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terça-feira, 15 de julho de 2008

Pequenos detalhes do Gilmal Mente
O Juiz Federal de São Paulo que acompanha as investigações do caso Dantas decidiu mandar prender a máfia do banqueiro. Certamente, o juiz tomou esta decisão porque acompanha o caso ao vivo e a cores. Viu a periculosidade e o poder de corrupção da máfia, o poder de destruição das instituições públicas e do Estado Democrático de Direito. Uma máfia que oferece $ 1.000.000 (Um milhão) de dólares para corromper um delegado, ofereceria quanto para corromper um Ministro ?

O juiz vendo o poder destruidor dessa máfia decretou a prisão dos elementos. Porém, o banqueiro impetrou uma ação de habeas-corpus. Parece-me que o TRF negou o habeas-corpus. Isto também ocorreu no STJ. E se negaram foi porque viram a periculosidade e o poder destruidor da máfia. Porém, o Gilmal Mente, contrariando todo mundo, concedeu o habeas-corpus.

Quem está errado ? Quem está alinhado com a criminalidade organizada ? O Juiz prendeu. O TRF confirmou a decisão do Juiz. O STJ também confirmou... Porém, o Gilmal Mente contrariou todo mundo e deu a decisão solicitada pelo banqueiro. Seria o Gilmal o único sabidão da história, enquanto os demais não sabem nada ?

Mas o aspecto mais surpreendente foi uma notícia que vi na TV. Dizia ela que o segundo habeas-corpus foi protocolado às 15:00 e a decisão do Ministro Gilmal saiu às 17:30. Não consegui confirmar a notícia, porém, se ela for verídica, o Ministro escreveu uma decisão de 11 páginas em menos de duas horas. Considerando a burocracia do judiciário, a velocidade e a disposição do ministro em decidir a favor da criminalidade organizada é muito, é excessivamente, suspeita.

Certamente, os mais céticos sempre perguntariam: ele escreveu ou já estava com a decisão pronta antes do segundo habeas-corpus ter sido protocolado? Será que a sentença do Gilmal foi produzida antes de existir a ação de habeas-corpus? Será que ele recortou e colou, ou seja, pegou o primeiro e colou no segundo ?

Isto chama a atenção porque juristas famosos consideravam que a prisão preventiva estava bem fundamentada. Mesmo assim, numa canetada de 11 páginas e em menos de duas horas, o Ministro salvou o chefão da máfia. Isto mostra que a criminalidade organizada tem ampla supremacia dentro do Estado e movimenta o Estado de Direito na hora que quer, da forma que quer e para o que quiser.

A versatilidade do Ministro em beneficiar a criminalidade organizada é um atentado contra os cidadãos comuns, contra a maioria dos cidadãos que, muitas vezes, esperam décadas para obter um decisão judicial. Outros morrem esperando...

Nas palavras de Konstantin Gravos: "Qual é o melhor cidadão? O que se submete às leis em cuja elaboração ele não foi - e jamais será! - chamado a opinar; aquele que se deixa escorchar pelas taxas e pelos impostos injustos ou abusivos, mentindo a si mesmo que, sim, o Estado nos suga, mas para beneficiar a todos igualmente; e o estúpido crédulo que, sentindo-se injustiçado, mas confiante nas leis, feitas apenas para uma minoria, contrata um advogado, abre um processo no Fórum mais próximo, e vê sua vida e suas economias definharem ao longo dos anos, enquanto a Justiça lhe sorri." (Texto completo no final)

Além disso, o indivíduo que tentava corromper o delegado federal disse claramente, nas gravações da PF, que o STJ e o STF já estavam dominados. Esta afirmação não decorre de inferência lógica dos eventos observados, mas sim de uma confirmação do corruptor de que as instâncias superiores já haviam sido corrompidas e apenas esperavam o momento para agir, concedendo habeas-corpus, trancando ação penal, enfim, agir garantindo a impunidade da máfia.

Mas por que é que a máfia domina o STF e não consegue dominar os delegados ou os juízes de primeiro grau ? A resposta está na política. O STJ e o STF são tribunais políticos. São tribunais formados por Ministros indicados por políticos. Logo, há uma íntima ligação entre estes tribunais e os políticos, fazendo que os mesmos sejam sujeitos a pressão política ou alinhem suas decisões com os interesses políticos.

Como esta máfia é especializada em lavar dinheiro sujo oriundos de corrupção política ou de desvios de recursos do patrimônio público (privatizações, fraude em licitação, etc), assim como em administrar contas de dinheiro sujo no exterior (aqui entra o Naji Nahas), sendo o Pitta o melhor exemplo, há muitos políticos presos na teia do Dantas. E são estes políticos que dão poder para o Dantas afetar/dominar as decisões do STJ e do STF

Se o Dantas cair, os políticos grudados nele caem juntos. E na mesma queda arrastam os Ministros que indicaram para o STJ e para o STF. Logo, a teia de corrupção trabalha unida para garantir a impunidade de todos: os Ministros livram a cara do Dantas, garantindo a sua impunidade, e ele, por sua vez, salva os políticos que possuem dinheiro sujo guardados, pela máfia, no exterior ou administrado por ela no banco mafioso...

E o Greenhalgh, que lutou tanto contra a ditadura militar e contra as violações de Direitos Humanos, pelo visto, não conseguiu resistir ao poder de corrupção da criminalidade organizada. Foi seduzido pelo dinheiro sujo do Dantas.

Certamente, o Dantas contratou o Greenhalgh para ser mais do que um advogado ou assessor. Contratou ele para ser uma fonte de informações privilegiadas. As gravações da polícia federal mostram isso claramente. Mostram o Greenhalgh tentando obter informações privilegiadas do assessor da Presidência da República. Informação esta que, certamente, seria repassada para a máfia.

Inclusive, deve ter sido dessa forma que o Dantas ficou sabendo, antecipadamente, das descobertas da Petrobrás...

O Dantas tem um poder de corrupção muito maior do que o poder que tinha o Renan Calheiros. O Renam saiu impune, para vergonha da nação, e o Dantas segue o mesmo caminho, segue o caminho da impunidade...
---------------

Dogville: o inefável sabor da vingança
Konstantin Gavros
Donatien-Alphonse-François, o marquês de Sade, conta - em A filosofia na alcova - que Luís XV, ao dirigir-se a Chardolais, "que matara um homem para se divertir", lhe diz: "- Eu vos perdôo, mas também àquele que irá matar-vos."

Há uma ética a ser dissecada na fala de Luís XV. Uma ética que coloca todos os homens em pé de igualdade. Uma ética que não faz distinção entre fortes e fracos, entre poderosos e submissos, entre homens livres e escravos. Uma ética cujo princípio é o da mais pura igualdade, pois todos estão perdoados de antemão, mas devem também estar preparados para arcar com as conseqüências de seus atos. Uma ética que pressupõe o direito de vingança e o referenda como algo justo - e justo exatamente por igualar o assassino e, no caso, o provável justiceiro que o perseguirá: colocados um diante do outro, eles resolverão entre si, da maneira mais pura e mais digna, o acerto de contas pela violência que o primeiro cometeu gratuitamente.

Essa é, contudo, uma ética incompreensível para nós, educados em uma civilização cujos pilares nascem do direito romano e do cristianismo. Para muitos de nós, as palavras de Luís XV são tão incompreensíveis quanto a última parte do filme Dogville, de Lars Von Trier.

De fato, a vingança está exilada de nossas vidas, como se ela fosse um gesto que nos diminuísse, nos inferiorizasse, ou nos tornasse moralmente fracos. O ultrajado que ousa escolher o caminho da vingança é, entre nós, punido pelo Estado, pela religião e pela sociedade. Claro, fomos educados para perdoar e amar, ainda que o mundo nos apedreje...

O que todos escondem, no entanto, é que vivemos em uma sociedade hipócrita, na qual, de um lado, nos consumimos, impotentes e em silêncio, em nossos desejos de vingança, e, de outro, somos treinados, desde muito cedo, a reprimir o que sentimos, pois nos ensinam que seremos considerados bons e exemplares apenas quando nos comportarmos de maneira servil.

Quem é o melhor empregado? O que corteja, de maneira sóbria e gentil, equilibrando-se entre a subserviência e um falso ar de responsabilidade; ou mesmo o bajulador declarado, um tipo que é sempre vencedor.

Qual é o melhor cidadão? O que se submete às leis em cuja elaboração ele não foi - e jamais será! - chamado a opinar; aquele que se deixa escorchar pelas taxas e pelos impostos injustos ou abusivos, mentindo a si mesmo que, sim, o Estado nos suga, mas para beneficiar a todos igualmente; e o estúpido crédulo que, sentindo-se injustiçado, mas confiante nas leis, feitas apenas para uma minoria, contrata um advogado, abre um processo no Fórum mais próximo, e vê sua vida e suas economias definharem ao longo dos anos, enquanto a Justiça lhe sorri.

Qual é o melhor filho? O mais obediente, o mais submisso, o que acata todos os "nãos" como se fossem uma bênção; o que - semelhante a um cão - lambe as mãos de quem o castra e humilha.

O filme de Lars Von Trier nos escandaliza somente por uma única razão: ele é o espelho do mundo que construímos com nossa covardia. Nós somos Dogville. Cultivamos nossas mesquinharias, nossas frustrações e nossos medos, fruindo desse prazer masoquista que nos foi inculcado desde o ventre de nossas mães. Mas sempre prontos a, no silêncio da nossa falsa bondade e esboçando o sorriso de um tartufo, espoliarmos, abusarmos e violentarmos a primeira Gracie que aparecer em nossas vidas. Realmente, não há maior lucidez do que a do marquês de Sade, quando - também em A filosofia na alcova - ele nos diz que "aquilo que os idiotas chamam de humanidade não passa de uma fraqueza nascida do temor ou do egoísmo".

Mas o que ocorreria ao mundo se cada um de nós pudesse exercer, sem censura ou medo, as suas pulsões de vingança, por mais cruéis que elas fossem? Regrediríamos, certamente, ao que os filósofos chamam de "estado de natureza", o suposto estágio que antecede o início deste em que vivemos, e que os filósofos apreciam chamar de "contrato social". Um contrato de cláusulas leoninas, segundo as quais a imensa maioria deve servir e apodrecer na miséria, na fome e na doença, enquanto uma minoria legisla e governa em causa própria, além, é claro, de enriquecer. E denominamos esse estado de absoluta discrepância de poderes com um outro adorável eufemismo: "democracia". Uma palavra que de tão falsa chega a me provocar pruridos anais...

As regras, como vemos, são muito simples: eu te exploro e você me agradece (ou, como é o costume, finge agradecer). Se, por alguma incontrolável razão, você decidir se vingar... bem... para isso existem as prisões e os hospícios...

Contudo, um alerta: até agora falamos, neste artigo, daqueles 40% da população brasileira que não mora em favelas e alimenta-se três vezes ao dia, pois o restante vive à margem do sistema em que as regras da hipocrisia legal vicejam. Seria um exercício saudável aos nossos intelectuais - de esquerda e de direita - uma estadia de quatro semanas em uma favela - todas elas, aliás, comandadas pelo narcotráfico -, pois descobririam um outro país, no qual a vingança fria e calculada - ou seja, o direito de retribuir em igual medida o mal que foi cometido - comanda as relações sociais, criando um equilíbrio e uma harmonia só comparáveis aos que usufruíamos quando ainda habitávamos a selva.

E a história não nos desampara neste momento: compulsemos os melhores tratados e veremos que a verdade só triunfa quando escolhe, como aliada, a violência. Os servos só deixaram de ser espoliados quando encostaram a faca na garganta dos seus opressores. Da mesma forma, certamente também nós guardamos a lembrança dos poucos momentos em que ousamos erguer a cabeça e nos revoltamos. Aqueles minutos de prazer, semelhantes em tudo a uma deliciosa sucessão de orgasmos, foram os únicos em que ousamos ser verdadeiros, e são eles, hoje, que nos salvam do completo embotamento.

É exatamente o que Dogville nos ensina. Ao final do filme, inebriados pela correta decisão de Grace, alegres por ela ter feito o que não temos coragem de fazer, recordamos outro trecho de Sade: "Só a piedade e a beneficência são perigosas no mundo. A bondade é apenas uma fraqueza cuja ingratidão e a impertinência dos fracos forçam sempre as pessoas honestas a se arrependerem." O prêmio de Grace por sua absoluta bondade foi apenas a sua queda. Uma derrocada, aliás, orquestrada por Tom, o arquétipo de todos os moralistas.

Na verdade, o que Dogville nos mostra é que o chamado "contrato social" precisa ser urgentemente reescrito. E se eu vier a ser consultado sobre o teor das novas cláusulas, recomendarei que haja apenas uma: "Olho por olho, dente por dente." Essa é a única regra capaz de instituir justiça e igualdade entre os homens.
Pequenos detalhes do Gilmal Mente
O Juiz Federal de São Paulo que acompanha as investigações do caso Dantas decidiu mandar prender a máfia do banqueiro. Certamente, o juiz tomou esta decisão porque acompanha o caso ao vivo e a cores. Viu a periculosidade e o poder de corrupção da máfia, o poder de destruição das instituições públicas e do Estado Democrático de Direito. Uma máfia que oferece $ 1.000.000 (Um milhão) de dólares para corromper um delegado, ofereceria quanto para corromper um Ministro ?

O juiz vendo o poder destruidor dessa máfia decretou a prisão dos elementos. Porém, o banqueiro impetrou uma ação de habeas-corpus. Parece-me que o TRF negou o habeas-corpus. Isto também ocorreu no STJ. E se negaram foi porque viram a periculosidade e o poder destruidor da máfia. Porém, o Gilmal Mente, contrariando todo mundo, concedeu o habeas-corpus.

Quem está errado ? Quem está alinhado com a criminalidade organizada ? O Juiz prendeu. O TRF confirmou a decisão do Juiz. O STJ também confirmou... Porém, o Gilmal Mente contrariou todo mundo e deu a decisão solicitada pelo banqueiro. Seria o Gilmal o único sabidão da história, enquanto os demais não sabem nada ?

Mas o aspecto mais surpreendente foi uma notícia que vi na TV. Dizia ela que o segundo habeas-corpus foi protocolado às 15:00 e a decisão do Ministro Gilmal saiu às 17:30. Não consegui confirmar a notícia, porém, se ela for verídica, o Ministro escreveu uma decisão de 11 páginas em menos de duas horas. Considerando a burocracia do judiciário, a velocidade e a disposição do ministro em decidir a favor da criminalidade organizada é muito, é excessivamente, suspeita.

Certamente, os mais céticos sempre perguntariam: ele escreveu ou já estava com a decisão pronta antes do segundo habeas-corpus ter sido protocolado? Será que a sentença do Gilmal foi produzida antes de existir a ação de habeas-corpus? Será que ele recortou e colou, ou seja, pegou o primeiro e colou no segundo ?

Isto chama a atenção porque juristas famosos consideravam que a prisão preventiva estava bem fundamentada. Mesmo assim, numa canetada de 11 páginas e em menos de duas horas, o Ministro salvou o chefão da máfia. Isto mostra que a criminalidade organizada tem ampla supremacia dentro do Estado e movimenta o Estado de Direito na hora que quer, da forma que quer e para o que quiser.

A versatilidade do Ministro em beneficiar a criminalidade organizada é um atentado contra os cidadãos comuns, contra a maioria dos cidadãos que, muitas vezes, esperam décadas para obter um decisão judicial. Outros morrem esperando...

Nas palavras de Konstantin Gravos: "Qual é o melhor cidadão? O que se submete às leis em cuja elaboração ele não foi - e jamais será! - chamado a opinar; aquele que se deixa escorchar pelas taxas e pelos impostos injustos ou abusivos, mentindo a si mesmo que, sim, o Estado nos suga, mas para beneficiar a todos igualmente; e o estúpido crédulo que, sentindo-se injustiçado, mas confiante nas leis, feitas apenas para uma minoria, contrata um advogado, abre um processo no Fórum mais próximo, e vê sua vida e suas economias definharem ao longo dos anos, enquanto a Justiça lhe sorri." (Texto completo no final)

Além disso, o indivíduo que tentava corromper o delegado federal disse claramente, nas gravações da PF, que o STJ e o STF já estavam dominados. Esta afirmação não decorre de inferência lógica dos eventos observados, mas sim de uma confirmação do corruptor de que as instâncias superiores já haviam sido corrompidas e apenas esperavam o momento para agir, concedendo habeas-corpus, trancando ação penal, enfim, agir garantindo a impunidade da máfia.

Mas por que é que a máfia domina o STF e não consegue dominar os delegados ou os juízes de primeiro grau ? A resposta está na política. O STJ e o STF são tribunais políticos. São tribunais formados por Ministros indicados por políticos. Logo, há uma íntima ligação entre estes tribunais e os políticos, fazendo que os mesmos sejam sujeitos a pressão política ou alinhem suas decisões com os interesses políticos.

Como esta máfia é especializada em lavar dinheiro sujo oriundos de corrupção política ou de desvios de recursos do patrimônio público (privatizações, fraude em licitação, etc), assim como em administrar contas de dinheiro sujo no exterior (aqui entra o Naji Nahas), sendo o Pitta o melhor exemplo, há muitos políticos presos na teia do Dantas. E são estes políticos que dão poder para o Dantas afetar/dominar as decisões do STJ e do STF

Se o Dantas cair, os políticos grudados nele caem juntos. E na mesma queda arrastam os Ministros que indicaram para o STJ e para o STF. Logo, a teia de corrupção trabalha unida para garantir a impunidade de todos: os Ministros livram a cara do Dantas, garantindo a sua impunidade, e ele, por sua vez, salva os políticos que possuem dinheiro sujo guardados, pela máfia, no exterior ou administrado por ela no banco mafioso...

E o Greenhalgh, que lutou tanto contra a ditadura militar e contra as violações de Direitos Humanos, pelo visto, não conseguiu resistir ao poder de corrupção da criminalidade organizada. Foi seduzido pelo dinheiro sujo do Dantas.

Certamente, o Dantas contratou o Greenhalgh para ser mais do que um advogado ou assessor. Contratou ele para ser uma fonte de informações privilegiadas. As gravações da polícia federal mostram isso claramente. Mostram o Greenhalgh tentando obter informações privilegiadas do assessor da Presidência da República. Informação esta que, certamente, seria repassada para a máfia.

Inclusive, deve ter sido dessa forma que o Dantas ficou sabendo, antecipadamente, das descobertas da Petrobrás...

O Dantas tem um poder de corrupção muito maior do que o poder que tinha o Renan Calheiros. O Renam saiu impune, para vergonha da nação, e o Dantas segue o mesmo caminho, segue o caminho da impunidade...
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Dogville: o inefável sabor da vingança
Konstantin Gavros
Donatien-Alphonse-François, o marquês de Sade, conta - em A filosofia na alcova - que Luís XV, ao dirigir-se a Chardolais, "que matara um homem para se divertir", lhe diz: "- Eu vos perdôo, mas também àquele que irá matar-vos."

Há uma ética a ser dissecada na fala de Luís XV. Uma ética que coloca todos os homens em pé de igualdade. Uma ética que não faz distinção entre fortes e fracos, entre poderosos e submissos, entre homens livres e escravos. Uma ética cujo princípio é o da mais pura igualdade, pois todos estão perdoados de antemão, mas devem também estar preparados para arcar com as conseqüências de seus atos. Uma ética que pressupõe o direito de vingança e o referenda como algo justo - e justo exatamente por igualar o assassino e, no caso, o provável justiceiro que o perseguirá: colocados um diante do outro, eles resolverão entre si, da maneira mais pura e mais digna, o acerto de contas pela violência que o primeiro cometeu gratuitamente.

Essa é, contudo, uma ética incompreensível para nós, educados em uma civilização cujos pilares nascem do direito romano e do cristianismo. Para muitos de nós, as palavras de Luís XV são tão incompreensíveis quanto a última parte do filme Dogville, de Lars Von Trier.

De fato, a vingança está exilada de nossas vidas, como se ela fosse um gesto que nos diminuísse, nos inferiorizasse, ou nos tornasse moralmente fracos. O ultrajado que ousa escolher o caminho da vingança é, entre nós, punido pelo Estado, pela religião e pela sociedade. Claro, fomos educados para perdoar e amar, ainda que o mundo nos apedreje...

O que todos escondem, no entanto, é que vivemos em uma sociedade hipócrita, na qual, de um lado, nos consumimos, impotentes e em silêncio, em nossos desejos de vingança, e, de outro, somos treinados, desde muito cedo, a reprimir o que sentimos, pois nos ensinam que seremos considerados bons e exemplares apenas quando nos comportarmos de maneira servil.

Quem é o melhor empregado? O que corteja, de maneira sóbria e gentil, equilibrando-se entre a subserviência e um falso ar de responsabilidade; ou mesmo o bajulador declarado, um tipo que é sempre vencedor.

Qual é o melhor cidadão? O que se submete às leis em cuja elaboração ele não foi - e jamais será! - chamado a opinar; aquele que se deixa escorchar pelas taxas e pelos impostos injustos ou abusivos, mentindo a si mesmo que, sim, o Estado nos suga, mas para beneficiar a todos igualmente; e o estúpido crédulo que, sentindo-se injustiçado, mas confiante nas leis, feitas apenas para uma minoria, contrata um advogado, abre um processo no Fórum mais próximo, e vê sua vida e suas economias definharem ao longo dos anos, enquanto a Justiça lhe sorri.

Qual é o melhor filho? O mais obediente, o mais submisso, o que acata todos os "nãos" como se fossem uma bênção; o que - semelhante a um cão - lambe as mãos de quem o castra e humilha.

O filme de Lars Von Trier nos escandaliza somente por uma única razão: ele é o espelho do mundo que construímos com nossa covardia. Nós somos Dogville. Cultivamos nossas mesquinharias, nossas frustrações e nossos medos, fruindo desse prazer masoquista que nos foi inculcado desde o ventre de nossas mães. Mas sempre prontos a, no silêncio da nossa falsa bondade e esboçando o sorriso de um tartufo, espoliarmos, abusarmos e violentarmos a primeira Gracie que aparecer em nossas vidas. Realmente, não há maior lucidez do que a do marquês de Sade, quando - também em A filosofia na alcova - ele nos diz que "aquilo que os idiotas chamam de humanidade não passa de uma fraqueza nascida do temor ou do egoísmo".

Mas o que ocorreria ao mundo se cada um de nós pudesse exercer, sem censura ou medo, as suas pulsões de vingança, por mais cruéis que elas fossem? Regrediríamos, certamente, ao que os filósofos chamam de "estado de natureza", o suposto estágio que antecede o início deste em que vivemos, e que os filósofos apreciam chamar de "contrato social". Um contrato de cláusulas leoninas, segundo as quais a imensa maioria deve servir e apodrecer na miséria, na fome e na doença, enquanto uma minoria legisla e governa em causa própria, além, é claro, de enriquecer. E denominamos esse estado de absoluta discrepância de poderes com um outro adorável eufemismo: "democracia". Uma palavra que de tão falsa chega a me provocar pruridos anais...

As regras, como vemos, são muito simples: eu te exploro e você me agradece (ou, como é o costume, finge agradecer). Se, por alguma incontrolável razão, você decidir se vingar... bem... para isso existem as prisões e os hospícios...

Contudo, um alerta: até agora falamos, neste artigo, daqueles 40% da população brasileira que não mora em favelas e alimenta-se três vezes ao dia, pois o restante vive à margem do sistema em que as regras da hipocrisia legal vicejam. Seria um exercício saudável aos nossos intelectuais - de esquerda e de direita - uma estadia de quatro semanas em uma favela - todas elas, aliás, comandadas pelo narcotráfico -, pois descobririam um outro país, no qual a vingança fria e calculada - ou seja, o direito de retribuir em igual medida o mal que foi cometido - comanda as relações sociais, criando um equilíbrio e uma harmonia só comparáveis aos que usufruíamos quando ainda habitávamos a selva.

E a história não nos desampara neste momento: compulsemos os melhores tratados e veremos que a verdade só triunfa quando escolhe, como aliada, a violência. Os servos só deixaram de ser espoliados quando encostaram a faca na garganta dos seus opressores. Da mesma forma, certamente também nós guardamos a lembrança dos poucos momentos em que ousamos erguer a cabeça e nos revoltamos. Aqueles minutos de prazer, semelhantes em tudo a uma deliciosa sucessão de orgasmos, foram os únicos em que ousamos ser verdadeiros, e são eles, hoje, que nos salvam do completo embotamento.

É exatamente o que Dogville nos ensina. Ao final do filme, inebriados pela correta decisão de Grace, alegres por ela ter feito o que não temos coragem de fazer, recordamos outro trecho de Sade: "Só a piedade e a beneficência são perigosas no mundo. A bondade é apenas uma fraqueza cuja ingratidão e a impertinência dos fracos forçam sempre as pessoas honestas a se arrependerem." O prêmio de Grace por sua absoluta bondade foi apenas a sua queda. Uma derrocada, aliás, orquestrada por Tom, o arquétipo de todos os moralistas.

Na verdade, o que Dogville nos mostra é que o chamado "contrato social" precisa ser urgentemente reescrito. E se eu vier a ser consultado sobre o teor das novas cláusulas, recomendarei que haja apenas uma: "Olho por olho, dente por dente." Essa é a única regra capaz de instituir justiça e igualdade entre os homens.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A corrupção das instituições e a instalação do império
Observe que a República é uma construção humana recentíssima e com pouco uso, enquanto que o império é uma forma de governo com mais de 4000 anos e com uso intenso pelas sociedades humanas.
Eu disse que a corrupção das instituições leva, necessariamente, à instalação de um império, ou uma ditadura. Certamente, muitos não gostaram de ler isto, pois pensam que a República e a Democracia possuem mecanismos internos capazes de curar o mal que a corrói. Contudo, quem pensa desta forma está errado, pois a corrupção é um câncer maligno que se alastra por todo o organismo, destruindo-o e matando-o.

Somente a centralização do poder, nas mãos de um líder, ações arbitrárias e o uso da força, simultaneamente, podem restabelecer os princípios da República e curar o mal, ou seja, limpar as instituições públicas. Fora isto, todas as demais instâncias do poder estão contaminadas e possuídas pela corrupção.

Um legislativo corrupto produz leis corruptas. Um judiciário corrupto legitima e aplica as leis corruptas. Um executivo corrupto governa corruptamente. Uma mídia corrupta dá ares de normalidade a tudo. E se tudo estiver corrompido, o sistema se fecha sobre si mesmo. Logo, a única forma de destruí-lo é centralizando o poder em um líder que não seja corrupto e que tenha força e poder suficiente para enfrentar os corruptos e a corrupção, destruindo o sistema que instalaram para dominar, explorar e excluir a população.

Pessoas corruptas podem ser combatidas. Instituições corruptas não podem, pois são as instituições que regulam e legitimam o uso da força. Logo, elas não agirão contra si mesmas, ou seja, estão tomadas e possuídas pela corrupção. Por isso, a essência do sistema não pode ser contaminada, as instituições não podem ser transformadas no mal, ou seja, em um instrumento de dominação, controle e opressão; a lei não pode emanar da corrupção, não pode banalizar a coletividade e os seres humanos.

A lei deve representar a vontade da maioria, a vontade do Povo, não a vontade da classe dominante, dos ricos e dos poderosos. A democracia representativa é isto. É democracia da classe dominante, é democracia de rico, é democracia dos poderosos. Não há vontade popular na democracia representativa. Há apenas vontade da classe dominante.

A corrupção na República é alimentada e construída pela classe dominante, pois os corruptos são, em sua maioria, da classe dominante. E os corruptores são todos da classe dominante. Percebam que a corrupção é um negócio de família que envolve membros da mesma classe. Contudo, o objeto negociado não lhes pertence. O objeto da corrupção é o interesse público, é a vontade popular. São recursos públicos que são desviados. São bens públicos que são privatizados. São normas do sistema coletivo de governo que são violadas.

Resumindo, o poder pertence ao Povo e emana do Povo. Contudo, a classe dominante conseguir se infiltrar neste poder, por meio da democracia representativa, e tomá-lo para si, construindo um império dissimulado dentro de uma República Democrática, escondendo e passando os seus interesses particulares dentro de normas que vendem como sendo de interesse público. A casca da norma é interesse público, mas o miolo, o interior da norma, é interesse da classe dominante.

Contudo, a classe dominante somente consegue controlar e dominar o sistema, enquanto as pessoas acreditarem na falsa idéia de participação popular em democracia representativa. Quando houver esclarecimento suficiente de que a democracia representativa é democracia da classe dominante, de que a corrupção é um negócio de família da classe dominante e de que somos escravos dentro deste sistema opressor, explorador e excludente, as cadeias serão abertas e as instituições corruptas quebrarão.

Nesta hora a República cai e o império se levanta. A fé na República é enterrada junto com a classe dominante, ou seja, a República passa a ser identificada como mecanismo de dominação dos grupos dominantes. Um mecanismo criado para escravizar, explorar e excluir dissimuladamente.

Quanto mais enfraquecem e corrompem a República, mais se aproxima o imperio.
A corrupção das instituições e a instalação do império
Observe que a República é uma construção humana recentíssima e com pouco uso, enquanto que o império é uma forma de governo com mais de 4000 anos e com uso intenso pelas sociedades humanas.
Eu disse que a corrupção das instituições leva, necessariamente, à instalação de um império, ou uma ditadura. Certamente, muitos não gostaram de ler isto, pois pensam que a República e a Democracia possuem mecanismos internos capazes de curar o mal que a corrói. Contudo, quem pensa desta forma está errado, pois a corrupção é um câncer maligno que se alastra por todo o organismo, destruindo-o e matando-o.

Somente a centralização do poder, nas mãos de um líder, ações arbitrárias e o uso da força, simultaneamente, podem restabelecer os princípios da República e curar o mal, ou seja, limpar as instituições públicas. Fora isto, todas as demais instâncias do poder estão contaminadas e possuídas pela corrupção.

Um legislativo corrupto produz leis corruptas. Um judiciário corrupto legitima e aplica as leis corruptas. Um executivo corrupto governa corruptamente. Uma mídia corrupta dá ares de normalidade a tudo. E se tudo estiver corrompido, o sistema se fecha sobre si mesmo. Logo, a única forma de destruí-lo é centralizando o poder em um líder que não seja corrupto e que tenha força e poder suficiente para enfrentar os corruptos e a corrupção, destruindo o sistema que instalaram para dominar, explorar e excluir a população.

Pessoas corruptas podem ser combatidas. Instituições corruptas não podem, pois são as instituições que regulam e legitimam o uso da força. Logo, elas não agirão contra si mesmas, ou seja, estão tomadas e possuídas pela corrupção. Por isso, a essência do sistema não pode ser contaminada, as instituições não podem ser transformadas no mal, ou seja, em um instrumento de dominação, controle e opressão; a lei não pode emanar da corrupção, não pode banalizar a coletividade e os seres humanos.

A lei deve representar a vontade da maioria, a vontade do Povo, não a vontade da classe dominante, dos ricos e dos poderosos. A democracia representativa é isto. É democracia da classe dominante, é democracia de rico, é democracia dos poderosos. Não há vontade popular na democracia representativa. Há apenas vontade da classe dominante.

A corrupção na República é alimentada e construída pela classe dominante, pois os corruptos são, em sua maioria, da classe dominante. E os corruptores são todos da classe dominante. Percebam que a corrupção é um negócio de família que envolve membros da mesma classe. Contudo, o objeto negociado não lhes pertence. O objeto da corrupção é o interesse público, é a vontade popular. São recursos públicos que são desviados. São bens públicos que são privatizados. São normas do sistema coletivo de governo que são violadas.

Resumindo, o poder pertence ao Povo e emana do Povo. Contudo, a classe dominante conseguir se infiltrar neste poder, por meio da democracia representativa, e tomá-lo para si, construindo um império dissimulado dentro de uma República Democrática, escondendo e passando os seus interesses particulares dentro de normas que vendem como sendo de interesse público. A casca da norma é interesse público, mas o miolo, o interior da norma, é interesse da classe dominante.

Contudo, a classe dominante somente consegue controlar e dominar o sistema, enquanto as pessoas acreditarem na falsa idéia de participação popular em democracia representativa. Quando houver esclarecimento suficiente de que a democracia representativa é democracia da classe dominante, de que a corrupção é um negócio de família da classe dominante e de que somos escravos dentro deste sistema opressor, explorador e excludente, as cadeias serão abertas e as instituições corruptas quebrarão.

Nesta hora a República cai e o império se levanta. A fé na República é enterrada junto com a classe dominante, ou seja, a República passa a ser identificada como mecanismo de dominação dos grupos dominantes. Um mecanismo criado para escravizar, explorar e excluir dissimuladamente.

Quanto mais enfraquecem e corrompem a República, mais se aproxima o imperio.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A República, a Vingança dos Sith e os Cavaleiros Jedi:
O que teremos que fazer para impedir que o Senado destrua a República .
( ) Greve de fome coletiva -- modelo Dom Cappio;
( ) fundar um grupo de Cavaleiros Jedi para defender a República;
( ) Atentados contínuos contra o edifício do Senado -- modelo 11 de setembro;
( ) Assassinato seletivo contínuo de senadores -- modelo John Kennedy;
( ) Tomar o poder e fuzilar todos os senadores de uma vez;
( ) Todas as hipóteses anteriores.

O Senado é inimigo da República e os Senadores corruptos irão destruí-la. Só há uma saída. Lembre-se do quadro de Jacques Louis David (1748-1825):

(...) quadro Os Litores Levam ao Cônsul Brutus os Corpos de seus Filhos, que hoje está no Museu do Louvre. Todo espectador culto entende de imediato o sentido da obra. Refere-se a um episódio de Roma antiga, depois de expulso o último rei e proclamada a República. Brutus era um dos dois cônsules eleitos anualmente e que exerciam, em conjunto, o poder executivo. Seus filhos, porém, conspiraram para restaurar a dinastia dos Tarqüínios – uma dinastia etrusca, portanto de origem externa à cidade – e foram presos.

O próprio pai os condena à morte. Na sua função pública, não poderia agir de outro modo. No quadro, vemos ao fundo os cadáveres, com as mulheres soltando todo o desespero, toda a dor pela morte dos rapazes. No primeiro plano, o cônsul, em silêncio, meditando – e na sua forma discreta, máscula, condensada, sentindo imensa dor. (Texto completo)

Se o próprio pai matou os filhos para salvar a República, por que nós deixaremos que os corruptos destruam a nossa República ? Quando o mal é grande e não pode ser contido, somente um mal maior poderá detê-lo. Somente a força pode parar a força. Somente a violência pode quebrar a dominação e o controle...

E se a República atual tornou-se o mal que devemos combater e destruir ? E se as autoridades públicas atuais, incluindo os senadores, forem nossos inimigos ocultos e os Sith que querem transformar a República em um império ? E se a República atual já for um império dos grupos dominantes sobre a maioria da população, contudo ela está tão camuflada que nós pensamos ser uma República ? Só há um caminho: iniciar uma guerra civil.

A corrupção do Senado leva, necessariamente, a um império, ou então, a corrupção do Senado mantém em funcionamento um império dissimulado. E não há trinunais, neste país, capaz julgar senadores corruptos, ou restabelecer os princípios da República, pois os tribunais e os juízes são controlado pelos corruptos... O Renan está rindo da nossa cara... Tiraram R$ 40.000.000.000,00 de projetos sociais e da saúde e estão rindo de nossa cara...Alguém terá que fazer justiça. Nós teremos que fazer justiça !!!

Eu estou, como sempre estive, pronto para iniciar e comandar uma guerra. Uma guerra para fazer justiça e lavar a nossa alma e as nossas mãos no sangue dos opressores !!! Uma guerra dos oprimidos, dos explorados, dos excluídos contra os corruptos, os grupos dominantes, os ricos. Preciso apenas reunir pessoas dispostas e com coragem para enfrentar um inimigo milhares de vezes maior e mais poderoso do que nós. Temos apenas nossa inteligência e tecnologia para enfrentá-los e destruí-los.

E, certamente, venceremos, pois temos uma coisa que eles não tem: o desejo de vingança que corrói a nossa alma, o desejo de acabar com a exploração, com a opressão e com a exclusão, a vontade firme de estabelecer definitivamente o governo da maioria, governo da coletividade, no Brasil e acabar com o governo dos ricos, dos grupos dominantes, sobre a maioria, sobre a coletividade...

Talvez não seja mais possível salvar a República. E a vinda do império seja inevitável, ou então, o império dos grupos dominantes já está instalado sobre nós, apenas não vemos a sua estrutura, mas ele já domina e controla tudo. De uma forma ou de outra, nós somos a esperança e o futuro. Eles são o passado e a decadência. Nós iremos, certamente, enterrá-los.

Lembre-se: nós somos a maioria e o poder pertence a nós, não a eles. Eles são usurpadores e destruidores da República. Eles nos excluíram. Eles são opressores, exploradores e senhores de escravo. Nós somos os escravos. A escravidão, a dominação e a opressão somente acabará quando não existir mais senhores de escravos !!! A escravidão, a dominação e a opressão somente acabará quando não existir mais senhores de escravos !!!

Eles são os Sith, nós os Cavaleiros Jedi !!!
A República, a Vingança dos Sith e os Cavaleiros Jedi:
O que teremos que fazer para impedir que o Senado destrua a República .
( ) Greve de fome coletiva -- modelo Dom Cappio;
( ) fundar um grupo de Cavaleiros Jedi para defender a República;
( ) Atentados contínuos contra o edifício do Senado -- modelo 11 de setembro;
( ) Assassinato seletivo contínuo de senadores -- modelo John Kennedy;
( ) Tomar o poder e fuzilar todos os senadores de uma vez;
( ) Todas as hipóteses anteriores.

O Senado é inimigo da República e os Senadores corruptos irão destruí-la. Só há uma saída. Lembre-se do quadro de Jacques Louis David (1748-1825):

(...) quadro Os Litores Levam ao Cônsul Brutus os Corpos de seus Filhos, que hoje está no Museu do Louvre. Todo espectador culto entende de imediato o sentido da obra. Refere-se a um episódio de Roma antiga, depois de expulso o último rei e proclamada a República. Brutus era um dos dois cônsules eleitos anualmente e que exerciam, em conjunto, o poder executivo. Seus filhos, porém, conspiraram para restaurar a dinastia dos Tarqüínios – uma dinastia etrusca, portanto de origem externa à cidade – e foram presos.

O próprio pai os condena à morte. Na sua função pública, não poderia agir de outro modo. No quadro, vemos ao fundo os cadáveres, com as mulheres soltando todo o desespero, toda a dor pela morte dos rapazes. No primeiro plano, o cônsul, em silêncio, meditando – e na sua forma discreta, máscula, condensada, sentindo imensa dor. (Texto completo)

Se o próprio pai matou os filhos para salvar a República, por que nós deixaremos que os corruptos destruam a nossa República ? Quando o mal é grande e não pode ser contido, somente um mal maior poderá detê-lo. Somente a força pode parar a força. Somente a violência pode quebrar a dominação e o controle...

E se a República atual tornou-se o mal que devemos combater e destruir ? E se as autoridades públicas atuais, incluindo os senadores, forem nossos inimigos ocultos e os Sith que querem transformar a República em um império ? E se a República atual já for um império dos grupos dominantes sobre a maioria da população, contudo ela está tão camuflada que nós pensamos ser uma República ? Só há um caminho: iniciar uma guerra civil.

A corrupção do Senado leva, necessariamente, a um império, ou então, a corrupção do Senado mantém em funcionamento um império dissimulado. E não há trinunais, neste país, capaz julgar senadores corruptos, ou restabelecer os princípios da República, pois os tribunais e os juízes são controlado pelos corruptos... O Renan está rindo da nossa cara... Tiraram R$ 40.000.000.000,00 de projetos sociais e da saúde e estão rindo de nossa cara...Alguém terá que fazer justiça. Nós teremos que fazer justiça !!!

Eu estou, como sempre estive, pronto para iniciar e comandar uma guerra. Uma guerra para fazer justiça e lavar a nossa alma e as nossas mãos no sangue dos opressores !!! Uma guerra dos oprimidos, dos explorados, dos excluídos contra os corruptos, os grupos dominantes, os ricos. Preciso apenas reunir pessoas dispostas e com coragem para enfrentar um inimigo milhares de vezes maior e mais poderoso do que nós. Temos apenas nossa inteligência e tecnologia para enfrentá-los e destruí-los.

E, certamente, venceremos, pois temos uma coisa que eles não tem: o desejo de vingança que corrói a nossa alma, o desejo de acabar com a exploração, com a opressão e com a exclusão, a vontade firme de estabelecer definitivamente o governo da maioria, governo da coletividade, no Brasil e acabar com o governo dos ricos, dos grupos dominantes, sobre a maioria, sobre a coletividade...

Talvez não seja mais possível salvar a República. E a vinda do império seja inevitável, ou então, o império dos grupos dominantes já está instalado sobre nós, apenas não vemos a sua estrutura, mas ele já domina e controla tudo. De uma forma ou de outra, nós somos a esperança e o futuro. Eles são o passado e a decadência. Nós iremos, certamente, enterrá-los.

Lembre-se: nós somos a maioria e o poder pertence a nós, não a eles. Eles são usurpadores e destruidores da República. Eles nos excluíram. Eles são opressores, exploradores e senhores de escravo. Nós somos os escravos. A escravidão, a dominação e a opressão somente acabará quando não existir mais senhores de escravos !!! A escravidão, a dominação e a opressão somente acabará quando não existir mais senhores de escravos !!!

Eles são os Sith, nós os Cavaleiros Jedi !!!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Respostinha para as ameaças
Quem não tem coragem de matar, não deveria brincar com a morte. Mais do que isto, não é bom ferir aquilo que você não pode matar, pois ferir certas pessoas pode significar o encontro com a própria morte, principalmente quando se fere algo que pode te perseguir até no inferno e te cortar em fatias junto com o próprio diabo.

Ameaças de morte, de agressão, ou seja do que for, não funcionam comigo, pois eu fui criado em um ambiente hostil de extrema violência e ódio. Eu fiz o treinamento do Capitão Nascimento, mostrado no filme Tropa de Elite, dos seis aos dezoitos anos. E quando fazem isto, duas coisas podem acontecer com a pessoa quando ela cresce: ou ela se transforma em um psicopata, ou ela se transforma em uma pessoa racional, livre de certas travas biológicas, emocionais ou familiares. Eu acho que me encaminhei para esta última categoria...

Por isso, eu acho que sou a pessoa adequada para restabelecer os princípios da República, da Democracia e do Estado de Direito, pois eu sou capaz de levar adiante quaisquer empreitadas que se originou de uma decisão racional e consciente que tomei.

Portanto, tenho coragem e força mais do que suficiente para enfrentar e destruir qualquer tipo de poder ou "suposto" poderoso. Eu não olho para o tamanho e nem para a quantidade, eu olho apenas para os pontos fracos. São estes pontos que eu ataco primeiro e com força total. Contudo, podem me surpreender no primeiro ataque, caso a minha intuição falhe, mas nos ataques seguintes eu já estarei usando o escudo adequado e pronto para respondê-los com o dobro da força.

Certamente, existem muitas formas de se matar uma pessoa, sem lhe dar chances de defesa. Pode envenená-la, contaminá-la com doença, com radiação, ou ondas eletromagnéticas que ocasionam câncer. Podem até causar ataque cardíaco usando certas substâncias, etc. Contra estes métodos covardes não há defesa. Contudo, os covardes não herdarão a terra.

Enfim, da última vez que eu olhei com a cara feia para o Chuck Norris, ele saiu correndo...
Respostinha para as ameaças
Quem não tem coragem de matar, não deveria brincar com a morte. Mais do que isto, não é bom ferir aquilo que você não pode matar, pois ferir certas pessoas pode significar o encontro com a própria morte, principalmente quando se fere algo que pode te perseguir até no inferno e te cortar em fatias junto com o próprio diabo.

Ameaças de morte, de agressão, ou seja do que for, não funcionam comigo, pois eu fui criado em um ambiente hostil de extrema violência e ódio. Eu fiz o treinamento do Capitão Nascimento, mostrado no filme Tropa de Elite, dos seis aos dezoitos anos. E quando fazem isto, duas coisas podem acontecer com a pessoa quando ela cresce: ou ela se transforma em um psicopata, ou ela se transforma em uma pessoa racional, livre de certas travas biológicas, emocionais ou familiares. Eu acho que me encaminhei para esta última categoria...

Por isso, eu acho que sou a pessoa adequada para restabelecer os princípios da República, da Democracia e do Estado de Direito, pois eu sou capaz de levar adiante quaisquer empreitadas que se originou de uma decisão racional e consciente que tomei.

Portanto, tenho coragem e força mais do que suficiente para enfrentar e destruir qualquer tipo de poder ou "suposto" poderoso. Eu não olho para o tamanho e nem para a quantidade, eu olho apenas para os pontos fracos. São estes pontos que eu ataco primeiro e com força total. Contudo, podem me surpreender no primeiro ataque, caso a minha intuição falhe, mas nos ataques seguintes eu já estarei usando o escudo adequado e pronto para respondê-los com o dobro da força.

Certamente, existem muitas formas de se matar uma pessoa, sem lhe dar chances de defesa. Pode envenená-la, contaminá-la com doença, com radiação, ou ondas eletromagnéticas que ocasionam câncer. Podem até causar ataque cardíaco usando certas substâncias, etc. Contra estes métodos covardes não há defesa. Contudo, os covardes não herdarão a terra.

Enfim, da última vez que eu olhei com a cara feia para o Chuck Norris, ele saiu correndo...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Um plebiscito para fechar o Senado
É possível chamar um plebiscito para fechar/acabar de vez com o Senado ? Se não é possível, vamos chamar assim mesmo. Na divisão do Montesquieu existem três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Por que o legislativo tem que se dividir em dois ? Alguém vai dizer que o Senado representa os Estados... Mas, na votação da CPMF, ficou bem claro que os Estados querem uma coisa e o Senado quer outra.

A existência do Senado é irrelevante para a Democracia e para a República. É um gasto desnecessário e perdido. Não só isto, estamos vendo que o Senado trabalha diretamente contra o Povo, contra a coletividade, contra os Estados e contra o interesse público. Por que manter um órgão desse funcionando ?

Temos que ter coragem e reagir. Temos que jogar as coisas desnecessárias fora, nos livrar das coisas velhas dos séculos passados. E a reação é acabar definitivamente com as coisas que nos prejudicam, nos oprimem, nos exploram e nos excluem. O Senado faz tudo isto. É um órgão desgraçado.

A existência do Senado afeta diretamente a Democracia e a República, não para melhor, mas para pior. Trava o processo legislativo, burocratiza a produção de leis, enfim, prejudica toda a sociedade. Além disso, a Câmara dos Deputados faz todo o trabalho legislativo sem nenhum problema. Não há necessidade nenhuma de Senado !!! Repito: não há nenhuma necessidade de existência do Senado.

Olhem para os últimos meses: todas as desgraças e vergonha pela qual passamos vieram do Senado. Este órgão corrupto e irrelevante põe a Democracia em perigo e sufoca o interesse público.
Um plebiscito para fechar o Senado
É possível chamar um plebiscito para fechar/acabar de vez com o Senado ? Se não é possível, vamos chamar assim mesmo. Na divisão do Montesquieu existem três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Por que o legislativo tem que se dividir em dois ? Alguém vai dizer que o Senado representa os Estados... Mas, na votação da CPMF, ficou bem claro que os Estados querem uma coisa e o Senado quer outra.

A existência do Senado é irrelevante para a Democracia e para a República. É um gasto desnecessário e perdido. Não só isto, estamos vendo que o Senado trabalha diretamente contra o Povo, contra a coletividade, contra os Estados e contra o interesse público. Por que manter um órgão desse funcionando ?

Temos que ter coragem e reagir. Temos que jogar as coisas desnecessárias fora, nos livrar das coisas velhas dos séculos passados. E a reação é acabar definitivamente com as coisas que nos prejudicam, nos oprimem, nos exploram e nos excluem. O Senado faz tudo isto. É um órgão desgraçado.

A existência do Senado afeta diretamente a Democracia e a República, não para melhor, mas para pior. Trava o processo legislativo, burocratiza a produção de leis, enfim, prejudica toda a sociedade. Além disso, a Câmara dos Deputados faz todo o trabalho legislativo sem nenhum problema. Não há necessidade nenhuma de Senado !!! Repito: não há nenhuma necessidade de existência do Senado.

Olhem para os últimos meses: todas as desgraças e vergonha pela qual passamos vieram do Senado. Este órgão corrupto e irrelevante põe a Democracia em perigo e sufoca o interesse público.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O que fazer ? O que fazer ?
Eu tenho compromisso com a coletividade, ou seja, com a maioria da população. E, ao longo dos últimos anos, não vejo nenhuma saída, sem violência, para quebrar a dominação, a opressão, a exploração e a exclusão da maioria dos brasileiros.

Assisto, diariamente, grandes demonstrações do predomínio dos interesses privados, interesses de pequenos grupos dominantes, sobre o interesse público, sobre os interesses da coletividade. Vejo autoridades públicas decidindo em benefício próprio e contra a vontade da maioria dos brasileiros. Vejo o lucro derrogando a vida. A sede de poder e ambição se sobrepondo à Lei e ao Direito.

Usam as instituições para legitimar a opressão, a exploração e a exclusão. Cobrem-se com o manto da falsidade e da hipocrisia e buscam minar, descaracterizar e deslegitimar todo discurso público em prol da república, da democracia e da coletividade.

Oprimem, exploram e excluem e quando são capturados e julgados por seus atos apelam para os Direitos Humanos, para a Lei e para o Direito. Instituições que, antes de serem capturados e julgados, violavam e desrespeitavam reinteradamente. Por que querem ser julgados de acordo com os Direitos Humanos, com a Lei e com o Direito, se não julgam obedecendo aos Direitos Humanos, à Lei e ao Direito ?

Atacam os movimentos sociais com a Polícia e com o Judiciário, matam aos montes nas periferias e quando são vítimas de sequestros, roubos e assassinatos, uma resposta dos oprimidos, dos explorados e dos excluídos, contra a dominação, as desigualdades sociais, as violações de Direitos Humanos, etc; reclamam, gritam e pedem Justiça. Quem pratica a violência, necessariamente, recebe violência. Isto é uma lei universal. Logo, mais certo ou mais tarde, alguém se levantará para praticar contra os malfeitores, o mal que plantaram com suas ações.

Pedem Justiça, mas não são justos. Pedem Direitos Humanos, mas violam os Direitos Humanos. Pedem obediência à Lei, mas vivem da violação da Lei. Pedem que prevaleça o Estado de Direito, mas trabalham contra os Princípios do Direito.

Eu tenho um compromisso com os de baixo, com os oprimidos, explorados e excluídos. Um compromisso para acabar com as desigualdades e com a dominação. Um compromisso que não descarta o uso da violência e nem do terrorismo como caminho para elevar e estabelecer a vontade da maioria sobre os grupos dominantes. Algumas vezes a única forma de se atingir o poder que escraviza e domina a coletividade é agindo com violência contra os detentores desse poder.

Não há dúvida, as monstruosidades que os grupos dominantes espalham e promovem geram monstros que os devorará, um após o outro, até o último deles. A violência pode ser usada para o bem e, muitas vezes, a violência é o único caminho para se estabelecer Justiça entre os homens, para fazer prevalecer a vontade da coletividade sobre os interesses privados, para inserir racionalidade no sistema.

Contudo, os grupos dominantes não acreditam nisso. Eles pensam que fizeram uma lavagem cerebral eficientíssima nos excluídos e oprimidos. Acreditam que a coletividade, as pessoas comuns, pratica a não-violência, os Direitos Humanos, a Lei e o Direito e que ninguém ousará sair da redoma de mentiras para lutar contra a dominação e o controle. Contudo, dia após dia, sol após sol, mais e mais pessoas se convencem de que há algo de errado com este país, de que os discursos são hipócritas e mentirosos, a democracia representativa é a democracia dos grupos dominantes, a república foi corrompida e está encobrindo interesses privados.

Quanto mais pessoas verem isto, mais próximos estaremos de uma quebra do sistema. Uma quebra que pode caminhar e desembocar em um sistema totalitário, pois as instituições que tem força para impedir a instauração do totalitarismo foram corrompidas e se transformaram em instrumentos de opressão, exploração e exclusão.

Não precisamos de revolução, mas precisamos de mudanças efetivas e eficazes. Contudo, mudanças efetivas e eficazes, dada a estupidez e a irracionalidade dos grupos dominantes, só ocorrem com revolução e violência. Somente entregam o poder para a coletividade, para a maioria da população, quando suas cabeças começam a saltar na guilhotina.
O que fazer ? O que fazer ?
Eu tenho compromisso com a coletividade, ou seja, com a maioria da população. E, ao longo dos últimos anos, não vejo nenhuma saída, sem violência, para quebrar a dominação, a opressão, a exploração e a exclusão da maioria dos brasileiros.

Assisto, diariamente, grandes demonstrações do predomínio dos interesses privados, interesses de pequenos grupos dominantes, sobre o interesse público, sobre os interesses da coletividade. Vejo autoridades públicas decidindo em benefício próprio e contra a vontade da maioria dos brasileiros. Vejo o lucro derrogando a vida. A sede de poder e ambição se sobrepondo à Lei e ao Direito.

Usam as instituições para legitimar a opressão, a exploração e a exclusão. Cobrem-se com o manto da falsidade e da hipocrisia e buscam minar, descaracterizar e deslegitimar todo discurso público em prol da república, da democracia e da coletividade.

Oprimem, exploram e excluem e quando são capturados e julgados por seus atos apelam para os Direitos Humanos, para a Lei e para o Direito. Instituições que, antes de serem capturados e julgados, violavam e desrespeitavam reinteradamente. Por que querem ser julgados de acordo com os Direitos Humanos, com a Lei e com o Direito, se não julgam obedecendo aos Direitos Humanos, à Lei e ao Direito ?

Atacam os movimentos sociais com a Polícia e com o Judiciário, matam aos montes nas periferias e quando são vítimas de sequestros, roubos e assassinatos, uma resposta dos oprimidos, dos explorados e dos excluídos, contra a dominação, as desigualdades sociais, as violações de Direitos Humanos, etc; reclamam, gritam e pedem Justiça. Quem pratica a violência, necessariamente, recebe violência. Isto é uma lei universal. Logo, mais certo ou mais tarde, alguém se levantará para praticar contra os malfeitores, o mal que plantaram com suas ações.

Pedem Justiça, mas não são justos. Pedem Direitos Humanos, mas violam os Direitos Humanos. Pedem obediência à Lei, mas vivem da violação da Lei. Pedem que prevaleça o Estado de Direito, mas trabalham contra os Princípios do Direito.

Eu tenho um compromisso com os de baixo, com os oprimidos, explorados e excluídos. Um compromisso para acabar com as desigualdades e com a dominação. Um compromisso que não descarta o uso da violência e nem do terrorismo como caminho para elevar e estabelecer a vontade da maioria sobre os grupos dominantes. Algumas vezes a única forma de se atingir o poder que escraviza e domina a coletividade é agindo com violência contra os detentores desse poder.

Não há dúvida, as monstruosidades que os grupos dominantes espalham e promovem geram monstros que os devorará, um após o outro, até o último deles. A violência pode ser usada para o bem e, muitas vezes, a violência é o único caminho para se estabelecer Justiça entre os homens, para fazer prevalecer a vontade da coletividade sobre os interesses privados, para inserir racionalidade no sistema.

Contudo, os grupos dominantes não acreditam nisso. Eles pensam que fizeram uma lavagem cerebral eficientíssima nos excluídos e oprimidos. Acreditam que a coletividade, as pessoas comuns, pratica a não-violência, os Direitos Humanos, a Lei e o Direito e que ninguém ousará sair da redoma de mentiras para lutar contra a dominação e o controle. Contudo, dia após dia, sol após sol, mais e mais pessoas se convencem de que há algo de errado com este país, de que os discursos são hipócritas e mentirosos, a democracia representativa é a democracia dos grupos dominantes, a república foi corrompida e está encobrindo interesses privados.

Quanto mais pessoas verem isto, mais próximos estaremos de uma quebra do sistema. Uma quebra que pode caminhar e desembocar em um sistema totalitário, pois as instituições que tem força para impedir a instauração do totalitarismo foram corrompidas e se transformaram em instrumentos de opressão, exploração e exclusão.

Não precisamos de revolução, mas precisamos de mudanças efetivas e eficazes. Contudo, mudanças efetivas e eficazes, dada a estupidez e a irracionalidade dos grupos dominantes, só ocorrem com revolução e violência. Somente entregam o poder para a coletividade, para a maioria da população, quando suas cabeças começam a saltar na guilhotina.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O maior Macunaíma de 2007
Acho que o troféu "maior Macunaíma" de 2007 deve ser dado ao Renan Pensão de Empreiteira. O indivíduo ganhou em todos os requisitos, inclusive na teimosia e por gostar de "brincar" com a Jornalista.

Qual outra pessoa que você conhece que consegue fazer uma empreiteira pagar a pensão alimentícia de seu pimpolho ? Certamente, nenhuma, pois somente um genuíno Macunaíma consegue fazer isto...

E ganhou !!! No final das conta o Macunaíma de 2007 vai dar um nó em todo mundo e rir da nossa cara até não querer mais. Sem dúvida nenhuma, é um herói !!! O Macunaíma é um herói brasileiro, um herói da pilantragem, da falta de ética, da sem-vergonhice, etc.

Contudo, eu acho, que o Macunaíma do livro ficaria horrorizado com a falta de caráter do Macunaíma de Brasília.
O maior Macunaíma de 2007
Acho que o troféu "maior Macunaíma" de 2007 deve ser dado ao Renan Pensão de Empreiteira. O indivíduo ganhou em todos os requisitos, inclusive na teimosia e por gostar de "brincar" com a Jornalista.

Qual outra pessoa que você conhece que consegue fazer uma empreiteira pagar a pensão alimentícia de seu pimpolho ? Certamente, nenhuma, pois somente um genuíno Macunaíma consegue fazer isto...

E ganhou !!! No final das conta o Macunaíma de 2007 vai dar um nó em todo mundo e rir da nossa cara até não querer mais. Sem dúvida nenhuma, é um herói !!! O Macunaíma é um herói brasileiro, um herói da pilantragem, da falta de ética, da sem-vergonhice, etc.

Contudo, eu acho, que o Macunaíma do livro ficaria horrorizado com a falta de caráter do Macunaíma de Brasília.

domingo, 9 de dezembro de 2007

É melhor derrubar o Senado e construir um amplo estacionamento no local
Se os governadores querem a CPMF e os senadores "supostamente" representam os Estados, não deveria haver um alinhamento entre os interesses dos Estados e a votação dos senadores ? Se os Estados querem uma coisa e os senadores dizem outra, eles estão falando por quem ?

A minha conclusão é somente uma: é melhor derrubar o Senado e construir, no local, um amplo estacionamento. O Brasil ganhará mais com o estacionamento do que com o atual Senado corrupto. Inclusive, eles salvaram o Renan Pensão de Empreiteira. Eu vi e anotei... E vou usar isto na hora apropriada.

Além disso, a salvação do Renan mostrou claramente a incompetência dos tucanos e dos democratas que deveriam ter negociado a cabeça do Renan junto com a CPMF. Iriam conseguir abaixar a CPMF, cortar a cabeça do Renan e ainda emplacar o Simon na Presidência. Mas, pelo visto, são péssimos na mesa de negociação.

Inclusive aceitaram o absurdo proferido pelo Tião Soco na Cara Viana (o Gabeira acertou com a direita ou com a esquerda ?): "Revelar voto é quebra de decoro". De onde é que este indivíduo tirou esta afirmação ? O voto não é uma coisa pessoal. Lembram que o Senador tem um mandato. Quem tem mandato representa os interesses do mandante. E o mandante é o povo. E se o povo quiser saber e conhecer o voto, tem o direito de fazê-lo. Quebra de decoro é não revelar o voto. É esconder o voto para enganar e ludibriar o mandante, ou seja, o povo.

Mas eu fico feliz com estas besteiras que estão fazendo. Quanto mais besteiras, melhor !!! Estas besteiras são as provas que eu necessito para, na hora certa, promover o fechamento das casas legislativas e botar um fim na Democracia Representativa, na Democracia dos grupos dominantes, instaurando, no Brasil, a Democracia Direta do povo. E com voto pela internet.

Norberto Bobbio - A Era dos Direitos - pag.144-152
Quando comparada à democracia de inspiração rousseauísta, com efeito, a participação popular nos Estados democráticos reais está em crise por pelo menos 3 razões:

a) A participação culmina, na melhor das hipóteses, na formação da vontade da maioria parlamentar; mas o parlamento, na sociedade industrial avançada, não é mais o centro do poder real, mas apenas, freqüentemente, uma câmara de ressonância de decisões tomadas em outro lugar.

b) Mesmo que o parlamento ainda fosse o órgão do poder real, a participação popular limita-se a legitimar, a intervalos mais ou menos longos, uma classe política restrita que tendeu à própria autoconservação, e que é cada vez menos representativa.

c) Também no restrito âmbito de uma eleição "una tantum" sem responsabilidades políticas diretas, a participação é distorcida, ou manipulada, pela propaganda das poderosas organizações religiosas, partidárias, sindicais, etc. A participação democrática deveria ser eficiente, direta e livre: participação popular, mesmo nas democracias mais evoluídas, não é nem eficiente, nem direta, nem livre.

Da soma desses 3 déficits de participação popular nasce a razão mais grave de crise, ou seja, a apatia política, o fenômeno, tantas vezes observado e lamentado, da despolitização das massas nos Estados dominados pelos grandes aparelhos partidários. A democracia rousseauísta ou é participativa ou não é nada."

Henry Thoreau diz:
"Será que a democracia tal como a conhecemos é o último aperfeiçoamento possível em termos de construir governos? Não será possível dar um passo a mais no sentido de reconhecer e organizar os direitos do homem? Nunca haverá um Estado realmente livre e esclarecido até que ele venha a reconhecer no indivíduo um poder maior e independente — do qual a organização política deriva o seu próprio poder e a sua própria autoridade — e até que o indivíduo venha a receber um tratamento correspondente.

Fico imaginando, e com prazer, um Estado que possa enfim se dar ao luxo de ser justo com todos os homens e de tratar o indivíduo respeitosamente, como um vizinho; imagino um Estado que sequer consideraria um perigo à sua tranqüilidade a existência de alguns poucos homens que vivessem à parte dele, sem nele se intrometerem nem serem por ele abrangidos, e que desempenhassem todos os deveres de vizinhos e de seres humanos. Um Estado que produzisse esta espécie de fruto, e que estivesse disposto a deixá-lo cair logo que amadurecesse, abriria caminho para um Estado ainda mais perfeito e glorioso; já fiquei a imaginar um Estado desses, mas nunca o encontrei em qualquer lugar."

"A desobediência civil" - Henry Thoreau.
É melhor derrubar o Senado e construir um amplo estacionamento no local
Se os governadores querem a CPMF e os senadores "supostamente" representam os Estados, não deveria haver um alinhamento entre os interesses dos Estados e a votação dos senadores ? Se os Estados querem uma coisa e os senadores dizem outra, eles estão falando por quem ?

A minha conclusão é somente uma: é melhor derrubar o Senado e construir, no local, um amplo estacionamento. O Brasil ganhará mais com o estacionamento do que com o atual Senado corrupto. Inclusive, eles salvaram o Renan Pensão de Empreiteira. Eu vi e anotei... E vou usar isto na hora apropriada.

Além disso, a salvação do Renan mostrou claramente a incompetência dos tucanos e dos democratas que deveriam ter negociado a cabeça do Renan junto com a CPMF. Iriam conseguir abaixar a CPMF, cortar a cabeça do Renan e ainda emplacar o Simon na Presidência. Mas, pelo visto, são péssimos na mesa de negociação.

Inclusive aceitaram o absurdo proferido pelo Tião Soco na Cara Viana (o Gabeira acertou com a direita ou com a esquerda ?): "Revelar voto é quebra de decoro". De onde é que este indivíduo tirou esta afirmação ? O voto não é uma coisa pessoal. Lembram que o Senador tem um mandato. Quem tem mandato representa os interesses do mandante. E o mandante é o povo. E se o povo quiser saber e conhecer o voto, tem o direito de fazê-lo. Quebra de decoro é não revelar o voto. É esconder o voto para enganar e ludibriar o mandante, ou seja, o povo.

Mas eu fico feliz com estas besteiras que estão fazendo. Quanto mais besteiras, melhor !!! Estas besteiras são as provas que eu necessito para, na hora certa, promover o fechamento das casas legislativas e botar um fim na Democracia Representativa, na Democracia dos grupos dominantes, instaurando, no Brasil, a Democracia Direta do povo. E com voto pela internet.

Norberto Bobbio - A Era dos Direitos - pag.144-152
Quando comparada à democracia de inspiração rousseauísta, com efeito, a participação popular nos Estados democráticos reais está em crise por pelo menos 3 razões:

a) A participação culmina, na melhor das hipóteses, na formação da vontade da maioria parlamentar; mas o parlamento, na sociedade industrial avançada, não é mais o centro do poder real, mas apenas, freqüentemente, uma câmara de ressonância de decisões tomadas em outro lugar.

b) Mesmo que o parlamento ainda fosse o órgão do poder real, a participação popular limita-se a legitimar, a intervalos mais ou menos longos, uma classe política restrita que tendeu à própria autoconservação, e que é cada vez menos representativa.

c) Também no restrito âmbito de uma eleição "una tantum" sem responsabilidades políticas diretas, a participação é distorcida, ou manipulada, pela propaganda das poderosas organizações religiosas, partidárias, sindicais, etc. A participação democrática deveria ser eficiente, direta e livre: participação popular, mesmo nas democracias mais evoluídas, não é nem eficiente, nem direta, nem livre.

Da soma desses 3 déficits de participação popular nasce a razão mais grave de crise, ou seja, a apatia política, o fenômeno, tantas vezes observado e lamentado, da despolitização das massas nos Estados dominados pelos grandes aparelhos partidários. A democracia rousseauísta ou é participativa ou não é nada."

Henry Thoreau diz:
"Será que a democracia tal como a conhecemos é o último aperfeiçoamento possível em termos de construir governos? Não será possível dar um passo a mais no sentido de reconhecer e organizar os direitos do homem? Nunca haverá um Estado realmente livre e esclarecido até que ele venha a reconhecer no indivíduo um poder maior e independente — do qual a organização política deriva o seu próprio poder e a sua própria autoridade — e até que o indivíduo venha a receber um tratamento correspondente.

Fico imaginando, e com prazer, um Estado que possa enfim se dar ao luxo de ser justo com todos os homens e de tratar o indivíduo respeitosamente, como um vizinho; imagino um Estado que sequer consideraria um perigo à sua tranqüilidade a existência de alguns poucos homens que vivessem à parte dele, sem nele se intrometerem nem serem por ele abrangidos, e que desempenhassem todos os deveres de vizinhos e de seres humanos. Um Estado que produzisse esta espécie de fruto, e que estivesse disposto a deixá-lo cair logo que amadurecesse, abriria caminho para um Estado ainda mais perfeito e glorioso; já fiquei a imaginar um Estado desses, mas nunca o encontrei em qualquer lugar."

"A desobediência civil" - Henry Thoreau.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O levante autoritário e a Vingança dos Sith
Eu gosto de filmes de ficção (SCI-FI). E entre os filmes de ficção que eu já assisti, há um, inclusive acabei de rever algumas partes, que ilustra perfeitamente alguns fatos atuais. Este filme é o Star Wars III - A Vingança dos Sith. Ele mostra como Lord Sidious transformou a República em um Império e como Anakin Skywalker, um cavaleiro Jedi, se transformou no temível Darth Vader.

O que nós estamos vendo hoje por todos os lados. Estamos vendo várias tentativas, algumas ousadas demais, para transforma uma república democrática em um império. Não foi isto que aconteceu na Venezuela, que está acontecendo na Rússia, no Paquistão, etc ? Os presidentes enlouqueceram e querem poderes infinitos. Querem virar imperadores.

Assistam o filme e olhem para a realidade. Ficarão surpreso com a proximidade. A diferença entre ambos é o fato de Lord Sidious, no filme, usar a guerra para transformar a república em um império, enquanto na nossa atualidade estão usando a constituição.

Há um alinhamento pernicioso e diabólico entre o executivo, o legislativo e o judiciário. Um alinhamento que trabalha para corroer a Constituição Fundamental do Estado, inserindo, no texto constitucional, regras e medidas autoritárias. Por exemplo, reeleição infinita, eliminação de direitos fundamentais, etc... Querem transformar a Constituição Republicana e Democrática em um texto de opressão, tirania e autoritarismo.

É importante lembrar que a Constituição é um texto que nos salva da tirania do Estado e do governante. Já corromperam a democracia e a república e agora querem corromper a última barreira que protege os cidadãos e a coisa pública dos excessos do governante.

Mas este filme chamou a minha atenção, não só por este viés político, mas também pela história do jovem, Anakin Skywalker, que é sugado pelo lado sombrio da força por ardis de Lord Sidios, pelo medo de perder sua amada Padmé e por uma visão equivocada da República.

O mal tem muitos ardis e trama constantemente contra aqueles que trabalham a favor da coletividade. E este é o grande perigo, como dizia V no filme V de Vingança: fazem tanto mal para a gente, tantas monstruosidades, que, por mais que você resista, acabam lhe transformando em um monstro.
O levante autoritário e a Vingança dos Sith
Eu gosto de filmes de ficção (SCI-FI). E entre os filmes de ficção que eu já assisti, há um, inclusive acabei de rever algumas partes, que ilustra perfeitamente alguns fatos atuais. Este filme é o Star Wars III - A Vingança dos Sith. Ele mostra como Lord Sidious transformou a República em um Império e como Anakin Skywalker, um cavaleiro Jedi, se transformou no temível Darth Vader.

O que nós estamos vendo hoje por todos os lados. Estamos vendo várias tentativas, algumas ousadas demais, para transforma uma república democrática em um império. Não foi isto que aconteceu na Venezuela, que está acontecendo na Rússia, no Paquistão, etc ? Os presidentes enlouqueceram e querem poderes infinitos. Querem virar imperadores.

Assistam o filme e olhem para a realidade. Ficarão surpreso com a proximidade. A diferença entre ambos é o fato de Lord Sidious, no filme, usar a guerra para transformar a república em um império, enquanto na nossa atualidade estão usando a constituição.

Há um alinhamento pernicioso e diabólico entre o executivo, o legislativo e o judiciário. Um alinhamento que trabalha para corroer a Constituição Fundamental do Estado, inserindo, no texto constitucional, regras e medidas autoritárias. Por exemplo, reeleição infinita, eliminação de direitos fundamentais, etc... Querem transformar a Constituição Republicana e Democrática em um texto de opressão, tirania e autoritarismo.

É importante lembrar que a Constituição é um texto que nos salva da tirania do Estado e do governante. Já corromperam a democracia e a república e agora querem corromper a última barreira que protege os cidadãos e a coisa pública dos excessos do governante.

Mas este filme chamou a minha atenção, não só por este viés político, mas também pela história do jovem, Anakin Skywalker, que é sugado pelo lado sombrio da força por ardis de Lord Sidios, pelo medo de perder sua amada Padmé e por uma visão equivocada da República.

O mal tem muitos ardis e trama constantemente contra aqueles que trabalham a favor da coletividade. E este é o grande perigo, como dizia V no filme V de Vingança: fazem tanto mal para a gente, tantas monstruosidades, que, por mais que você resista, acabam lhe transformando em um monstro.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Senado está nas mãos da criminalidade organizada. A corrupção controla o Senado. Não só isso, estão exterminando os últimos remanescente de honestidade e ética que existem nesse órgão. Só há uma saída para isso...

Quem colabora com o mal deve cair com o mal

Leonildo Correa -- 05/10/2007 -- A minha solução seria invadir o Senado, capturar os corruptos e promover um espetáculo de fuzilamento em praça pública... Mas dizem que sou doido e que só falo em violência. Contudo, essa ação é , inquestionavelmente, uma solução.

A última, mas é uma solução. Se não resolverem as coisas de outra forma, esta será a forma que irá prevalecer. A ordem tem que ser restabelecida e os corruptos terão que ser punidos e massacrados.

E não se enganem, o brasileiro que fizer isso se transformará em herói nacional.
O Senado está nas mãos da criminalidade organizada. A corrupção controla o Senado. Não só isso, estão exterminando os últimos remanescente de honestidade e ética que existem nesse órgão. Só há uma saída para isso...

Quem colabora com o mal deve cair com o mal

Leonildo Correa -- 05/10/2007 -- A minha solução seria invadir o Senado, capturar os corruptos e promover um espetáculo de fuzilamento em praça pública... Mas dizem que sou doido e que só falo em violência. Contudo, essa ação é , inquestionavelmente, uma solução.

A última, mas é uma solução. Se não resolverem as coisas de outra forma, esta será a forma que irá prevalecer. A ordem tem que ser restabelecida e os corruptos terão que ser punidos e massacrados.

E não se enganem, o brasileiro que fizer isso se transformará em herói nacional.