sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Lucha por ser irreprimible

Campaña de Amnistía Internacional --

Chats vigilados, blogs eliminados, sitios web bloqueados, motores de búsqueda restringidos. Personas encarceladas simplemente por publicar y compartir información.

Internet es una nueva frontera en la lucha por los derechos humanos. Con ayuda de algunas de las mayores empresas de tecnologías de la información del mundo, los gobiernos están tomando medidas represivas contra la libertad de expresión …

-----------
Sobre esta campaña

Internet es un medio excelente para compartir ideas y ejercer la libertad de expresión. Sin embargo, cada vez se intenta más controlarlo. Se tiene noticia de represión en Internet en países como China, Vietnam, Túnez, Irán, Arabia Saudí y Siria. Se persigue y encarcela a las personas simplemente por criticar a su gobierno, pedir democracia y mayor libertad de prensa o sacar a la luz abusos contra los derechos humanos a través de Internet.

Pero la represión en Internet no es exclusiva de los gobiernos. Las empresas de tecnologías de la información han ayudado a crear los sistemas que hacen posible la vigilancia y la censura. Yahoo! ha proporcionado a las autoridades chinas datos privados de usuarios de correo electrónico, contribuyendo así a que se hayan producido casos de encarcelamiento injusto. Microsoft y Google han atendido peticiones del gobierno para que censuraran activamente a ciudadanos chinos que eran usuarios de sus servicios.

La libertad de expresión es un derecho humano fundamental. Es uno de los más valiosos. Debemos luchar para protegerla.

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Para acessar e contribuir com a campanha:

http://irrepressible.info/news?lang=es

Lucha por ser irreprimible

Campaña de Amnistía Internacional --

Chats vigilados, blogs eliminados, sitios web bloqueados, motores de búsqueda restringidos. Personas encarceladas simplemente por publicar y compartir información.

Internet es una nueva frontera en la lucha por los derechos humanos. Con ayuda de algunas de las mayores empresas de tecnologías de la información del mundo, los gobiernos están tomando medidas represivas contra la libertad de expresión …

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Sobre esta campaña

Internet es un medio excelente para compartir ideas y ejercer la libertad de expresión. Sin embargo, cada vez se intenta más controlarlo. Se tiene noticia de represión en Internet en países como China, Vietnam, Túnez, Irán, Arabia Saudí y Siria. Se persigue y encarcela a las personas simplemente por criticar a su gobierno, pedir democracia y mayor libertad de prensa o sacar a la luz abusos contra los derechos humanos a través de Internet.

Pero la represión en Internet no es exclusiva de los gobiernos. Las empresas de tecnologías de la información han ayudado a crear los sistemas que hacen posible la vigilancia y la censura. Yahoo! ha proporcionado a las autoridades chinas datos privados de usuarios de correo electrónico, contribuyendo así a que se hayan producido casos de encarcelamiento injusto. Microsoft y Google han atendido peticiones del gobierno para que censuraran activamente a ciudadanos chinos que eran usuarios de sus servicios.

La libertad de expresión es un derecho humano fundamental. Es uno de los más valiosos. Debemos luchar para protegerla.

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Para acessar e contribuir com a campanha:

http://irrepressible.info/news?lang=es

Observando o PT

Leonildo Correa -- 02/09/2007 --

Há uma maldição que acompanha o PT. Eles governam bem, mas depois de um tempo de governo eles, automaticamente, perdem o posto. Isso deriva da falta de visão do futuro e incapacidade de estabelecer uma estratégia de sucessão. Foi o caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul.

Parece-me que isso vai se repetir na Presidência. Ao invés de construir um candidato capaz de dar continuidade às políticas implantadas pelo Presidente Lula, o PT caminha para indicação de um nome de outro partido, ou seja, vai jogar fora justamente o seu maior trunfo que é a continuidade das políticas sociais.

O mero apoio do Presidente Lula não é garantia de nada. E se não garante nada, os candidatos se igualam. E se eles se igualam, o Serra vence. E vencerá com um grande número de votos se elogiar as políticas petistas e garantir que irá dar continuidade a elas.

Mas a decisão do PT mostra uma outra coisa interessante: o PT é um partido de um homem só - o Presidente Lula.

Outra coisa, eu apóio a realização de uma Constituinte para a reforma política, contudo, se essa Constituinte modificar regras relativas a mandatos presidenciais, etc. Isso somente se aplicará ao próximo Presidente, ou seja, o Presidente Lula está vinculado às regras antigas. Tentar mudar as regras do jogo durante o jogo, para beneficiar uma das partes, é golpe. Terceiro mandato não existe na Constituição.

------------------

O Jobim quer ser o sucessor de Lula ? Será que ele conseguiria dar continuidade às políticas sociais do Presidente ? Os padrões de ação mostram claramente as intenções que não se dizem. O caos aéreo foi resolvido e a cara do Jobim continua nas notícias. É a mídia tentando construir um candidato.

Deixa eu ver: Serra x Jobim. Resultado= Serra. Mesmo com o apoio do Presidente Lula, o Jobim só ganha se o Serra fizer besteira em São Paulo, por exemplo, colar nele uma privatização. Por enquanto a privatização está colada no FHC e no Alckmin. No Serra não tem nada colado.

Ideologia e visão de mundo só passa entre pessoas do mesmo partido. Mesmo o Presidente Lula apoiando o Jobim, não há nenhuma garantia de que ele seguirá a mesma linha e as mesmas políticas do Presidente. Ele é de um partido diferente. É de uma classe diferente. Fez parte da alta burocracia do Estado (Judiciário) e tem salário acima de R$ 20.000,00. Enfim, não dá para garantir nada. Nessa brecha o Serra entra.

"A mídia não relata as notícias; ela as cria. A Mídia de Massa cria as notícias de que precisa, e ao mesmo tempo enterra as notícias reais que deseja suprimir."

---------------------

Um Senado corrupto e controlado por dossiês tem legitimidade para fazer alguma coisa pela coletividade ? Um Senado corrupto controlado por métodos mafioso e pela criminalidade organizada tem legitimidade para aprovar leis que vinculam a sociedade e o povo brasileiro ? Mas, afinal, por que é que precisamos de Senado ? A Câmara já não é suficiente ? Podemos viver perfeitamente e democraticamente sem Senado e sem Senadores corruptos.

Enfim, o que eu quero deixar bem claro é que nada é imutável e insubstituível. O Senado é apenas um sistema e na hora que quisermos acabar com esse sistema, simplesmente acabamos. Basta apenas reunir uma nova Constituinte para fazer uma nova Constituição. Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer.

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Sistema Legislativo Unilateral no Brasil: o Senado deve ser extinto

O Senado é um órgão inútil. Só serve para emperrar a Democracia e burocratizar as decisões legislativas. O Senado não representa os cidadãos, mas sim os Estados. Por isso, dentro de um sistema onde o poder emana do povo, não faz sentido fragmentar/dividir esse poder com um órgão que não representa o povo.

O deputado Ricardo Berzoini, no Congresso do PT, defendeu a idéia de um sistema legislativo unilateral no Brasil, com a extinção do Senado. De acordo com o Deputado: “Muitos países têm sistema unilateral. É mais produtivo para a democracia, agiliza os processos e reproduz a vontade do povo. Hoje os Estados são representados de maneira extremamente desigual. Na Câmara, um pouco desigual. No Senado, profundamente desigual.” Essa proposta de uma câmara única, de acordo com Berzoini, faz parte das resoluções do PT desde a sua fundação há 27 anos.

Berzoini defendeu também a idéia de uma constituinte exclusiva para votar a reforma política, uma vez que, de acordo com ele “O PT quer uma discussão para corrigir vícios da Constituição de 1988 em relação ao sistema político”.
Observando o PT

Leonildo Correa -- 02/09/2007 --

Há uma maldição que acompanha o PT. Eles governam bem, mas depois de um tempo de governo eles, automaticamente, perdem o posto. Isso deriva da falta de visão do futuro e incapacidade de estabelecer uma estratégia de sucessão. Foi o caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul.

Parece-me que isso vai se repetir na Presidência. Ao invés de construir um candidato capaz de dar continuidade às políticas implantadas pelo Presidente Lula, o PT caminha para indicação de um nome de outro partido, ou seja, vai jogar fora justamente o seu maior trunfo que é a continuidade das políticas sociais.

O mero apoio do Presidente Lula não é garantia de nada. E se não garante nada, os candidatos se igualam. E se eles se igualam, o Serra vence. E vencerá com um grande número de votos se elogiar as políticas petistas e garantir que irá dar continuidade a elas.

Mas a decisão do PT mostra uma outra coisa interessante: o PT é um partido de um homem só - o Presidente Lula.

Outra coisa, eu apóio a realização de uma Constituinte para a reforma política, contudo, se essa Constituinte modificar regras relativas a mandatos presidenciais, etc. Isso somente se aplicará ao próximo Presidente, ou seja, o Presidente Lula está vinculado às regras antigas. Tentar mudar as regras do jogo durante o jogo, para beneficiar uma das partes, é golpe. Terceiro mandato não existe na Constituição.

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O Jobim quer ser o sucessor de Lula ? Será que ele conseguiria dar continuidade às políticas sociais do Presidente ? Os padrões de ação mostram claramente as intenções que não se dizem. O caos aéreo foi resolvido e a cara do Jobim continua nas notícias. É a mídia tentando construir um candidato.

Deixa eu ver: Serra x Jobim. Resultado= Serra. Mesmo com o apoio do Presidente Lula, o Jobim só ganha se o Serra fizer besteira em São Paulo, por exemplo, colar nele uma privatização. Por enquanto a privatização está colada no FHC e no Alckmin. No Serra não tem nada colado.

Ideologia e visão de mundo só passa entre pessoas do mesmo partido. Mesmo o Presidente Lula apoiando o Jobim, não há nenhuma garantia de que ele seguirá a mesma linha e as mesmas políticas do Presidente. Ele é de um partido diferente. É de uma classe diferente. Fez parte da alta burocracia do Estado (Judiciário) e tem salário acima de R$ 20.000,00. Enfim, não dá para garantir nada. Nessa brecha o Serra entra.

"A mídia não relata as notícias; ela as cria. A Mídia de Massa cria as notícias de que precisa, e ao mesmo tempo enterra as notícias reais que deseja suprimir."

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Um Senado corrupto e controlado por dossiês tem legitimidade para fazer alguma coisa pela coletividade ? Um Senado corrupto controlado por métodos mafioso e pela criminalidade organizada tem legitimidade para aprovar leis que vinculam a sociedade e o povo brasileiro ? Mas, afinal, por que é que precisamos de Senado ? A Câmara já não é suficiente ? Podemos viver perfeitamente e democraticamente sem Senado e sem Senadores corruptos.

Enfim, o que eu quero deixar bem claro é que nada é imutável e insubstituível. O Senado é apenas um sistema e na hora que quisermos acabar com esse sistema, simplesmente acabamos. Basta apenas reunir uma nova Constituinte para fazer uma nova Constituição. Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer.

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Sistema Legislativo Unilateral no Brasil: o Senado deve ser extinto

O Senado é um órgão inútil. Só serve para emperrar a Democracia e burocratizar as decisões legislativas. O Senado não representa os cidadãos, mas sim os Estados. Por isso, dentro de um sistema onde o poder emana do povo, não faz sentido fragmentar/dividir esse poder com um órgão que não representa o povo.

O deputado Ricardo Berzoini, no Congresso do PT, defendeu a idéia de um sistema legislativo unilateral no Brasil, com a extinção do Senado. De acordo com o Deputado: “Muitos países têm sistema unilateral. É mais produtivo para a democracia, agiliza os processos e reproduz a vontade do povo. Hoje os Estados são representados de maneira extremamente desigual. Na Câmara, um pouco desigual. No Senado, profundamente desigual.” Essa proposta de uma câmara única, de acordo com Berzoini, faz parte das resoluções do PT desde a sua fundação há 27 anos.

Berzoini defendeu também a idéia de uma constituinte exclusiva para votar a reforma política, uma vez que, de acordo com ele “O PT quer uma discussão para corrigir vícios da Constituição de 1988 em relação ao sistema político”.
O acesso ao conhecimento e aos saberes é um Direito Humano

Leonildo Correa -- 31/08/2007 --

Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

O monopólio e a retenção do conhecimento dentro das Universidades Públicas constitui, claramente, uma forma de privatização dos recursos públicos e do próprio conhecimento acumulado pela Humanidade ao longo da história.

Somente quem passa no vestibular tem acesso ao conhecimento acumulado pela Humanidade. Somente quem passa no vestibular pode assistir aulas e freqüentar uma Universidade Pública. Somente quem passa no vestibular usufrui de recursos públicos que são destinados ao Ensino Superior. A coletividade paga a conta, mas somente os eleitos pelo vestibular recebem os benefícios. Isso tudo é, sem dúvida nenhuma, uma perversidade e uma anomalia social, pois nega-se aos excluídos socialmente a possibilidade de acessarem/obterem conhecimento para se desenvolverem.

Esse sistema se torna ainda mais perverso e excludente quando, por exemplo, um docente de uma Universidade Pública pega a lista de presença para expulsar da sala de aula os alunos que não estão matriculados em sua disciplina. Não tem matrícula, não assiste aula, não recebe o conhecimento, não usufrui dos recursos públicos investidos na Educação Superior, não se desenvolve. O dinheiro da coletividade, todo pagaram a conta, foi privatizado e distribuído para um pequeno grupinho de eleitos, para a panelinha do docente.

Um dia, muito em breve, eu terei força suficiente para dizer: "O aluno fica na sala; o docente cai fora da Universidade Pública". Direi isto porque se o docente vê a educação pública e gratuita, assim como a aula que ministra em uma Universidade Pública, como uma mercadoria, o lugar dele não é em uma Universidade Pública, mas sim em uma Universidade Particular. Nas Universidades Privadas o conhecimento e a educação são mercadorias que estão a venda. E se o Professor é um vendedor, é nas particulares que ele deve estar com o seu produto.

E esse Professor terá sorte de eu só dizer, porque se fosse Jesus Cristo ele estava lascado, pois Jesus ia arrebentar tudo na bicuda. Foi o que ele fez quando chegou no templo e viu aquele monte de comerciante tomando conta do lugar. Derrubou tudo na bicuda e disse: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões." (Mateus, cap. 21, Vers. 12-13).

Precisamos democratizar o conhecimento e socializar os saberes para reverter e impedir o avanço da privatização dentro do espaço público. Todos os cidadãos tem direito de usufruir do patrimônio coletivo, da coisa e do espaço público. Todos os cidadãos pagam pela Educação Pública gratuita, portanto, todos devem receber o produto que compraram. Precisamos criar mecanismos para que todos exercem e usufruam da Educação e do conhecimento que são transmitidos e ensinados nas Universidades Públicas. E esse mecanismo é a democratização do conhecimento e a socialização dos saberes.

Mas o que isso quer dizer realmente ? Quer dizer que o Professor das Universidades Públicas irá receber com justiça os direitos autorais daquilo que produziu e criou. Mas jamais será reconhecido ao Professor, ao Estado, à lei, ou seja lá quem for, o direito de impedir o acesso ao conhecimento e aos saberes. O Ser Humano necessita do conhecimento, acumulado pela Humanidade ao longo de sua história, para desenvolver-se e evoluir. Impedir uma pessoa de ter acesso a isto, é impedi-la de desenvolver, é impedir a sua consciência de crescer, é impedir o exercício de sua liberdade. O acesso ao conhecimento e aos saberes é um Direito Humano.

O acesso ao conhecimento e aos saberes é um Direito Humano

Leonildo Correa -- 31/08/2007 --

Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

O monopólio e a retenção do conhecimento dentro das Universidades Públicas constitui, claramente, uma forma de privatização dos recursos públicos e do próprio conhecimento acumulado pela Humanidade ao longo da história.

Somente quem passa no vestibular tem acesso ao conhecimento acumulado pela Humanidade. Somente quem passa no vestibular pode assistir aulas e freqüentar uma Universidade Pública. Somente quem passa no vestibular usufrui de recursos públicos que são destinados ao Ensino Superior. A coletividade paga a conta, mas somente os eleitos pelo vestibular recebem os benefícios. Isso tudo é, sem dúvida nenhuma, uma perversidade e uma anomalia social, pois nega-se aos excluídos socialmente a possibilidade de acessarem/obterem conhecimento para se desenvolverem.

Esse sistema se torna ainda mais perverso e excludente quando, por exemplo, um docente de uma Universidade Pública pega a lista de presença para expulsar da sala de aula os alunos que não estão matriculados em sua disciplina. Não tem matrícula, não assiste aula, não recebe o conhecimento, não usufrui dos recursos públicos investidos na Educação Superior, não se desenvolve. O dinheiro da coletividade, todo pagaram a conta, foi privatizado e distribuído para um pequeno grupinho de eleitos, para a panelinha do docente.

Um dia, muito em breve, eu terei força suficiente para dizer: "O aluno fica na sala; o docente cai fora da Universidade Pública". Direi isto porque se o docente vê a educação pública e gratuita, assim como a aula que ministra em uma Universidade Pública, como uma mercadoria, o lugar dele não é em uma Universidade Pública, mas sim em uma Universidade Particular. Nas Universidades Privadas o conhecimento e a educação são mercadorias que estão a venda. E se o Professor é um vendedor, é nas particulares que ele deve estar com o seu produto.

E esse Professor terá sorte de eu só dizer, porque se fosse Jesus Cristo ele estava lascado, pois Jesus ia arrebentar tudo na bicuda. Foi o que ele fez quando chegou no templo e viu aquele monte de comerciante tomando conta do lugar. Derrubou tudo na bicuda e disse: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões." (Mateus, cap. 21, Vers. 12-13).

Precisamos democratizar o conhecimento e socializar os saberes para reverter e impedir o avanço da privatização dentro do espaço público. Todos os cidadãos tem direito de usufruir do patrimônio coletivo, da coisa e do espaço público. Todos os cidadãos pagam pela Educação Pública gratuita, portanto, todos devem receber o produto que compraram. Precisamos criar mecanismos para que todos exercem e usufruam da Educação e do conhecimento que são transmitidos e ensinados nas Universidades Públicas. E esse mecanismo é a democratização do conhecimento e a socialização dos saberes.

Mas o que isso quer dizer realmente ? Quer dizer que o Professor das Universidades Públicas irá receber com justiça os direitos autorais daquilo que produziu e criou. Mas jamais será reconhecido ao Professor, ao Estado, à lei, ou seja lá quem for, o direito de impedir o acesso ao conhecimento e aos saberes. O Ser Humano necessita do conhecimento, acumulado pela Humanidade ao longo de sua história, para desenvolver-se e evoluir. Impedir uma pessoa de ter acesso a isto, é impedi-la de desenvolver, é impedir a sua consciência de crescer, é impedir o exercício de sua liberdade. O acesso ao conhecimento e aos saberes é um Direito Humano.

USP no Second Life ???

Estão tentando construir um espaço público em cima de uma propriedade privada ? Estão tentando construir uma rede educacional dentro de um jogo ? A interatividade do Second Life é muito interessante, contudo, para ser utilizada em projetos sociais, deve ser construída em uma outra plataforma, em uma plataforma pública, em um ambiente virtual público.

Colocar conteúdos e dados públicos, assim como inteligência coletiva, em uma plataforma privada, criada por uma empresa capitalista e que tem o lucro como objetivo, é uma estupidez, pois quando o projeto estiver sendo acessado por milhões de pessoas, a empresa, dona da plataforma, simplesmente irá fechá-lo e passará a cobrar taxas de quem quiser acessá-lo. Portanto, essa idéia de levar a USP para dentro do Second Life não é inteligente.

A USP tem que criar um Second Life próprio, assim como criou um STOA. Por que o pessoal do STOA não cria o Second Life da USP ? Eu tenho idéias que dariam motor de foguete para o Second Life - STOA.

-------------------------

USP lança projeto Cidade do Conhecimento no Second Life

Estadão Online - 28/08/2007

Evento realizado nesta terça reúne especialistas para inauguração do programa no mundo virtual

Lucas Pretti, do estadao.com.br

Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
SÃO PAULO - O projeto Cidade do Conhecimento, da Universidade de São Paulo, entra nesta terça-feira, 28, para o mundo virtual, comemorando seus sete anos de existência. A instalação do programa - que cria, planeja e desenvolve projetos de emancipação digital - no Second Life tem sua inauguração nesta terça, marcada pela realização do evento "Da web 2.0 ao capitalismo 3.0".

Veja também:

link Site do evento

link Transmissão ao vivo do evento (apenas para comunidade acadêmica da USP) video

O encontro reúne especialistas no Second Life e professores de universidades parceiras para discutir os novos rumos . Após a realização do primeiro debate, que abordou as questões econômicas que envolvem os novos mundos virtuais, acontece agora a segunda mesa, que tem a participação, entre outros, do editor-chefe de Conteúdo Digital do Grupo Estado, Marco Chiaretti. O tema deste debate é Criação de Conteúdo e Estratégias de Inovação na Web 2.0.

Projeto

Um grupo de seis universidades brasileiras já aderiu ao projeto Cidade do Conhecimento 2.0, apoiado também pela distribuidora do Second Life no Brasil, Kaizen Games. Trata-se de um espaço sem fins lucrativos e de compartilhamento de informações (lógica do creative commons) com o objetivo de incubar projetos, promover oficinas e experimentar soluções para a Web 2.0.

A iniciativa, batizada de Second Life Pro Bono (termo jurídico atribuído à prestação de serviços voluntária), recebeu como doação um auditório pela University of Southern California, nos Estados Unidos, e um território pela Kaizen Games.

Os primeiros projetos que a Cidade vai sediar são oficinas voltadas à própria utilização do Second Life. Além deles, qualquer pessoa pode inscrever idéias para serem desenvolvidas no campus virtual. Se, quando essas idéias estiverem maduras, houver interesse de empresários, o direito de vendê-las é do autor, e não das empresas envolvidas na Cidade do Conhecimento.

São parceiras da USP no projeto a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Faculdade Casper Líbero, Universidade de Santo Amaro (Unisa) e Mackenzie.

USP no Second Life ???

Estão tentando construir um espaço público em cima de uma propriedade privada ? Estão tentando construir uma rede educacional dentro de um jogo ? A interatividade do Second Life é muito interessante, contudo, para ser utilizada em projetos sociais, deve ser construída em uma outra plataforma, em uma plataforma pública, em um ambiente virtual público.

Colocar conteúdos e dados públicos, assim como inteligência coletiva, em uma plataforma privada, criada por uma empresa capitalista e que tem o lucro como objetivo, é uma estupidez, pois quando o projeto estiver sendo acessado por milhões de pessoas, a empresa, dona da plataforma, simplesmente irá fechá-lo e passará a cobrar taxas de quem quiser acessá-lo. Portanto, essa idéia de levar a USP para dentro do Second Life não é inteligente.

A USP tem que criar um Second Life próprio, assim como criou um STOA. Por que o pessoal do STOA não cria o Second Life da USP ? Eu tenho idéias que dariam motor de foguete para o Second Life - STOA.

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USP lança projeto Cidade do Conhecimento no Second Life

Estadão Online - 28/08/2007

Evento realizado nesta terça reúne especialistas para inauguração do programa no mundo virtual

Lucas Pretti, do estadao.com.br

Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
SÃO PAULO - O projeto Cidade do Conhecimento, da Universidade de São Paulo, entra nesta terça-feira, 28, para o mundo virtual, comemorando seus sete anos de existência. A instalação do programa - que cria, planeja e desenvolve projetos de emancipação digital - no Second Life tem sua inauguração nesta terça, marcada pela realização do evento "Da web 2.0 ao capitalismo 3.0".

Veja também:

link Site do evento

link Transmissão ao vivo do evento (apenas para comunidade acadêmica da USP) video

O encontro reúne especialistas no Second Life e professores de universidades parceiras para discutir os novos rumos . Após a realização do primeiro debate, que abordou as questões econômicas que envolvem os novos mundos virtuais, acontece agora a segunda mesa, que tem a participação, entre outros, do editor-chefe de Conteúdo Digital do Grupo Estado, Marco Chiaretti. O tema deste debate é Criação de Conteúdo e Estratégias de Inovação na Web 2.0.

Projeto

Um grupo de seis universidades brasileiras já aderiu ao projeto Cidade do Conhecimento 2.0, apoiado também pela distribuidora do Second Life no Brasil, Kaizen Games. Trata-se de um espaço sem fins lucrativos e de compartilhamento de informações (lógica do creative commons) com o objetivo de incubar projetos, promover oficinas e experimentar soluções para a Web 2.0.

A iniciativa, batizada de Second Life Pro Bono (termo jurídico atribuído à prestação de serviços voluntária), recebeu como doação um auditório pela University of Southern California, nos Estados Unidos, e um território pela Kaizen Games.

Os primeiros projetos que a Cidade vai sediar são oficinas voltadas à própria utilização do Second Life. Além deles, qualquer pessoa pode inscrever idéias para serem desenvolvidas no campus virtual. Se, quando essas idéias estiverem maduras, houver interesse de empresários, o direito de vendê-las é do autor, e não das empresas envolvidas na Cidade do Conhecimento.

São parceiras da USP no projeto a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Faculdade Casper Líbero, Universidade de Santo Amaro (Unisa) e Mackenzie.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Mensagem do Diretor sobre os acontecimentos na FD-USP

Ofício GDI/254/27082007 - Enviado para os Alunos, Professores e Funcionários da Faculdade.
São Paulo, 27 de agosto de 2007.
Possui o presente o único intuito de prestar contas acerca das decisões tomadas na passada semana.
No dia 21 de agosto, por volta das 18:30h, já em curso as aulas do período noturno na Faculdade de Direito da USP, dezenas e dezenas de simpatizantes da Educafro começaram a se reunir na Sala dos Estudantes. Pouco depois, irromperam no prédio principal da Faculdade, com suas bandeiras e tambores, seguidos por numerosos membros do Movimento dos Sem Terra, com seus colchões, caixas de víveres e insígnias, além de cerca de vinte e cinco crianças. Outros movimentos o seguiram, com muito alarido. A passarela que une o citado edifício ao anexo I da Faculdade e outros corredores foram bloqueados com móveis, e passaram a ser controlados; funcionários, professores e alunos foram retidos por até meia hora; e portas foram lacradas com correntes de grosso calibre e cadeados pelos invasores.
Uma vez guardados os pontos estratégicos, cerca de trezentas pessoas se instalaram no pátio e iniciaram um grande show, com a presença do cantor Tom Zé. O objetivo de permanência, além de ter sido vocalizado como ponto insuscetível de discussão, era comprovável materialmente. Quem deseja apenas fazer uma manifestação não carrega consigo cerca de oitenta colchões, caixas e caixas de comida e bebida, além de escudos humanos infantis! Apenas começado o espetáculo, um grupo de representantes dos invasores exprime o desejo de negociar. Naquele momento, nenhum grupo estudantil tendo reivindicado protagonismo ou participação na invasão, o atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto ofereceu-se para mediar acordo entre a diretoria da Faculdade e os ocupantes: mediação, de per si, implica em não ser parte!
Face ao quadro acima descrito, em contato permanente com a Magnífica Reitora da USP, decidi que, por dever de ofício, o estado de coisas deveria ser revertido.
A oferta de negociação constituía-se em eufemismo para a imposição de inaceitável fato consumado. Justamente por isso não houve, em nenhum momento, qualquer acordo aceitando a permanência dos invasores nas dependências da Faculdade. Até porque os bens públicos de uso especial estão adstritos a um regramento legal que exige do administrador o zelo necessário a sua destinação. Além disso, a Faculdade possui objetivos meios e objetivos fins, cuja busca não pode ser interrompida sob pena de responsabilização civil e penal de seu diretor, a quem cabe, ademais, velar pela integridade de alunos, funcionários e professores.
Face ao esbulho possessório e ao risco que corriam pessoas e o imóvel tombado, o pedido para que a Polícia Militar retirasse os invasores, com as cautelas devidas, era não somente legal, como também legítimo. Se de um lado não é usual nem desejável a entrada da polícia nas dependências da Faculdade, de outro não se tem notícia de uma invasão concertada de movimentos sociais nas centenárias Arcadas.
A polícia não entrou para sufocar discussões e mesmo protestos, ínsitos à democracia. Impediu apenas a continuação de ilegalidades, como o cerceamento do direito de ir e vir das pessoas que estudam e trabalham no local e a interrupção do processo educativo, garantindo, enfim, que uma faculdade pública, construída com muitos esforços em cento e oitenta anos, pudesse continuar a cumprir seu papel, sua verdadeira função social.
Malogrado o intento e desalojados os invasores, dois fatos são dignos de nota. Membros dos movimentos sociais, em altos brados diziam: "não somos invasores, fomos convidados pelo Centro Acadêmico XI de Agosto". Somente então simpatizantes da UNE e a atual diretoria do referido centro acadêmico passaram a brandir o argumento da presença estudantil e a invocação da democracia. Esta soava falsa, após os atos autoritários e ilegais que acabavam de ser praticados.
Convidado pelo atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, reuni-me com os alunos no dia 23 do corrente, quinta-feira, das 19:00h às 21:15h, na Sala dos Estudantes para uma Conversa Aberta, sobre os episódios em questão. A referida sala e seu espaço lateral contavam com cerca de trezentos alunos. Após a minha fala e a do Professor Marcus Orione Gonçalves Correia, expressaram-se dezenas de alunos. Cerca de oitenta por cento dos presentes apoiavam a liberação, enquanto o restante não. Um dos aspectos discutidos pelos alunos foi se o atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto tinha ou não conhecimento prévio da invasão da Faculdade. Acabou por assumir que soubera do que iria ocorrer na semana anterior! Tal afirmação denota, no mínimo, conivência! Por outro lado, vários dos alunos que se pronunciaram condenando a desocupação, afirmaram ser de outras Unidades da USP e confessaram, espontaneamente, haver participado da tomada e ocupação da Reitoria no primeiro semestre deste ano. Pela primeira vez, percebi elo efetivo entre o ocorrido na Reitoria da USP e no Largo de São Francisco. Veio-me então à mente que, nos últimos tempos, nossos alunos e professores vêm sendo refratários a aderir às greves anuais que se sucedem na Universidade. E que, no primeiro semestre do corrente ano, apesar dos ingentes esforços da atual diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto, nossos alunos rejeitaram a declaração de greve. Assim, paralização, somente se fosse importada!
Estava programada para o dia 24 de agosto uma série de manifestações no centro da cidade, em que se esperava a participação de multidões e que poderiam desencadear novos incidentes que colocariam em risco alunos, funcionários e professores, além do próprio prédio. Nesse sentido, medida administrativa de natureza cautelar foi tomada, com ciência da Magnífica Reitora, suspendendo o expediente, as aulas e demais atividades acadêmicas programadas para aquele dia.
O Território Livre de São Francisco continua a existir, preservado e aberto para acolher debates de idéias que conduzam, inclusive, às mudanças sociais de que o Brasil anseia e necessita. Espera-se que os movimentos sociais respeitem e se aliem a Universidade, pois é no recinto desta que se encontra o ambiente propício para a discussão e o avanço de seus legítimos propósitos.
Atenciosamente,
João Grandino Rodas
Diretor
Mensagem do Diretor sobre os acontecimentos na FD-USP

Ofício GDI/254/27082007 - Enviado para os Alunos, Professores e Funcionários da Faculdade.
São Paulo, 27 de agosto de 2007.
Possui o presente o único intuito de prestar contas acerca das decisões tomadas na passada semana.
No dia 21 de agosto, por volta das 18:30h, já em curso as aulas do período noturno na Faculdade de Direito da USP, dezenas e dezenas de simpatizantes da Educafro começaram a se reunir na Sala dos Estudantes. Pouco depois, irromperam no prédio principal da Faculdade, com suas bandeiras e tambores, seguidos por numerosos membros do Movimento dos Sem Terra, com seus colchões, caixas de víveres e insígnias, além de cerca de vinte e cinco crianças. Outros movimentos o seguiram, com muito alarido. A passarela que une o citado edifício ao anexo I da Faculdade e outros corredores foram bloqueados com móveis, e passaram a ser controlados; funcionários, professores e alunos foram retidos por até meia hora; e portas foram lacradas com correntes de grosso calibre e cadeados pelos invasores.
Uma vez guardados os pontos estratégicos, cerca de trezentas pessoas se instalaram no pátio e iniciaram um grande show, com a presença do cantor Tom Zé. O objetivo de permanência, além de ter sido vocalizado como ponto insuscetível de discussão, era comprovável materialmente. Quem deseja apenas fazer uma manifestação não carrega consigo cerca de oitenta colchões, caixas e caixas de comida e bebida, além de escudos humanos infantis! Apenas começado o espetáculo, um grupo de representantes dos invasores exprime o desejo de negociar. Naquele momento, nenhum grupo estudantil tendo reivindicado protagonismo ou participação na invasão, o atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto ofereceu-se para mediar acordo entre a diretoria da Faculdade e os ocupantes: mediação, de per si, implica em não ser parte!
Face ao quadro acima descrito, em contato permanente com a Magnífica Reitora da USP, decidi que, por dever de ofício, o estado de coisas deveria ser revertido.
A oferta de negociação constituía-se em eufemismo para a imposição de inaceitável fato consumado. Justamente por isso não houve, em nenhum momento, qualquer acordo aceitando a permanência dos invasores nas dependências da Faculdade. Até porque os bens públicos de uso especial estão adstritos a um regramento legal que exige do administrador o zelo necessário a sua destinação. Além disso, a Faculdade possui objetivos meios e objetivos fins, cuja busca não pode ser interrompida sob pena de responsabilização civil e penal de seu diretor, a quem cabe, ademais, velar pela integridade de alunos, funcionários e professores.
Face ao esbulho possessório e ao risco que corriam pessoas e o imóvel tombado, o pedido para que a Polícia Militar retirasse os invasores, com as cautelas devidas, era não somente legal, como também legítimo. Se de um lado não é usual nem desejável a entrada da polícia nas dependências da Faculdade, de outro não se tem notícia de uma invasão concertada de movimentos sociais nas centenárias Arcadas.
A polícia não entrou para sufocar discussões e mesmo protestos, ínsitos à democracia. Impediu apenas a continuação de ilegalidades, como o cerceamento do direito de ir e vir das pessoas que estudam e trabalham no local e a interrupção do processo educativo, garantindo, enfim, que uma faculdade pública, construída com muitos esforços em cento e oitenta anos, pudesse continuar a cumprir seu papel, sua verdadeira função social.
Malogrado o intento e desalojados os invasores, dois fatos são dignos de nota. Membros dos movimentos sociais, em altos brados diziam: "não somos invasores, fomos convidados pelo Centro Acadêmico XI de Agosto". Somente então simpatizantes da UNE e a atual diretoria do referido centro acadêmico passaram a brandir o argumento da presença estudantil e a invocação da democracia. Esta soava falsa, após os atos autoritários e ilegais que acabavam de ser praticados.
Convidado pelo atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, reuni-me com os alunos no dia 23 do corrente, quinta-feira, das 19:00h às 21:15h, na Sala dos Estudantes para uma Conversa Aberta, sobre os episódios em questão. A referida sala e seu espaço lateral contavam com cerca de trezentos alunos. Após a minha fala e a do Professor Marcus Orione Gonçalves Correia, expressaram-se dezenas de alunos. Cerca de oitenta por cento dos presentes apoiavam a liberação, enquanto o restante não. Um dos aspectos discutidos pelos alunos foi se o atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto tinha ou não conhecimento prévio da invasão da Faculdade. Acabou por assumir que soubera do que iria ocorrer na semana anterior! Tal afirmação denota, no mínimo, conivência! Por outro lado, vários dos alunos que se pronunciaram condenando a desocupação, afirmaram ser de outras Unidades da USP e confessaram, espontaneamente, haver participado da tomada e ocupação da Reitoria no primeiro semestre deste ano. Pela primeira vez, percebi elo efetivo entre o ocorrido na Reitoria da USP e no Largo de São Francisco. Veio-me então à mente que, nos últimos tempos, nossos alunos e professores vêm sendo refratários a aderir às greves anuais que se sucedem na Universidade. E que, no primeiro semestre do corrente ano, apesar dos ingentes esforços da atual diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto, nossos alunos rejeitaram a declaração de greve. Assim, paralização, somente se fosse importada!
Estava programada para o dia 24 de agosto uma série de manifestações no centro da cidade, em que se esperava a participação de multidões e que poderiam desencadear novos incidentes que colocariam em risco alunos, funcionários e professores, além do próprio prédio. Nesse sentido, medida administrativa de natureza cautelar foi tomada, com ciência da Magnífica Reitora, suspendendo o expediente, as aulas e demais atividades acadêmicas programadas para aquele dia.
O Território Livre de São Francisco continua a existir, preservado e aberto para acolher debates de idéias que conduzam, inclusive, às mudanças sociais de que o Brasil anseia e necessita. Espera-se que os movimentos sociais respeitem e se aliem a Universidade, pois é no recinto desta que se encontra o ambiente propício para a discussão e o avanço de seus legítimos propósitos.
Atenciosamente,
João Grandino Rodas
Diretor

Pérolas do Leonildo

A santíssima Trindade --

O mundo atual é controlado pela santíssima trindade: o capitalismo, o cristianismo e a democracia. A Democracia garante a liberdade. O capitalismo explora e o cristianismo ameniza. A Democracia garante a liberdade de ação, a livre iniciativa. O capitalismo usa a liberdade democrática para explorar e para oprimir, pois o que importa é o lucro infinito e tudo está a venda. E o cristianismo acalenta as almas, impede as revoltas e condena os subversivos ao inferno. Enfim, a Democracia dá o porrete, o capitalismo bate e o cristianismo assopra.

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Os medíocres são facilmente substituíveis, pois são todos iguais. Porém, aqueles que estão muito acima da média constituem pontos fora da reta. Estes são insubstituíveis, pois são únicos. Einstein criou a Teoria da Relatividade. Morreu sem acabá-la e até hoje ninguém conseguiu terminar o que Einstein começou. Einstein é insubstituível.

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O futuro está aqui. Você pode não acreditar, mas está. Em outras palavras, o futuro está dentro do presente. Contudo, ele está fragmentado, despedaçado, dividido em milhões de pedaços. Por isso não conseguimos vê-lo completamente, apenas pedaços de futuro no presente, mas está tudo aqui. Os tiranos de amanhã ainda estão sendo amamentados ou estão na escola. O Estado totalitário ainda está na prancheta. O controle de pensamento e de pensadores ainda está em fase de teste. Vejam Catanduvas: que maravilha de presídio para presos políticos, ou para intelectuais subversivos e jornalistas fofoqueiros.

O futuro que irá se concretizar depende de como os pedaços de futuro no presente se juntam e se ligam, ou seja, o cenário e os fatos de amanhã estão sendo montados hoje. A essência desta observação é que podemos interferir no resultado, induzindo variáveis. Para isto, precisamos apenas detectar e aproximar pedaços de futuro no presente e catalisar uma ligação entre essas partes. Assim, determinaremos a formação do futuro que desejamos. Enfim, nós podemos determinar o amanhã e construir o futuro agindo hoje, com nossas idéias, nossos projetos e nossas iniciativas.

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A pulverização da classe dominante

Existe uma classe ou apenas grupos dominantes ? Suspeito que tenha acontecido uma pulverização da classe dominante em milhares de pequenos grupos hegemônicos, cada um controlando e ditando as regras de uma área, de uma temática.

Por exemplo, se o assunto é propriedade rural a classe dominante é constituída pelos ruralistas e os dominados/oprimidos são os sem-terra, excluindo-se desta relação dominante/dominado os trabalhadores urbanos. Se o tema é proteção ambiental são as madeireiras, ou algumas Ongs, contra as comunidades indígenas. Se a questão é Administração Pública, a classe dominante é a burocracia estatal, ou seja, os burocratas são os opressores e os cidadãos ou usuários do serviço público, são os oprimidos. Assim, o INSS é o opressor, enquanto os aposentados são os oprimidos; as Secretarias de Segurança Públicas formam uma classe dominante, enquanto que os Presidiários e seus familiares são os oprimidos, etc.

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Coisas que não tem preço:

Juiz de primeiro grau, incluindo o oficial de justiça, R$ 50.000,00.
Juiz Federal, com um delegado Federal embutido, R$ 100.000,00.
Desembargador com atendimento 24 horas, R$ 500.000,00.
Ministro do STJ, incluindo o irmão, R$ 1.000.000,00.
Fazer Justiça com as próprias mãos não tem preço.
Tem coisas que não tem preço. As outras sentenças você compra com um Mastercard.

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Risco-Judiciário: 3000 pontos
Garantia de justiça: 0,1%
Garantia de injustiça: 99,9 %
O judiciário não se relaciona com justiça, mas ao contrário, é uma instituição que garante as injustiças.

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A venda de sentença é mais um negócio do capitalismo globalizado. A justiça virou um produto.
E, mais uma vez, quem tem dinheiro sai na frente, pois agora, talvez desde sempre, a justiça é mais uma mercadoria que se pode comprar na esquina, na internet, etc.
Se pessoas são vendidas, por que as sentenças e a justiça não seriam ?
E a tal segurança jurídica? O que acontece com ela depois dessa enxurrada de venda de sentenças ?
Agora está bem claro: quem tem poder econômico compra a sentença, compra a justiça, compra os juízes.
Será que os fazendeiros também estão comprando liminares para reintegrarem posses de fazendas improdutivas invadida pelos sem-terra?
Será que os madeireiros estão comprando liminares e sentenças para continuarem desmatando e derrubando as florestas?
Será que os industriais, os banqueiros, etc estão comprando liminares e sentenças judiciais que declarem as greves injustas e obriguem os trabalhadores a retornarem ao trabalho, garantindo, assim, a continuidade da escravidão e da opressão patronal?
Será que os proprietários estão comprando liminares para despejarem as famílias que ocupam terrenos e prédios vazios nas cidades grandes?
Será que os corruptos estão comprando liminares para trancarem processos ou liberarem bens bloqueados pelos poucos juízes sensatos e coerentes?
Em todos esses casos o poder econômico, com sua infinita capacidade de corrupção, é uma das partes, enquanto na outra estão os Hipossuficientes ou a coletividade.
Um Ministro do STJ custa R$ 1.000.000,00. Quanto custaria um Ministro do Supremo?
A justiça brasileira é suspeita de prostituição. É injusta e está a venda.
O próximo passo será o leilão de sentença e de decisões judiciais. Quem paga mais, leva.
Quem acredita na justiça do judiciário brasileiro, também deve acreditar em ET de Varginha, Saci-Pererê, mula sem-cabeça, coelhinho da páscoa, Papai Noel, etc.

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Revolução Negra

A coletividade é negra, ou seja, a maioria da população brasileira é composta por negros. Logo, o poder do Estado pertence aos negros. O poder do Estado tem que ser exercido pelos negros e em benefício dos negros.
Está na hora de acabarmos com a hegemonia e a tirania dos brancos sobre os negros.

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Direitos Humanos é para classe dominante. É coisa de rico. Para criminosos, pobres, negros e demais minorias excluídas só existem Direitos Desumanos.

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A Igreja tem razão em criticar o governo

As políticas sociais do governo estão reduzindo as desigualdades e acabando com a pobreza. Isso é um grave problema para as igrejas, sejam evangélicas ou católicas, que se desenvolvem e proliferam nas periferias e em áreas de extrema pobreza. Se o governo acabar com os pobres quem é que as igrejas vão enganar e escravizar ? Quem é que vai alimentar os seus cofres, seja do Vaticano ou do Edir Macedo ? Deus é necessário na vida do homem, pois o homem precisa de Deus, mesmo não acreditando nele. Contudo, determinadas correntes religiosas só servem para enganar os humildes, confundir os de pouco conhecimento e roubar o peregrino de boa-fé.

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Perguntas difíceis de responder:

"A Democracia é importante em um país no qual a maioria da população não sabe se terá a refeição do dia seguinte? Quem ganha com a Democracia? É relevante a liberdade de expressão em uma nação onde 65% dos indivíduos são analfabetos funcionais? Há Democracia e Justiça em um país no qual os juízes e tribunais são parciais e não cumprem a Constituição? O que você prefere: roubar, traficar e matar ou morrer de fome?"

Conclusão: Com um salário de R$ 2.000,00, ou mais, é fácil defender a democracia de fachada, o direito inconstitucional, a justiça parcial e a liberdade de impor expressão, inclusive com unhas e dentes. Contudo, o povo suporta alegremente uma ditadura que lhes dê emprego e mesa farta, pois Democracia "não enche barriga".

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A Fuvest é um vestibular inteligentíssimo. Eles pedem livros e contos que, durante o vestibular, a maioria dos vestibulandos pensa ser uma leitura inútil. Mas não é. A literatura também é uma arma perigosa se for manejada com maestria. É um exemplo disso o fato dos regimes totalitários prenderem e matarem os poetas e os escritores.
Lembro-me de quando prestei o vestibular da Fuvest. Li todos os livros, incluindo Machado de Assis, Guimarães Rosa, etc. Contudo, o livro que achei mais interessante e próximo da realidade atual foi o "Macunaíma" do Mário de Andrade. Vivemos em um país de macunaímas, golpe em cima de golpe, picaretagens embaixo de picaretagens, safadeza atrás de safadeza.

Mas além desse livro, um outro texto também me chamou a atenção. Foi "O Velho do Restelo" de Camões. Também vivemos em um país cheio de velhos do restelo. Gente que tem o corpo no século XXI, mas a cabeça continua no século XVIII. Gente que só sabe dizer: "Isso é impossível. Isso não dá certo. Isso não funciona... etc".

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Acredito que:

--- Nada é mais subversivo e revolucionário do que a distribuição pública, livre e gratuita do conhecimento, pois a instrução e a sabedoria são fontes catalisadoras de mudança e de revolução.

--- O conhecimento produzido e retido nas Universidades Públicas tem que ser democratizado e distribuído gratuitamente, pois as instituições públicas são mantidas com dinheiro da coletividade, dinheiro do povo. A obtenção do diploma deve derivar de mérito (vestibular), mas o acesso ao conhecimento deve ser livre, público e gratuito.

--- A criminalização das drogas é uma estupidez que tem que ser eliminada, pois ela transformou um problema de saúde pública em uma guerra civil violenta. No contexto atual é melhor enfrentar uma epidemia, oriunda da descriminalização, porém tratada em hospitais e por médicos; do que continuar alimentando essa guerra idiota contra o narcotráfico, os narcotraficantes e os crimes derivados. A descriminalização pode matar de overdose, porém só atinge os usuários de drogas, enquanto a proibição mata não só de overdose, mas também a tiros e atinge a sociedade como um todo, podendo acertar qualquer.

--- É impossível eliminar completamente as desigualdades de um determinado sistema. Além disso, algumas desigualdades devem existir, pois são elas que possibilitam a evolução. Contudo, não se deve admitir índices tão acentuados, principalmente de diferenças sociais. O capitalismo selvagem e gerador de desigualdades tem que ser domado e domesticado.

--- A democracia não precisa de deputados e senadores. Os cidadãos não precisam de intermediários para expressar sua vontade. Além disso, atualmente, temos tecnologia e recursos para re-configurar a democracia e possibilitar a participação direta das pessoas nas principais decisões da nação e na aprovação das leis. Por isso pretendo acabar com o Congresso Nacional e com a figura dos deputados e senadores. Contudo, isto só será possível por meio de um golpe de Estado, da dissolução do Congresso e da elaboração de uma nova Carta Constitucional (uma nova Constituinte). O atual Congresso, movido a mensalão, pizza, propina e corrupção, não tem autoridade moral, interesse ou vontade, e nem terá, em fazer mudanças desse tipo. Justificando, portanto, a realização de um golpe de Estado. Um golpe que não visará tirar o poder dos cidadãos e cedê-lo a uma classe, mas sim tirar de uma classe e devolvê-lo integralmente aos cidadãos. Está na hora da democracia representativa evoluir e se transformar em uma democracia direta. Os cidadãos atingiram a maioridade e pedem de volta o poder que cederam aos representantes legislativos. Todo poder ao povo e pelo povo.

--- De acordo com os jornais, o referendo custou, ao Brasil, cerca de R$ 274 milhões, enquanto que o Congresso Nacional custou, no ano de 2005, cerca de 5,3 bilhões (Texto completo). Isso sem contar os mensalões, as propinas, os desvios, etc. Portanto, montar um sistema de democracia direta sairá bem mais barato do que manter um monte de ladrões roubando o país em Brasília. Temos que acabar com o Congresso Nacional, antes que o Congresso acabe com o Brasil.

--- Luis XIV (1638-1715) dizia: "O Estado sou eu." Era o absolutismo e o Estado realmente era o rei, inclusive o pagamento de impostos visava a formação do patrimônio pessoal do monarca. Com o advento da Democracia o poder saiu do rei e passou para o povo. Hoje o povo, e não os governantes, podem dizer: "O Estado sou eu." Isso tem que ser lembrado sempre, principalmente em épocas e para governantes que querem submeter o povo ao Estado, que querem fazer prevalecer os interesses do Estado (geralmente interesses próprios de quem governa) sobre os interesses do povo. O Estado é o povo e o Estado deve trabalhar pelo povo.

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O poder do indivíduo no mundo globalizado

Somos adestrados, desde de pequenos, a sermos fracos e impotentes diante dos sistemas vigentes. Aprendemos a acreditar na fraqueza do indivíduo diante do Estado, da religião, da família e do poder dominante. Enfim, somos treinados, desde de criança, a sermos dóceis e, portanto, facilmente domesticáveis. É a subserviência inculcada na pessoa desde o berço.

Contudo, os tempos mudaram e a coragem para enfrentar um sistema, uma qualidade rara até então, se disseminou pelo planeta e se tornou comum nas sociedades. Uma evidência clara disso foi a ação de Bin Laden. Um homem e seu grupo desafiando e enfrentando a maior potência da terra.
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Meu site: www.leonildoc.ocwbrasil.org

Meu email: leonildoc@ocwbrasil.org

Pérolas do Leonildo

A santíssima Trindade --

O mundo atual é controlado pela santíssima trindade: o capitalismo, o cristianismo e a democracia. A Democracia garante a liberdade. O capitalismo explora e o cristianismo ameniza. A Democracia garante a liberdade de ação, a livre iniciativa. O capitalismo usa a liberdade democrática para explorar e para oprimir, pois o que importa é o lucro infinito e tudo está a venda. E o cristianismo acalenta as almas, impede as revoltas e condena os subversivos ao inferno. Enfim, a Democracia dá o porrete, o capitalismo bate e o cristianismo assopra.

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Os medíocres são facilmente substituíveis, pois são todos iguais. Porém, aqueles que estão muito acima da média constituem pontos fora da reta. Estes são insubstituíveis, pois são únicos. Einstein criou a Teoria da Relatividade. Morreu sem acabá-la e até hoje ninguém conseguiu terminar o que Einstein começou. Einstein é insubstituível.

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O futuro está aqui. Você pode não acreditar, mas está. Em outras palavras, o futuro está dentro do presente. Contudo, ele está fragmentado, despedaçado, dividido em milhões de pedaços. Por isso não conseguimos vê-lo completamente, apenas pedaços de futuro no presente, mas está tudo aqui. Os tiranos de amanhã ainda estão sendo amamentados ou estão na escola. O Estado totalitário ainda está na prancheta. O controle de pensamento e de pensadores ainda está em fase de teste. Vejam Catanduvas: que maravilha de presídio para presos políticos, ou para intelectuais subversivos e jornalistas fofoqueiros.

O futuro que irá se concretizar depende de como os pedaços de futuro no presente se juntam e se ligam, ou seja, o cenário e os fatos de amanhã estão sendo montados hoje. A essência desta observação é que podemos interferir no resultado, induzindo variáveis. Para isto, precisamos apenas detectar e aproximar pedaços de futuro no presente e catalisar uma ligação entre essas partes. Assim, determinaremos a formação do futuro que desejamos. Enfim, nós podemos determinar o amanhã e construir o futuro agindo hoje, com nossas idéias, nossos projetos e nossas iniciativas.

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A pulverização da classe dominante

Existe uma classe ou apenas grupos dominantes ? Suspeito que tenha acontecido uma pulverização da classe dominante em milhares de pequenos grupos hegemônicos, cada um controlando e ditando as regras de uma área, de uma temática.

Por exemplo, se o assunto é propriedade rural a classe dominante é constituída pelos ruralistas e os dominados/oprimidos são os sem-terra, excluindo-se desta relação dominante/dominado os trabalhadores urbanos. Se o tema é proteção ambiental são as madeireiras, ou algumas Ongs, contra as comunidades indígenas. Se a questão é Administração Pública, a classe dominante é a burocracia estatal, ou seja, os burocratas são os opressores e os cidadãos ou usuários do serviço público, são os oprimidos. Assim, o INSS é o opressor, enquanto os aposentados são os oprimidos; as Secretarias de Segurança Públicas formam uma classe dominante, enquanto que os Presidiários e seus familiares são os oprimidos, etc.

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Coisas que não tem preço:

Juiz de primeiro grau, incluindo o oficial de justiça, R$ 50.000,00.
Juiz Federal, com um delegado Federal embutido, R$ 100.000,00.
Desembargador com atendimento 24 horas, R$ 500.000,00.
Ministro do STJ, incluindo o irmão, R$ 1.000.000,00.
Fazer Justiça com as próprias mãos não tem preço.
Tem coisas que não tem preço. As outras sentenças você compra com um Mastercard.

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Risco-Judiciário: 3000 pontos
Garantia de justiça: 0,1%
Garantia de injustiça: 99,9 %
O judiciário não se relaciona com justiça, mas ao contrário, é uma instituição que garante as injustiças.

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A venda de sentença é mais um negócio do capitalismo globalizado. A justiça virou um produto.
E, mais uma vez, quem tem dinheiro sai na frente, pois agora, talvez desde sempre, a justiça é mais uma mercadoria que se pode comprar na esquina, na internet, etc.
Se pessoas são vendidas, por que as sentenças e a justiça não seriam ?
E a tal segurança jurídica? O que acontece com ela depois dessa enxurrada de venda de sentenças ?
Agora está bem claro: quem tem poder econômico compra a sentença, compra a justiça, compra os juízes.
Será que os fazendeiros também estão comprando liminares para reintegrarem posses de fazendas improdutivas invadida pelos sem-terra?
Será que os madeireiros estão comprando liminares e sentenças para continuarem desmatando e derrubando as florestas?
Será que os industriais, os banqueiros, etc estão comprando liminares e sentenças judiciais que declarem as greves injustas e obriguem os trabalhadores a retornarem ao trabalho, garantindo, assim, a continuidade da escravidão e da opressão patronal?
Será que os proprietários estão comprando liminares para despejarem as famílias que ocupam terrenos e prédios vazios nas cidades grandes?
Será que os corruptos estão comprando liminares para trancarem processos ou liberarem bens bloqueados pelos poucos juízes sensatos e coerentes?
Em todos esses casos o poder econômico, com sua infinita capacidade de corrupção, é uma das partes, enquanto na outra estão os Hipossuficientes ou a coletividade.
Um Ministro do STJ custa R$ 1.000.000,00. Quanto custaria um Ministro do Supremo?
A justiça brasileira é suspeita de prostituição. É injusta e está a venda.
O próximo passo será o leilão de sentença e de decisões judiciais. Quem paga mais, leva.
Quem acredita na justiça do judiciário brasileiro, também deve acreditar em ET de Varginha, Saci-Pererê, mula sem-cabeça, coelhinho da páscoa, Papai Noel, etc.

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Revolução Negra

A coletividade é negra, ou seja, a maioria da população brasileira é composta por negros. Logo, o poder do Estado pertence aos negros. O poder do Estado tem que ser exercido pelos negros e em benefício dos negros.
Está na hora de acabarmos com a hegemonia e a tirania dos brancos sobre os negros.

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Direitos Humanos é para classe dominante. É coisa de rico. Para criminosos, pobres, negros e demais minorias excluídas só existem Direitos Desumanos.

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A Igreja tem razão em criticar o governo

As políticas sociais do governo estão reduzindo as desigualdades e acabando com a pobreza. Isso é um grave problema para as igrejas, sejam evangélicas ou católicas, que se desenvolvem e proliferam nas periferias e em áreas de extrema pobreza. Se o governo acabar com os pobres quem é que as igrejas vão enganar e escravizar ? Quem é que vai alimentar os seus cofres, seja do Vaticano ou do Edir Macedo ? Deus é necessário na vida do homem, pois o homem precisa de Deus, mesmo não acreditando nele. Contudo, determinadas correntes religiosas só servem para enganar os humildes, confundir os de pouco conhecimento e roubar o peregrino de boa-fé.

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Perguntas difíceis de responder:

"A Democracia é importante em um país no qual a maioria da população não sabe se terá a refeição do dia seguinte? Quem ganha com a Democracia? É relevante a liberdade de expressão em uma nação onde 65% dos indivíduos são analfabetos funcionais? Há Democracia e Justiça em um país no qual os juízes e tribunais são parciais e não cumprem a Constituição? O que você prefere: roubar, traficar e matar ou morrer de fome?"

Conclusão: Com um salário de R$ 2.000,00, ou mais, é fácil defender a democracia de fachada, o direito inconstitucional, a justiça parcial e a liberdade de impor expressão, inclusive com unhas e dentes. Contudo, o povo suporta alegremente uma ditadura que lhes dê emprego e mesa farta, pois Democracia "não enche barriga".

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A Fuvest é um vestibular inteligentíssimo. Eles pedem livros e contos que, durante o vestibular, a maioria dos vestibulandos pensa ser uma leitura inútil. Mas não é. A literatura também é uma arma perigosa se for manejada com maestria. É um exemplo disso o fato dos regimes totalitários prenderem e matarem os poetas e os escritores.
Lembro-me de quando prestei o vestibular da Fuvest. Li todos os livros, incluindo Machado de Assis, Guimarães Rosa, etc. Contudo, o livro que achei mais interessante e próximo da realidade atual foi o "Macunaíma" do Mário de Andrade. Vivemos em um país de macunaímas, golpe em cima de golpe, picaretagens embaixo de picaretagens, safadeza atrás de safadeza.

Mas além desse livro, um outro texto também me chamou a atenção. Foi "O Velho do Restelo" de Camões. Também vivemos em um país cheio de velhos do restelo. Gente que tem o corpo no século XXI, mas a cabeça continua no século XVIII. Gente que só sabe dizer: "Isso é impossível. Isso não dá certo. Isso não funciona... etc".

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Acredito que:

--- Nada é mais subversivo e revolucionário do que a distribuição pública, livre e gratuita do conhecimento, pois a instrução e a sabedoria são fontes catalisadoras de mudança e de revolução.

--- O conhecimento produzido e retido nas Universidades Públicas tem que ser democratizado e distribuído gratuitamente, pois as instituições públicas são mantidas com dinheiro da coletividade, dinheiro do povo. A obtenção do diploma deve derivar de mérito (vestibular), mas o acesso ao conhecimento deve ser livre, público e gratuito.

--- A criminalização das drogas é uma estupidez que tem que ser eliminada, pois ela transformou um problema de saúde pública em uma guerra civil violenta. No contexto atual é melhor enfrentar uma epidemia, oriunda da descriminalização, porém tratada em hospitais e por médicos; do que continuar alimentando essa guerra idiota contra o narcotráfico, os narcotraficantes e os crimes derivados. A descriminalização pode matar de overdose, porém só atinge os usuários de drogas, enquanto a proibição mata não só de overdose, mas também a tiros e atinge a sociedade como um todo, podendo acertar qualquer.

--- É impossível eliminar completamente as desigualdades de um determinado sistema. Além disso, algumas desigualdades devem existir, pois são elas que possibilitam a evolução. Contudo, não se deve admitir índices tão acentuados, principalmente de diferenças sociais. O capitalismo selvagem e gerador de desigualdades tem que ser domado e domesticado.

--- A democracia não precisa de deputados e senadores. Os cidadãos não precisam de intermediários para expressar sua vontade. Além disso, atualmente, temos tecnologia e recursos para re-configurar a democracia e possibilitar a participação direta das pessoas nas principais decisões da nação e na aprovação das leis. Por isso pretendo acabar com o Congresso Nacional e com a figura dos deputados e senadores. Contudo, isto só será possível por meio de um golpe de Estado, da dissolução do Congresso e da elaboração de uma nova Carta Constitucional (uma nova Constituinte). O atual Congresso, movido a mensalão, pizza, propina e corrupção, não tem autoridade moral, interesse ou vontade, e nem terá, em fazer mudanças desse tipo. Justificando, portanto, a realização de um golpe de Estado. Um golpe que não visará tirar o poder dos cidadãos e cedê-lo a uma classe, mas sim tirar de uma classe e devolvê-lo integralmente aos cidadãos. Está na hora da democracia representativa evoluir e se transformar em uma democracia direta. Os cidadãos atingiram a maioridade e pedem de volta o poder que cederam aos representantes legislativos. Todo poder ao povo e pelo povo.

--- De acordo com os jornais, o referendo custou, ao Brasil, cerca de R$ 274 milhões, enquanto que o Congresso Nacional custou, no ano de 2005, cerca de 5,3 bilhões (Texto completo). Isso sem contar os mensalões, as propinas, os desvios, etc. Portanto, montar um sistema de democracia direta sairá bem mais barato do que manter um monte de ladrões roubando o país em Brasília. Temos que acabar com o Congresso Nacional, antes que o Congresso acabe com o Brasil.

--- Luis XIV (1638-1715) dizia: "O Estado sou eu." Era o absolutismo e o Estado realmente era o rei, inclusive o pagamento de impostos visava a formação do patrimônio pessoal do monarca. Com o advento da Democracia o poder saiu do rei e passou para o povo. Hoje o povo, e não os governantes, podem dizer: "O Estado sou eu." Isso tem que ser lembrado sempre, principalmente em épocas e para governantes que querem submeter o povo ao Estado, que querem fazer prevalecer os interesses do Estado (geralmente interesses próprios de quem governa) sobre os interesses do povo. O Estado é o povo e o Estado deve trabalhar pelo povo.

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O poder do indivíduo no mundo globalizado

Somos adestrados, desde de pequenos, a sermos fracos e impotentes diante dos sistemas vigentes. Aprendemos a acreditar na fraqueza do indivíduo diante do Estado, da religião, da família e do poder dominante. Enfim, somos treinados, desde de criança, a sermos dóceis e, portanto, facilmente domesticáveis. É a subserviência inculcada na pessoa desde o berço.

Contudo, os tempos mudaram e a coragem para enfrentar um sistema, uma qualidade rara até então, se disseminou pelo planeta e se tornou comum nas sociedades. Uma evidência clara disso foi a ação de Bin Laden. Um homem e seu grupo desafiando e enfrentando a maior potência da terra.
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