terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O poder e o dinheiro
O poder não está no dinheiro. E quem é muito rico não tem tanto poder quanto imagina. O dinheiro apenas dá mais bens materiais, mais coisas, mais quinquilharias e cacarecos. Fora isto, não dá mais nada.

O dinheiro não dá conhecimento. O indivíduo pode pagar os melhores professores e as melhores escolas, mas se não estudar ele não aprende nada. Além disso, o dinheiro lhe dá informações e acesso a conhecimentos que outros possuem, não lhe dá uma identidade própria ou uma voz própria. O dinheiro não lhe dá inteligência. Certamente, ele pode tentar comprar de alguém e dizer que é dele, mas isto é apenas um subterfúgio, uma máscara de mentira que ele veste.

Eu já vendi muito trabalho acadêmico por aí... Eles compraram o papel, a tinta e a informação. O conhecimento ficou comigo.

O dinheiro não dá segurança. Ele paga seguranças, mas não dá segurança. E um exemplo claro disso é o fato dos vigilantes, contratados para proteger, de repente, resolverem seqüestrar ou extorquir o protegido. Cadê a segurança do dinheiro ? Não só isto, o dinheiro trás insegurança, pois torna a pessoa visada pelos bens materiais que ela possui.

Além disso, o dinheiro não imortaliza ninguém. Os ricos morrem, suas heranças se dividem e dissolvem no nada e, um ano depois, ninguém lembra mais do falecido milionário que ganhou cinqüenta milhões na megasena.

E se o dinheiro realmente trouxesse poder, a nobreza não teria sido decapitada pelos revolucionários franceses. O Czar continuaria governando a Rússia, etc...

O dinheiro apenas dá mais bens materiais e aliena o indivíduo, tornando-o refém do consumo e das banalidades. O rico é tão banal e descartável quanto o pobre, talvez um pouco mais, pois ele poderia ajudar o outro a avançar e se desenvolver, mas, ao contrário, ele prefere explorar e arrancar o pouco que o pobre tem.

Mas então, o que dá poder e para que serve a riqueza ? O que dá poder é o conhecimento e a ação. Aplicar o que sabe. Descobrir coisas novas, novos caminhos, novas visões. Isto dá poder e imortaliza o homem. Dá-lhe um lugar na História. Este Homem fez isto... A História está cheia de pensadores e Heróis.

Quem tem poder é quem tem conhecimento para construir a bomba atômica e pode construí-la, não quem tem dinheiro para comprá-la.

E a riqueza, para que serve ? Para adquirir bens materiais necessários para uma vida sem necessidades, para fazer aquilo que se deseja fazer, para manter a família que possui, etc. O que passa disso, é ganância, vaidade e patologia. É doença mesmo, pois nada justifica o fato de um indivíduo ter dinheiro suficiente para manter quatro gerações no luxo, sem precisar trabalhar, e ainda continuar trabalhando como um louco para ganhar ainda mais. O pior é que ganham muito tirando de quem tem pouco e não pode se proteger ou se defender.

Eu não vou gastar a minha vida correndo atrás de riqueza. Vou gastá-la adquirindo conhecimento e aplicando o que aprendi para controlar e segurar a voracidade destruidora do capitalismo e dos ganaciosos, principalmente, fazendo projetos sociais para os de baixo e lutando contra a dominação e a opressão do econômico sobre o Humano. O econômico é um sistema. São os homens que constroem os sistemas e não os sistemas que constroem os homens.

Hoje, a maioria das pessoas só pensam em si mesmas e em riquezas. Pessoas que banalizam a vida, o conhecimento e a humanidade. Banalizam os outros e banalizam a si mesmas.
O poder e o dinheiro
O poder não está no dinheiro. E quem é muito rico não tem tanto poder quanto imagina. O dinheiro apenas dá mais bens materiais, mais coisas, mais quinquilharias e cacarecos. Fora isto, não dá mais nada.

O dinheiro não dá conhecimento. O indivíduo pode pagar os melhores professores e as melhores escolas, mas se não estudar ele não aprende nada. Além disso, o dinheiro lhe dá informações e acesso a conhecimentos que outros possuem, não lhe dá uma identidade própria ou uma voz própria. O dinheiro não lhe dá inteligência. Certamente, ele pode tentar comprar de alguém e dizer que é dele, mas isto é apenas um subterfúgio, uma máscara de mentira que ele veste.

Eu já vendi muito trabalho acadêmico por aí... Eles compraram o papel, a tinta e a informação. O conhecimento ficou comigo.

O dinheiro não dá segurança. Ele paga seguranças, mas não dá segurança. E um exemplo claro disso é o fato dos vigilantes, contratados para proteger, de repente, resolverem seqüestrar ou extorquir o protegido. Cadê a segurança do dinheiro ? Não só isto, o dinheiro trás insegurança, pois torna a pessoa visada pelos bens materiais que ela possui.

Além disso, o dinheiro não imortaliza ninguém. Os ricos morrem, suas heranças se dividem e dissolvem no nada e, um ano depois, ninguém lembra mais do falecido milionário que ganhou cinqüenta milhões na megasena.

E se o dinheiro realmente trouxesse poder, a nobreza não teria sido decapitada pelos revolucionários franceses. O Czar continuaria governando a Rússia, etc...

O dinheiro apenas dá mais bens materiais e aliena o indivíduo, tornando-o refém do consumo e das banalidades. O rico é tão banal e descartável quanto o pobre, talvez um pouco mais, pois ele poderia ajudar o outro a avançar e se desenvolver, mas, ao contrário, ele prefere explorar e arrancar o pouco que o pobre tem.

Mas então, o que dá poder e para que serve a riqueza ? O que dá poder é o conhecimento e a ação. Aplicar o que sabe. Descobrir coisas novas, novos caminhos, novas visões. Isto dá poder e imortaliza o homem. Dá-lhe um lugar na História. Este Homem fez isto... A História está cheia de pensadores e Heróis.

Quem tem poder é quem tem conhecimento para construir a bomba atômica e pode construí-la, não quem tem dinheiro para comprá-la.

E a riqueza, para que serve ? Para adquirir bens materiais necessários para uma vida sem necessidades, para fazer aquilo que se deseja fazer, para manter a família que possui, etc. O que passa disso, é ganância, vaidade e patologia. É doença mesmo, pois nada justifica o fato de um indivíduo ter dinheiro suficiente para manter quatro gerações no luxo, sem precisar trabalhar, e ainda continuar trabalhando como um louco para ganhar ainda mais. O pior é que ganham muito tirando de quem tem pouco e não pode se proteger ou se defender.

Eu não vou gastar a minha vida correndo atrás de riqueza. Vou gastá-la adquirindo conhecimento e aplicando o que aprendi para controlar e segurar a voracidade destruidora do capitalismo e dos ganaciosos, principalmente, fazendo projetos sociais para os de baixo e lutando contra a dominação e a opressão do econômico sobre o Humano. O econômico é um sistema. São os homens que constroem os sistemas e não os sistemas que constroem os homens.

Hoje, a maioria das pessoas só pensam em si mesmas e em riquezas. Pessoas que banalizam a vida, o conhecimento e a humanidade. Banalizam os outros e banalizam a si mesmas.
O retorno do Totalitarismo
Analisando o fenômeno totalitário, percebe-se que o retorno do totalitarismo, na forma do nazismo, é muito difícil de acontecer, principalmente pelo fato, como mostra a matéria abaixo, de se conhecer todos os aspectos dessa vertente.

O perigo totalitário está nas formas que são pouco conhecidas e estudadas. Por exemplo, o extermínio de russos pelo Stalinismo, as ações de Pol Pot no Camboja, de Mao Tsé na China e os casos de extermínios na África.

Estas vertentes totalitárias também exterminaram milhões de pessoas e são pouco conhecidas. Não se basearam em questões anti-semitas e, como no caso dos russos, era o governo exterminando o próprio povo. Pessoas supérfluas e descartáveis para o sistema de governo.

Comparativamente, o Stalinismo é um Nazismo que não extermina Judeus, mas sim alemães. Por isso, muito mais terrível e muito mais perigoso. É o governo nacional contra os próprios nacionais.

Enfim, é preciso estudar e prestar muito mais atenção nestas vertentes e em seus métodos. São elas que estão se repetindo por aí... São elas que podem nos atacar de repente...
Alemanha expõe história do nazismo em memória ao aniversário do Holocausto
Notícias do New York Times - Tradução do G1
Ministro diz que país vai construir monumentos em homenagem a ciganos e gays mortos.

Nesta quarta (30) relembra-se o 75º aniversário da tomada do poder de Hitler.

A maioria dos países comemora os melhores momentos de sua história. A Alemanha, porém, não cansa de promover o que houve de pior na sua.

O gigantesco memorial do Holocausto que toma conta de uma parte do centro de Berlim só foi concluído depois de anos de polêmicas. Mas a construção de monumentos em memória ao ultraje nazista segue inabalável.

Na segunda-feira (28), o ministro da cultura da Alemanha, Bernd Neumann, anunciou que essa construção iniciaria em Berlim com dois monumentos, um próximo a Reichstag, em homenagem aos ciganos assassinados, conhecidos aqui como Sinti e Roma, e outro no perímetro da Porta de Brandenburg, aos gays e lésbicas mortos no Holocausto.

Em novembro, a Alemanha progrediu na tão adiada construção do centro Topografia do Terror no local que sediava a Gestapo e a SS. E em outubro, uma nova exposição enorme foi aberta no campo de concentração Bergen-Belsen. No campo de Dachau, próximo a Munique, será inaugurado um novo centro de visitação nos próximos meses. A cidade de Erfurt planeja construir um museu dedicado aos crematórios. Existem no momento duas exposições concorrentes sobre o papel das ferrovias alemãs na condução de milhões de pessoas à morte.

Nesta quarta-feira (30) relembra-se o 75º aniversário da tomada do poder de Hitler e do Partido Nazista na Alemanha, e a ocasião motivou um novo período de reflexão e análise do que aconteceu.

"Em que lugar do mundo já se viu um país que constrói memoriais para imortalizar sua própria vergonha?", questionou Avi Primor, ex-embaixador israelense na Alemanha, em um evento realizado em Erfurt na sexta-feira em memória ao Holocausto e à libertação de Auschwitz. "Somente os alemães tiveram essa coragem e humildade."

O esforço de fazer as pazes com a história se materializa não só nos prédios e exposições. O Departamento de Crimes Federais iniciou no ano passado uma investigação interna, na tentativa de esclarecer o passado nazista dos fundadores do partido após o término da guerra. Além disso, neste mês o promotor federal da Alemanha indeferiu o veredicto de culpado de Marinus van der Lubbe, o comunista holandês executado sob acusações de ter iniciado o incêndio de Reichstag. O 75º aniversário desse acontecimento será em 27 de fevereiro.

A experiência do nazismo está viva no debate público contemporâneo que aborda os mais variados temas: as tropas alemãs no Afeganistão, a baixa taxa de natalidade e a maneira de o país lidar com estrangeiros. Os motivos de o país parecer infinitamente obcecado pelo tema do nazismo é assunto de discussões intermináveis aqui. Esses motivos vão desde o temperamento filosófico da Alemanha ao simples choque diante da combinação sem precedentes de organização e brutalidade, até o sentimento de que o crime teve dimensões tão grandes que se espalhou como uma mácula pela cultura do país como um todo.

Sejam quais forem os motivos, à medida que os acontecimentos se tornam mais distantes e menos pessoais, esta sociedade é forçada a encarar a dúvida de como deveria preservar a memória de seus crimes e transgressões daqui para frente.

Nas décadas que sucederam a guerra, a questão central era como Hitler conseguiu chegar ao poder, disse Horst Moeller, diretor do Instituto de História Contemporânea, em uma entrevista. Até uma minissérie da televisão americana chamada "Holocausto", exibida na década de 1970, afetou a discussão na então Alemanha Ocidental, mudando o foco com muito mais intensidade para o sofrimento das próprias vítimas, como explicou Moeller.

Em 1969, Ruediger Nemitz começou a receber de volta as vítimas de Berlim exiladas pela tirania nazista, sendo a maioria esmagadora desse grupo composta por judeus. Berlim faz com que seus antigos cidadãos retornem para uma semana de visitas, com todas as despesas pagas, completando a iniciativa com uma recepção do prefeito.

O Programa de Convites de Ex-Cidadãos Perseguidos de Berlim, que trouxe cerca de 33 mil pessoas para visitar a cidade, chegou a ter 12 funcionários trabalhando em período integral. Agora restaram apenas Nemitz e um funcionário trabalhando meio período.

Contudo, o programa não está esmorecendo aos poucos devido à redução do suporte à preservação da memória do sofrido passado da Alemanha. Pelo contrário, em uma época em que o semi falido governo da cidade de Berlim foi obrigado a promover cortes significativos em outras áreas, Nemitz conta que todos os partidos políticos representando o parlamento da cidade apoiaram o programa e não diminuíram o orçamento de US$ 800 mil destinado a passagens aéreas, hotéis e tours desde pelo menos 2000.

"Quando o programa começou, eles eram adultos. Agora, são pessoas com quase nenhuma memória de Berlim", disse Nemitz em seu escritório no térreo do prédio da prefeitura. "Os que vêm hoje eram crianças na época." As visitas se encerrarão em 2010 ou 2011, segundo estimativas de Nemitz, já que o número de vítimas ainda vivas é muito pequeno.

É importante lembrar também que, além da dolorosa morte dos sobreviventes ao longo dos anos, a geração de Nemitz, daqueles que encararam os crimes de perto e lutaram para quebrar o silêncio de seus pais e professores, está começando a se aposentar. Quando o último grupo de visitação deixar Berlim, Nemitz, 61, que declarou ter medo de tirar férias e considera seu cargo mais como uma missão do que como um emprego, fechará as portas de seu escritório e se aposentará.

Há quem diga que os alemães jovens, que são obrigados a estudar com profundidade a era nazista e o Holocausto, deram poucas demonstrações de que deixariam o assunto morrer, apesar de sua distância dos acontecimentos. Afirma-se que a geração mais nova lida com o assunto não como uma fonte de culpa, mas de responsabilidade no panorama mundial pelo pacifismo e pela justiça social, incluindo a oposição à guerra no Iraque.

Outros afirmam que os crimes são tratados apenas superficialmente e que os jovens acabarão, talvez de forma menos latente, expressando sua exaustão do tema. "Não consigo deixar de sentir que uma parte desse contínuo 'Vamos construir monumentos; vamos construir museus aos judeus', seja um comportamento bastante ritualizado", declarou por telefone Susan Neiman, diretora do Einstein Forum, em Potsdam, organização internacional de pesquisa pública. "Preocupo-me muito se tudo isso não sairá pela culatra, tendo resultados contrários aos desejados."

A relação da Alemanha com sua história nazista até hoje costuma provocar controvérsias, como no caso das exposições concorrentes sobre as ferrovias. A primeira, chamada Train of Commemoration, é uma locomotiva que carrega itens de exposição que detalham como as crianças judias eram assassinadas no Holocausto.

O trem atravessa as cidades da Alemanha e fica aberto à visitação durante o percurso, tendo Auschwitz como destino final. Os organizadores da exposição reclamam que em vez de apoiar o projeto, a companhia ferroviária nacional Deutsche Bahn, prejudicou a mostra, fazendo com que os organizadores pagassem pelo uso dos trilhos mesmo enquanto relembram a história de crimes das ferrovias.

A segunda exposição, patrocinada pela própria Deutsche Bahn, foi inaugurada em Berlim na estação de trem Potsdamer Platz na semana passada. Os críticos desdenharam a exposição oficial como uma resposta à atenção da primeira exposição. Mas a exposição da Deutsche Bahn de fato mostra como a predecessora da empresa, a Reichsbahn, transportou cerca de 3 milhões de passageiros conduzindo-as à morte; é repleta de estatísticas e fotografias tenebrosas e dolorosas e histórias fortes de algumas das pessoas que sucumbiram.

Qualquer fracasso em lidar com a história com o devido zelo imediatamente atrai atenção nacional. Em Munique, no último final de semana, um desfile tradicional de carnaval foi realizado no Dia Internacional de Memória ao Holocausto, celebrado todos os anos em 27 de janeiro. A coincidência das datas provocou uma enxurrada de publicidade negativa para a cidade. Charlotte Knobloch, líder da organização nacional dos judeus, na Alemanha, declarou que o episódio "desonra e insulta as vítimas."

Stefan Hauf, porta-voz da cidade, declarou: "Não houve intenção de fazer nenhuma afronta." Ele explicou que a cidade poderia ter mudado a data do desfile, como o fez a cidade de Regensburg, mas o problema foi que muitos participantes estavam chegando de outros países e ficou impossível alterar a data de última hora. "A data estava marcada no calendário público desde maio do ano passado", disse Hauf.

Munique exerceu um papel especial na história nazista. Foi lá que o partido nacional-socialista teve ascensão e foi o local do Beer Hall Putsch de 1923, a fracassada tentativa de golpe de estado encerrada no mito nazista. Hitler acabou declarando a cidade como a Capital do Movimento. Ao contrário de Berlim, que ficou conhecida como a cidade que possui um memorial construído em praticamente cada esquina, Munique foi muitas vezes criticada por minimizar a importância de sua história.

"Munique era a Capital do Movimento. Desde 1945, é a capital do esquecimento", declarou Wolfram P. Kastner, artista que contou que ao longo dos anos brigou com o governo da cidade para obter autorizações e permissões para, por meio da arte performática, manter viva a memória do Holocausto.

O governo da cidade de Munique acredita que foi bastante ativo na tentativa de preservar a história daquela época. Em uma pequena caminhada saindo da histórica Marienplatz na cidade, vê-se todo um complexo de novos edifícios dedicado ao passado e ao presente dos judeus da cidade. A sinagoga nesse local foi inaugurada em novembro de 2006 no aniversário dos ataques Kristallnacht liderados pelos nazistas contra os estabelecimentos e locais de prece dos judeus e contra os próprios judeus. O Museu Judaico e um novo centro comunitário foram inaugurados em Munique no ano passado.

A cidade está trabalhando no projeto de um novo museu que será construído onde ficava a sede do partido nazista. O futuro Centro de Documentação da História do Nacional-Socialismo deve ser inaugurado em 2011. O objetivo declarado, de acordo com o site do museu, "é criar um local de aprendizagem que sirva para o futuro."

Focada nesse objetivo, Angelika Baumann, do Departamento de Artes e Cultura da cidade, está promovendo workshops com alunos de 14 a 18 anos, incluindo estudantes que se preparam para a universidade e alunos de escolas técnicas e crianças que não possuem origem etnicamente alemã. "Planejamos alcançar as pessoas que ainda nem nasceram", disse Baumann.

Tradução: Claudia Freire
O retorno do Totalitarismo
Analisando o fenômeno totalitário, percebe-se que o retorno do totalitarismo, na forma do nazismo, é muito difícil de acontecer, principalmente pelo fato, como mostra a matéria abaixo, de se conhecer todos os aspectos dessa vertente.

O perigo totalitário está nas formas que são pouco conhecidas e estudadas. Por exemplo, o extermínio de russos pelo Stalinismo, as ações de Pol Pot no Camboja, de Mao Tsé na China e os casos de extermínios na África.

Estas vertentes totalitárias também exterminaram milhões de pessoas e são pouco conhecidas. Não se basearam em questões anti-semitas e, como no caso dos russos, era o governo exterminando o próprio povo. Pessoas supérfluas e descartáveis para o sistema de governo.

Comparativamente, o Stalinismo é um Nazismo que não extermina Judeus, mas sim alemães. Por isso, muito mais terrível e muito mais perigoso. É o governo nacional contra os próprios nacionais.

Enfim, é preciso estudar e prestar muito mais atenção nestas vertentes e em seus métodos. São elas que estão se repetindo por aí... São elas que podem nos atacar de repente...
Alemanha expõe história do nazismo em memória ao aniversário do Holocausto
Notícias do New York Times - Tradução do G1
Ministro diz que país vai construir monumentos em homenagem a ciganos e gays mortos.

Nesta quarta (30) relembra-se o 75º aniversário da tomada do poder de Hitler.

A maioria dos países comemora os melhores momentos de sua história. A Alemanha, porém, não cansa de promover o que houve de pior na sua.

O gigantesco memorial do Holocausto que toma conta de uma parte do centro de Berlim só foi concluído depois de anos de polêmicas. Mas a construção de monumentos em memória ao ultraje nazista segue inabalável.

Na segunda-feira (28), o ministro da cultura da Alemanha, Bernd Neumann, anunciou que essa construção iniciaria em Berlim com dois monumentos, um próximo a Reichstag, em homenagem aos ciganos assassinados, conhecidos aqui como Sinti e Roma, e outro no perímetro da Porta de Brandenburg, aos gays e lésbicas mortos no Holocausto.

Em novembro, a Alemanha progrediu na tão adiada construção do centro Topografia do Terror no local que sediava a Gestapo e a SS. E em outubro, uma nova exposição enorme foi aberta no campo de concentração Bergen-Belsen. No campo de Dachau, próximo a Munique, será inaugurado um novo centro de visitação nos próximos meses. A cidade de Erfurt planeja construir um museu dedicado aos crematórios. Existem no momento duas exposições concorrentes sobre o papel das ferrovias alemãs na condução de milhões de pessoas à morte.

Nesta quarta-feira (30) relembra-se o 75º aniversário da tomada do poder de Hitler e do Partido Nazista na Alemanha, e a ocasião motivou um novo período de reflexão e análise do que aconteceu.

"Em que lugar do mundo já se viu um país que constrói memoriais para imortalizar sua própria vergonha?", questionou Avi Primor, ex-embaixador israelense na Alemanha, em um evento realizado em Erfurt na sexta-feira em memória ao Holocausto e à libertação de Auschwitz. "Somente os alemães tiveram essa coragem e humildade."

O esforço de fazer as pazes com a história se materializa não só nos prédios e exposições. O Departamento de Crimes Federais iniciou no ano passado uma investigação interna, na tentativa de esclarecer o passado nazista dos fundadores do partido após o término da guerra. Além disso, neste mês o promotor federal da Alemanha indeferiu o veredicto de culpado de Marinus van der Lubbe, o comunista holandês executado sob acusações de ter iniciado o incêndio de Reichstag. O 75º aniversário desse acontecimento será em 27 de fevereiro.

A experiência do nazismo está viva no debate público contemporâneo que aborda os mais variados temas: as tropas alemãs no Afeganistão, a baixa taxa de natalidade e a maneira de o país lidar com estrangeiros. Os motivos de o país parecer infinitamente obcecado pelo tema do nazismo é assunto de discussões intermináveis aqui. Esses motivos vão desde o temperamento filosófico da Alemanha ao simples choque diante da combinação sem precedentes de organização e brutalidade, até o sentimento de que o crime teve dimensões tão grandes que se espalhou como uma mácula pela cultura do país como um todo.

Sejam quais forem os motivos, à medida que os acontecimentos se tornam mais distantes e menos pessoais, esta sociedade é forçada a encarar a dúvida de como deveria preservar a memória de seus crimes e transgressões daqui para frente.

Nas décadas que sucederam a guerra, a questão central era como Hitler conseguiu chegar ao poder, disse Horst Moeller, diretor do Instituto de História Contemporânea, em uma entrevista. Até uma minissérie da televisão americana chamada "Holocausto", exibida na década de 1970, afetou a discussão na então Alemanha Ocidental, mudando o foco com muito mais intensidade para o sofrimento das próprias vítimas, como explicou Moeller.

Em 1969, Ruediger Nemitz começou a receber de volta as vítimas de Berlim exiladas pela tirania nazista, sendo a maioria esmagadora desse grupo composta por judeus. Berlim faz com que seus antigos cidadãos retornem para uma semana de visitas, com todas as despesas pagas, completando a iniciativa com uma recepção do prefeito.

O Programa de Convites de Ex-Cidadãos Perseguidos de Berlim, que trouxe cerca de 33 mil pessoas para visitar a cidade, chegou a ter 12 funcionários trabalhando em período integral. Agora restaram apenas Nemitz e um funcionário trabalhando meio período.

Contudo, o programa não está esmorecendo aos poucos devido à redução do suporte à preservação da memória do sofrido passado da Alemanha. Pelo contrário, em uma época em que o semi falido governo da cidade de Berlim foi obrigado a promover cortes significativos em outras áreas, Nemitz conta que todos os partidos políticos representando o parlamento da cidade apoiaram o programa e não diminuíram o orçamento de US$ 800 mil destinado a passagens aéreas, hotéis e tours desde pelo menos 2000.

"Quando o programa começou, eles eram adultos. Agora, são pessoas com quase nenhuma memória de Berlim", disse Nemitz em seu escritório no térreo do prédio da prefeitura. "Os que vêm hoje eram crianças na época." As visitas se encerrarão em 2010 ou 2011, segundo estimativas de Nemitz, já que o número de vítimas ainda vivas é muito pequeno.

É importante lembrar também que, além da dolorosa morte dos sobreviventes ao longo dos anos, a geração de Nemitz, daqueles que encararam os crimes de perto e lutaram para quebrar o silêncio de seus pais e professores, está começando a se aposentar. Quando o último grupo de visitação deixar Berlim, Nemitz, 61, que declarou ter medo de tirar férias e considera seu cargo mais como uma missão do que como um emprego, fechará as portas de seu escritório e se aposentará.

Há quem diga que os alemães jovens, que são obrigados a estudar com profundidade a era nazista e o Holocausto, deram poucas demonstrações de que deixariam o assunto morrer, apesar de sua distância dos acontecimentos. Afirma-se que a geração mais nova lida com o assunto não como uma fonte de culpa, mas de responsabilidade no panorama mundial pelo pacifismo e pela justiça social, incluindo a oposição à guerra no Iraque.

Outros afirmam que os crimes são tratados apenas superficialmente e que os jovens acabarão, talvez de forma menos latente, expressando sua exaustão do tema. "Não consigo deixar de sentir que uma parte desse contínuo 'Vamos construir monumentos; vamos construir museus aos judeus', seja um comportamento bastante ritualizado", declarou por telefone Susan Neiman, diretora do Einstein Forum, em Potsdam, organização internacional de pesquisa pública. "Preocupo-me muito se tudo isso não sairá pela culatra, tendo resultados contrários aos desejados."

A relação da Alemanha com sua história nazista até hoje costuma provocar controvérsias, como no caso das exposições concorrentes sobre as ferrovias. A primeira, chamada Train of Commemoration, é uma locomotiva que carrega itens de exposição que detalham como as crianças judias eram assassinadas no Holocausto.

O trem atravessa as cidades da Alemanha e fica aberto à visitação durante o percurso, tendo Auschwitz como destino final. Os organizadores da exposição reclamam que em vez de apoiar o projeto, a companhia ferroviária nacional Deutsche Bahn, prejudicou a mostra, fazendo com que os organizadores pagassem pelo uso dos trilhos mesmo enquanto relembram a história de crimes das ferrovias.

A segunda exposição, patrocinada pela própria Deutsche Bahn, foi inaugurada em Berlim na estação de trem Potsdamer Platz na semana passada. Os críticos desdenharam a exposição oficial como uma resposta à atenção da primeira exposição. Mas a exposição da Deutsche Bahn de fato mostra como a predecessora da empresa, a Reichsbahn, transportou cerca de 3 milhões de passageiros conduzindo-as à morte; é repleta de estatísticas e fotografias tenebrosas e dolorosas e histórias fortes de algumas das pessoas que sucumbiram.

Qualquer fracasso em lidar com a história com o devido zelo imediatamente atrai atenção nacional. Em Munique, no último final de semana, um desfile tradicional de carnaval foi realizado no Dia Internacional de Memória ao Holocausto, celebrado todos os anos em 27 de janeiro. A coincidência das datas provocou uma enxurrada de publicidade negativa para a cidade. Charlotte Knobloch, líder da organização nacional dos judeus, na Alemanha, declarou que o episódio "desonra e insulta as vítimas."

Stefan Hauf, porta-voz da cidade, declarou: "Não houve intenção de fazer nenhuma afronta." Ele explicou que a cidade poderia ter mudado a data do desfile, como o fez a cidade de Regensburg, mas o problema foi que muitos participantes estavam chegando de outros países e ficou impossível alterar a data de última hora. "A data estava marcada no calendário público desde maio do ano passado", disse Hauf.

Munique exerceu um papel especial na história nazista. Foi lá que o partido nacional-socialista teve ascensão e foi o local do Beer Hall Putsch de 1923, a fracassada tentativa de golpe de estado encerrada no mito nazista. Hitler acabou declarando a cidade como a Capital do Movimento. Ao contrário de Berlim, que ficou conhecida como a cidade que possui um memorial construído em praticamente cada esquina, Munique foi muitas vezes criticada por minimizar a importância de sua história.

"Munique era a Capital do Movimento. Desde 1945, é a capital do esquecimento", declarou Wolfram P. Kastner, artista que contou que ao longo dos anos brigou com o governo da cidade para obter autorizações e permissões para, por meio da arte performática, manter viva a memória do Holocausto.

O governo da cidade de Munique acredita que foi bastante ativo na tentativa de preservar a história daquela época. Em uma pequena caminhada saindo da histórica Marienplatz na cidade, vê-se todo um complexo de novos edifícios dedicado ao passado e ao presente dos judeus da cidade. A sinagoga nesse local foi inaugurada em novembro de 2006 no aniversário dos ataques Kristallnacht liderados pelos nazistas contra os estabelecimentos e locais de prece dos judeus e contra os próprios judeus. O Museu Judaico e um novo centro comunitário foram inaugurados em Munique no ano passado.

A cidade está trabalhando no projeto de um novo museu que será construído onde ficava a sede do partido nazista. O futuro Centro de Documentação da História do Nacional-Socialismo deve ser inaugurado em 2011. O objetivo declarado, de acordo com o site do museu, "é criar um local de aprendizagem que sirva para o futuro."

Focada nesse objetivo, Angelika Baumann, do Departamento de Artes e Cultura da cidade, está promovendo workshops com alunos de 14 a 18 anos, incluindo estudantes que se preparam para a universidade e alunos de escolas técnicas e crianças que não possuem origem etnicamente alemã. "Planejamos alcançar as pessoas que ainda nem nasceram", disse Baumann.

Tradução: Claudia Freire
Os meus sonhos e pesadelos
Vou falar sobre os meus sonhos e pesadelos noturnos. Farei isto como uma forma de auto-diagnóstico. E também porque, na noite passada, tive três sensações seguidas de catalepsia projetiva. A razão: eu escrevi sobre o Gênesis... Também ocorreu quando eu disse que Deus estava na quarta dimensão e que era energia consciente... Agora eu não sei se isto significa que devo parar de escrever sobre coisa do além ou se devo continuar escrevendo...

De uma forma ou de outra, o que vou contar, acontece com todo mundo. Eu sou o mesmo pó que você é. A diferença entre eu e os demais é que eu escrevo o que acontece, eu conto tudo, os outros preferem esconder para fingir que são normais. Ninguém é normal.

A primeira coisa é a tal catalepsia projectiva. Eu achei que isto era uma coisa rara. E não falava sobre o assunto. Talvez tenha feito algumas referências para poucas pessoas, mas nada tão revelador. Mas, pesquisando na internet, descobri que é comum. Muita gente já teve esta sensação. É a sensação de estar colado na cama e não conseguir mover nada.

Eu tenho essa sensação desde criança. Eu lembro que, quando era pequeno e tinha a sensação, eu saia da cama e ficava voando, do lado de fora, em volta da casa. Ao menos eu sempre vi o telhado de uma perspectiva que ninguém via.

Contudo, dizem que isto só ocorre quando se dorme com a barriga para cima... Está errado, comigo ocorre em todas as posições: barriga para cima, de lado, etc. Além disso, eu sei quando vai ocorrer, pois, geralmente, antes dessa sensação, quando ainda estou acordado, a respiração fica pesada e vai ficando bloqueada. Começou a bloquear a respiração, não adianta fazer mais nada. Posso virar para o outro lado, levantar, respirar, etc, que a coisa acontece do mesmo jeito.

No meu caso também não está relacionada com horário de dormir. Eu tenho uma rotina de sono normal e fixa. Deu sono, eu deito e durmo. Está relacionada com as coisas que eu penso e escrevo. Se eu abordo ou penso em determinados temas, temas que envolvem o além, é tiro e queda, a coisa acontece.

Inclusive esta é uma das razões de eu não gostar de filmes de terror. Os filmes de terror, principalmente com coisas do além, ocasionam esta sensação de paralisia. O terrível é que, enquanto estou paralisado, as coisas que vi no filme ou coisas piores surgem e se aproximam de mim. O pior é quando elas conseguem entrar no meu corpo paralisado.

Aí é Salmo 91, Salmo 23, Pai nosso... Creio em Deus Pai... e tudo o mais. Até a coisa sair e se afastar. A coisa mais esquisita que já fiz foi bater no diabo com a Bíblia...

Outra coisa interessante nos meus sonhos, ou pesadelos, é a facilidade com que eu vôo. Não com asas ou parafernálias tecnológicas. Mas por anti-gravidade. É mentalizar o vôo e eu planava no ar. E isto era terrível quando eu tinha pesadelos de perseguição. Sempre tinha um demônio ou o próprio demo, não os democratas, correndo atrás de mim... Então, eu mentalizava e "vupt"... Lá estava eu subindo para as alturas. Mas de repente, era um pesadelo, poderia acontecer duas coisas.

Primeiro: eu não conseguia voar muito alto. E a coisa que perseguia quase pegava no meu pé... Aí eu não conseguia mentalizar mais nada. Logo, não conseguia subir mais alto. Tinha que enfrentar o cão no braço... A segunda coisa era voar muito alto e, de repente, começar a cair. E o cão lá embaixo, todo sorridente, esperando a queda...

Ainda bem que, nestas horas, eu me tocava que era um pesadelo e acordava. A luta era tão intensa que eu acordava todo suado e muito, muito cansado.

Enfim, como dizia William Shakespeare, “Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.” Inclusive, esta frase é dita por Hamlet após haver se deparado com o fantasma do seu pai, numa das torres do castelo, pedindo-lhe que vingue sua morte, perpetrada por seu tio, tirano usurpador do trono.

E, quem não tem sonhos e pesadelos, que atire a primeira pedra... E se eu sou louco, você também é...

Verbete da Wikipedia: catalepsia projectiva
(Link aqui)
Na projeciologia e conscienciologia, a catalepsia projetiva ou catalepsia astral, também conhecida na medicina como paralisia do sono ou paralisia noturna e no brasileiríssimo como pisadeira, é um fenômeno natural, temporário e benigno do ser humano que ocorre durante o sono.

Importante, a catalepsia projetiva não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.

A chamada paralisia do sono acontece durante o sono, como forma de evitar que o corpo se mova durante os sonhos. É um fenómeno natural que ocorre todas as noites, embora seja raramente notado pela própria pessoa enquanto se dorme. Momentos antes da mente despertar, a paralisia cessa. Por isso, raramente se tem consciência da sua existência. Se, porventura, a mente despertar antes do mecanismo de paralisação ser desactivado, ocorre a consciência da paralisia do sono.

Esta consciência pode ser muito perturbadora, pois o indivíduo dá por si mesmo completamente paralisado, incapaz de mover os membros. A mente ainda está a atravessar um período de transição entre o estado de sono e o estado de vigilia (ou vice-versa) e nessa altura podem surgir alucinações hipnagógicas: presença de uma pessoa, ouvir vozes ou sons, sensação de flutuação ou de se sair do próprio corpo, imagens de pessoas, visualização de objectos, sensação de ver em redor mesmo tendo os olhos fechados, etc. Tanto as alucinações como a própria paralisia são inofensivas, existindo quem aproveite esta fase para induzir sonhos lúcidos ou alucinações agradáveis, e acontecem ocasionalmente, como resultado de uma má alimentação, maus hábitos de sono, estresse, etc. Por vezes, podem indicar a existência de um outro problema maior, como, por exemplo, a narcolepsia.

Ao fim de algum tempo (que pode variar de alguns segundos até cerca de três minutos), a paralisia cessa e o corpo readquire capacidade de se mover novamente. Um dos conselhos mais usuais é ficar parado a respirar lentamente e esperar que passe. Enquanto se concentra na respiração, a mente divaga e quando menos espera o corpo deixa de estar paralisado. Pode-se tentar mover um dedo e lentamente mover o resto da mão, do braço, etc até que todo o corpo se mova. Outra técnica popular é piscar varias vezes, ou fechar os olhos fazendo um pouco de força. De qualquer dos modos, o corpo acabará por "desactivar" a paralisia.

Estima-se que até 60% da população mundial já tenha passado por essa experiência pelo menos uma vez na vida. Em algumas culturas, isso significava pré-disposição ao xamanismo e contato com o mundo dos espíritos.
Os meus sonhos e pesadelos
Vou falar sobre os meus sonhos e pesadelos noturnos. Farei isto como uma forma de auto-diagnóstico. E também porque, na noite passada, tive três sensações seguidas de catalepsia projetiva. A razão: eu escrevi sobre o Gênesis... Também ocorreu quando eu disse que Deus estava na quarta dimensão e que era energia consciente... Agora eu não sei se isto significa que devo parar de escrever sobre coisa do além ou se devo continuar escrevendo...

De uma forma ou de outra, o que vou contar, acontece com todo mundo. Eu sou o mesmo pó que você é. A diferença entre eu e os demais é que eu escrevo o que acontece, eu conto tudo, os outros preferem esconder para fingir que são normais. Ninguém é normal.

A primeira coisa é a tal catalepsia projectiva. Eu achei que isto era uma coisa rara. E não falava sobre o assunto. Talvez tenha feito algumas referências para poucas pessoas, mas nada tão revelador. Mas, pesquisando na internet, descobri que é comum. Muita gente já teve esta sensação. É a sensação de estar colado na cama e não conseguir mover nada.

Eu tenho essa sensação desde criança. Eu lembro que, quando era pequeno e tinha a sensação, eu saia da cama e ficava voando, do lado de fora, em volta da casa. Ao menos eu sempre vi o telhado de uma perspectiva que ninguém via.

Contudo, dizem que isto só ocorre quando se dorme com a barriga para cima... Está errado, comigo ocorre em todas as posições: barriga para cima, de lado, etc. Além disso, eu sei quando vai ocorrer, pois, geralmente, antes dessa sensação, quando ainda estou acordado, a respiração fica pesada e vai ficando bloqueada. Começou a bloquear a respiração, não adianta fazer mais nada. Posso virar para o outro lado, levantar, respirar, etc, que a coisa acontece do mesmo jeito.

No meu caso também não está relacionada com horário de dormir. Eu tenho uma rotina de sono normal e fixa. Deu sono, eu deito e durmo. Está relacionada com as coisas que eu penso e escrevo. Se eu abordo ou penso em determinados temas, temas que envolvem o além, é tiro e queda, a coisa acontece.

Inclusive esta é uma das razões de eu não gostar de filmes de terror. Os filmes de terror, principalmente com coisas do além, ocasionam esta sensação de paralisia. O terrível é que, enquanto estou paralisado, as coisas que vi no filme ou coisas piores surgem e se aproximam de mim. O pior é quando elas conseguem entrar no meu corpo paralisado.

Aí é Salmo 91, Salmo 23, Pai nosso... Creio em Deus Pai... e tudo o mais. Até a coisa sair e se afastar. A coisa mais esquisita que já fiz foi bater no diabo com a Bíblia...

Outra coisa interessante nos meus sonhos, ou pesadelos, é a facilidade com que eu vôo. Não com asas ou parafernálias tecnológicas. Mas por anti-gravidade. É mentalizar o vôo e eu planava no ar. E isto era terrível quando eu tinha pesadelos de perseguição. Sempre tinha um demônio ou o próprio demo, não os democratas, correndo atrás de mim... Então, eu mentalizava e "vupt"... Lá estava eu subindo para as alturas. Mas de repente, era um pesadelo, poderia acontecer duas coisas.

Primeiro: eu não conseguia voar muito alto. E a coisa que perseguia quase pegava no meu pé... Aí eu não conseguia mentalizar mais nada. Logo, não conseguia subir mais alto. Tinha que enfrentar o cão no braço... A segunda coisa era voar muito alto e, de repente, começar a cair. E o cão lá embaixo, todo sorridente, esperando a queda...

Ainda bem que, nestas horas, eu me tocava que era um pesadelo e acordava. A luta era tão intensa que eu acordava todo suado e muito, muito cansado.

Enfim, como dizia William Shakespeare, “Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.” Inclusive, esta frase é dita por Hamlet após haver se deparado com o fantasma do seu pai, numa das torres do castelo, pedindo-lhe que vingue sua morte, perpetrada por seu tio, tirano usurpador do trono.

E, quem não tem sonhos e pesadelos, que atire a primeira pedra... E se eu sou louco, você também é...

Verbete da Wikipedia: catalepsia projectiva
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Na projeciologia e conscienciologia, a catalepsia projetiva ou catalepsia astral, também conhecida na medicina como paralisia do sono ou paralisia noturna e no brasileiríssimo como pisadeira, é um fenômeno natural, temporário e benigno do ser humano que ocorre durante o sono.

Importante, a catalepsia projetiva não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.

A chamada paralisia do sono acontece durante o sono, como forma de evitar que o corpo se mova durante os sonhos. É um fenómeno natural que ocorre todas as noites, embora seja raramente notado pela própria pessoa enquanto se dorme. Momentos antes da mente despertar, a paralisia cessa. Por isso, raramente se tem consciência da sua existência. Se, porventura, a mente despertar antes do mecanismo de paralisação ser desactivado, ocorre a consciência da paralisia do sono.

Esta consciência pode ser muito perturbadora, pois o indivíduo dá por si mesmo completamente paralisado, incapaz de mover os membros. A mente ainda está a atravessar um período de transição entre o estado de sono e o estado de vigilia (ou vice-versa) e nessa altura podem surgir alucinações hipnagógicas: presença de uma pessoa, ouvir vozes ou sons, sensação de flutuação ou de se sair do próprio corpo, imagens de pessoas, visualização de objectos, sensação de ver em redor mesmo tendo os olhos fechados, etc. Tanto as alucinações como a própria paralisia são inofensivas, existindo quem aproveite esta fase para induzir sonhos lúcidos ou alucinações agradáveis, e acontecem ocasionalmente, como resultado de uma má alimentação, maus hábitos de sono, estresse, etc. Por vezes, podem indicar a existência de um outro problema maior, como, por exemplo, a narcolepsia.

Ao fim de algum tempo (que pode variar de alguns segundos até cerca de três minutos), a paralisia cessa e o corpo readquire capacidade de se mover novamente. Um dos conselhos mais usuais é ficar parado a respirar lentamente e esperar que passe. Enquanto se concentra na respiração, a mente divaga e quando menos espera o corpo deixa de estar paralisado. Pode-se tentar mover um dedo e lentamente mover o resto da mão, do braço, etc até que todo o corpo se mova. Outra técnica popular é piscar varias vezes, ou fechar os olhos fazendo um pouco de força. De qualquer dos modos, o corpo acabará por "desactivar" a paralisia.

Estima-se que até 60% da população mundial já tenha passado por essa experiência pelo menos uma vez na vida. Em algumas culturas, isso significava pré-disposição ao xamanismo e contato com o mundo dos espíritos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Um pedaço da minha Liberdade
As coisas que eu estou escrevendo poderão ser corrigidas em alguns pontos. Contudo, isto será feito quando houver um erro ou uma contradição oriundos de dados errados que utilizei. Estamos sujeitos a utilizar dados errados, principalmente, nas traduções, interpretações equivocadas, etc. Eu escrevo as coisas como elas se revelam para a minha consciência, não de acordo com vontades ou interesses alheios.

Portanto, se gostam ou se não gostam, a Teoria será escrita até o fim e se fechará em um sistema que explica o Homem, a Consciência, a Vida e a Liberdade. Uma Teoria que aproximará o Homem de seu Criador: Deus, pelo caminho que foi dado: a consciência.

Eu não estou preocupado com o que pensa os pseudo-intelectuais que estão ao meu redor e que usam a ciência para destruir a essência do Homem e até mesmo para destruir o próprio Homem. Também não me interessa as críticas dos falsos profetas que usam a religião como instrumento de dominação, poder e negócio para ganhar dinheiro.

O que esta Teoria busca é libertar o Homem de todas as amarras que o impedem de ser livre e de se aproximar de seu Criador. É uma Teoria da Consciência e Liberdade. Teoria que separa o joio do trigo. Para cada Homem foi dada uma Consciência Individual. Cada um tem a sua. Cada um dará conta dos seus atos. Dos atos que praticou no exercício de sua Liberdade. Aqui não há espaço para o domínio de uns sobre os outros. Não há espaço para imposições.

Há espaço para diálogos e busca do melhor caminho. Mas este diálogo e esta busca dependem de cada um, de cada consciência. Inclusive, Deus não obriga o Homem a nada, deu lhe livre-arbítrio para escolher e decidir...

Inclusive, esta Teoria nasceu de minhas percepções da opressão totalitária. É uma Teoria que nasceu da dor que senti ao ver os extermínios, as perseguições e a banalidade do mal. Ela não nasceu para explicar coisas religiosas. A religião surgiu como corolário de alguns pontos...

Inegavelmente, esta Teoria é uma revelação. É uma epifania. O que é epifania ?
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Wikipedia: "Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa" do problema. O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão I just had an epiphany, o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural).

Epifania também possui o significado de manifestação ou aparição divina. Diversos personagens históricos, na maioria líderes religiosos, filósofos, cientistas, místicos, escritores, teriam tido experiências epifânicas."
-------------
Enfim, é uma Teoria da Consciência e Liberdade. E Liberdade é o poder do indivíduo de expressar a própria consciência. Esta Teoria, portanto, é a manifestação da minha consciência. Logo, é um pedaço da minha Liberdade.
Um pedaço da minha Liberdade
As coisas que eu estou escrevendo poderão ser corrigidas em alguns pontos. Contudo, isto será feito quando houver um erro ou uma contradição oriundos de dados errados que utilizei. Estamos sujeitos a utilizar dados errados, principalmente, nas traduções, interpretações equivocadas, etc. Eu escrevo as coisas como elas se revelam para a minha consciência, não de acordo com vontades ou interesses alheios.

Portanto, se gostam ou se não gostam, a Teoria será escrita até o fim e se fechará em um sistema que explica o Homem, a Consciência, a Vida e a Liberdade. Uma Teoria que aproximará o Homem de seu Criador: Deus, pelo caminho que foi dado: a consciência.

Eu não estou preocupado com o que pensa os pseudo-intelectuais que estão ao meu redor e que usam a ciência para destruir a essência do Homem e até mesmo para destruir o próprio Homem. Também não me interessa as críticas dos falsos profetas que usam a religião como instrumento de dominação, poder e negócio para ganhar dinheiro.

O que esta Teoria busca é libertar o Homem de todas as amarras que o impedem de ser livre e de se aproximar de seu Criador. É uma Teoria da Consciência e Liberdade. Teoria que separa o joio do trigo. Para cada Homem foi dada uma Consciência Individual. Cada um tem a sua. Cada um dará conta dos seus atos. Dos atos que praticou no exercício de sua Liberdade. Aqui não há espaço para o domínio de uns sobre os outros. Não há espaço para imposições.

Há espaço para diálogos e busca do melhor caminho. Mas este diálogo e esta busca dependem de cada um, de cada consciência. Inclusive, Deus não obriga o Homem a nada, deu lhe livre-arbítrio para escolher e decidir...

Inclusive, esta Teoria nasceu de minhas percepções da opressão totalitária. É uma Teoria que nasceu da dor que senti ao ver os extermínios, as perseguições e a banalidade do mal. Ela não nasceu para explicar coisas religiosas. A religião surgiu como corolário de alguns pontos...

Inegavelmente, esta Teoria é uma revelação. É uma epifania. O que é epifania ?
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Wikipedia: "Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa" do problema. O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão I just had an epiphany, o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural).

Epifania também possui o significado de manifestação ou aparição divina. Diversos personagens históricos, na maioria líderes religiosos, filósofos, cientistas, místicos, escritores, teriam tido experiências epifânicas."
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Enfim, é uma Teoria da Consciência e Liberdade. E Liberdade é o poder do indivíduo de expressar a própria consciência. Esta Teoria, portanto, é a manifestação da minha consciência. Logo, é um pedaço da minha Liberdade.
A vida e a consciência no Livro de Gênesis
Vamos fazer a seguinte experiência. Vamos raptar um Pajé de um tribo indígena isolada. Vamos levar este Pajé até um cinema e vamos lhe mostrar o documentário da BBC sobre a Origem e Evolução da vida. Pedimos para o Pajé anotar tudo para transmitir aos seu Povo. Em seguida o levamos de volta à sua tribo.

Este Pajé irá transmitir a revelação ao seu Povo ? Certamente, irá. Porém, com qual linguagem ? Como ele irá explicar o que viu ? Como ele irá descrever o que viu ? Como ele irá exemplificar o que viu ? Isto também ocorre quando a consciência humana é levada à presença de Deus. Quando Deus revela a sua verdade. Nem sempre nós temos palavras ou linguagem para descrevermos o que estamos vendo. Nem sempre compreendemos o que vemos e, muita vezes, não conseguimos nem exemplificar a revelação divina. Isto também se aplica à revelação do Gênesis e outras revelações, por exemplo, o apocalipse.

O tempo de Deus é diferente do tempo do Homem. Deus é energia consciente. Logo, podemos ter uma noção do tempo de Deus olhando para a fórmula de Einstein E= M.C.C, onde E é a energia, M é a massa e C é a velocidade da luz. Massa acelerada à velocidade da luz ao quadrado... é a nossa matéria se aproximando da natureza de Deus. Contudo, Deus não é uma forma qualquer de energia. É energia consciente. Logo, algo muito superior à energia comum.

Sobre os livros sagrados... Há muito conhecimento nos livros sagrados. Inclusive, é importante observar, os livros sagrados foram escritos sob orientação e inspiração divina. Deus revelou a verdade ao homens. As verdades foram ditas claramente por Deus, mas os homens nem sempre tinham, e talvez ainda não tenhamos, um conhecimento e uma linguagem adequada para compreender/traduzir a revelação divina.

Os livros sagrados, tendo a mesma origem e a mesma inspiração e orientação, não se excluem, mas se complementam... Há uma linha comum que transpassa todos eles. Lembrem-se, porém, que as interpretações, traduções, etc, são humanas, nem sempre são divinas. Logo, uma pessoa sob inspiração divina é capaz de juntar todos os livros sagrados em um só. Assim como capaz de eliminar tudo aquilo que foi inserido nos livros sagrados pelo interesse e pela vontade humana. Inseridos pelo Homem, não por orientação ou inspiração divina.

Mas agora eu quero falar de outra coisa. Quero falar do Gênesis, capítulo I. Este capítulo descreve a criação do mundo. Certamente, há muitos símbolos e muitas coisas neste livro que fogem à nossa compreensão ou escapam à nossa percepção. Mas alguns pontos podemos compreender à luz da ciência de hoje.

Vou falar da separação entre vida e consciência. Isto está no Gênesis. Não acredita ? Vou mostrar.

A vida surge em Gênesis, capítulo I, versículo XI:"E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi."

Em seguida aparece o versículo XX - " E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu." e XXI - "Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom."

Eu observo, neste ponto, que a ordem dos versículos pode ter sido trocada, ao longo do tempo, pelos homens que copilaram ou traduziram o livro. A ordem pode não ter sido considerada importante, apenas buscaram registrar a verdade como um todo: a criação das coisas e do mundo por Deus. A ordem não muda esta verdade. Muda apenas a seqüência dos fatos, pois muda a seqüência dos versículos.

É preciso olhar os manuscritos antigos e ver se houve alteração da ordem por ordem de pessoas que tentavam inserir uma seqüência lógica, para seu tempo, no livro sagrado.

Por que eu estou dizendo isto ? Porque se reordenarmos os versículos do Gênesis, teremos a seqüência da Teoria da Evolução. Fatos da Teoria da evolução estão descritos no Gênesis. Não foi Moisés que copiou Darwin, mas Darwin pode ter visto a seqüência correta da criação na Bíblia e saiu à procura dos fatos, que comprovasse a sua Teoria da Evolução. Há no Gênesis fatos importantes da evolução, na natureza.

Por exemplo, os primeiros animais, criados por Deus, surgem no mar, são os peixes. Outro exemplo, o homem é o último ser da criação. As plantas são criadas na Terra. As aves no céu, etc. A criação dos seres são as novas ramificações genéticas da árvore da vida. Cada novo ramo foi induzido pela vontade divina.

Isto tudo, para a natureza divina, pode ter durado apenas seis dias, mas para a natureza humana pode ter durado milhões de anos. Não esqueçam do E=M.C.C. O tempo da energia é muito diferente do tempo da matéria. O tempo da energia é o tempo de Deus. O tempo da matéria é o nosso tempo.

E Deus contando isto para um homem de milhares de anos atrás teria que, necessariamente, resumir a história. Não teria como falar em DNA, hereditariedade, genes, evolução, genética, etc; ou então, o homem de milhares de anos atrás só tinha estas palavras para descrever aquilo que Deus estava lhe contando.

A consciência do homem que captou e escreveu a revelação divina não tinha as ferramentas, informação e conhecimento, que nós temos hoje para compreender a criação. Além disso, se o homem que escreveu a revelação tivesse as ferramentas que nós temos, ele também não escreveria a revelação usando tal linguagem. Ninguém compreenderia. E a história da criação tinha que ser contada ao Povo. Por isso, que ela foi revelada.

Eu considero um erro pensar a ciência como inimiga da religião e de Deus. A ciência busca, ao contrário do que pensam os ateus, compreender a natureza e as ações de Deus. Não há como afastar Deus do Universo. Não há como afastar Deus do Homem, pois nós carregamos, dentro de nós, em nosso âmago, a essência divina.

E isto aparece na criação do Homem, que ocorre no versículo XXVI do capítulo I do Gênesis: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra."

E como Deus fez esta criação ? Isto aparece no capítulo II, versículo VI:"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente."

Portanto, a vida foi criada antes do Homem. Primeiro Deus criou os animais. Logo, criou primeiro a vida. Mas o homem não era só um animal. Ele é um ser com consciência. Um ser semelhante ao seu criador. Semelhante em quê ? Na vida não era, pois os animais foram criados antes, ou seja, os animais já tinham vida e não eram semelhantes ao criador. Semelhante em consciência.

É a consciência que torna o Homem semelhante a Deus. Como Deus faz isto ? Deus insere a consciência no Homem com um sopro em suas narinas. Certamente, o sopro de Deus não é vento, mas sim energia. O sopro de Deus é a energia que movimenta a nossa consciência. Por isso, a nossa consciência é um sistema que movimenta a energia divina. Por isso, somos alma vivente, somos consciência vivente, somos matéria com um pedacinho da consciência. Um pedacinho da consciência divina presa na matéria.

Outro coisa interessante do versículo VI, capítulo II, é o fato de estar escrito no Gênesis que Deus formou o homem do pó da terra. Inegavelmente, somos pó da terra. O nosso corpo pode ser reduzido e separado em pó, em elementos químicos que constam da tabela periódica. O nosso corpo é, na mais, nada menos, do que elementos químicos reunidos.

Enfim, o primeiro dom de Deus foi a vida. A vida que os demais animais também possuem. Contudo, temos outro dom de Deus. E é este dom que nos torna semelhantes a Deus e que é um pedaço da essência divina dada a nós. Um pedaço da essência divina presa na matéria: a consciência. Uns chamam de alma, outro de espírito, mas é a mesma coisa.
A vida e a consciência no Livro de Gênesis
Vamos fazer a seguinte experiência. Vamos raptar um Pajé de um tribo indígena isolada. Vamos levar este Pajé até um cinema e vamos lhe mostrar o documentário da BBC sobre a Origem e Evolução da vida. Pedimos para o Pajé anotar tudo para transmitir aos seu Povo. Em seguida o levamos de volta à sua tribo.

Este Pajé irá transmitir a revelação ao seu Povo ? Certamente, irá. Porém, com qual linguagem ? Como ele irá explicar o que viu ? Como ele irá descrever o que viu ? Como ele irá exemplificar o que viu ? Isto também ocorre quando a consciência humana é levada à presença de Deus. Quando Deus revela a sua verdade. Nem sempre nós temos palavras ou linguagem para descrevermos o que estamos vendo. Nem sempre compreendemos o que vemos e, muita vezes, não conseguimos nem exemplificar a revelação divina. Isto também se aplica à revelação do Gênesis e outras revelações, por exemplo, o apocalipse.

O tempo de Deus é diferente do tempo do Homem. Deus é energia consciente. Logo, podemos ter uma noção do tempo de Deus olhando para a fórmula de Einstein E= M.C.C, onde E é a energia, M é a massa e C é a velocidade da luz. Massa acelerada à velocidade da luz ao quadrado... é a nossa matéria se aproximando da natureza de Deus. Contudo, Deus não é uma forma qualquer de energia. É energia consciente. Logo, algo muito superior à energia comum.

Sobre os livros sagrados... Há muito conhecimento nos livros sagrados. Inclusive, é importante observar, os livros sagrados foram escritos sob orientação e inspiração divina. Deus revelou a verdade ao homens. As verdades foram ditas claramente por Deus, mas os homens nem sempre tinham, e talvez ainda não tenhamos, um conhecimento e uma linguagem adequada para compreender/traduzir a revelação divina.

Os livros sagrados, tendo a mesma origem e a mesma inspiração e orientação, não se excluem, mas se complementam... Há uma linha comum que transpassa todos eles. Lembrem-se, porém, que as interpretações, traduções, etc, são humanas, nem sempre são divinas. Logo, uma pessoa sob inspiração divina é capaz de juntar todos os livros sagrados em um só. Assim como capaz de eliminar tudo aquilo que foi inserido nos livros sagrados pelo interesse e pela vontade humana. Inseridos pelo Homem, não por orientação ou inspiração divina.

Mas agora eu quero falar de outra coisa. Quero falar do Gênesis, capítulo I. Este capítulo descreve a criação do mundo. Certamente, há muitos símbolos e muitas coisas neste livro que fogem à nossa compreensão ou escapam à nossa percepção. Mas alguns pontos podemos compreender à luz da ciência de hoje.

Vou falar da separação entre vida e consciência. Isto está no Gênesis. Não acredita ? Vou mostrar.

A vida surge em Gênesis, capítulo I, versículo XI:"E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi."

Em seguida aparece o versículo XX - " E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu." e XXI - "Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom."

Eu observo, neste ponto, que a ordem dos versículos pode ter sido trocada, ao longo do tempo, pelos homens que copilaram ou traduziram o livro. A ordem pode não ter sido considerada importante, apenas buscaram registrar a verdade como um todo: a criação das coisas e do mundo por Deus. A ordem não muda esta verdade. Muda apenas a seqüência dos fatos, pois muda a seqüência dos versículos.

É preciso olhar os manuscritos antigos e ver se houve alteração da ordem por ordem de pessoas que tentavam inserir uma seqüência lógica, para seu tempo, no livro sagrado.

Por que eu estou dizendo isto ? Porque se reordenarmos os versículos do Gênesis, teremos a seqüência da Teoria da Evolução. Fatos da Teoria da evolução estão descritos no Gênesis. Não foi Moisés que copiou Darwin, mas Darwin pode ter visto a seqüência correta da criação na Bíblia e saiu à procura dos fatos, que comprovasse a sua Teoria da Evolução. Há no Gênesis fatos importantes da evolução, na natureza.

Por exemplo, os primeiros animais, criados por Deus, surgem no mar, são os peixes. Outro exemplo, o homem é o último ser da criação. As plantas são criadas na Terra. As aves no céu, etc. A criação dos seres são as novas ramificações genéticas da árvore da vida. Cada novo ramo foi induzido pela vontade divina.

Isto tudo, para a natureza divina, pode ter durado apenas seis dias, mas para a natureza humana pode ter durado milhões de anos. Não esqueçam do E=M.C.C. O tempo da energia é muito diferente do tempo da matéria. O tempo da energia é o tempo de Deus. O tempo da matéria é o nosso tempo.

E Deus contando isto para um homem de milhares de anos atrás teria que, necessariamente, resumir a história. Não teria como falar em DNA, hereditariedade, genes, evolução, genética, etc; ou então, o homem de milhares de anos atrás só tinha estas palavras para descrever aquilo que Deus estava lhe contando.

A consciência do homem que captou e escreveu a revelação divina não tinha as ferramentas, informação e conhecimento, que nós temos hoje para compreender a criação. Além disso, se o homem que escreveu a revelação tivesse as ferramentas que nós temos, ele também não escreveria a revelação usando tal linguagem. Ninguém compreenderia. E a história da criação tinha que ser contada ao Povo. Por isso, que ela foi revelada.

Eu considero um erro pensar a ciência como inimiga da religião e de Deus. A ciência busca, ao contrário do que pensam os ateus, compreender a natureza e as ações de Deus. Não há como afastar Deus do Universo. Não há como afastar Deus do Homem, pois nós carregamos, dentro de nós, em nosso âmago, a essência divina.

E isto aparece na criação do Homem, que ocorre no versículo XXVI do capítulo I do Gênesis: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra."

E como Deus fez esta criação ? Isto aparece no capítulo II, versículo VI:"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente."

Portanto, a vida foi criada antes do Homem. Primeiro Deus criou os animais. Logo, criou primeiro a vida. Mas o homem não era só um animal. Ele é um ser com consciência. Um ser semelhante ao seu criador. Semelhante em quê ? Na vida não era, pois os animais foram criados antes, ou seja, os animais já tinham vida e não eram semelhantes ao criador. Semelhante em consciência.

É a consciência que torna o Homem semelhante a Deus. Como Deus faz isto ? Deus insere a consciência no Homem com um sopro em suas narinas. Certamente, o sopro de Deus não é vento, mas sim energia. O sopro de Deus é a energia que movimenta a nossa consciência. Por isso, a nossa consciência é um sistema que movimenta a energia divina. Por isso, somos alma vivente, somos consciência vivente, somos matéria com um pedacinho da consciência. Um pedacinho da consciência divina presa na matéria.

Outro coisa interessante do versículo VI, capítulo II, é o fato de estar escrito no Gênesis que Deus formou o homem do pó da terra. Inegavelmente, somos pó da terra. O nosso corpo pode ser reduzido e separado em pó, em elementos químicos que constam da tabela periódica. O nosso corpo é, na mais, nada menos, do que elementos químicos reunidos.

Enfim, o primeiro dom de Deus foi a vida. A vida que os demais animais também possuem. Contudo, temos outro dom de Deus. E é este dom que nos torna semelhantes a Deus e que é um pedaço da essência divina dada a nós. Um pedaço da essência divina presa na matéria: a consciência. Uns chamam de alma, outro de espírito, mas é a mesma coisa.
Papa diz que ciência não pode ser único critério do bem
Para o papa, é mais do que nunca importante 'educar as consciências de nossos contemporâneos'

ROMA - Em audiência aos participantes do convênio acadêmico "A identidade mutável do indivíduo", o papa Bento XVI advertiu para a importância de, nesta época em que "o desenvolvimento das ciências fascina e seduz pelas possibilidades oferecidas", evitar que o homem se torne "o objeto de manipulações ideológicas, de decisões arbitrárias ou de abuso do mais forte sobre o mais fraco".

Vaticano lança turnê mundial contra o aborto

O convênio acadêmico foi realizado nos dias 24 e 25 de janeiro em Paris, por iniciativa da Academia de Ciências Morais e Políticas e da Academia de Ciências da França, junto com a Pontifícia Academia de Ciências.

Para o papa, é mais do que nunca importante "educar as consciências de nossos contemporâneos para que a ciência não se torne o critério do bem e para que o homem seja respeitado como o centro da criação". Bento XVI procurou prevenir contra os "perigos dos quais nós pudemos conhecer as manifestações no curso da história humana e em particular no curso do século 20".

"Todo o caminho científico deve ser também um caminho de amor, criado para colocar-se a serviço do homem e da humanidade, e para dar sua contribuição à construção da identidade das pessoas", disse o papa. "O homem não é fruto de um acaso, nem de uma série de coincidências, nem de determinismos, nem de interações fisico-químicas; é um ser que goza de uma liberdade que, tendo consciência de sua natureza, transcende esta última e aquilo que é o sinal do mistério da alteridade que a habita", declarou Bento XVI.

Segundo o pontífice, "essa liberdade, que é própria do ser humano, faz com que este possa orientar sua vida até um final, que possa, através de seus atos, caminhar em direção à felicidade à qual é chamado pela eternidade".

"Essa liberdade faz parecer que a existência do homem tem um senso. No exercício de sua autêntica liberdade, a pessoa realiza sua vocação; completa-se; dá forma à sua identidade profunda. A dignidade particular do ser humano é ao mesmo tempo um dom de Deus e a promessa de um futuro", acrescentou.

Bento XVI declarou ainda que "o homem leva em si uma capacidade específica: discernir o que é bom e o bem, em uma capacidade que o incentiva a fazer o bem". "Movido por isso, o homem é chamado a desenvolver sua consciência através da formação e do exercício, para guiar-se livremente na existência, baseando-se nas leis existenciais que são a lei natural e a lei moral".
Papa diz que ciência não pode ser único critério do bem
Para o papa, é mais do que nunca importante 'educar as consciências de nossos contemporâneos'

ROMA - Em audiência aos participantes do convênio acadêmico "A identidade mutável do indivíduo", o papa Bento XVI advertiu para a importância de, nesta época em que "o desenvolvimento das ciências fascina e seduz pelas possibilidades oferecidas", evitar que o homem se torne "o objeto de manipulações ideológicas, de decisões arbitrárias ou de abuso do mais forte sobre o mais fraco".

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O convênio acadêmico foi realizado nos dias 24 e 25 de janeiro em Paris, por iniciativa da Academia de Ciências Morais e Políticas e da Academia de Ciências da França, junto com a Pontifícia Academia de Ciências.

Para o papa, é mais do que nunca importante "educar as consciências de nossos contemporâneos para que a ciência não se torne o critério do bem e para que o homem seja respeitado como o centro da criação". Bento XVI procurou prevenir contra os "perigos dos quais nós pudemos conhecer as manifestações no curso da história humana e em particular no curso do século 20".

"Todo o caminho científico deve ser também um caminho de amor, criado para colocar-se a serviço do homem e da humanidade, e para dar sua contribuição à construção da identidade das pessoas", disse o papa. "O homem não é fruto de um acaso, nem de uma série de coincidências, nem de determinismos, nem de interações fisico-químicas; é um ser que goza de uma liberdade que, tendo consciência de sua natureza, transcende esta última e aquilo que é o sinal do mistério da alteridade que a habita", declarou Bento XVI.

Segundo o pontífice, "essa liberdade, que é própria do ser humano, faz com que este possa orientar sua vida até um final, que possa, através de seus atos, caminhar em direção à felicidade à qual é chamado pela eternidade".

"Essa liberdade faz parecer que a existência do homem tem um senso. No exercício de sua autêntica liberdade, a pessoa realiza sua vocação; completa-se; dá forma à sua identidade profunda. A dignidade particular do ser humano é ao mesmo tempo um dom de Deus e a promessa de um futuro", acrescentou.

Bento XVI declarou ainda que "o homem leva em si uma capacidade específica: discernir o que é bom e o bem, em uma capacidade que o incentiva a fazer o bem". "Movido por isso, o homem é chamado a desenvolver sua consciência através da formação e do exercício, para guiar-se livremente na existência, baseando-se nas leis existenciais que são a lei natural e a lei moral".