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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Varig e Vale
A confusão e as mentiras da Denise Fuxiqueira Abreu podem acabar servindo para alguma coisa, ou seja, podem ser um mote para falarmos de um outro assunto que também começa com V: Vale. Não há muito o que dizer sobre a Varig, pois comentar as invenções da Denise é dar trela para fuxico e só dá trela para fuxico quem não tem o que fazer ou quem quer criar confusão.

Sabemos que a oposição (tucanos e o PFL disfarçado de Democratas), certamente, trabalham para prejudicar o Brasil e os Brasileiros, trabalham contra a coletividade, logo, não vão perder a oportunidade de entrar nos fuxicos da Denise. Se é que não são eles os verdadeiros autores da coisa e a Denise é apenas a ponta do iceberg...

Além disso, já estão tentando usar os fuxicos para armar contra a Ministra Dilma, ou seja, vão construir ardis, plantar informações, subornar servidores, enfim, vão inventar coisas para atingir a Ministra. Este tipo de conduta é o "modus operandi" da oposição. Eles não relatam fatos, eles criam os fatos, plantando elementos e provas... São especialista neste tipo de coisa, inclusive, foi dessa formar que acertaram o Palocci.

Para neutralizar a oposição, estejam eles na raíz do mal ou apenas agindo como parasitas oportunistas, o caminho é trazer a público os fatos que marcaram a privatização da Vale. Já que querem encrenca e confusão, vamos relembrar a forma como eles agiram no passado. A forma como privatizaram uma empresa pública de alta rentabilidade. Estão falando em tráfico de influência, vamos ver o que eles fizeram na privatização da Vale... Estão falando em perdas para o patrimõnio público, vamos ver quanto prejuízo eles causaram com a venda da Vale...

No caso da Varig, não há nada, a não ser os fuxicos da Denise Fuxiqueira Abreu. Agora, no caso da Vale há muita coisa escondida embaixo do tapetão do FHC. Há o prejuízo bilionário para os cofres públicos e para a coletividade. Prejuízo que cresce exponencialmente.

A Vale é uma empresa que arranca as riquezas enterradas em solo brasileiro e vende, a maior parte, para o exterior. E sabe o que nós ganhamos com isso: bananas. Todo o lucro dessa empresa está nas mãos de uma minoria de brasileiros e estrangeiros. A grande coletividade não ganha nada com o ouro, ferro, etc que é arrancado de nossas terras. Não ganhamos por que os tucanos e o PFL (disfarçado de Democratas) vendeu esta empresa.

E não se enganem, o sonho da Vale é abocanhar todos os recursos minerais que estão embaixo da floresta amazônica. Eles querem abocanhar tudo e dar para os brasileiros: mais bananas... Inegavelmente, a venda da Vale é um osso bem grande atravessado na garganta da maioria dos brasileiros.

E ainda queriam vender a Petrobrás. Se a venda da Vale é um grande mal que os tucanos e o PFL (disfarçado de Democratas) causou para o Brasil, imagine o tamanho do mal se tivessem vendido a Petrobrás... Não há dúvida, eles querem voltar para acabar o serviço de privatização. Estão loucos para vender, entregr para o capital estrangeiro, a Petrobrás, principalmente agora que há megacampos de petróleo na costa brasileira. O sonho deles é tirar esta empresa dos brasileiros, pois acham que a única coisa que merecemos são bananas...

Enfim, não podemos nos esquecer nunca que PSDB significa: Privatização Sem Dó do Brasil. Poder ser também: PSDB - Privatização Sem Dó dos Brasileiros. Assim como esta frase, a ambigüidade é a característica fundamental destes elementos que usam, diariamente, óleo de peroba para lustrar a cara-de-pau que possuem. Portanto, PSDB e PFL (disfarçado de Democratas) promoveram um grande prejuízo para o Brasil e para os Brasileiros. Um prejuízo gigante que é PARA SEMPRE.

Eu estou com algumas dúvidas sobre a propaganda do PSDB na TV. Quando vejo uma propaganda com coisas passando em um fundo preto, a primeira coisa que penso é: mensagem subliminar. Estão tentando entrar na cabeça das pessoas sem que elas saibam. Querem fixar algo no inconsciente dos brasileiros. É isto que mensagens subliminares fazem, principalmente as embutidas nas propaganda, ou seja, elas entram no inconsciente da pessoas, sem que elas saibam, e fixam informações que seriam recusadas pela consciência que é analítica e seletiva.

A minha dúvida é: há mensagens subliminares na propaganda do PSDB ? Se há o que elas dizem ? A lei permite o uso de mensagens subliminares em propaganda política ?
Varig e Vale
A confusão e as mentiras da Denise Fuxiqueira Abreu podem acabar servindo para alguma coisa, ou seja, podem ser um mote para falarmos de um outro assunto que também começa com V: Vale. Não há muito o que dizer sobre a Varig, pois comentar as invenções da Denise é dar trela para fuxico e só dá trela para fuxico quem não tem o que fazer ou quem quer criar confusão.

Sabemos que a oposição (tucanos e o PFL disfarçado de Democratas), certamente, trabalham para prejudicar o Brasil e os Brasileiros, trabalham contra a coletividade, logo, não vão perder a oportunidade de entrar nos fuxicos da Denise. Se é que não são eles os verdadeiros autores da coisa e a Denise é apenas a ponta do iceberg...

Além disso, já estão tentando usar os fuxicos para armar contra a Ministra Dilma, ou seja, vão construir ardis, plantar informações, subornar servidores, enfim, vão inventar coisas para atingir a Ministra. Este tipo de conduta é o "modus operandi" da oposição. Eles não relatam fatos, eles criam os fatos, plantando elementos e provas... São especialista neste tipo de coisa, inclusive, foi dessa formar que acertaram o Palocci.

Para neutralizar a oposição, estejam eles na raíz do mal ou apenas agindo como parasitas oportunistas, o caminho é trazer a público os fatos que marcaram a privatização da Vale. Já que querem encrenca e confusão, vamos relembrar a forma como eles agiram no passado. A forma como privatizaram uma empresa pública de alta rentabilidade. Estão falando em tráfico de influência, vamos ver o que eles fizeram na privatização da Vale... Estão falando em perdas para o patrimõnio público, vamos ver quanto prejuízo eles causaram com a venda da Vale...

No caso da Varig, não há nada, a não ser os fuxicos da Denise Fuxiqueira Abreu. Agora, no caso da Vale há muita coisa escondida embaixo do tapetão do FHC. Há o prejuízo bilionário para os cofres públicos e para a coletividade. Prejuízo que cresce exponencialmente.

A Vale é uma empresa que arranca as riquezas enterradas em solo brasileiro e vende, a maior parte, para o exterior. E sabe o que nós ganhamos com isso: bananas. Todo o lucro dessa empresa está nas mãos de uma minoria de brasileiros e estrangeiros. A grande coletividade não ganha nada com o ouro, ferro, etc que é arrancado de nossas terras. Não ganhamos por que os tucanos e o PFL (disfarçado de Democratas) vendeu esta empresa.

E não se enganem, o sonho da Vale é abocanhar todos os recursos minerais que estão embaixo da floresta amazônica. Eles querem abocanhar tudo e dar para os brasileiros: mais bananas... Inegavelmente, a venda da Vale é um osso bem grande atravessado na garganta da maioria dos brasileiros.

E ainda queriam vender a Petrobrás. Se a venda da Vale é um grande mal que os tucanos e o PFL (disfarçado de Democratas) causou para o Brasil, imagine o tamanho do mal se tivessem vendido a Petrobrás... Não há dúvida, eles querem voltar para acabar o serviço de privatização. Estão loucos para vender, entregr para o capital estrangeiro, a Petrobrás, principalmente agora que há megacampos de petróleo na costa brasileira. O sonho deles é tirar esta empresa dos brasileiros, pois acham que a única coisa que merecemos são bananas...

Enfim, não podemos nos esquecer nunca que PSDB significa: Privatização Sem Dó do Brasil. Poder ser também: PSDB - Privatização Sem Dó dos Brasileiros. Assim como esta frase, a ambigüidade é a característica fundamental destes elementos que usam, diariamente, óleo de peroba para lustrar a cara-de-pau que possuem. Portanto, PSDB e PFL (disfarçado de Democratas) promoveram um grande prejuízo para o Brasil e para os Brasileiros. Um prejuízo gigante que é PARA SEMPRE.

Eu estou com algumas dúvidas sobre a propaganda do PSDB na TV. Quando vejo uma propaganda com coisas passando em um fundo preto, a primeira coisa que penso é: mensagem subliminar. Estão tentando entrar na cabeça das pessoas sem que elas saibam. Querem fixar algo no inconsciente dos brasileiros. É isto que mensagens subliminares fazem, principalmente as embutidas nas propaganda, ou seja, elas entram no inconsciente da pessoas, sem que elas saibam, e fixam informações que seriam recusadas pela consciência que é analítica e seletiva.

A minha dúvida é: há mensagens subliminares na propaganda do PSDB ? Se há o que elas dizem ? A lei permite o uso de mensagens subliminares em propaganda política ?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Entre Obama e Hillary
Entre Obama e Hillary, eu escolho Obama. Por que ?
Devido à ligação quase íntima entre o Clinton e o FHC. A vitória de Hillary pode beneficiar, dissimuladamente, a tucanada no Brasil.

O FHC liga para o Clinton peindo favores. E o Bill "estagiária debaixo da mesa", por sua vez, buzina no ouvido da esposa. A Casa Branca pode jogar do lado dos bicudos. Portanto, é melhor olhar para o Obama.

Certamente, a vitória da Hillary poderia fortalecer a candidatura da Dilma. Porém, não é bom arriscar... Além disso, os petistas estão excessivamente apagados para 2010 e não me surpreenderia nem um pouco se levassem uma surra nas eleições.

Mais uma coisa... A ligação entre a direita e o centro, ou seja, entre o PSDB e o PT é perniciosa e nociva para o Brasil. Ela mostrará que é tudo farinha do mesmo saco, ou seja, entre FHC e Lula não há diferenças. Esta ligação dissolverá o discurso de ambos... Será que é tudo farinha do mesmo saco ?

De uma forma ou de outra, a única solução é destruir completamente o sistema político brasileiro e implantar outro. O sistema atual é uma construção de dominação, exclusão e exploração. Foi feito para manter o poder nas mãos de uma minoria branca e rica, mantendo a maioria na doença e na miséria. Portanto, o sistema tem que se destruído e o poder distribuído para a maioria.
Entre Obama e Hillary
Entre Obama e Hillary, eu escolho Obama. Por que ?
Devido à ligação quase íntima entre o Clinton e o FHC. A vitória de Hillary pode beneficiar, dissimuladamente, a tucanada no Brasil.

O FHC liga para o Clinton peindo favores. E o Bill "estagiária debaixo da mesa", por sua vez, buzina no ouvido da esposa. A Casa Branca pode jogar do lado dos bicudos. Portanto, é melhor olhar para o Obama.

Certamente, a vitória da Hillary poderia fortalecer a candidatura da Dilma. Porém, não é bom arriscar... Além disso, os petistas estão excessivamente apagados para 2010 e não me surpreenderia nem um pouco se levassem uma surra nas eleições.

Mais uma coisa... A ligação entre a direita e o centro, ou seja, entre o PSDB e o PT é perniciosa e nociva para o Brasil. Ela mostrará que é tudo farinha do mesmo saco, ou seja, entre FHC e Lula não há diferenças. Esta ligação dissolverá o discurso de ambos... Será que é tudo farinha do mesmo saco ?

De uma forma ou de outra, a única solução é destruir completamente o sistema político brasileiro e implantar outro. O sistema atual é uma construção de dominação, exclusão e exploração. Foi feito para manter o poder nas mãos de uma minoria branca e rica, mantendo a maioria na doença e na miséria. Portanto, o sistema tem que se destruído e o poder distribuído para a maioria.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Os tucanos e o PFL
O partido dos tucanos chama-se PSDB. Você sabe o que significa PSDB ? Será que é possível dizer o que significa olhando para o que eles fazem ? Em outras palavras, olhando para a ação dos homens do partido é possível dizer que coisa é o partido ? A minha resposta é: não é possível, pois eles são fingidos, picaretas, traíras, etc...

PSDB significa Partido da Social Democracia Brasileira. Mas no site deles isto só aparece no Estatuto. Por que será ? Para ninguém ver, uai !!! Social democracia é uma coisa muito diferentes do que eles fazem. Social democracia é o que o PT faz. O que o PSDB, partido da social democracia no nome, faz é típico de partidos da direita, da extrema-direita.

Sabe porque estou dizendo isto ? Porque social democracia, de acordo com a Wikipedia, "é uma ideologia que surgiu em fins do século XIX e início do século XX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem revoluções, mas por meio de uma evolução democrática. A ideologia socialdemocrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário, geralmente tendo em meta uma sociedade socialista. A socialdemocracia tem suas raízes na idéia de Karl Marx que seria possível, em certos países, estabelecer o comunismo ou socialismo por uma revolução pacífica e democrática. Essa idéia tambem foi avançada por Friedrich Engels e principalmente por Karl Kautsky."

Já o dicionário do Bobbio diz que: "Na prática, usa-se para designar os movimentos socialistas que pretendem mover-se rigorosa e exclusivamente no âmbito das instituições liberal-democráticas, aceitando, dentro de certos limites, a função positiva do mercado e mesmo a propriedade privada. Renunciam assim a estabelecer, quando quer que seja, “um novo céu e uma nova terra”.

(...) Incumbe à Social-democracia lutar em duas frentes: contra o reformismo burguês, que levaria o movimento operário a empantanar-se irremediavelmente no sistema, e contra o aventureirismo revolucionário, que o levaria a quebrar a cabeça contra as estruturas ainda sólidas do sistema. O fato de a Social-democracia se comprometer mais com uma ou com outra das frentes depende de que as circunstâncias históricas favoreçam um ou outro caminho. Quando a situação não é revolucionária, pareceria não existir, em termos lógicos, alternativa possível entre reformismo e sectarismo revolucionário.
"

Em outras palavras, a social democracia é uma degeneração, uma aberração, do marxismo.

Aplicando a definição citada acima ao PSDB, pergunto: a definição se aplica ao PSDB ou os tucanos constituem uma degeneração, uma aberração, da degeneração, da aberração ?

Inclusive, dando uma olhada no estatuto dos tucanos, descobri o art. 2, ou seja, os objetivos da degeneração. Diz o seguinte:

"Art. 2º. O PSDB tem como base a democracia interna e a disciplina e, como objetivos programáticos, a consolidação dos direitos individuais e coletivos; o exercício democrático participativo e representativo; a soberania nacional; a construção de uma ordem social justa e garantida pela igualdade de oportunidades; o respeito ao pluralismo de idéias, culturas e etnias; e a realização do desenvolvimento de forma harmoniosa, com a prevalência do trabalho sobre o capital, buscando a distribuição equilibrada da riqueza nacional entre todas as regiões e classes sociais."

Observe a parte em negrito. Lembra da CPMF. A CPMF era uma contribuição que retirava dos ricos e distribuia aos pobres nas ações sociais. A ação do PSDB contra a CPMF está de acordo com o que está escrito na parte destacada ? Ocorreu a prevalência do trabalho sobre o capital ou do capital sobre o trabalho ? Tirando dos pobres e dando aos ricos é fazer distribuição harmoniosa da riqueza nacional ?

Agora é a vez do PFL. Estou surpreso... embasbacado... estarrecido... abismado. Agora, a coisa está explicada. Tudo se justifica. O estatuto do PFL, digo dos demos... democratas... não tem objetivos. É por isso que eles são tão desnorteados. Tão perdidos. O estatuto deles não tem objetivos. Esqueceram ou é um truque macunaíma ?

Não acredita em mim, olha no site (clique aqui). Exercer as atividades de acordo com alguma coisa não é objetivo. Se não há objetivo no estatuto, qual é o objetivo deles ? Sabotar a República ? Defender os ricos ? Promover a cor... Será que dá para anular o Estatuto deles no STF ? Estatuto que não tem objetivo vale ? É um partido sem objetivo... Se não vale, eles podem entrar com ação no supremo ?

Cansei deste assunto...
Os tucanos e o PFL
O partido dos tucanos chama-se PSDB. Você sabe o que significa PSDB ? Será que é possível dizer o que significa olhando para o que eles fazem ? Em outras palavras, olhando para a ação dos homens do partido é possível dizer que coisa é o partido ? A minha resposta é: não é possível, pois eles são fingidos, picaretas, traíras, etc...

PSDB significa Partido da Social Democracia Brasileira. Mas no site deles isto só aparece no Estatuto. Por que será ? Para ninguém ver, uai !!! Social democracia é uma coisa muito diferentes do que eles fazem. Social democracia é o que o PT faz. O que o PSDB, partido da social democracia no nome, faz é típico de partidos da direita, da extrema-direita.

Sabe porque estou dizendo isto ? Porque social democracia, de acordo com a Wikipedia, "é uma ideologia que surgiu em fins do século XIX e início do século XX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem revoluções, mas por meio de uma evolução democrática. A ideologia socialdemocrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário, geralmente tendo em meta uma sociedade socialista. A socialdemocracia tem suas raízes na idéia de Karl Marx que seria possível, em certos países, estabelecer o comunismo ou socialismo por uma revolução pacífica e democrática. Essa idéia tambem foi avançada por Friedrich Engels e principalmente por Karl Kautsky."

Já o dicionário do Bobbio diz que: "Na prática, usa-se para designar os movimentos socialistas que pretendem mover-se rigorosa e exclusivamente no âmbito das instituições liberal-democráticas, aceitando, dentro de certos limites, a função positiva do mercado e mesmo a propriedade privada. Renunciam assim a estabelecer, quando quer que seja, “um novo céu e uma nova terra”.

(...) Incumbe à Social-democracia lutar em duas frentes: contra o reformismo burguês, que levaria o movimento operário a empantanar-se irremediavelmente no sistema, e contra o aventureirismo revolucionário, que o levaria a quebrar a cabeça contra as estruturas ainda sólidas do sistema. O fato de a Social-democracia se comprometer mais com uma ou com outra das frentes depende de que as circunstâncias históricas favoreçam um ou outro caminho. Quando a situação não é revolucionária, pareceria não existir, em termos lógicos, alternativa possível entre reformismo e sectarismo revolucionário.
"

Em outras palavras, a social democracia é uma degeneração, uma aberração, do marxismo.

Aplicando a definição citada acima ao PSDB, pergunto: a definição se aplica ao PSDB ou os tucanos constituem uma degeneração, uma aberração, da degeneração, da aberração ?

Inclusive, dando uma olhada no estatuto dos tucanos, descobri o art. 2, ou seja, os objetivos da degeneração. Diz o seguinte:

"Art. 2º. O PSDB tem como base a democracia interna e a disciplina e, como objetivos programáticos, a consolidação dos direitos individuais e coletivos; o exercício democrático participativo e representativo; a soberania nacional; a construção de uma ordem social justa e garantida pela igualdade de oportunidades; o respeito ao pluralismo de idéias, culturas e etnias; e a realização do desenvolvimento de forma harmoniosa, com a prevalência do trabalho sobre o capital, buscando a distribuição equilibrada da riqueza nacional entre todas as regiões e classes sociais."

Observe a parte em negrito. Lembra da CPMF. A CPMF era uma contribuição que retirava dos ricos e distribuia aos pobres nas ações sociais. A ação do PSDB contra a CPMF está de acordo com o que está escrito na parte destacada ? Ocorreu a prevalência do trabalho sobre o capital ou do capital sobre o trabalho ? Tirando dos pobres e dando aos ricos é fazer distribuição harmoniosa da riqueza nacional ?

Agora é a vez do PFL. Estou surpreso... embasbacado... estarrecido... abismado. Agora, a coisa está explicada. Tudo se justifica. O estatuto do PFL, digo dos demos... democratas... não tem objetivos. É por isso que eles são tão desnorteados. Tão perdidos. O estatuto deles não tem objetivos. Esqueceram ou é um truque macunaíma ?

Não acredita em mim, olha no site (clique aqui). Exercer as atividades de acordo com alguma coisa não é objetivo. Se não há objetivo no estatuto, qual é o objetivo deles ? Sabotar a República ? Defender os ricos ? Promover a cor... Será que dá para anular o Estatuto deles no STF ? Estatuto que não tem objetivo vale ? É um partido sem objetivo... Se não vale, eles podem entrar com ação no supremo ?

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Se for preciso cortar projetos sociais
Se for preciso cortar projetos sociais e investimentos, por conta da não aprovação da CPMF, o governo deve começar cortando os recursos dos Estados nos quais os senadores votaram contra a CPMF. Isso não é retaliação, é uma questão de justiça.

Não é justo cortar recursos dos Estados que batalharam para a permanência da CPMF, mas é justo arrancar até as cuecas dos Estados que lutaram ferozmente pela não-aprovação. Se eles lutaram contra a CPMF, é porque podem viver muito bem sem ela. É porque a CPMF não lhes fará nenhuma falta. Portanto, devem ser os primeiros a serem afetados pelo mal que causaram.

Mas não basta cortar os recursos, o Governo Federal deve ir nos meios de comunicação daquele Estado e informar à população que os recursos destinados aos programas sociais estão sendo cortados por motivos do senador xxx, daquele Estado, ter votado e lutado contra a manutenção da contribuição. Portanto, a culpa pelo fim dos projetos sociais é do senador xxx. É ele que deve arcar com as consequencias sociais danosas.

O Governo tem que fazer isto para que a população do Estado vá pra cima do Senador, derrube ele do cargo, corte a cabeça do infeliz, etc. Resumindo, para que na próxima eleição o Povo não repita o erro de eleger um Senador que trabalha a favor dos grupos dominantes, das empresas e da criminalidade organizada e contra os interesses da população, ou seja, contra o interesse público.

Contudo, a dificuldade de implantar esta idéia reside no fato de existir Estados nos quais os governadores trabalharam pela CPMF e os senadores trabalharam contra a CPMF, ou seja, os Senadores atuaram em benefício próprio e contra a orientação dos governadores e do Estado. Mesmo assim, paraque senadores dessa laia não voltem a se reeleger, é preciso que a população sofra as conseqüências dos atos irresponsáveis praticados por eles.

O PSDB e o PFL não cauram prejuízo ao governo. Causaram prejuízo à população, á coletividade, e isto deve ser mostrado com todas as letras, ao vivo e a cores, em todos os lugares, falando bem alto para todo mundo ouvir: PSDB e PFL fazem mal, muito mal, para o Brasil e para os Brasileiros.
Se for preciso cortar projetos sociais
Se for preciso cortar projetos sociais e investimentos, por conta da não aprovação da CPMF, o governo deve começar cortando os recursos dos Estados nos quais os senadores votaram contra a CPMF. Isso não é retaliação, é uma questão de justiça.

Não é justo cortar recursos dos Estados que batalharam para a permanência da CPMF, mas é justo arrancar até as cuecas dos Estados que lutaram ferozmente pela não-aprovação. Se eles lutaram contra a CPMF, é porque podem viver muito bem sem ela. É porque a CPMF não lhes fará nenhuma falta. Portanto, devem ser os primeiros a serem afetados pelo mal que causaram.

Mas não basta cortar os recursos, o Governo Federal deve ir nos meios de comunicação daquele Estado e informar à população que os recursos destinados aos programas sociais estão sendo cortados por motivos do senador xxx, daquele Estado, ter votado e lutado contra a manutenção da contribuição. Portanto, a culpa pelo fim dos projetos sociais é do senador xxx. É ele que deve arcar com as consequencias sociais danosas.

O Governo tem que fazer isto para que a população do Estado vá pra cima do Senador, derrube ele do cargo, corte a cabeça do infeliz, etc. Resumindo, para que na próxima eleição o Povo não repita o erro de eleger um Senador que trabalha a favor dos grupos dominantes, das empresas e da criminalidade organizada e contra os interesses da população, ou seja, contra o interesse público.

Contudo, a dificuldade de implantar esta idéia reside no fato de existir Estados nos quais os governadores trabalharam pela CPMF e os senadores trabalharam contra a CPMF, ou seja, os Senadores atuaram em benefício próprio e contra a orientação dos governadores e do Estado. Mesmo assim, paraque senadores dessa laia não voltem a se reeleger, é preciso que a população sofra as conseqüências dos atos irresponsáveis praticados por eles.

O PSDB e o PFL não cauram prejuízo ao governo. Causaram prejuízo à população, á coletividade, e isto deve ser mostrado com todas as letras, ao vivo e a cores, em todos os lugares, falando bem alto para todo mundo ouvir: PSDB e PFL fazem mal, muito mal, para o Brasil e para os Brasileiros.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Curtas, rápidas, diretas e certeiras
Mensagem do Rei da Espanha para o FHC, interceptada pelo Leonildo: "¿Por qué no te callas?"
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As provocações do ex-presidente FHC tem uma finalidade: desviar as atenções do mensalão tucano. Será que vai funcionar ?
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Qual mensalão durou mais e pagou mais, ou seja, roubou mais o povo: o tucano ou o petista ? Mas o que eu quero saber mesmo é: e o dinheiro ??? Cadê o dinheiro que os mensaleiros embolsaram ? O Brasil e o povo brasileiro querem o dinheiro de volta, com juros e correções.
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Primeiro o ex-presidente FHC diz que o PSDB tem que se aproximar do povo. Depois o ex-presidente diz que um líder deve falar o bom português. Pelo visto ele não sabe qual língua o povo fala. Não só isto, ele não sabe que a língua culta é a lingua dos ricos, da classe dominante. Não é a lingua da maioria dos brasileiros. Um lider só é líder se falar a língua do povo.

Certamente, isto não significa que o povo não deve receber educação. Significa que um líder do povo fala a língua do povo. Só isso !!!
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Eu conclui que o PSDB não é um partido de republicanos. É um partido que vive lapsos, ou seja, pequenos momentos de republicanismo, mas, dois minutos depois, já esqueceram tudo. A decisão dos tucanos de sabotar a CPMF foi estúpida e interesseira...

Ela visava atingir o Brasil e o povo brasileiro e, dessa forma, enfraquecer o governo Lula, possibilitando a vitória de um tucano em 2010.

O plano funcionaria bem se não fosse um problema: os tucanos têm o rabo preso. Na hora em que eles mostraram as garras, o rabo foi puxado e deu no que deu... Talvez se tivessem negociado tudo e aceito a proposta possível, apresentada pelo governo, sem o extremismo estúpido e sabotador, muita coisa teria sido evitada.
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Os governadores tucanos apoiavam a CPMF porque são do executivo, estão em contato direto com o povo, têm que tomar decisões rápida, executar projetos, enfim, tem que governar. E ninguém governa sem dinheiro.

Já os senadores fazem parte do órgão corrupto e desnecessário chamado Senado. Esse órgão não serve para nada, a não ser dar prejuízo para o Brasil. Se já tem a Câmara com tantos deputados, por que um Senado ?

Mas, continuando, os senadores não tem compromisso em governar, em executar projetos, em dar uma resposta rápida para o povo. Por isso, eles podem sabotar a CPMF quase sem se sujar. O problema é que eles estão mais sujos do que pau de galinheiro e tem o rabo completamente preso... Logo, a sabotagem tende a não prosperar, pois quando eles sabotam, alguém puxa o rabo até eles gritarem...
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Falta republicanismo no Brasil... Falta inteligência... Falta comprometimento com o interesse público e com o povo. Os políticos querem o poder para exercê-lo em benefício pessoal. Não para exercê-lo em benefício do Brasil e do povo brasileiro... Por isso, estamos no caos político.
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Contudo, para mim, tudo isto está servindo de lição. Vejo tudo. Ouço tudo. Anoto tudo. Analiso, penso, aprendo e crio. Em cima daquilo que estão fazendo, em cima desses erros grosseiros, dessas ações corruptas e negligentes é que vou montar o meu discurso político... Um discurso republicano ao pé da letra.

O que você é capaz de fazer pela República ? Talvez o Professor Renato Janine da USP lhe dê uma idéia disso...
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Pai e filhos

Site do Professor Renato Janine

Este trecho faz parte do livro A República (Publifolha, 2001).

No Salão de 1789, em Paris, o pintor Jacques Louis David (1748-1825) expõe seu quadro Os Litores Levam ao Cônsul Brutus os Corpos de seus Filhos, que hoje está no Museu do Louvre. Todo espectador culto entende de imediato o sentido da obra. Refere-se a um episódio de Roma antiga, depois de expulso o último rei e proclamada a República. Brutus era um dos dois cônsules eleitos anualmente e que exerciam, em conjunto, o poder executivo. Seus filhos, porém, conspiraram para restaurar a dinastia dos Tarqüínios – uma dinastia etrusca, portanto de origem externa à cidade – e foram presos.

O próprio pai os condena à morte. Na sua função pública, não poderia agir de outro modo. No quadro, vemos ao fundo os cadáveres, com as mulheres soltando todo o desespero, toda a dor pela morte dos rapazes. No primeiro plano, o cônsul, em silêncio, meditando – e na sua forma discreta, máscula, condensada, sentindo imensa dor.

Este quadro diz muito sobre a República, e isso meses antes da Revolução Francesa e alguns anos antes que a França adotasse essa forma de governo. Muitos comentam a influência que terá tido a jovem República dos Estados Unidos da América sobre a francesa: afinal, a independência norte-americana contou com apoio financeiro e militar da França. E Thomas Jefferson, que redigiu a Declaração de Independência das treze colônias, foi embaixador de seu país em Paris, de 1785 até o início da Revolução.

Mas pensemos um pouco. Os homens da Revolução Francesa eram cultos, estudados, assim como, aliás, os da Americana. Conheciam a tradição clássica. O que levariam mais em conta, a experiência recente e ainda pouco testada de um punhado de colonos numa terra distante – ou séculos de sucesso num dos maiores centros da civilização européia? Roma e o neoclássico estavam em voga, naquele fim do século 18.

O que nos diz o quadro de David? Antes de mais nada, que o bem público se sobrepõe ao privado. Essa frase, que geralmente tomamos por mero lugar-comum, tem nos valores da República um claro significado: devemos sacrificar as vantagens e até os afetos pessoais ao bem comum. O pai executa o filho, como o filho eventualmente mataria o pai, em nome da Cidade. O custo dessa ação não é negado nem mesmo ocultado. Ninguém ignora a dor de Brutus – seria tão fácil apresentá-lo como um político desumano, que ao poder sacrifica o amor! – mas ele não podia agir decentemente de outro modo.

A República tem custo alto, mas é justo pagá-lo. Para sairmos, porém, da facilidade com que estas palavras são ditas, vamos a um episódio mais recente, também gerador de vasta iconografia, e que enche de horror quem o conhece. É o caso do pequeno Pavel Morozov, um adolescente russo que denunciou o próprio pai ao poder soviético, no começo dos anos 30, por esconder cereais. O pai foi condenado a uma longa pena num campo de concentração, onde provavelmente morreu; já o garoto acabou assassinado na vila em que vivia. Pois Pavel foi instituído como o grande herói do Konsomol, a organização da juventude comunista, e estátuas em sua honra se espalharam por toda a União Soviética

A estátua do pequeno Pavel, que reinava sobre o parque Morozov, em Moscou, foi derrubada pelo povo da capital em meio às manifestações contra o golpe de 21 de agosto de 1991, que tentara depor Gorbatchev.

O verdadeiro inimigo da República: a corrupção

Qual a sua idéia de corrupção? É quase certo que você fale em desvio, por um administrador desonesto, do dinheiro público. É a idéia que se firmou hoje em dia. Mas, antes disso, a corrupção era termo mais abrangente, designando a degradação dos costumes em geral.

Como a corrupção veio a se confinar no furto do bem comum? Talvez seja porque, numa sociedade capitalista, o bem e o mal, a legalidade e o crime acabam referidos à propriedade. Por analogia à propriedade privada, o bem comum é entendido como propriedade coletiva – e até como bem condominial, aquele do qual cada um tem uma parcela, uma cota, uma ação.

Mas o bem comum é diferente, por natureza, do bem privado. No estatuto de uma sociedade é obrigatório incluir o destino a dar aos bens, caso ela se dissolva. Se constituo uma firma com um sócio, caso a fechemos repartiremos os bens que pertencem a ela. Mas isso é impossível, tratando-se da coisa pública. Há certos "bens" que só ela produz, e que não podem ser divididos: virtudes, direitos e uma socialização que não só respeita o outro como enriquece, humanamente, a nós mesmos.

Pensar o mau político como corrupto e, portanto, como ladrão simplifica demais as coisas. É sinal de que não se entende o que é a vida em sociedade. O corrupto não furta apenas: ao desviar dinheiro, ele mata gente. Mais que isso, ele elimina a confiança de um no outro, que talvez seja o maior bem público. A indignação hoje tão difundida com a corrupção, no Brasil, tem esse vício enorme: reduzindo tudo a roubo (do "nosso dinheiro"), a mídia ignora – e faz ignorar – o que é a confiança, o que é o elo social, o que é a vida republicana.

República e democracia

A idéia deste livro e de seu irmão gêmeo, Democracia, nasceu de uma observação: é cada vez mais difícil manter a idéia de que exista um povo, um demos, para usar a palavra grega, inteiro e íntegro. Aliás, a democracia moderna nasce com uma visão romântica do povo, que se expressaria por uma identidade nacional marcada em sentimentos fortes, e depois se orienta para a esquerda adotando uma visão marxista – que identifica o povo com os trabalhadores, os explorados e seus aliados. Nos dois casos, nem todo o mundo é povo. Há também o anti-povo, que pode ser o estrangeirado, no primeiro caso, ou o explorador de classe, no segundo. Mas o problema é que essas duas concepções de povo deixaram de ser funcionais. A economia está complexa demais para distinguirmos nela os trabalhadores, e a cultura, rica demais para identificarmos uma cultura nacional pura.

As características do povo migraram, do povo como um todo, brasileiro, francês ou o que for, para o que podemos chamar de sub-povos – grupos menores, porém mais intensos em suas relações. Podem ser os sem-terra, que guardam a caracterização marxista, pois se definem pelo lugar na economia, mas igualmente os militantes negros, feministas ou gays.

Esses grupos assumem traços que eram tradicionalmente os do povo. Mal restaram os laços fortes que, no modelo romântico ou marxista, uniam os membros do povo como um todo. Numa sociedade complexa, é dificil eu sempre amar o compatriota ou o companheiro de classe. Mas essa intensidade afetiva migrou para os elos entre membros de grupos menores e mobilizados.

Aqui é preciso falar – sem sectarismo – da política brasileira. O partido que mais aposta em vínculos fortes ou sociabilidades aquecidas é o PT. Sua prática é das mais democráticas. Mas, com sua ênfase em agrupamentos que não são o povo como um todo – e isso porque não há mais povo como um todo – ele se presta à crítica de favorecer interesses particulares, que seus adversários chamam de corporativistas.

Veja-se o paradoxo. A prática democrática subsiste, mas ela não diz mais respeito ao demos como um todo. Ela sobrevive, intensificada, em grupos menores, e por isso mesmo pode voltar-se contra outras partes do povo. O que a direita fez, sobretudo na presidência Collor, foi jogar essas parcelas desmobilizadas contra os grupos organizados, aqueles em que o PT melhor navega.

Mas há outra crítica, mais séria e pertinente que a da direita. É a que se encarna entre nós no PSDB. O discurso dele é republicano. Basta ver que ele critica o PT porque esse último favoreceria interesses de grupos. É o que o PSDB chama de corporativismo – a defesa de uma corporação, em detrimento do interesse comum, a ênfase no meio (no caso, o funcionalismo público) mais que no fim (o povo, o público como um todo). O discurso do PSDB é o mais consistente que temos na defesa da res publica.

Aqui, porém, também há um custo. Defendendo a coisa pública, o PSDB formula uma questão fundamental – mas ao mesmo tempo se vê condenado a atacar as práticas mais democráticas que há em nossa sociedade, que mobilizam os grupos à esquerda. Ou seja, nossos republicanos se vêem obrigados a criticar a democracia. E enquanto isso nossos democráticos não conseguem ter uma visão abrangente da coisa pública, estando limitados a práticas importantes, mas que ficam na organização de grupos parciais. É o que desespera a minoria de marxistas dentro do PT, que obviamente deseja uma visão totalizante da sociedade, mas se vê condenada a uma dura alternativa: ou totaliza, mas não enxerga a sociedade de hoje, ou leva em conta a sociedade atual, e aí vai-se embora a totalização que Marx elaborou no século 19.

Curtas, rápidas, diretas e certeiras
Mensagem do Rei da Espanha para o FHC, interceptada pelo Leonildo: "¿Por qué no te callas?"
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As provocações do ex-presidente FHC tem uma finalidade: desviar as atenções do mensalão tucano. Será que vai funcionar ?
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Qual mensalão durou mais e pagou mais, ou seja, roubou mais o povo: o tucano ou o petista ? Mas o que eu quero saber mesmo é: e o dinheiro ??? Cadê o dinheiro que os mensaleiros embolsaram ? O Brasil e o povo brasileiro querem o dinheiro de volta, com juros e correções.
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Primeiro o ex-presidente FHC diz que o PSDB tem que se aproximar do povo. Depois o ex-presidente diz que um líder deve falar o bom português. Pelo visto ele não sabe qual língua o povo fala. Não só isto, ele não sabe que a língua culta é a lingua dos ricos, da classe dominante. Não é a lingua da maioria dos brasileiros. Um lider só é líder se falar a língua do povo.

Certamente, isto não significa que o povo não deve receber educação. Significa que um líder do povo fala a língua do povo. Só isso !!!
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Eu conclui que o PSDB não é um partido de republicanos. É um partido que vive lapsos, ou seja, pequenos momentos de republicanismo, mas, dois minutos depois, já esqueceram tudo. A decisão dos tucanos de sabotar a CPMF foi estúpida e interesseira...

Ela visava atingir o Brasil e o povo brasileiro e, dessa forma, enfraquecer o governo Lula, possibilitando a vitória de um tucano em 2010.

O plano funcionaria bem se não fosse um problema: os tucanos têm o rabo preso. Na hora em que eles mostraram as garras, o rabo foi puxado e deu no que deu... Talvez se tivessem negociado tudo e aceito a proposta possível, apresentada pelo governo, sem o extremismo estúpido e sabotador, muita coisa teria sido evitada.
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Os governadores tucanos apoiavam a CPMF porque são do executivo, estão em contato direto com o povo, têm que tomar decisões rápida, executar projetos, enfim, tem que governar. E ninguém governa sem dinheiro.

Já os senadores fazem parte do órgão corrupto e desnecessário chamado Senado. Esse órgão não serve para nada, a não ser dar prejuízo para o Brasil. Se já tem a Câmara com tantos deputados, por que um Senado ?

Mas, continuando, os senadores não tem compromisso em governar, em executar projetos, em dar uma resposta rápida para o povo. Por isso, eles podem sabotar a CPMF quase sem se sujar. O problema é que eles estão mais sujos do que pau de galinheiro e tem o rabo completamente preso... Logo, a sabotagem tende a não prosperar, pois quando eles sabotam, alguém puxa o rabo até eles gritarem...
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Falta republicanismo no Brasil... Falta inteligência... Falta comprometimento com o interesse público e com o povo. Os políticos querem o poder para exercê-lo em benefício pessoal. Não para exercê-lo em benefício do Brasil e do povo brasileiro... Por isso, estamos no caos político.
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Contudo, para mim, tudo isto está servindo de lição. Vejo tudo. Ouço tudo. Anoto tudo. Analiso, penso, aprendo e crio. Em cima daquilo que estão fazendo, em cima desses erros grosseiros, dessas ações corruptas e negligentes é que vou montar o meu discurso político... Um discurso republicano ao pé da letra.

O que você é capaz de fazer pela República ? Talvez o Professor Renato Janine da USP lhe dê uma idéia disso...
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Pai e filhos

Site do Professor Renato Janine

Este trecho faz parte do livro A República (Publifolha, 2001).

No Salão de 1789, em Paris, o pintor Jacques Louis David (1748-1825) expõe seu quadro Os Litores Levam ao Cônsul Brutus os Corpos de seus Filhos, que hoje está no Museu do Louvre. Todo espectador culto entende de imediato o sentido da obra. Refere-se a um episódio de Roma antiga, depois de expulso o último rei e proclamada a República. Brutus era um dos dois cônsules eleitos anualmente e que exerciam, em conjunto, o poder executivo. Seus filhos, porém, conspiraram para restaurar a dinastia dos Tarqüínios – uma dinastia etrusca, portanto de origem externa à cidade – e foram presos.

O próprio pai os condena à morte. Na sua função pública, não poderia agir de outro modo. No quadro, vemos ao fundo os cadáveres, com as mulheres soltando todo o desespero, toda a dor pela morte dos rapazes. No primeiro plano, o cônsul, em silêncio, meditando – e na sua forma discreta, máscula, condensada, sentindo imensa dor.

Este quadro diz muito sobre a República, e isso meses antes da Revolução Francesa e alguns anos antes que a França adotasse essa forma de governo. Muitos comentam a influência que terá tido a jovem República dos Estados Unidos da América sobre a francesa: afinal, a independência norte-americana contou com apoio financeiro e militar da França. E Thomas Jefferson, que redigiu a Declaração de Independência das treze colônias, foi embaixador de seu país em Paris, de 1785 até o início da Revolução.

Mas pensemos um pouco. Os homens da Revolução Francesa eram cultos, estudados, assim como, aliás, os da Americana. Conheciam a tradição clássica. O que levariam mais em conta, a experiência recente e ainda pouco testada de um punhado de colonos numa terra distante – ou séculos de sucesso num dos maiores centros da civilização européia? Roma e o neoclássico estavam em voga, naquele fim do século 18.

O que nos diz o quadro de David? Antes de mais nada, que o bem público se sobrepõe ao privado. Essa frase, que geralmente tomamos por mero lugar-comum, tem nos valores da República um claro significado: devemos sacrificar as vantagens e até os afetos pessoais ao bem comum. O pai executa o filho, como o filho eventualmente mataria o pai, em nome da Cidade. O custo dessa ação não é negado nem mesmo ocultado. Ninguém ignora a dor de Brutus – seria tão fácil apresentá-lo como um político desumano, que ao poder sacrifica o amor! – mas ele não podia agir decentemente de outro modo.

A República tem custo alto, mas é justo pagá-lo. Para sairmos, porém, da facilidade com que estas palavras são ditas, vamos a um episódio mais recente, também gerador de vasta iconografia, e que enche de horror quem o conhece. É o caso do pequeno Pavel Morozov, um adolescente russo que denunciou o próprio pai ao poder soviético, no começo dos anos 30, por esconder cereais. O pai foi condenado a uma longa pena num campo de concentração, onde provavelmente morreu; já o garoto acabou assassinado na vila em que vivia. Pois Pavel foi instituído como o grande herói do Konsomol, a organização da juventude comunista, e estátuas em sua honra se espalharam por toda a União Soviética

A estátua do pequeno Pavel, que reinava sobre o parque Morozov, em Moscou, foi derrubada pelo povo da capital em meio às manifestações contra o golpe de 21 de agosto de 1991, que tentara depor Gorbatchev.

O verdadeiro inimigo da República: a corrupção

Qual a sua idéia de corrupção? É quase certo que você fale em desvio, por um administrador desonesto, do dinheiro público. É a idéia que se firmou hoje em dia. Mas, antes disso, a corrupção era termo mais abrangente, designando a degradação dos costumes em geral.

Como a corrupção veio a se confinar no furto do bem comum? Talvez seja porque, numa sociedade capitalista, o bem e o mal, a legalidade e o crime acabam referidos à propriedade. Por analogia à propriedade privada, o bem comum é entendido como propriedade coletiva – e até como bem condominial, aquele do qual cada um tem uma parcela, uma cota, uma ação.

Mas o bem comum é diferente, por natureza, do bem privado. No estatuto de uma sociedade é obrigatório incluir o destino a dar aos bens, caso ela se dissolva. Se constituo uma firma com um sócio, caso a fechemos repartiremos os bens que pertencem a ela. Mas isso é impossível, tratando-se da coisa pública. Há certos "bens" que só ela produz, e que não podem ser divididos: virtudes, direitos e uma socialização que não só respeita o outro como enriquece, humanamente, a nós mesmos.

Pensar o mau político como corrupto e, portanto, como ladrão simplifica demais as coisas. É sinal de que não se entende o que é a vida em sociedade. O corrupto não furta apenas: ao desviar dinheiro, ele mata gente. Mais que isso, ele elimina a confiança de um no outro, que talvez seja o maior bem público. A indignação hoje tão difundida com a corrupção, no Brasil, tem esse vício enorme: reduzindo tudo a roubo (do "nosso dinheiro"), a mídia ignora – e faz ignorar – o que é a confiança, o que é o elo social, o que é a vida republicana.

República e democracia

A idéia deste livro e de seu irmão gêmeo, Democracia, nasceu de uma observação: é cada vez mais difícil manter a idéia de que exista um povo, um demos, para usar a palavra grega, inteiro e íntegro. Aliás, a democracia moderna nasce com uma visão romântica do povo, que se expressaria por uma identidade nacional marcada em sentimentos fortes, e depois se orienta para a esquerda adotando uma visão marxista – que identifica o povo com os trabalhadores, os explorados e seus aliados. Nos dois casos, nem todo o mundo é povo. Há também o anti-povo, que pode ser o estrangeirado, no primeiro caso, ou o explorador de classe, no segundo. Mas o problema é que essas duas concepções de povo deixaram de ser funcionais. A economia está complexa demais para distinguirmos nela os trabalhadores, e a cultura, rica demais para identificarmos uma cultura nacional pura.

As características do povo migraram, do povo como um todo, brasileiro, francês ou o que for, para o que podemos chamar de sub-povos – grupos menores, porém mais intensos em suas relações. Podem ser os sem-terra, que guardam a caracterização marxista, pois se definem pelo lugar na economia, mas igualmente os militantes negros, feministas ou gays.

Esses grupos assumem traços que eram tradicionalmente os do povo. Mal restaram os laços fortes que, no modelo romântico ou marxista, uniam os membros do povo como um todo. Numa sociedade complexa, é dificil eu sempre amar o compatriota ou o companheiro de classe. Mas essa intensidade afetiva migrou para os elos entre membros de grupos menores e mobilizados.

Aqui é preciso falar – sem sectarismo – da política brasileira. O partido que mais aposta em vínculos fortes ou sociabilidades aquecidas é o PT. Sua prática é das mais democráticas. Mas, com sua ênfase em agrupamentos que não são o povo como um todo – e isso porque não há mais povo como um todo – ele se presta à crítica de favorecer interesses particulares, que seus adversários chamam de corporativistas.

Veja-se o paradoxo. A prática democrática subsiste, mas ela não diz mais respeito ao demos como um todo. Ela sobrevive, intensificada, em grupos menores, e por isso mesmo pode voltar-se contra outras partes do povo. O que a direita fez, sobretudo na presidência Collor, foi jogar essas parcelas desmobilizadas contra os grupos organizados, aqueles em que o PT melhor navega.

Mas há outra crítica, mais séria e pertinente que a da direita. É a que se encarna entre nós no PSDB. O discurso dele é republicano. Basta ver que ele critica o PT porque esse último favoreceria interesses de grupos. É o que o PSDB chama de corporativismo – a defesa de uma corporação, em detrimento do interesse comum, a ênfase no meio (no caso, o funcionalismo público) mais que no fim (o povo, o público como um todo). O discurso do PSDB é o mais consistente que temos na defesa da res publica.

Aqui, porém, também há um custo. Defendendo a coisa pública, o PSDB formula uma questão fundamental – mas ao mesmo tempo se vê condenado a atacar as práticas mais democráticas que há em nossa sociedade, que mobilizam os grupos à esquerda. Ou seja, nossos republicanos se vêem obrigados a criticar a democracia. E enquanto isso nossos democráticos não conseguem ter uma visão abrangente da coisa pública, estando limitados a práticas importantes, mas que ficam na organização de grupos parciais. É o que desespera a minoria de marxistas dentro do PT, que obviamente deseja uma visão totalizante da sociedade, mas se vê condenada a uma dura alternativa: ou totaliza, mas não enxerga a sociedade de hoje, ou leva em conta a sociedade atual, e aí vai-se embora a totalização que Marx elaborou no século 19.