sábado, 5 de maio de 2007

A história humana é uma história de violência

Somente ocorreram mudanças significativas na história humana quando os oprimidos encostaram a faca na garganta dos opressores. A Revolução Francesa foi uma revolução violenta. Por isso deu certo. A Revolução Russa foi uma revolução violenta. Por isso os revolucionários consquistaram o poder.

Somente ocorreram mudanças significativas na história humana quando os oprimidos encostaram a faca na garganta dos opressores. A Revolução Francesa foi uma revolução violenta. Por isso deu certo. A Revolução Russa foi uma revolução violenta. Por isso os revolucionários consquistaram o poder. Os ingleses foram expulsos da América depois de uma guerra violenta. A Revolução Chinesa somente alcançou êxito depois de uma guerra sangrenta.

Não há como separar as mudanças significativas da história humana de uma guerra ou de uma revolução violenta. Mas então dirá algum observador perspicaz, a Índia não fez uma revolução violenta ? Certamente não, pois na Índia a não-violência é uma religião. Mesmo assim Gandhi morreu com um tiro. Mas os negros americanos conquistaram muita coisa sem violência ? Mesmo assim Luther King, o grande lider negro, morreu com um tiro.

Enfim, onde não houve revolução violenta nada deu certo. Vejam o Brasil. A escravidão e a opressão continuam até hoje. Os governantes que vieram nas caravelas ainda estão no poder ou próximo deles. Talvez se tivéssemos tido uma revolução violenta eles não estariam por aí, escondidos na sombra manipulando a mídia, manipulando jornalistas, bancos, etc.

Quem tem medo de uma revolução violenta é a classe dominante. Ela tem muito a perder com uma revolução desse tipo. Os oprimidos, ao contrário, se não morrerem lutando em uma revolução que visa alcançar a sua liberdade e a independência, morrerão com um tiro da polícia quando estiverem chegando do trabalho escravo em uma das milhares de periferias e favelas que existem neste país. Os oprimidos não perderão nada se iniciarem uma revolta armada sangrenta. Talvez a única coisa que percam seja as correntes da opressão, da exclusão e das desiguladades.

Enfim, discurso de não-violência e de direitos humanos é adequado e inerente aos grupos dominantes que moram nos bairros nobres onde os índices de homicídos são iguais a zero. Nesse locais o discurso da não-violência e dos direitos humanos colam. Em uma periferia onde os confrontos militares são comuns e se vive ouvindo tiros e explosões e convivendo com mortos na soleira da porta não-violência e direitos humanos é mito, conversa para boi dormir.

Quando a violência chegar nos bairros chiques e nobres, do jeito que ela existe na periferia, não tenham dúvidas, a situação será resolvida imediatamente. Enquanto for negro matando negro, pobre matando pobre, traficante matando traficante ou policial matando traficante, as mortes continuarão sendo tratadas como controle de natalidade.

Além disso, engana-se redondamente quem acha que o futuro será um lugar de paz e harmonia. O futuro será de guerras e guerras sangrentas. Por isso todos os países investem maciçamente em armas. Se o futuro fosse de paz ninguém investiria em armas, pois seria um dinheiro perdido. Inclusive se se analisar as notícias dos últimos anos observar-se-á que os maiores investimentos estão sendo feito em arsenais bélicos: armas nucleares, mísseis balísticos, escudo anti-míssil, projeto guerras nas estrelas, Guerra no Iraque, etc.

Esses investimentos militares tem uma razão: os recursos naturais e minerais se tornarão cada vez mais escassos e dominará esses recursos a nação que tiver poder militar para conquistá-los, ou seja, eu sou mais forte que você e você tem algo que eu quero e é essencial para a minha sobrevivência, o que eu faço ? Tomo de você. Se reclamar ainda leva um cascudo. Por isso o futuro será de guerras.

Inclusive há um documentário interessante sobre esse assunto chamado "Império do Caos". Pretendo disponibilizar esse documentário no You Tube um dia desses.

Portanto, a meta não iniciar uma guerra violenta e sangrenta o mais rápido possível, mas sim mostrar aos grupos dominantes que se a situação não for resolvida rapidamente, se a opressão e as exclusões não acabarem e as desigualdades não forem reduzidas, chegaremos a uma guerra sangrenta e violenta, inevitavelmente.
Email:: leonildoc@gmail.com
URL:: http://leonildoc.orgfree.com/
A história humana é uma história de violência

Somente ocorreram mudanças significativas na história humana quando os oprimidos encostaram a faca na garganta dos opressores. A Revolução Francesa foi uma revolução violenta. Por isso deu certo. A Revolução Russa foi uma revolução violenta. Por isso os revolucionários consquistaram o poder.

Somente ocorreram mudanças significativas na história humana quando os oprimidos encostaram a faca na garganta dos opressores. A Revolução Francesa foi uma revolução violenta. Por isso deu certo. A Revolução Russa foi uma revolução violenta. Por isso os revolucionários consquistaram o poder. Os ingleses foram expulsos da América depois de uma guerra violenta. A Revolução Chinesa somente alcançou êxito depois de uma guerra sangrenta.

Não há como separar as mudanças significativas da história humana de uma guerra ou de uma revolução violenta. Mas então dirá algum observador perspicaz, a Índia não fez uma revolução violenta ? Certamente não, pois na Índia a não-violência é uma religião. Mesmo assim Gandhi morreu com um tiro. Mas os negros americanos conquistaram muita coisa sem violência ? Mesmo assim Luther King, o grande lider negro, morreu com um tiro.

Enfim, onde não houve revolução violenta nada deu certo. Vejam o Brasil. A escravidão e a opressão continuam até hoje. Os governantes que vieram nas caravelas ainda estão no poder ou próximo deles. Talvez se tivéssemos tido uma revolução violenta eles não estariam por aí, escondidos na sombra manipulando a mídia, manipulando jornalistas, bancos, etc.

Quem tem medo de uma revolução violenta é a classe dominante. Ela tem muito a perder com uma revolução desse tipo. Os oprimidos, ao contrário, se não morrerem lutando em uma revolução que visa alcançar a sua liberdade e a independência, morrerão com um tiro da polícia quando estiverem chegando do trabalho escravo em uma das milhares de periferias e favelas que existem neste país. Os oprimidos não perderão nada se iniciarem uma revolta armada sangrenta. Talvez a única coisa que percam seja as correntes da opressão, da exclusão e das desiguladades.

Enfim, discurso de não-violência e de direitos humanos é adequado e inerente aos grupos dominantes que moram nos bairros nobres onde os índices de homicídos são iguais a zero. Nesse locais o discurso da não-violência e dos direitos humanos colam. Em uma periferia onde os confrontos militares são comuns e se vive ouvindo tiros e explosões e convivendo com mortos na soleira da porta não-violência e direitos humanos é mito, conversa para boi dormir.

Quando a violência chegar nos bairros chiques e nobres, do jeito que ela existe na periferia, não tenham dúvidas, a situação será resolvida imediatamente. Enquanto for negro matando negro, pobre matando pobre, traficante matando traficante ou policial matando traficante, as mortes continuarão sendo tratadas como controle de natalidade.

Além disso, engana-se redondamente quem acha que o futuro será um lugar de paz e harmonia. O futuro será de guerras e guerras sangrentas. Por isso todos os países investem maciçamente em armas. Se o futuro fosse de paz ninguém investiria em armas, pois seria um dinheiro perdido. Inclusive se se analisar as notícias dos últimos anos observar-se-á que os maiores investimentos estão sendo feito em arsenais bélicos: armas nucleares, mísseis balísticos, escudo anti-míssil, projeto guerras nas estrelas, Guerra no Iraque, etc.

Esses investimentos militares tem uma razão: os recursos naturais e minerais se tornarão cada vez mais escassos e dominará esses recursos a nação que tiver poder militar para conquistá-los, ou seja, eu sou mais forte que você e você tem algo que eu quero e é essencial para a minha sobrevivência, o que eu faço ? Tomo de você. Se reclamar ainda leva um cascudo. Por isso o futuro será de guerras.

Inclusive há um documentário interessante sobre esse assunto chamado "Império do Caos". Pretendo disponibilizar esse documentário no You Tube um dia desses.

Portanto, a meta não iniciar uma guerra violenta e sangrenta o mais rápido possível, mas sim mostrar aos grupos dominantes que se a situação não for resolvida rapidamente, se a opressão e as exclusões não acabarem e as desigualdades não forem reduzidas, chegaremos a uma guerra sangrenta e violenta, inevitavelmente.
Email:: leonildoc@gmail.com
URL:: http://leonildoc.orgfree.com/
Ocupação da reitoria da USP - Como construir moradia estudantil sem ter dinheiro

Se a USP não sabe como construir moradia estudantil ou alegar que não tem recursos, eu tenho uma idéia que resolve esse problema e que pode ser utilizado por qualquer Universidade Pública.

Precisamos obrigar a USP a construir mais moradias estudantis e parar com essa frescura de dar bolsa auxílio moradia. Bolsas que não cobrem os gastos dos alunos e são precárias, ou seja, eles cortam as bolsas de uma hora para outra e deixam o aluno completamente desguarnecido, sem nenhuma possibilidade de reagir.

Se a USP não sabe como construir moradia estudantil ou alegar que não tem recursos, eu tenho uma idéia que resolve esse problema e que pode ser utilizado por qualquer Universidade Pública. A idéia é a seguinte: a Universidade Pública faz um acordo com empresas privadas para que construam os prédios de moradia. As empresas constroem os prédios e a USP se obriga a alugar todos os aptos, por um prazo estabelecido, para moradia estudantil. Depois desse prazo os prédios passam,d efinitivamente, para a propriedade da USP.

Igual fizeram com o metrô, ou seja, o consórcio constrói o metrô e explora ele por 30 anos, depois disso ele passa definitivamente para o Estado. Com isso, a USP construiu as moradias estudantis e não gastou nenhum tostão, pois, atualmente, essa Universidade dá uma bolsa auxílio moradia de R$ 200,00 para o aluno ir morar fora do campus. Assim, se aplicar essa idéia no CRUSP atual, cada apto seria alugado por R$ 600,00. Qualquer empresa gostaria de alugar seus 800 apto durante 10, 20 ou 30 anos para a USP por R$ 600,00. Um negócio que é bom para todo mundo, pois resolve o problema das moradias e se constrói sem ter dinheiro.
Email:: leonildoc@gmail.com
URL:: http://leonildoc.orgfree.com/
Ocupação da reitoria da USP - Como construir moradia estudantil sem ter dinheiro

Se a USP não sabe como construir moradia estudantil ou alegar que não tem recursos, eu tenho uma idéia que resolve esse problema e que pode ser utilizado por qualquer Universidade Pública.

Precisamos obrigar a USP a construir mais moradias estudantis e parar com essa frescura de dar bolsa auxílio moradia. Bolsas que não cobrem os gastos dos alunos e são precárias, ou seja, eles cortam as bolsas de uma hora para outra e deixam o aluno completamente desguarnecido, sem nenhuma possibilidade de reagir.

Se a USP não sabe como construir moradia estudantil ou alegar que não tem recursos, eu tenho uma idéia que resolve esse problema e que pode ser utilizado por qualquer Universidade Pública. A idéia é a seguinte: a Universidade Pública faz um acordo com empresas privadas para que construam os prédios de moradia. As empresas constroem os prédios e a USP se obriga a alugar todos os aptos, por um prazo estabelecido, para moradia estudantil. Depois desse prazo os prédios passam,d efinitivamente, para a propriedade da USP.

Igual fizeram com o metrô, ou seja, o consórcio constrói o metrô e explora ele por 30 anos, depois disso ele passa definitivamente para o Estado. Com isso, a USP construiu as moradias estudantis e não gastou nenhum tostão, pois, atualmente, essa Universidade dá uma bolsa auxílio moradia de R$ 200,00 para o aluno ir morar fora do campus. Assim, se aplicar essa idéia no CRUSP atual, cada apto seria alugado por R$ 600,00. Qualquer empresa gostaria de alugar seus 800 apto durante 10, 20 ou 30 anos para a USP por R$ 600,00. Um negócio que é bom para todo mundo, pois resolve o problema das moradias e se constrói sem ter dinheiro.
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Ocupação da USP - Assistência estudantil é um direito do aluno

As exigências dos alunos, depois da ocupação, precisa ser melhorada e ampliada. Isso porque os temas que estão sendo publicados era para uma reunião com a reitora lá na FFLCH. Mas a reitora não compareceu na reunião. Ignorou a nossa presença e as nossas exigências. Logo, tivemos que ocupar a reitoria para sermos ouvidos. E já que ocupamos, vamos pedir mais coisa. Contudo, chamo a atenção para a precisão das exigências, pois se pedimos coisas vagas, nos darão promessas vagas. Temos que ser sensatos, coerentes e justo.

Por isso uma das exigências que temos que fazer é a declaração, no Estatuto da USP, de que a assistência estudantil é um direito do aluno que necessita e que, apesar das desigualdades e exclusão, conseguiu entrar em uma Universidade Pública. Inclusive, nesta semana, em uma reunião com a Coordenadora da Coseas, eu ouvi exatamente isto: "As bolsas assistenciais da USP são liberalidades da Universidade. A USP pode acabar com essas bolsas quando ela quiser, etc".

Essa mentalidade acompanhada da falta de normas que transformem a assistência estudantil em um direito do aluno pobre, deixa-nos a mercê da precariedade, da instabilidade e das arbitrariedades de órgãos como a COSEAS-USP, que cuida das bolsa. Não apenas aqui na USP, acho que a assistência estudantil deveria constar de uma lei federal e ser obrigatória em todas as universidades públicas, ou seja, tem que ser um direito reconhecido por lei.

Tem que ser um direito do aluno porque os recursos envolvidos são públicos. Não se faz liberalidade com recursos públicos. São recursos que devem ter uma destinação específica: assistência estudantil. Por isso, o seu uso deve constar de lei.

Enfim, temos que batalhar para que a assistência estudantil seja reconhecida como direito dos alunos que necessitam. Além disso, que seja um direito garantido por lei. Somente assim conseguiremos nos livrar das arbitrariedades dos órgãos que controlam a concessão de bolsas.

Outro ponto que temos que inserir nessa pauta é a origem dos recursos para a assistência estudantil. Temos que ter uma fonte fixa de recursos. Não é possível ter bolsas se não há recursos. Além disso, temos que impedir o desvio de recursos destinados à assistência estudantil para outros fins.
Email:: leonildoc@gmail.com
URL:: http://leonildoc.orgfree.com/
Ocupação da USP - Assistência estudantil é um direito do aluno

As exigências dos alunos, depois da ocupação, precisa ser melhorada e ampliada. Isso porque os temas que estão sendo publicados era para uma reunião com a reitora lá na FFLCH. Mas a reitora não compareceu na reunião. Ignorou a nossa presença e as nossas exigências. Logo, tivemos que ocupar a reitoria para sermos ouvidos. E já que ocupamos, vamos pedir mais coisa. Contudo, chamo a atenção para a precisão das exigências, pois se pedimos coisas vagas, nos darão promessas vagas. Temos que ser sensatos, coerentes e justo.

Por isso uma das exigências que temos que fazer é a declaração, no Estatuto da USP, de que a assistência estudantil é um direito do aluno que necessita e que, apesar das desigualdades e exclusão, conseguiu entrar em uma Universidade Pública. Inclusive, nesta semana, em uma reunião com a Coordenadora da Coseas, eu ouvi exatamente isto: "As bolsas assistenciais da USP são liberalidades da Universidade. A USP pode acabar com essas bolsas quando ela quiser, etc".

Essa mentalidade acompanhada da falta de normas que transformem a assistência estudantil em um direito do aluno pobre, deixa-nos a mercê da precariedade, da instabilidade e das arbitrariedades de órgãos como a COSEAS-USP, que cuida das bolsa. Não apenas aqui na USP, acho que a assistência estudantil deveria constar de uma lei federal e ser obrigatória em todas as universidades públicas, ou seja, tem que ser um direito reconhecido por lei.

Tem que ser um direito do aluno porque os recursos envolvidos são públicos. Não se faz liberalidade com recursos públicos. São recursos que devem ter uma destinação específica: assistência estudantil. Por isso, o seu uso deve constar de lei.

Enfim, temos que batalhar para que a assistência estudantil seja reconhecida como direito dos alunos que necessitam. Além disso, que seja um direito garantido por lei. Somente assim conseguiremos nos livrar das arbitrariedades dos órgãos que controlam a concessão de bolsas.

Outro ponto que temos que inserir nessa pauta é a origem dos recursos para a assistência estudantil. Temos que ter uma fonte fixa de recursos. Não é possível ter bolsas se não há recursos. Além disso, temos que impedir o desvio de recursos destinados à assistência estudantil para outros fins.
Email:: leonildoc@gmail.com
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Ocupação da reitoria da USP - Se nós não podemos dominar, então vamos destruir

Se nós não podemos dominar, então vamos destruir. Essa é a mentalidade que está se instalando dentro da USP, principalmente depois das campanhas de abertura dessa Universidade Pública para os alunos pobres, negros e de escola pública. Isso porque o poder dos grupos dominantes, no controle dessa Universidade, passou a ser diretamente ameaçado.

Se nós não podemos dominar, então vamos destruir. Essa é a mentalidade que está se instalando dentro da USP, principalmente depois das campanhas de abertura dessa Universidade Pública para os alunos pobres, negros e de escola pública. Isso porque o poder dos grupos dominantes, no controle dessa Universidade, passou a ser diretamente ameaçado. A USP não foi construída para ser uma universidade democrática, mas sim para ser um centro de formação da elite governante paulista. Lembrem-se que a USP foi criada em 1934, dois anos depois da Revolução Constitucionalista.

E ao longo de todo esse tempo, os grupos dominantes reinaram absolutos. Isso porque a porta de entrada da USP só era/é aberta para a nata da sociedade. Inclusive esse é um dos motivos desta universidade ter se adaptado, sem maiores transtornos, aos ditames do regime militar. Certamente, os professores que se opunham e criticavam bravamente a ditadura vigente foram perseguidos e eliminados da Universidade. Porém grande parte dos docentes e alunos, a maioria da classe dominante fascista, adaptaram-se sem maiores problemas às regras do regime. Inclusive, dizem as más línguas, que foi um Professor da USP que redigiu o AI-5.

Além disso, o fim do regime militar no Brasil não significou o fim do regime militar na USP, tampouco enfraqueceu os grupos dominantes que controlam essa Universidade. Por isso, ainda hoje quem manda na USP são os professores titulares. E somente os eleitos pela casta dominante podem ser professores titulares. Se vocês vissem as picaretagens e as tramóias que fazem dentro da USP para evitar que determinadas pessoas assumam a vaga de professor titular, ficariam horrorizados e perguntariam: Estamos realmente falando da USP ?

Porém, com a chegada do governo Lula e com a instalação das políticas de cotas nas universidades públicas, seguida de pressão da sociedade por igualdade de condições na competição do vestibular, os grupos dominantes que controlam a USP foram encurralados, mesmo assim tentaram se esquivar não aceitando a política de cotas. Como alternativa às cotas criaram um cursinho pré-vestibular para estudantes das escolas públicas e aumentaram alguns pontos na nota do vestibular obtida por esses alunos. Medidas inócuas e irrelevantes que não resolve o apartheid educacional existente na Universidade de São Paulo.

Como a pressão para abertura da USP tem sido cada vez mais intensa, a saída dos grupos dominantes tem sido instalar uma "política de terras arrasadas", ou seja, implementar a idéia do "se não podemos dominar, então vamos destruir". Política esta que consiste no sucateamento da Universidade e do Ensino Público da instituição, criação de uma série de Fundações para privatizar as instalação da Universidade e possibilitar o enfraquecimento dos órgãos colegiados centrais, tornar cada vez mais precária e instável a assistência estudantil.

O sucateamento da Universidade e do Ensino podem ser vistos nas condições físicas das salas de aula, na falta de professores e funcionários e na falta de equipamentos para ensino (computadores, retroprojetores, etc). Problemas esses que poderiam ser facilmente resolvidos se houvesse empenho e interesse da reitoria em resolvê-los. Mas não há ? Por isso vão empurrando a encrenca com a barriga... A idéia é fazer a qualidade USP cair a zero e depois democratizar a universidade e instalar a política de cotas, assim poderão dizer que foi a democratização e as cotas que destruíram a USP, pois enquanto era uma universidade controlada e restrita aos grupos dominantes tudo funcionava bem e a qualidade era alta.

Se os grupos dominantes perdem o poder político no controle da USP, eles não perdem o poder econômico oriundo do uso das estruturas dessa Universidade. Por isso estão criando uma série de Fundações com o escopo de garantir a privatização das estruturas físicas da Universidade. Usam o espaço físico e equipamentos da USP, constroem prédios luxuosos, oferecem cursos de especialização caríssimos, enriquecem os professores membros da Fundação e a coletividade fica a ver navios.
Pior do que isso, as Fundações enfraquecem os órgãos colegiados da Universidade que, depois de democratizados, não terão muita força, uma vez que as decisões passaram a ser tomadas e uniformizadas a partir dos interesses das Fundações. Lembrem que toda unidade da USP está criando a sua Fundação e quem controla essas organizações são os mesmos professores que estão perdendo poder no âmbito da Universidade.

Mas o pior de tudo é a precarização da assistência estudantil. Essa precarização tem por finalidade impedir a permanência dos alunos pobres na Universidade Pública, pois os grupos dominantes que controlam essas Universidades sabem que sem assistência estudantil um aluno de escola pública não consegue se manter no curso, ou seja, com esse tipo de mecanismo os grupos dominantes conseguem minimizar o impacto das políticas de cotas, pois os estudantes pobres entram por uma porta e saem pela outra.

Uma idéia simples capaz de garantir a supremacia burguesa dentro da Universidade, mesmo daquelas que são cotistas. Mais do que isso, é um mecanismo perverso que joga toda culpa pelo fracasso no aluno, pois dirão: "A Universidade permitiu a entrada do aluno da escola pública, criou políticas de cotas, etc, mesmo assim ele não quis estudar e desistiu." Contudo, não dizem que o aluno desistiu porque eles, os grupos dominantes, acabaram com a assistência estudantil.
Se não há assistência estudantil completa, estável e suficiente de nada adianta as políticas de cotas. Não adianta o aluno ser inteligente, vencer a competição desigual do vestibular e entrar na Universidade Pública se não tem meios de sobrevivência enquanto estuda. Além disso, não adianta dar bolsas precárias ou instáveis que não garantam a formação do aluno, ou seja, dão bolsas por um mês, um ano, etc, em um curso que dura cinco anos. Se a bolsa acaba o aluno tem que parar de estudar e ir trabalhar para sobreviver. E se a bolsa acaba no meio do curso de graduação o prejuízo é dobrado, pois a coletividade investiu um bom recurso naquele aluno e quer vê-lo formado. Porém, para os grupos dominantes isso não interessa, pois querem o menor número possível de estudantes das escolas públicas na Universidades Estatais de primeira linha, principalmente na USP.

Por isso hoje a tendência, implementada pelos grupos dominantes, é reduzir ao mínimo possível a assistência estudantil, assim como criar bolsas precárias e instáveis que não dão nenhuma garantia de formação para o aluno.

E para piorar, essas bolsas precárias e instáveis tornam o aluno refém dos professores e das assistentes sociais, assim como suscetível aos interesses e à vontade dos grupos dominantes que dizem: "Se não faz o que quero, não vai receber bolsa". Um exemplo disso, são as bolsa auxílio dada para moradia. O aluno recebe o auxílio, monta uma república e, de repente, a bolsa é cortada. Logo, sem dinheiro o aluno é despejado. Pára de estudar e vai trabalhar.

Além disso, essas bolsas precárias e instáveis prejudicam, e muito, as atividades acadêmicas dos alunos. Quem estuda sob a ameaça de que não vai receber mais recursos para continuar estudando ? Quem consegue estudar sob ameaça e chantagem de opressores ?
Enfim, a invasão da reitoria da USP é um movimento sensato, coerente e justo, pois está lutando contra tudo isso. Por isso eu o apóio.

Leonildo Correa da Silva
Aluno de Graduação - Faculdade de Direito - USP
http://leonildoc.orgfree.com/
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Documentários disponíveis no meu site:
1) Muito além do cidadão Kane;
2) Notícias de uma Guerra Particular.
Ocupação da reitoria da USP - Se nós não podemos dominar, então vamos destruir

Se nós não podemos dominar, então vamos destruir. Essa é a mentalidade que está se instalando dentro da USP, principalmente depois das campanhas de abertura dessa Universidade Pública para os alunos pobres, negros e de escola pública. Isso porque o poder dos grupos dominantes, no controle dessa Universidade, passou a ser diretamente ameaçado.

Se nós não podemos dominar, então vamos destruir. Essa é a mentalidade que está se instalando dentro da USP, principalmente depois das campanhas de abertura dessa Universidade Pública para os alunos pobres, negros e de escola pública. Isso porque o poder dos grupos dominantes, no controle dessa Universidade, passou a ser diretamente ameaçado. A USP não foi construída para ser uma universidade democrática, mas sim para ser um centro de formação da elite governante paulista. Lembrem-se que a USP foi criada em 1934, dois anos depois da Revolução Constitucionalista.

E ao longo de todo esse tempo, os grupos dominantes reinaram absolutos. Isso porque a porta de entrada da USP só era/é aberta para a nata da sociedade. Inclusive esse é um dos motivos desta universidade ter se adaptado, sem maiores transtornos, aos ditames do regime militar. Certamente, os professores que se opunham e criticavam bravamente a ditadura vigente foram perseguidos e eliminados da Universidade. Porém grande parte dos docentes e alunos, a maioria da classe dominante fascista, adaptaram-se sem maiores problemas às regras do regime. Inclusive, dizem as más línguas, que foi um Professor da USP que redigiu o AI-5.

Além disso, o fim do regime militar no Brasil não significou o fim do regime militar na USP, tampouco enfraqueceu os grupos dominantes que controlam essa Universidade. Por isso, ainda hoje quem manda na USP são os professores titulares. E somente os eleitos pela casta dominante podem ser professores titulares. Se vocês vissem as picaretagens e as tramóias que fazem dentro da USP para evitar que determinadas pessoas assumam a vaga de professor titular, ficariam horrorizados e perguntariam: Estamos realmente falando da USP ?

Porém, com a chegada do governo Lula e com a instalação das políticas de cotas nas universidades públicas, seguida de pressão da sociedade por igualdade de condições na competição do vestibular, os grupos dominantes que controlam a USP foram encurralados, mesmo assim tentaram se esquivar não aceitando a política de cotas. Como alternativa às cotas criaram um cursinho pré-vestibular para estudantes das escolas públicas e aumentaram alguns pontos na nota do vestibular obtida por esses alunos. Medidas inócuas e irrelevantes que não resolve o apartheid educacional existente na Universidade de São Paulo.

Como a pressão para abertura da USP tem sido cada vez mais intensa, a saída dos grupos dominantes tem sido instalar uma "política de terras arrasadas", ou seja, implementar a idéia do "se não podemos dominar, então vamos destruir". Política esta que consiste no sucateamento da Universidade e do Ensino Público da instituição, criação de uma série de Fundações para privatizar as instalação da Universidade e possibilitar o enfraquecimento dos órgãos colegiados centrais, tornar cada vez mais precária e instável a assistência estudantil.

O sucateamento da Universidade e do Ensino podem ser vistos nas condições físicas das salas de aula, na falta de professores e funcionários e na falta de equipamentos para ensino (computadores, retroprojetores, etc). Problemas esses que poderiam ser facilmente resolvidos se houvesse empenho e interesse da reitoria em resolvê-los. Mas não há ? Por isso vão empurrando a encrenca com a barriga... A idéia é fazer a qualidade USP cair a zero e depois democratizar a universidade e instalar a política de cotas, assim poderão dizer que foi a democratização e as cotas que destruíram a USP, pois enquanto era uma universidade controlada e restrita aos grupos dominantes tudo funcionava bem e a qualidade era alta.

Se os grupos dominantes perdem o poder político no controle da USP, eles não perdem o poder econômico oriundo do uso das estruturas dessa Universidade. Por isso estão criando uma série de Fundações com o escopo de garantir a privatização das estruturas físicas da Universidade. Usam o espaço físico e equipamentos da USP, constroem prédios luxuosos, oferecem cursos de especialização caríssimos, enriquecem os professores membros da Fundação e a coletividade fica a ver navios.
Pior do que isso, as Fundações enfraquecem os órgãos colegiados da Universidade que, depois de democratizados, não terão muita força, uma vez que as decisões passaram a ser tomadas e uniformizadas a partir dos interesses das Fundações. Lembrem que toda unidade da USP está criando a sua Fundação e quem controla essas organizações são os mesmos professores que estão perdendo poder no âmbito da Universidade.

Mas o pior de tudo é a precarização da assistência estudantil. Essa precarização tem por finalidade impedir a permanência dos alunos pobres na Universidade Pública, pois os grupos dominantes que controlam essas Universidades sabem que sem assistência estudantil um aluno de escola pública não consegue se manter no curso, ou seja, com esse tipo de mecanismo os grupos dominantes conseguem minimizar o impacto das políticas de cotas, pois os estudantes pobres entram por uma porta e saem pela outra.

Uma idéia simples capaz de garantir a supremacia burguesa dentro da Universidade, mesmo daquelas que são cotistas. Mais do que isso, é um mecanismo perverso que joga toda culpa pelo fracasso no aluno, pois dirão: "A Universidade permitiu a entrada do aluno da escola pública, criou políticas de cotas, etc, mesmo assim ele não quis estudar e desistiu." Contudo, não dizem que o aluno desistiu porque eles, os grupos dominantes, acabaram com a assistência estudantil.
Se não há assistência estudantil completa, estável e suficiente de nada adianta as políticas de cotas. Não adianta o aluno ser inteligente, vencer a competição desigual do vestibular e entrar na Universidade Pública se não tem meios de sobrevivência enquanto estuda. Além disso, não adianta dar bolsas precárias ou instáveis que não garantam a formação do aluno, ou seja, dão bolsas por um mês, um ano, etc, em um curso que dura cinco anos. Se a bolsa acaba o aluno tem que parar de estudar e ir trabalhar para sobreviver. E se a bolsa acaba no meio do curso de graduação o prejuízo é dobrado, pois a coletividade investiu um bom recurso naquele aluno e quer vê-lo formado. Porém, para os grupos dominantes isso não interessa, pois querem o menor número possível de estudantes das escolas públicas na Universidades Estatais de primeira linha, principalmente na USP.

Por isso hoje a tendência, implementada pelos grupos dominantes, é reduzir ao mínimo possível a assistência estudantil, assim como criar bolsas precárias e instáveis que não dão nenhuma garantia de formação para o aluno.

E para piorar, essas bolsas precárias e instáveis tornam o aluno refém dos professores e das assistentes sociais, assim como suscetível aos interesses e à vontade dos grupos dominantes que dizem: "Se não faz o que quero, não vai receber bolsa". Um exemplo disso, são as bolsa auxílio dada para moradia. O aluno recebe o auxílio, monta uma república e, de repente, a bolsa é cortada. Logo, sem dinheiro o aluno é despejado. Pára de estudar e vai trabalhar.

Além disso, essas bolsas precárias e instáveis prejudicam, e muito, as atividades acadêmicas dos alunos. Quem estuda sob a ameaça de que não vai receber mais recursos para continuar estudando ? Quem consegue estudar sob ameaça e chantagem de opressores ?
Enfim, a invasão da reitoria da USP é um movimento sensato, coerente e justo, pois está lutando contra tudo isso. Por isso eu o apóio.

Leonildo Correa da Silva
Aluno de Graduação - Faculdade de Direito - USP
http://leonildoc.orgfree.com/
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Documentários disponíveis no meu site:
1) Muito além do cidadão Kane;
2) Notícias de uma Guerra Particular.
Alunos criam sua própria 'Virada Cultural' durante ocupação na USP
Eventos incluem shows de bandas, vídeos e peças de teatro.

Nova rodada de negociações está marcada para as 11h deste sábado.
Sérgio Lorena

Do G1, em São Paulo

Os alunos da Universidade de São Paulo (USP) que invadiram o prédio da reitoria, na tarde de quinta-feira (3), criaram sua própria "Virada Cultural" para este fim de semana. Desde à madrugada deste sábado (5), uma série de shows, eventos e vídeos estão programados para mobilizar os universitários e ajudar a manter os jovens unidos e focados na ocupação do complexo.

fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL31681-5605,00.html

Alunos criam sua própria 'Virada Cultural' durante ocupação na USP
Eventos incluem shows de bandas, vídeos e peças de teatro.

Nova rodada de negociações está marcada para as 11h deste sábado.
Sérgio Lorena

Do G1, em São Paulo

Os alunos da Universidade de São Paulo (USP) que invadiram o prédio da reitoria, na tarde de quinta-feira (3), criaram sua própria "Virada Cultural" para este fim de semana. Desde à madrugada deste sábado (5), uma série de shows, eventos e vídeos estão programados para mobilizar os universitários e ajudar a manter os jovens unidos e focados na ocupação do complexo.

fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL31681-5605,00.html


Nunca é demais insistir que a ocupação da Reitoria da USP foi feita por estudantes em defesa da educação pública. A ação foi colocada em prática como último recurso para que as reivindicações fossem ouvidas pela reitoria.

Não houve, até esse momento, nenhuma ação violenta gratuita e todo zelo vem sendo empregado para garantir que o prédio com o mínimo de danos possível. Aquilo que vem sendo erroneamente apontado pela imprensa como centro dos acontecimentos, a porta arrombada da entrada da Reitoria, foi na verdade dano circunstancial e absolutamente necessário para o ato decidido pelo coletivo.

Uma nova reunião foi agendada para a manhã de hoje (5), com Franco Maria Lajolo, vice-reitor em exercício. A discussão deve ocorrer por volta das 11h.

Os estudantes decidiram manter a ocupação da Reitoria, e votação feita na última Assembléia estudantil, realizada na noite de ontem (4) e da qual participaram 500 alunos.

Também foram mantidas as nossas reivindicações, mas foi decidido dar mais prioridade a duas das cinco exigências originais:

1ª - EXIGIR O POSICIONAMENTO DA REITORIA DIANTE DOS DECRETOS.

2ª - CONSTRUIR TRÊS NOVOS BLOCOS DE MORADIA ESTUDANTIL, QUE ABRAM 594 VAGAS PARA OS ESTUDANTES; REFORMAR OS BLOCOS JÁ EXISTENTES; E GARANTIR MORADIA DIGNA PARA OS ALUNOS ALOJADOS NO CEPEUSP.

Assembléia da USP
Na próxima terça-feira, será realizada uma Assembléia Geral dos estudantes da USP, em frente à Reitoria.

Assim, o movimento estudantil deve se fortalecer. As pautas de reivindicação da ocupação e o ato conjunto do funcionalismo público do Estado (que ocorre dia 10) serão as pautas da Assembléia.

Recusa
Mais uma vez, Franco Lajolo não aceitou uma audiência pública com os alunos uspianos. Embora os estudantes tivessem concedido - em votação durante a plenária de ontem à noite - direito à palavra ao vice-reitor, ele se recusou a se pronunciar e deixou o local.

Os estudantes querem manter um canal de diálogo com Lajolo e se mostram cada vez mais determinados a manter a ocupação, caso a Reitoria mantenha uma postura intransigente.

Impasse
Anteontem (3), o vice-reitor recebeu uma comissão de negociação dos estudantes, que lhe apresentou a pauta de reivindicações. Ele comprometeu-se a participar de uma audiência pública entre os dias 14 e 18 de maio, mas não deu qualquer garantia em relação aos outros pontos da pauta.

Lajolo ainda havia proposto a criação de uma comissão paritária, que abrangesse os corpos docente e discente (cinco pessoas por grupo). Em Assembléia no dia seguinte, os alunos aprovaram com emendas esta proposta: ampliaram de cinco para oito integrantes por grupo. Lajolo mostrou-se contrario à participação de funcionários nesta comissão, mas aceitou a proposta para elevar o número de integrantes por grupo (de cinco para oito).

Ocupação
Desde a última quinta-feira (3), 400 estudantes da USP ocuparam o gabinete da Reitoria da universidade. O saguão do prédio foi tomado durante o final da tarde.

Os ocupantes reivindicam a revogação dos decretos 51.460, 51.461, 51.471, 51.636 e 51.660, do governador de São Paulo José Serra, que interferem na autonomia das universidades públicas.

Suely Vilela, reitora da USP, havia sido convidada pelos estudantes para discutir os decretos e a autonomia em audiência pública, abertamente. Vilela alegou que teria de fazer ma viagem e avisou que não compareceria ao encontro. A Reitoria designou um outro representante para participar deste encontro, marcado para as 16h da última quinta-feira, mas ele não compareceu.

Os alunos resolveram caminhar à Reitoria para apresentar ao vice-reitor Lajolo sua pauta de reivindicações. A segurança do prédio tentou impedir a entrada dos estudantes, que decidiram ocupar o prédio para se fazer ouvir após meses de tentativa.

Comissão de Imprensa da Ocupação da Reitoria
E-mail: ocupacao.usp@gmail.com
Telefone: 3091-3602

Nunca é demais insistir que a ocupação da Reitoria da USP foi feita por estudantes em defesa da educação pública. A ação foi colocada em prática como último recurso para que as reivindicações fossem ouvidas pela reitoria.

Não houve, até esse momento, nenhuma ação violenta gratuita e todo zelo vem sendo empregado para garantir que o prédio com o mínimo de danos possível. Aquilo que vem sendo erroneamente apontado pela imprensa como centro dos acontecimentos, a porta arrombada da entrada da Reitoria, foi na verdade dano circunstancial e absolutamente necessário para o ato decidido pelo coletivo.

Uma nova reunião foi agendada para a manhã de hoje (5), com Franco Maria Lajolo, vice-reitor em exercício. A discussão deve ocorrer por volta das 11h.

Os estudantes decidiram manter a ocupação da Reitoria, e votação feita na última Assembléia estudantil, realizada na noite de ontem (4) e da qual participaram 500 alunos.

Também foram mantidas as nossas reivindicações, mas foi decidido dar mais prioridade a duas das cinco exigências originais:

1ª - EXIGIR O POSICIONAMENTO DA REITORIA DIANTE DOS DECRETOS.

2ª - CONSTRUIR TRÊS NOVOS BLOCOS DE MORADIA ESTUDANTIL, QUE ABRAM 594 VAGAS PARA OS ESTUDANTES; REFORMAR OS BLOCOS JÁ EXISTENTES; E GARANTIR MORADIA DIGNA PARA OS ALUNOS ALOJADOS NO CEPEUSP.

Assembléia da USP
Na próxima terça-feira, será realizada uma Assembléia Geral dos estudantes da USP, em frente à Reitoria.

Assim, o movimento estudantil deve se fortalecer. As pautas de reivindicação da ocupação e o ato conjunto do funcionalismo público do Estado (que ocorre dia 10) serão as pautas da Assembléia.

Recusa
Mais uma vez, Franco Lajolo não aceitou uma audiência pública com os alunos uspianos. Embora os estudantes tivessem concedido - em votação durante a plenária de ontem à noite - direito à palavra ao vice-reitor, ele se recusou a se pronunciar e deixou o local.

Os estudantes querem manter um canal de diálogo com Lajolo e se mostram cada vez mais determinados a manter a ocupação, caso a Reitoria mantenha uma postura intransigente.

Impasse
Anteontem (3), o vice-reitor recebeu uma comissão de negociação dos estudantes, que lhe apresentou a pauta de reivindicações. Ele comprometeu-se a participar de uma audiência pública entre os dias 14 e 18 de maio, mas não deu qualquer garantia em relação aos outros pontos da pauta.

Lajolo ainda havia proposto a criação de uma comissão paritária, que abrangesse os corpos docente e discente (cinco pessoas por grupo). Em Assembléia no dia seguinte, os alunos aprovaram com emendas esta proposta: ampliaram de cinco para oito integrantes por grupo. Lajolo mostrou-se contrario à participação de funcionários nesta comissão, mas aceitou a proposta para elevar o número de integrantes por grupo (de cinco para oito).

Ocupação
Desde a última quinta-feira (3), 400 estudantes da USP ocuparam o gabinete da Reitoria da universidade. O saguão do prédio foi tomado durante o final da tarde.

Os ocupantes reivindicam a revogação dos decretos 51.460, 51.461, 51.471, 51.636 e 51.660, do governador de São Paulo José Serra, que interferem na autonomia das universidades públicas.

Suely Vilela, reitora da USP, havia sido convidada pelos estudantes para discutir os decretos e a autonomia em audiência pública, abertamente. Vilela alegou que teria de fazer ma viagem e avisou que não compareceria ao encontro. A Reitoria designou um outro representante para participar deste encontro, marcado para as 16h da última quinta-feira, mas ele não compareceu.

Os alunos resolveram caminhar à Reitoria para apresentar ao vice-reitor Lajolo sua pauta de reivindicações. A segurança do prédio tentou impedir a entrada dos estudantes, que decidiram ocupar o prédio para se fazer ouvir após meses de tentativa.

Comissão de Imprensa da Ocupação da Reitoria
E-mail: ocupacao.usp@gmail.com
Telefone: 3091-3602