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quinta-feira, 17 de abril de 2008

As execuções da polícia do Rio de Janeiro
Desde o início do ano, até ontem, a dengue tinha matado mais de 50 pessoas no Rio de Janeiro. E, em dois dias, a polícia do Rio de Janeiro matou 16 pessoas. Acho que se contarmos as mortes pela Polícia desde o início do ano, os números da dengue perdem feio para a polícia.

Portanto, a maior epidemia no Rio de Janeiro, a doença que mata mais, é a Polícia Terrorista. Estou falando de Terrorismo de Estado. Polícia que mata 'supostamente' perseguindo traficantes ou em confronto com traficantes. Porém, esta história, como digo há vários anos, tem muita mentira e armação. A polícia mata muitos inocentes ou pessoas, envolvidas com o tráfico, porém desarmadas. São execuções sumárias.

A evidência lógica disso é o fato da polícia dizer que os morros estão tomados por traficantes armados com equipamentos de guerra (fuzis, metralhadores, granadas, lança-foguetes), etc. Inclusive, a polícia 'supostamente' captura algumas dessas armas e mostra para a imprensa.

Contudo, quando a polícia invade as favelas e 'supostamente' entra em confronto com os traficantes, raramente sai um policial ferido ou morto. Já os traficantes, 'supostamente' usando armamemnto de guerra, etc, morrem aos montes. Como nos últimos dias, 7 em um e 9 no outro. Já policial ferido ou morto, nenhum. Por que será ?

Entenderam o que estou dizendo ? Traficantes armados até os dentes e usando armamentos de guerra não acertam um único tiro nos policiais e são mortos facilmente pela Polícia. Além disso, os traficantes ocupam posições privilegiadas para tiro e são inimigos mortais da polícia. Mesmo assim erram os tiros e caem como maçãs podres nas garras da polícia. Será que quando a polícia chega, os traficantes ficam com tanto medo que, mesmo usando armamento de guerra, não conseguem acertar nenhum tiro nos policiais e, portanto, são mortos facilmente ? Será que os policiais tem corpo fechado para tiro de metralhadora .50 ? Ou será que os 'supostos' armamento dos traficantes são armas plantadas pela polícia, visando amedrontar e controlar a população, assim com invadir as periferias e justificar execuções sumárias ?

As drogas, pura e simples, não causam grande mal à sociedade. Quem causa grande mal é a polícia que invade as periferias para perseguir traficantes e matar pessoas. É a polícia que promove os confrontos em áreas abertas. É a polícia que mata mais do que qualquer epidemia.

Mas a mídia mostra os confrontos ? Errado. A mídia mostra barulhos de tiro. E, pelo som, não é possível saber quem está atirando. Tudo pode ser uma encenação da própria policia que entra na favela e ficando tanto tiros a esmo para culpar supostos traficantes. Isto porque, a maioria dos traficantes, quando vê a policia chegando, saem correndo. Fogem do local. Poucos são os que enfrentam.

Logo, para mostrar serviço, construir um inimigo poderoso e amedrontar a população, ou invadir a comunidade, a polícia mata quem encontra pela frente ou não conseguiu correr, ou ainda quem tem cara de traficante. Mata e joga em cima deles as armas de grosso calibre, simulando o tal confronto (tiros a esmo, etc). Por isso, raramente morrem policiais, enquanto traficantes, 'supostamente' armados até os dentes, morrem como gado no matadouro, 7 em um dia e 9 no outro.

O único caminho para acabar com esta guerra estúpida é a descriminalização. A descriminalização elimina a proibição, reduz o preço das drogas, acaba com o lucro e tira a polícia das favelas e periferias. Não haverá mais justificas para a polícia invadir as favelas e matar pessoas...

Contudo, a descriminalização não será aprovada pelos políticos ou pela classe dominante. Isto porque o narcotráfico virou um negócio importante para a economia. Um negócio que movimenta quase um trilhão de dólares, anualmente, em todo o mundo. A proibição virou uma indústria de verbas e equipamentos. Verbas para os Estados, Municípios e Países. Equipamentos e armas para tentar impor e fazer valer a proibição.

Portanto, não virá nenhuma lei que vise descriminalizar as drogas. Por isso, a sociedade e os movimentos sociais devem agir, iniciando uma série de movimentos para quebrar a proibição e a repressão de baixo para cima. Inclusive, eu já tenho idéias para se fazer isto.
As execuções da polícia do Rio de Janeiro
Desde o início do ano, até ontem, a dengue tinha matado mais de 50 pessoas no Rio de Janeiro. E, em dois dias, a polícia do Rio de Janeiro matou 16 pessoas. Acho que se contarmos as mortes pela Polícia desde o início do ano, os números da dengue perdem feio para a polícia.

Portanto, a maior epidemia no Rio de Janeiro, a doença que mata mais, é a Polícia Terrorista. Estou falando de Terrorismo de Estado. Polícia que mata 'supostamente' perseguindo traficantes ou em confronto com traficantes. Porém, esta história, como digo há vários anos, tem muita mentira e armação. A polícia mata muitos inocentes ou pessoas, envolvidas com o tráfico, porém desarmadas. São execuções sumárias.

A evidência lógica disso é o fato da polícia dizer que os morros estão tomados por traficantes armados com equipamentos de guerra (fuzis, metralhadores, granadas, lança-foguetes), etc. Inclusive, a polícia 'supostamente' captura algumas dessas armas e mostra para a imprensa.

Contudo, quando a polícia invade as favelas e 'supostamente' entra em confronto com os traficantes, raramente sai um policial ferido ou morto. Já os traficantes, 'supostamente' usando armamemnto de guerra, etc, morrem aos montes. Como nos últimos dias, 7 em um e 9 no outro. Já policial ferido ou morto, nenhum. Por que será ?

Entenderam o que estou dizendo ? Traficantes armados até os dentes e usando armamentos de guerra não acertam um único tiro nos policiais e são mortos facilmente pela Polícia. Além disso, os traficantes ocupam posições privilegiadas para tiro e são inimigos mortais da polícia. Mesmo assim erram os tiros e caem como maçãs podres nas garras da polícia. Será que quando a polícia chega, os traficantes ficam com tanto medo que, mesmo usando armamento de guerra, não conseguem acertar nenhum tiro nos policiais e, portanto, são mortos facilmente ? Será que os policiais tem corpo fechado para tiro de metralhadora .50 ? Ou será que os 'supostos' armamento dos traficantes são armas plantadas pela polícia, visando amedrontar e controlar a população, assim com invadir as periferias e justificar execuções sumárias ?

As drogas, pura e simples, não causam grande mal à sociedade. Quem causa grande mal é a polícia que invade as periferias para perseguir traficantes e matar pessoas. É a polícia que promove os confrontos em áreas abertas. É a polícia que mata mais do que qualquer epidemia.

Mas a mídia mostra os confrontos ? Errado. A mídia mostra barulhos de tiro. E, pelo som, não é possível saber quem está atirando. Tudo pode ser uma encenação da própria policia que entra na favela e ficando tanto tiros a esmo para culpar supostos traficantes. Isto porque, a maioria dos traficantes, quando vê a policia chegando, saem correndo. Fogem do local. Poucos são os que enfrentam.

Logo, para mostrar serviço, construir um inimigo poderoso e amedrontar a população, ou invadir a comunidade, a polícia mata quem encontra pela frente ou não conseguiu correr, ou ainda quem tem cara de traficante. Mata e joga em cima deles as armas de grosso calibre, simulando o tal confronto (tiros a esmo, etc). Por isso, raramente morrem policiais, enquanto traficantes, 'supostamente' armados até os dentes, morrem como gado no matadouro, 7 em um dia e 9 no outro.

O único caminho para acabar com esta guerra estúpida é a descriminalização. A descriminalização elimina a proibição, reduz o preço das drogas, acaba com o lucro e tira a polícia das favelas e periferias. Não haverá mais justificas para a polícia invadir as favelas e matar pessoas...

Contudo, a descriminalização não será aprovada pelos políticos ou pela classe dominante. Isto porque o narcotráfico virou um negócio importante para a economia. Um negócio que movimenta quase um trilhão de dólares, anualmente, em todo o mundo. A proibição virou uma indústria de verbas e equipamentos. Verbas para os Estados, Municípios e Países. Equipamentos e armas para tentar impor e fazer valer a proibição.

Portanto, não virá nenhuma lei que vise descriminalizar as drogas. Por isso, a sociedade e os movimentos sociais devem agir, iniciando uma série de movimentos para quebrar a proibição e a repressão de baixo para cima. Inclusive, eu já tenho idéias para se fazer isto.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Todas as terras da Amazônia pertencem aos índios. E agora começaram a expulsá-los de suas próprias terras... Não há dúvidas, todos os índios serem extintos e mortos e suas terras dominadas pelos brancos exploradores. Se olharem bem, verão sociedades secretas por trás disso... É só investigar que aparece...

PM expulsa índios de área de invasão em Manaus

Estadão Online -- 11/03/2008

No confronto, a PM recebeu "flechadas" e usou bombas de gás lacrimogêneo para conter invasores

André Alves - especial para O Estado de S.Paulo

Tamanho do texto? A A A A

MANAUS -

Luiz Vasconcelos/ A crítica

A Polícia Militar do Amazonas usou a força, nesta terça-feira, 11, pela manhã, para expulsar um grupo de 200 sem-teto de uma faixa de terra privada, de 180 mil metros quadrados, situada na comunidade Lagoa Azul, quilômetro 11 da rodovia estadual AM-010, zona rural de Manaus. Entre os sem-teto havia 105 indígenas de sete etnias que ocupavam a área havia três meses.

Há duas semanas, na mesma região, a PM já tinha cumprido mandado de reintegração de posse expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. Na ocasião, a ação se deu de forma pacífica, já que o número de invasores era bem menor. Ontem, porém, os indígenas foram previamente avisados pela própria Polícia Militar que a reintegração ocorreria.

Eles decidiram se armar com arco e flecha e enfrentaram um batalhão de 150 homens da PM, que estavam munidos com bombas de gás lacrimogêneo e ainda contavam com a ajuda de cães e cavalos da corporação.

A estratégia da PM de cercar os invasores acuou parte dos ocupantes da área. Houve correria e choro. Mães com crianças no colo gritavam em tom de desespero. Alguns indígenas chegaram a atirar flechas contra os homens da PM, mas, a essa altura, o aparato policial se mostrou muito superior à resistência dos indígenas.

Um trator foi utilizado para derrubar dezenas de barracos que tinham sido construídos na área. Ao fim da operação, que durou duas horas, 17 pessoas foram detidas, entre elas, quatro índios. Arcos, flechas, terçados e facas também foram apreendidos.

Segundo o comando da Polícia Militar do Amazonas, membros da Polícia Federal, do Ministério Público Estadual e da Fundação Nacional do Índio (Funai) foram convidados para acompanhar a ação, mas na compareceram.

Excessos

O cacique Luiz Sateré, de 49 anos, que pertence à etnia seteré-mawé, prometeu denunciar o que chamou de "excessos da PM" à Câmara de Vereadores de Manaus, à Assembléia Legislativa do Estado e ao Congresso Nacional. Segundo ele, a PM agiu com truculência e não mostrou aos indígenas o mandado de reintegração de posse.

"Chutaram uma grávida como chutam uma bola", denunciou Luiz Sateré. "Deram coronhadas nos nossos guerreiros porque eles tentaram se defender", afirmou o cacique. De acordo com ele, a área apontada como de propriedade do engenheiro civil Mitishu Inoue já foi de posse dos indígenas, mas, conforme afirma, não há documentos que comprovem a afirmação.

O chefe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), major Wálter Cruz., um dos comandantes da operação, negou que a Polícia Militar tenha agido com truculência. "Fizemos tudo dentro da legalidade", sustentou ele.

"Há mais de dois meses estávamos avisando que a reintegração iria acontecer. Há duas semanas foi feita a primeira reintegração e eles (invasores) retornaram ao local usando pessoas que se diziam indígenas", disse o major.

Segundo ele, a PM precisou agir "com rigor" para cumprir a determinação. "Algumas pessoas tentaram nos enfrentar e usamos instrumentos não letais", comentou. Ele disse não acreditar que alguns dos invasores realmente sejam nativos. "Não posso afirmar que quem usa um cocar na cabeça e se pinta de índio seja realmente indígena".

Texto atualizado às 20h40 para acréscimo de informações

Todas as terras da Amazônia pertencem aos índios. E agora começaram a expulsá-los de suas próprias terras... Não há dúvidas, todos os índios serem extintos e mortos e suas terras dominadas pelos brancos exploradores. Se olharem bem, verão sociedades secretas por trás disso... É só investigar que aparece...

PM expulsa índios de área de invasão em Manaus

Estadão Online -- 11/03/2008

No confronto, a PM recebeu "flechadas" e usou bombas de gás lacrimogêneo para conter invasores

André Alves - especial para O Estado de S.Paulo

Tamanho do texto? A A A A

MANAUS -

Luiz Vasconcelos/ A crítica

A Polícia Militar do Amazonas usou a força, nesta terça-feira, 11, pela manhã, para expulsar um grupo de 200 sem-teto de uma faixa de terra privada, de 180 mil metros quadrados, situada na comunidade Lagoa Azul, quilômetro 11 da rodovia estadual AM-010, zona rural de Manaus. Entre os sem-teto havia 105 indígenas de sete etnias que ocupavam a área havia três meses.

Há duas semanas, na mesma região, a PM já tinha cumprido mandado de reintegração de posse expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. Na ocasião, a ação se deu de forma pacífica, já que o número de invasores era bem menor. Ontem, porém, os indígenas foram previamente avisados pela própria Polícia Militar que a reintegração ocorreria.

Eles decidiram se armar com arco e flecha e enfrentaram um batalhão de 150 homens da PM, que estavam munidos com bombas de gás lacrimogêneo e ainda contavam com a ajuda de cães e cavalos da corporação.

A estratégia da PM de cercar os invasores acuou parte dos ocupantes da área. Houve correria e choro. Mães com crianças no colo gritavam em tom de desespero. Alguns indígenas chegaram a atirar flechas contra os homens da PM, mas, a essa altura, o aparato policial se mostrou muito superior à resistência dos indígenas.

Um trator foi utilizado para derrubar dezenas de barracos que tinham sido construídos na área. Ao fim da operação, que durou duas horas, 17 pessoas foram detidas, entre elas, quatro índios. Arcos, flechas, terçados e facas também foram apreendidos.

Segundo o comando da Polícia Militar do Amazonas, membros da Polícia Federal, do Ministério Público Estadual e da Fundação Nacional do Índio (Funai) foram convidados para acompanhar a ação, mas na compareceram.

Excessos

O cacique Luiz Sateré, de 49 anos, que pertence à etnia seteré-mawé, prometeu denunciar o que chamou de "excessos da PM" à Câmara de Vereadores de Manaus, à Assembléia Legislativa do Estado e ao Congresso Nacional. Segundo ele, a PM agiu com truculência e não mostrou aos indígenas o mandado de reintegração de posse.

"Chutaram uma grávida como chutam uma bola", denunciou Luiz Sateré. "Deram coronhadas nos nossos guerreiros porque eles tentaram se defender", afirmou o cacique. De acordo com ele, a área apontada como de propriedade do engenheiro civil Mitishu Inoue já foi de posse dos indígenas, mas, conforme afirma, não há documentos que comprovem a afirmação.

O chefe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), major Wálter Cruz., um dos comandantes da operação, negou que a Polícia Militar tenha agido com truculência. "Fizemos tudo dentro da legalidade", sustentou ele.

"Há mais de dois meses estávamos avisando que a reintegração iria acontecer. Há duas semanas foi feita a primeira reintegração e eles (invasores) retornaram ao local usando pessoas que se diziam indígenas", disse o major.

Segundo ele, a PM precisou agir "com rigor" para cumprir a determinação. "Algumas pessoas tentaram nos enfrentar e usamos instrumentos não letais", comentou. Ele disse não acreditar que alguns dos invasores realmente sejam nativos. "Não posso afirmar que quem usa um cocar na cabeça e se pinta de índio seja realmente indígena".

Texto atualizado às 20h40 para acréscimo de informações

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Praga inaugura instituto de estudo dos regimes totalitários
A cidade de Praga, na República Checa, conta, a partir de hoje, com um instituto de estudo dos regimes totalitários, que se vai dedicar à era comunista (1948-1989) e à ocupação nazi (1938-1945). O instituto terá como principal missão reunir, analisar e abrir a consulta de documentos destes períodos que se encontram em arquivos, como os dossiers da ex-polícia secreta comunista StB (Statni Bezpecnost).

No entanto, o regime comunista será central nos trabalhos desenvolvidos, explicou o director do instituto Pavel Zacek.

Um pouco por todos os países ex-comunistas de Europa de Leste é possível encontrar institutos dedicados ao estudo deste regime, como é o caso da Eslováquia e da Polónia. Agora é a vez da República Checa. A inauguração do centro em Praga é uma nova etapa no que diz respeito ao passado comunista do país: em 1991 foi adoptada uma lei para afastar da administração pública todos os ex-colaboradores da StB. Mais tarde, em 1996, os espiões tiveram autorização para consultar os seus processos. Em Março de 2003, foram divulgados numa lista os nomes de cerca de 75 mil antigos agentes da polícia secreta.

“Pela primeira vez depois de 1989, os arquivos da polícia secreta e dos recenseamentos civis e militares da época comunista estão concentrados num organismo único”, sublinhou Zacek.

Só os ficheiros do Ministério do Interior ocupam uma extensão de 17 quilómetros. Os arquivos contam com 120 mil dossiers pessoais dos colaboradores dos serviços secretos do regime comunista.

A criação do novo centro foi especialmente contentada por um grupo de 57 deputados comunistas e social-democratas que consideram que a coligação centro-direita está a “exercer uma influência política sobre a interpretação histórica” – argumento que acabou por ser rejeitado.

Por outro lado, o presidente da confederação de antigos prisioneiros políticos e presidente do conselho do novo instituto, Nadezda Kavalirova, felicitou o projecto e, em especial, o recrutamento para o mesmo de “jovens historiadores e investigadores, licenciados depois de 1990 e sem qualquer ligação ao passado”.

Antes da queda do regime comunista, mais de 260 mil prisioneiros políticos passaram pelos campos e prisões comunistas do país, mais 4 mil morreram e 248 foram executados.

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The Office for the Documentation and the Investigation of the Crimes of Communism Police of the Czech Republic
Praga inaugura instituto de estudo dos regimes totalitários
A cidade de Praga, na República Checa, conta, a partir de hoje, com um instituto de estudo dos regimes totalitários, que se vai dedicar à era comunista (1948-1989) e à ocupação nazi (1938-1945). O instituto terá como principal missão reunir, analisar e abrir a consulta de documentos destes períodos que se encontram em arquivos, como os dossiers da ex-polícia secreta comunista StB (Statni Bezpecnost).

No entanto, o regime comunista será central nos trabalhos desenvolvidos, explicou o director do instituto Pavel Zacek.

Um pouco por todos os países ex-comunistas de Europa de Leste é possível encontrar institutos dedicados ao estudo deste regime, como é o caso da Eslováquia e da Polónia. Agora é a vez da República Checa. A inauguração do centro em Praga é uma nova etapa no que diz respeito ao passado comunista do país: em 1991 foi adoptada uma lei para afastar da administração pública todos os ex-colaboradores da StB. Mais tarde, em 1996, os espiões tiveram autorização para consultar os seus processos. Em Março de 2003, foram divulgados numa lista os nomes de cerca de 75 mil antigos agentes da polícia secreta.

“Pela primeira vez depois de 1989, os arquivos da polícia secreta e dos recenseamentos civis e militares da época comunista estão concentrados num organismo único”, sublinhou Zacek.

Só os ficheiros do Ministério do Interior ocupam uma extensão de 17 quilómetros. Os arquivos contam com 120 mil dossiers pessoais dos colaboradores dos serviços secretos do regime comunista.

A criação do novo centro foi especialmente contentada por um grupo de 57 deputados comunistas e social-democratas que consideram que a coligação centro-direita está a “exercer uma influência política sobre a interpretação histórica” – argumento que acabou por ser rejeitado.

Por outro lado, o presidente da confederação de antigos prisioneiros políticos e presidente do conselho do novo instituto, Nadezda Kavalirova, felicitou o projecto e, em especial, o recrutamento para o mesmo de “jovens historiadores e investigadores, licenciados depois de 1990 e sem qualquer ligação ao passado”.

Antes da queda do regime comunista, mais de 260 mil prisioneiros políticos passaram pelos campos e prisões comunistas do país, mais 4 mil morreram e 248 foram executados.

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The Office for the Documentation and the Investigation of the Crimes of Communism Police of the Czech Republic