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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Uma saída possível: negociação ponto a ponto
Nós vamos negociar, com os professores da USP, um por um e à revelia dos burocratas. Vamos passar por cima dos burocratas. E as disciplinas que os professores não deixarem gravar as aulas, para publicar gratuitamente na internet, substituiremos por disciplinas equivalentes ministradas por professores de outras Universidades, brasileiras ou estrangeiras...

Também iremos para as Universidades Públicas Federais. Queremos gravar e disponibilizar gratuitamente na internet os melhores cursos das Universidades Federais.

Além disso, todos os cursos, todos os textos, todas as aulas, todos os videos, etc, terão uma versão, ou legenda, em espanhol. Esta será a contribuição do Instituto OCW Br@sil para a integração social, cultural e educacional da América Latina.

O Presidente Lula tem que acelerar a criação da Universidade Latino Americana. Eu tenho algumas idéias para transformar esta Nova Universidade em Universidade da Integração.

Vamos unir os conhecimentos, para aproximar os povos e integrar socialmente a América Latina.
Uma saída possível: negociação ponto a ponto
Nós vamos negociar, com os professores da USP, um por um e à revelia dos burocratas. Vamos passar por cima dos burocratas. E as disciplinas que os professores não deixarem gravar as aulas, para publicar gratuitamente na internet, substituiremos por disciplinas equivalentes ministradas por professores de outras Universidades, brasileiras ou estrangeiras...

Também iremos para as Universidades Públicas Federais. Queremos gravar e disponibilizar gratuitamente na internet os melhores cursos das Universidades Federais.

Além disso, todos os cursos, todos os textos, todas as aulas, todos os videos, etc, terão uma versão, ou legenda, em espanhol. Esta será a contribuição do Instituto OCW Br@sil para a integração social, cultural e educacional da América Latina.

O Presidente Lula tem que acelerar a criação da Universidade Latino Americana. Eu tenho algumas idéias para transformar esta Nova Universidade em Universidade da Integração.

Vamos unir os conhecimentos, para aproximar os povos e integrar socialmente a América Latina.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A burocracia conspira contra o Projeto OCW-USP

Tem gente demais trabalhando contra o Projeto OCW-USP... Além disso, estão tentando segurar o Projeto nas redes da burocracia. Não vão conseguir, pois nós já percebemos isso. E vamos trabalhar para desarticular todas as ações contrárias.

É lamentável que isso aconteça, pois vários indivíduos graúdos serão completamente queimados e terão suas reputações incineradas. Isso porque eu não terei medo de levantar, apontar o dedo para a cara do indivíduo e dizer:

"Você está trabalhando contra o Projeto OCW-USP. Você está fazendo isso, e isso e mais isso. Está tentando sobrepor os seus interesses individuais privados sobre os interesses da sociedade e está usando a Universidade como uma extensão dos seus negócios particulares. Você é uma pessoa nociva à sociedade e à coletividade. Tem que ser retirado de dentro da Administração Pública." Basta eu dizer isso e mostrar o nome do indivíduo, para que ele seja retirado do sistema e reduzido a zero.

Certamente, não pretendo fazer isso. Por isso, é que buscamos as negociações e as composições. Porém, não somos idiotas.

O Projeto OCW-USP é um projeto social de grande relevância pública. Um projeto que beneficia a sociedade sem quaisquer tipo de distinções. É um projeto que multiplica exponencialmente o retorno social da USP, ou seja, a USP distribuirá gratuitamente, para toda a sociedade brasileira, a sua matéria-prima mais valiosa: o conhecimento e os saberes que transmite aos seus alunos.

Certamente, existem Professores importantes da USP que estão apoiando e ajudando a construir o Projeto OCW-USP. Em breve publicaremos os nomes dos Professores que apóiam e ajudam na construção do Projeto. Mas também quero publicar os nomes daqueles que conspiram contra o Projeto. Os cidadãos precisam saber e conhecer quem são os funcionários públicos que trabalham contra seus interesses e contra os interesses da coletividade dentro da Administração Pública...

Para todas as desculpas que arranjarem para a não realização do Projeto OCW-USP, nós encontraremos um meio de neutralizá-la. Além disso, eu estou disposto a fazer acordos para viabilizar o Projeto e retirar da administração pública as pessoas nocivas aos interesses sociais.

Como essas pessoas conspiram contra a sociedade e contra os interesses coletivos, acho que é justo que a sociedade também conspire contra essas pessoas e seus interesses...

Clique aqui para saber mais sobre o Projeto OCW-USP

O Projeto OCW-USP é a reunião e publicação gratuita, aberta e diária, na internet, do conteúdo de todas as disciplinas ministradas na USP, incluindo os textos e as aulas que serão gravadas, transcritas e disponibilizadas em texto, audio e vídeo.

A meta é tornar o ensino da USP aberto para todos os brasileiros, sem exceção. Certamente, respeitaremos as questões de Propriedade Intelectual e Direitos Autorais, desde que elas não impliquem a perda de objeto do Projeto. È um Projeto que coloca os interesses sociais acima dos interesses individuais. O conhecimento e as informações serão democratizados e socializados.

O Projeto OCW-USP não dependerá da boa vontade de aluno e professor em disponibilizar o material do curso, pois haverá alunos que receberão bolsas para fazer isto: coletar o material e gravar as aulas. Serão, no Projeto completo, 2500 bolsas OCW-USP. Não queremos dar mais tarefa e trabalho para professores ou funcionários. O Professor deverá se preocupar apenas em fazer um bom curso, um curso nível USP. O resto é com o Instituto OCW-Br@sil, que farão uma gravação, uma disponibilização e uma apresentação de Projeto nível USP.

Mas por que criamos um Instituto para isso e não deixamos tudo a cargo da USP ? Pelo simples fato de que a Administração Pública não suporta mais nenhum tarefa, pois mal consegue cumprir o que lhe cabe. Além disso, não existe funcionários disponíveis para isso e nem recursos sobrando. Por isso, criamos uma ONG que fará toda a parte operacional de coleta, disponibilização e arquivamento dos dados.

Além disso, esse Projeto tem um custo altíssimo em tecnologia e servidores de alta capacidade. Serão milhares de vídeos postados diariamente, assim como teremos que ter capacidade para acesso de milhares de pessoas. Logo, envolve uma estrutura que a Universidade não possui e não tem recursos disponíveis para montar e se obter recursos para montar, não terá para mantê-lo. Por isso, criamos uma ONG para realizar o Projeto em parceria com a USP.

Uma ONG que não é uma Fundação. As Fundações da USP vendem a USP em pequenos pedaços e os docentes que controlam a Fundação embolsam os lucros. O Instituto OCW Br@sil não vende nada. Tudo o que fizer terá que ser de graça e aberto para todo mundo. Isso está no nosso Estatuto.

Clique aqui para ler o Estatuto

Além disso, no caso de extinção do Instituto OCW Br@sil, todos os recursos disponíveis, assim como as tecnologias e bens passarão, automaticamente, para a USP. Isso também está no Estatuto.

Portais com publicação de disciplinas na internet

ØØ Portal Mundo Acadêmico (MEC-Governo Federal)

· Início em 2006

· Disciplinas publicadas: 2 disciplinas

· Média: 2 disciplinas/ano

Ø ØPortal Ensino Aberto da UNICAMP

· Início em 2003

· Disciplinas publicadas: 68

· Média: 14 disciplinas/ano

Ø ØProjeção: Piloto OCW-USP

· Início em 2008

· Disciplinas publicadas (projeção): 400 disciplinas em 2 anos

· Média: 200 disciplinas/ano

ØØ MIT OCW

· Início em 2002

· Disciplinas publicadas até 2006:1550

média: 388 disciplinas por ano

A burocracia conspira contra o Projeto OCW-USP

Tem gente demais trabalhando contra o Projeto OCW-USP... Além disso, estão tentando segurar o Projeto nas redes da burocracia. Não vão conseguir, pois nós já percebemos isso. E vamos trabalhar para desarticular todas as ações contrárias.

É lamentável que isso aconteça, pois vários indivíduos graúdos serão completamente queimados e terão suas reputações incineradas. Isso porque eu não terei medo de levantar, apontar o dedo para a cara do indivíduo e dizer:

"Você está trabalhando contra o Projeto OCW-USP. Você está fazendo isso, e isso e mais isso. Está tentando sobrepor os seus interesses individuais privados sobre os interesses da sociedade e está usando a Universidade como uma extensão dos seus negócios particulares. Você é uma pessoa nociva à sociedade e à coletividade. Tem que ser retirado de dentro da Administração Pública." Basta eu dizer isso e mostrar o nome do indivíduo, para que ele seja retirado do sistema e reduzido a zero.

Certamente, não pretendo fazer isso. Por isso, é que buscamos as negociações e as composições. Porém, não somos idiotas.

O Projeto OCW-USP é um projeto social de grande relevância pública. Um projeto que beneficia a sociedade sem quaisquer tipo de distinções. É um projeto que multiplica exponencialmente o retorno social da USP, ou seja, a USP distribuirá gratuitamente, para toda a sociedade brasileira, a sua matéria-prima mais valiosa: o conhecimento e os saberes que transmite aos seus alunos.

Certamente, existem Professores importantes da USP que estão apoiando e ajudando a construir o Projeto OCW-USP. Em breve publicaremos os nomes dos Professores que apóiam e ajudam na construção do Projeto. Mas também quero publicar os nomes daqueles que conspiram contra o Projeto. Os cidadãos precisam saber e conhecer quem são os funcionários públicos que trabalham contra seus interesses e contra os interesses da coletividade dentro da Administração Pública...

Para todas as desculpas que arranjarem para a não realização do Projeto OCW-USP, nós encontraremos um meio de neutralizá-la. Além disso, eu estou disposto a fazer acordos para viabilizar o Projeto e retirar da administração pública as pessoas nocivas aos interesses sociais.

Como essas pessoas conspiram contra a sociedade e contra os interesses coletivos, acho que é justo que a sociedade também conspire contra essas pessoas e seus interesses...

Clique aqui para saber mais sobre o Projeto OCW-USP

O Projeto OCW-USP é a reunião e publicação gratuita, aberta e diária, na internet, do conteúdo de todas as disciplinas ministradas na USP, incluindo os textos e as aulas que serão gravadas, transcritas e disponibilizadas em texto, audio e vídeo.

A meta é tornar o ensino da USP aberto para todos os brasileiros, sem exceção. Certamente, respeitaremos as questões de Propriedade Intelectual e Direitos Autorais, desde que elas não impliquem a perda de objeto do Projeto. È um Projeto que coloca os interesses sociais acima dos interesses individuais. O conhecimento e as informações serão democratizados e socializados.

O Projeto OCW-USP não dependerá da boa vontade de aluno e professor em disponibilizar o material do curso, pois haverá alunos que receberão bolsas para fazer isto: coletar o material e gravar as aulas. Serão, no Projeto completo, 2500 bolsas OCW-USP. Não queremos dar mais tarefa e trabalho para professores ou funcionários. O Professor deverá se preocupar apenas em fazer um bom curso, um curso nível USP. O resto é com o Instituto OCW-Br@sil, que farão uma gravação, uma disponibilização e uma apresentação de Projeto nível USP.

Mas por que criamos um Instituto para isso e não deixamos tudo a cargo da USP ? Pelo simples fato de que a Administração Pública não suporta mais nenhum tarefa, pois mal consegue cumprir o que lhe cabe. Além disso, não existe funcionários disponíveis para isso e nem recursos sobrando. Por isso, criamos uma ONG que fará toda a parte operacional de coleta, disponibilização e arquivamento dos dados.

Além disso, esse Projeto tem um custo altíssimo em tecnologia e servidores de alta capacidade. Serão milhares de vídeos postados diariamente, assim como teremos que ter capacidade para acesso de milhares de pessoas. Logo, envolve uma estrutura que a Universidade não possui e não tem recursos disponíveis para montar e se obter recursos para montar, não terá para mantê-lo. Por isso, criamos uma ONG para realizar o Projeto em parceria com a USP.

Uma ONG que não é uma Fundação. As Fundações da USP vendem a USP em pequenos pedaços e os docentes que controlam a Fundação embolsam os lucros. O Instituto OCW Br@sil não vende nada. Tudo o que fizer terá que ser de graça e aberto para todo mundo. Isso está no nosso Estatuto.

Clique aqui para ler o Estatuto

Além disso, no caso de extinção do Instituto OCW Br@sil, todos os recursos disponíveis, assim como as tecnologias e bens passarão, automaticamente, para a USP. Isso também está no Estatuto.

Portais com publicação de disciplinas na internet

ØØ Portal Mundo Acadêmico (MEC-Governo Federal)

· Início em 2006

· Disciplinas publicadas: 2 disciplinas

· Média: 2 disciplinas/ano

Ø ØPortal Ensino Aberto da UNICAMP

· Início em 2003

· Disciplinas publicadas: 68

· Média: 14 disciplinas/ano

Ø ØProjeção: Piloto OCW-USP

· Início em 2008

· Disciplinas publicadas (projeção): 400 disciplinas em 2 anos

· Média: 200 disciplinas/ano

ØØ MIT OCW

· Início em 2002

· Disciplinas publicadas até 2006:1550

média: 388 disciplinas por ano

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Pérolas do Leonildo

A santíssima Trindade --

O mundo atual é controlado pela santíssima trindade: o capitalismo, o cristianismo e a democracia. A Democracia garante a liberdade. O capitalismo explora e o cristianismo ameniza. A Democracia garante a liberdade de ação, a livre iniciativa. O capitalismo usa a liberdade democrática para explorar e para oprimir, pois o que importa é o lucro infinito e tudo está a venda. E o cristianismo acalenta as almas, impede as revoltas e condena os subversivos ao inferno. Enfim, a Democracia dá o porrete, o capitalismo bate e o cristianismo assopra.

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Os medíocres são facilmente substituíveis, pois são todos iguais. Porém, aqueles que estão muito acima da média constituem pontos fora da reta. Estes são insubstituíveis, pois são únicos. Einstein criou a Teoria da Relatividade. Morreu sem acabá-la e até hoje ninguém conseguiu terminar o que Einstein começou. Einstein é insubstituível.

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O futuro está aqui. Você pode não acreditar, mas está. Em outras palavras, o futuro está dentro do presente. Contudo, ele está fragmentado, despedaçado, dividido em milhões de pedaços. Por isso não conseguimos vê-lo completamente, apenas pedaços de futuro no presente, mas está tudo aqui. Os tiranos de amanhã ainda estão sendo amamentados ou estão na escola. O Estado totalitário ainda está na prancheta. O controle de pensamento e de pensadores ainda está em fase de teste. Vejam Catanduvas: que maravilha de presídio para presos políticos, ou para intelectuais subversivos e jornalistas fofoqueiros.

O futuro que irá se concretizar depende de como os pedaços de futuro no presente se juntam e se ligam, ou seja, o cenário e os fatos de amanhã estão sendo montados hoje. A essência desta observação é que podemos interferir no resultado, induzindo variáveis. Para isto, precisamos apenas detectar e aproximar pedaços de futuro no presente e catalisar uma ligação entre essas partes. Assim, determinaremos a formação do futuro que desejamos. Enfim, nós podemos determinar o amanhã e construir o futuro agindo hoje, com nossas idéias, nossos projetos e nossas iniciativas.

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A pulverização da classe dominante

Existe uma classe ou apenas grupos dominantes ? Suspeito que tenha acontecido uma pulverização da classe dominante em milhares de pequenos grupos hegemônicos, cada um controlando e ditando as regras de uma área, de uma temática.

Por exemplo, se o assunto é propriedade rural a classe dominante é constituída pelos ruralistas e os dominados/oprimidos são os sem-terra, excluindo-se desta relação dominante/dominado os trabalhadores urbanos. Se o tema é proteção ambiental são as madeireiras, ou algumas Ongs, contra as comunidades indígenas. Se a questão é Administração Pública, a classe dominante é a burocracia estatal, ou seja, os burocratas são os opressores e os cidadãos ou usuários do serviço público, são os oprimidos. Assim, o INSS é o opressor, enquanto os aposentados são os oprimidos; as Secretarias de Segurança Públicas formam uma classe dominante, enquanto que os Presidiários e seus familiares são os oprimidos, etc.

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Coisas que não tem preço:

Juiz de primeiro grau, incluindo o oficial de justiça, R$ 50.000,00.
Juiz Federal, com um delegado Federal embutido, R$ 100.000,00.
Desembargador com atendimento 24 horas, R$ 500.000,00.
Ministro do STJ, incluindo o irmão, R$ 1.000.000,00.
Fazer Justiça com as próprias mãos não tem preço.
Tem coisas que não tem preço. As outras sentenças você compra com um Mastercard.

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Risco-Judiciário: 3000 pontos
Garantia de justiça: 0,1%
Garantia de injustiça: 99,9 %
O judiciário não se relaciona com justiça, mas ao contrário, é uma instituição que garante as injustiças.

---------------
A venda de sentença é mais um negócio do capitalismo globalizado. A justiça virou um produto.
E, mais uma vez, quem tem dinheiro sai na frente, pois agora, talvez desde sempre, a justiça é mais uma mercadoria que se pode comprar na esquina, na internet, etc.
Se pessoas são vendidas, por que as sentenças e a justiça não seriam ?
E a tal segurança jurídica? O que acontece com ela depois dessa enxurrada de venda de sentenças ?
Agora está bem claro: quem tem poder econômico compra a sentença, compra a justiça, compra os juízes.
Será que os fazendeiros também estão comprando liminares para reintegrarem posses de fazendas improdutivas invadida pelos sem-terra?
Será que os madeireiros estão comprando liminares e sentenças para continuarem desmatando e derrubando as florestas?
Será que os industriais, os banqueiros, etc estão comprando liminares e sentenças judiciais que declarem as greves injustas e obriguem os trabalhadores a retornarem ao trabalho, garantindo, assim, a continuidade da escravidão e da opressão patronal?
Será que os proprietários estão comprando liminares para despejarem as famílias que ocupam terrenos e prédios vazios nas cidades grandes?
Será que os corruptos estão comprando liminares para trancarem processos ou liberarem bens bloqueados pelos poucos juízes sensatos e coerentes?
Em todos esses casos o poder econômico, com sua infinita capacidade de corrupção, é uma das partes, enquanto na outra estão os Hipossuficientes ou a coletividade.
Um Ministro do STJ custa R$ 1.000.000,00. Quanto custaria um Ministro do Supremo?
A justiça brasileira é suspeita de prostituição. É injusta e está a venda.
O próximo passo será o leilão de sentença e de decisões judiciais. Quem paga mais, leva.
Quem acredita na justiça do judiciário brasileiro, também deve acreditar em ET de Varginha, Saci-Pererê, mula sem-cabeça, coelhinho da páscoa, Papai Noel, etc.

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Revolução Negra

A coletividade é negra, ou seja, a maioria da população brasileira é composta por negros. Logo, o poder do Estado pertence aos negros. O poder do Estado tem que ser exercido pelos negros e em benefício dos negros.
Está na hora de acabarmos com a hegemonia e a tirania dos brancos sobre os negros.

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Direitos Humanos é para classe dominante. É coisa de rico. Para criminosos, pobres, negros e demais minorias excluídas só existem Direitos Desumanos.

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A Igreja tem razão em criticar o governo

As políticas sociais do governo estão reduzindo as desigualdades e acabando com a pobreza. Isso é um grave problema para as igrejas, sejam evangélicas ou católicas, que se desenvolvem e proliferam nas periferias e em áreas de extrema pobreza. Se o governo acabar com os pobres quem é que as igrejas vão enganar e escravizar ? Quem é que vai alimentar os seus cofres, seja do Vaticano ou do Edir Macedo ? Deus é necessário na vida do homem, pois o homem precisa de Deus, mesmo não acreditando nele. Contudo, determinadas correntes religiosas só servem para enganar os humildes, confundir os de pouco conhecimento e roubar o peregrino de boa-fé.

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Perguntas difíceis de responder:

"A Democracia é importante em um país no qual a maioria da população não sabe se terá a refeição do dia seguinte? Quem ganha com a Democracia? É relevante a liberdade de expressão em uma nação onde 65% dos indivíduos são analfabetos funcionais? Há Democracia e Justiça em um país no qual os juízes e tribunais são parciais e não cumprem a Constituição? O que você prefere: roubar, traficar e matar ou morrer de fome?"

Conclusão: Com um salário de R$ 2.000,00, ou mais, é fácil defender a democracia de fachada, o direito inconstitucional, a justiça parcial e a liberdade de impor expressão, inclusive com unhas e dentes. Contudo, o povo suporta alegremente uma ditadura que lhes dê emprego e mesa farta, pois Democracia "não enche barriga".

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A Fuvest é um vestibular inteligentíssimo. Eles pedem livros e contos que, durante o vestibular, a maioria dos vestibulandos pensa ser uma leitura inútil. Mas não é. A literatura também é uma arma perigosa se for manejada com maestria. É um exemplo disso o fato dos regimes totalitários prenderem e matarem os poetas e os escritores.
Lembro-me de quando prestei o vestibular da Fuvest. Li todos os livros, incluindo Machado de Assis, Guimarães Rosa, etc. Contudo, o livro que achei mais interessante e próximo da realidade atual foi o "Macunaíma" do Mário de Andrade. Vivemos em um país de macunaímas, golpe em cima de golpe, picaretagens embaixo de picaretagens, safadeza atrás de safadeza.

Mas além desse livro, um outro texto também me chamou a atenção. Foi "O Velho do Restelo" de Camões. Também vivemos em um país cheio de velhos do restelo. Gente que tem o corpo no século XXI, mas a cabeça continua no século XVIII. Gente que só sabe dizer: "Isso é impossível. Isso não dá certo. Isso não funciona... etc".

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Acredito que:

--- Nada é mais subversivo e revolucionário do que a distribuição pública, livre e gratuita do conhecimento, pois a instrução e a sabedoria são fontes catalisadoras de mudança e de revolução.

--- O conhecimento produzido e retido nas Universidades Públicas tem que ser democratizado e distribuído gratuitamente, pois as instituições públicas são mantidas com dinheiro da coletividade, dinheiro do povo. A obtenção do diploma deve derivar de mérito (vestibular), mas o acesso ao conhecimento deve ser livre, público e gratuito.

--- A criminalização das drogas é uma estupidez que tem que ser eliminada, pois ela transformou um problema de saúde pública em uma guerra civil violenta. No contexto atual é melhor enfrentar uma epidemia, oriunda da descriminalização, porém tratada em hospitais e por médicos; do que continuar alimentando essa guerra idiota contra o narcotráfico, os narcotraficantes e os crimes derivados. A descriminalização pode matar de overdose, porém só atinge os usuários de drogas, enquanto a proibição mata não só de overdose, mas também a tiros e atinge a sociedade como um todo, podendo acertar qualquer.

--- É impossível eliminar completamente as desigualdades de um determinado sistema. Além disso, algumas desigualdades devem existir, pois são elas que possibilitam a evolução. Contudo, não se deve admitir índices tão acentuados, principalmente de diferenças sociais. O capitalismo selvagem e gerador de desigualdades tem que ser domado e domesticado.

--- A democracia não precisa de deputados e senadores. Os cidadãos não precisam de intermediários para expressar sua vontade. Além disso, atualmente, temos tecnologia e recursos para re-configurar a democracia e possibilitar a participação direta das pessoas nas principais decisões da nação e na aprovação das leis. Por isso pretendo acabar com o Congresso Nacional e com a figura dos deputados e senadores. Contudo, isto só será possível por meio de um golpe de Estado, da dissolução do Congresso e da elaboração de uma nova Carta Constitucional (uma nova Constituinte). O atual Congresso, movido a mensalão, pizza, propina e corrupção, não tem autoridade moral, interesse ou vontade, e nem terá, em fazer mudanças desse tipo. Justificando, portanto, a realização de um golpe de Estado. Um golpe que não visará tirar o poder dos cidadãos e cedê-lo a uma classe, mas sim tirar de uma classe e devolvê-lo integralmente aos cidadãos. Está na hora da democracia representativa evoluir e se transformar em uma democracia direta. Os cidadãos atingiram a maioridade e pedem de volta o poder que cederam aos representantes legislativos. Todo poder ao povo e pelo povo.

--- De acordo com os jornais, o referendo custou, ao Brasil, cerca de R$ 274 milhões, enquanto que o Congresso Nacional custou, no ano de 2005, cerca de 5,3 bilhões (Texto completo). Isso sem contar os mensalões, as propinas, os desvios, etc. Portanto, montar um sistema de democracia direta sairá bem mais barato do que manter um monte de ladrões roubando o país em Brasília. Temos que acabar com o Congresso Nacional, antes que o Congresso acabe com o Brasil.

--- Luis XIV (1638-1715) dizia: "O Estado sou eu." Era o absolutismo e o Estado realmente era o rei, inclusive o pagamento de impostos visava a formação do patrimônio pessoal do monarca. Com o advento da Democracia o poder saiu do rei e passou para o povo. Hoje o povo, e não os governantes, podem dizer: "O Estado sou eu." Isso tem que ser lembrado sempre, principalmente em épocas e para governantes que querem submeter o povo ao Estado, que querem fazer prevalecer os interesses do Estado (geralmente interesses próprios de quem governa) sobre os interesses do povo. O Estado é o povo e o Estado deve trabalhar pelo povo.

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O poder do indivíduo no mundo globalizado

Somos adestrados, desde de pequenos, a sermos fracos e impotentes diante dos sistemas vigentes. Aprendemos a acreditar na fraqueza do indivíduo diante do Estado, da religião, da família e do poder dominante. Enfim, somos treinados, desde de criança, a sermos dóceis e, portanto, facilmente domesticáveis. É a subserviência inculcada na pessoa desde o berço.

Contudo, os tempos mudaram e a coragem para enfrentar um sistema, uma qualidade rara até então, se disseminou pelo planeta e se tornou comum nas sociedades. Uma evidência clara disso foi a ação de Bin Laden. Um homem e seu grupo desafiando e enfrentando a maior potência da terra.
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Meu site: www.leonildoc.ocwbrasil.org

Meu email: leonildoc@ocwbrasil.org

Pérolas do Leonildo

A santíssima Trindade --

O mundo atual é controlado pela santíssima trindade: o capitalismo, o cristianismo e a democracia. A Democracia garante a liberdade. O capitalismo explora e o cristianismo ameniza. A Democracia garante a liberdade de ação, a livre iniciativa. O capitalismo usa a liberdade democrática para explorar e para oprimir, pois o que importa é o lucro infinito e tudo está a venda. E o cristianismo acalenta as almas, impede as revoltas e condena os subversivos ao inferno. Enfim, a Democracia dá o porrete, o capitalismo bate e o cristianismo assopra.

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Os medíocres são facilmente substituíveis, pois são todos iguais. Porém, aqueles que estão muito acima da média constituem pontos fora da reta. Estes são insubstituíveis, pois são únicos. Einstein criou a Teoria da Relatividade. Morreu sem acabá-la e até hoje ninguém conseguiu terminar o que Einstein começou. Einstein é insubstituível.

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O futuro está aqui. Você pode não acreditar, mas está. Em outras palavras, o futuro está dentro do presente. Contudo, ele está fragmentado, despedaçado, dividido em milhões de pedaços. Por isso não conseguimos vê-lo completamente, apenas pedaços de futuro no presente, mas está tudo aqui. Os tiranos de amanhã ainda estão sendo amamentados ou estão na escola. O Estado totalitário ainda está na prancheta. O controle de pensamento e de pensadores ainda está em fase de teste. Vejam Catanduvas: que maravilha de presídio para presos políticos, ou para intelectuais subversivos e jornalistas fofoqueiros.

O futuro que irá se concretizar depende de como os pedaços de futuro no presente se juntam e se ligam, ou seja, o cenário e os fatos de amanhã estão sendo montados hoje. A essência desta observação é que podemos interferir no resultado, induzindo variáveis. Para isto, precisamos apenas detectar e aproximar pedaços de futuro no presente e catalisar uma ligação entre essas partes. Assim, determinaremos a formação do futuro que desejamos. Enfim, nós podemos determinar o amanhã e construir o futuro agindo hoje, com nossas idéias, nossos projetos e nossas iniciativas.

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A pulverização da classe dominante

Existe uma classe ou apenas grupos dominantes ? Suspeito que tenha acontecido uma pulverização da classe dominante em milhares de pequenos grupos hegemônicos, cada um controlando e ditando as regras de uma área, de uma temática.

Por exemplo, se o assunto é propriedade rural a classe dominante é constituída pelos ruralistas e os dominados/oprimidos são os sem-terra, excluindo-se desta relação dominante/dominado os trabalhadores urbanos. Se o tema é proteção ambiental são as madeireiras, ou algumas Ongs, contra as comunidades indígenas. Se a questão é Administração Pública, a classe dominante é a burocracia estatal, ou seja, os burocratas são os opressores e os cidadãos ou usuários do serviço público, são os oprimidos. Assim, o INSS é o opressor, enquanto os aposentados são os oprimidos; as Secretarias de Segurança Públicas formam uma classe dominante, enquanto que os Presidiários e seus familiares são os oprimidos, etc.

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Coisas que não tem preço:

Juiz de primeiro grau, incluindo o oficial de justiça, R$ 50.000,00.
Juiz Federal, com um delegado Federal embutido, R$ 100.000,00.
Desembargador com atendimento 24 horas, R$ 500.000,00.
Ministro do STJ, incluindo o irmão, R$ 1.000.000,00.
Fazer Justiça com as próprias mãos não tem preço.
Tem coisas que não tem preço. As outras sentenças você compra com um Mastercard.

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Risco-Judiciário: 3000 pontos
Garantia de justiça: 0,1%
Garantia de injustiça: 99,9 %
O judiciário não se relaciona com justiça, mas ao contrário, é uma instituição que garante as injustiças.

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A venda de sentença é mais um negócio do capitalismo globalizado. A justiça virou um produto.
E, mais uma vez, quem tem dinheiro sai na frente, pois agora, talvez desde sempre, a justiça é mais uma mercadoria que se pode comprar na esquina, na internet, etc.
Se pessoas são vendidas, por que as sentenças e a justiça não seriam ?
E a tal segurança jurídica? O que acontece com ela depois dessa enxurrada de venda de sentenças ?
Agora está bem claro: quem tem poder econômico compra a sentença, compra a justiça, compra os juízes.
Será que os fazendeiros também estão comprando liminares para reintegrarem posses de fazendas improdutivas invadida pelos sem-terra?
Será que os madeireiros estão comprando liminares e sentenças para continuarem desmatando e derrubando as florestas?
Será que os industriais, os banqueiros, etc estão comprando liminares e sentenças judiciais que declarem as greves injustas e obriguem os trabalhadores a retornarem ao trabalho, garantindo, assim, a continuidade da escravidão e da opressão patronal?
Será que os proprietários estão comprando liminares para despejarem as famílias que ocupam terrenos e prédios vazios nas cidades grandes?
Será que os corruptos estão comprando liminares para trancarem processos ou liberarem bens bloqueados pelos poucos juízes sensatos e coerentes?
Em todos esses casos o poder econômico, com sua infinita capacidade de corrupção, é uma das partes, enquanto na outra estão os Hipossuficientes ou a coletividade.
Um Ministro do STJ custa R$ 1.000.000,00. Quanto custaria um Ministro do Supremo?
A justiça brasileira é suspeita de prostituição. É injusta e está a venda.
O próximo passo será o leilão de sentença e de decisões judiciais. Quem paga mais, leva.
Quem acredita na justiça do judiciário brasileiro, também deve acreditar em ET de Varginha, Saci-Pererê, mula sem-cabeça, coelhinho da páscoa, Papai Noel, etc.

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Revolução Negra

A coletividade é negra, ou seja, a maioria da população brasileira é composta por negros. Logo, o poder do Estado pertence aos negros. O poder do Estado tem que ser exercido pelos negros e em benefício dos negros.
Está na hora de acabarmos com a hegemonia e a tirania dos brancos sobre os negros.

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Direitos Humanos é para classe dominante. É coisa de rico. Para criminosos, pobres, negros e demais minorias excluídas só existem Direitos Desumanos.

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A Igreja tem razão em criticar o governo

As políticas sociais do governo estão reduzindo as desigualdades e acabando com a pobreza. Isso é um grave problema para as igrejas, sejam evangélicas ou católicas, que se desenvolvem e proliferam nas periferias e em áreas de extrema pobreza. Se o governo acabar com os pobres quem é que as igrejas vão enganar e escravizar ? Quem é que vai alimentar os seus cofres, seja do Vaticano ou do Edir Macedo ? Deus é necessário na vida do homem, pois o homem precisa de Deus, mesmo não acreditando nele. Contudo, determinadas correntes religiosas só servem para enganar os humildes, confundir os de pouco conhecimento e roubar o peregrino de boa-fé.

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Perguntas difíceis de responder:

"A Democracia é importante em um país no qual a maioria da população não sabe se terá a refeição do dia seguinte? Quem ganha com a Democracia? É relevante a liberdade de expressão em uma nação onde 65% dos indivíduos são analfabetos funcionais? Há Democracia e Justiça em um país no qual os juízes e tribunais são parciais e não cumprem a Constituição? O que você prefere: roubar, traficar e matar ou morrer de fome?"

Conclusão: Com um salário de R$ 2.000,00, ou mais, é fácil defender a democracia de fachada, o direito inconstitucional, a justiça parcial e a liberdade de impor expressão, inclusive com unhas e dentes. Contudo, o povo suporta alegremente uma ditadura que lhes dê emprego e mesa farta, pois Democracia "não enche barriga".

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A Fuvest é um vestibular inteligentíssimo. Eles pedem livros e contos que, durante o vestibular, a maioria dos vestibulandos pensa ser uma leitura inútil. Mas não é. A literatura também é uma arma perigosa se for manejada com maestria. É um exemplo disso o fato dos regimes totalitários prenderem e matarem os poetas e os escritores.
Lembro-me de quando prestei o vestibular da Fuvest. Li todos os livros, incluindo Machado de Assis, Guimarães Rosa, etc. Contudo, o livro que achei mais interessante e próximo da realidade atual foi o "Macunaíma" do Mário de Andrade. Vivemos em um país de macunaímas, golpe em cima de golpe, picaretagens embaixo de picaretagens, safadeza atrás de safadeza.

Mas além desse livro, um outro texto também me chamou a atenção. Foi "O Velho do Restelo" de Camões. Também vivemos em um país cheio de velhos do restelo. Gente que tem o corpo no século XXI, mas a cabeça continua no século XVIII. Gente que só sabe dizer: "Isso é impossível. Isso não dá certo. Isso não funciona... etc".

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Acredito que:

--- Nada é mais subversivo e revolucionário do que a distribuição pública, livre e gratuita do conhecimento, pois a instrução e a sabedoria são fontes catalisadoras de mudança e de revolução.

--- O conhecimento produzido e retido nas Universidades Públicas tem que ser democratizado e distribuído gratuitamente, pois as instituições públicas são mantidas com dinheiro da coletividade, dinheiro do povo. A obtenção do diploma deve derivar de mérito (vestibular), mas o acesso ao conhecimento deve ser livre, público e gratuito.

--- A criminalização das drogas é uma estupidez que tem que ser eliminada, pois ela transformou um problema de saúde pública em uma guerra civil violenta. No contexto atual é melhor enfrentar uma epidemia, oriunda da descriminalização, porém tratada em hospitais e por médicos; do que continuar alimentando essa guerra idiota contra o narcotráfico, os narcotraficantes e os crimes derivados. A descriminalização pode matar de overdose, porém só atinge os usuários de drogas, enquanto a proibição mata não só de overdose, mas também a tiros e atinge a sociedade como um todo, podendo acertar qualquer.

--- É impossível eliminar completamente as desigualdades de um determinado sistema. Além disso, algumas desigualdades devem existir, pois são elas que possibilitam a evolução. Contudo, não se deve admitir índices tão acentuados, principalmente de diferenças sociais. O capitalismo selvagem e gerador de desigualdades tem que ser domado e domesticado.

--- A democracia não precisa de deputados e senadores. Os cidadãos não precisam de intermediários para expressar sua vontade. Além disso, atualmente, temos tecnologia e recursos para re-configurar a democracia e possibilitar a participação direta das pessoas nas principais decisões da nação e na aprovação das leis. Por isso pretendo acabar com o Congresso Nacional e com a figura dos deputados e senadores. Contudo, isto só será possível por meio de um golpe de Estado, da dissolução do Congresso e da elaboração de uma nova Carta Constitucional (uma nova Constituinte). O atual Congresso, movido a mensalão, pizza, propina e corrupção, não tem autoridade moral, interesse ou vontade, e nem terá, em fazer mudanças desse tipo. Justificando, portanto, a realização de um golpe de Estado. Um golpe que não visará tirar o poder dos cidadãos e cedê-lo a uma classe, mas sim tirar de uma classe e devolvê-lo integralmente aos cidadãos. Está na hora da democracia representativa evoluir e se transformar em uma democracia direta. Os cidadãos atingiram a maioridade e pedem de volta o poder que cederam aos representantes legislativos. Todo poder ao povo e pelo povo.

--- De acordo com os jornais, o referendo custou, ao Brasil, cerca de R$ 274 milhões, enquanto que o Congresso Nacional custou, no ano de 2005, cerca de 5,3 bilhões (Texto completo). Isso sem contar os mensalões, as propinas, os desvios, etc. Portanto, montar um sistema de democracia direta sairá bem mais barato do que manter um monte de ladrões roubando o país em Brasília. Temos que acabar com o Congresso Nacional, antes que o Congresso acabe com o Brasil.

--- Luis XIV (1638-1715) dizia: "O Estado sou eu." Era o absolutismo e o Estado realmente era o rei, inclusive o pagamento de impostos visava a formação do patrimônio pessoal do monarca. Com o advento da Democracia o poder saiu do rei e passou para o povo. Hoje o povo, e não os governantes, podem dizer: "O Estado sou eu." Isso tem que ser lembrado sempre, principalmente em épocas e para governantes que querem submeter o povo ao Estado, que querem fazer prevalecer os interesses do Estado (geralmente interesses próprios de quem governa) sobre os interesses do povo. O Estado é o povo e o Estado deve trabalhar pelo povo.

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O poder do indivíduo no mundo globalizado

Somos adestrados, desde de pequenos, a sermos fracos e impotentes diante dos sistemas vigentes. Aprendemos a acreditar na fraqueza do indivíduo diante do Estado, da religião, da família e do poder dominante. Enfim, somos treinados, desde de criança, a sermos dóceis e, portanto, facilmente domesticáveis. É a subserviência inculcada na pessoa desde o berço.

Contudo, os tempos mudaram e a coragem para enfrentar um sistema, uma qualidade rara até então, se disseminou pelo planeta e se tornou comum nas sociedades. Uma evidência clara disso foi a ação de Bin Laden. Um homem e seu grupo desafiando e enfrentando a maior potência da terra.
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Meu site: www.leonildoc.ocwbrasil.org

Meu email: leonildoc@ocwbrasil.org

domingo, 5 de agosto de 2007

Argumentos favoráveis ao Projeto OCW-USP

O acesso gratuito e aberto ao conhecimento e aos saberes gera desenvolvimento, produz inovações e reduz as desigualdades. Isso porque o conhecimento é uma ferramenta para solução de problemas e transformação social. Se todas as pessoas tiverem essa ferramenta, os problemas serão atacados de todas as formas, possíveis e impossíveis, e em todos os seus ângulos, conhecidos ou desconhecidos.

Soluções que alguns não vêem, outros verão. Perspectivas que alguns não têm, outros terão. E o problema será visto de baixo, de cima, de lado, de dentro, de fora e até da quarta dimensão. Com isso, novos caminhos serão abertos e novas estratégias encontradas. Quanto mais pessoas tiverem acesso ao conhecimento, mais rápido caminharemos para o desenvolvimento e mais soluções eficientes e inovadoras encontraremos.

Por isso, as três ações fundamentais que marcarão o século XXI serão: compartilhar, democratizar e socializar. O sucesso das redes P2P, do You Tube, da Wikipedia, etc derivam dessas ações.

Hoje, no Brasil, poucas pessoas têm acesso ao conhecimento. Poucas pessoas têm poucas visões, encontram poucas soluções, geram pouco desenvolvimento e produzem poucas inovações. Portanto, o monopólio e a retenção do conhecimento e dos saberes, dentro das Universidades Públicas, são fatores inibidores do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

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Navegar na internet é um hábito muito mais difundido entre os brasileiros do que se imaginava, segundo pesquisa Datafolha, encomendada pela agência de propaganda F/Nazca Saatchi & Saatchi. O levantamento indica que 49 milhões de pessoas, 39% da população com 16 anos ou mais, costumam acessar a rede.

39% da população acima de 16 anos acessam a web e 42% publicam conteúdo próprio; internet deixou de ser coisa de rico e democratizou a informação, avalia agência de publicidade que encomendou pesquisa.

O diretor de planejamento da F/Nazca, Fernand Alphen, afirma que os dados indicam que a internet não é mais “coisa de rico”: “Ela tem alta penetração nas classes C, D e E”. Por isso, Alphen considera que a rede contribui muito para a democratização do acesso à informação. “Quanto mais periférica é a população, mais a internet aparece como uma solução de inserção social, de acesso ao entretenimento e à informação, porque é um meio muito barato”, diz.

(Jornal Destake – 31/07/07)

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A proporção de pessoas que acessaram a Internet na população dos estudantes foi de 35,9%. Somente no Distrito Federal 57,5% e em São Paulo 51,2%, ou seja, mais da metade dos estudantes acessavam a Internet. 76,2% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a Internet.

Na população dos estudantes usuários da Internet, a proporção dos que a utilizaram para educação e aprendizado foi destacadamente a mais elevada (90,2%), vindo depois, mais distanciadas, as dos que a acessaram para comunicação com outras pessoas (69,7%) e atividades de lazer (65,5%). A proporção dos estudantes que a acessaram para a leitura de jornais e revistas alcançou 40,7% e as referentes às demais finalidades ficaram abaixo de 20%..

O percentual de pessoas que utilizaram a Internet no grupamento formado pelos profissionais das ciências e das artes alcançou 72,8%, situando-se no patamar mais alto. Em seguida, vieram os dos grupamentos dos trabalhadores dos serviços administrativos (59,3%) e dos dirigentes em geral (58,0%) e, depois, os dos membros das forças armadas e auxiliares (52,9%) e dos técnicos de nível médio (51,9%).

No contingente dos usuários da Internet que não eram estudantes, o maior percentual foi o das pessoas que acessaram a esta rede para comunicação com outras pessoas (67,8%), vindo, em seguida, os indivíduos que a utilizaram para educação e aprendizado (57,5%), leitura de jornais e revistas (51,7%) e atividades de lazer 45,7%.

Esse indicador atingiu 47,3% no grupamento da administração pública, 47,5% no da educação, saúde e serviços sociais e 57,9% no das outras atividades (intermediação financeira, seguros, previdência privada, atividades de informática, pesquisa e desenvolvimento etc.).

O contingente formado pelos militares e funcionários públicos estatutários, foi o que apresentou o mais elevado percentual de pessoas que acessaram à Internet (47,7%), vindo em seguida a dos empregadores (40,6%) e, depois, o do contingente das pessoas com carteira de trabalho assinada (32,6%). (IBGE–PNAD - 2005).

Argumentos favoráveis ao Projeto OCW-USP

O acesso gratuito e aberto ao conhecimento e aos saberes gera desenvolvimento, produz inovações e reduz as desigualdades. Isso porque o conhecimento é uma ferramenta para solução de problemas e transformação social. Se todas as pessoas tiverem essa ferramenta, os problemas serão atacados de todas as formas, possíveis e impossíveis, e em todos os seus ângulos, conhecidos ou desconhecidos.

Soluções que alguns não vêem, outros verão. Perspectivas que alguns não têm, outros terão. E o problema será visto de baixo, de cima, de lado, de dentro, de fora e até da quarta dimensão. Com isso, novos caminhos serão abertos e novas estratégias encontradas. Quanto mais pessoas tiverem acesso ao conhecimento, mais rápido caminharemos para o desenvolvimento e mais soluções eficientes e inovadoras encontraremos.

Por isso, as três ações fundamentais que marcarão o século XXI serão: compartilhar, democratizar e socializar. O sucesso das redes P2P, do You Tube, da Wikipedia, etc derivam dessas ações.

Hoje, no Brasil, poucas pessoas têm acesso ao conhecimento. Poucas pessoas têm poucas visões, encontram poucas soluções, geram pouco desenvolvimento e produzem poucas inovações. Portanto, o monopólio e a retenção do conhecimento e dos saberes, dentro das Universidades Públicas, são fatores inibidores do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

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Navegar na internet é um hábito muito mais difundido entre os brasileiros do que se imaginava, segundo pesquisa Datafolha, encomendada pela agência de propaganda F/Nazca Saatchi & Saatchi. O levantamento indica que 49 milhões de pessoas, 39% da população com 16 anos ou mais, costumam acessar a rede.

39% da população acima de 16 anos acessam a web e 42% publicam conteúdo próprio; internet deixou de ser coisa de rico e democratizou a informação, avalia agência de publicidade que encomendou pesquisa.

O diretor de planejamento da F/Nazca, Fernand Alphen, afirma que os dados indicam que a internet não é mais “coisa de rico”: “Ela tem alta penetração nas classes C, D e E”. Por isso, Alphen considera que a rede contribui muito para a democratização do acesso à informação. “Quanto mais periférica é a população, mais a internet aparece como uma solução de inserção social, de acesso ao entretenimento e à informação, porque é um meio muito barato”, diz.

(Jornal Destake – 31/07/07)

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A proporção de pessoas que acessaram a Internet na população dos estudantes foi de 35,9%. Somente no Distrito Federal 57,5% e em São Paulo 51,2%, ou seja, mais da metade dos estudantes acessavam a Internet. 76,2% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a Internet.

Na população dos estudantes usuários da Internet, a proporção dos que a utilizaram para educação e aprendizado foi destacadamente a mais elevada (90,2%), vindo depois, mais distanciadas, as dos que a acessaram para comunicação com outras pessoas (69,7%) e atividades de lazer (65,5%). A proporção dos estudantes que a acessaram para a leitura de jornais e revistas alcançou 40,7% e as referentes às demais finalidades ficaram abaixo de 20%..

O percentual de pessoas que utilizaram a Internet no grupamento formado pelos profissionais das ciências e das artes alcançou 72,8%, situando-se no patamar mais alto. Em seguida, vieram os dos grupamentos dos trabalhadores dos serviços administrativos (59,3%) e dos dirigentes em geral (58,0%) e, depois, os dos membros das forças armadas e auxiliares (52,9%) e dos técnicos de nível médio (51,9%).

No contingente dos usuários da Internet que não eram estudantes, o maior percentual foi o das pessoas que acessaram a esta rede para comunicação com outras pessoas (67,8%), vindo, em seguida, os indivíduos que a utilizaram para educação e aprendizado (57,5%), leitura de jornais e revistas (51,7%) e atividades de lazer 45,7%.

Esse indicador atingiu 47,3% no grupamento da administração pública, 47,5% no da educação, saúde e serviços sociais e 57,9% no das outras atividades (intermediação financeira, seguros, previdência privada, atividades de informática, pesquisa e desenvolvimento etc.).

O contingente formado pelos militares e funcionários públicos estatutários, foi o que apresentou o mais elevado percentual de pessoas que acessaram à Internet (47,7%), vindo em seguida a dos empregadores (40,6%) e, depois, o do contingente das pessoas com carteira de trabalho assinada (32,6%). (IBGE–PNAD - 2005).

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Os cursos a distância não democratizam o conhecimento e nem socializam os saberes

Leonildo Correa - 01/0/2007

Não há nada, absolutamente nada, na USP que possa ser comparado com esse Projeto OCW-USP.

Eu vou contar uma coisa. Esse Projeto OCW-USP já foi apresentado para a USP uma vez. Foi apresentado cerca de um ano ou um ano e meio antes do MIT criar o seu Projeto OCW. Eu e mais um colega da Faculdade de Direito, hoje Professor da USP na Faculdade de Saúde Pública (Arthur B. de Vasconcellos Weintraub) protocolamos em 2000 ou 2001, não me lembro ao certo, na Pró-Reitoria de Graduação da USP, uma versão piloto da idéia OCW. Não só na Pró-Reitoria, mas buscamos apoio também na Fundação Arcadas da Faculdade de Direito.

Resumindo a história, a USP poderia ter sido pioneira, pioneiríssima, na criação e desenvolvimento da idéia de Projetos OCW no mundo em cerca de um ano ou um ano e meio antes do MIT. Mas, não nos ouviram e nos ignoraram. Por isso perdemos a dianteira e fomos ultrapassados pelo MIT em 2002. Se não acreditam nisso revirem os arquivos da Pró-Reitoria de Graduação e da Fundação Arcadas que irão encontrar cópias dos Projetos que enviamos. Além disso, eu tenho guardado, não sei onde, os protocolos que recebemos na época.

Contudo, esse primeiro acontecimento foi importante, pois nos ensinou uma coisa: as iniciativas institucionais não funcionam em projetos inovadores. E se você deixar por conta da vontade dos professores e servidores públicos não sai nada, como aconteceu no primeiro projeto. Por isso criamos uma ONG para implementar e desenvolver o Projeto OCW-USP. E dessa vez as coisas não ficarão estagnadas e esquecidas como ficaram em 2000 ou 2001.

Tudo o que a USP fez pela coletividade, ao longo dos últimos tempo, foi restrito, limitado e fechado. O máximo de pessoas que conseguiram atingir foi com as isenções da Fuvest. Isenções que não deram resultados práticos e não repercutiram, pois não adianta dar isenção para quem não vai passar no vestibular. Eles sabem que alunos de escolas públicas tem poucas chances, mesmo assim dão as isenções para enganar a coletividade, transferindo a culpa para o aluno, pois dizem: "Nós demos as isenções. Fizemos a nossa parte. Se não passou é porque é incompetente". Com isso, cruzam os braços e não fazem nada para mudar o sistema perverso e excludente que é a Universidade Pública hoje, principalmente a USP, jogando toda a culpa no ensino público.

Portanto, não há nada nesta Universidade que possa ser comparado com esse projeto OCW-USP em termos de repercussão social e grandeza.

Mas, como é um projeto de aluno e não de professor, querem descaracterizá-lo, minimizá-lo, reduzi-lo a pó, assim o sistema perverso e excludente continua valendo. O conhecimento continua retido e eles continuam vendendo e privatizando a USP com suas Fundações. Fundações que chegam a cobrar mais de vinte mil reais, por aluno, por cursos que ministram dentro da USP, usando os recursos da USP, as salas de aula da USP, as bibliotecas da USP, os livros da USP, os professores da USP, etc. Mesmo assim insistem em dizer que não é um curso da USP.

Hoje estão tentando reduzir a relevância do Projeto OCW-USP e desviar as atenções do público. Para isso tentam mostrar as insignificâncias que fizeram nas últimas décadas, coisas irrelevantes, projetos que não funcionam, idéias que não repercutem ou não podem ser implementadas em larga escala. Querem fazer, como fizeram em 2000 ou 2001, que o Projeto seja abandonado e esquecido. Mas isso não vai acontecer.

Não só isso, a maioria das pessoas que criticam esse Projeto OCW-USP tem interesses econômicos na jogada, são donos de cursinhos (Professor da USP e dono de cursinho...), ou então, estão fazendo fortuna com as Fundações, ou ainda, ganham de alguma forma com a monopolização e retenção do conhecimento e dos saberes dentro da USP. Querem manter a Universidade fechada e restrita para continuarem dominando.

De repente começaram a falar de cursos a distância. Contudo, não abordam e não resolvem as questões que antecedem os cursos a distância. Por exemplo, qual será o critérios de seleção dos alunos que farão esses cursos (Acesso via vestibular ?), esses cursos vão emitir diplomas da USP (Esses diplomas terão o mesmo valor dos cursos presenciais ?), quantos alunos farão esses cursos ? Como serão as avaliações desses cursos ? Quais são esses cursos a distância ?

Hoje existem alguns cursos a distância sendo ministrados pela USP. Contudo, esses cursos não democratizam e não socializam nada. Continuam sendo cursos fechados, excludentes e limitados. Poucos tem acesso e poucos fazem esses cursos. Principalmente, porque os temas desses cursos são excessivamente específicos.

Resumindo, existem uma série de questões que devem ser resolvidas antes de se implementar um curso a distância. Mas o mais importante é observar que cursos a distância não democratizam o conhecimento e não socializam os saberes, apenas transferem para a internet o modelo excludentes e fechado dos cursos presenciais. Continuam sendo cursos e conhecimentos exclusivos da panelinha, ou panelona, da classe dominante.

Portanto, a USP pode lançar quantos cursos a distância quiser e, mesmo assim, não democratizará o conhecimento e nem socializará os saberes que estão retidos na Universidade. Sem contar que os cursos a distância atuais são tão específicos que ninguém pouquíssimos irão querer fazê-los.

Logo, é necessário que o Projeto OCW-USP também envolva os cursos a distância e libere seus conteúdos para toda a coletividade, para toda a população brasileira, ou seja, é necessário que o Projeto OCW-USP democratize o conhecimento e socialize os saberes retidos e monopolizados nesses cursos a distância.

A diferença entre o Projeto OCW-USP e um curso a distância é que o Projeto OCW-USP é aberto para toda a coletividade. Não só isso, é um projeto que envolve todos os cursos presenciais da USP. Portanto, quaisquer profissionais, alunos ou cidadãos encontrarão no Projeto OCW-USP o conhecimento que lhes interessam, aquilo que precisam saber ou estudar.

O Projeto OCW-USP envolve o conhecimento e os saberes como um todo, todas as áreas, todas as técnicas, todos os métodos. O Projeto OCW-USP democratiza e socializa tudo. Tudo estará disponível e tudo será disponibilizado. Só não vai aprender quem não quiser aprender. Só não vai saber quem não quiser saber. Já os cursos a distância continuam sendo cursos restritos e específicos, limitados nos temas e de interesse apenas de grupos seletos (temas limitados).

Mas o que mais me surpreende, em toda essa história, é a falta de visão das pessoas que fazem os projetos de extensão da USP. Criam políticas de pseudo-inclusão, não para resolver o problema de acesso ou para democratizar a USP, mas sim para enganar a coletividade e garantir a continuidade da exclusão na Universidade. Eu não sei se fazem isso de má fé ou se fazem na ingenuidade, mas que fazem coisas absurdas, isso fazem. Criaram mais um cursinho pré-vestibular para substituir o sistema de cotas, ou seja, tentam resolver o problema dos cursinhos criando mais um cursinho. Dão isenção de taxas para alunos que não passam no vestibular. Aumentam 3% a nota de quem precisa de um aumento de 70% para conseguir entrar na USP. É o tal do muda tudo para não mudar nada.

O problema, dizem eles, é a escola pública, não a USP. Mas eu digo que o problema também é a USP. Temos mecanismos e meios que podemos utilizar para melhorar a escola pública e o Brasil e não utilizam. Poderiam utilizar a nossa melhor matéria-prima, o conhecimento e os saberes, para catalisar desenvolvimento, gerar competências, fundamentar novas idéias, trazer inovações etc e simplesmente não fazem nada, se omitem. Ficam olhando para cima e fingindo que não tem nada a ver com isso. Mas não se omitem por preguiça ou desmazelo. Omitem-se por interesse, querem monopolizar e reter o conhecimento para continuar dominando a coletividade, manter o status quo, continuarem se enriquecendo às custas do patrimônio público. Querem monopolizar e reter para garantir a perpetuação das estruturas de poder que estão em vigor na sociedade.

O Projeto OCW-SP não é um curso a distância. Não emite diploma. Não será fechado. Não será limitado. É um projeto para a coletividade e para todos os brasileiros, assim como para os demais países da língua portuguesa e, inclusive, latino-americanos, pois pretendemos traduzir os materiais para o espanhol, visando a integração de conhecimento na América Latina.

Além disso, antes que manejem o instituto dos direitos autorais contra esse projeto, eu pergunto: Depois da aula o professor passa de carteira em carteira recebendo dos alunos os direitos autorais pela aula que ele acabou de ministrar ? Você já viu algum professor fazer isso em algum lugar ? E por que é que ele não faz isso ?

Não faz porque ele recebe um salário para ministrar as aulas. O serviço dele é dar aulas. A coletividade paga para ele dar aulas. Tem professor que dá outras coisas, mas vamos ficar nas aulas... Um salário que é pago com recursos públicos, dinheiro de impostos.

É válido ressaltar ainda que os direitos autorais das aulas continuam pertencendo ao Professor. Ele ministrou as aulas. É o nome dele que constam em todas as aulas. É ele que receberá todos os créditos pelas aulas, pela disciplina e pelo curso. O Projeto OCW-USP apenas otimiza essas aulas e faz com que elas, ao invés de chegar apenas a uma centena de alunos, chegue a milhões de pessoas. Isso é maximização de resultados, maximização dos recursos públicos.

É válido assinalar ainda que o Projeto OCW-USP é open e free. O conhecimento e os saberes serão democratizados e socializados gratuitamente. O Instituto OCW Br@sil é impedido, por seu Estatuto, de cobrar ou exigir quaisquer tipos de contraprestação dos internautas. Quem pagará pela implementação do Projeto é o Estado e as empresas privadas, mas principalmente o Estado, que tem a obrigação de financiar e implementar iniciativa que alavanquem o desenvolvimento social e econômico do país.

Enfim, esse Projeto OCW-USP é de fundamental importância para a USP, para o Brasil e para o povo brasileiro. È um projeto que beneficiará toda a coletividade. Portanto, é um Projeto que deverá receber o apoio máximo da USP e das autoridades públicas. Logo, a melhor decisão é deixar o Projeto seguir sem empecilhos e sem burocracia, pois todos ganham com isso. Se começarem a criar dificuldades e impedimentos, começam os questionamentos, os conflitos, as discussões, as denúncias, etc. Não queremos isso. Queremos apenas implementar soluções que beneficiem toda a coletividade, reduzam as desigualdades e abram mais uma porta para o desenvolvimento do Brasil.

Os cursos a distância não democratizam o conhecimento e nem socializam os saberes

Leonildo Correa - 01/0/2007

Não há nada, absolutamente nada, na USP que possa ser comparado com esse Projeto OCW-USP.

Eu vou contar uma coisa. Esse Projeto OCW-USP já foi apresentado para a USP uma vez. Foi apresentado cerca de um ano ou um ano e meio antes do MIT criar o seu Projeto OCW. Eu e mais um colega da Faculdade de Direito, hoje Professor da USP na Faculdade de Saúde Pública (Arthur B. de Vasconcellos Weintraub) protocolamos em 2000 ou 2001, não me lembro ao certo, na Pró-Reitoria de Graduação da USP, uma versão piloto da idéia OCW. Não só na Pró-Reitoria, mas buscamos apoio também na Fundação Arcadas da Faculdade de Direito.

Resumindo a história, a USP poderia ter sido pioneira, pioneiríssima, na criação e desenvolvimento da idéia de Projetos OCW no mundo em cerca de um ano ou um ano e meio antes do MIT. Mas, não nos ouviram e nos ignoraram. Por isso perdemos a dianteira e fomos ultrapassados pelo MIT em 2002. Se não acreditam nisso revirem os arquivos da Pró-Reitoria de Graduação e da Fundação Arcadas que irão encontrar cópias dos Projetos que enviamos. Além disso, eu tenho guardado, não sei onde, os protocolos que recebemos na época.

Contudo, esse primeiro acontecimento foi importante, pois nos ensinou uma coisa: as iniciativas institucionais não funcionam em projetos inovadores. E se você deixar por conta da vontade dos professores e servidores públicos não sai nada, como aconteceu no primeiro projeto. Por isso criamos uma ONG para implementar e desenvolver o Projeto OCW-USP. E dessa vez as coisas não ficarão estagnadas e esquecidas como ficaram em 2000 ou 2001.

Tudo o que a USP fez pela coletividade, ao longo dos últimos tempo, foi restrito, limitado e fechado. O máximo de pessoas que conseguiram atingir foi com as isenções da Fuvest. Isenções que não deram resultados práticos e não repercutiram, pois não adianta dar isenção para quem não vai passar no vestibular. Eles sabem que alunos de escolas públicas tem poucas chances, mesmo assim dão as isenções para enganar a coletividade, transferindo a culpa para o aluno, pois dizem: "Nós demos as isenções. Fizemos a nossa parte. Se não passou é porque é incompetente". Com isso, cruzam os braços e não fazem nada para mudar o sistema perverso e excludente que é a Universidade Pública hoje, principalmente a USP, jogando toda a culpa no ensino público.

Portanto, não há nada nesta Universidade que possa ser comparado com esse projeto OCW-USP em termos de repercussão social e grandeza.

Mas, como é um projeto de aluno e não de professor, querem descaracterizá-lo, minimizá-lo, reduzi-lo a pó, assim o sistema perverso e excludente continua valendo. O conhecimento continua retido e eles continuam vendendo e privatizando a USP com suas Fundações. Fundações que chegam a cobrar mais de vinte mil reais, por aluno, por cursos que ministram dentro da USP, usando os recursos da USP, as salas de aula da USP, as bibliotecas da USP, os livros da USP, os professores da USP, etc. Mesmo assim insistem em dizer que não é um curso da USP.

Hoje estão tentando reduzir a relevância do Projeto OCW-USP e desviar as atenções do público. Para isso tentam mostrar as insignificâncias que fizeram nas últimas décadas, coisas irrelevantes, projetos que não funcionam, idéias que não repercutem ou não podem ser implementadas em larga escala. Querem fazer, como fizeram em 2000 ou 2001, que o Projeto seja abandonado e esquecido. Mas isso não vai acontecer.

Não só isso, a maioria das pessoas que criticam esse Projeto OCW-USP tem interesses econômicos na jogada, são donos de cursinhos (Professor da USP e dono de cursinho...), ou então, estão fazendo fortuna com as Fundações, ou ainda, ganham de alguma forma com a monopolização e retenção do conhecimento e dos saberes dentro da USP. Querem manter a Universidade fechada e restrita para continuarem dominando.

De repente começaram a falar de cursos a distância. Contudo, não abordam e não resolvem as questões que antecedem os cursos a distância. Por exemplo, qual será o critérios de seleção dos alunos que farão esses cursos (Acesso via vestibular ?), esses cursos vão emitir diplomas da USP (Esses diplomas terão o mesmo valor dos cursos presenciais ?), quantos alunos farão esses cursos ? Como serão as avaliações desses cursos ? Quais são esses cursos a distância ?

Hoje existem alguns cursos a distância sendo ministrados pela USP. Contudo, esses cursos não democratizam e não socializam nada. Continuam sendo cursos fechados, excludentes e limitados. Poucos tem acesso e poucos fazem esses cursos. Principalmente, porque os temas desses cursos são excessivamente específicos.

Resumindo, existem uma série de questões que devem ser resolvidas antes de se implementar um curso a distância. Mas o mais importante é observar que cursos a distância não democratizam o conhecimento e não socializam os saberes, apenas transferem para a internet o modelo excludentes e fechado dos cursos presenciais. Continuam sendo cursos e conhecimentos exclusivos da panelinha, ou panelona, da classe dominante.

Portanto, a USP pode lançar quantos cursos a distância quiser e, mesmo assim, não democratizará o conhecimento e nem socializará os saberes que estão retidos na Universidade. Sem contar que os cursos a distância atuais são tão específicos que ninguém pouquíssimos irão querer fazê-los.

Logo, é necessário que o Projeto OCW-USP também envolva os cursos a distância e libere seus conteúdos para toda a coletividade, para toda a população brasileira, ou seja, é necessário que o Projeto OCW-USP democratize o conhecimento e socialize os saberes retidos e monopolizados nesses cursos a distância.

A diferença entre o Projeto OCW-USP e um curso a distância é que o Projeto OCW-USP é aberto para toda a coletividade. Não só isso, é um projeto que envolve todos os cursos presenciais da USP. Portanto, quaisquer profissionais, alunos ou cidadãos encontrarão no Projeto OCW-USP o conhecimento que lhes interessam, aquilo que precisam saber ou estudar.

O Projeto OCW-USP envolve o conhecimento e os saberes como um todo, todas as áreas, todas as técnicas, todos os métodos. O Projeto OCW-USP democratiza e socializa tudo. Tudo estará disponível e tudo será disponibilizado. Só não vai aprender quem não quiser aprender. Só não vai saber quem não quiser saber. Já os cursos a distância continuam sendo cursos restritos e específicos, limitados nos temas e de interesse apenas de grupos seletos (temas limitados).

Mas o que mais me surpreende, em toda essa história, é a falta de visão das pessoas que fazem os projetos de extensão da USP. Criam políticas de pseudo-inclusão, não para resolver o problema de acesso ou para democratizar a USP, mas sim para enganar a coletividade e garantir a continuidade da exclusão na Universidade. Eu não sei se fazem isso de má fé ou se fazem na ingenuidade, mas que fazem coisas absurdas, isso fazem. Criaram mais um cursinho pré-vestibular para substituir o sistema de cotas, ou seja, tentam resolver o problema dos cursinhos criando mais um cursinho. Dão isenção de taxas para alunos que não passam no vestibular. Aumentam 3% a nota de quem precisa de um aumento de 70% para conseguir entrar na USP. É o tal do muda tudo para não mudar nada.

O problema, dizem eles, é a escola pública, não a USP. Mas eu digo que o problema também é a USP. Temos mecanismos e meios que podemos utilizar para melhorar a escola pública e o Brasil e não utilizam. Poderiam utilizar a nossa melhor matéria-prima, o conhecimento e os saberes, para catalisar desenvolvimento, gerar competências, fundamentar novas idéias, trazer inovações etc e simplesmente não fazem nada, se omitem. Ficam olhando para cima e fingindo que não tem nada a ver com isso. Mas não se omitem por preguiça ou desmazelo. Omitem-se por interesse, querem monopolizar e reter o conhecimento para continuar dominando a coletividade, manter o status quo, continuarem se enriquecendo às custas do patrimônio público. Querem monopolizar e reter para garantir a perpetuação das estruturas de poder que estão em vigor na sociedade.

O Projeto OCW-SP não é um curso a distância. Não emite diploma. Não será fechado. Não será limitado. É um projeto para a coletividade e para todos os brasileiros, assim como para os demais países da língua portuguesa e, inclusive, latino-americanos, pois pretendemos traduzir os materiais para o espanhol, visando a integração de conhecimento na América Latina.

Além disso, antes que manejem o instituto dos direitos autorais contra esse projeto, eu pergunto: Depois da aula o professor passa de carteira em carteira recebendo dos alunos os direitos autorais pela aula que ele acabou de ministrar ? Você já viu algum professor fazer isso em algum lugar ? E por que é que ele não faz isso ?

Não faz porque ele recebe um salário para ministrar as aulas. O serviço dele é dar aulas. A coletividade paga para ele dar aulas. Tem professor que dá outras coisas, mas vamos ficar nas aulas... Um salário que é pago com recursos públicos, dinheiro de impostos.

É válido ressaltar ainda que os direitos autorais das aulas continuam pertencendo ao Professor. Ele ministrou as aulas. É o nome dele que constam em todas as aulas. É ele que receberá todos os créditos pelas aulas, pela disciplina e pelo curso. O Projeto OCW-USP apenas otimiza essas aulas e faz com que elas, ao invés de chegar apenas a uma centena de alunos, chegue a milhões de pessoas. Isso é maximização de resultados, maximização dos recursos públicos.

É válido assinalar ainda que o Projeto OCW-USP é open e free. O conhecimento e os saberes serão democratizados e socializados gratuitamente. O Instituto OCW Br@sil é impedido, por seu Estatuto, de cobrar ou exigir quaisquer tipos de contraprestação dos internautas. Quem pagará pela implementação do Projeto é o Estado e as empresas privadas, mas principalmente o Estado, que tem a obrigação de financiar e implementar iniciativa que alavanquem o desenvolvimento social e econômico do país.

Enfim, esse Projeto OCW-USP é de fundamental importância para a USP, para o Brasil e para o povo brasileiro. È um projeto que beneficiará toda a coletividade. Portanto, é um Projeto que deverá receber o apoio máximo da USP e das autoridades públicas. Logo, a melhor decisão é deixar o Projeto seguir sem empecilhos e sem burocracia, pois todos ganham com isso. Se começarem a criar dificuldades e impedimentos, começam os questionamentos, os conflitos, as discussões, as denúncias, etc. Não queremos isso. Queremos apenas implementar soluções que beneficiem toda a coletividade, reduzam as desigualdades e abram mais uma porta para o desenvolvimento do Brasil.