vapor e as chaminés das câmaras de gás não param de jogar cabelos no escritório do judeu que estuda borboletas...
Encrenca com Professor da USP
Disse-me um Professor da USP "(...) não acho que a Bolsa de Iniciação seja feita para sustentar o aluno, é apenas uma ajuda." Disse isto em resposta ao meu email de que precisaria preencher os formulários para pedir uma bolsa de iniciação para continuar a pesquisa que estou fazendo agora.

Estou desenvolvendo e escrevendo esta pesquisa na raça e embaixo de sabotagem e fogo cruzado, uma pesquisa importantíssima. Enquanto levo a pesquisa nas costas e sem bolsa, tem um monte de gente dentro da USP recebendo duas ou três bolsas para produzir lixo. Para as minhas pesquisas as bolsas não são importantes... para os lixos que produzem por aí, recebem até financiamento internacional...

Contudo, certamente, a visão do professor está completamente errada. Se a bolsa de iniciação, o mesmo se aplica à bolsa de mestrado e doutorado, são apenas ajuda de custo, então, por que a lei obriga o aluno, que recebe estas bolsas, a abandonar todas as demais atividades remuneradas que exerce ? Cumular a bolsa com outra atividade remunerada é ilícito, inclusive se o individuo for pego cumulando, ele é punido: perde a bolsa, tem que devolver o dinheiro, etc... As bolsa são mais do que ajuda, é o "salário" por um trabalho que está sendo realizado...

Mas a questão aqui é outra. É a visão. A bolsa, da perspectiva do aluno, é o que o manterá estudando e pesquisando. Este aluno faz parte da maioria da população. A maioria oprimida que faz coisa relevante para este país. Já o professor tem outra visão. Ele é da classe dominante, da pequena elite opressora e dominante. Ele não precisa de bolsa, pois já tem outras fontes milionárias de recursos, logo, ele se dá ao luxo de ver nas bolsas de pesquisa somente ajuda de custo. Nada mais. Esta é a mentalidade da classe dominante: bolsa é ajuda de custo, programa social é paternalismo, etc.

Contudo, este email me mostrou uma outra coisa que eu não tinha percebido. Eu sou um subversivo radical. Ataco o sistema frontalmente e planejo destruir completamente este sistema dominate, opressor, excludente e explorador. Logo, submeter as minhas idéias e as minhas teorias aos operadores deste sistema é um coisa contraditória. Muito contraditória. É como se eu estivesse sentando à mesa com as pessoas que, mais tarde, terei de destruir. Muitos dirão que eu estou pedindo a benção dos grupos dominantes às minhas idéias e verão em mim, nada mais, do que um traidor...

Esta não é uma visão maniqueísta. É uma visão lógica. Quem reproduz o sistema opressor, quem alimenta a cultura da dominação (para os grupos dominantes) e da submissão, não-violência, falso Estado de Direito, etc, para a maioria oprimida, são as universidades. São as universidades que formam os dominadores, opressores e exploradores. São as universidades que domesticam os subversivos e os pensadores que vem das classes baixas, amarrando os com normas, regras e ameaças; ao mesmo tempo em que introjeta em suas cabeças a cultura da servidão, da escravidão e da domesticação.

As universidades transformam aquelas pessoas que podem lutar e destruir o sistema de dominação, opressão, exclusão e exploração em operadores do próprio sistema. Isto perpetua a escravidão, pois elimina, completamente, os líderes da resistência. As Universidades apagam a revolução e domesticam os rebeldes.

Se a Universidade é um centro de formação dos dominadores e opressores, ela terá que cair quando o sistema for derrubado. E quem contaminou a Universidade com seu veneno e ajudou a dominar e oprimir, também tem que ser enterrado junto com o sistema.

Isto me faz pensar que eu não devo submeter minhas idéias e meus projetos à avaliação da classe dominante. Também considerou que os títulos outorgados pelos grupos dominantes, certificando que estas idéias e projetos estão de acordo com a sua dominação e com a opressão que praticam (títulos de mestre, doutor, etc), não são relevantes e não servirão para nada quando o sistema cair. Logo, devo retirar minhas idéias e meus projetos da USP e do Brasil. Talvez eu devesse paralisar tudo e dedicar-me a destruir o sistema. Depois, no novo céu e na nova terra, eu retorno aos meus estudos contemplativos.

Portanto, dois caminhos se abrem diante de mim, neste momento. Primeiro, afundar de vez e de cabeça na luta de resistência, acelerando a destruição do sistema e de seus operadores ou, então, seguir para uma universidade estrangeira, onde eu possa terminar a teoria e os meus estudos contemplativos. Atiçando e orientando de lá a destruição do sistema.

A imagem que eu tenho para a situação na qual estou agora é de um judeu, em plena dominação nazista, na Universidade de Berlim, estudando borboletas. Enquanto isto, ao redor da Universidade, os campos de concentração funcionam a todo vapor e as chaminés das câmaras de gás não param de jogar cabelos no escritório do judeu que estuda borboletas...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Quem deve temer o futuro ?
Quem deve temer o futuro é quem domina, quem explora, quem exclui e quem pratica injustiças. Não há espaço para estes indivíduos no futuro e todas as profecias dizem que eles serão destruídos e serão punidos pelo que fizeram. E se escaparem de nós, Deus os pegará.

Portanto, estes elementos é que devem temer o futuro.
Quem deve temer o futuro ?
Quem deve temer o futuro é quem domina, quem explora, quem exclui e quem pratica injustiças. Não há espaço para estes indivíduos no futuro e todas as profecias dizem que eles serão destruídos e serão punidos pelo que fizeram. E se escaparem de nós, Deus os pegará.

Portanto, estes elementos é que devem temer o futuro.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Serei justo contigo e farei justiça
Quando as pessoas temem a justiça e a ação da maioria, a vontade do Povo, não tenha dúvidas, elas estão fazendo coisas erradas.

Se você diz para um negro ou para um pobre: "Serei justo contigo e farei justiça !!!" Eles ficam felizes, pois ninguém é justo com eles. Ninguém faz justiça para este Povo.

Se você diz para um rico ou para um indivíduo pertencente aos grupos dominantes: "Serei justo contigo e farei justiça !!!" Eles ficam revoltados, infelizes, brabos, pois sabem que terão problemas, que a sua fonte de riqueza secará, que terão prejuízo nos negócios...
Serei justo contigo e farei justiça
Quando as pessoas temem a justiça e a ação da maioria, a vontade do Povo, não tenha dúvidas, elas estão fazendo coisas erradas.

Se você diz para um negro ou para um pobre: "Serei justo contigo e farei justiça !!!" Eles ficam felizes, pois ninguém é justo com eles. Ninguém faz justiça para este Povo.

Se você diz para um rico ou para um indivíduo pertencente aos grupos dominantes: "Serei justo contigo e farei justiça !!!" Eles ficam revoltados, infelizes, brabos, pois sabem que terão problemas, que a sua fonte de riqueza secará, que terão prejuízo nos negócios...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Discurso aos combatentes
A história nos ensina que a dominação, a opressão, a exclusão e a exploração sempre foram derrotadas e destruídas. Impérios caíram. Imperadores, reis, czares e príncipes foram derrotados, decapitados e fuzilados. Ditadores e tiranos tombaram nos palácios e nos campos de batalha e com eles o sistema de opressão e tirania que criaram e alimentavam.

A história nos mostra armadas invencíveis sendo vencidas. Exércitos gigantescos perdendo batalhas. Impérios inimagináveis ruindo. Nações poderosíssimas perdendo guerras para camponeses e Mujahedins.

No futuro não há espaço para dominação, opressão, exclusão e exploração. Não há isto no futuro. E se não há, é porque foram destruídos no presente. Nós destruímos os dominadores, os opressores e os exploradores. Por isso, eles não estão lá. Eles não fazem parte do futuro. Não fazem parte do novo céu e da nova terra.

As correntes que carregamos foram colocadas, pelos opressores e dominadores, nos nossos antepassados. Eles não as colocaram em nós. Nós herdamos estas correntes de nossos antepassados e as prendemos às nossas vidas. A nossa tolerância diante do mal, a nossa aceitação e colaboração com o mal, a nossa omissão e indiferença é que estabeleceram a dominação, a opressão, a exclusão e a exploração sobre nós.

Os dominadores e opressores somente nos dominam e oprimem porque nós consentimos com a dominação e com a opressão. Somos dóceis. Somos patéticos. Somos resignados diante do mal. Nossos antepassados foram domesticados pela escravidão e nos passaram, culturalmente, a domesticação que receberam. Se não lutamos, eles vencem. Se aceitamos a exploração e não reagimos, eles dominam. Se nos calamos e resignamos, eles oprimem.

Temos que respeitar a vida e as diferenças. Contudo, não podemos respeitar o mal, a dominação, a opressão, as injustiças, as exclusões e as explorações. Quem diz que você tem que respeitar isto é seu inimigo. É uma pessoa que ganha com este sistema. Uma pessoa que está te explorando, oprimindo e dominando.

Os dominadores, opressores e exploradores devem ser destruídos, um por um. Se não quer ser destruído, então não seja um dominador, um opressor e nem um explorador. Respeite os outros, respeite as diferenças, seja justo e faça justiça.

Certamente, aderir a esta luta é uma escolha. Uma escolha entre continuar na escravidão e morrer grudado nela ou, então, morrer lutando pela liberdade, por um novo céu e uma nova terra. Morrer lutando para romper as correntes do mal.

A morte é inevitável. Todos morrem um dia. Mas você pode escolher. Pode morrer como um herói, morrer lutando contra a dominação e a exploração, ou morrer como um covarde resignado.

Devo alertá-lo, porém, que o seu tipo de morte determina o legado que você deixa para os seus descendentes. Pode ser um legado de luta e de reação contra o mal ou pode ser um legado de vergonha e de resignação. Para os seus filhos e netos, para as futuras gerações, se você aceitar o mal e não lutar contra ele, você deixa a mesma escravidão que viveu e a opressão que sofreu, deixa um mundo tão ruim, ou pior, do que quando entrou nele. Se você lutar e reagir contra o mal, lutar contra a dominação, a opressão e a tirania, você deixa um novo céu e uma nova terra, um mundo de liberdade, justiça e paz.
Discurso aos combatentes
A história nos ensina que a dominação, a opressão, a exclusão e a exploração sempre foram derrotadas e destruídas. Impérios caíram. Imperadores, reis, czares e príncipes foram derrotados, decapitados e fuzilados. Ditadores e tiranos tombaram nos palácios e nos campos de batalha e com eles o sistema de opressão e tirania que criaram e alimentavam.

A história nos mostra armadas invencíveis sendo vencidas. Exércitos gigantescos perdendo batalhas. Impérios inimagináveis ruindo. Nações poderosíssimas perdendo guerras para camponeses e Mujahedins.

No futuro não há espaço para dominação, opressão, exclusão e exploração. Não há isto no futuro. E se não há, é porque foram destruídos no presente. Nós destruímos os dominadores, os opressores e os exploradores. Por isso, eles não estão lá. Eles não fazem parte do futuro. Não fazem parte do novo céu e da nova terra.

As correntes que carregamos foram colocadas, pelos opressores e dominadores, nos nossos antepassados. Eles não as colocaram em nós. Nós herdamos estas correntes de nossos antepassados e as prendemos às nossas vidas. A nossa tolerância diante do mal, a nossa aceitação e colaboração com o mal, a nossa omissão e indiferença é que estabeleceram a dominação, a opressão, a exclusão e a exploração sobre nós.

Os dominadores e opressores somente nos dominam e oprimem porque nós consentimos com a dominação e com a opressão. Somos dóceis. Somos patéticos. Somos resignados diante do mal. Nossos antepassados foram domesticados pela escravidão e nos passaram, culturalmente, a domesticação que receberam. Se não lutamos, eles vencem. Se aceitamos a exploração e não reagimos, eles dominam. Se nos calamos e resignamos, eles oprimem.

Temos que respeitar a vida e as diferenças. Contudo, não podemos respeitar o mal, a dominação, a opressão, as injustiças, as exclusões e as explorações. Quem diz que você tem que respeitar isto é seu inimigo. É uma pessoa que ganha com este sistema. Uma pessoa que está te explorando, oprimindo e dominando.

Os dominadores, opressores e exploradores devem ser destruídos, um por um. Se não quer ser destruído, então não seja um dominador, um opressor e nem um explorador. Respeite os outros, respeite as diferenças, seja justo e faça justiça.

Certamente, aderir a esta luta é uma escolha. Uma escolha entre continuar na escravidão e morrer grudado nela ou, então, morrer lutando pela liberdade, por um novo céu e uma nova terra. Morrer lutando para romper as correntes do mal.

A morte é inevitável. Todos morrem um dia. Mas você pode escolher. Pode morrer como um herói, morrer lutando contra a dominação e a exploração, ou morrer como um covarde resignado.

Devo alertá-lo, porém, que o seu tipo de morte determina o legado que você deixa para os seus descendentes. Pode ser um legado de luta e de reação contra o mal ou pode ser um legado de vergonha e de resignação. Para os seus filhos e netos, para as futuras gerações, se você aceitar o mal e não lutar contra ele, você deixa a mesma escravidão que viveu e a opressão que sofreu, deixa um mundo tão ruim, ou pior, do que quando entrou nele. Se você lutar e reagir contra o mal, lutar contra a dominação, a opressão e a tirania, você deixa um novo céu e uma nova terra, um mundo de liberdade, justiça e paz.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Precisamos fazer um rastreamento histórico
Poderíamos fazer um rastreamento histórico para calcular a quantidade, aproximada, de riquezas que os negros produziram, ao longo de centenas de anos de escravidão, e que foi apropriada pelos brancos.
Poderíamos fazer um rastreamento para descobrir onde está esta riquezas, onde estão as famílias que adquiriram e usaram escravos, o que fizeram com a riqueza que acumularam, no que investiram.
Precisamos ver, com exatidão, a partir de que momento os negros, antigos escravos, começaram a estudar... E onde se estabeleceram.
Também temos que ver em que momento os negros começaram a adquirir propriedades, principalmente, terras e de que forma. Eles eram ex-escravos e descendentes de escravos, como conseguiram arranjar recursos para isto ?
Além disso, é preciso ver, após a escravidão, como ficou a questão das terras. Os brancos, pelo que consta, já tinham se apoderado de tudo, restando apenas as terras longíguas e inóspitas...
As respostas destas questões mostrarão, exatamente, porque os negros são pobres, porque são analfabetos e porque vivem nas favelas e periferias.
A resposta, certamente, pode ser antecipada: dominação, opressão, exclusão e exploração dos brancos contra os negros.
Precisamos fazer um rastreamento histórico
Poderíamos fazer um rastreamento histórico para calcular a quantidade, aproximada, de riquezas que os negros produziram, ao longo de centenas de anos de escravidão, e que foi apropriada pelos brancos.
Poderíamos fazer um rastreamento para descobrir onde está esta riquezas, onde estão as famílias que adquiriram e usaram escravos, o que fizeram com a riqueza que acumularam, no que investiram.
Precisamos ver, com exatidão, a partir de que momento os negros, antigos escravos, começaram a estudar... E onde se estabeleceram.
Também temos que ver em que momento os negros começaram a adquirir propriedades, principalmente, terras e de que forma. Eles eram ex-escravos e descendentes de escravos, como conseguiram arranjar recursos para isto ?
Além disso, é preciso ver, após a escravidão, como ficou a questão das terras. Os brancos, pelo que consta, já tinham se apoderado de tudo, restando apenas as terras longíguas e inóspitas...
As respostas destas questões mostrarão, exatamente, porque os negros são pobres, porque são analfabetos e porque vivem nas favelas e periferias.
A resposta, certamente, pode ser antecipada: dominação, opressão, exclusão e exploração dos brancos contra os negros.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Coisas inexplicáveis
Eu não ia escrever isto, pois, racionalmente, isto não faz muito sentido.Mas, 90% das coisas que eu penso não fazem sentido. Os 10% que fazem sentido, eu escrevo. Contudo, a força que me impele a escrever isto é irresistível. E o título de um texto que acabou de aparecer em um dos jornais online é outra evidência de que eu tenho que escrever a coisa. Portanto, lá vai...

Os Generais militares pensam que farão com o movimento negro a mesma coisa que eles fizeram com os guerrilheiros do Araguaia. Eles pensam que farão nas periferias a mesma coisa que fizeram na Guerra do Paraguai. Pensam que matão a maioria, incluindo mulheres, velhos e crianças. Eles pensam, mas não farão nada disso.

Não farão porque este movimento agrega uma maioria oprimida e dominada. É um movimento por Justiça, Liberdade e Igualdade de direitos e condições. É um movimento sobre o qual a mão de Deus está colocada. A força está do nosso lado...

Mas para os Generais isto não significa nada. São incrédulos, perversos e maldosos. E para eles o que conta são as armas. Aqui também a força estará do nosso lado, pois eu digo, tenho que dizer, e não sei como isto será possível, mas é uma questão de fé, nós teremos artefatos nucleares á nossa disposição. Artefatos que servirão para fazer o inimigo recuar e desistir da guerra. Farão o inimigo se dobrar à Justiça.

Como eu disse, é uma questão de fé. Não de razão. Eu não sei de onde virá isto. Mas virá. Talvez algum país amigo do movimento nos dê tais armas. Talvez venha do mercado negro. Talvez nós iremos desenvolver os artefatos. Talvez nos iremos pegar um reator nuclear e transformá-lo em uma bomba. Enfim, Deus estará do nosso lado e nos dará aquilo que precisamos na hora certa.

As armas nucleares estão garantido a disseminação das injustiças, da dominação, da opressão, das tiranias, etc. Os Seres Humanos estão se transformando em escravos e instrumentos do mal. Mal que está usando as armas nucleares e de destruição em massa para instalar o seu reinado de destruição por mil anos. Um reinado baseado no medo e no terror. Por isso, aqueles que lutam contra o mal terão acesso às mesmas tecnologias e ao mesmo poder. O equilíbrio será restabelecido...

Eu não ia escrever isto, até que apareceu a notícia:
Ciência 12h25
Coisas inexplicáveis
Eu não ia escrever isto, pois, racionalmente, isto não faz muito sentido.Mas, 90% das coisas que eu penso não fazem sentido. Os 10% que fazem sentido, eu escrevo. Contudo, a força que me impele a escrever isto é irresistível. E o título de um texto que acabou de aparecer em um dos jornais online é outra evidência de que eu tenho que escrever a coisa. Portanto, lá vai...

Os Generais militares pensam que farão com o movimento negro a mesma coisa que eles fizeram com os guerrilheiros do Araguaia. Eles pensam que farão nas periferias a mesma coisa que fizeram na Guerra do Paraguai. Pensam que matão a maioria, incluindo mulheres, velhos e crianças. Eles pensam, mas não farão nada disso.

Não farão porque este movimento agrega uma maioria oprimida e dominada. É um movimento por Justiça, Liberdade e Igualdade de direitos e condições. É um movimento sobre o qual a mão de Deus está colocada. A força está do nosso lado...

Mas para os Generais isto não significa nada. São incrédulos, perversos e maldosos. E para eles o que conta são as armas. Aqui também a força estará do nosso lado, pois eu digo, tenho que dizer, e não sei como isto será possível, mas é uma questão de fé, nós teremos artefatos nucleares á nossa disposição. Artefatos que servirão para fazer o inimigo recuar e desistir da guerra. Farão o inimigo se dobrar à Justiça.

Como eu disse, é uma questão de fé. Não de razão. Eu não sei de onde virá isto. Mas virá. Talvez algum país amigo do movimento nos dê tais armas. Talvez venha do mercado negro. Talvez nós iremos desenvolver os artefatos. Talvez nos iremos pegar um reator nuclear e transformá-lo em uma bomba. Enfim, Deus estará do nosso lado e nos dará aquilo que precisamos na hora certa.

As armas nucleares estão garantido a disseminação das injustiças, da dominação, da opressão, das tiranias, etc. Os Seres Humanos estão se transformando em escravos e instrumentos do mal. Mal que está usando as armas nucleares e de destruição em massa para instalar o seu reinado de destruição por mil anos. Um reinado baseado no medo e no terror. Por isso, aqueles que lutam contra o mal terão acesso às mesmas tecnologias e ao mesmo poder. O equilíbrio será restabelecido...

Eu não ia escrever isto, até que apareceu a notícia:
Ciência 12h25