Mostrando postagens com marcador Mudança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mudança. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Futuro no presente
O futuro está aqui. Você pode não acreditar, mas está. Em outras palavras, o futuro está dentro do presente. Contudo, ele está fragmentado, despedaçado, dividido em milhões de pedaços. Por isso não conseguimos vê-lo completamente. Vemos apenas árvores, mas não vemos a grande floresta. Vemos apenas pedaços de futuro no presente, mas está tudo aqui.

Os tiranos de amanhã ainda estão sendo amamentados ou estão na escola. O Estado totalitário ainda está sendo projetado. O controle de pensamento e de pensadores ainda está em discussão. Os novos métodos de extermínio ainda estão em fase de teste nos laboratórios da ciência. As normas que legitimam extermínios ainda estão passando pelos legislativos e pelas cortes do judiciário. A moda no futuro será o extermínio de pessoas embrionárias... Não só o extermínio, mas o uso de embriões humanos em testes e experiências científicas, inclusive, misturando embriões humanos com embriões de outros seres, etc.

O futuro que se concretizará, o amanhã, depende de como os pedaços de futuro no presente se juntam e se ligam, ou seja, o cenário e os fatos de amanhã estão sendo montados/construídos hoje. A essência desta observação é que você pode interferir no resultado. Nós podemos interferir no resultado, induzindo variáveis e projetando os cenários que queremos viver amanhã. Para isto, precisamos detectar e aproximar pedaços de futuro no presente. Precisamos catalisar uma ligação entre estes pedaços ou então impedir que certos pedaços se juntem. Dessa forma, determinamos a formação do futuro que desejamos viver ou que desejamos para as próximas gerações.

Enfim, temos poder para construir o futuro que quisermos.
Futuro no presente
O futuro está aqui. Você pode não acreditar, mas está. Em outras palavras, o futuro está dentro do presente. Contudo, ele está fragmentado, despedaçado, dividido em milhões de pedaços. Por isso não conseguimos vê-lo completamente. Vemos apenas árvores, mas não vemos a grande floresta. Vemos apenas pedaços de futuro no presente, mas está tudo aqui.

Os tiranos de amanhã ainda estão sendo amamentados ou estão na escola. O Estado totalitário ainda está sendo projetado. O controle de pensamento e de pensadores ainda está em discussão. Os novos métodos de extermínio ainda estão em fase de teste nos laboratórios da ciência. As normas que legitimam extermínios ainda estão passando pelos legislativos e pelas cortes do judiciário. A moda no futuro será o extermínio de pessoas embrionárias... Não só o extermínio, mas o uso de embriões humanos em testes e experiências científicas, inclusive, misturando embriões humanos com embriões de outros seres, etc.

O futuro que se concretizará, o amanhã, depende de como os pedaços de futuro no presente se juntam e se ligam, ou seja, o cenário e os fatos de amanhã estão sendo montados/construídos hoje. A essência desta observação é que você pode interferir no resultado. Nós podemos interferir no resultado, induzindo variáveis e projetando os cenários que queremos viver amanhã. Para isto, precisamos detectar e aproximar pedaços de futuro no presente. Precisamos catalisar uma ligação entre estes pedaços ou então impedir que certos pedaços se juntem. Dessa forma, determinamos a formação do futuro que desejamos viver ou que desejamos para as próximas gerações.

Enfim, temos poder para construir o futuro que quisermos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A questão do Terceiro Mandato
O terceiro mandato é um tema importante. Não porque ampliará o mandato do Presidente, mas sim porque é uma das poucas formas disponíveis para manter a oposição, golpista por natureza, dentro da racionalidade e de limites. Quando o tema do Terceiro mandato entra em pauta, a oposição baixa a crista, põe o rabo no meio das pernas e vai deitar no canto.

Mas por que a oposição teme tanto o terceiro mandato ? Por uma razão simples: porque ele pode ser aprovado com amplo apoio popular. E porque Lula pode repetir Getúlio Vargas.

Certamente, quando se fala em terceiro mandato a primeira coisa que a oposição fala é em golpe. Faz isto porque ela tem larga experiência nesta prática. Inclusive eles são remanescente dos golpistas de 64. São colaboradores da ditadura ou ganharam, e muito, com ela, seja nas concessões públicas de radio e TV, seja nos empréstimos a fundo perdido, etc. Ou então, fizeram suas carreiras profissionais como camaradas, colaboradores, capatazes, caquetas ou olheiros da ditadura.

Mas se o terceiro mandato for aprovado com amplo apoio popular, ele constitui um golpe ? O que é um golpe de Estado ? Fazendo uma síntese de um resumo resumido pode-se dizer que golpe é uma "Mudança de governo sem ser pelo processo eletivo. Difere da revolução, porque esta pretende mudar a classe governante e não, apenas o governo. Jocosamente diz-se que é o único crime que só é punido quando tentado e impunível quando consumado." (Enciclopédia Jurídica Leib Soibelman)

Se golpe é mudança de governo sem ser pelo processo eletivo, a aprovação do terceiro mandado já não tem muita coisa parecida dom golpe. Porém, podemos modificar o conceito e falar em golpe branco ou golpe camuflado, etc... Porém, neste último caso a tramóia tem que ser articulada pelo principal beneficiário do golpe. No caso do terceiro mandato, falaríamos em golpe branco se a iniciativa e a articulação fosse feita diretamente pelo Presidente Lula. O exemplo mais próximo de golpe branco foi feito pela oposição (PSDB + PFL) com a aprovação da reeleição de FHC.

Contudo, no caso do terceiro mandato de Lula, também não estamos diante de um golpe branco, pois o próprio Presidente se mostra contrário à idéia. Portanto, se houver a aprovação desse terceiro mandato será pura e simplesmente por iniciativa popular, pela manifestação da coletividade. Isto descaracteriza e desautoriza quaisquer afirmações de que a medida se caracteriza golpe.

A menos, é claro, que se considere a democracia como uma série de golpes ou se veja toda mudança constitucional de iniciativa popular e contrária aos interesses da classe dominante, dos ricos, também como golpe.

Em outras palavras: as ações feitas com amplo apoio popular e visando atender a interesses da coletividade, ações que beneficiam a coletividade, pode ser considerada golpe ? Certamente, a resposta depende da perspectiva que se olha. Tudo aquilo que beneficia a maioria, geralmente, prejudica uma minoria. Logo, para a minoria, estas ações constituirão um golpe. É um golpe na minoria.

Ao longo da História do Estado, geralmente, o golpe é dado por uma minoria contra a maioria. Por isso, em todos eles o apoio militar, uso da força e da repressão, era um pedra fundamental, um ponto importante. Esta era a forma encontrada por uma minoria para submeter a maioria à seus ditames e interesses. Uma verdadeira Esparta grega.

Portanto, quando a ação emana da maioria e busca atender à vontade e interesses da maioria não podemos falar em golpe e não estamos diante de um golpe, mas sim da manifestação da vontade popular. Certamente, isto não se aplica a violações de direitos humanos da minoria, ou seja, não será legítimo que uma maioria se reúna e delibere pelo extermínio da minoria.

Outro ponto importante é o fato de que o mandato do Presidente pertence ao Povo, não a quem o exerce. O Povo é o dono do mandato e pode modificá-lo na hora que quiser. Quem exerce o mandato apenas pode atuar nos limites daquilo que o povo estabeleceu.

Portanto, caso seja de interesse do povo alterar o mandato presidencial, aumentando-o, ou então, caso seja de interesse da maioria modificar a Constituição, poderá fazê-lo na hora que quiser e ntender que isto seja necessário. Quem tentar sufocar e reprimir a vontade, estará sufocando e reprimindo o Povo. Logo, está agindo autoritariamente. Está fazendo prevalecer a sua vontade pessoal, o seu interesse pessoal, sobre a vontade da maioria, sobre o interesse da maioria.

A oposição sempre fez isto. Sempre submeteu o povo a ferro, fogo e repressão. Sempre sufocou e limitou a vontade popular em benefícios de interesses minoritários, interesses pessoais ou grupais, interesses de uma minoria atrasada, conservadora, explorado e opressora. A ditadura não foi manifestação da vontade popular, mas sim da vontade de uma minoria.

Certamente, se a ditadura tivesse origem na vontade popular, tivesse o apoio da maioria, seria uma ditadura legitima, pois ela era manifestaria a vontade da coletividade.

Contudo, é preciso verificar se a vontade popular está sendo livre ou se ela está sendo manipulada pela mídia ou por grupos fechados e secretos, que agem na calada da noite e na penumbra. È preciso verificar se é a vontade espontânea do povo ou se ela tem origem na ignorância, em vícios ou coação. Por exemplo, os EUA construiu a figura do terrorismo e esta "suposta" ameaça serviu para fazer profundas alterações nos direitos e nas liberdades individuais existentes nas leis americanas. Inclusive, serviu para reeleger o Bush. E tudo foi feito com o consentimento calado e servil da população. População amedrontada com o terrorismo. Cordeiros marchando para o matadouro.

Também é válido assinalar que a vontade popular deve fluir livremente. Se o Presidente Lula não quer o terceiro mandato, mas a população quer, prevalecerá a vontade da população. Se o Presidente Lula tentar submeter a população à sua vontade pessoal, aos seus interesses pessoais, estará agindo como ditador e tentar fazer prevalecer sobre a maioria os seus interesses pessoais.

Quem tem que decidir sobre a extensão do mandato, a reeleição, etc são os governados e não os governantes. Esta é a essência da democracia. Além disso, deve sempre prevalecer a vontade da maioria sobre a minoria. Inclusive, diz se que a democracia é o governo da maioria e direitos da minoria, e não governo da minoria sobre a maioria.

--------------------
Problema da legitimidade
Enciclopédia Jurídica Leib Soibelman
O advento do nazismo, que atingiu o poder sem violar a legalidade constitucional alemã, mas que depois de estar no poder transformou-se no mais terrível regime político conhecido pela humanidade, colocou no terreno da discussão filosófico-jurídica o tema da legitimidade. Dúvida não existe de que todo regime ilegal é ilegítimo, mas será legítimo todo governo legal? Este é o problema, cuja solução ainda não foi encontrada.

Pétain chegou ao poder legalmente, mas exerceu-o ilegitimamente. De Gaulle criou um governo ilegal no exílio, mas foi considerado legítimo pela opinião pública internacional.

A discussão envolve todo o conceito de direito e de justiça, e nela os jusnaturalistas estão bem mais à vontade que os positivistas, pois estes, ao contrário daqueles, partem da lei para diante, sem querer indagar das origens ou fins da lei. Democraticamente falando o fundamento do poder está na opinião pública que o consagra.

Ilegítimo é todo poder que não se baseia no consenso dos governados. Mas, e por aí se vê como a questão é espinhosa, após certo tempo de poder Ilegítimo os seus detentores conseguem também criar uma vasta opinião pública ou até mesmo mais de uma geração que o aceita e defende. O critério menos duvidoso seria considerar como legítimos apenas os governos que defendem a liberdade humana através de eleições livres pluri-partidárias, garantindo o direito da minoria manifestar-se. Em épocas de crise vale a opinião popular espontânea.

B. - Paulo Bonavides, Ciência Política. F. G. Vargas. Rio, 1967.
--------------------
Constituição norte-americana como instrumento reacionário
Enciclopédia Jurídica Leib Soibelman
Muito antes de Beard. autor do famoso livro "Uma interpretação econômica da constituição norte-americana", já vários historiadores tinham ventilado o aspecto reacionário da constituição. Mas foi Beard quem veio demonstrar que a grande maioria dos constituintes tinha grandes interesses econômicos a proteger, como terras, escravos, títulos da dívida pública, etc., bem como que todos tinham medo da democracia, conceituada na época como o governo da ralé, a onipotência da maioria eleitoral ou legislativa, ou das multidões desenfreadas.

Historiadores modernos tentam demonstrar que os interesses pessoais dos constituintes confundiam-se com os interesses nacionais do momento. Mas o que se escreveu da constituição norte americana é aplicável a qualquer constituição: ela reflete evidentemente as idéias da classe dominante, a sua filosofia política. Só nos Estados Unidos é que um livro como o de Beard podia provocar grande celeuma, dado o respeito sagrado pelas grandes figuras da independência.

Hoje já ninguém leva mais a sério a alegação de que demonstrar a influência dos fatores e interesses econômicos na mente dos constituintes, significa atacar a moral pessoal de cada um deles. O próprio Beard. face à experiência do nazi-fascismo, modificou muitos de seus exagerados pontos de vista, para reconhecer que a constituição inegavelmente foi o melhor instrumento adotado pelos homens para proteger a liberdade humana.

E a maior prova de que a democracia funciona nos Estados Unidos, apesar de todos os seus defeitos e problemas não solucionados, é que ninguém proibiu o livro sob pretexto de preservar a honra histórica e a segurança nacional.
A questão do Terceiro Mandato
O terceiro mandato é um tema importante. Não porque ampliará o mandato do Presidente, mas sim porque é uma das poucas formas disponíveis para manter a oposição, golpista por natureza, dentro da racionalidade e de limites. Quando o tema do Terceiro mandato entra em pauta, a oposição baixa a crista, põe o rabo no meio das pernas e vai deitar no canto.

Mas por que a oposição teme tanto o terceiro mandato ? Por uma razão simples: porque ele pode ser aprovado com amplo apoio popular. E porque Lula pode repetir Getúlio Vargas.

Certamente, quando se fala em terceiro mandato a primeira coisa que a oposição fala é em golpe. Faz isto porque ela tem larga experiência nesta prática. Inclusive eles são remanescente dos golpistas de 64. São colaboradores da ditadura ou ganharam, e muito, com ela, seja nas concessões públicas de radio e TV, seja nos empréstimos a fundo perdido, etc. Ou então, fizeram suas carreiras profissionais como camaradas, colaboradores, capatazes, caquetas ou olheiros da ditadura.

Mas se o terceiro mandato for aprovado com amplo apoio popular, ele constitui um golpe ? O que é um golpe de Estado ? Fazendo uma síntese de um resumo resumido pode-se dizer que golpe é uma "Mudança de governo sem ser pelo processo eletivo. Difere da revolução, porque esta pretende mudar a classe governante e não, apenas o governo. Jocosamente diz-se que é o único crime que só é punido quando tentado e impunível quando consumado." (Enciclopédia Jurídica Leib Soibelman)

Se golpe é mudança de governo sem ser pelo processo eletivo, a aprovação do terceiro mandado já não tem muita coisa parecida dom golpe. Porém, podemos modificar o conceito e falar em golpe branco ou golpe camuflado, etc... Porém, neste último caso a tramóia tem que ser articulada pelo principal beneficiário do golpe. No caso do terceiro mandato, falaríamos em golpe branco se a iniciativa e a articulação fosse feita diretamente pelo Presidente Lula. O exemplo mais próximo de golpe branco foi feito pela oposição (PSDB + PFL) com a aprovação da reeleição de FHC.

Contudo, no caso do terceiro mandato de Lula, também não estamos diante de um golpe branco, pois o próprio Presidente se mostra contrário à idéia. Portanto, se houver a aprovação desse terceiro mandato será pura e simplesmente por iniciativa popular, pela manifestação da coletividade. Isto descaracteriza e desautoriza quaisquer afirmações de que a medida se caracteriza golpe.

A menos, é claro, que se considere a democracia como uma série de golpes ou se veja toda mudança constitucional de iniciativa popular e contrária aos interesses da classe dominante, dos ricos, também como golpe.

Em outras palavras: as ações feitas com amplo apoio popular e visando atender a interesses da coletividade, ações que beneficiam a coletividade, pode ser considerada golpe ? Certamente, a resposta depende da perspectiva que se olha. Tudo aquilo que beneficia a maioria, geralmente, prejudica uma minoria. Logo, para a minoria, estas ações constituirão um golpe. É um golpe na minoria.

Ao longo da História do Estado, geralmente, o golpe é dado por uma minoria contra a maioria. Por isso, em todos eles o apoio militar, uso da força e da repressão, era um pedra fundamental, um ponto importante. Esta era a forma encontrada por uma minoria para submeter a maioria à seus ditames e interesses. Uma verdadeira Esparta grega.

Portanto, quando a ação emana da maioria e busca atender à vontade e interesses da maioria não podemos falar em golpe e não estamos diante de um golpe, mas sim da manifestação da vontade popular. Certamente, isto não se aplica a violações de direitos humanos da minoria, ou seja, não será legítimo que uma maioria se reúna e delibere pelo extermínio da minoria.

Outro ponto importante é o fato de que o mandato do Presidente pertence ao Povo, não a quem o exerce. O Povo é o dono do mandato e pode modificá-lo na hora que quiser. Quem exerce o mandato apenas pode atuar nos limites daquilo que o povo estabeleceu.

Portanto, caso seja de interesse do povo alterar o mandato presidencial, aumentando-o, ou então, caso seja de interesse da maioria modificar a Constituição, poderá fazê-lo na hora que quiser e ntender que isto seja necessário. Quem tentar sufocar e reprimir a vontade, estará sufocando e reprimindo o Povo. Logo, está agindo autoritariamente. Está fazendo prevalecer a sua vontade pessoal, o seu interesse pessoal, sobre a vontade da maioria, sobre o interesse da maioria.

A oposição sempre fez isto. Sempre submeteu o povo a ferro, fogo e repressão. Sempre sufocou e limitou a vontade popular em benefícios de interesses minoritários, interesses pessoais ou grupais, interesses de uma minoria atrasada, conservadora, explorado e opressora. A ditadura não foi manifestação da vontade popular, mas sim da vontade de uma minoria.

Certamente, se a ditadura tivesse origem na vontade popular, tivesse o apoio da maioria, seria uma ditadura legitima, pois ela era manifestaria a vontade da coletividade.

Contudo, é preciso verificar se a vontade popular está sendo livre ou se ela está sendo manipulada pela mídia ou por grupos fechados e secretos, que agem na calada da noite e na penumbra. È preciso verificar se é a vontade espontânea do povo ou se ela tem origem na ignorância, em vícios ou coação. Por exemplo, os EUA construiu a figura do terrorismo e esta "suposta" ameaça serviu para fazer profundas alterações nos direitos e nas liberdades individuais existentes nas leis americanas. Inclusive, serviu para reeleger o Bush. E tudo foi feito com o consentimento calado e servil da população. População amedrontada com o terrorismo. Cordeiros marchando para o matadouro.

Também é válido assinalar que a vontade popular deve fluir livremente. Se o Presidente Lula não quer o terceiro mandato, mas a população quer, prevalecerá a vontade da população. Se o Presidente Lula tentar submeter a população à sua vontade pessoal, aos seus interesses pessoais, estará agindo como ditador e tentar fazer prevalecer sobre a maioria os seus interesses pessoais.

Quem tem que decidir sobre a extensão do mandato, a reeleição, etc são os governados e não os governantes. Esta é a essência da democracia. Além disso, deve sempre prevalecer a vontade da maioria sobre a minoria. Inclusive, diz se que a democracia é o governo da maioria e direitos da minoria, e não governo da minoria sobre a maioria.

--------------------
Problema da legitimidade
Enciclopédia Jurídica Leib Soibelman
O advento do nazismo, que atingiu o poder sem violar a legalidade constitucional alemã, mas que depois de estar no poder transformou-se no mais terrível regime político conhecido pela humanidade, colocou no terreno da discussão filosófico-jurídica o tema da legitimidade. Dúvida não existe de que todo regime ilegal é ilegítimo, mas será legítimo todo governo legal? Este é o problema, cuja solução ainda não foi encontrada.

Pétain chegou ao poder legalmente, mas exerceu-o ilegitimamente. De Gaulle criou um governo ilegal no exílio, mas foi considerado legítimo pela opinião pública internacional.

A discussão envolve todo o conceito de direito e de justiça, e nela os jusnaturalistas estão bem mais à vontade que os positivistas, pois estes, ao contrário daqueles, partem da lei para diante, sem querer indagar das origens ou fins da lei. Democraticamente falando o fundamento do poder está na opinião pública que o consagra.

Ilegítimo é todo poder que não se baseia no consenso dos governados. Mas, e por aí se vê como a questão é espinhosa, após certo tempo de poder Ilegítimo os seus detentores conseguem também criar uma vasta opinião pública ou até mesmo mais de uma geração que o aceita e defende. O critério menos duvidoso seria considerar como legítimos apenas os governos que defendem a liberdade humana através de eleições livres pluri-partidárias, garantindo o direito da minoria manifestar-se. Em épocas de crise vale a opinião popular espontânea.

B. - Paulo Bonavides, Ciência Política. F. G. Vargas. Rio, 1967.
--------------------
Constituição norte-americana como instrumento reacionário
Enciclopédia Jurídica Leib Soibelman
Muito antes de Beard. autor do famoso livro "Uma interpretação econômica da constituição norte-americana", já vários historiadores tinham ventilado o aspecto reacionário da constituição. Mas foi Beard quem veio demonstrar que a grande maioria dos constituintes tinha grandes interesses econômicos a proteger, como terras, escravos, títulos da dívida pública, etc., bem como que todos tinham medo da democracia, conceituada na época como o governo da ralé, a onipotência da maioria eleitoral ou legislativa, ou das multidões desenfreadas.

Historiadores modernos tentam demonstrar que os interesses pessoais dos constituintes confundiam-se com os interesses nacionais do momento. Mas o que se escreveu da constituição norte americana é aplicável a qualquer constituição: ela reflete evidentemente as idéias da classe dominante, a sua filosofia política. Só nos Estados Unidos é que um livro como o de Beard podia provocar grande celeuma, dado o respeito sagrado pelas grandes figuras da independência.

Hoje já ninguém leva mais a sério a alegação de que demonstrar a influência dos fatores e interesses econômicos na mente dos constituintes, significa atacar a moral pessoal de cada um deles. O próprio Beard. face à experiência do nazi-fascismo, modificou muitos de seus exagerados pontos de vista, para reconhecer que a constituição inegavelmente foi o melhor instrumento adotado pelos homens para proteger a liberdade humana.

E a maior prova de que a democracia funciona nos Estados Unidos, apesar de todos os seus defeitos e problemas não solucionados, é que ninguém proibiu o livro sob pretexto de preservar a honra histórica e a segurança nacional.

domingo, 27 de janeiro de 2008

O que os negros e os pobres querem
A primeira coisa que eu digo é que eu não tenho nada, absolutamente nada, contra os brancos que não exercem, por ação ou omissão, a dominação, a exploração e a opressão dos negros e pobres. Quem não pratica e não colabora com o mal, não tem o que temer... pelo contrário, deve se juntar a nós.

Além disso, fica bem claro que a nossa meta não é tomar o poder dos grupos dominantes e contruir a dominação e a opressão dos negros sobre as minorias. A nossa meta é tomar o poder dos grupos dominantes e transferi-los para a maioria. A maioria também engloba os grupos dominantes... Não pretendemos exterminar ninguém, mas construir um sistema que seja justo para todos, sem nenhum tipo de dominação e opressão, onde a consciência possa se expressar livremente, onde o homem seja realmente livre...

Por isso, eu falo, em reconstruir a polis grega. Eu não falo em construir um império negro, mas em reconstruir a polis grega, conforme a sugestão e idéias de Hannah Arendt. É a minha pretensão tirar as idéias de Hannah da teoria e implantá-la na prática. Transformar as idéias em ação, em projetos...

Isto pode ser feito sem revolução sangrenta e sem violência. Basta que as nossas propostas fluam livremente, sejam implementadas sem sabotagem, sem cortes, sem intervenções... E foi justamente neste ponto que a confusão começou... Os projetos propostos estão sendo sabotados, paralisados, enredados e arquivados pela burocracia. Os projetos estão sendo esquecidos e entupidos pela estupidez, pela negligência e pelos interesses dos grupos dominantes. Não querem deixar os projetos sairem do papel e eles podem, perfeitamente, fazer isto, ou seja, não deixar os projetos sairem do papel. Eles tem o controle do sistema, eles controlam as regras do sistema, etc..

Neste caso nós não temos escolha. Os projetos nos salvam do extermínio futuro, pois os grupos dominantes transformam, dia após dia, os negros e porbres em uma massa supérflua e descartável. Não só isto, os grupos dominantes testam, nas favelas e periferias, suas armas e formas de extermínio.

A nossa meta é reverter as ações que nos tornam supérfluos e descartáveis. É quebrar a lógica da dominação, da opressão e da exclusão, acessando o conhecimento e os saberes, acessando a cultura e a política. Logo, temos que mudar e eliminar todas as regras que forma inseridas no sistema para nos manter escravos... para tornar-nos pessoas supérfluas e descartáveis que possam ser eliminadas a qualquer tempo.

As mudanças podem ser pacíficas e sem violência. Contudo, este caminho está sendo completamente bloqueado e fechado pelos grupos dominantes. Eles não querem mudanças. Eles querem que a dominação, a opressão, a exclusão e a exploração continuem eternamente. Por isso, o outro caminho, o da violência, está se tornando a única opção. Este caminho não pode ser bloqueado pelos grupos dominantes, não pode ser fechado e nem paralisado. Neste caminho, as portas que se fecham são explodidas e arrebentadas, as bocas que dizem "não" são caladas e as mudanças são impostas com armas nas mãos.

Nós somos a maioria. Nós podemos impôr a nossa vontade. Nós podemos assumir o controle do sistema, basta queremos fazer isto... Não só isto, o poder nos pertence. O poder pertence à maioria. Nós temos legitimidade para reclamá-lo.

O que nós queremos ? Queremos escolas normais, em tempo integral, e escolas profissionalizantes em todas as favelas e periferias. Por que constroem quadras ao invés de escolas ? Por que acham que o sonho de todo negro ou de pobre é ser jogador de futebol ou dançarino/instrumentista de escola de samba ? Por que os cursos profissionalizantes para negros e pobres são cursos de faxineiro, corte e costura, vigilante, pedreiro, marceneiro, etc ? Isto também faz parte do sistema de dominação, não faz ?

Portanto, vamos quebrar estas regras. Não queremos só quadras de esportes nas favelas. Queremos escolas normais, em tempo integral, para todas as crianças da favelas e arredores. Se tivermos que escolher entre a quadra de esportes e a escola, ficamos com a escola.

Queremos escolas profissionalizantes com cursos de grande relevância no mercado de trabalho. Cursos de alta tecnologia, etc... Queremos cursos de programação de computadores... Vamos aprender a fazer programas, a construir computadores e redes de internet, redes wireless, etc...Queremos os cursos e os certificados da Cisco e da Microsoft Engenieers..Não somos idiotas. Cursos de word, powerpoint, excel, etc...não servem para nada.

Queremos cinema e teatro na favela. Cinema e teatro com entradas gratuitas. Isto vai tirar os jovens dos bares e dos bailes funks onde o ciclo da droga e da criminalidade se encontra e se fecha. Locais as pessoas se alienam e se perdem definitivamente...

(continua)
O que os negros e os pobres querem
A primeira coisa que eu digo é que eu não tenho nada, absolutamente nada, contra os brancos que não exercem, por ação ou omissão, a dominação, a exploração e a opressão dos negros e pobres. Quem não pratica e não colabora com o mal, não tem o que temer... pelo contrário, deve se juntar a nós.

Além disso, fica bem claro que a nossa meta não é tomar o poder dos grupos dominantes e contruir a dominação e a opressão dos negros sobre as minorias. A nossa meta é tomar o poder dos grupos dominantes e transferi-los para a maioria. A maioria também engloba os grupos dominantes... Não pretendemos exterminar ninguém, mas construir um sistema que seja justo para todos, sem nenhum tipo de dominação e opressão, onde a consciência possa se expressar livremente, onde o homem seja realmente livre...

Por isso, eu falo, em reconstruir a polis grega. Eu não falo em construir um império negro, mas em reconstruir a polis grega, conforme a sugestão e idéias de Hannah Arendt. É a minha pretensão tirar as idéias de Hannah da teoria e implantá-la na prática. Transformar as idéias em ação, em projetos...

Isto pode ser feito sem revolução sangrenta e sem violência. Basta que as nossas propostas fluam livremente, sejam implementadas sem sabotagem, sem cortes, sem intervenções... E foi justamente neste ponto que a confusão começou... Os projetos propostos estão sendo sabotados, paralisados, enredados e arquivados pela burocracia. Os projetos estão sendo esquecidos e entupidos pela estupidez, pela negligência e pelos interesses dos grupos dominantes. Não querem deixar os projetos sairem do papel e eles podem, perfeitamente, fazer isto, ou seja, não deixar os projetos sairem do papel. Eles tem o controle do sistema, eles controlam as regras do sistema, etc..

Neste caso nós não temos escolha. Os projetos nos salvam do extermínio futuro, pois os grupos dominantes transformam, dia após dia, os negros e porbres em uma massa supérflua e descartável. Não só isto, os grupos dominantes testam, nas favelas e periferias, suas armas e formas de extermínio.

A nossa meta é reverter as ações que nos tornam supérfluos e descartáveis. É quebrar a lógica da dominação, da opressão e da exclusão, acessando o conhecimento e os saberes, acessando a cultura e a política. Logo, temos que mudar e eliminar todas as regras que forma inseridas no sistema para nos manter escravos... para tornar-nos pessoas supérfluas e descartáveis que possam ser eliminadas a qualquer tempo.

As mudanças podem ser pacíficas e sem violência. Contudo, este caminho está sendo completamente bloqueado e fechado pelos grupos dominantes. Eles não querem mudanças. Eles querem que a dominação, a opressão, a exclusão e a exploração continuem eternamente. Por isso, o outro caminho, o da violência, está se tornando a única opção. Este caminho não pode ser bloqueado pelos grupos dominantes, não pode ser fechado e nem paralisado. Neste caminho, as portas que se fecham são explodidas e arrebentadas, as bocas que dizem "não" são caladas e as mudanças são impostas com armas nas mãos.

Nós somos a maioria. Nós podemos impôr a nossa vontade. Nós podemos assumir o controle do sistema, basta queremos fazer isto... Não só isto, o poder nos pertence. O poder pertence à maioria. Nós temos legitimidade para reclamá-lo.

O que nós queremos ? Queremos escolas normais, em tempo integral, e escolas profissionalizantes em todas as favelas e periferias. Por que constroem quadras ao invés de escolas ? Por que acham que o sonho de todo negro ou de pobre é ser jogador de futebol ou dançarino/instrumentista de escola de samba ? Por que os cursos profissionalizantes para negros e pobres são cursos de faxineiro, corte e costura, vigilante, pedreiro, marceneiro, etc ? Isto também faz parte do sistema de dominação, não faz ?

Portanto, vamos quebrar estas regras. Não queremos só quadras de esportes nas favelas. Queremos escolas normais, em tempo integral, para todas as crianças da favelas e arredores. Se tivermos que escolher entre a quadra de esportes e a escola, ficamos com a escola.

Queremos escolas profissionalizantes com cursos de grande relevância no mercado de trabalho. Cursos de alta tecnologia, etc... Queremos cursos de programação de computadores... Vamos aprender a fazer programas, a construir computadores e redes de internet, redes wireless, etc...Queremos os cursos e os certificados da Cisco e da Microsoft Engenieers..Não somos idiotas. Cursos de word, powerpoint, excel, etc...não servem para nada.

Queremos cinema e teatro na favela. Cinema e teatro com entradas gratuitas. Isto vai tirar os jovens dos bares e dos bailes funks onde o ciclo da droga e da criminalidade se encontra e se fecha. Locais as pessoas se alienam e se perdem definitivamente...

(continua)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A história humana é uma história de violência
Leonildo Correa -- Ocupação da Reitoria da USP -- 04/05/2007
Clique aqui para ler outros textos da Ocupação

Somente ocorreram mudanças significativas na história humana quando os oprimidos encostaram a faca na garganta dos opressores. A Revolução Francesa foi uma revolução violenta. Por isso deu certo. A Revolução Russa foi uma revolução violenta. Por isso os revolucionários conquistaram o poder. Os ingleses foram expulsos da América depois de uma guerra violenta. A Revolução Chinesa somente alcançou êxito depois de uma guerra sangrenta.

Não há como separar as mudanças significativas da história humana de uma guerra ou de uma revolução violenta. Mas então dirá algum observador perspicaz, a Índia não fez uma revolução violenta ? Certamente não, pois na Índia a não-violência é uma religião. Mesmo assim Gandhi morreu com um tiro. Mas os negros americanos conquistaram muita coisa sem violência ? Mesmo assim Luther King, o grande líder negro, morreu com um tiro.

Enfim, onde não houve revolução violenta nada deu certo. Vejam o Brasil. A escravidão e a opressão continuam até hoje. Os governantes que vieram nas caravelas ainda estão no poder ou próximo deles. Talvez se tivéssemos tido uma revolução violenta eles não estariam por aí, escondidos na sombra manipulando a mídia, manipulando jornalistas, bancos, etc.

Quem tem medo de uma revolução violenta é a classe dominante. Ela tem muito a perder com uma revolução desse tipo. Os oprimidos, ao contrário, se não morrerem lutando em uma revolução que visa alcançar a sua liberdade e a independência, morrerão com um tiro da polícia quando estiverem chegando do trabalho escravo em uma das milhares de periferias e favelas que existem neste país. Os oprimidos não perderão nada se iniciarem uma revolta armada sangrenta. Talvez a única coisa que percam seja as correntes da opressão, da exclusão e das desigualdades.

Enfim, discurso de não-violência e de direitos humanos é adequado e inerente aos grupos dominantes que moram nos bairros nobres onde os índices de homicídios são iguais a zero. Nesse locais o discurso da não-violência e dos direitos humanos colam. Em uma periferia onde os confrontos militares são comuns e se vive ouvindo tiros e explosões e convivendo com mortos na soleira da porta não-violência e direitos humanos é mito, conversa para boi dormir.

Quando a violência chegar nos bairros chiques e nobres, do jeito que ela existe na periferia, não tenham dúvidas, a situação será resolvida imediatamente. Enquanto for negro matando negro, pobre matando pobre, traficante matando traficante ou policial matando traficante, as mortes continuarão sendo tratadas como controle de natalidade.

Além disso, engana-se redondamente quem acha que o futuro será um lugar de paz e harmonia. O futuro será de guerras e guerras sangrentas. Por isso todos os países investem maciçamente em armas. Se o futuro fosse de paz ninguém investiria em armas, pois seria um dinheiro perdido. Inclusive se se analisar as notícias dos últimos anos observar-se-á que os maiores investimentos estão sendo feito em arsenais bélicos: armas nucleares, mísseis balísticos, escudo anti-míssil, projeto guerras nas estrelas, Guerra no Iraque, etc.

Esses investimentos militares tem uma razão: os recursos naturais e minerais se tornarão cada vez mais escassos e dominará esses recursos a nação que tiver poder militar para conquistá-los, ou seja, eu sou mais forte que você e você tem algo que eu quero e é essencial para a minha sobrevivência, o que eu faço ? Tomo de você. Se reclamar ainda leva um cascudo. Por isso o futuro será de guerras.

Inclusive há um documentário interessante sobre esse assunto chamado "Império do Caos". Pretendo disponibilizar esse documentário no You Tube um dia desses.

Portanto, a meta não iniciar uma guerra violenta e sangrenta o mais rápido possível, mas sim mostrar aos grupos dominantes que se a situação não for resolvida rapidamente, se a opressão e as exclusões não acabarem e as desigualdades não forem reduzidas, chegaremos a uma guerra sangrenta e violenta, inevitavelmente.
A história humana é uma história de violência
Leonildo Correa -- Ocupação da Reitoria da USP -- 04/05/2007
Clique aqui para ler outros textos da Ocupação

Somente ocorreram mudanças significativas na história humana quando os oprimidos encostaram a faca na garganta dos opressores. A Revolução Francesa foi uma revolução violenta. Por isso deu certo. A Revolução Russa foi uma revolução violenta. Por isso os revolucionários conquistaram o poder. Os ingleses foram expulsos da América depois de uma guerra violenta. A Revolução Chinesa somente alcançou êxito depois de uma guerra sangrenta.

Não há como separar as mudanças significativas da história humana de uma guerra ou de uma revolução violenta. Mas então dirá algum observador perspicaz, a Índia não fez uma revolução violenta ? Certamente não, pois na Índia a não-violência é uma religião. Mesmo assim Gandhi morreu com um tiro. Mas os negros americanos conquistaram muita coisa sem violência ? Mesmo assim Luther King, o grande líder negro, morreu com um tiro.

Enfim, onde não houve revolução violenta nada deu certo. Vejam o Brasil. A escravidão e a opressão continuam até hoje. Os governantes que vieram nas caravelas ainda estão no poder ou próximo deles. Talvez se tivéssemos tido uma revolução violenta eles não estariam por aí, escondidos na sombra manipulando a mídia, manipulando jornalistas, bancos, etc.

Quem tem medo de uma revolução violenta é a classe dominante. Ela tem muito a perder com uma revolução desse tipo. Os oprimidos, ao contrário, se não morrerem lutando em uma revolução que visa alcançar a sua liberdade e a independência, morrerão com um tiro da polícia quando estiverem chegando do trabalho escravo em uma das milhares de periferias e favelas que existem neste país. Os oprimidos não perderão nada se iniciarem uma revolta armada sangrenta. Talvez a única coisa que percam seja as correntes da opressão, da exclusão e das desigualdades.

Enfim, discurso de não-violência e de direitos humanos é adequado e inerente aos grupos dominantes que moram nos bairros nobres onde os índices de homicídios são iguais a zero. Nesse locais o discurso da não-violência e dos direitos humanos colam. Em uma periferia onde os confrontos militares são comuns e se vive ouvindo tiros e explosões e convivendo com mortos na soleira da porta não-violência e direitos humanos é mito, conversa para boi dormir.

Quando a violência chegar nos bairros chiques e nobres, do jeito que ela existe na periferia, não tenham dúvidas, a situação será resolvida imediatamente. Enquanto for negro matando negro, pobre matando pobre, traficante matando traficante ou policial matando traficante, as mortes continuarão sendo tratadas como controle de natalidade.

Além disso, engana-se redondamente quem acha que o futuro será um lugar de paz e harmonia. O futuro será de guerras e guerras sangrentas. Por isso todos os países investem maciçamente em armas. Se o futuro fosse de paz ninguém investiria em armas, pois seria um dinheiro perdido. Inclusive se se analisar as notícias dos últimos anos observar-se-á que os maiores investimentos estão sendo feito em arsenais bélicos: armas nucleares, mísseis balísticos, escudo anti-míssil, projeto guerras nas estrelas, Guerra no Iraque, etc.

Esses investimentos militares tem uma razão: os recursos naturais e minerais se tornarão cada vez mais escassos e dominará esses recursos a nação que tiver poder militar para conquistá-los, ou seja, eu sou mais forte que você e você tem algo que eu quero e é essencial para a minha sobrevivência, o que eu faço ? Tomo de você. Se reclamar ainda leva um cascudo. Por isso o futuro será de guerras.

Inclusive há um documentário interessante sobre esse assunto chamado "Império do Caos". Pretendo disponibilizar esse documentário no You Tube um dia desses.

Portanto, a meta não iniciar uma guerra violenta e sangrenta o mais rápido possível, mas sim mostrar aos grupos dominantes que se a situação não for resolvida rapidamente, se a opressão e as exclusões não acabarem e as desigualdades não forem reduzidas, chegaremos a uma guerra sangrenta e violenta, inevitavelmente.