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quarta-feira, 12 de março de 2008

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Ação da sociedade secreta dentro da Faculdade de Direito da USP
Quando disserem que a Faculdade de Direito da USP defende as liberdades, a democracia e a justiça, nãoa credite, pois é uma mentira cabeluda, uma grande piada, uma hipocrisia gigantesca. E este email, enviado pela Faculdade de Direito para os alunos, censurando conteúdos nos computadores da Faculdade, é a prova disso.
Depois que escrevi o texto falando da ligação das sociedades secretas com o crime organizado, veja abaixo o email que a Faculdade de Direito da USP enviou aos alunos:
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From: "Asciutti, Cesar Augusto" <asciutti@usp.br>
To: "Hideo Suzuki" <expedir@usp.br>
Sent: Tuesday, March 11, 2008 8:19 AM
Subject: Informe da SI no. 002, bloquio de sites


Bom dia a todos,

Informo a todos que o mau uso dos computadores da FD, nos obrigou a
bloquearmos os acessos à mais 3 sites da rede mundial de computadores.

São sites de conteúdo não profissional e e até pornográfico, são eles:

.redtube.com
.blogspot.com
.porntube.com


O uso indevido destes acessos consumiam metade do tráfego disponível,
tornando o uso da rede demasiadamente lenta para os demais usuários.

Grato pela atenção.


Asciutti, Cesar Augusto
CTI - SI/FDUSP
(055)(11)-3111-4016
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Certamente, é uma censura descarada e mentirosa. Desde quando o acesso ao blogspot.com usa metade do tráfego. Porém, o meu site, que denuncia a infiltração de sociedade secreta dentro da administração pública, está no blogspot. Assim, inventando esta mentira cabeluda eles conseguem bloquear o acesso aos textos que estou escrevendo.

É interessante observar o descaramento e as mentiras cabeludas que eles usam para justificar as ações mentirosas e que prejudicam a coletividade. Este é um exemplo contundente da ação dessas sociedades dentro da Administração Pública. Mais do que isto, é o modelo que eles utilizam para roubar, corromper e prejudicar a coletividade e a maioria das pessoas dissimuladamente. Chamam isto de bloqueio criativo, ou seja, para que os alunos da Faculdade de Direito da USP não leiam as coisas que eu estou escrevendo, eles bloqueiam o acesso ao site.

É censura de conteúdo. Agem, descaradamente, para censurar o acesso a conteúdos dos estudantes da Faculdade de Direito mais importante do Brasil. Fazem isto porque as coisas que eu escrevo quebram a lógica de doutrinação que eles impõe aos alunos. E, com esta doutrinação, tentam manter o sistema de doutrinação, opressão e exploração intactos e funcionando sem problemas.

O que eles ganharão com isto ? Quando começarmos a desmantelar, violentamente, o sistema de dominação e opressão, serão os primeiros a serem atacados... Bloquear acesso de alunos de uma Faculdade de Direito a sites é a coisa mais estúpida que pode existir em um país que se diz um Estado de Direito e uma Democracia... A Faculdade de Direito da USP está, ou sempre esteve, nas mãos da dominação, da opressão e da exploração.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A USP e a estrutura de dominação do sistema
Este é o post de número 666. Vou dedicá-lo à USP.
Eu sempre disse que a USP é um centro de formação da classe dominante. É uma Universidade pública que foi feita para servir à elite e aos grupos dominantes. Ela não foi feita para as classes baixas e nem para a coletividade ou para a maioria da população. E isto pode ser visto em várias ações dessa Universidade.

É uma Universidade que fixa, alimenta e reproduz o pensamento dos grupos dominantes. Passando as normas e regras de dominação de geração para geração.

A função da USP, dentro da estrutura de dominação, é manter intacto o pensamento hegemônico e dissimulá-lo, o máximo possível, nas informações e nos conhecimentos ensinados, nos projetos e pesquisas que realiza. Não só isto, como já dissemos, a USP, assim como outras Universidades Públicas, mas mais a USP, por ser hegemônica, forma a elite que opera o sistema de dominação. Autoridades públicas importantes e grandes capitalistas estudaram na USP, seja na graduação ou pós-graduação, ou são influenciados por professores da USP.

Se tanta gente importante do sistema passaram pela USP ou são influenciados por professores da USP, por que as coisas não mudam ? Não mudam porque a USP não foi feita para promover mudanças na sociedade. Foi feita para manter o status quo, a dominação de uma minoria rica sobre a maioria.

Por que você acha que existem poucos estudantes da escola pública na USP ? Por que os pobres são minorias aqui ? Por que os negros, que são a maioria da população, são minoria na USP ? Por que a definição de mérito, usada pela USP, é uma coisa que só os ricos tem ? Porque a USP é um centro de formação da elite, dos grupos dominantes. Porque a USP foi feita para reproduzir e perpetuar a dominação da minoria branca rica sobre a maioria de negros e pobres.

Olhem para as cotas... A USP não aceita o sistema de cotas. Diz que ela viola o mérito que só os ricos tem. Olhem para o sistema de pós-graduação da USP, a maioria dos pós-graduandos pertencem aos grupos dominantes. Os concursos para professor da USP são a mesma coisa. Para manter o sistema de dominação é preciso que os professores e a maioria dos alunos pertençam aos grupos dominantes, caso contrário a coisa não funciona.

E eles são tão diabólicos que mantém esta estrutura de dominação rodando bem na frente da cara de todo mundo. E pior, ainda mandam a conta para a maioria da população, os negros e pobres, pagarem. Em outras palavras, a USP é um centro de formação da elite. Os herdeiros dos grupos dominantes, da dominação, da opressão, da exclusão e da exploração, estão todos estudando aqui. E quem está pagando os estudos deles: os dominados, os oprimidos, os excluídos e os explorados.

Mas e os indivíduos das classes baixas que entram na USP ? O que eles fazem ? Quando entram, é em curso pouco concorrido ou de baixo poder de decisão dentro do sistema de dominação.

Se entram em cursos da elite, são transformados em operadores do sistema de dominação. Viram advogados do sistema, políticos do sistema, administradores de grandes empresas e bancos, etc. Esquecendo, completamente, o lugar de onde saíram ou de onde vieram. Pior do que isto, nada fazem para que o sistema de dominação seja quebrado, para que as portas da Universidade sejam abertas para todos, para a coletividade, para a maioria da população.

Enfim, de uma forma geral, o estudante da classes baixas acabam sendo assimilados ou cooptados, dentro da USP, pelos sistema de dominação. Além disso, podem ser doutrinados e formatados para aceitarem a opressão e a exploração do sistema, para ficarem passivos e resignados diante do mal e das injustiças. Falam em não-violência, em social-democracia, paz, etc, não percebendo que tudo isto é truque do sistema para evitar a revolução.

E isto não mudará... enquanto existir o sistema de dominação e uma minoria de grupos dominantes, a USP continuará sendo o que é e fazendo o que faz. Ela integra uma estrutura maior de dominação.

Uma estrutura que está ligada com a política, mais especificamente, com a democracia representativa. A democracia representativa é a democracia dos grupos dominantes. É a democracia de uma minoria dominando a grande maioria.

Está ligada com a estrutura de dominação do judiciário e da administração pública. Olhe para os concursos públicos, não são parecidos com os méritos da USP ? Nestes concursos, a maioria da população, principalmente os pobres e negros, estão completamente excluídos. Primeiro, porque exigem diplomas. Segundo, porque as provas são mais difíceis que o vestibular e só passa quem paga cursos caríssimos...

O que mudará esta realidade ? Uma revolução... Todo o sistema tem que ser quebrado. Toda a estrutura tem que ser modificada.
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Teorias sobre a educação escolar e a desigualdade
Bernstein: Códigos de linguagem
Anthony Giddens -- Sociologia --artmed -- 2005 -- p.412-414
Existem várias perspectivas teóricas sobre a natureza da educação moderna e suas implicações para a desigualdade. Uma dessas abordagens é a que enfatiza as habilidades linguísticas.

Na década de 1970, Basil Bernstein defendeu a tese de que crianças de origens diversas desenvolvem códigos diferentes, ou tipos de fala, na fase inicial da vida, as quais afetam suas experiências posteriores na escola. Seu interesse não está nas diferenças de vocabulário ou de habilidades verbais, como normalmente se sugere, mas nas diferenças sistemáticas no emprego da linguagem, especialmente no contraste entre as crianças mais pobres e as mais ricas.

O modo de falar das crianças pertencentes à classe trabalhadora, afirma Bernstein, representa um código restrito - uma forma de utilizar a linguagem que contém muitas suposições não-declaradas que os falantes esperam que os outros reconheçam. Um código restrito é uma espécie de discurso vinculado ao seu próprio cenário cultural.

Muitos indivíduos da classe trabalhadora vivem em uma cultura muito voltada à família ou ao bairro, na qual se parte do pressuposto de que todos conhecem os valores e as normas sem expressá-los através da linguagem. Os pais tendem a socializar seus filhos empregando diretamente recompensas ou repreensões para corrigir seu comportamento.

Em um código restrito, a linguagem adapta melhor à comunicação de experiências práticas do que à discussão de idéias, processos ou relações mais abstratas. Assim, o discurso do código restrito é típico de crianças que crescem em famílias de classe baixa e dos grupos sociais com os quais elas convivem. O discurso é orientado para as normas do grupo, sem que ninguém consiga explicar facilmente o motivo de estar seguindo os padrões de comportamento que segue.

Bernstein acredita que o desenvolvimento da linguagem das crianças da classe média, em contraste, envolve a aquisição de um código elaborado - um estilo de discurso em que os significados das palavras podem ser individualizados para satisfazer às demandas de situações específicas. Os modos pelos quais as crianças da classe média aprendem a utilizar a linguagem são menos vinculados a contextos particulares; as crianças conseguem fazer generalizações e expressar idéias abstratas com maior facilidade.

Dessa forma, quando mães de classe média controlam seus filhos, elas freqüentemente explicam os motivos e os princípios que estão por trás de suas reações ao comportamento da criança. Enquanto uma mãe da classe trabalhadora pode repreender seu filho por querer comer muitos doces dizendo simplesmente "Chega de doces !", é mais provável que uma mãe da classe média explique que exagerar nos doces faz mal à saúde e estraga os dentes.

Crianças que adquiriram códigos elaborados de fala, sugere Bernstein, têm mais condições de lidar com as exigências da educação acadêmica formal do que aquelas que se limitaram a códigos restritos. Isso não significa que o tipo de discurso das crianças da classe trabalhadora seja "inferior", ou que seus códigos de linguagem sejam "pobres", mas, sim, que o seu modo de falar não combina com a cultura acadêmica da escola. Aqueles que dominam códigos elaborados se adaptam com muito mais facilidade ao ambiente escolar.

Há evidências que fortalecem a teoria de Bernstein, mesmo que sua validade ainda seja discutida. Joan Tough (1976) estudou a linguagem das crianças da classe trabalhadora e da classe média, encontrando diferenças sistemáticas. Ela confirma a tese de Bernstein de que as crianças da classe trabalhadora geralmente têm menos oportunidades de ouvir respostas para suas perguntas ou explicações sobre o raciocínio dos outros. À mesma conclusão chegaram Barbara Tizard e Martin Hughes (1984) em uma pesquisa posterior.

As idéias de Bernstein nos auxiliam a entender por que pessoas que provém de determinados meios sócio-econômicos tendem a ter um desempenho abaixo do seu potencial na escola. São estes os traços associados ao discurso do código restrito que inibem as chances de uma criança em termos educacionais;

-- A criança provavelmente recebe respostas limitadas às perguntas que faz em casa; logo, é provável que ela fique menos bem-informada e menos curiosa em relação ao mundo em um sentido mais amplo do que aquelas que dominam códigos elaborados.

-- A criança encontrará dificuldades para responder à linguagem impassível e abstrata empregada no ensino, bem como aos apelos em relação aos princípios gerais da disciplina escolar.

-- É provável que muito do que o professor disser seja incompreensível para a criança, pois ele empregará a linguagem de uma forma com a qual a criança não está acostumada. Para lidar com esse problema,a criança não está acostumada. Para lidar com esse problema, a criança talvez tente traduzir a linguagem do professor para algo que lhe seja familiar - mas, nesse caso, é possível que ela deixe de compreender justamente os princípios que o professor pretende transmitir.

-- Embora decorar ou repetir não sejam atividades muito difíceis para a criança, ela pode encontrar grandes dificuldades para entender distinções conceituais que envolvem generalizações e abstração.
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Illich: o currículo oculto
Um dos autores mais controversos da teoria educacional é Ivan Illich. É reconhecido por suas críticas ao desenvolvimento econômico moderno, que ele descreve como um processo por meio do qual as pessoas, que anteriormente eram auto-suficientes, são privadas de suas habilidades tradicionais e obrigadas a dependerem de médicos que tratem de sua saúde, professores que as ensinem, televisão que as divirta e patrões que garantam sua subsistência.

Illich argumenta que a própria noção da obrigatoriedade da educação escolar - hoje aceita no mundo inteiro - deveria ser questionada (1973).

O autor enfatiza o elo existente entre o desenvolvimento da educação e as exigências da economia por disciplina e hierarquia. Illich afirma que as escolas evoluíram para lidar com quatro tarefas básicas: o cuidado custodial, a distribuição dos indivíduos em papéis ocupacionais, o aprendizado de valores dominantes e a aquisição de habilidades e conhecimento que sejam socialmente aprovados.

Quanto ao primeiro item, a escola tornou-se uma organização custodial, pois a freqüência nas aulas é obrigatória, e as crianças são mantidas longe das ruas desde a infância até o ingresso no mercado de trabalho.

Muito do que se aprende na escola não tem nada a ver com o conteúdo formal das aulas. As escolas tendem a inculcar o que Illich (1973) definiu como consumo passivo - uma aceitação irrefletida da ordem social existente - por meio da natureza da disciplina e da arregimentação que envolvem. Essas ligações não são ensinadas conscientemente, estando implícitas nos procedimentos e na organização escolares. O currículo oculto ensina à criança que seu papel na vida é conhecer o seu lugar e ficar sentada quietinha nele.

Illich defende uma sociedade sem escolas. A obrigatoriedade da educação escolar é uma invenção relativamente recente, salienta ele; não há por que aceitá-la como se fosse algo de certa forma inevitável. Já que as escolas não promovem a igualdade ou o desenvolvimento de habilidades criativas individuais, por que não abolirmos o seu formato atual ?

Com isso, Illich não quer dizer que todas as formas de organização educacional devam ser extintas. Todo aquele que quiser aprender deve ter acesso aos recursos disponíveis - em qualquer momento da vida, não apenas na infância ou na adolescência. Um sistema assim possibilitaria a ampla difusão e divisão do conhecimento, que não ficaria limitado aos especialistas.

Os estudantes não deveriam ter de se submeter a um currículo-padrão, devendo ter possibilidade de escolha em relação ao que estudam.

O que tudo isso significa em termos práticos não está totalmente claro. No lugar das escolas, entretanto, Illich sugere que haja diversos tipos de estrutura educacional. Recursos materiais para o aprendizado formal seriam guardados em bibliotecas, locadoras, laboratórios e bancos de armazenamento de informações, disponíveis a qualquer estudante.

Seriam instaladas "redes de comunicações" que ofereceriam dados a respeito das habilidades de vários indivíduos e de sua disposição para ensinar outras pessoas ou se envolver em atividades de aprendizado mútuo. Os estudantes receberiam vales que lhes possibilitariam utilizar os serviços educacionais quando e como eles desejassem.

Será que essas propostas são completamente utópicas ? Muitos diriam que sim. Mas caso, no futuro, haja uma redução ou uma reestruturação substancial do trabalho remunerado, como aparentemente é possível, essas idéias parecerão menos irrealistas. Se o emprego assalariado adquirisse um papel menos central na vida social, as pessoas poderiam se envolver em uma variedade maior de atividades.

Diante desse quadro, algumas das idéias de Illich fazem bastante sentido. A educação não seria apenas um primeiro treinamento, limitado a instituições especiais, mas ficaria à disposição de quem quisesse aproveitá-la.

As idéias de Illich, divulgadas na década de 1970, entraram novamente na moda nos anos de 1990 com o avanço das novas tecnologias das comunicações. Como vimos, algumas pessoas acreditam que os computadores e a internet possam revolucionar a educação e reduzir as desigualdades.

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Bourdieu: educação e reprodução cultural
A maneira mais esclarecedora de associarmos alguns dos temas dessas perspectivas teóricas talvez seja por meio do conceito de reprodução cultural (Bourdieu, 1986, 1988; Bourdieu e Passeron, 1977).

A reprodução cultural refere-se às formas pelas quais as escolas, juntamente com outras instituições sociais, ajudam a perpetuar desigualdades econômicas e sociais ao longo de gerações.

O conceito direciona nossa atenção aos meios pelos quais as escolas, através do currículo oculto, influenciam o aprendizado de valores, atitudes e hábitos. As escolas reforçam as variações nos valores culturais e nas visões selecionadas nos primeiros anos da vida; quando as crianças deixam a escola, essas variações têm o efeito de limitar as oportunidades de algumas crianças ao mesmo tempo que facilitam as de outras.

Não há dúvidas de que os modos de emprego da linguagem identificados por Bernstein estão relacionados a essas óbvias diferenças culturais, que subjazem às variações de interesses e de gostos.

Crianças provenientes da classe baixa, e muitas vezes de grupos minoritários, desenvolvem formas de conversar e de agir que estão em desarmonia com aquelas que imperam na escola. As escolas impõem regras de disciplina aos alunos, a autoridade dos professores volta-se para o aprendizado acadêmico.

As crianças da classe trabalhadora sofrem um baque cultural bem maior ao entrarem na escola do que aquelas que vêm de lares mais privilegiados - na realidade, as primeiras têm a impressão de estarem em um ambiente cultural estrangeiro. Não apenas é menos provável que elas encontrem motivação em alcançar um alto nível de desempenho acadêmico, mas também sua maneira habitual de falar e de agir, como defende Bernstein, não combina com a dos professores, mesmo que cada um faça o melhor para se comunicar.

As crianças passam bastante tempo na escola. Como enfatiza Illich, elas aprendem muito mais lá do que é oficialmente ensinado nas aulas. Bem cedo, as crianças têm uma amostra do que vai ser o mundo do trabalho, aprendendo que deverão ser pontuais e diligentes nas tarefas determinadas por aqueles que estã em posição de autoridade (Webb e Westergaard, 1991).

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Willis: uma análise da reprodução cultural
Uma célebre discussão a respeito da reprodução cultural aparece no relatório do estudo de trabalho de campo executado por Paul Willis em uma escola de Birmingham (1977). Mesmo tendo sido realizado há mais de duas décadas, esse estudo continua sendo um clássico da investigação sociológica.

Willis propôs a seguinte questão para investigação: como ocorre a reprodução cultural - ou como ele a colocou, "como os filhos da classe trabalhadora arranjam empregos na classe trabalhadora."

Normalmente se imagina que, durante o processo da educação escolar, crianças que provenham de meios de classe baixa ou de minorias simplesmente acabem percebendo que "não são inteligentes o bastante" para esperar conseguir empregos que garantam um status elevado e altos salários no futuro.

Em outras palavras, a experiência do fracasso acadêmico as ensina a reconhecer suas limitações intelectuais; aceitando sua "inferioridade", elas partem para ocupações com perspectivas de carreira limitadas.

Como enfatiza Willis, essa interpretação não está absolutamente de acordo com a realidade da vida e das experiências das pessoas. A "sabedoria das ruas" dos indivíduos que vêm de bairros pobres pode ter pouca ou nenhuma relevância para o sucesso acadêmico, porém envolve um conjunto de habilidades tão sutil, engenhoso e complexo quanto qualquer outra prática intelectual ensinada na escola.

Poucas crianças, se é que alguma, saem da escola pensando "sou tão burra que mereço passar o dia empilhando caixas em uma fábrica." Se as crianças de origem menos privilegiada aceitam trabalhos braçais, e não se sentem fracassadas pelo resto da vida, é porque deve haver outros fatores envolvidos na questão.

Willis concentrou-se em um grupo específico de garotos na escola, passando bastante tempo com eles. Os membros dessa turma, que se autodenominavam "os caras", eram brancos; a escola também tinha muitas crianças de famílias das Índias Ocidentais e da Ásia. Willis descobriu que esses rapazes tinham uma compreensão crítica e perspicaz do sistema de autoridade da escola - mas a utilizavam para combater esse sistema, e não para trabalhar a seu favor.

Eles viam na escola um ambiente hostil, mas que poderia ser manipulado para seus próprios objetivos. Tiravam prazer dos conflitos constantes - que, na maioria das vezes, eles mantinham em função de pequenas rixas - com os professores. Tornavam-se peritos em enxergar os pontos fracos das reclamações dos professores por autoridade, assim como os seus pontos vulneráveis enquanto indivíduos.

Na sala de aula, por exemplo, as crianças deveriam ficar sentadas e quietas e dar continuidade aos seus trabalhos. Mas "os caras" passavam o tempo todo se mexendo, exceto nos momentos em que o olhar fixo do professor pudesse imobilizá-los por um instante; ficavam fofocando dissimuladamente, ou faziam comentários em voz alta que beiravam à insubordinação, mas que poderiam ser explicados caso fossem contestados.

"Os caras" reconheciam que o trabalho seria parecido com a escola, mas não viam a hora de começarem a trabalhar. Não esperavam obter uma satisfação direta com o ambiente de trabalho, mas aguardavam com impaciência o momento de receberem um salário. Longe de considerarem as funções que exerciam - em trabalhos de borracharia, colocação de carpetes, encanamentos, pintura e decoração - atividades inferiores, eles demonstravam a mesma atitude de superioridade diante do trabalho que tinham em relação à escola. Gostavam do status de adulto que o trabalho proporcionava, mas não estavam interessados em "construir uma carreira".

Como salienta Willis, o trabalho em ambientes de produção, muitas vezes, envolve aspectos culturais bem semelhantes àqueles criados por esses rapazes em sua cultura de oposição à escola - brincadeiras, raciocínio rápido e habilidade para subverter as exigências das figuras de autoridade quando necessário. Só depois de muito tempo é que eles podem acabar percebendo que estão presos em um trabalho árduo, que não traz recompensas. Quando possuem uma família, é possível que olhem para o passado e percebam - sem esperanças - que a educação teria sido sua única saída. Entretanto, se tentam passar essa visão para seus próprios filhos, estes provavelmente não terão mais sucesso na vida do que seus pais o tiveram.
A USP e a estrutura de dominação do sistema
Este é o post de número 666. Vou dedicá-lo à USP.
Eu sempre disse que a USP é um centro de formação da classe dominante. É uma Universidade pública que foi feita para servir à elite e aos grupos dominantes. Ela não foi feita para as classes baixas e nem para a coletividade ou para a maioria da população. E isto pode ser visto em várias ações dessa Universidade.

É uma Universidade que fixa, alimenta e reproduz o pensamento dos grupos dominantes. Passando as normas e regras de dominação de geração para geração.

A função da USP, dentro da estrutura de dominação, é manter intacto o pensamento hegemônico e dissimulá-lo, o máximo possível, nas informações e nos conhecimentos ensinados, nos projetos e pesquisas que realiza. Não só isto, como já dissemos, a USP, assim como outras Universidades Públicas, mas mais a USP, por ser hegemônica, forma a elite que opera o sistema de dominação. Autoridades públicas importantes e grandes capitalistas estudaram na USP, seja na graduação ou pós-graduação, ou são influenciados por professores da USP.

Se tanta gente importante do sistema passaram pela USP ou são influenciados por professores da USP, por que as coisas não mudam ? Não mudam porque a USP não foi feita para promover mudanças na sociedade. Foi feita para manter o status quo, a dominação de uma minoria rica sobre a maioria.

Por que você acha que existem poucos estudantes da escola pública na USP ? Por que os pobres são minorias aqui ? Por que os negros, que são a maioria da população, são minoria na USP ? Por que a definição de mérito, usada pela USP, é uma coisa que só os ricos tem ? Porque a USP é um centro de formação da elite, dos grupos dominantes. Porque a USP foi feita para reproduzir e perpetuar a dominação da minoria branca rica sobre a maioria de negros e pobres.

Olhem para as cotas... A USP não aceita o sistema de cotas. Diz que ela viola o mérito que só os ricos tem. Olhem para o sistema de pós-graduação da USP, a maioria dos pós-graduandos pertencem aos grupos dominantes. Os concursos para professor da USP são a mesma coisa. Para manter o sistema de dominação é preciso que os professores e a maioria dos alunos pertençam aos grupos dominantes, caso contrário a coisa não funciona.

E eles são tão diabólicos que mantém esta estrutura de dominação rodando bem na frente da cara de todo mundo. E pior, ainda mandam a conta para a maioria da população, os negros e pobres, pagarem. Em outras palavras, a USP é um centro de formação da elite. Os herdeiros dos grupos dominantes, da dominação, da opressão, da exclusão e da exploração, estão todos estudando aqui. E quem está pagando os estudos deles: os dominados, os oprimidos, os excluídos e os explorados.

Mas e os indivíduos das classes baixas que entram na USP ? O que eles fazem ? Quando entram, é em curso pouco concorrido ou de baixo poder de decisão dentro do sistema de dominação.

Se entram em cursos da elite, são transformados em operadores do sistema de dominação. Viram advogados do sistema, políticos do sistema, administradores de grandes empresas e bancos, etc. Esquecendo, completamente, o lugar de onde saíram ou de onde vieram. Pior do que isto, nada fazem para que o sistema de dominação seja quebrado, para que as portas da Universidade sejam abertas para todos, para a coletividade, para a maioria da população.

Enfim, de uma forma geral, o estudante da classes baixas acabam sendo assimilados ou cooptados, dentro da USP, pelos sistema de dominação. Além disso, podem ser doutrinados e formatados para aceitarem a opressão e a exploração do sistema, para ficarem passivos e resignados diante do mal e das injustiças. Falam em não-violência, em social-democracia, paz, etc, não percebendo que tudo isto é truque do sistema para evitar a revolução.

E isto não mudará... enquanto existir o sistema de dominação e uma minoria de grupos dominantes, a USP continuará sendo o que é e fazendo o que faz. Ela integra uma estrutura maior de dominação.

Uma estrutura que está ligada com a política, mais especificamente, com a democracia representativa. A democracia representativa é a democracia dos grupos dominantes. É a democracia de uma minoria dominando a grande maioria.

Está ligada com a estrutura de dominação do judiciário e da administração pública. Olhe para os concursos públicos, não são parecidos com os méritos da USP ? Nestes concursos, a maioria da população, principalmente os pobres e negros, estão completamente excluídos. Primeiro, porque exigem diplomas. Segundo, porque as provas são mais difíceis que o vestibular e só passa quem paga cursos caríssimos...

O que mudará esta realidade ? Uma revolução... Todo o sistema tem que ser quebrado. Toda a estrutura tem que ser modificada.
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Teorias sobre a educação escolar e a desigualdade
Bernstein: Códigos de linguagem
Anthony Giddens -- Sociologia --artmed -- 2005 -- p.412-414
Existem várias perspectivas teóricas sobre a natureza da educação moderna e suas implicações para a desigualdade. Uma dessas abordagens é a que enfatiza as habilidades linguísticas.

Na década de 1970, Basil Bernstein defendeu a tese de que crianças de origens diversas desenvolvem códigos diferentes, ou tipos de fala, na fase inicial da vida, as quais afetam suas experiências posteriores na escola. Seu interesse não está nas diferenças de vocabulário ou de habilidades verbais, como normalmente se sugere, mas nas diferenças sistemáticas no emprego da linguagem, especialmente no contraste entre as crianças mais pobres e as mais ricas.

O modo de falar das crianças pertencentes à classe trabalhadora, afirma Bernstein, representa um código restrito - uma forma de utilizar a linguagem que contém muitas suposições não-declaradas que os falantes esperam que os outros reconheçam. Um código restrito é uma espécie de discurso vinculado ao seu próprio cenário cultural.

Muitos indivíduos da classe trabalhadora vivem em uma cultura muito voltada à família ou ao bairro, na qual se parte do pressuposto de que todos conhecem os valores e as normas sem expressá-los através da linguagem. Os pais tendem a socializar seus filhos empregando diretamente recompensas ou repreensões para corrigir seu comportamento.

Em um código restrito, a linguagem adapta melhor à comunicação de experiências práticas do que à discussão de idéias, processos ou relações mais abstratas. Assim, o discurso do código restrito é típico de crianças que crescem em famílias de classe baixa e dos grupos sociais com os quais elas convivem. O discurso é orientado para as normas do grupo, sem que ninguém consiga explicar facilmente o motivo de estar seguindo os padrões de comportamento que segue.

Bernstein acredita que o desenvolvimento da linguagem das crianças da classe média, em contraste, envolve a aquisição de um código elaborado - um estilo de discurso em que os significados das palavras podem ser individualizados para satisfazer às demandas de situações específicas. Os modos pelos quais as crianças da classe média aprendem a utilizar a linguagem são menos vinculados a contextos particulares; as crianças conseguem fazer generalizações e expressar idéias abstratas com maior facilidade.

Dessa forma, quando mães de classe média controlam seus filhos, elas freqüentemente explicam os motivos e os princípios que estão por trás de suas reações ao comportamento da criança. Enquanto uma mãe da classe trabalhadora pode repreender seu filho por querer comer muitos doces dizendo simplesmente "Chega de doces !", é mais provável que uma mãe da classe média explique que exagerar nos doces faz mal à saúde e estraga os dentes.

Crianças que adquiriram códigos elaborados de fala, sugere Bernstein, têm mais condições de lidar com as exigências da educação acadêmica formal do que aquelas que se limitaram a códigos restritos. Isso não significa que o tipo de discurso das crianças da classe trabalhadora seja "inferior", ou que seus códigos de linguagem sejam "pobres", mas, sim, que o seu modo de falar não combina com a cultura acadêmica da escola. Aqueles que dominam códigos elaborados se adaptam com muito mais facilidade ao ambiente escolar.

Há evidências que fortalecem a teoria de Bernstein, mesmo que sua validade ainda seja discutida. Joan Tough (1976) estudou a linguagem das crianças da classe trabalhadora e da classe média, encontrando diferenças sistemáticas. Ela confirma a tese de Bernstein de que as crianças da classe trabalhadora geralmente têm menos oportunidades de ouvir respostas para suas perguntas ou explicações sobre o raciocínio dos outros. À mesma conclusão chegaram Barbara Tizard e Martin Hughes (1984) em uma pesquisa posterior.

As idéias de Bernstein nos auxiliam a entender por que pessoas que provém de determinados meios sócio-econômicos tendem a ter um desempenho abaixo do seu potencial na escola. São estes os traços associados ao discurso do código restrito que inibem as chances de uma criança em termos educacionais;

-- A criança provavelmente recebe respostas limitadas às perguntas que faz em casa; logo, é provável que ela fique menos bem-informada e menos curiosa em relação ao mundo em um sentido mais amplo do que aquelas que dominam códigos elaborados.

-- A criança encontrará dificuldades para responder à linguagem impassível e abstrata empregada no ensino, bem como aos apelos em relação aos princípios gerais da disciplina escolar.

-- É provável que muito do que o professor disser seja incompreensível para a criança, pois ele empregará a linguagem de uma forma com a qual a criança não está acostumada. Para lidar com esse problema,a criança não está acostumada. Para lidar com esse problema, a criança talvez tente traduzir a linguagem do professor para algo que lhe seja familiar - mas, nesse caso, é possível que ela deixe de compreender justamente os princípios que o professor pretende transmitir.

-- Embora decorar ou repetir não sejam atividades muito difíceis para a criança, ela pode encontrar grandes dificuldades para entender distinções conceituais que envolvem generalizações e abstração.
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Illich: o currículo oculto
Um dos autores mais controversos da teoria educacional é Ivan Illich. É reconhecido por suas críticas ao desenvolvimento econômico moderno, que ele descreve como um processo por meio do qual as pessoas, que anteriormente eram auto-suficientes, são privadas de suas habilidades tradicionais e obrigadas a dependerem de médicos que tratem de sua saúde, professores que as ensinem, televisão que as divirta e patrões que garantam sua subsistência.

Illich argumenta que a própria noção da obrigatoriedade da educação escolar - hoje aceita no mundo inteiro - deveria ser questionada (1973).

O autor enfatiza o elo existente entre o desenvolvimento da educação e as exigências da economia por disciplina e hierarquia. Illich afirma que as escolas evoluíram para lidar com quatro tarefas básicas: o cuidado custodial, a distribuição dos indivíduos em papéis ocupacionais, o aprendizado de valores dominantes e a aquisição de habilidades e conhecimento que sejam socialmente aprovados.

Quanto ao primeiro item, a escola tornou-se uma organização custodial, pois a freqüência nas aulas é obrigatória, e as crianças são mantidas longe das ruas desde a infância até o ingresso no mercado de trabalho.

Muito do que se aprende na escola não tem nada a ver com o conteúdo formal das aulas. As escolas tendem a inculcar o que Illich (1973) definiu como consumo passivo - uma aceitação irrefletida da ordem social existente - por meio da natureza da disciplina e da arregimentação que envolvem. Essas ligações não são ensinadas conscientemente, estando implícitas nos procedimentos e na organização escolares. O currículo oculto ensina à criança que seu papel na vida é conhecer o seu lugar e ficar sentada quietinha nele.

Illich defende uma sociedade sem escolas. A obrigatoriedade da educação escolar é uma invenção relativamente recente, salienta ele; não há por que aceitá-la como se fosse algo de certa forma inevitável. Já que as escolas não promovem a igualdade ou o desenvolvimento de habilidades criativas individuais, por que não abolirmos o seu formato atual ?

Com isso, Illich não quer dizer que todas as formas de organização educacional devam ser extintas. Todo aquele que quiser aprender deve ter acesso aos recursos disponíveis - em qualquer momento da vida, não apenas na infância ou na adolescência. Um sistema assim possibilitaria a ampla difusão e divisão do conhecimento, que não ficaria limitado aos especialistas.

Os estudantes não deveriam ter de se submeter a um currículo-padrão, devendo ter possibilidade de escolha em relação ao que estudam.

O que tudo isso significa em termos práticos não está totalmente claro. No lugar das escolas, entretanto, Illich sugere que haja diversos tipos de estrutura educacional. Recursos materiais para o aprendizado formal seriam guardados em bibliotecas, locadoras, laboratórios e bancos de armazenamento de informações, disponíveis a qualquer estudante.

Seriam instaladas "redes de comunicações" que ofereceriam dados a respeito das habilidades de vários indivíduos e de sua disposição para ensinar outras pessoas ou se envolver em atividades de aprendizado mútuo. Os estudantes receberiam vales que lhes possibilitariam utilizar os serviços educacionais quando e como eles desejassem.

Será que essas propostas são completamente utópicas ? Muitos diriam que sim. Mas caso, no futuro, haja uma redução ou uma reestruturação substancial do trabalho remunerado, como aparentemente é possível, essas idéias parecerão menos irrealistas. Se o emprego assalariado adquirisse um papel menos central na vida social, as pessoas poderiam se envolver em uma variedade maior de atividades.

Diante desse quadro, algumas das idéias de Illich fazem bastante sentido. A educação não seria apenas um primeiro treinamento, limitado a instituições especiais, mas ficaria à disposição de quem quisesse aproveitá-la.

As idéias de Illich, divulgadas na década de 1970, entraram novamente na moda nos anos de 1990 com o avanço das novas tecnologias das comunicações. Como vimos, algumas pessoas acreditam que os computadores e a internet possam revolucionar a educação e reduzir as desigualdades.

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Bourdieu: educação e reprodução cultural
A maneira mais esclarecedora de associarmos alguns dos temas dessas perspectivas teóricas talvez seja por meio do conceito de reprodução cultural (Bourdieu, 1986, 1988; Bourdieu e Passeron, 1977).

A reprodução cultural refere-se às formas pelas quais as escolas, juntamente com outras instituições sociais, ajudam a perpetuar desigualdades econômicas e sociais ao longo de gerações.

O conceito direciona nossa atenção aos meios pelos quais as escolas, através do currículo oculto, influenciam o aprendizado de valores, atitudes e hábitos. As escolas reforçam as variações nos valores culturais e nas visões selecionadas nos primeiros anos da vida; quando as crianças deixam a escola, essas variações têm o efeito de limitar as oportunidades de algumas crianças ao mesmo tempo que facilitam as de outras.

Não há dúvidas de que os modos de emprego da linguagem identificados por Bernstein estão relacionados a essas óbvias diferenças culturais, que subjazem às variações de interesses e de gostos.

Crianças provenientes da classe baixa, e muitas vezes de grupos minoritários, desenvolvem formas de conversar e de agir que estão em desarmonia com aquelas que imperam na escola. As escolas impõem regras de disciplina aos alunos, a autoridade dos professores volta-se para o aprendizado acadêmico.

As crianças da classe trabalhadora sofrem um baque cultural bem maior ao entrarem na escola do que aquelas que vêm de lares mais privilegiados - na realidade, as primeiras têm a impressão de estarem em um ambiente cultural estrangeiro. Não apenas é menos provável que elas encontrem motivação em alcançar um alto nível de desempenho acadêmico, mas também sua maneira habitual de falar e de agir, como defende Bernstein, não combina com a dos professores, mesmo que cada um faça o melhor para se comunicar.

As crianças passam bastante tempo na escola. Como enfatiza Illich, elas aprendem muito mais lá do que é oficialmente ensinado nas aulas. Bem cedo, as crianças têm uma amostra do que vai ser o mundo do trabalho, aprendendo que deverão ser pontuais e diligentes nas tarefas determinadas por aqueles que estã em posição de autoridade (Webb e Westergaard, 1991).

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Willis: uma análise da reprodução cultural
Uma célebre discussão a respeito da reprodução cultural aparece no relatório do estudo de trabalho de campo executado por Paul Willis em uma escola de Birmingham (1977). Mesmo tendo sido realizado há mais de duas décadas, esse estudo continua sendo um clássico da investigação sociológica.

Willis propôs a seguinte questão para investigação: como ocorre a reprodução cultural - ou como ele a colocou, "como os filhos da classe trabalhadora arranjam empregos na classe trabalhadora."

Normalmente se imagina que, durante o processo da educação escolar, crianças que provenham de meios de classe baixa ou de minorias simplesmente acabem percebendo que "não são inteligentes o bastante" para esperar conseguir empregos que garantam um status elevado e altos salários no futuro.

Em outras palavras, a experiência do fracasso acadêmico as ensina a reconhecer suas limitações intelectuais; aceitando sua "inferioridade", elas partem para ocupações com perspectivas de carreira limitadas.

Como enfatiza Willis, essa interpretação não está absolutamente de acordo com a realidade da vida e das experiências das pessoas. A "sabedoria das ruas" dos indivíduos que vêm de bairros pobres pode ter pouca ou nenhuma relevância para o sucesso acadêmico, porém envolve um conjunto de habilidades tão sutil, engenhoso e complexo quanto qualquer outra prática intelectual ensinada na escola.

Poucas crianças, se é que alguma, saem da escola pensando "sou tão burra que mereço passar o dia empilhando caixas em uma fábrica." Se as crianças de origem menos privilegiada aceitam trabalhos braçais, e não se sentem fracassadas pelo resto da vida, é porque deve haver outros fatores envolvidos na questão.

Willis concentrou-se em um grupo específico de garotos na escola, passando bastante tempo com eles. Os membros dessa turma, que se autodenominavam "os caras", eram brancos; a escola também tinha muitas crianças de famílias das Índias Ocidentais e da Ásia. Willis descobriu que esses rapazes tinham uma compreensão crítica e perspicaz do sistema de autoridade da escola - mas a utilizavam para combater esse sistema, e não para trabalhar a seu favor.

Eles viam na escola um ambiente hostil, mas que poderia ser manipulado para seus próprios objetivos. Tiravam prazer dos conflitos constantes - que, na maioria das vezes, eles mantinham em função de pequenas rixas - com os professores. Tornavam-se peritos em enxergar os pontos fracos das reclamações dos professores por autoridade, assim como os seus pontos vulneráveis enquanto indivíduos.

Na sala de aula, por exemplo, as crianças deveriam ficar sentadas e quietas e dar continuidade aos seus trabalhos. Mas "os caras" passavam o tempo todo se mexendo, exceto nos momentos em que o olhar fixo do professor pudesse imobilizá-los por um instante; ficavam fofocando dissimuladamente, ou faziam comentários em voz alta que beiravam à insubordinação, mas que poderiam ser explicados caso fossem contestados.

"Os caras" reconheciam que o trabalho seria parecido com a escola, mas não viam a hora de começarem a trabalhar. Não esperavam obter uma satisfação direta com o ambiente de trabalho, mas aguardavam com impaciência o momento de receberem um salário. Longe de considerarem as funções que exerciam - em trabalhos de borracharia, colocação de carpetes, encanamentos, pintura e decoração - atividades inferiores, eles demonstravam a mesma atitude de superioridade diante do trabalho que tinham em relação à escola. Gostavam do status de adulto que o trabalho proporcionava, mas não estavam interessados em "construir uma carreira".

Como salienta Willis, o trabalho em ambientes de produção, muitas vezes, envolve aspectos culturais bem semelhantes àqueles criados por esses rapazes em sua cultura de oposição à escola - brincadeiras, raciocínio rápido e habilidade para subverter as exigências das figuras de autoridade quando necessário. Só depois de muito tempo é que eles podem acabar percebendo que estão presos em um trabalho árduo, que não traz recompensas. Quando possuem uma família, é possível que olhem para o passado e percebam - sem esperanças - que a educação teria sido sua única saída. Entretanto, se tentam passar essa visão para seus próprios filhos, estes provavelmente não terão mais sucesso na vida do que seus pais o tiveram.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Uma saída possível: negociação ponto a ponto
Nós vamos negociar, com os professores da USP, um por um e à revelia dos burocratas. Vamos passar por cima dos burocratas. E as disciplinas que os professores não deixarem gravar as aulas, para publicar gratuitamente na internet, substituiremos por disciplinas equivalentes ministradas por professores de outras Universidades, brasileiras ou estrangeiras...

Também iremos para as Universidades Públicas Federais. Queremos gravar e disponibilizar gratuitamente na internet os melhores cursos das Universidades Federais.

Além disso, todos os cursos, todos os textos, todas as aulas, todos os videos, etc, terão uma versão, ou legenda, em espanhol. Esta será a contribuição do Instituto OCW Br@sil para a integração social, cultural e educacional da América Latina.

O Presidente Lula tem que acelerar a criação da Universidade Latino Americana. Eu tenho algumas idéias para transformar esta Nova Universidade em Universidade da Integração.

Vamos unir os conhecimentos, para aproximar os povos e integrar socialmente a América Latina.
Uma saída possível: negociação ponto a ponto
Nós vamos negociar, com os professores da USP, um por um e à revelia dos burocratas. Vamos passar por cima dos burocratas. E as disciplinas que os professores não deixarem gravar as aulas, para publicar gratuitamente na internet, substituiremos por disciplinas equivalentes ministradas por professores de outras Universidades, brasileiras ou estrangeiras...

Também iremos para as Universidades Públicas Federais. Queremos gravar e disponibilizar gratuitamente na internet os melhores cursos das Universidades Federais.

Além disso, todos os cursos, todos os textos, todas as aulas, todos os videos, etc, terão uma versão, ou legenda, em espanhol. Esta será a contribuição do Instituto OCW Br@sil para a integração social, cultural e educacional da América Latina.

O Presidente Lula tem que acelerar a criação da Universidade Latino Americana. Eu tenho algumas idéias para transformar esta Nova Universidade em Universidade da Integração.

Vamos unir os conhecimentos, para aproximar os povos e integrar socialmente a América Latina.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O novo truque dos técnicos da USPnet

A minha graduação na USP foi muito prejudicada por ações de funcionários da Universidade. Funcionários que agem, ainda estão agindo, na surdina para prejudicar os projetos que estou fazendo, as idéias que estou promovendo, enfim, buscam impedir que eu avance e cresça profissionalmente.

Não são só funcionários da USP, tem gente de partido político, movimento social, sociedade secreta, etc metidos na conspiração... Fizeram de tudo para que eu desistisse do curso, inclusive roubaram os livros que eu possuía, bloquearam as bolsas, fraudaram os editais, sabotaram a internet, etc.

Mas nada adiantou. Eu continuei avançando e venci. Terminei todas as disciplinas obrigatórias do curso e posso colar grau quando eu quiser. Porém, os meus planos não eram só a graduação na USP. Vão muito além disso... Agora vem a Pós-graduação, depois a docência, etc...

Certamente, os desgraçados vão continaur agindo, sabotando e conspirando...Mas, quanto mais eles me prejudicam, mais força eu adquiro para derrotá-los e destruí-los e mais alto eu subo. Apesar de tudo e de todos, eu avanço.

O último truque deles foi, mais uma vez, sabotar a USPnet. Dessa vez reduziram a força do sinal da antena que eu me conecto. Logo, com a força do sinal da antena fraco, o meu computador não se conecta na antena e não obtém endereço IP. Logo, não acessa a internet. Não só isto, com a antena da USP fraca, as redes piratas passam a emitir sinais fortes e basta você ligar o computador para que eles se conectem no seu computador e copiem os dados do seu HD.

Com esta ação estúpida, reduzir a força do sinal, os técnicos estão fazendo com que os computadores dos alunos do CRUSP sejam invadidos pelos piratas. Talvez até haja um acordo entre os técnicos e os piratas: uma ligação entre criminosos. São os acordos da criminalidade organizada. Um deixa a porta aberta e o outro entra para furtar dados e invadir a privacidade.

Precisamos, urgentemente, fazer uma limpeza na USP e promover a demissão em massa desses servidores desgraçados que, ao invés de agirem dentro da lei e de acordo com as regras do Direito, trabalham para prejudicar os usuários do serviço público, os alunos da Universidade e os professores.

É preciso apenas levantar provas da ação desses servidores, para enquadrá-los nas leis existentes, desde o Estatuto da Universidade, a Lei de Servidores Públicos do Estado, Lei da Improbidade Administrativa e Constituição Federal. É possível pegá-los em todas estas leis e demiti-los a bem do serviço público. Não só demiti-los, é possível processá-los criminalmente e mover, contra eles, ações indenizatórias pesadas. Eles estão usando suas funções para causar dano e prejudicar.

Enfim, tudo o que eu quero é estudar, pensar, escrever e criar coisas novas para a Universidade, para o Brasil e para o mundo. E a meta dos desgraçados é impedir e prejudicar a realização deste trabalho. O que será que eles temem ? O que será que eles acham que eu farei com eles quando chegar ao poder ?
O novo truque dos técnicos da USPnet

A minha graduação na USP foi muito prejudicada por ações de funcionários da Universidade. Funcionários que agem, ainda estão agindo, na surdina para prejudicar os projetos que estou fazendo, as idéias que estou promovendo, enfim, buscam impedir que eu avance e cresça profissionalmente.

Não são só funcionários da USP, tem gente de partido político, movimento social, sociedade secreta, etc metidos na conspiração... Fizeram de tudo para que eu desistisse do curso, inclusive roubaram os livros que eu possuía, bloquearam as bolsas, fraudaram os editais, sabotaram a internet, etc.

Mas nada adiantou. Eu continuei avançando e venci. Terminei todas as disciplinas obrigatórias do curso e posso colar grau quando eu quiser. Porém, os meus planos não eram só a graduação na USP. Vão muito além disso... Agora vem a Pós-graduação, depois a docência, etc...

Certamente, os desgraçados vão continaur agindo, sabotando e conspirando...Mas, quanto mais eles me prejudicam, mais força eu adquiro para derrotá-los e destruí-los e mais alto eu subo. Apesar de tudo e de todos, eu avanço.

O último truque deles foi, mais uma vez, sabotar a USPnet. Dessa vez reduziram a força do sinal da antena que eu me conecto. Logo, com a força do sinal da antena fraco, o meu computador não se conecta na antena e não obtém endereço IP. Logo, não acessa a internet. Não só isto, com a antena da USP fraca, as redes piratas passam a emitir sinais fortes e basta você ligar o computador para que eles se conectem no seu computador e copiem os dados do seu HD.

Com esta ação estúpida, reduzir a força do sinal, os técnicos estão fazendo com que os computadores dos alunos do CRUSP sejam invadidos pelos piratas. Talvez até haja um acordo entre os técnicos e os piratas: uma ligação entre criminosos. São os acordos da criminalidade organizada. Um deixa a porta aberta e o outro entra para furtar dados e invadir a privacidade.

Precisamos, urgentemente, fazer uma limpeza na USP e promover a demissão em massa desses servidores desgraçados que, ao invés de agirem dentro da lei e de acordo com as regras do Direito, trabalham para prejudicar os usuários do serviço público, os alunos da Universidade e os professores.

É preciso apenas levantar provas da ação desses servidores, para enquadrá-los nas leis existentes, desde o Estatuto da Universidade, a Lei de Servidores Públicos do Estado, Lei da Improbidade Administrativa e Constituição Federal. É possível pegá-los em todas estas leis e demiti-los a bem do serviço público. Não só demiti-los, é possível processá-los criminalmente e mover, contra eles, ações indenizatórias pesadas. Eles estão usando suas funções para causar dano e prejudicar.

Enfim, tudo o que eu quero é estudar, pensar, escrever e criar coisas novas para a Universidade, para o Brasil e para o mundo. E a meta dos desgraçados é impedir e prejudicar a realização deste trabalho. O que será que eles temem ? O que será que eles acham que eu farei com eles quando chegar ao poder ?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Os acordos devem ser cumpridos

A ocupação da Reitoria da USP, e outras ocupações, acabaram com um acordo. O CRUESP e os Reitores colheram os frutos desse acordo e agora, na hora de cumprirem o que foi estabelecido, disseram que não vão cumprir nada. Disseram que não vão cumprir aquilo que foi acordado.

Eu ainda estou estarrecido e estupefato com essa afirmação: "Não vamos cumprir o acordo !!!", disseram os Reitores da UNESP e da UNICAMP, enfim, os vigaristas canalhas do CRUESP.

Eu fico imaginando a cara deles. Possivelmente, deveriam estar com a risada diabólica do Pica-Pau retumbando em suas cabeças (HUHUHUHUHUHUHAHAHAHAHAHÁHÁHÁHÁHÁ!!!!! hahahahahahahaahahahahahaha uou esse dinheiro e todo meuuuuuuuuu hahahahah, todo meuuuuuuuuu, só meuuuuuuuuu).

Não só isso, deveriam estar sorrindo por dentro e dizendo: "Enganamos os trouxas !!! Enganamos os trouxas !!! Enganamos os trouxas !!!".


Enfim, depois que colheram os frutos do acordo, eles dizem que não vão cumprir o que acordaram. Se nós estivéssemos no mundo da ilegalidade, duas coisas aconteceriam com os Reitores da UNESP e da UNICAMP. A primeira, teriam suas línguas cortadas. Quem não cumpre acordo não pode ter língua para continuar fazendo acordos mentirosos. Para continuar enganando e usando a boa-fé dos outros. A segunda, teriam seus pênis cortados. Homem que não tem palavra não é homem. Logo, não pode ter pênis. Portanto, no mundo da ilegalidade quem não cumpre acordo vira eunuco sem língua.

Mas o mundo da ilegalidade é um mundo a parte. Já no mundo da legalidade os homens podem mentir a vontade. Podem contar mentiras individuais ou mentiras sociais. Podem enganar de um em um ou enganar toda a coletividade. Podem fazer acordos, colherem os frutos e depois, na hora de cumprirem suas partes, saírem pela tangente. Isso é estelionato na cara dura.

Eles estão transferindo suas características pessoais de mal caráter e picaretas para a instituição. Estão transformando o CRUESP em um órgão mentiroso, mal caráter, picareta e sem palavra. Esta é a novidade desta história.


A partir de agora a mentira parece que foi institucionalizada de vez. Isso já ocorria no âmbito da política, mas no âmbito da Administração Pública é a primeira vez que eu vejo o negócio ocorrer às escâncaras. Os acordos dos órgãos públicos eram cumpridos a risca. Se não fossem cumpridos, o judiciário obrigava seu cumprimento. Agora, o CRUESP está tentando abrir a porta para a institucionalização do estelionato na administração pública.

Resumindo, seria o CRUESP uma instituição estelionatária ??? Pessoa jurídica só pratica crime ambiental, dizem os penalistas... Mas de repente eu acho que pessoa jurídica de direito público pode praticar estelionato.


E essa estupidez dos Reitores da UNICAMP e da UNESP vai nos levar a uma nova greve e uma série de ocupações. E desta vez o sangue vai correr, pois esses Reitores tomaram essas iniciativas, justamente, para tentar deslegitimar as conquistas das ocupações. Eles estão dizendo abertamente: "Venceram, mas não levaram !!! Fizemos acordos, mas não cumprimos !!! Quero ver Vocês ocuparem novamente !!!".

Contudo, se as greves e as ocupações se repetirem, por conta da falta de palavra dos Reitores e do CRUESP, os pedidos não podem ser o cumprimento daquilo que foi acordado, mas sim a expulsão da Universidade desses desgraçados que estão jogando na lama as instituições públicas. As greves e as ocupações devem objetivar a cabeça desses Reitores, pois enquanto eles estiverem dentro da Administração Pública não haverá nenhuma garantia de que a instituição que eles dirigem irá cumprir os acordos que fazem. Para mudar a instituição devemos tirar as maçãs podres, os picaretas, etc...

Pessoas monstruosas tornam as instituições monstruosas. Pessoas sem palavra tornam as instituições sem palavra. Pessoas corruptas corrompem as instituições.

Precisamos limpar as instituições públicas e os órgãos que representam a coletividade. E isso tem que começar cortando a cabeça daqueles que corrompem e deslegitimam as instituições. Esses deslegitimadores destroem os pilares da Democracia e do Estado de Direito, destroem as instituições e trazem o caos para a sociedade; assim como opressão, exploração e exclusão para a coletividade.

Não precisamos desses indivíduos nas instituições públicas. E temos agira rapidamente para impedir que contaminem as instituições. Precisamos impedir que eles transfiram para a instituição os seus defeitos, os seus vícios, o mal que carregam consigo, dentro de suas vidas medíocres e insignificantes socialmente e coletivamente.

O acordo tem que ser cumprido, pois a outra parte, nós, cumprimos a nossa parte. Certamente, os Reitores não esperavam que o ICMS fosse crescer tanto. Eles achavam que era um mal acordo e que os estudantes e os trabalhadores iriam quebrar a cara, pois o imposto não ia passar daquilo que eles pensavam.

Mas a fé dos trabalhadores e dos estudantes foi mais forte. O ICMS cresceu além da conta e o excesso tem que ser repartido conforme foi acordado. Fizeram um acordo. Colheram os frutos e agora querem dar para trás ??? Será que eles pensam que os trabalhadores e estudantes são idiotas ??? Se pensam, vão quebrar a cara mais uma vez !!!

O mal não pode vencer. Os Reitores da UNICAMP e da UNESP demonstram que são um mal para a sociedade, para a coletividade e para as Universidades Públicas. Nós temos a obrigação moral e ética de derrotar esse mal. Mal que tenta destruir as instituições e os pilares da sociedade e da coletividade.
Os acordos devem ser cumpridos

A ocupação da Reitoria da USP, e outras ocupações, acabaram com um acordo. O CRUESP e os Reitores colheram os frutos desse acordo e agora, na hora de cumprirem o que foi estabelecido, disseram que não vão cumprir nada. Disseram que não vão cumprir aquilo que foi acordado.

Eu ainda estou estarrecido e estupefato com essa afirmação: "Não vamos cumprir o acordo !!!", disseram os Reitores da UNESP e da UNICAMP, enfim, os vigaristas canalhas do CRUESP.

Eu fico imaginando a cara deles. Possivelmente, deveriam estar com a risada diabólica do Pica-Pau retumbando em suas cabeças (HUHUHUHUHUHUHAHAHAHAHAHÁHÁHÁHÁHÁ!!!!! hahahahahahahaahahahahahaha uou esse dinheiro e todo meuuuuuuuuu hahahahah, todo meuuuuuuuuu, só meuuuuuuuuu).

Não só isso, deveriam estar sorrindo por dentro e dizendo: "Enganamos os trouxas !!! Enganamos os trouxas !!! Enganamos os trouxas !!!".


Enfim, depois que colheram os frutos do acordo, eles dizem que não vão cumprir o que acordaram. Se nós estivéssemos no mundo da ilegalidade, duas coisas aconteceriam com os Reitores da UNESP e da UNICAMP. A primeira, teriam suas línguas cortadas. Quem não cumpre acordo não pode ter língua para continuar fazendo acordos mentirosos. Para continuar enganando e usando a boa-fé dos outros. A segunda, teriam seus pênis cortados. Homem que não tem palavra não é homem. Logo, não pode ter pênis. Portanto, no mundo da ilegalidade quem não cumpre acordo vira eunuco sem língua.

Mas o mundo da ilegalidade é um mundo a parte. Já no mundo da legalidade os homens podem mentir a vontade. Podem contar mentiras individuais ou mentiras sociais. Podem enganar de um em um ou enganar toda a coletividade. Podem fazer acordos, colherem os frutos e depois, na hora de cumprirem suas partes, saírem pela tangente. Isso é estelionato na cara dura.

Eles estão transferindo suas características pessoais de mal caráter e picaretas para a instituição. Estão transformando o CRUESP em um órgão mentiroso, mal caráter, picareta e sem palavra. Esta é a novidade desta história.


A partir de agora a mentira parece que foi institucionalizada de vez. Isso já ocorria no âmbito da política, mas no âmbito da Administração Pública é a primeira vez que eu vejo o negócio ocorrer às escâncaras. Os acordos dos órgãos públicos eram cumpridos a risca. Se não fossem cumpridos, o judiciário obrigava seu cumprimento. Agora, o CRUESP está tentando abrir a porta para a institucionalização do estelionato na administração pública.

Resumindo, seria o CRUESP uma instituição estelionatária ??? Pessoa jurídica só pratica crime ambiental, dizem os penalistas... Mas de repente eu acho que pessoa jurídica de direito público pode praticar estelionato.


E essa estupidez dos Reitores da UNICAMP e da UNESP vai nos levar a uma nova greve e uma série de ocupações. E desta vez o sangue vai correr, pois esses Reitores tomaram essas iniciativas, justamente, para tentar deslegitimar as conquistas das ocupações. Eles estão dizendo abertamente: "Venceram, mas não levaram !!! Fizemos acordos, mas não cumprimos !!! Quero ver Vocês ocuparem novamente !!!".

Contudo, se as greves e as ocupações se repetirem, por conta da falta de palavra dos Reitores e do CRUESP, os pedidos não podem ser o cumprimento daquilo que foi acordado, mas sim a expulsão da Universidade desses desgraçados que estão jogando na lama as instituições públicas. As greves e as ocupações devem objetivar a cabeça desses Reitores, pois enquanto eles estiverem dentro da Administração Pública não haverá nenhuma garantia de que a instituição que eles dirigem irá cumprir os acordos que fazem. Para mudar a instituição devemos tirar as maçãs podres, os picaretas, etc...

Pessoas monstruosas tornam as instituições monstruosas. Pessoas sem palavra tornam as instituições sem palavra. Pessoas corruptas corrompem as instituições.

Precisamos limpar as instituições públicas e os órgãos que representam a coletividade. E isso tem que começar cortando a cabeça daqueles que corrompem e deslegitimam as instituições. Esses deslegitimadores destroem os pilares da Democracia e do Estado de Direito, destroem as instituições e trazem o caos para a sociedade; assim como opressão, exploração e exclusão para a coletividade.

Não precisamos desses indivíduos nas instituições públicas. E temos agira rapidamente para impedir que contaminem as instituições. Precisamos impedir que eles transfiram para a instituição os seus defeitos, os seus vícios, o mal que carregam consigo, dentro de suas vidas medíocres e insignificantes socialmente e coletivamente.

O acordo tem que ser cumprido, pois a outra parte, nós, cumprimos a nossa parte. Certamente, os Reitores não esperavam que o ICMS fosse crescer tanto. Eles achavam que era um mal acordo e que os estudantes e os trabalhadores iriam quebrar a cara, pois o imposto não ia passar daquilo que eles pensavam.

Mas a fé dos trabalhadores e dos estudantes foi mais forte. O ICMS cresceu além da conta e o excesso tem que ser repartido conforme foi acordado. Fizeram um acordo. Colheram os frutos e agora querem dar para trás ??? Será que eles pensam que os trabalhadores e estudantes são idiotas ??? Se pensam, vão quebrar a cara mais uma vez !!!

O mal não pode vencer. Os Reitores da UNICAMP e da UNESP demonstram que são um mal para a sociedade, para a coletividade e para as Universidades Públicas. Nós temos a obrigação moral e ética de derrotar esse mal. Mal que tenta destruir as instituições e os pilares da sociedade e da coletividade.

sábado, 10 de novembro de 2007

Os ratos tecnológicos da USP

Antigamente, os ratos roiam a roupa do Rei de Roma. Hoje, os ratos roem a fibra ótica da USP. Realmente, os tempos mudaram. Até os ratos mudaram seus costumes e comportamentos. Atualmente, são ratos high Tec.

Mas um outro ponto preocupante desta história, que deve ser apurado em processo administrativo, é o desleixo e o descuido dos técnicos do CCE com equipamentos altamente sofiscados e caros. Isso porque disseram-me que a internet pode não voltar a funcionar tão cedo, pois terão que fazer pregão para comprar outra fibra ótica para a USPnet, ou seja, o desleixo e a falta de cuidado com os equipamentos de alta tecnologia da USP estão gerando prejuízos para a Universidade e para o patrimônio público.

Isto fica ainda mais preocupante quando sabemos que existem computadores de mais de R$ 1.000.000,00 de reais aos cuidados do CCE, assim como outros equipamentos de alta tecnologia. Computadores e servidores que estão rodando dados altamente avançados de pesquisas da USP. Se os ratos roem as fibras óticas da USPnet, imagine o que os cupins podem fazer com computadores como estes?

Este caso tem que ser investigado em processo administrativo e os técnicos ineficientes e descuidados com equipamentos públicos devem ser responsabilizados pelos danos que estão ocasionando para a Universidade e para o patrimônio público. Não é a Universidade que tem que pagar pelos danos, são os técnicos, pois a negligência, imprudência e imperícia gera culpa.
Os ratos tecnológicos da USP

Antigamente, os ratos roiam a roupa do Rei de Roma. Hoje, os ratos roem a fibra ótica da USP. Realmente, os tempos mudaram. Até os ratos mudaram seus costumes e comportamentos. Atualmente, são ratos high Tec.

Mas um outro ponto preocupante desta história, que deve ser apurado em processo administrativo, é o desleixo e o descuido dos técnicos do CCE com equipamentos altamente sofiscados e caros. Isso porque disseram-me que a internet pode não voltar a funcionar tão cedo, pois terão que fazer pregão para comprar outra fibra ótica para a USPnet, ou seja, o desleixo e a falta de cuidado com os equipamentos de alta tecnologia da USP estão gerando prejuízos para a Universidade e para o patrimônio público.

Isto fica ainda mais preocupante quando sabemos que existem computadores de mais de R$ 1.000.000,00 de reais aos cuidados do CCE, assim como outros equipamentos de alta tecnologia. Computadores e servidores que estão rodando dados altamente avançados de pesquisas da USP. Se os ratos roem as fibras óticas da USPnet, imagine o que os cupins podem fazer com computadores como estes?

Este caso tem que ser investigado em processo administrativo e os técnicos ineficientes e descuidados com equipamentos públicos devem ser responsabilizados pelos danos que estão ocasionando para a Universidade e para o patrimônio público. Não é a Universidade que tem que pagar pelos danos, são os técnicos, pois a negligência, imprudência e imperícia gera culpa.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A melhor decisão para a minha pessoa é: sair do Brasil o mais rápido possível. Ir estudar e desenvolver minhas idéias no exterior (EUA ou Europa). As minhas idéias são sofisticadas demais para a mentalidade subdesenvolvida que predomina no Brasil e nas Universidades Brasileiras. Eles não fazem e impedem que outros façam o que eles não sabem fazer.

Isso não significa, certamente, que os Projetos do Instituto OCW Br@sil irão parar, pois o Instituto é uma pessoa jurídica autônoma e tem outros diretores gerenciando o seu desenvolvimento.

Portanto, quem estava trabalhando com a hipótese de roubar os Projetos do Instituto OCW Br@sil, vai quebrar a cara. Se tentar roubar, vai ser denunciado como ladrão.
A melhor decisão para a minha pessoa é: sair do Brasil o mais rápido possível. Ir estudar e desenvolver minhas idéias no exterior (EUA ou Europa). As minhas idéias são sofisticadas demais para a mentalidade subdesenvolvida que predomina no Brasil e nas Universidades Brasileiras. Eles não fazem e impedem que outros façam o que eles não sabem fazer.

Isso não significa, certamente, que os Projetos do Instituto OCW Br@sil irão parar, pois o Instituto é uma pessoa jurídica autônoma e tem outros diretores gerenciando o seu desenvolvimento.

Portanto, quem estava trabalhando com a hipótese de roubar os Projetos do Instituto OCW Br@sil, vai quebrar a cara. Se tentar roubar, vai ser denunciado como ladrão.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O acesso ao conhecimento e aos saberes é um Direito Humano

Leonildo Correa -- 31/08/2007 --

Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

O monopólio e a retenção do conhecimento dentro das Universidades Públicas constitui, claramente, uma forma de privatização dos recursos públicos e do próprio conhecimento acumulado pela Humanidade ao longo da história.

Somente quem passa no vestibular tem acesso ao conhecimento acumulado pela Humanidade. Somente quem passa no vestibular pode assistir aulas e freqüentar uma Universidade Pública. Somente quem passa no vestibular usufrui de recursos públicos que são destinados ao Ensino Superior. A coletividade paga a conta, mas somente os eleitos pelo vestibular recebem os benefícios. Isso tudo é, sem dúvida nenhuma, uma perversidade e uma anomalia social, pois nega-se aos excluídos socialmente a possibilidade de acessarem/obterem conhecimento para se desenvolverem.

Esse sistema se torna ainda mais perverso e excludente quando, por exemplo, um docente de uma Universidade Pública pega a lista de presença para expulsar da sala de aula os alunos que não estão matriculados em sua disciplina. Não tem matrícula, não assiste aula, não recebe o conhecimento, não usufrui dos recursos públicos investidos na Educação Superior, não se desenvolve. O dinheiro da coletividade, todo pagaram a conta, foi privatizado e distribuído para um pequeno grupinho de eleitos, para a panelinha do docente.

Um dia, muito em breve, eu terei força suficiente para dizer: "O aluno fica na sala; o docente cai fora da Universidade Pública". Direi isto porque se o docente vê a educação pública e gratuita, assim como a aula que ministra em uma Universidade Pública, como uma mercadoria, o lugar dele não é em uma Universidade Pública, mas sim em uma Universidade Particular. Nas Universidades Privadas o conhecimento e a educação são mercadorias que estão a venda. E se o Professor é um vendedor, é nas particulares que ele deve estar com o seu produto.

E esse Professor terá sorte de eu só dizer, porque se fosse Jesus Cristo ele estava lascado, pois Jesus ia arrebentar tudo na bicuda. Foi o que ele fez quando chegou no templo e viu aquele monte de comerciante tomando conta do lugar. Derrubou tudo na bicuda e disse: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões." (Mateus, cap. 21, Vers. 12-13).

Precisamos democratizar o conhecimento e socializar os saberes para reverter e impedir o avanço da privatização dentro do espaço público. Todos os cidadãos tem direito de usufruir do patrimônio coletivo, da coisa e do espaço público. Todos os cidadãos pagam pela Educação Pública gratuita, portanto, todos devem receber o produto que compraram. Precisamos criar mecanismos para que todos exercem e usufruam da Educação e do conhecimento que são transmitidos e ensinados nas Universidades Públicas. E esse mecanismo é a democratização do conhecimento e a socialização dos saberes.

Mas o que isso quer dizer realmente ? Quer dizer que o Professor das Universidades Públicas irá receber com justiça os direitos autorais daquilo que produziu e criou. Mas jamais será reconhecido ao Professor, ao Estado, à lei, ou seja lá quem for, o direito de impedir o acesso ao conhecimento e aos saberes. O Ser Humano necessita do conhecimento, acumulado pela Humanidade ao longo de sua história, para desenvolver-se e evoluir. Impedir uma pessoa de ter acesso a isto, é impedi-la de desenvolver, é impedir a sua consciência de crescer, é impedir o exercício de sua liberdade. O acesso ao conhecimento e aos saberes é um Direito Humano.

O acesso ao conhecimento e aos saberes é um Direito Humano

Leonildo Correa -- 31/08/2007 --

Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

O monopólio e a retenção do conhecimento dentro das Universidades Públicas constitui, claramente, uma forma de privatização dos recursos públicos e do próprio conhecimento acumulado pela Humanidade ao longo da história.

Somente quem passa no vestibular tem acesso ao conhecimento acumulado pela Humanidade. Somente quem passa no vestibular pode assistir aulas e freqüentar uma Universidade Pública. Somente quem passa no vestibular usufrui de recursos públicos que são destinados ao Ensino Superior. A coletividade paga a conta, mas somente os eleitos pelo vestibular recebem os benefícios. Isso tudo é, sem dúvida nenhuma, uma perversidade e uma anomalia social, pois nega-se aos excluídos socialmente a possibilidade de acessarem/obterem conhecimento para se desenvolverem.

Esse sistema se torna ainda mais perverso e excludente quando, por exemplo, um docente de uma Universidade Pública pega a lista de presença para expulsar da sala de aula os alunos que não estão matriculados em sua disciplina. Não tem matrícula, não assiste aula, não recebe o conhecimento, não usufrui dos recursos públicos investidos na Educação Superior, não se desenvolve. O dinheiro da coletividade, todo pagaram a conta, foi privatizado e distribuído para um pequeno grupinho de eleitos, para a panelinha do docente.

Um dia, muito em breve, eu terei força suficiente para dizer: "O aluno fica na sala; o docente cai fora da Universidade Pública". Direi isto porque se o docente vê a educação pública e gratuita, assim como a aula que ministra em uma Universidade Pública, como uma mercadoria, o lugar dele não é em uma Universidade Pública, mas sim em uma Universidade Particular. Nas Universidades Privadas o conhecimento e a educação são mercadorias que estão a venda. E se o Professor é um vendedor, é nas particulares que ele deve estar com o seu produto.

E esse Professor terá sorte de eu só dizer, porque se fosse Jesus Cristo ele estava lascado, pois Jesus ia arrebentar tudo na bicuda. Foi o que ele fez quando chegou no templo e viu aquele monte de comerciante tomando conta do lugar. Derrubou tudo na bicuda e disse: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões." (Mateus, cap. 21, Vers. 12-13).

Precisamos democratizar o conhecimento e socializar os saberes para reverter e impedir o avanço da privatização dentro do espaço público. Todos os cidadãos tem direito de usufruir do patrimônio coletivo, da coisa e do espaço público. Todos os cidadãos pagam pela Educação Pública gratuita, portanto, todos devem receber o produto que compraram. Precisamos criar mecanismos para que todos exercem e usufruam da Educação e do conhecimento que são transmitidos e ensinados nas Universidades Públicas. E esse mecanismo é a democratização do conhecimento e a socialização dos saberes.

Mas o que isso quer dizer realmente ? Quer dizer que o Professor das Universidades Públicas irá receber com justiça os direitos autorais daquilo que produziu e criou. Mas jamais será reconhecido ao Professor, ao Estado, à lei, ou seja lá quem for, o direito de impedir o acesso ao conhecimento e aos saberes. O Ser Humano necessita do conhecimento, acumulado pela Humanidade ao longo de sua história, para desenvolver-se e evoluir. Impedir uma pessoa de ter acesso a isto, é impedi-la de desenvolver, é impedir a sua consciência de crescer, é impedir o exercício de sua liberdade. O acesso ao conhecimento e aos saberes é um Direito Humano.