segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O poder de ataque dos vírus

Leonildo Correa 13/08/2007

Eu li um texto no STOA falando dos seres unicelulares e da força de arrasto. Depois de ler esse texto resolvi escrever algo sobre o poder de ataque dos vírus.

O texto de Ewout Ter Haar (ler texto) diz que: "Para organismos unicelulares natação é bem diferente do que para organismos do nosso tamanho. Se você for muito pequeno, efetivamente a viscosidade e as forças de arrasto são tão grandes, que você vive num mundo “sem inertia” e as forças de gravidade são de pouca importância."

Certamente, as forças NATURAIS são inexoráveis, principalmente para seres tão pequenos. Contudo, o fato das forças Naturais serem inexoráveis não impede a ação deste pequenos organismos sobre o ambiente no qual estão inseridos. E a ação desses pequenos é tão forte e elaboradas que são capazes de atacar, controlar e destruir sistemas que infinitamente maiores que o seu tamanho.

Um exemplo claro disso é o vírus. Um ser exponencialmente menor do que os unicelulares e com um poder de fogo e de ataque capaz de dizimar todo o exército americano em questão horas. Portanto, o tamanho não significa inteligência e não quer dizer nada sobre o poder de ação de um ser. A ação feita com inteligência derruba e desarma quaisquer inimigos, quaisquer sistemas, não importando o número daqueles que estão do outro lado. Mas vamos às medidas.

Em uma busca rápida na internet descobri que "Os vírus apresentam uma grande variedade de forma e de tamanho. O diâmetro dos principais vírus oscila de 15-300 nm. O vírus da varíola é o maior vírus humano que se conhece (300x250x100 nm), enquanto que o da poliomielite é o menor vírus humano (20 nm de diâmetro). O vírus da febre aftosa, responsável por uma doença em gado, possui 15 nm, sendo portanto, menor que o poliovírus." (Texto da busca)

Mas quanto vale 1nm. Em outra busca mais rápida ainda, descobri que 1nm (Um nanometro) vale 1,0×10−9 (dez a menos nove) metros – ou um milionésimo de milímetro. Agora, qual é o tamanho de um ser vivo, por exemplo, o homem ? 1,7 m ? Compara o tamanho do homem com o tamanho do vírus e diga-me: um vírus pode atacar, controlar e matar um homem ? Não só pode, como mata. Basta ver o vírus da Aids.

Contudo, a força de arraste continua existindo e carregando o vírus para toda a parte. Mas o vírus não está nem aí. A força de arraste não lhe interessa. Porém, isso não impede o vírus de agir sobre o ambiente que o rodeia e controlá-lo completamente, assim como matá-lo em pouco tempo.

E o negócio é tão surpreende que chego a pensar que os vírus usam táticas de guerrilha para controlar os outros seres. Parece até que há uma inteligência em ação, dada a estratégia desses pequeninos. Veja o caso do vírus da aids. "Ele penetra no corpo humano por vias bem definidas e ataca as células importantes que fazem parte do sistema de defesa do nosso organismo." O vírus não ataca as células gordas para se alimentar. Nem as mais gostosas ou desprotegidas. Ele não faz isso. Ele vai direto nas células de defesa. Nos soldadinhos chamados linfocitos. "O HIV destrói os linfócitos - células responsáveis pela defesa do nosso organismo -, tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido."

Essa é uma estratégia eficientíssima. Tão eficiente que ninguém consegue encontrar um meio capaz de eliminar o vírus do organismo. Uma estratégia que consiste em atacar o sistema de defesa e deixar o organismo completamente desguarnecido, vulnerável, à mercê da vontade do vírus.

Não só isso, veja como essas coisinhas são inteligentes: "(...) os vírus só são replicados dentro de células vivas. O ácido nucléico viral contém informações necessárias para programar a célula hospedeira infectada, de forma que esta passa a sintetizar várias macromoléculas vírus-específicas necessárias a produção da progênie viral. Fora da célula susceptível, as partículas virais são metabolicamente inertes. Estes agentes podem infectar células animais e vegetais, assim como microrganismos. Muitas vezes não produzem prejuízos aos hospedeiros, embora demonstrem efeitos visíveis."

Enfim, as forças NATURAIS podem arrastar os seres prá e prá cá. Contudo, isso não quer dizer absolutamente nada quanto ao poder de ação desses seres sobre o ambiente que o rodeia e sobre o sistema no qual estão inserido. E a experiência mostra claramente, no caso do víru, que um ser de tamanho 10−9 (dez a menos nove) metros pode atacar, controlar, derrubar e matar um ser de 1,7 metros.

E para finalizar esse texto interessante, cito a reflexão do Agente Smith no filme MATRIX:

"Eu gostaria de lhe contar uma revelação que eu tive durante o meu tempo aqui. Ela me ocorreu quando tentei classificar sua espécie e me dei conta de que vocês não são mamíferos. Isso porque todos os mamíferos do planeta entram em equilíbrio com o meio ambiente onde vivem. Mas os humanos não. Vocês humanos vão para uma área e se multiplicam, e se multiplicam, até que todos os recursos naturais sejam consumidos. a única forma de sobreviverem é indo para uma outra área, reiniciando o ciclo de destruição.

Há um outro organismo neste planeta que segue esse mesmo padrão. Você sabe qual é ? Um vírus. Os seres humanos não são mamíferos, mas sim vírus. São uma doença, um câncer neste planeta. Vocês são uma praga e nós somos a cura."
A Receita Federal é burocrática, ineficiente, mentirosa e estúpida

Leonildo Correa 13/08/2007

O Governo se gaba da Receita Federal e de sua capacidade de ARRECADAR impostos. Portanto, para o Governo, ou seja, para o Estado, a Receita Federal é ultra-eficiente. Mas e para os cidadãos, para as pessoas que tem seu patrimônio invadido pela unhas afiadas e autoritárias da Receita Federal, ela realmente é eficiente ? A partir das últimas experiências que estou tendo com esse órgão do governo federal, a minha resposta direta é não. A Receita Federal é burocrática, ineficiente, mentirosa e estúpida. Contudo, preciso relatar os fatos para que você veja isso claramente.

Como vocês sabem estamos criando uma ONG: o Instituto OCW Br@sil. Uma ONG tem que ter CNPJ (o CPF da Pessoa Jurídica) que é emitido pela Receita Federal. Logo, tivemos que nos submeter aos procedimentos oficiais estabelecidos pelo Estado. No início mil maravilhas. Tudo feito pela internet, etc. Baixamos e instalamos os programas. A partir desse ponto a desgraça começa a acontecer.

Eu defendo uma completa e máxima informatização de todos os serviços públicos. Vejo a informatização como um meio de aumentar a eficiência, reduzir custos e burocracia, etc. Contudo, isso tem que ser feito com softwares inteligentes e eficientes. Programas que devem ser desenvolvidos e detalhados por Universidades e centros de pesquisa. Não programas feitos em fundo de quintal e com qualidade de última categoria.

Os programas da Receita Federal são de última categoria. Programas mal explicados e sem lógica de funcionamento. Mas pior do que os programas são os manuais de ajuda. Manuais que servem mais para complicar do que para ajudar a usar os programas.

Enfim, preenchemos os formulários e ficamos com dúvidas em muitas coisas. Pesquisamos na internet, no site da Receita Federal, etc, e não conseguimos descobrir nada. Queríamos informações sobre as classificações estúpidas utilizadas no programa CNPJ. Mas não achamos nada. Nem definição, nem explicação, nada !!! De onde será que eles tiram essas classificações que não existem em lugar nenhum ? Quem será que cria essas coisas estúpidas ? Enfim, penso que eles criam essas classificações para complicar a vida dos cidadãos e para gerar dúvidas e problemas no preenchimento dos formulários. Mesmo assim, preenchemos o negócio e enviamos.

Não deu outra, a emissão do CNPJ foi recusada. Tudo bem, vamos corrigir o problema. Clicamos no item para solução do problema no site da Receita Federal e o que aparece ? Digite o seu CNPJ. Nós não temos CNPJ. O que estamos fazendo é, justamente, solicitando o CNPJ. Logo, não teve jeito de resolver o negócio por aí, pois para resolver problemas com CNPJ tem que ter CNPJ.

Então pensamos, vamos cancelar esse pedido e depois fazemos outro, mudando as informações nas quais tínhamos dúvida, pois o resto está certo, uma vez que são dados que temos ampla certeza: nome, idade, CPF, etc. Fomos fazer isso. E o que foi que deu ? Não é possível cancelar o pedido. Resumindo: não podemos corrigir e não podemos cancelar, o que será que temos que fazer ? Resolvemos mandar um email para a Receita Federal relatando os fatos. Responderam o email repetindo as mesmas informações inúteis e sem sentido. Só acrescentaram que deveríamos ir até um posto da Receita Federal.

Essa última informação matou completamente todo o investimento público que a Receita Federal e o Governo fizeram em tecnologia, pois a partir do momento que um serviço público online remete para um serviço público físico, demonstra-se que o online não funciona ou é muito ruim.

O uso de um sistema burro e estúpido complica a vida de todo mundo, gera desperdício e mais burocracia. Os softwares da Receita Federal só funcionam para arrecadar impostos, para tirar dinheiro dos cidadãos. Para outras coisas é de eficiência duvidosa, burocratiza ainda mais a instituição, são ineficientes, mentirosos e estúpidos.

E o marketing que é feito em cima disso não condiz com a realidade. Burocracia, ineficiência, mentira e estupidez, isso sim é que deveria estar escrito no cartaz da Receita Federal do Brasil que diz que a Receita está menos burocratizada e mais eficiente.

Mas continuando a história. Lá vamos nós procurar o Posto da Receita Federal. Achamos um Posto no Bairro da Luz, próximo do centro de São Paulo. Fomos até lá. Porém, disseram-nos que não era lá. Na hora eu pensei, vão nos mandar tirar o CNPJ no INSS, ou então, no INCRA. Mandaram-nos para o Tatuapé. Vão ouvindo... Saímos da Luz, voltamos na Sé, tomamos o metrô e fomos para o Tatuapé procurar a Receita Federal do Brasil. Chegamos lá duas horas da tarde.

Repartição pública, duas horas da tarde, imagina o que aconteceu ? Não fomos recebidos, pois a Receita Federal do Brasil, para questões de CNPJ, só atende até o meio dia. E pasmem ? Esse é o único local da Receita Federal, em todo o município de São Paulo, que resolve problemas de CNPJ. Um local pequeno, quatro funcionário atendendo em uma mesa, um outro distribuindo senha e um outro circulando.. Isso para resolver todos os problema de CNPJ do município de São Paulo que tem milhões de habitantes.

E o pior de tudo: atende só até o meio-dia, certamente, abrindo às oito horas. Não acredita em mim ??? Vai lá pessoalmente e confirme os fatos. Onde é que está a eficiência da Receita Federal do Brasil nisso ? Não vi nenhuma eficiência. Vi apenas burocracia, ineficiência, mentira e estupidez. Isso eu vi de cara, principalmente no rosto de indignação dos cidadãos, no tamanho da fila, e na hipocrisia do cartaz bem grande pregado na parede dizendo: a Receita Federal está menos burocratizada e mais eficiente. Mas a história não acaba aqui.

Fomos obrigados a retornar outro dia, a fim de satisfazer a vontade e os horários da burocracia ineficiente. Fui hoje lá. Cheguei às dez horas. E como sempre o local lotado. Tive que pegar uma fila para ir até a mesa para pegar a senha. Vejam: fila para pegar senha. Mas até que foi rápido. Dez minutos depois cheguei na senha.

E aqui veio a pior parte: recebi uma senha com o número 130 e o atendimento estava no número 50. Continha rápida ? Quantas pessoas estavam na minha frente ? Resposta: 80 pessoas. Tinha muita gente. Certamente, tinha muita gente, pois esse é o único posto do Município de São Paulo (que tem milhões de habitantes) que resolve problemas de CNPJ.

Mas o pior não foi isso. O pior foi o fato da atendente dizer que ali não se resolvia, e não se resolve, nenhum problema de CNPJ. Eles apenas dão orientação. Eu retruquei na hora, como assim orientação ? Eu não preciso de orientação. Eu preciso é de solução para o caso. Queremos o CNPJ e o programa da Receita Federal não emite o número, não deixa corrigir o que foi feito e não deixa apagar o pedido para fazer outro. Além disso, tentamos fazer um novo pedido e o programa diz que já há um pedido feito, logo não é possível fazer outro. E a moça com sua carinha de anjo mau respondeu: "Nós não podemos fazer nada !!!" Pera aí !!! Se a Receita Federal do Brasil, que emite CNPJ, não pode fazer nada, quem é que pode ? O Chapolim Colorado ? Superman ? Homem Aranha ? Frodo Bolseiro ? Ou o Harry Potter ?

Saí do local furioso, revoltado e indignado, pois precisamos do CNPJ e a Receita Federal, com seus programas idiotas e estúpidos, está se recusando a emiti-lo. Pior do que isso, não podemos corrigir o pedido, não podemos apagar o pedido e não podemos fazer um novo pedido. E não há um posto da Receita Federal que apague o pedido, que corrija o pedido ou que faça um outro pedido. Agora, eu quero que a Receita Federal do Brasil venha me falar de eficiência, de menos burocracia e de informatização dos serviços públicos. Informatizaram sim, contudo usaram um software de última categoria. Eu não sei quem é mais estúpido e mais burro, se é o programa que a Receita Federal usa , se é a pessoa que criou o programa ou se é a pessoa que implantou o programa.

Se nós alunos da USP não conseguimos preencher o programa corretamente, pois ficamos com uma série de dúvidas, quem é quem consegue preencher isso ? O cidadão comum consegue ? Pelo que vejo não. Mas tem uma pessoa que consegue: o contador. Será que há um acordo entre a Receita e os contadores ? Isso não pode ser descartado. A

A Receita Federal implanta um programa que não funciona para beneficiar os contadores que cobrarão uma nota graúda para corrigir os erros do programa, ou então, para preencher os formulários online do programa. Certamente, os contadores devem fazer isso corretamente, pois possuem os dados sobre a classificação, utilizada pela Receita Federal, e criada exclusivamente para eles. Dados que nós não encontramos em lugar nenhum...

O que teremos que fazer agora é juntar a papelada e entrar com uma ação na Justiça Federal contra a Receita Federal, pedindo para o Juiz obrigar o órgão a emitir o CNPJ. Certamente, penso em cumular o pedido com danos patrimoniais e morais, pois um único posto para atender todo o Município de São Paulo, um posto que funciona apenas das oito ao meio-dia, um posto que não resolve nada, mas que apenas dá orientação, constitui, certamente, uma demonstração claríssima de ineficiência da Administração Pública, de abuso e desrespeito do Estado para com os cidadãos.

Mas o pior de tudo: o CNPJ serve para pagar impostos. Por isso, que é emitido pela Receita Federal. Deveriam receber os cidadãos e as empresas com brindes, cafezinho, bolachinha, etc. E não com essa burocracia dantesca, com essa ineficiência assustadora.

Esse é o maior e melhor exemplo de ineficiência e de burocracia estúpida que vi em toda a minha vida. Mas
A Receita Federal é burocrática, ineficiente, mentirosa e estúpida

Leonildo Correa 13/08/2007

O Governo se gaba da Receita Federal e de sua capacidade de ARRECADAR impostos. Portanto, para o Governo, ou seja, para o Estado, a Receita Federal é ultra-eficiente. Mas e para os cidadãos, para as pessoas que tem seu patrimônio invadido pela unhas afiadas e autoritárias da Receita Federal, ela realmente é eficiente ? A partir das últimas experiências que estou tendo com esse órgão do governo federal, a minha resposta direta é não. A Receita Federal é burocrática, ineficiente, mentirosa e estúpida. Contudo, preciso relatar os fatos para que você veja isso claramente.

Como vocês sabem estamos criando uma ONG: o Instituto OCW Br@sil. Uma ONG tem que ter CNPJ (o CPF da Pessoa Jurídica) que é emitido pela Receita Federal. Logo, tivemos que nos submeter aos procedimentos oficiais estabelecidos pelo Estado. No início mil maravilhas. Tudo feito pela internet, etc. Baixamos e instalamos os programas. A partir desse ponto a desgraça começa a acontecer.

Eu defendo uma completa e máxima informatização de todos os serviços públicos. Vejo a informatização como um meio de aumentar a eficiência, reduzir custos e burocracia, etc. Contudo, isso tem que ser feito com softwares inteligentes e eficientes. Programas que devem ser desenvolvidos e detalhados por Universidades e centros de pesquisa. Não programas feitos em fundo de quintal e com qualidade de última categoria.

Os programas da Receita Federal são de última categoria. Programas mal explicados e sem lógica de funcionamento. Mas pior do que os programas são os manuais de ajuda. Manuais que servem mais para complicar do que para ajudar a usar os programas.

Enfim, preenchemos os formulários e ficamos com dúvidas em muitas coisas. Pesquisamos na internet, no site da Receita Federal, etc, e não conseguimos descobrir nada. Queríamos informações sobre as classificações estúpidas utilizadas no programa CNPJ. Mas não achamos nada. Nem definição, nem explicação, nada !!! De onde será que eles tiram essas classificações que não existem em lugar nenhum ? Quem será que cria essas coisas estúpidas ? Enfim, penso que eles criam essas classificações para complicar a vida dos cidadãos e para gerar dúvidas e problemas no preenchimento dos formulários. Mesmo assim, preenchemos o negócio e enviamos.

Não deu outra, a emissão do CNPJ foi recusada. Tudo bem, vamos corrigir o problema. Clicamos no item para solução do problema no site da Receita Federal e o que aparece ? Digite o seu CNPJ. Nós não temos CNPJ. O que estamos fazendo é, justamente, solicitando o CNPJ. Logo, não teve jeito de resolver o negócio por aí, pois para resolver problemas com CNPJ tem que ter CNPJ.

Então pensamos, vamos cancelar esse pedido e depois fazemos outro, mudando as informações nas quais tínhamos dúvida, pois o resto está certo, uma vez que são dados que temos ampla certeza: nome, idade, CPF, etc. Fomos fazer isso. E o que foi que deu ? Não é possível cancelar o pedido. Resumindo: não podemos corrigir e não podemos cancelar, o que será que temos que fazer ? Resolvemos mandar um email para a Receita Federal relatando os fatos. Responderam o email repetindo as mesmas informações inúteis e sem sentido. Só acrescentaram que deveríamos ir até um posto da Receita Federal.

Essa última informação matou completamente todo o investimento público que a Receita Federal e o Governo fizeram em tecnologia, pois a partir do momento que um serviço público online remete para um serviço público físico, demonstra-se que o online não funciona ou é muito ruim.

O uso de um sistema burro e estúpido complica a vida de todo mundo, gera desperdício e mais burocracia. Os softwares da Receita Federal só funcionam para arrecadar impostos, para tirar dinheiro dos cidadãos. Para outras coisas é de eficiência duvidosa, burocratiza ainda mais a instituição, são ineficientes, mentirosos e estúpidos.

E o marketing que é feito em cima disso não condiz com a realidade. Burocracia, ineficiência, mentira e estupidez, isso sim é que deveria estar escrito no cartaz da Receita Federal do Brasil que diz que a Receita está menos burocratizada e mais eficiente.

Mas continuando a história. Lá vamos nós procurar o Posto da Receita Federal. Achamos um Posto no Bairro da Luz, próximo do centro de São Paulo. Fomos até lá. Porém, disseram-nos que não era lá. Na hora eu pensei, vão nos mandar tirar o CNPJ no INSS, ou então, no INCRA. Mandaram-nos para o Tatuapé. Vão ouvindo... Saímos da Luz, voltamos na Sé, tomamos o metrô e fomos para o Tatuapé procurar a Receita Federal do Brasil. Chegamos lá duas horas da tarde.

Repartição pública, duas horas da tarde, imagina o que aconteceu ? Não fomos recebidos, pois a Receita Federal do Brasil, para questões de CNPJ, só atende até o meio dia. E pasmem ? Esse é o único local da Receita Federal, em todo o município de São Paulo, que resolve problemas de CNPJ. Um local pequeno, quatro funcionário atendendo em uma mesa, um outro distribuindo senha e um outro circulando.. Isso para resolver todos os problema de CNPJ do município de São Paulo que tem milhões de habitantes.

E o pior de tudo: atende só até o meio-dia, certamente, abrindo às oito horas. Não acredita em mim ??? Vai lá pessoalmente e confirme os fatos. Onde é que está a eficiência da Receita Federal do Brasil nisso ? Não vi nenhuma eficiência. Vi apenas burocracia, ineficiência, mentira e estupidez. Isso eu vi de cara, principalmente no rosto de indignação dos cidadãos, no tamanho da fila, e na hipocrisia do cartaz bem grande pregado na parede dizendo: a Receita Federal está menos burocratizada e mais eficiente. Mas a história não acaba aqui.

Fomos obrigados a retornar outro dia, a fim de satisfazer a vontade e os horários da burocracia ineficiente. Fui hoje lá. Cheguei às dez horas. E como sempre o local lotado. Tive que pegar uma fila para ir até a mesa para pegar a senha. Vejam: fila para pegar senha. Mas até que foi rápido. Dez minutos depois cheguei na senha.

E aqui veio a pior parte: recebi uma senha com o número 130 e o atendimento estava no número 50. Continha rápida ? Quantas pessoas estavam na minha frente ? Resposta: 80 pessoas. Tinha muita gente. Certamente, tinha muita gente, pois esse é o único posto do Município de São Paulo (que tem milhões de habitantes) que resolve problemas de CNPJ.

Mas o pior não foi isso. O pior foi o fato da atendente dizer que ali não se resolvia, e não se resolve, nenhum problema de CNPJ. Eles apenas dão orientação. Eu retruquei na hora, como assim orientação ? Eu não preciso de orientação. Eu preciso é de solução para o caso. Queremos o CNPJ e o programa da Receita Federal não emite o número, não deixa corrigir o que foi feito e não deixa apagar o pedido para fazer outro. Além disso, tentamos fazer um novo pedido e o programa diz que já há um pedido feito, logo não é possível fazer outro. E a moça com sua carinha de anjo mau respondeu: "Nós não podemos fazer nada !!!" Pera aí !!! Se a Receita Federal do Brasil, que emite CNPJ, não pode fazer nada, quem é que pode ? O Chapolim Colorado ? Superman ? Homem Aranha ? Frodo Bolseiro ? Ou o Harry Potter ?

Saí do local furioso, revoltado e indignado, pois precisamos do CNPJ e a Receita Federal, com seus programas idiotas e estúpidos, está se recusando a emiti-lo. Pior do que isso, não podemos corrigir o pedido, não podemos apagar o pedido e não podemos fazer um novo pedido. E não há um posto da Receita Federal que apague o pedido, que corrija o pedido ou que faça um outro pedido. Agora, eu quero que a Receita Federal do Brasil venha me falar de eficiência, de menos burocracia e de informatização dos serviços públicos. Informatizaram sim, contudo usaram um software de última categoria. Eu não sei quem é mais estúpido e mais burro, se é o programa que a Receita Federal usa , se é a pessoa que criou o programa ou se é a pessoa que implantou o programa.

Se nós alunos da USP não conseguimos preencher o programa corretamente, pois ficamos com uma série de dúvidas, quem é quem consegue preencher isso ? O cidadão comum consegue ? Pelo que vejo não. Mas tem uma pessoa que consegue: o contador. Será que há um acordo entre a Receita e os contadores ? Isso não pode ser descartado. A

A Receita Federal implanta um programa que não funciona para beneficiar os contadores que cobrarão uma nota graúda para corrigir os erros do programa, ou então, para preencher os formulários online do programa. Certamente, os contadores devem fazer isso corretamente, pois possuem os dados sobre a classificação, utilizada pela Receita Federal, e criada exclusivamente para eles. Dados que nós não encontramos em lugar nenhum...

O que teremos que fazer agora é juntar a papelada e entrar com uma ação na Justiça Federal contra a Receita Federal, pedindo para o Juiz obrigar o órgão a emitir o CNPJ. Certamente, penso em cumular o pedido com danos patrimoniais e morais, pois um único posto para atender todo o Município de São Paulo, um posto que funciona apenas das oito ao meio-dia, um posto que não resolve nada, mas que apenas dá orientação, constitui, certamente, uma demonstração claríssima de ineficiência da Administração Pública, de abuso e desrespeito do Estado para com os cidadãos.

Mas o pior de tudo: o CNPJ serve para pagar impostos. Por isso, que é emitido pela Receita Federal. Deveriam receber os cidadãos e as empresas com brindes, cafezinho, bolachinha, etc. E não com essa burocracia dantesca, com essa ineficiência assustadora.

Esse é o maior e melhor exemplo de ineficiência e de burocracia estúpida que vi em toda a minha vida. Mas

domingo, 12 de agosto de 2007

O Projeto OCW-USP e o Ensino Público Gratuito via Internet

Os medíocres e a burraiada da USP estão agindo, nos bastidores, para assumir o controle do Projeto OCW-USP e nos tirar para escanteio. Sem contar que alguns deles estão trabalhando, na surdina, para sabotar esses planos, assim como a organização Instituto OCW Br@sil. Mas eles não vencerão. Não vencerão porque nós somos pessoas inteligentes, intuitivas e obstinadas. Somos revolucionários high tec e acreditamos fanaticamente naquilo que fazemos e pensamos.

Além disso, nós sabemos que esses medíocres e a burraiada são iguais a lenhadores olhando para uma floresta: só conseguem ver lenha e carvão, nada mais do que isso. Eles olham para o Projeto OCW-USP e só conseguem ver a publicação de aulas presenciais na internet, nada mais do que isso, ou seja, possuem uma visão obtusa, limitada e estreita do Projeto e de suas repercussões.

Logo, não possuem competência e nem visão para gerenciar esse empreendimento. Por isso, eles não podem botar a mão nisso e nem controlar ou direcionar esse Projeto, pois se colocarem a mão vão estragar tudo. E depois para corrigir a lambança dará um trabalho danado.

Mas não é só os medíocres e a burraiada da USP que não conseguem ver o tamanho e a extensão desse iceberg chamado Projeto OCW. O MIT também não conseguiu ver as possibilidades disso. Por isso, o Projeto OCW-MIT começou desbravando o desconhecido, porém avançou e chegou no lugar em que todo mundo está chegando e parando: na mera publicação de aulas presenciais na internet. Não conseguiram e não estão conseguindo enxergar e avançar além disso. Vêem apenas vinte metros ao redor do Projeto. Nada mais do que isso. Eu estou conseguindo ver a duzentos metros e se eu subir nas costas dos medíocres e da burraiada consigo enxergar uns quinhentos metros.

Mas antes de avançarmos nesse texto vamos estabelecer algumas premissas. A primeira é: o Leonildo tem sérios problemas psiquiátricos, assim como mania de querer mudar o mundo e as coisas. Por isso, ele consegue enxergar mais longe do que os outros. Está bom assim ? A segunda premissa: as amadas imortais do Leonildo (Ele tem uma coleção) não gostam dele. Logo, ele não vive caçando mulheres por aí e tem bastante tempo para pensar e estudar. Posto isso vamos continuar.

O Projeto OCW-USP é o começou de uma grande revolução. Poderíamos dizer que é uma espécie de Grande Marcha que culminou com a instalação do Regime Comunista na China. O Projeto OCW-USP é a Grande Marcha. O Regime Comunista é o Ensino Público gratuito via internet. Contudo, não conte isso para ninguém, pois é o nosso plano secreto.

Certamente, a primeira coisa que os "Velhos do Restelo" vão dizer, quando nos ouvirem falando disso, é a mesma coisa que disseram para o Santos Dumont: "Impossível !!! Impossível !!! Impossível, pois o mais pesado do que o ar não pode voar." E a minha resposta para essas pessoas é um drink: um Keep Walking (Se beber, não dirija).

É difícil explicar as tecnologias atuais para pessoas de mente estreita e que não conseguem enxerga nem o que está ao lado delas, o que dirá falar de coisas que existirão daqui a vinte, trinta ou cem anos. É difícil porque essas pessoas estão com o corpo no presente, no século XXI, mas suas cabeças continuam no século XVIII. E se dependêssemos das decisões desses medíocres e da burraiada para evoluirmos estaríamos até hoje andando de cipó, usando lamparina e pombo-correio. Mesmo assim, vou falar do Ensino Público Gratuito via Internet que existirá em um futuro próximo.

O Projeto OCW-USP não se esgota em si mesmo e não visa apenas a disponibilização/publicação de aulas presenciais na internet. Isso é apenas um detalhe do Projeto. O detalhe mais evidente.

O que o Projeto OCW-USP faz realmente é iniciar a migração, completa e total, do Ensino Público Gratuito para a internet, para o ambiente virtual. Estou falando de Escola Pública Virtual, de coisas do futuro. Mas os cursos a distância não fazem isso ? A resposta é não, pois os cursos a distância atuais buscam ministrar cursos presenciais a distância. Só isso. Não fazem e não buscam nada mais do que isso.

Por isso, a lógica do Projeto OCW-USP é diferente. É diferente porque é a base de uma coisa maior, uma revolução educacional. É a primeira pedra na construção de um castelo. É a primeira árvore de uma floresta. O lenhador, os medíocres e a burraiada da USP olha para essa árvore e vê lenha e carvão. Eu olho para ela e vejo possibilidades, infinitas possibilidades, assim como o primeiro passo em direção a um futuro extraordinário.

Logo, não podemos deixar os lenhadores tomarem conta da árvore e nem da Floresta Amazônica. Estão transformando a Floresta Amazônica em lenha, carvão e madeira para construção civil. Estão transformando árvores de trezentos anos em mesa, cadeira e armário. A estupidez humana não tem limites.

Por exemplo, muito não entendem o fato do Projeto OCW-USP não emitir diplomas. Dizem os tapados, e com razão: Se o indivíduo faz o curso da USP, assiste todas as aulas, lê todas as anotações, etc por que ele não terá o diploma da USP ?

A resposta é simples: porque o Projeto OCW-USP pretende quebrar o paradigma do diploma. O diploma não é importante, pois não prova nada. É apenas um pedaço de papel que não valerá absolutamente nada se todos os registros da USP e do MEC pegarem fogo e queimar tudo.

Pergunto eu: se não houver provas da veracidade do diploma, o indivíduo que se formou pela USP perde o conhecimento que adquiriu ? A resposta é não. Portanto, o diploma não significa nada. É apenas uma mera formalidade arcaica que deveria ter sido enterrada no século XX, mas que conseguiu entrar no século XXI. O que realmente importa é o conhecimento. E nossa mira, nosso foco, deve estar no conhecimento.

Além deste, outros paradigmas serão quebrados ao longo do desenvolvimento e da implantação da cultura OCW. Por exemplo, a idéia do presencial, da bunda colada na carteira para assistir aula, do tempo necessário para formação, da idade para estudar coisas avançadas, etc. Todos esses dogmas serão quebrados e enterrados.

Antes de continuar quero falar uma coisa. A Revolução Francesa firmou na História o lema: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Lema que foi dividido e se converteu em uma bandeira de luta. Um lema e três lutas: uma por liberdade, outra por igualdade e a terceira por fraternidade. Lutas contínuas que avançam de conquista em conquista. Não apenas para conquistar mais liberdade, mais igualdade e mais fraternidade, mas principalmente para se manter aquilo que se conquistou.

A primeira luta foi por liberdade. Ela não começou com a Revolução Francesa, pois essa luta sempre existiu na História Humana, mas foi nessa Revolução que ela apareceu com mais força, intensificando-se no século XIX. Inclusive podemos dizer que o século XIX foi o século de luta pela liberdade do homem e dos cidadãos, luta pelos Direitos Humanos, luta contra a opressão e tirania do Estado.

A segunda luta foi por igualdade. Essa luta também não começou na Revolução Francesa, pois ela sempre esteve presente na História Humana desde a antiguidade. Contudo, foi na França que ela se transformou em uma bandeira das classes sociais, intensificando-se exponencialmente no século XX. Assim, o século XX foi o século de luta pela igualdade entre os homens. Luta pelos direitos sociais. Época das revoluções comunistas.

A terceira luta é por fraternidade. E será travada agora, no século XXI. E as primeiras batalhas já podem ser percebidas, por exemplo, a questão da quebra de patentes dos medicamentos anti-aids, o software livre, You Tube, Wikipédia, os movimentos de Seattle, a explosão das ONGs, os Fóruns Sociais. Todos esses movimentos são transpassados por um fio comum que é a luta por fraternidade entre os homens. A lógica do lucro está sendo quebrada, a humanidade está se sobrepondo à mercadoria e ao preço. Você cobraria por um medicamento anti-aids que salvaria a vida de seu irmão ? Você cobraria direitos autorais e propriedade intelectual de um produto ou serviço que é essencial para o crescimento e para a evolução de seu irmão ?

A resposta é única: não. Não cobra porque entre você e seu irmão há uma ligação fraternal estabelecida pelo elo familiar. Essa ligação fraternal, de repente, saiu do âmbito da família e está contaminando a humanidade. Basta olhar para o Movimento anti-globalização, para os Fóruns Sociais, para as ONGs sérias e compromissadas com a Justiça Social, Direitos Humanos, etc. O mundo está mudando e tomando uma nova direção.

Mas, retomando o assunto anterior, a quebra de todos esses paradigmas da educação pública atual culminará com a instalação completa do Ensino Público Gratuito via internet e com a respectiva extinção das Escolas Públicas de Ensino Médio, Escolas Técnicas e Universidades. Existirão apenas os laboratórios e as áreas para aprendizagem manual. Mesmo assim, essas áreas irão desaparecer completamente com o desenvolvimento da realidade virtual, holografias, etc.

Assim, com as novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas agora, o cérebro conseguirá entrar completamente em ambientes 3D, em uma realidade virtual, sem sair da cadeira do computador. Inclusive o ambiente das escolas atuais poderá ser reconstruídos em ambientes 3D e os alunos continuarem tendo aulas sentados em carteira, um atrás do outro, e todo mundo dentro de um mesmo ambiente virtual, uma sala de aula dentro do computador. Contudo, os corpos físicos dos alunos continuam em suas casas, porém conectados na internet.

Entretanto, assinalo que as creches e as escolas primárias continuarão existindo, pois essas fases são essenciais para a formação da sociabilidade humana, desenvolvimento da linguagem e aprendizagens manuais. Uma criança precisa ter contato direto com outras crianças para se desenvolver. E serão nessas fases que os pimpolhos irão aprender a usar todas as tecnologias e aprenderão a aprender utilizando a internet como ferramenta de aprendizagem. A partir da oitava série predominará a liberdade de aprendizagem e de conhecimento. O indivíduo estuda o que quer e aprende apenas aquilo que desejar.

Ele estuda via internet e, posteriormente, vai até determinado órgãos do Governo fazer as provas respectivas. Se um aluno de 11 anos estudou tudo de Direito e sabe tudo, não há razão para não se dar o diploma de bacharel em Direito para esse aluno. Basta verificar os seus conhecimentos em provas específicas e, uma vez aprovado, ele deve receber a qualificação. Aqui o paradigma da idade para acessar conhecimentos avançados será completamente quebrado. Não há razão para se nivelar pessoas. Cada um tem seus limites e suas facilidades e isso deve ser considerado na aprendizagem.

Portanto, quem vê no Projeto OCW-USP apenas a publicação de aulas presenciais na internet, deve ser mantido longe, bem longe, do Projeto. Esse Projeto é o estágio inicial da implantação do Ensino Público Gratuito via internet. É o começo de tudo. Por isso, em paralelo com o Projeto OCW-USP, serão desenvolvidos uma série de outros projetos menores visando atingir o estágio completo de migração do Ensino Público atual para o âmbito virtual. Isso poderá levar 10, 20, 50 ou 100 anos. Tudo dependerá da velocidade das mudanças e dos empecilho lançados pelos conservadores ao longo da estrada. Mas é inevitável e irá ocorrer.

Certamente, ao longo desse caminho de implantação do Projeto e da cultura OCW uma série de novas tecnologias irão aparecer e serão criadas. Essas tecnologias reunidas darão suporte e apoio ao novo sistema de ensino e educação via internet. Esse novo sistema tem grandes chances de constituir uma tecnologia genuinamente brasileira e, uma vez implantada com sucesso no Brasil, poderá constituir um dos principais produtos de exportação do Brasil, assim como os biocombustíveis, as urnas eletrônicas, etc, gerando um sistema global de Ensino Público Gratuito via internet.

Além disso, é válido ressaltar que não pretendemos, não podemos e não iremos construir o Projeto OCW-USP, assim como os demais projetos anexos e o Sistema de Ensino Público Gratuito via Internet, sozinhos. Existirão parceiros que dominam áreas e conhecimentos técnicos e linguagens de programação que nós não conhecemos. Teremos que contar com Físicos, matemáticos, engenheiros, etc, da USP e de outras Universidades. Portanto, a idéia é formar um consórcio para inovação.

Um consórcio que reunirá pessoas que já estão desenvolvendo tecnologias pontuais que, aglutinadas a outras tecnologias, dará vida e suporte ao Sistema de Ensino Público Gratuito via internet. Além disso, é necessário que os professores de educação e pedagogia, assim como todos os profissionais das demais áreas acadêmicas, comecem a desenvolver novas técnicas de ensino e aprendizagem, considerando a emergência do Ensino Público Gratuito via internet. É um ambiente completamente novo de aprendizagem onde tudo pode ser acessado na hora (texto, áudio, vídeo, etc).

O uso do ambiente virtual, para aprendizagem, na atualidade ainda é excessivamente limitado e restrito. As pessoas não sabem utilizar a internet como ferramenta para aprender mais. Não só isso, as informações disponíveis na internet hoje são fragmentadas, dispersas, não confiáveis, etc. Por isso, precisamos de Projetos OCW, aulas open e free com certificados de autenticidade, professores gabaritados ensinando, gratuitamente, para todos os brasileiros, etc. Tudo isso reunido em um local fácil de encontrar. Em um local sem login e sem senha, pois o símbolo máximo do monopólio do conhecimento e da retenção dos saberes dentro de uma Universidade Pública é o login e a senha para acessar conteúdos digitais.

Não só isso, o Governo tem que fazer a parte dele que é informatizar e instalar internet em todas as escolas públicas do país e dar possibilidades para que todos os alunos pobres recebam o notebook de cem dólares, assim como todos os professores tenham computadores conectados à internet.

Essas condições são imprescindíveis para que a próxima geração comece a entrar no Ensino Público Gratuito via Internet. Certamente, os próximos 20 anos (talvez menos, pois no mundo da tecnologias as coisas acontecem rapidamente) será um período de transição, construção e descobertas, havendo o convívio entre o ensino tradicional com o ensino virtual, mas com declínio do primeiro.

Além disso, o Governo deve disponibilizar e liberar recursos para o desenvolvimento deste Projeto OCW-USP, assim como para a construção dos demais Projetos que estarão ligados a ele. É um projeto feito para a coletividade e que beneficia toda a coletividade, sem distinção e sem exceção. É uma porta aberta para o desenvolvimento social e econômico.

Enfim, o Ensino Público Gratuito via Internet será uma realidade inevitável e nosso trabalho, no Instituto OCW Br@sil, é construir e concretizar esse futuro que vislumbramos agora. Para isso temos que democratizar o conhecimento, socializar os saberes e unir tecnologias, gerando, com isso, inovações e soluções inteligentes. A revolução da fraternidade está em curso. Estamos no século XXI.

O Projeto OCW-USP gera desenvolvimento

O acesso gratuito e aberto ao conhecimento e aos saberes gera desenvolvimento, produz inovações e reduz as desigualdades. Isso porque o conhecimento é uma ferramenta para solução de problemas e transformação social. Se todas as pessoas tiverem essa ferramenta, os problemas serão atacados de todas as formas, possíveis e impossíveis, e em todos os seus ângulos, conhecidos ou desconhecidos.

Soluções que alguns não vêem, outros verão. Perspectivas que alguns não têm, outros terão. E o problema será visto de baixo, de cima, de lado, de dentro, de fora e até da quarta dimensão. Com isso, novos caminhos serão abertos e novas estratégias encontradas. Quanto mais pessoas tiverem acesso ao conhecimento, mais rápido caminharemos para o desenvolvimento e mais soluções eficientes e inovadoras encontraremos.

Por isso, as três ações fundamentais que marcarão o século XXI serão: compartilhar, democratizar e socializar. O sucesso das redes P2P, do You Tube, da Wikipedia, etc derivam dessas ações.

Hoje, no Brasil, poucas pessoas têm acesso ao conhecimento. Poucas pessoas têm poucas visões, encontram poucas soluções, geram pouco desenvolvimento e produzem poucas inovações. Portanto, o monopólio e a retenção do conhecimento e dos saberes, dentro das Universidades Públicas, são fatores inibidores do crescimento econômico e do desenvolvimento social.
O Projeto OCW-USP e o Ensino Público Gratuito via Internet

Os medíocres e a burraiada da USP estão agindo, nos bastidores, para assumir o controle do Projeto OCW-USP e nos tirar para escanteio. Sem contar que alguns deles estão trabalhando, na surdina, para sabotar esses planos, assim como a organização Instituto OCW Br@sil. Mas eles não vencerão. Não vencerão porque nós somos pessoas inteligentes, intuitivas e obstinadas. Somos revolucionários high tec e acreditamos fanaticamente naquilo que fazemos e pensamos.

Além disso, nós sabemos que esses medíocres e a burraiada são iguais a lenhadores olhando para uma floresta: só conseguem ver lenha e carvão, nada mais do que isso. Eles olham para o Projeto OCW-USP e só conseguem ver a publicação de aulas presenciais na internet, nada mais do que isso, ou seja, possuem uma visão obtusa, limitada e estreita do Projeto e de suas repercussões.

Logo, não possuem competência e nem visão para gerenciar esse empreendimento. Por isso, eles não podem botar a mão nisso e nem controlar ou direcionar esse Projeto, pois se colocarem a mão vão estragar tudo. E depois para corrigir a lambança dará um trabalho danado.

Mas não é só os medíocres e a burraiada da USP que não conseguem ver o tamanho e a extensão desse iceberg chamado Projeto OCW. O MIT também não conseguiu ver as possibilidades disso. Por isso, o Projeto OCW-MIT começou desbravando o desconhecido, porém avançou e chegou no lugar em que todo mundo está chegando e parando: na mera publicação de aulas presenciais na internet. Não conseguiram e não estão conseguindo enxergar e avançar além disso. Vêem apenas vinte metros ao redor do Projeto. Nada mais do que isso. Eu estou conseguindo ver a duzentos metros e se eu subir nas costas dos medíocres e da burraiada consigo enxergar uns quinhentos metros.

Mas antes de avançarmos nesse texto vamos estabelecer algumas premissas. A primeira é: o Leonildo tem sérios problemas psiquiátricos, assim como mania de querer mudar o mundo e as coisas. Por isso, ele consegue enxergar mais longe do que os outros. Está bom assim ? A segunda premissa: as amadas imortais do Leonildo (Ele tem uma coleção) não gostam dele. Logo, ele não vive caçando mulheres por aí e tem bastante tempo para pensar e estudar. Posto isso vamos continuar.

O Projeto OCW-USP é o começou de uma grande revolução. Poderíamos dizer que é uma espécie de Grande Marcha que culminou com a instalação do Regime Comunista na China. O Projeto OCW-USP é a Grande Marcha. O Regime Comunista é o Ensino Público gratuito via internet. Contudo, não conte isso para ninguém, pois é o nosso plano secreto.

Certamente, a primeira coisa que os "Velhos do Restelo" vão dizer, quando nos ouvirem falando disso, é a mesma coisa que disseram para o Santos Dumont: "Impossível !!! Impossível !!! Impossível, pois o mais pesado do que o ar não pode voar." E a minha resposta para essas pessoas é um drink: um Keep Walking (Se beber, não dirija).

É difícil explicar as tecnologias atuais para pessoas de mente estreita e que não conseguem enxerga nem o que está ao lado delas, o que dirá falar de coisas que existirão daqui a vinte, trinta ou cem anos. É difícil porque essas pessoas estão com o corpo no presente, no século XXI, mas suas cabeças continuam no século XVIII. E se dependêssemos das decisões desses medíocres e da burraiada para evoluirmos estaríamos até hoje andando de cipó, usando lamparina e pombo-correio. Mesmo assim, vou falar do Ensino Público Gratuito via Internet que existirá em um futuro próximo.

O Projeto OCW-USP não se esgota em si mesmo e não visa apenas a disponibilização/publicação de aulas presenciais na internet. Isso é apenas um detalhe do Projeto. O detalhe mais evidente.

O que o Projeto OCW-USP faz realmente é iniciar a migração, completa e total, do Ensino Público Gratuito para a internet, para o ambiente virtual. Estou falando de Escola Pública Virtual, de coisas do futuro. Mas os cursos a distância não fazem isso ? A resposta é não, pois os cursos a distância atuais buscam ministrar cursos presenciais a distância. Só isso. Não fazem e não buscam nada mais do que isso.

Por isso, a lógica do Projeto OCW-USP é diferente. É diferente porque é a base de uma coisa maior, uma revolução educacional. É a primeira pedra na construção de um castelo. É a primeira árvore de uma floresta. O lenhador, os medíocres e a burraiada da USP olha para essa árvore e vê lenha e carvão. Eu olho para ela e vejo possibilidades, infinitas possibilidades, assim como o primeiro passo em direção a um futuro extraordinário.

Logo, não podemos deixar os lenhadores tomarem conta da árvore e nem da Floresta Amazônica. Estão transformando a Floresta Amazônica em lenha, carvão e madeira para construção civil. Estão transformando árvores de trezentos anos em mesa, cadeira e armário. A estupidez humana não tem limites.

Por exemplo, muito não entendem o fato do Projeto OCW-USP não emitir diplomas. Dizem os tapados, e com razão: Se o indivíduo faz o curso da USP, assiste todas as aulas, lê todas as anotações, etc por que ele não terá o diploma da USP ?

A resposta é simples: porque o Projeto OCW-USP pretende quebrar o paradigma do diploma. O diploma não é importante, pois não prova nada. É apenas um pedaço de papel que não valerá absolutamente nada se todos os registros da USP e do MEC pegarem fogo e queimar tudo.

Pergunto eu: se não houver provas da veracidade do diploma, o indivíduo que se formou pela USP perde o conhecimento que adquiriu ? A resposta é não. Portanto, o diploma não significa nada. É apenas uma mera formalidade arcaica que deveria ter sido enterrada no século XX, mas que conseguiu entrar no século XXI. O que realmente importa é o conhecimento. E nossa mira, nosso foco, deve estar no conhecimento.

Além deste, outros paradigmas serão quebrados ao longo do desenvolvimento e da implantação da cultura OCW. Por exemplo, a idéia do presencial, da bunda colada na carteira para assistir aula, do tempo necessário para formação, da idade para estudar coisas avançadas, etc. Todos esses dogmas serão quebrados e enterrados.

Antes de continuar quero falar uma coisa. A Revolução Francesa firmou na História o lema: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Lema que foi dividido e se converteu em uma bandeira de luta. Um lema e três lutas: uma por liberdade, outra por igualdade e a terceira por fraternidade. Lutas contínuas que avançam de conquista em conquista. Não apenas para conquistar mais liberdade, mais igualdade e mais fraternidade, mas principalmente para se manter aquilo que se conquistou.

A primeira luta foi por liberdade. Ela não começou com a Revolução Francesa, pois essa luta sempre existiu na História Humana, mas foi nessa Revolução que ela apareceu com mais força, intensificando-se no século XIX. Inclusive podemos dizer que o século XIX foi o século de luta pela liberdade do homem e dos cidadãos, luta pelos Direitos Humanos, luta contra a opressão e tirania do Estado.

A segunda luta foi por igualdade. Essa luta também não começou na Revolução Francesa, pois ela sempre esteve presente na História Humana desde a antiguidade. Contudo, foi na França que ela se transformou em uma bandeira das classes sociais, intensificando-se exponencialmente no século XX. Assim, o século XX foi o século de luta pela igualdade entre os homens. Luta pelos direitos sociais. Época das revoluções comunistas.

A terceira luta é por fraternidade. E será travada agora, no século XXI. E as primeiras batalhas já podem ser percebidas, por exemplo, a questão da quebra de patentes dos medicamentos anti-aids, o software livre, You Tube, Wikipédia, os movimentos de Seattle, a explosão das ONGs, os Fóruns Sociais. Todos esses movimentos são transpassados por um fio comum que é a luta por fraternidade entre os homens. A lógica do lucro está sendo quebrada, a humanidade está se sobrepondo à mercadoria e ao preço. Você cobraria por um medicamento anti-aids que salvaria a vida de seu irmão ? Você cobraria direitos autorais e propriedade intelectual de um produto ou serviço que é essencial para o crescimento e para a evolução de seu irmão ?

A resposta é única: não. Não cobra porque entre você e seu irmão há uma ligação fraternal estabelecida pelo elo familiar. Essa ligação fraternal, de repente, saiu do âmbito da família e está contaminando a humanidade. Basta olhar para o Movimento anti-globalização, para os Fóruns Sociais, para as ONGs sérias e compromissadas com a Justiça Social, Direitos Humanos, etc. O mundo está mudando e tomando uma nova direção.

Mas, retomando o assunto anterior, a quebra de todos esses paradigmas da educação pública atual culminará com a instalação completa do Ensino Público Gratuito via internet e com a respectiva extinção das Escolas Públicas de Ensino Médio, Escolas Técnicas e Universidades. Existirão apenas os laboratórios e as áreas para aprendizagem manual. Mesmo assim, essas áreas irão desaparecer completamente com o desenvolvimento da realidade virtual, holografias, etc.

Assim, com as novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas agora, o cérebro conseguirá entrar completamente em ambientes 3D, em uma realidade virtual, sem sair da cadeira do computador. Inclusive o ambiente das escolas atuais poderá ser reconstruídos em ambientes 3D e os alunos continuarem tendo aulas sentados em carteira, um atrás do outro, e todo mundo dentro de um mesmo ambiente virtual, uma sala de aula dentro do computador. Contudo, os corpos físicos dos alunos continuam em suas casas, porém conectados na internet.

Entretanto, assinalo que as creches e as escolas primárias continuarão existindo, pois essas fases são essenciais para a formação da sociabilidade humana, desenvolvimento da linguagem e aprendizagens manuais. Uma criança precisa ter contato direto com outras crianças para se desenvolver. E serão nessas fases que os pimpolhos irão aprender a usar todas as tecnologias e aprenderão a aprender utilizando a internet como ferramenta de aprendizagem. A partir da oitava série predominará a liberdade de aprendizagem e de conhecimento. O indivíduo estuda o que quer e aprende apenas aquilo que desejar.

Ele estuda via internet e, posteriormente, vai até determinado órgãos do Governo fazer as provas respectivas. Se um aluno de 11 anos estudou tudo de Direito e sabe tudo, não há razão para não se dar o diploma de bacharel em Direito para esse aluno. Basta verificar os seus conhecimentos em provas específicas e, uma vez aprovado, ele deve receber a qualificação. Aqui o paradigma da idade para acessar conhecimentos avançados será completamente quebrado. Não há razão para se nivelar pessoas. Cada um tem seus limites e suas facilidades e isso deve ser considerado na aprendizagem.

Portanto, quem vê no Projeto OCW-USP apenas a publicação de aulas presenciais na internet, deve ser mantido longe, bem longe, do Projeto. Esse Projeto é o estágio inicial da implantação do Ensino Público Gratuito via internet. É o começo de tudo. Por isso, em paralelo com o Projeto OCW-USP, serão desenvolvidos uma série de outros projetos menores visando atingir o estágio completo de migração do Ensino Público atual para o âmbito virtual. Isso poderá levar 10, 20, 50 ou 100 anos. Tudo dependerá da velocidade das mudanças e dos empecilho lançados pelos conservadores ao longo da estrada. Mas é inevitável e irá ocorrer.

Certamente, ao longo desse caminho de implantação do Projeto e da cultura OCW uma série de novas tecnologias irão aparecer e serão criadas. Essas tecnologias reunidas darão suporte e apoio ao novo sistema de ensino e educação via internet. Esse novo sistema tem grandes chances de constituir uma tecnologia genuinamente brasileira e, uma vez implantada com sucesso no Brasil, poderá constituir um dos principais produtos de exportação do Brasil, assim como os biocombustíveis, as urnas eletrônicas, etc, gerando um sistema global de Ensino Público Gratuito via internet.

Além disso, é válido ressaltar que não pretendemos, não podemos e não iremos construir o Projeto OCW-USP, assim como os demais projetos anexos e o Sistema de Ensino Público Gratuito via Internet, sozinhos. Existirão parceiros que dominam áreas e conhecimentos técnicos e linguagens de programação que nós não conhecemos. Teremos que contar com Físicos, matemáticos, engenheiros, etc, da USP e de outras Universidades. Portanto, a idéia é formar um consórcio para inovação.

Um consórcio que reunirá pessoas que já estão desenvolvendo tecnologias pontuais que, aglutinadas a outras tecnologias, dará vida e suporte ao Sistema de Ensino Público Gratuito via internet. Além disso, é necessário que os professores de educação e pedagogia, assim como todos os profissionais das demais áreas acadêmicas, comecem a desenvolver novas técnicas de ensino e aprendizagem, considerando a emergência do Ensino Público Gratuito via internet. É um ambiente completamente novo de aprendizagem onde tudo pode ser acessado na hora (texto, áudio, vídeo, etc).

O uso do ambiente virtual, para aprendizagem, na atualidade ainda é excessivamente limitado e restrito. As pessoas não sabem utilizar a internet como ferramenta para aprender mais. Não só isso, as informações disponíveis na internet hoje são fragmentadas, dispersas, não confiáveis, etc. Por isso, precisamos de Projetos OCW, aulas open e free com certificados de autenticidade, professores gabaritados ensinando, gratuitamente, para todos os brasileiros, etc. Tudo isso reunido em um local fácil de encontrar. Em um local sem login e sem senha, pois o símbolo máximo do monopólio do conhecimento e da retenção dos saberes dentro de uma Universidade Pública é o login e a senha para acessar conteúdos digitais.

Não só isso, o Governo tem que fazer a parte dele que é informatizar e instalar internet em todas as escolas públicas do país e dar possibilidades para que todos os alunos pobres recebam o notebook de cem dólares, assim como todos os professores tenham computadores conectados à internet.

Essas condições são imprescindíveis para que a próxima geração comece a entrar no Ensino Público Gratuito via Internet. Certamente, os próximos 20 anos (talvez menos, pois no mundo da tecnologias as coisas acontecem rapidamente) será um período de transição, construção e descobertas, havendo o convívio entre o ensino tradicional com o ensino virtual, mas com declínio do primeiro.

Além disso, o Governo deve disponibilizar e liberar recursos para o desenvolvimento deste Projeto OCW-USP, assim como para a construção dos demais Projetos que estarão ligados a ele. É um projeto feito para a coletividade e que beneficia toda a coletividade, sem distinção e sem exceção. É uma porta aberta para o desenvolvimento social e econômico.

Enfim, o Ensino Público Gratuito via Internet será uma realidade inevitável e nosso trabalho, no Instituto OCW Br@sil, é construir e concretizar esse futuro que vislumbramos agora. Para isso temos que democratizar o conhecimento, socializar os saberes e unir tecnologias, gerando, com isso, inovações e soluções inteligentes. A revolução da fraternidade está em curso. Estamos no século XXI.

O Projeto OCW-USP gera desenvolvimento

O acesso gratuito e aberto ao conhecimento e aos saberes gera desenvolvimento, produz inovações e reduz as desigualdades. Isso porque o conhecimento é uma ferramenta para solução de problemas e transformação social. Se todas as pessoas tiverem essa ferramenta, os problemas serão atacados de todas as formas, possíveis e impossíveis, e em todos os seus ângulos, conhecidos ou desconhecidos.

Soluções que alguns não vêem, outros verão. Perspectivas que alguns não têm, outros terão. E o problema será visto de baixo, de cima, de lado, de dentro, de fora e até da quarta dimensão. Com isso, novos caminhos serão abertos e novas estratégias encontradas. Quanto mais pessoas tiverem acesso ao conhecimento, mais rápido caminharemos para o desenvolvimento e mais soluções eficientes e inovadoras encontraremos.

Por isso, as três ações fundamentais que marcarão o século XXI serão: compartilhar, democratizar e socializar. O sucesso das redes P2P, do You Tube, da Wikipedia, etc derivam dessas ações.

Hoje, no Brasil, poucas pessoas têm acesso ao conhecimento. Poucas pessoas têm poucas visões, encontram poucas soluções, geram pouco desenvolvimento e produzem poucas inovações. Portanto, o monopólio e a retenção do conhecimento e dos saberes, dentro das Universidades Públicas, são fatores inibidores do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

domingo, 5 de agosto de 2007

Argumentos favoráveis ao Projeto OCW-USP

O acesso gratuito e aberto ao conhecimento e aos saberes gera desenvolvimento, produz inovações e reduz as desigualdades. Isso porque o conhecimento é uma ferramenta para solução de problemas e transformação social. Se todas as pessoas tiverem essa ferramenta, os problemas serão atacados de todas as formas, possíveis e impossíveis, e em todos os seus ângulos, conhecidos ou desconhecidos.

Soluções que alguns não vêem, outros verão. Perspectivas que alguns não têm, outros terão. E o problema será visto de baixo, de cima, de lado, de dentro, de fora e até da quarta dimensão. Com isso, novos caminhos serão abertos e novas estratégias encontradas. Quanto mais pessoas tiverem acesso ao conhecimento, mais rápido caminharemos para o desenvolvimento e mais soluções eficientes e inovadoras encontraremos.

Por isso, as três ações fundamentais que marcarão o século XXI serão: compartilhar, democratizar e socializar. O sucesso das redes P2P, do You Tube, da Wikipedia, etc derivam dessas ações.

Hoje, no Brasil, poucas pessoas têm acesso ao conhecimento. Poucas pessoas têm poucas visões, encontram poucas soluções, geram pouco desenvolvimento e produzem poucas inovações. Portanto, o monopólio e a retenção do conhecimento e dos saberes, dentro das Universidades Públicas, são fatores inibidores do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

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Navegar na internet é um hábito muito mais difundido entre os brasileiros do que se imaginava, segundo pesquisa Datafolha, encomendada pela agência de propaganda F/Nazca Saatchi & Saatchi. O levantamento indica que 49 milhões de pessoas, 39% da população com 16 anos ou mais, costumam acessar a rede.

39% da população acima de 16 anos acessam a web e 42% publicam conteúdo próprio; internet deixou de ser coisa de rico e democratizou a informação, avalia agência de publicidade que encomendou pesquisa.

O diretor de planejamento da F/Nazca, Fernand Alphen, afirma que os dados indicam que a internet não é mais “coisa de rico”: “Ela tem alta penetração nas classes C, D e E”. Por isso, Alphen considera que a rede contribui muito para a democratização do acesso à informação. “Quanto mais periférica é a população, mais a internet aparece como uma solução de inserção social, de acesso ao entretenimento e à informação, porque é um meio muito barato”, diz.

(Jornal Destake – 31/07/07)

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A proporção de pessoas que acessaram a Internet na população dos estudantes foi de 35,9%. Somente no Distrito Federal 57,5% e em São Paulo 51,2%, ou seja, mais da metade dos estudantes acessavam a Internet. 76,2% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a Internet.

Na população dos estudantes usuários da Internet, a proporção dos que a utilizaram para educação e aprendizado foi destacadamente a mais elevada (90,2%), vindo depois, mais distanciadas, as dos que a acessaram para comunicação com outras pessoas (69,7%) e atividades de lazer (65,5%). A proporção dos estudantes que a acessaram para a leitura de jornais e revistas alcançou 40,7% e as referentes às demais finalidades ficaram abaixo de 20%..

O percentual de pessoas que utilizaram a Internet no grupamento formado pelos profissionais das ciências e das artes alcançou 72,8%, situando-se no patamar mais alto. Em seguida, vieram os dos grupamentos dos trabalhadores dos serviços administrativos (59,3%) e dos dirigentes em geral (58,0%) e, depois, os dos membros das forças armadas e auxiliares (52,9%) e dos técnicos de nível médio (51,9%).

No contingente dos usuários da Internet que não eram estudantes, o maior percentual foi o das pessoas que acessaram a esta rede para comunicação com outras pessoas (67,8%), vindo, em seguida, os indivíduos que a utilizaram para educação e aprendizado (57,5%), leitura de jornais e revistas (51,7%) e atividades de lazer 45,7%.

Esse indicador atingiu 47,3% no grupamento da administração pública, 47,5% no da educação, saúde e serviços sociais e 57,9% no das outras atividades (intermediação financeira, seguros, previdência privada, atividades de informática, pesquisa e desenvolvimento etc.).

O contingente formado pelos militares e funcionários públicos estatutários, foi o que apresentou o mais elevado percentual de pessoas que acessaram à Internet (47,7%), vindo em seguida a dos empregadores (40,6%) e, depois, o do contingente das pessoas com carteira de trabalho assinada (32,6%). (IBGE–PNAD - 2005).

Argumentos favoráveis ao Projeto OCW-USP

O acesso gratuito e aberto ao conhecimento e aos saberes gera desenvolvimento, produz inovações e reduz as desigualdades. Isso porque o conhecimento é uma ferramenta para solução de problemas e transformação social. Se todas as pessoas tiverem essa ferramenta, os problemas serão atacados de todas as formas, possíveis e impossíveis, e em todos os seus ângulos, conhecidos ou desconhecidos.

Soluções que alguns não vêem, outros verão. Perspectivas que alguns não têm, outros terão. E o problema será visto de baixo, de cima, de lado, de dentro, de fora e até da quarta dimensão. Com isso, novos caminhos serão abertos e novas estratégias encontradas. Quanto mais pessoas tiverem acesso ao conhecimento, mais rápido caminharemos para o desenvolvimento e mais soluções eficientes e inovadoras encontraremos.

Por isso, as três ações fundamentais que marcarão o século XXI serão: compartilhar, democratizar e socializar. O sucesso das redes P2P, do You Tube, da Wikipedia, etc derivam dessas ações.

Hoje, no Brasil, poucas pessoas têm acesso ao conhecimento. Poucas pessoas têm poucas visões, encontram poucas soluções, geram pouco desenvolvimento e produzem poucas inovações. Portanto, o monopólio e a retenção do conhecimento e dos saberes, dentro das Universidades Públicas, são fatores inibidores do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

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Navegar na internet é um hábito muito mais difundido entre os brasileiros do que se imaginava, segundo pesquisa Datafolha, encomendada pela agência de propaganda F/Nazca Saatchi & Saatchi. O levantamento indica que 49 milhões de pessoas, 39% da população com 16 anos ou mais, costumam acessar a rede.

39% da população acima de 16 anos acessam a web e 42% publicam conteúdo próprio; internet deixou de ser coisa de rico e democratizou a informação, avalia agência de publicidade que encomendou pesquisa.

O diretor de planejamento da F/Nazca, Fernand Alphen, afirma que os dados indicam que a internet não é mais “coisa de rico”: “Ela tem alta penetração nas classes C, D e E”. Por isso, Alphen considera que a rede contribui muito para a democratização do acesso à informação. “Quanto mais periférica é a população, mais a internet aparece como uma solução de inserção social, de acesso ao entretenimento e à informação, porque é um meio muito barato”, diz.

(Jornal Destake – 31/07/07)

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A proporção de pessoas que acessaram a Internet na população dos estudantes foi de 35,9%. Somente no Distrito Federal 57,5% e em São Paulo 51,2%, ou seja, mais da metade dos estudantes acessavam a Internet. 76,2% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a Internet.

Na população dos estudantes usuários da Internet, a proporção dos que a utilizaram para educação e aprendizado foi destacadamente a mais elevada (90,2%), vindo depois, mais distanciadas, as dos que a acessaram para comunicação com outras pessoas (69,7%) e atividades de lazer (65,5%). A proporção dos estudantes que a acessaram para a leitura de jornais e revistas alcançou 40,7% e as referentes às demais finalidades ficaram abaixo de 20%..

O percentual de pessoas que utilizaram a Internet no grupamento formado pelos profissionais das ciências e das artes alcançou 72,8%, situando-se no patamar mais alto. Em seguida, vieram os dos grupamentos dos trabalhadores dos serviços administrativos (59,3%) e dos dirigentes em geral (58,0%) e, depois, os dos membros das forças armadas e auxiliares (52,9%) e dos técnicos de nível médio (51,9%).

No contingente dos usuários da Internet que não eram estudantes, o maior percentual foi o das pessoas que acessaram a esta rede para comunicação com outras pessoas (67,8%), vindo, em seguida, os indivíduos que a utilizaram para educação e aprendizado (57,5%), leitura de jornais e revistas (51,7%) e atividades de lazer 45,7%.

Esse indicador atingiu 47,3% no grupamento da administração pública, 47,5% no da educação, saúde e serviços sociais e 57,9% no das outras atividades (intermediação financeira, seguros, previdência privada, atividades de informática, pesquisa e desenvolvimento etc.).

O contingente formado pelos militares e funcionários públicos estatutários, foi o que apresentou o mais elevado percentual de pessoas que acessaram à Internet (47,7%), vindo em seguida a dos empregadores (40,6%) e, depois, o do contingente das pessoas com carteira de trabalho assinada (32,6%). (IBGE–PNAD - 2005).

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Os cursos a distância não democratizam o conhecimento e nem socializam os saberes

Leonildo Correa - 01/0/2007

Não há nada, absolutamente nada, na USP que possa ser comparado com esse Projeto OCW-USP.

Eu vou contar uma coisa. Esse Projeto OCW-USP já foi apresentado para a USP uma vez. Foi apresentado cerca de um ano ou um ano e meio antes do MIT criar o seu Projeto OCW. Eu e mais um colega da Faculdade de Direito, hoje Professor da USP na Faculdade de Saúde Pública (Arthur B. de Vasconcellos Weintraub) protocolamos em 2000 ou 2001, não me lembro ao certo, na Pró-Reitoria de Graduação da USP, uma versão piloto da idéia OCW. Não só na Pró-Reitoria, mas buscamos apoio também na Fundação Arcadas da Faculdade de Direito.

Resumindo a história, a USP poderia ter sido pioneira, pioneiríssima, na criação e desenvolvimento da idéia de Projetos OCW no mundo em cerca de um ano ou um ano e meio antes do MIT. Mas, não nos ouviram e nos ignoraram. Por isso perdemos a dianteira e fomos ultrapassados pelo MIT em 2002. Se não acreditam nisso revirem os arquivos da Pró-Reitoria de Graduação e da Fundação Arcadas que irão encontrar cópias dos Projetos que enviamos. Além disso, eu tenho guardado, não sei onde, os protocolos que recebemos na época.

Contudo, esse primeiro acontecimento foi importante, pois nos ensinou uma coisa: as iniciativas institucionais não funcionam em projetos inovadores. E se você deixar por conta da vontade dos professores e servidores públicos não sai nada, como aconteceu no primeiro projeto. Por isso criamos uma ONG para implementar e desenvolver o Projeto OCW-USP. E dessa vez as coisas não ficarão estagnadas e esquecidas como ficaram em 2000 ou 2001.

Tudo o que a USP fez pela coletividade, ao longo dos últimos tempo, foi restrito, limitado e fechado. O máximo de pessoas que conseguiram atingir foi com as isenções da Fuvest. Isenções que não deram resultados práticos e não repercutiram, pois não adianta dar isenção para quem não vai passar no vestibular. Eles sabem que alunos de escolas públicas tem poucas chances, mesmo assim dão as isenções para enganar a coletividade, transferindo a culpa para o aluno, pois dizem: "Nós demos as isenções. Fizemos a nossa parte. Se não passou é porque é incompetente". Com isso, cruzam os braços e não fazem nada para mudar o sistema perverso e excludente que é a Universidade Pública hoje, principalmente a USP, jogando toda a culpa no ensino público.

Portanto, não há nada nesta Universidade que possa ser comparado com esse projeto OCW-USP em termos de repercussão social e grandeza.

Mas, como é um projeto de aluno e não de professor, querem descaracterizá-lo, minimizá-lo, reduzi-lo a pó, assim o sistema perverso e excludente continua valendo. O conhecimento continua retido e eles continuam vendendo e privatizando a USP com suas Fundações. Fundações que chegam a cobrar mais de vinte mil reais, por aluno, por cursos que ministram dentro da USP, usando os recursos da USP, as salas de aula da USP, as bibliotecas da USP, os livros da USP, os professores da USP, etc. Mesmo assim insistem em dizer que não é um curso da USP.

Hoje estão tentando reduzir a relevância do Projeto OCW-USP e desviar as atenções do público. Para isso tentam mostrar as insignificâncias que fizeram nas últimas décadas, coisas irrelevantes, projetos que não funcionam, idéias que não repercutem ou não podem ser implementadas em larga escala. Querem fazer, como fizeram em 2000 ou 2001, que o Projeto seja abandonado e esquecido. Mas isso não vai acontecer.

Não só isso, a maioria das pessoas que criticam esse Projeto OCW-USP tem interesses econômicos na jogada, são donos de cursinhos (Professor da USP e dono de cursinho...), ou então, estão fazendo fortuna com as Fundações, ou ainda, ganham de alguma forma com a monopolização e retenção do conhecimento e dos saberes dentro da USP. Querem manter a Universidade fechada e restrita para continuarem dominando.

De repente começaram a falar de cursos a distância. Contudo, não abordam e não resolvem as questões que antecedem os cursos a distância. Por exemplo, qual será o critérios de seleção dos alunos que farão esses cursos (Acesso via vestibular ?), esses cursos vão emitir diplomas da USP (Esses diplomas terão o mesmo valor dos cursos presenciais ?), quantos alunos farão esses cursos ? Como serão as avaliações desses cursos ? Quais são esses cursos a distância ?

Hoje existem alguns cursos a distância sendo ministrados pela USP. Contudo, esses cursos não democratizam e não socializam nada. Continuam sendo cursos fechados, excludentes e limitados. Poucos tem acesso e poucos fazem esses cursos. Principalmente, porque os temas desses cursos são excessivamente específicos.

Resumindo, existem uma série de questões que devem ser resolvidas antes de se implementar um curso a distância. Mas o mais importante é observar que cursos a distância não democratizam o conhecimento e não socializam os saberes, apenas transferem para a internet o modelo excludentes e fechado dos cursos presenciais. Continuam sendo cursos e conhecimentos exclusivos da panelinha, ou panelona, da classe dominante.

Portanto, a USP pode lançar quantos cursos a distância quiser e, mesmo assim, não democratizará o conhecimento e nem socializará os saberes que estão retidos na Universidade. Sem contar que os cursos a distância atuais são tão específicos que ninguém pouquíssimos irão querer fazê-los.

Logo, é necessário que o Projeto OCW-USP também envolva os cursos a distância e libere seus conteúdos para toda a coletividade, para toda a população brasileira, ou seja, é necessário que o Projeto OCW-USP democratize o conhecimento e socialize os saberes retidos e monopolizados nesses cursos a distância.

A diferença entre o Projeto OCW-USP e um curso a distância é que o Projeto OCW-USP é aberto para toda a coletividade. Não só isso, é um projeto que envolve todos os cursos presenciais da USP. Portanto, quaisquer profissionais, alunos ou cidadãos encontrarão no Projeto OCW-USP o conhecimento que lhes interessam, aquilo que precisam saber ou estudar.

O Projeto OCW-USP envolve o conhecimento e os saberes como um todo, todas as áreas, todas as técnicas, todos os métodos. O Projeto OCW-USP democratiza e socializa tudo. Tudo estará disponível e tudo será disponibilizado. Só não vai aprender quem não quiser aprender. Só não vai saber quem não quiser saber. Já os cursos a distância continuam sendo cursos restritos e específicos, limitados nos temas e de interesse apenas de grupos seletos (temas limitados).

Mas o que mais me surpreende, em toda essa história, é a falta de visão das pessoas que fazem os projetos de extensão da USP. Criam políticas de pseudo-inclusão, não para resolver o problema de acesso ou para democratizar a USP, mas sim para enganar a coletividade e garantir a continuidade da exclusão na Universidade. Eu não sei se fazem isso de má fé ou se fazem na ingenuidade, mas que fazem coisas absurdas, isso fazem. Criaram mais um cursinho pré-vestibular para substituir o sistema de cotas, ou seja, tentam resolver o problema dos cursinhos criando mais um cursinho. Dão isenção de taxas para alunos que não passam no vestibular. Aumentam 3% a nota de quem precisa de um aumento de 70% para conseguir entrar na USP. É o tal do muda tudo para não mudar nada.

O problema, dizem eles, é a escola pública, não a USP. Mas eu digo que o problema também é a USP. Temos mecanismos e meios que podemos utilizar para melhorar a escola pública e o Brasil e não utilizam. Poderiam utilizar a nossa melhor matéria-prima, o conhecimento e os saberes, para catalisar desenvolvimento, gerar competências, fundamentar novas idéias, trazer inovações etc e simplesmente não fazem nada, se omitem. Ficam olhando para cima e fingindo que não tem nada a ver com isso. Mas não se omitem por preguiça ou desmazelo. Omitem-se por interesse, querem monopolizar e reter o conhecimento para continuar dominando a coletividade, manter o status quo, continuarem se enriquecendo às custas do patrimônio público. Querem monopolizar e reter para garantir a perpetuação das estruturas de poder que estão em vigor na sociedade.

O Projeto OCW-SP não é um curso a distância. Não emite diploma. Não será fechado. Não será limitado. É um projeto para a coletividade e para todos os brasileiros, assim como para os demais países da língua portuguesa e, inclusive, latino-americanos, pois pretendemos traduzir os materiais para o espanhol, visando a integração de conhecimento na América Latina.

Além disso, antes que manejem o instituto dos direitos autorais contra esse projeto, eu pergunto: Depois da aula o professor passa de carteira em carteira recebendo dos alunos os direitos autorais pela aula que ele acabou de ministrar ? Você já viu algum professor fazer isso em algum lugar ? E por que é que ele não faz isso ?

Não faz porque ele recebe um salário para ministrar as aulas. O serviço dele é dar aulas. A coletividade paga para ele dar aulas. Tem professor que dá outras coisas, mas vamos ficar nas aulas... Um salário que é pago com recursos públicos, dinheiro de impostos.

É válido ressaltar ainda que os direitos autorais das aulas continuam pertencendo ao Professor. Ele ministrou as aulas. É o nome dele que constam em todas as aulas. É ele que receberá todos os créditos pelas aulas, pela disciplina e pelo curso. O Projeto OCW-USP apenas otimiza essas aulas e faz com que elas, ao invés de chegar apenas a uma centena de alunos, chegue a milhões de pessoas. Isso é maximização de resultados, maximização dos recursos públicos.

É válido assinalar ainda que o Projeto OCW-USP é open e free. O conhecimento e os saberes serão democratizados e socializados gratuitamente. O Instituto OCW Br@sil é impedido, por seu Estatuto, de cobrar ou exigir quaisquer tipos de contraprestação dos internautas. Quem pagará pela implementação do Projeto é o Estado e as empresas privadas, mas principalmente o Estado, que tem a obrigação de financiar e implementar iniciativa que alavanquem o desenvolvimento social e econômico do país.

Enfim, esse Projeto OCW-USP é de fundamental importância para a USP, para o Brasil e para o povo brasileiro. È um projeto que beneficiará toda a coletividade. Portanto, é um Projeto que deverá receber o apoio máximo da USP e das autoridades públicas. Logo, a melhor decisão é deixar o Projeto seguir sem empecilhos e sem burocracia, pois todos ganham com isso. Se começarem a criar dificuldades e impedimentos, começam os questionamentos, os conflitos, as discussões, as denúncias, etc. Não queremos isso. Queremos apenas implementar soluções que beneficiem toda a coletividade, reduzam as desigualdades e abram mais uma porta para o desenvolvimento do Brasil.

Os cursos a distância não democratizam o conhecimento e nem socializam os saberes

Leonildo Correa - 01/0/2007

Não há nada, absolutamente nada, na USP que possa ser comparado com esse Projeto OCW-USP.

Eu vou contar uma coisa. Esse Projeto OCW-USP já foi apresentado para a USP uma vez. Foi apresentado cerca de um ano ou um ano e meio antes do MIT criar o seu Projeto OCW. Eu e mais um colega da Faculdade de Direito, hoje Professor da USP na Faculdade de Saúde Pública (Arthur B. de Vasconcellos Weintraub) protocolamos em 2000 ou 2001, não me lembro ao certo, na Pró-Reitoria de Graduação da USP, uma versão piloto da idéia OCW. Não só na Pró-Reitoria, mas buscamos apoio também na Fundação Arcadas da Faculdade de Direito.

Resumindo a história, a USP poderia ter sido pioneira, pioneiríssima, na criação e desenvolvimento da idéia de Projetos OCW no mundo em cerca de um ano ou um ano e meio antes do MIT. Mas, não nos ouviram e nos ignoraram. Por isso perdemos a dianteira e fomos ultrapassados pelo MIT em 2002. Se não acreditam nisso revirem os arquivos da Pró-Reitoria de Graduação e da Fundação Arcadas que irão encontrar cópias dos Projetos que enviamos. Além disso, eu tenho guardado, não sei onde, os protocolos que recebemos na época.

Contudo, esse primeiro acontecimento foi importante, pois nos ensinou uma coisa: as iniciativas institucionais não funcionam em projetos inovadores. E se você deixar por conta da vontade dos professores e servidores públicos não sai nada, como aconteceu no primeiro projeto. Por isso criamos uma ONG para implementar e desenvolver o Projeto OCW-USP. E dessa vez as coisas não ficarão estagnadas e esquecidas como ficaram em 2000 ou 2001.

Tudo o que a USP fez pela coletividade, ao longo dos últimos tempo, foi restrito, limitado e fechado. O máximo de pessoas que conseguiram atingir foi com as isenções da Fuvest. Isenções que não deram resultados práticos e não repercutiram, pois não adianta dar isenção para quem não vai passar no vestibular. Eles sabem que alunos de escolas públicas tem poucas chances, mesmo assim dão as isenções para enganar a coletividade, transferindo a culpa para o aluno, pois dizem: "Nós demos as isenções. Fizemos a nossa parte. Se não passou é porque é incompetente". Com isso, cruzam os braços e não fazem nada para mudar o sistema perverso e excludente que é a Universidade Pública hoje, principalmente a USP, jogando toda a culpa no ensino público.

Portanto, não há nada nesta Universidade que possa ser comparado com esse projeto OCW-USP em termos de repercussão social e grandeza.

Mas, como é um projeto de aluno e não de professor, querem descaracterizá-lo, minimizá-lo, reduzi-lo a pó, assim o sistema perverso e excludente continua valendo. O conhecimento continua retido e eles continuam vendendo e privatizando a USP com suas Fundações. Fundações que chegam a cobrar mais de vinte mil reais, por aluno, por cursos que ministram dentro da USP, usando os recursos da USP, as salas de aula da USP, as bibliotecas da USP, os livros da USP, os professores da USP, etc. Mesmo assim insistem em dizer que não é um curso da USP.

Hoje estão tentando reduzir a relevância do Projeto OCW-USP e desviar as atenções do público. Para isso tentam mostrar as insignificâncias que fizeram nas últimas décadas, coisas irrelevantes, projetos que não funcionam, idéias que não repercutem ou não podem ser implementadas em larga escala. Querem fazer, como fizeram em 2000 ou 2001, que o Projeto seja abandonado e esquecido. Mas isso não vai acontecer.

Não só isso, a maioria das pessoas que criticam esse Projeto OCW-USP tem interesses econômicos na jogada, são donos de cursinhos (Professor da USP e dono de cursinho...), ou então, estão fazendo fortuna com as Fundações, ou ainda, ganham de alguma forma com a monopolização e retenção do conhecimento e dos saberes dentro da USP. Querem manter a Universidade fechada e restrita para continuarem dominando.

De repente começaram a falar de cursos a distância. Contudo, não abordam e não resolvem as questões que antecedem os cursos a distância. Por exemplo, qual será o critérios de seleção dos alunos que farão esses cursos (Acesso via vestibular ?), esses cursos vão emitir diplomas da USP (Esses diplomas terão o mesmo valor dos cursos presenciais ?), quantos alunos farão esses cursos ? Como serão as avaliações desses cursos ? Quais são esses cursos a distância ?

Hoje existem alguns cursos a distância sendo ministrados pela USP. Contudo, esses cursos não democratizam e não socializam nada. Continuam sendo cursos fechados, excludentes e limitados. Poucos tem acesso e poucos fazem esses cursos. Principalmente, porque os temas desses cursos são excessivamente específicos.

Resumindo, existem uma série de questões que devem ser resolvidas antes de se implementar um curso a distância. Mas o mais importante é observar que cursos a distância não democratizam o conhecimento e não socializam os saberes, apenas transferem para a internet o modelo excludentes e fechado dos cursos presenciais. Continuam sendo cursos e conhecimentos exclusivos da panelinha, ou panelona, da classe dominante.

Portanto, a USP pode lançar quantos cursos a distância quiser e, mesmo assim, não democratizará o conhecimento e nem socializará os saberes que estão retidos na Universidade. Sem contar que os cursos a distância atuais são tão específicos que ninguém pouquíssimos irão querer fazê-los.

Logo, é necessário que o Projeto OCW-USP também envolva os cursos a distância e libere seus conteúdos para toda a coletividade, para toda a população brasileira, ou seja, é necessário que o Projeto OCW-USP democratize o conhecimento e socialize os saberes retidos e monopolizados nesses cursos a distância.

A diferença entre o Projeto OCW-USP e um curso a distância é que o Projeto OCW-USP é aberto para toda a coletividade. Não só isso, é um projeto que envolve todos os cursos presenciais da USP. Portanto, quaisquer profissionais, alunos ou cidadãos encontrarão no Projeto OCW-USP o conhecimento que lhes interessam, aquilo que precisam saber ou estudar.

O Projeto OCW-USP envolve o conhecimento e os saberes como um todo, todas as áreas, todas as técnicas, todos os métodos. O Projeto OCW-USP democratiza e socializa tudo. Tudo estará disponível e tudo será disponibilizado. Só não vai aprender quem não quiser aprender. Só não vai saber quem não quiser saber. Já os cursos a distância continuam sendo cursos restritos e específicos, limitados nos temas e de interesse apenas de grupos seletos (temas limitados).

Mas o que mais me surpreende, em toda essa história, é a falta de visão das pessoas que fazem os projetos de extensão da USP. Criam políticas de pseudo-inclusão, não para resolver o problema de acesso ou para democratizar a USP, mas sim para enganar a coletividade e garantir a continuidade da exclusão na Universidade. Eu não sei se fazem isso de má fé ou se fazem na ingenuidade, mas que fazem coisas absurdas, isso fazem. Criaram mais um cursinho pré-vestibular para substituir o sistema de cotas, ou seja, tentam resolver o problema dos cursinhos criando mais um cursinho. Dão isenção de taxas para alunos que não passam no vestibular. Aumentam 3% a nota de quem precisa de um aumento de 70% para conseguir entrar na USP. É o tal do muda tudo para não mudar nada.

O problema, dizem eles, é a escola pública, não a USP. Mas eu digo que o problema também é a USP. Temos mecanismos e meios que podemos utilizar para melhorar a escola pública e o Brasil e não utilizam. Poderiam utilizar a nossa melhor matéria-prima, o conhecimento e os saberes, para catalisar desenvolvimento, gerar competências, fundamentar novas idéias, trazer inovações etc e simplesmente não fazem nada, se omitem. Ficam olhando para cima e fingindo que não tem nada a ver com isso. Mas não se omitem por preguiça ou desmazelo. Omitem-se por interesse, querem monopolizar e reter o conhecimento para continuar dominando a coletividade, manter o status quo, continuarem se enriquecendo às custas do patrimônio público. Querem monopolizar e reter para garantir a perpetuação das estruturas de poder que estão em vigor na sociedade.

O Projeto OCW-SP não é um curso a distância. Não emite diploma. Não será fechado. Não será limitado. É um projeto para a coletividade e para todos os brasileiros, assim como para os demais países da língua portuguesa e, inclusive, latino-americanos, pois pretendemos traduzir os materiais para o espanhol, visando a integração de conhecimento na América Latina.

Além disso, antes que manejem o instituto dos direitos autorais contra esse projeto, eu pergunto: Depois da aula o professor passa de carteira em carteira recebendo dos alunos os direitos autorais pela aula que ele acabou de ministrar ? Você já viu algum professor fazer isso em algum lugar ? E por que é que ele não faz isso ?

Não faz porque ele recebe um salário para ministrar as aulas. O serviço dele é dar aulas. A coletividade paga para ele dar aulas. Tem professor que dá outras coisas, mas vamos ficar nas aulas... Um salário que é pago com recursos públicos, dinheiro de impostos.

É válido ressaltar ainda que os direitos autorais das aulas continuam pertencendo ao Professor. Ele ministrou as aulas. É o nome dele que constam em todas as aulas. É ele que receberá todos os créditos pelas aulas, pela disciplina e pelo curso. O Projeto OCW-USP apenas otimiza essas aulas e faz com que elas, ao invés de chegar apenas a uma centena de alunos, chegue a milhões de pessoas. Isso é maximização de resultados, maximização dos recursos públicos.

É válido assinalar ainda que o Projeto OCW-USP é open e free. O conhecimento e os saberes serão democratizados e socializados gratuitamente. O Instituto OCW Br@sil é impedido, por seu Estatuto, de cobrar ou exigir quaisquer tipos de contraprestação dos internautas. Quem pagará pela implementação do Projeto é o Estado e as empresas privadas, mas principalmente o Estado, que tem a obrigação de financiar e implementar iniciativa que alavanquem o desenvolvimento social e econômico do país.

Enfim, esse Projeto OCW-USP é de fundamental importância para a USP, para o Brasil e para o povo brasileiro. È um projeto que beneficiará toda a coletividade. Portanto, é um Projeto que deverá receber o apoio máximo da USP e das autoridades públicas. Logo, a melhor decisão é deixar o Projeto seguir sem empecilhos e sem burocracia, pois todos ganham com isso. Se começarem a criar dificuldades e impedimentos, começam os questionamentos, os conflitos, as discussões, as denúncias, etc. Não queremos isso. Queremos apenas implementar soluções que beneficiem toda a coletividade, reduzam as desigualdades e abram mais uma porta para o desenvolvimento do Brasil.