Mostrando postagens com marcador Mensalão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mensalão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Curtas, rápidas, diretas e certeiras
Mensagem do Rei da Espanha para o FHC, interceptada pelo Leonildo: "¿Por qué no te callas?"
-----------------
As provocações do ex-presidente FHC tem uma finalidade: desviar as atenções do mensalão tucano. Será que vai funcionar ?
------------------
Qual mensalão durou mais e pagou mais, ou seja, roubou mais o povo: o tucano ou o petista ? Mas o que eu quero saber mesmo é: e o dinheiro ??? Cadê o dinheiro que os mensaleiros embolsaram ? O Brasil e o povo brasileiro querem o dinheiro de volta, com juros e correções.
--------------
Primeiro o ex-presidente FHC diz que o PSDB tem que se aproximar do povo. Depois o ex-presidente diz que um líder deve falar o bom português. Pelo visto ele não sabe qual língua o povo fala. Não só isto, ele não sabe que a língua culta é a lingua dos ricos, da classe dominante. Não é a lingua da maioria dos brasileiros. Um lider só é líder se falar a língua do povo.

Certamente, isto não significa que o povo não deve receber educação. Significa que um líder do povo fala a língua do povo. Só isso !!!
--------------
Eu conclui que o PSDB não é um partido de republicanos. É um partido que vive lapsos, ou seja, pequenos momentos de republicanismo, mas, dois minutos depois, já esqueceram tudo. A decisão dos tucanos de sabotar a CPMF foi estúpida e interesseira...

Ela visava atingir o Brasil e o povo brasileiro e, dessa forma, enfraquecer o governo Lula, possibilitando a vitória de um tucano em 2010.

O plano funcionaria bem se não fosse um problema: os tucanos têm o rabo preso. Na hora em que eles mostraram as garras, o rabo foi puxado e deu no que deu... Talvez se tivessem negociado tudo e aceito a proposta possível, apresentada pelo governo, sem o extremismo estúpido e sabotador, muita coisa teria sido evitada.
---------------
Os governadores tucanos apoiavam a CPMF porque são do executivo, estão em contato direto com o povo, têm que tomar decisões rápida, executar projetos, enfim, tem que governar. E ninguém governa sem dinheiro.

Já os senadores fazem parte do órgão corrupto e desnecessário chamado Senado. Esse órgão não serve para nada, a não ser dar prejuízo para o Brasil. Se já tem a Câmara com tantos deputados, por que um Senado ?

Mas, continuando, os senadores não tem compromisso em governar, em executar projetos, em dar uma resposta rápida para o povo. Por isso, eles podem sabotar a CPMF quase sem se sujar. O problema é que eles estão mais sujos do que pau de galinheiro e tem o rabo completamente preso... Logo, a sabotagem tende a não prosperar, pois quando eles sabotam, alguém puxa o rabo até eles gritarem...
----------------
Falta republicanismo no Brasil... Falta inteligência... Falta comprometimento com o interesse público e com o povo. Os políticos querem o poder para exercê-lo em benefício pessoal. Não para exercê-lo em benefício do Brasil e do povo brasileiro... Por isso, estamos no caos político.
--------------
Contudo, para mim, tudo isto está servindo de lição. Vejo tudo. Ouço tudo. Anoto tudo. Analiso, penso, aprendo e crio. Em cima daquilo que estão fazendo, em cima desses erros grosseiros, dessas ações corruptas e negligentes é que vou montar o meu discurso político... Um discurso republicano ao pé da letra.

O que você é capaz de fazer pela República ? Talvez o Professor Renato Janine da USP lhe dê uma idéia disso...
---------------------

Pai e filhos

Site do Professor Renato Janine

Este trecho faz parte do livro A República (Publifolha, 2001).

No Salão de 1789, em Paris, o pintor Jacques Louis David (1748-1825) expõe seu quadro Os Litores Levam ao Cônsul Brutus os Corpos de seus Filhos, que hoje está no Museu do Louvre. Todo espectador culto entende de imediato o sentido da obra. Refere-se a um episódio de Roma antiga, depois de expulso o último rei e proclamada a República. Brutus era um dos dois cônsules eleitos anualmente e que exerciam, em conjunto, o poder executivo. Seus filhos, porém, conspiraram para restaurar a dinastia dos Tarqüínios – uma dinastia etrusca, portanto de origem externa à cidade – e foram presos.

O próprio pai os condena à morte. Na sua função pública, não poderia agir de outro modo. No quadro, vemos ao fundo os cadáveres, com as mulheres soltando todo o desespero, toda a dor pela morte dos rapazes. No primeiro plano, o cônsul, em silêncio, meditando – e na sua forma discreta, máscula, condensada, sentindo imensa dor.

Este quadro diz muito sobre a República, e isso meses antes da Revolução Francesa e alguns anos antes que a França adotasse essa forma de governo. Muitos comentam a influência que terá tido a jovem República dos Estados Unidos da América sobre a francesa: afinal, a independência norte-americana contou com apoio financeiro e militar da França. E Thomas Jefferson, que redigiu a Declaração de Independência das treze colônias, foi embaixador de seu país em Paris, de 1785 até o início da Revolução.

Mas pensemos um pouco. Os homens da Revolução Francesa eram cultos, estudados, assim como, aliás, os da Americana. Conheciam a tradição clássica. O que levariam mais em conta, a experiência recente e ainda pouco testada de um punhado de colonos numa terra distante – ou séculos de sucesso num dos maiores centros da civilização européia? Roma e o neoclássico estavam em voga, naquele fim do século 18.

O que nos diz o quadro de David? Antes de mais nada, que o bem público se sobrepõe ao privado. Essa frase, que geralmente tomamos por mero lugar-comum, tem nos valores da República um claro significado: devemos sacrificar as vantagens e até os afetos pessoais ao bem comum. O pai executa o filho, como o filho eventualmente mataria o pai, em nome da Cidade. O custo dessa ação não é negado nem mesmo ocultado. Ninguém ignora a dor de Brutus – seria tão fácil apresentá-lo como um político desumano, que ao poder sacrifica o amor! – mas ele não podia agir decentemente de outro modo.

A República tem custo alto, mas é justo pagá-lo. Para sairmos, porém, da facilidade com que estas palavras são ditas, vamos a um episódio mais recente, também gerador de vasta iconografia, e que enche de horror quem o conhece. É o caso do pequeno Pavel Morozov, um adolescente russo que denunciou o próprio pai ao poder soviético, no começo dos anos 30, por esconder cereais. O pai foi condenado a uma longa pena num campo de concentração, onde provavelmente morreu; já o garoto acabou assassinado na vila em que vivia. Pois Pavel foi instituído como o grande herói do Konsomol, a organização da juventude comunista, e estátuas em sua honra se espalharam por toda a União Soviética

A estátua do pequeno Pavel, que reinava sobre o parque Morozov, em Moscou, foi derrubada pelo povo da capital em meio às manifestações contra o golpe de 21 de agosto de 1991, que tentara depor Gorbatchev.

O verdadeiro inimigo da República: a corrupção

Qual a sua idéia de corrupção? É quase certo que você fale em desvio, por um administrador desonesto, do dinheiro público. É a idéia que se firmou hoje em dia. Mas, antes disso, a corrupção era termo mais abrangente, designando a degradação dos costumes em geral.

Como a corrupção veio a se confinar no furto do bem comum? Talvez seja porque, numa sociedade capitalista, o bem e o mal, a legalidade e o crime acabam referidos à propriedade. Por analogia à propriedade privada, o bem comum é entendido como propriedade coletiva – e até como bem condominial, aquele do qual cada um tem uma parcela, uma cota, uma ação.

Mas o bem comum é diferente, por natureza, do bem privado. No estatuto de uma sociedade é obrigatório incluir o destino a dar aos bens, caso ela se dissolva. Se constituo uma firma com um sócio, caso a fechemos repartiremos os bens que pertencem a ela. Mas isso é impossível, tratando-se da coisa pública. Há certos "bens" que só ela produz, e que não podem ser divididos: virtudes, direitos e uma socialização que não só respeita o outro como enriquece, humanamente, a nós mesmos.

Pensar o mau político como corrupto e, portanto, como ladrão simplifica demais as coisas. É sinal de que não se entende o que é a vida em sociedade. O corrupto não furta apenas: ao desviar dinheiro, ele mata gente. Mais que isso, ele elimina a confiança de um no outro, que talvez seja o maior bem público. A indignação hoje tão difundida com a corrupção, no Brasil, tem esse vício enorme: reduzindo tudo a roubo (do "nosso dinheiro"), a mídia ignora – e faz ignorar – o que é a confiança, o que é o elo social, o que é a vida republicana.

República e democracia

A idéia deste livro e de seu irmão gêmeo, Democracia, nasceu de uma observação: é cada vez mais difícil manter a idéia de que exista um povo, um demos, para usar a palavra grega, inteiro e íntegro. Aliás, a democracia moderna nasce com uma visão romântica do povo, que se expressaria por uma identidade nacional marcada em sentimentos fortes, e depois se orienta para a esquerda adotando uma visão marxista – que identifica o povo com os trabalhadores, os explorados e seus aliados. Nos dois casos, nem todo o mundo é povo. Há também o anti-povo, que pode ser o estrangeirado, no primeiro caso, ou o explorador de classe, no segundo. Mas o problema é que essas duas concepções de povo deixaram de ser funcionais. A economia está complexa demais para distinguirmos nela os trabalhadores, e a cultura, rica demais para identificarmos uma cultura nacional pura.

As características do povo migraram, do povo como um todo, brasileiro, francês ou o que for, para o que podemos chamar de sub-povos – grupos menores, porém mais intensos em suas relações. Podem ser os sem-terra, que guardam a caracterização marxista, pois se definem pelo lugar na economia, mas igualmente os militantes negros, feministas ou gays.

Esses grupos assumem traços que eram tradicionalmente os do povo. Mal restaram os laços fortes que, no modelo romântico ou marxista, uniam os membros do povo como um todo. Numa sociedade complexa, é dificil eu sempre amar o compatriota ou o companheiro de classe. Mas essa intensidade afetiva migrou para os elos entre membros de grupos menores e mobilizados.

Aqui é preciso falar – sem sectarismo – da política brasileira. O partido que mais aposta em vínculos fortes ou sociabilidades aquecidas é o PT. Sua prática é das mais democráticas. Mas, com sua ênfase em agrupamentos que não são o povo como um todo – e isso porque não há mais povo como um todo – ele se presta à crítica de favorecer interesses particulares, que seus adversários chamam de corporativistas.

Veja-se o paradoxo. A prática democrática subsiste, mas ela não diz mais respeito ao demos como um todo. Ela sobrevive, intensificada, em grupos menores, e por isso mesmo pode voltar-se contra outras partes do povo. O que a direita fez, sobretudo na presidência Collor, foi jogar essas parcelas desmobilizadas contra os grupos organizados, aqueles em que o PT melhor navega.

Mas há outra crítica, mais séria e pertinente que a da direita. É a que se encarna entre nós no PSDB. O discurso dele é republicano. Basta ver que ele critica o PT porque esse último favoreceria interesses de grupos. É o que o PSDB chama de corporativismo – a defesa de uma corporação, em detrimento do interesse comum, a ênfase no meio (no caso, o funcionalismo público) mais que no fim (o povo, o público como um todo). O discurso do PSDB é o mais consistente que temos na defesa da res publica.

Aqui, porém, também há um custo. Defendendo a coisa pública, o PSDB formula uma questão fundamental – mas ao mesmo tempo se vê condenado a atacar as práticas mais democráticas que há em nossa sociedade, que mobilizam os grupos à esquerda. Ou seja, nossos republicanos se vêem obrigados a criticar a democracia. E enquanto isso nossos democráticos não conseguem ter uma visão abrangente da coisa pública, estando limitados a práticas importantes, mas que ficam na organização de grupos parciais. É o que desespera a minoria de marxistas dentro do PT, que obviamente deseja uma visão totalizante da sociedade, mas se vê condenada a uma dura alternativa: ou totaliza, mas não enxerga a sociedade de hoje, ou leva em conta a sociedade atual, e aí vai-se embora a totalização que Marx elaborou no século 19.

Curtas, rápidas, diretas e certeiras
Mensagem do Rei da Espanha para o FHC, interceptada pelo Leonildo: "¿Por qué no te callas?"
-----------------
As provocações do ex-presidente FHC tem uma finalidade: desviar as atenções do mensalão tucano. Será que vai funcionar ?
------------------
Qual mensalão durou mais e pagou mais, ou seja, roubou mais o povo: o tucano ou o petista ? Mas o que eu quero saber mesmo é: e o dinheiro ??? Cadê o dinheiro que os mensaleiros embolsaram ? O Brasil e o povo brasileiro querem o dinheiro de volta, com juros e correções.
--------------
Primeiro o ex-presidente FHC diz que o PSDB tem que se aproximar do povo. Depois o ex-presidente diz que um líder deve falar o bom português. Pelo visto ele não sabe qual língua o povo fala. Não só isto, ele não sabe que a língua culta é a lingua dos ricos, da classe dominante. Não é a lingua da maioria dos brasileiros. Um lider só é líder se falar a língua do povo.

Certamente, isto não significa que o povo não deve receber educação. Significa que um líder do povo fala a língua do povo. Só isso !!!
--------------
Eu conclui que o PSDB não é um partido de republicanos. É um partido que vive lapsos, ou seja, pequenos momentos de republicanismo, mas, dois minutos depois, já esqueceram tudo. A decisão dos tucanos de sabotar a CPMF foi estúpida e interesseira...

Ela visava atingir o Brasil e o povo brasileiro e, dessa forma, enfraquecer o governo Lula, possibilitando a vitória de um tucano em 2010.

O plano funcionaria bem se não fosse um problema: os tucanos têm o rabo preso. Na hora em que eles mostraram as garras, o rabo foi puxado e deu no que deu... Talvez se tivessem negociado tudo e aceito a proposta possível, apresentada pelo governo, sem o extremismo estúpido e sabotador, muita coisa teria sido evitada.
---------------
Os governadores tucanos apoiavam a CPMF porque são do executivo, estão em contato direto com o povo, têm que tomar decisões rápida, executar projetos, enfim, tem que governar. E ninguém governa sem dinheiro.

Já os senadores fazem parte do órgão corrupto e desnecessário chamado Senado. Esse órgão não serve para nada, a não ser dar prejuízo para o Brasil. Se já tem a Câmara com tantos deputados, por que um Senado ?

Mas, continuando, os senadores não tem compromisso em governar, em executar projetos, em dar uma resposta rápida para o povo. Por isso, eles podem sabotar a CPMF quase sem se sujar. O problema é que eles estão mais sujos do que pau de galinheiro e tem o rabo completamente preso... Logo, a sabotagem tende a não prosperar, pois quando eles sabotam, alguém puxa o rabo até eles gritarem...
----------------
Falta republicanismo no Brasil... Falta inteligência... Falta comprometimento com o interesse público e com o povo. Os políticos querem o poder para exercê-lo em benefício pessoal. Não para exercê-lo em benefício do Brasil e do povo brasileiro... Por isso, estamos no caos político.
--------------
Contudo, para mim, tudo isto está servindo de lição. Vejo tudo. Ouço tudo. Anoto tudo. Analiso, penso, aprendo e crio. Em cima daquilo que estão fazendo, em cima desses erros grosseiros, dessas ações corruptas e negligentes é que vou montar o meu discurso político... Um discurso republicano ao pé da letra.

O que você é capaz de fazer pela República ? Talvez o Professor Renato Janine da USP lhe dê uma idéia disso...
---------------------

Pai e filhos

Site do Professor Renato Janine

Este trecho faz parte do livro A República (Publifolha, 2001).

No Salão de 1789, em Paris, o pintor Jacques Louis David (1748-1825) expõe seu quadro Os Litores Levam ao Cônsul Brutus os Corpos de seus Filhos, que hoje está no Museu do Louvre. Todo espectador culto entende de imediato o sentido da obra. Refere-se a um episódio de Roma antiga, depois de expulso o último rei e proclamada a República. Brutus era um dos dois cônsules eleitos anualmente e que exerciam, em conjunto, o poder executivo. Seus filhos, porém, conspiraram para restaurar a dinastia dos Tarqüínios – uma dinastia etrusca, portanto de origem externa à cidade – e foram presos.

O próprio pai os condena à morte. Na sua função pública, não poderia agir de outro modo. No quadro, vemos ao fundo os cadáveres, com as mulheres soltando todo o desespero, toda a dor pela morte dos rapazes. No primeiro plano, o cônsul, em silêncio, meditando – e na sua forma discreta, máscula, condensada, sentindo imensa dor.

Este quadro diz muito sobre a República, e isso meses antes da Revolução Francesa e alguns anos antes que a França adotasse essa forma de governo. Muitos comentam a influência que terá tido a jovem República dos Estados Unidos da América sobre a francesa: afinal, a independência norte-americana contou com apoio financeiro e militar da França. E Thomas Jefferson, que redigiu a Declaração de Independência das treze colônias, foi embaixador de seu país em Paris, de 1785 até o início da Revolução.

Mas pensemos um pouco. Os homens da Revolução Francesa eram cultos, estudados, assim como, aliás, os da Americana. Conheciam a tradição clássica. O que levariam mais em conta, a experiência recente e ainda pouco testada de um punhado de colonos numa terra distante – ou séculos de sucesso num dos maiores centros da civilização européia? Roma e o neoclássico estavam em voga, naquele fim do século 18.

O que nos diz o quadro de David? Antes de mais nada, que o bem público se sobrepõe ao privado. Essa frase, que geralmente tomamos por mero lugar-comum, tem nos valores da República um claro significado: devemos sacrificar as vantagens e até os afetos pessoais ao bem comum. O pai executa o filho, como o filho eventualmente mataria o pai, em nome da Cidade. O custo dessa ação não é negado nem mesmo ocultado. Ninguém ignora a dor de Brutus – seria tão fácil apresentá-lo como um político desumano, que ao poder sacrifica o amor! – mas ele não podia agir decentemente de outro modo.

A República tem custo alto, mas é justo pagá-lo. Para sairmos, porém, da facilidade com que estas palavras são ditas, vamos a um episódio mais recente, também gerador de vasta iconografia, e que enche de horror quem o conhece. É o caso do pequeno Pavel Morozov, um adolescente russo que denunciou o próprio pai ao poder soviético, no começo dos anos 30, por esconder cereais. O pai foi condenado a uma longa pena num campo de concentração, onde provavelmente morreu; já o garoto acabou assassinado na vila em que vivia. Pois Pavel foi instituído como o grande herói do Konsomol, a organização da juventude comunista, e estátuas em sua honra se espalharam por toda a União Soviética

A estátua do pequeno Pavel, que reinava sobre o parque Morozov, em Moscou, foi derrubada pelo povo da capital em meio às manifestações contra o golpe de 21 de agosto de 1991, que tentara depor Gorbatchev.

O verdadeiro inimigo da República: a corrupção

Qual a sua idéia de corrupção? É quase certo que você fale em desvio, por um administrador desonesto, do dinheiro público. É a idéia que se firmou hoje em dia. Mas, antes disso, a corrupção era termo mais abrangente, designando a degradação dos costumes em geral.

Como a corrupção veio a se confinar no furto do bem comum? Talvez seja porque, numa sociedade capitalista, o bem e o mal, a legalidade e o crime acabam referidos à propriedade. Por analogia à propriedade privada, o bem comum é entendido como propriedade coletiva – e até como bem condominial, aquele do qual cada um tem uma parcela, uma cota, uma ação.

Mas o bem comum é diferente, por natureza, do bem privado. No estatuto de uma sociedade é obrigatório incluir o destino a dar aos bens, caso ela se dissolva. Se constituo uma firma com um sócio, caso a fechemos repartiremos os bens que pertencem a ela. Mas isso é impossível, tratando-se da coisa pública. Há certos "bens" que só ela produz, e que não podem ser divididos: virtudes, direitos e uma socialização que não só respeita o outro como enriquece, humanamente, a nós mesmos.

Pensar o mau político como corrupto e, portanto, como ladrão simplifica demais as coisas. É sinal de que não se entende o que é a vida em sociedade. O corrupto não furta apenas: ao desviar dinheiro, ele mata gente. Mais que isso, ele elimina a confiança de um no outro, que talvez seja o maior bem público. A indignação hoje tão difundida com a corrupção, no Brasil, tem esse vício enorme: reduzindo tudo a roubo (do "nosso dinheiro"), a mídia ignora – e faz ignorar – o que é a confiança, o que é o elo social, o que é a vida republicana.

República e democracia

A idéia deste livro e de seu irmão gêmeo, Democracia, nasceu de uma observação: é cada vez mais difícil manter a idéia de que exista um povo, um demos, para usar a palavra grega, inteiro e íntegro. Aliás, a democracia moderna nasce com uma visão romântica do povo, que se expressaria por uma identidade nacional marcada em sentimentos fortes, e depois se orienta para a esquerda adotando uma visão marxista – que identifica o povo com os trabalhadores, os explorados e seus aliados. Nos dois casos, nem todo o mundo é povo. Há também o anti-povo, que pode ser o estrangeirado, no primeiro caso, ou o explorador de classe, no segundo. Mas o problema é que essas duas concepções de povo deixaram de ser funcionais. A economia está complexa demais para distinguirmos nela os trabalhadores, e a cultura, rica demais para identificarmos uma cultura nacional pura.

As características do povo migraram, do povo como um todo, brasileiro, francês ou o que for, para o que podemos chamar de sub-povos – grupos menores, porém mais intensos em suas relações. Podem ser os sem-terra, que guardam a caracterização marxista, pois se definem pelo lugar na economia, mas igualmente os militantes negros, feministas ou gays.

Esses grupos assumem traços que eram tradicionalmente os do povo. Mal restaram os laços fortes que, no modelo romântico ou marxista, uniam os membros do povo como um todo. Numa sociedade complexa, é dificil eu sempre amar o compatriota ou o companheiro de classe. Mas essa intensidade afetiva migrou para os elos entre membros de grupos menores e mobilizados.

Aqui é preciso falar – sem sectarismo – da política brasileira. O partido que mais aposta em vínculos fortes ou sociabilidades aquecidas é o PT. Sua prática é das mais democráticas. Mas, com sua ênfase em agrupamentos que não são o povo como um todo – e isso porque não há mais povo como um todo – ele se presta à crítica de favorecer interesses particulares, que seus adversários chamam de corporativistas.

Veja-se o paradoxo. A prática democrática subsiste, mas ela não diz mais respeito ao demos como um todo. Ela sobrevive, intensificada, em grupos menores, e por isso mesmo pode voltar-se contra outras partes do povo. O que a direita fez, sobretudo na presidência Collor, foi jogar essas parcelas desmobilizadas contra os grupos organizados, aqueles em que o PT melhor navega.

Mas há outra crítica, mais séria e pertinente que a da direita. É a que se encarna entre nós no PSDB. O discurso dele é republicano. Basta ver que ele critica o PT porque esse último favoreceria interesses de grupos. É o que o PSDB chama de corporativismo – a defesa de uma corporação, em detrimento do interesse comum, a ênfase no meio (no caso, o funcionalismo público) mais que no fim (o povo, o público como um todo). O discurso do PSDB é o mais consistente que temos na defesa da res publica.

Aqui, porém, também há um custo. Defendendo a coisa pública, o PSDB formula uma questão fundamental – mas ao mesmo tempo se vê condenado a atacar as práticas mais democráticas que há em nossa sociedade, que mobilizam os grupos à esquerda. Ou seja, nossos republicanos se vêem obrigados a criticar a democracia. E enquanto isso nossos democráticos não conseguem ter uma visão abrangente da coisa pública, estando limitados a práticas importantes, mas que ficam na organização de grupos parciais. É o que desespera a minoria de marxistas dentro do PT, que obviamente deseja uma visão totalizante da sociedade, mas se vê condenada a uma dura alternativa: ou totaliza, mas não enxerga a sociedade de hoje, ou leva em conta a sociedade atual, e aí vai-se embora a totalização que Marx elaborou no século 19.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O que há por trás do mensalão

Leonildo Correa -- 03-09-2007 --

Inegavelmente o mensalão foi uma estupidez. Uma estupidez que não começou com o PT. Mas uma estupidez que serviu como uma luva para quem queria acertar o PT em cheio. E os petistas pagarão, não por terem criado ou utilizado o mensalão, mas sim porque foram estúpidos e cairam na armadilha. No mundo da política, assim como em outras áreas, as coisas não são o que parecem ser. Há intenções, más intenções, por trás de quase tudo.

O primeiro fato que temos que identificar nessa história toda é a permanência, na burocracia estatal, da maioria dos servidores contratados, ou plantados, pela ditadura militar. Os militares cairam do poder, mas seus funcionários continuaram trabalhando na burocracia estatal como se nada tivesse acontecido. E muitos desses burocratas ainda hoje estão na administração pública, inclusive atuam para impedir a abertura dos arquivos da ditadura. Se os arquivos forem abertos a cara deles é revelada. Logo, fazem de tudo para que os arquivos continuem fechados.

A partir disso vamos observar o cenário em 2002. Nós temos os petistas vencendo as eleições. A cúpula que travou a luta armada contra os militares chegando ao poder e assumindo o controle da burocracia estatal. Os ex-guerrilheiros dividindo o mesmo espaço com os antigos funcionários da ditadura. Não só isso, dando ordens para os antigos burocratas do regime. Isso era um barril de pólvora que explodiria em algum momento. Mais cedo ou mais tarde alguém iria tentar cortar a garganta de alguém. Os burocratas do regime iria aprontar alguma coisa para derrubar todo mundo, e aprontaram...

Um dos grandes erros que se comete no Brasil é identificar o regime militar com os militares. Não foram só os militares que construiram e governaram durante a ditadura. Os militares eram a força, estavam com o poder nas mãos, etc, mas por trás deles haviam organizações, grupos de políticos, personalidades, etc. Organizações, pessoas e grupos que influenciavam e direcionavam o regime de acordo com os seus interesses. Organizações, pessoas e grupos que ganharam, e muito, com a ditadura no Brasil. Os militares pagaram o pato e foram os vilões da história. As organizações, grupos e pessoas que deram sustentação, auxiliaram e ganharam com a ditadura não foram punidos e nem execrados publicamente, pois nunca foram vistos. Por isso, ainda hoje caminham entre nós, fingindo que não sabem de nada e que nada aconteceu.

Logo, o que o burocratas fizeram: percebendo que a cúpula vermelha que assumiu o poder não os reconhecia, começaram a montar suas armadilhas. Possivelemnte, algum deles chegou no Zé e falou: "Então, estou sabendo que vocês estão tendo dificuldades para aprovar algumas reformas e para financiar o PT. Eu tenho uma solução para isso." E o Zé, louco para seguir o caminho fácil, caiu no conto do vigário perguntando qual seria a tal saída mágica. Mas antes de dizer qual seria a tal solução, o burocrata da ditadura ainda fez propaganda: "Essa saída foi muito utilizada pelo governo anterior, inclusive para aprovar isso... isso...e isso...". Com essa afirmação os olhos do Zé brilharam mais do que lamparina. "Qual é ? Qual é ? Qual é ? Diz logo aí... qual é a solução mágica ?" E o burocrata da ditadura responde: "Bem, hoje não tem um nome específico, mas no futuro vão chamar de mensalão".

PFL, PSDB, Integralismo ??? Quem armou o plano ? A Direita ? Nesse caso não dá para dizer nada e nem para reduzir ou culpar uma sigla ou um nome pelo plano. Pode-se dizer apenas que foram remanescentes da ditadura que o perpetraram, pois eles tem grande interesse em quebrar, como quebraram, as pernas do PT e dos ex-guerrilheiros. Além disso, não dá para ver as coisas com definição porque existe muita falsidade no Brasil. Aqui tem gente da Esquerda na Direita e tem gente da Direita na Esquerda. Quem tem ideologia definida e é idealista é fanático. A maioria das pessoas agem por interesse pessoal e não por ideologia. Por isso, os termos Direita e Esquerda no Brasil não significam nada.

E aqui começou toda a encrenca. Os petistas perceberam, claramente, que a solução apresentada era um crime contra a administração pública e contra a coletividade, pois distorcia completamente o processo legislativo, mas, mesmo assim, a saída fácil os cegou. Faltou ética e moralidade. Deveriam ter denunciado o mensalão quando descobriram que ele existia, porém preferiram correr o risco e tentaram implementá-lo mais uma vez... "Com o governo anterior tinha funcionado, por que com eles não funcionaria", questionava suas mentes entorpecidas pelo poder.

Certamente, com o governo anterior tinha funcionado, porém o governo anterior não estava na mira das forças ocultas e dos antigos burocratas da ditadura que continuam trabalhando. O mensalão foi apresentado ao governo vermelho, não como uma solução para aprovar reformas e financiar partidos, mas sim como um mecanismo de impeachment. A idéia era cevar o governo dentro do mensalão e quando ele estivesse acostumado, bem acostumado, os fatos viriam a tona, as denuncias seriam feitas, etc, levando a uma comoção social e, consequentemente, ocasionando o impeachment do Presidente Lula.

O mensalão foi inserido no governo petista com a finalidade de derrubar o Presidente Lula e os ex-guerrilheiros que o acompanhavam. O mensalão não foi construído para isso. Ele já existia e funcionou, e ainda funciona, sem nenhum problema em outros governos: federal, estadual ou municipal. Porém, no Governo Lula a intenção era cevar para derrubar. A idéia era criar uma estrutura dissimulada que fizesse a coletividade acreditar que o PT e os petistas eram um bando de ladrões que assaltavam a adminnistração pública.

Não conseguiram derrubar o Presidente Lula, porém conseguiram arrastar a cúpula petistas para a lama. Cantaram vitória certamente, pois ex-guerrilheiros graúdos viraram pó. O PT perdeu um grande naco de sua força e todo o discurso da ética que utilizava foi por água abaixo. Enfim, parte do objetivo dos grupos remanescentes da ditadura, que continua trabalhando até hoje na burocracia estatal, foi atingido.

O que o Zé Dirceu precisa perceber é que as forças ocultas remanescentes da Ditadura (organizações, grupos e pessoas), que ainda estão dentro da administração pública e em outros setores da sociedade, irá fazer de tudo para fritá-lo em fogo alto e com o máximo de propaganda possível. Não só o Zé, mas todos os outros ex-guerrilheiros que enfrentaram diretamente o Regime Militar com luta armada. Na cabeça desses remanescentes da ditadura ex-guerrilheiros da esquerda armada deveriam estar mortos, todos mortos. Jamais poderiam assumir o governo do país. E se assumiram o governo democraticamente é função deles derrubá-los um a um. Certamente, devem fazer isso de forma dissimulada e escondida para que a sociedade não perceba o que estão fazendo...A idéia é matar politicamente da mesma forma que mataram Herzog. A melhor expressão que eu tenho para isso vem do Filme Arquitetura da Destruição: "Um sistema onde as vítimas operavam o equipamento que as mataria, pouparia os matadores do horror de seu trabalho." Dilma também está na mira deles...

Certamente, os petistas não são inocentes, terão que pagar pelo que fizeram, ou seja, por terem agido com falta de ética e moralidade administrativa, por terem utilizado o mensalão ao invés de denunciá-lo, etc. Porém, devem ter em mente que esse julgamento é revanche da ditadura e das forças ocultas e que o mensalão foi uma armadilha na qual cairam. Ilustrativamente, obrigaram um negro a praticar um crime. Pegaram-no e irão julgá-lo. O negro será julgado pelo crime que cometeu, porém será condenado por ser negro. Será condenado pelo racismo dos brancos. Inclusive esse método é muito utilizado na Globo, nas novelas da Globo. Quem assiste novela sabe que o personagem do mal sempre faz uma armadilha para pegar o personagem do bem. E o mal sempre consegue...A Globo ensina cada coisa !!!!
O que há por trás do mensalão

Leonildo Correa -- 03-09-2007 --

Inegavelmente o mensalão foi uma estupidez. Uma estupidez que não começou com o PT. Mas uma estupidez que serviu como uma luva para quem queria acertar o PT em cheio. E os petistas pagarão, não por terem criado ou utilizado o mensalão, mas sim porque foram estúpidos e cairam na armadilha. No mundo da política, assim como em outras áreas, as coisas não são o que parecem ser. Há intenções, más intenções, por trás de quase tudo.

O primeiro fato que temos que identificar nessa história toda é a permanência, na burocracia estatal, da maioria dos servidores contratados, ou plantados, pela ditadura militar. Os militares cairam do poder, mas seus funcionários continuaram trabalhando na burocracia estatal como se nada tivesse acontecido. E muitos desses burocratas ainda hoje estão na administração pública, inclusive atuam para impedir a abertura dos arquivos da ditadura. Se os arquivos forem abertos a cara deles é revelada. Logo, fazem de tudo para que os arquivos continuem fechados.

A partir disso vamos observar o cenário em 2002. Nós temos os petistas vencendo as eleições. A cúpula que travou a luta armada contra os militares chegando ao poder e assumindo o controle da burocracia estatal. Os ex-guerrilheiros dividindo o mesmo espaço com os antigos funcionários da ditadura. Não só isso, dando ordens para os antigos burocratas do regime. Isso era um barril de pólvora que explodiria em algum momento. Mais cedo ou mais tarde alguém iria tentar cortar a garganta de alguém. Os burocratas do regime iria aprontar alguma coisa para derrubar todo mundo, e aprontaram...

Um dos grandes erros que se comete no Brasil é identificar o regime militar com os militares. Não foram só os militares que construiram e governaram durante a ditadura. Os militares eram a força, estavam com o poder nas mãos, etc, mas por trás deles haviam organizações, grupos de políticos, personalidades, etc. Organizações, pessoas e grupos que influenciavam e direcionavam o regime de acordo com os seus interesses. Organizações, pessoas e grupos que ganharam, e muito, com a ditadura no Brasil. Os militares pagaram o pato e foram os vilões da história. As organizações, grupos e pessoas que deram sustentação, auxiliaram e ganharam com a ditadura não foram punidos e nem execrados publicamente, pois nunca foram vistos. Por isso, ainda hoje caminham entre nós, fingindo que não sabem de nada e que nada aconteceu.

Logo, o que o burocratas fizeram: percebendo que a cúpula vermelha que assumiu o poder não os reconhecia, começaram a montar suas armadilhas. Possivelemnte, algum deles chegou no Zé e falou: "Então, estou sabendo que vocês estão tendo dificuldades para aprovar algumas reformas e para financiar o PT. Eu tenho uma solução para isso." E o Zé, louco para seguir o caminho fácil, caiu no conto do vigário perguntando qual seria a tal saída mágica. Mas antes de dizer qual seria a tal solução, o burocrata da ditadura ainda fez propaganda: "Essa saída foi muito utilizada pelo governo anterior, inclusive para aprovar isso... isso...e isso...". Com essa afirmação os olhos do Zé brilharam mais do que lamparina. "Qual é ? Qual é ? Qual é ? Diz logo aí... qual é a solução mágica ?" E o burocrata da ditadura responde: "Bem, hoje não tem um nome específico, mas no futuro vão chamar de mensalão".

PFL, PSDB, Integralismo ??? Quem armou o plano ? A Direita ? Nesse caso não dá para dizer nada e nem para reduzir ou culpar uma sigla ou um nome pelo plano. Pode-se dizer apenas que foram remanescentes da ditadura que o perpetraram, pois eles tem grande interesse em quebrar, como quebraram, as pernas do PT e dos ex-guerrilheiros. Além disso, não dá para ver as coisas com definição porque existe muita falsidade no Brasil. Aqui tem gente da Esquerda na Direita e tem gente da Direita na Esquerda. Quem tem ideologia definida e é idealista é fanático. A maioria das pessoas agem por interesse pessoal e não por ideologia. Por isso, os termos Direita e Esquerda no Brasil não significam nada.

E aqui começou toda a encrenca. Os petistas perceberam, claramente, que a solução apresentada era um crime contra a administração pública e contra a coletividade, pois distorcia completamente o processo legislativo, mas, mesmo assim, a saída fácil os cegou. Faltou ética e moralidade. Deveriam ter denunciado o mensalão quando descobriram que ele existia, porém preferiram correr o risco e tentaram implementá-lo mais uma vez... "Com o governo anterior tinha funcionado, por que com eles não funcionaria", questionava suas mentes entorpecidas pelo poder.

Certamente, com o governo anterior tinha funcionado, porém o governo anterior não estava na mira das forças ocultas e dos antigos burocratas da ditadura que continuam trabalhando. O mensalão foi apresentado ao governo vermelho, não como uma solução para aprovar reformas e financiar partidos, mas sim como um mecanismo de impeachment. A idéia era cevar o governo dentro do mensalão e quando ele estivesse acostumado, bem acostumado, os fatos viriam a tona, as denuncias seriam feitas, etc, levando a uma comoção social e, consequentemente, ocasionando o impeachment do Presidente Lula.

O mensalão foi inserido no governo petista com a finalidade de derrubar o Presidente Lula e os ex-guerrilheiros que o acompanhavam. O mensalão não foi construído para isso. Ele já existia e funcionou, e ainda funciona, sem nenhum problema em outros governos: federal, estadual ou municipal. Porém, no Governo Lula a intenção era cevar para derrubar. A idéia era criar uma estrutura dissimulada que fizesse a coletividade acreditar que o PT e os petistas eram um bando de ladrões que assaltavam a adminnistração pública.

Não conseguiram derrubar o Presidente Lula, porém conseguiram arrastar a cúpula petistas para a lama. Cantaram vitória certamente, pois ex-guerrilheiros graúdos viraram pó. O PT perdeu um grande naco de sua força e todo o discurso da ética que utilizava foi por água abaixo. Enfim, parte do objetivo dos grupos remanescentes da ditadura, que continua trabalhando até hoje na burocracia estatal, foi atingido.

O que o Zé Dirceu precisa perceber é que as forças ocultas remanescentes da Ditadura (organizações, grupos e pessoas), que ainda estão dentro da administração pública e em outros setores da sociedade, irá fazer de tudo para fritá-lo em fogo alto e com o máximo de propaganda possível. Não só o Zé, mas todos os outros ex-guerrilheiros que enfrentaram diretamente o Regime Militar com luta armada. Na cabeça desses remanescentes da ditadura ex-guerrilheiros da esquerda armada deveriam estar mortos, todos mortos. Jamais poderiam assumir o governo do país. E se assumiram o governo democraticamente é função deles derrubá-los um a um. Certamente, devem fazer isso de forma dissimulada e escondida para que a sociedade não perceba o que estão fazendo...A idéia é matar politicamente da mesma forma que mataram Herzog. A melhor expressão que eu tenho para isso vem do Filme Arquitetura da Destruição: "Um sistema onde as vítimas operavam o equipamento que as mataria, pouparia os matadores do horror de seu trabalho." Dilma também está na mira deles...

Certamente, os petistas não são inocentes, terão que pagar pelo que fizeram, ou seja, por terem agido com falta de ética e moralidade administrativa, por terem utilizado o mensalão ao invés de denunciá-lo, etc. Porém, devem ter em mente que esse julgamento é revanche da ditadura e das forças ocultas e que o mensalão foi uma armadilha na qual cairam. Ilustrativamente, obrigaram um negro a praticar um crime. Pegaram-no e irão julgá-lo. O negro será julgado pelo crime que cometeu, porém será condenado por ser negro. Será condenado pelo racismo dos brancos. Inclusive esse método é muito utilizado na Globo, nas novelas da Globo. Quem assiste novela sabe que o personagem do mal sempre faz uma armadilha para pegar o personagem do bem. E o mal sempre consegue...A Globo ensina cada coisa !!!!