quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A máquina do Big Bang
O que os cientistas não contaram sobre a máquina do Big Bang ? Será que estão escondendo algo ? Do ponto de vista científico, o Big Bang não pode ser reproduzido. Não há as condições iniciais, além disso estamos dentro do fenômeno.

Contudo, olhando pela perspectiva religiosa, (vou falar em termos de ficção, linguagem simbólica) considerando a descrição daqueles que falam de uma possível reação em cadeia, de repente, começo a pensar que essa experiência pode atingir, para quem acredita, a membrana, a barreira, que separa mundos paralelos.

A nossa dimensão faz fronteira com o mundo dos espíritos, com o mundo da Energia, um mundo de quatro dimensão. Estamos inseridos no mundo dos espíritos, porém, nossas limitações (a nossa salvação) nos impedem de ver além da barreira. Quem conseguiria viver vendo/conversando/interagindo com personagens do mundo dos espíritos por 24 horas seguidas ? A esquizofrenia é um mal que abre os olhos do indivíduo para esse mundo paralelo...

Somos como um vírus que entra no corpo humano. Para o vírus, dado o seu tamanho microscópico, o corpo humano não é visto no todo. Para o vírus o mundo, e o universo, são as coisas que tem o tamanho dele. E um dia para nós é uma eternidade, significa várias gerações no mundo viral...

Em outras palavras, a grande quantidade de energia envolvida na experiência do Big Bang pode romper ou abrir um grande buraco na barreira que nos separa o mundo de quatro dimensão, sugando-nos para dentro dele ou, então, abrindo uma passagem direta, um caminho, para aqueles que estão do lado de lá passarem para o lado de cá... Resumindo, a experiência abriria um portal.

Isso é racional e lógico. Além disso, explicaria um dos pontos mais intrincados do Apocalipse... Um ponto que sempre chamou a minha atenção. As profecias falam de guerras entre anjos e demônios. Falam de homens (reis e nações) participando dessas guerras... A minha pergunta sempre foi: essa guerra acontecerá nesta dimensão, na dimensão dos espíritos ou ocorrerá a junção de dimensões - a membrana que nos separa será rompida ?

Essa questão é extremamente pertinente, pois implica no seguinte: se a guerra acontecer do lado de lá, todos os homens estarão lá (reis, nações inteiras), portanto, o planeta explodiu e estamos todos no mundo dos espíritos, uns lutando do lado do bem, outro pelo lado do mal, exatamente como descreve o apocalipse... Se a guerra final (Armagedon) acontecer do lado de cá, isto significa que acontecerá uma invasão de espíritos nesta dimensão e, após a guerra, continuaremos aqui, só que sem a presença do lado sombrio (o perdedor) e sendo governados pelo Poderoso Deus de Abraão ou o seu Enviado, exatamente como descreve as Profecias.

A Terra Prometida, o Novo Céu e a Nova Terra, pode ser aqui ou pode ser do outro lado, ou pode ser em outro planeta... Precisamos buscar o sentido das Profecias... Precisamos que Deus nos dê sabedoria, conhecimento, entendimento e discernimento para interpretá-las de forma correta, afastando aquilo que é obra dos falsos profetas e que são apenas pedras no caminho do nosso entendimento, joio no meio do trigo.

De uma forma ou de outra, os desígnios de Deus se cumprem, inclusive, por meio daqueles que não acreditam e não servem ao Poderoso Deus de Abraão. Lembrem-se do "Assíria, a vara da minha ira (Isaías 10)". De repente, essa experiência pode ser o início de tudo, como temem alguns, o começo do Apocalipse, a abertura do portal...

Também temos que considerar que alguns fenômenos do Apocalipse possam ficar restritos ao mundo dos espíritos. Por exemplo, a guerra entre anjos e demônios. Contudo, isso nos afetará enormemente, pois os demônios vão guerrar e, com eles, aqueles que se venderam para o lado sombrio...

As profecias devem ser consideradas e estudadas minuciosamente, inclusive por quem não acredita nelas, pois elas movimentam os homens e afetam todas as consciências humanas. Além disso, eu lembro que nenhum partido, nenhuma causa, nada, congrega tanto Homens quanto as religiões. E congregando tantos homens, as profecias se cumprem...

Para quem acredita e tem religião, a maioria do planeta, as profecias se cumprem porque são a palavra de Deus. Além disso, é válido considerar que as profecias só são ruins para quem milita do lado do mal, vive da exploração, opressão e injustiças. Quem quer paz, direitos humanos, exercício pleno da consciência e livre-arbítrio. Para quem é justo e reto, as profecias são colírios para os olhos, pois elas falam do mundo que trabalhamos para construir, um mundo sem injustiças, sem opressão, sem exploração, o Novo Céu e a Nova Terra...

Talvez as Profecias estejam falando justamente disso, do resultado final alcançado pelo nosso trabalho ao longo de milhares de anos e de centenas de milhares de gerações...
A máquina do Big Bang
O que os cientistas não contaram sobre a máquina do Big Bang ? Será que estão escondendo algo ? Do ponto de vista científico, o Big Bang não pode ser reproduzido. Não há as condições iniciais, além disso estamos dentro do fenômeno.

Contudo, olhando pela perspectiva religiosa, (vou falar em termos de ficção, linguagem simbólica) considerando a descrição daqueles que falam de uma possível reação em cadeia, de repente, começo a pensar que essa experiência pode atingir, para quem acredita, a membrana, a barreira, que separa mundos paralelos.

A nossa dimensão faz fronteira com o mundo dos espíritos, com o mundo da Energia, um mundo de quatro dimensão. Estamos inseridos no mundo dos espíritos, porém, nossas limitações (a nossa salvação) nos impedem de ver além da barreira. Quem conseguiria viver vendo/conversando/interagindo com personagens do mundo dos espíritos por 24 horas seguidas ? A esquizofrenia é um mal que abre os olhos do indivíduo para esse mundo paralelo...

Somos como um vírus que entra no corpo humano. Para o vírus, dado o seu tamanho microscópico, o corpo humano não é visto no todo. Para o vírus o mundo, e o universo, são as coisas que tem o tamanho dele. E um dia para nós é uma eternidade, significa várias gerações no mundo viral...

Em outras palavras, a grande quantidade de energia envolvida na experiência do Big Bang pode romper ou abrir um grande buraco na barreira que nos separa o mundo de quatro dimensão, sugando-nos para dentro dele ou, então, abrindo uma passagem direta, um caminho, para aqueles que estão do lado de lá passarem para o lado de cá... Resumindo, a experiência abriria um portal.

Isso é racional e lógico. Além disso, explicaria um dos pontos mais intrincados do Apocalipse... Um ponto que sempre chamou a minha atenção. As profecias falam de guerras entre anjos e demônios. Falam de homens (reis e nações) participando dessas guerras... A minha pergunta sempre foi: essa guerra acontecerá nesta dimensão, na dimensão dos espíritos ou ocorrerá a junção de dimensões - a membrana que nos separa será rompida ?

Essa questão é extremamente pertinente, pois implica no seguinte: se a guerra acontecer do lado de lá, todos os homens estarão lá (reis, nações inteiras), portanto, o planeta explodiu e estamos todos no mundo dos espíritos, uns lutando do lado do bem, outro pelo lado do mal, exatamente como descreve o apocalipse... Se a guerra final (Armagedon) acontecer do lado de cá, isto significa que acontecerá uma invasão de espíritos nesta dimensão e, após a guerra, continuaremos aqui, só que sem a presença do lado sombrio (o perdedor) e sendo governados pelo Poderoso Deus de Abraão ou o seu Enviado, exatamente como descreve as Profecias.

A Terra Prometida, o Novo Céu e a Nova Terra, pode ser aqui ou pode ser do outro lado, ou pode ser em outro planeta... Precisamos buscar o sentido das Profecias... Precisamos que Deus nos dê sabedoria, conhecimento, entendimento e discernimento para interpretá-las de forma correta, afastando aquilo que é obra dos falsos profetas e que são apenas pedras no caminho do nosso entendimento, joio no meio do trigo.

De uma forma ou de outra, os desígnios de Deus se cumprem, inclusive, por meio daqueles que não acreditam e não servem ao Poderoso Deus de Abraão. Lembrem-se do "Assíria, a vara da minha ira (Isaías 10)". De repente, essa experiência pode ser o início de tudo, como temem alguns, o começo do Apocalipse, a abertura do portal...

Também temos que considerar que alguns fenômenos do Apocalipse possam ficar restritos ao mundo dos espíritos. Por exemplo, a guerra entre anjos e demônios. Contudo, isso nos afetará enormemente, pois os demônios vão guerrar e, com eles, aqueles que se venderam para o lado sombrio...

As profecias devem ser consideradas e estudadas minuciosamente, inclusive por quem não acredita nelas, pois elas movimentam os homens e afetam todas as consciências humanas. Além disso, eu lembro que nenhum partido, nenhuma causa, nada, congrega tanto Homens quanto as religiões. E congregando tantos homens, as profecias se cumprem...

Para quem acredita e tem religião, a maioria do planeta, as profecias se cumprem porque são a palavra de Deus. Além disso, é válido considerar que as profecias só são ruins para quem milita do lado do mal, vive da exploração, opressão e injustiças. Quem quer paz, direitos humanos, exercício pleno da consciência e livre-arbítrio. Para quem é justo e reto, as profecias são colírios para os olhos, pois elas falam do mundo que trabalhamos para construir, um mundo sem injustiças, sem opressão, sem exploração, o Novo Céu e a Nova Terra...

Talvez as Profecias estejam falando justamente disso, do resultado final alcançado pelo nosso trabalho ao longo de milhares de anos e de centenas de milhares de gerações...
A Palavra do Senhor: Provérbios 1: 20-33
20 A sabedoria clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz.
21 Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:
22 Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento?
23 Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.
24 Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção,
25 Antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão,
26 Também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei, em vindo o vosso temor.
27 Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia.
28 Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão.
29 Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do SENHOR:
30 Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão.
31 Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos.
32 Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá.
33 Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal.
A Palavra do Senhor: Provérbios 1: 20-33
20 A sabedoria clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz.
21 Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:
22 Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento?
23 Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.
24 Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção,
25 Antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão,
26 Também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei, em vindo o vosso temor.
27 Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia.
28 Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão.
29 Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do SENHOR:
30 Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão.
31 Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos.
32 Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá.
33 Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um tempo fora
Estou pensando em ficar um tempo no sítio do meu avô. Acho que lá é o lugar adequado para eu finalizar o livro... Lá estarei longe dos monitoramentos e das bisbilhotices... Lugar ideal para escrever certas coisas... Bem longe das tentativas de influências, etc... Também é o lugar ideal para encadear o pensamento, refletindo com profundidade sobre cada coisa...

Enfim, um lugar para exercitar a capacidade de pensar e refletir, exercitar a consciência... Preciso dos livros da Hannah Arendt, etc...

Tempo ??? O tempo não é importante. Importante é a iluminação da consciência... Somente dessa forma faremos a humanidade avançar. Poucas pessoas, hoje, tem capacidade e sabedoria suficiente para fazer a humanidade avançar na direção certa. Inegavelmente, existe muita gente, com muito poder, que possuem capacidade ampla para nos fazer regredir ou avançar para o lado errado, atrasando em centenas de anos a evolução humana...

Enfim, preciso estar só, longe das banalidades humanas, ficando semanas, talvez meses, sem falar com ninguém...
Um tempo fora
Estou pensando em ficar um tempo no sítio do meu avô. Acho que lá é o lugar adequado para eu finalizar o livro... Lá estarei longe dos monitoramentos e das bisbilhotices... Lugar ideal para escrever certas coisas... Bem longe das tentativas de influências, etc... Também é o lugar ideal para encadear o pensamento, refletindo com profundidade sobre cada coisa...

Enfim, um lugar para exercitar a capacidade de pensar e refletir, exercitar a consciência... Preciso dos livros da Hannah Arendt, etc...

Tempo ??? O tempo não é importante. Importante é a iluminação da consciência... Somente dessa forma faremos a humanidade avançar. Poucas pessoas, hoje, tem capacidade e sabedoria suficiente para fazer a humanidade avançar na direção certa. Inegavelmente, existe muita gente, com muito poder, que possuem capacidade ampla para nos fazer regredir ou avançar para o lado errado, atrasando em centenas de anos a evolução humana...

Enfim, preciso estar só, longe das banalidades humanas, ficando semanas, talvez meses, sem falar com ninguém...
Por que o Brasil ???
Por duas razões: convívio harmonioso entre etnias e raças e convívio harmoniso entre as religiões. Nesses aspectos o Brasil é o país mais avançado do mundo. Inegavelmente, há uma certa dose de hipocrisia, porém, estamos na frente de todos os países do primeiro mundo... Enquanto a maior parte das nações caminham para um conflito generalizado entre raças, etnias e religiões, nós avançamos em paz... Cada um no seu quadrado, como dizem no gueto !!!

Algumas nações precisarão de centenas de anos para chegar no nível de harmonia e tolerância que há no Brasil !!! No nível de respeito ao livre-arbítrio que temos por aqui !!! Precisamos avançar ainda mais, porém, já temos um nível de excelência inquestionável !!!

O nosso problema é a desigualdade social e a violência oriunda dessa desigualdade, mas nada que não possa ser resolvido em pouco tempo. Nós não temos ferimentos profundos e nem somos racistas suficientes, ou fanáticos suficientes, para afundarmos em uma guerra sem fim...

Justamente por isso, somos tão abençoados !!!
Por que o Brasil ???
Por duas razões: convívio harmonioso entre etnias e raças e convívio harmoniso entre as religiões. Nesses aspectos o Brasil é o país mais avançado do mundo. Inegavelmente, há uma certa dose de hipocrisia, porém, estamos na frente de todos os países do primeiro mundo... Enquanto a maior parte das nações caminham para um conflito generalizado entre raças, etnias e religiões, nós avançamos em paz... Cada um no seu quadrado, como dizem no gueto !!!

Algumas nações precisarão de centenas de anos para chegar no nível de harmonia e tolerância que há no Brasil !!! No nível de respeito ao livre-arbítrio que temos por aqui !!! Precisamos avançar ainda mais, porém, já temos um nível de excelência inquestionável !!!

O nosso problema é a desigualdade social e a violência oriunda dessa desigualdade, mas nada que não possa ser resolvido em pouco tempo. Nós não temos ferimentos profundos e nem somos racistas suficientes, ou fanáticos suficientes, para afundarmos em uma guerra sem fim...

Justamente por isso, somos tão abençoados !!!
A chave e a fechadura
Eu disse qual é a chave, porém, ainda não disse onde está a fechadura e nem como deve ser utilizada a chave... Entendeu ??? Não farei isso tão cedo, pois a maioria das consciências ainda vive na era primitiva...
A chave e a fechadura
Eu disse qual é a chave, porém, ainda não disse onde está a fechadura e nem como deve ser utilizada a chave... Entendeu ??? Não farei isso tão cedo, pois a maioria das consciências ainda vive na era primitiva...
Contra o INSS
Quem está enfrentando a opressão e as ilegalidades perpetradas pelo INSS contra pessoas hipossuficientes, deve conhecer e utilizar nas peças, os argumentos do artigo do Professor Marcus Orione, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Direitos Humanos e Direitos Sociais: interpretação evolutiva e segurança social. Revista do Departamento de Direito do Trabalho e da Seguridade Social. São Paulo. V.1, n.1, Jan/Jun 2006.

O Professor Orione, no artigo citado, ensina que a interpretação no sistema de segurança social é uma interpretação essencialmente de princípios e que os princípios revelam os conceitos constitucionais dentro de um patamar de unidade político-constitucional. Obtido o conceito, a partir dos princípios, tem-se que todo sistema infraconstitucional, e também a atuação da administração pública, deve-se submeter a esse conceito constitucional. Assim, a interpretação deve-se fazer à luz desta perspectiva e daquela segundo a qual os direitos sociais são direitos fundamentais: portanto, ao lado dos direitos fundamentais individuais, existem os direitos fundamentais sociais, e a estes deve ser aplicada toda a metodologia de interpretação e de dicção do direito que é aplicável aos direitos individuais, no sentido da maximização de resultados.

Ainda de acordo com o Professor Orione (p.134), a patrimonialização de tudo aquilo que é direito fundamental social, se for admitida, deve ser feita de forma a dignificar o homem. Portanto, até um certo patamar, onde eles estão ligados à própria pessoa, estes direitos são de personalidade, eles não são patrimoniais. Assim, enquanto o salário é indispensável à própria sobrevivência, ele é direito de personalidade e não direito patrimonial – o mesmo se dando com o benefício previdenciário ou o direito à saúde.

Enfim, esse artigo tem argumentos fundamentais para combater as violações e inconstitucionalidades, injustiças, perpetradas pelo INSS contra pessoas hipossuficientes, principalmente, pobres e trabalhadores rurais de baixa renda...

Usei alguns argumentos do Professor Orione no trabalho "A ilegalidade da alta programada".
Contra o INSS
Quem está enfrentando a opressão e as ilegalidades perpetradas pelo INSS contra pessoas hipossuficientes, deve conhecer e utilizar nas peças, os argumentos do artigo do Professor Marcus Orione, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Direitos Humanos e Direitos Sociais: interpretação evolutiva e segurança social. Revista do Departamento de Direito do Trabalho e da Seguridade Social. São Paulo. V.1, n.1, Jan/Jun 2006.

O Professor Orione, no artigo citado, ensina que a interpretação no sistema de segurança social é uma interpretação essencialmente de princípios e que os princípios revelam os conceitos constitucionais dentro de um patamar de unidade político-constitucional. Obtido o conceito, a partir dos princípios, tem-se que todo sistema infraconstitucional, e também a atuação da administração pública, deve-se submeter a esse conceito constitucional. Assim, a interpretação deve-se fazer à luz desta perspectiva e daquela segundo a qual os direitos sociais são direitos fundamentais: portanto, ao lado dos direitos fundamentais individuais, existem os direitos fundamentais sociais, e a estes deve ser aplicada toda a metodologia de interpretação e de dicção do direito que é aplicável aos direitos individuais, no sentido da maximização de resultados.

Ainda de acordo com o Professor Orione (p.134), a patrimonialização de tudo aquilo que é direito fundamental social, se for admitida, deve ser feita de forma a dignificar o homem. Portanto, até um certo patamar, onde eles estão ligados à própria pessoa, estes direitos são de personalidade, eles não são patrimoniais. Assim, enquanto o salário é indispensável à própria sobrevivência, ele é direito de personalidade e não direito patrimonial – o mesmo se dando com o benefício previdenciário ou o direito à saúde.

Enfim, esse artigo tem argumentos fundamentais para combater as violações e inconstitucionalidades, injustiças, perpetradas pelo INSS contra pessoas hipossuficientes, principalmente, pobres e trabalhadores rurais de baixa renda...

Usei alguns argumentos do Professor Orione no trabalho "A ilegalidade da alta programada".

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Infiltrados
Fiz uma prova na qual caiu um texto sobre agentes infiltrados. As dicas da provas são boas. Mesmo que eu sempre percebo quem são os infiltrados e informantes que são colocados do meu lado. Basta observar para saber quem é quem.

Inclusive, há infiltrados bem próximo de mim, dentro da minha casa... Não sei o que ganham com isso !!! De uma forma ou de outra, eu estou ligado no que fazem e conto tudo para evitar surpresas...
Infiltrados
Fiz uma prova na qual caiu um texto sobre agentes infiltrados. As dicas da provas são boas. Mesmo que eu sempre percebo quem são os infiltrados e informantes que são colocados do meu lado. Basta observar para saber quem é quem.

Inclusive, há infiltrados bem próximo de mim, dentro da minha casa... Não sei o que ganham com isso !!! De uma forma ou de outra, eu estou ligado no que fazem e conto tudo para evitar surpresas...
Fraude na urna
É preciso investigar e acompanhar bem de perto os programadores e a instalação dos programas nas urnas eletrônicas... Estão instalando os programas originais ou cópias alteradas ??? Isso porque pode existir várias versões de programas rodando, espalhadas matematicamente, pelos redutos eleitorais...

A cópia que está guardada no cofre do TSE é só uma cópia e não garante que a cópia que está instalada nas urnas seja a mesma. Eu posso pegar uma cópia do programa de voto eletrônico, fazer alterações nele, jogando os votos de alguns candidatos para brancos e nulo, por exemplo, de cada cinco voto de tal candidato, o programa joga dois para os brancos e nulos, e a fraude está pronta.

Distribuindo isso matematicamente pelo reduto eleitoral, a fraude se consuma e se concretiza. Preciso apenas alinhar as pesquisas de opinião. O que é bem mais fácil de fazer...

Assim, o indivíduo vota, vê a cara do candidato, aperta confirma, porém, ao apertar o confirma, o voto não é computado para o candidato, mas sim como nulo. Contudo, a tela mostra tudo como se ele tivesse votado no candidato escolhido. E a única forma de se descobrir a fraude é abrindo programa por programa, urna por urna, para saber quais são os programas que foram alterados, ou seja, tem que compilar um por um...

Certamente, observando o grande número de brancos e nulos, também dá para desconfiar de que algo estranho está acontecendo... Inclusive, em uma das urnas dos EUA, apertavam um nome e aparecia a foto de outro candidato, ou vice-versa, não lembro... Se eu fosse do FBI, uma espécie de Agente Fox Mulder, já estaria investigando os programas e os programadores...

Não deveriam brincar com a Democracia, pois uma coisa como esta pode, facilmente, levantar um império...

Ainda nessa semana vou detalhar bem tudo isso....
Fraude na urna
É preciso investigar e acompanhar bem de perto os programadores e a instalação dos programas nas urnas eletrônicas... Estão instalando os programas originais ou cópias alteradas ??? Isso porque pode existir várias versões de programas rodando, espalhadas matematicamente, pelos redutos eleitorais...

A cópia que está guardada no cofre do TSE é só uma cópia e não garante que a cópia que está instalada nas urnas seja a mesma. Eu posso pegar uma cópia do programa de voto eletrônico, fazer alterações nele, jogando os votos de alguns candidatos para brancos e nulo, por exemplo, de cada cinco voto de tal candidato, o programa joga dois para os brancos e nulos, e a fraude está pronta.

Distribuindo isso matematicamente pelo reduto eleitoral, a fraude se consuma e se concretiza. Preciso apenas alinhar as pesquisas de opinião. O que é bem mais fácil de fazer...

Assim, o indivíduo vota, vê a cara do candidato, aperta confirma, porém, ao apertar o confirma, o voto não é computado para o candidato, mas sim como nulo. Contudo, a tela mostra tudo como se ele tivesse votado no candidato escolhido. E a única forma de se descobrir a fraude é abrindo programa por programa, urna por urna, para saber quais são os programas que foram alterados, ou seja, tem que compilar um por um...

Certamente, observando o grande número de brancos e nulos, também dá para desconfiar de que algo estranho está acontecendo... Inclusive, em uma das urnas dos EUA, apertavam um nome e aparecia a foto de outro candidato, ou vice-versa, não lembro... Se eu fosse do FBI, uma espécie de Agente Fox Mulder, já estaria investigando os programas e os programadores...

Não deveriam brincar com a Democracia, pois uma coisa como esta pode, facilmente, levantar um império...

Ainda nessa semana vou detalhar bem tudo isso....
Corpo mole
Eu acho que, além da fraqueza da militância, o PT perdeu em São Paulo porque fez corpo mole. Acho que o grupo de São Paulo não vê com bons olhos a candidatura da Dilma, por isso, perdendo em São Paulo tentam passar a idéia de que o Presidente Lula não transfere votos, portanto, a candidatura da Dilma não é viável... Logo, tem-se que escolher um deles... Quem será ???

Se a coisa continuar indo por esse rumo, se continuarem servindo de pato para as trampa dos tucanos, em 2010 a maldição vai se abater, mais uma vez sobre o PT, ou seja, governam bem, melhoram a vida de todo mundo, mas não conseguem fazer sucessores...

Além disso, os ardis dos tucanos continuam correndo solto nos porões da república, cooptando companheiros, travando outros, articulando e disseminando crises, etc... Tudo para vencerem em 2010...

Por falar nisso, por onde andará o Armínio Fraga, o Pedro Malan, o Mendonça de Barros, será que estão especulando muito ?
Corpo mole
Eu acho que, além da fraqueza da militância, o PT perdeu em São Paulo porque fez corpo mole. Acho que o grupo de São Paulo não vê com bons olhos a candidatura da Dilma, por isso, perdendo em São Paulo tentam passar a idéia de que o Presidente Lula não transfere votos, portanto, a candidatura da Dilma não é viável... Logo, tem-se que escolher um deles... Quem será ???

Se a coisa continuar indo por esse rumo, se continuarem servindo de pato para as trampa dos tucanos, em 2010 a maldição vai se abater, mais uma vez sobre o PT, ou seja, governam bem, melhoram a vida de todo mundo, mas não conseguem fazer sucessores...

Além disso, os ardis dos tucanos continuam correndo solto nos porões da república, cooptando companheiros, travando outros, articulando e disseminando crises, etc... Tudo para vencerem em 2010...

Por falar nisso, por onde andará o Armínio Fraga, o Pedro Malan, o Mendonça de Barros, será que estão especulando muito ?

sábado, 25 de outubro de 2008

Fraude no sistema de voto eletrônico
Eu não sei se já fizeram isso ou se planejavam fazer em 2010. De uma forma ou de outra pensaram muito sobre isso. Como disse num post passado, não pretendia dizer para não tumultuar o processo andamento, porém, o meu silêncio pode acabar nos levando para dentro de um cenário de violência. O silêncio do vigia torna-o responsável pelo mal que se disseminou...

Mas antes de falar sobre o assunto vou contar uma historinha. Quando eu estudava Física na USP de São Paulo, conhecia um pessoal que fazia Ciência da Computação. Um dia na sala de informática disseram-me que haviam inventado um programa que enxergava sem usar câmeras, etc... A pessoa ficava próximo do computador e fazia perguntas. Por exemplo, qual a cor do meu sapato ? A cor do meu boné ? A cor da minha calça ? O que eu tenho nas mãos ? Etc... O programa acertava tudo...

Bastava o indivíduo, que estava na frente do computador, digitar a pergunta para que fosse emitida a resposta correta. Como eu sempre observo padrões, verifiquei que somente uma pessoa digitava as perguntas, ou então, um grupinho seleto de computeiros. Vi e anotei. Em seguida percebi que todas as perguntas começavam com a mesma frase: "Oh poderoso computador...". Com isso descobri a coisa...

Resumindo a ladainha, os computeiros, alunos da Ciência da Computação, haviam criado/copiado um programinha que modificava as coisas que eram digitadas. Enquanto a tela mostrava a frase "Oh poderoso computador...", o indivíduo, na verdade, estava digitando a resposta da pergunta que o outro tinha feito e que seria mostrada no final, quando ele apertasse a tecla confirma, digo, teclasse enter... Coisa bem engenhosa...

(continua)
Fraude no sistema de voto eletrônico
Eu não sei se já fizeram isso ou se planejavam fazer em 2010. De uma forma ou de outra pensaram muito sobre isso. Como disse num post passado, não pretendia dizer para não tumultuar o processo andamento, porém, o meu silêncio pode acabar nos levando para dentro de um cenário de violência. O silêncio do vigia torna-o responsável pelo mal que se disseminou...

Mas antes de falar sobre o assunto vou contar uma historinha. Quando eu estudava Física na USP de São Paulo, conhecia um pessoal que fazia Ciência da Computação. Um dia na sala de informática disseram-me que haviam inventado um programa que enxergava sem usar câmeras, etc... A pessoa ficava próximo do computador e fazia perguntas. Por exemplo, qual a cor do meu sapato ? A cor do meu boné ? A cor da minha calça ? O que eu tenho nas mãos ? Etc... O programa acertava tudo...

Bastava o indivíduo, que estava na frente do computador, digitar a pergunta para que fosse emitida a resposta correta. Como eu sempre observo padrões, verifiquei que somente uma pessoa digitava as perguntas, ou então, um grupinho seleto de computeiros. Vi e anotei. Em seguida percebi que todas as perguntas começavam com a mesma frase: "Oh poderoso computador...". Com isso descobri a coisa...

Resumindo a ladainha, os computeiros, alunos da Ciência da Computação, haviam criado/copiado um programinha que modificava as coisas que eram digitadas. Enquanto a tela mostrava a frase "Oh poderoso computador...", o indivíduo, na verdade, estava digitando a resposta da pergunta que o outro tinha feito e que seria mostrada no final, quando ele apertasse a tecla confirma, digo, teclasse enter... Coisa bem engenhosa...

(continua)
Uma conspiração
Pode ser uma conspiração... Tenho a impressão que os reflexos da crise no Brasil são oriundos de uma conspiração interna e não da conexão com o resto do mundo. Há um alinhamento de interesses envolvendo especuladores, políticos e a mídia. Estão conspirando para derrubar/atingir as políticas do governo, afetando o Brasil e os Brasileiros.

A corrida para 2010 já começou... Por isso, querem atacar o modelo atual, manchar e reuzir seu sucesso. Para atacá-lo estão utilizando a crise. A culpa é da crise americana, dizem eles, mas são eles que estão gerando a crise aqui dentro...

Observem bem quem está fazendo o quê e verão a conspiração. Pesquisa de confiança e de fé na economia no meio de uma crise é coisa de idiota...

Querem voltar ao poder a qualquer custo e qualquer preço, nem que para isso tenham que afundar, de novo, o Brasil e prejudicar todos os brasileiros...

Neoliberais... são os responsáveis pela crise lá fora. Já os neoliberais daqui de dentro estão espalhando gerando a nossa crise particular. É melhor derrubar eles antes que eles derrubem o Brasil !!!
Uma conspiração
Pode ser uma conspiração... Tenho a impressão que os reflexos da crise no Brasil são oriundos de uma conspiração interna e não da conexão com o resto do mundo. Há um alinhamento de interesses envolvendo especuladores, políticos e a mídia. Estão conspirando para derrubar/atingir as políticas do governo, afetando o Brasil e os Brasileiros.

A corrida para 2010 já começou... Por isso, querem atacar o modelo atual, manchar e reuzir seu sucesso. Para atacá-lo estão utilizando a crise. A culpa é da crise americana, dizem eles, mas são eles que estão gerando a crise aqui dentro...

Observem bem quem está fazendo o quê e verão a conspiração. Pesquisa de confiança e de fé na economia no meio de uma crise é coisa de idiota...

Querem voltar ao poder a qualquer custo e qualquer preço, nem que para isso tenham que afundar, de novo, o Brasil e prejudicar todos os brasileiros...

Neoliberais... são os responsáveis pela crise lá fora. Já os neoliberais daqui de dentro estão espalhando gerando a nossa crise particular. É melhor derrubar eles antes que eles derrubem o Brasil !!!
A Palavra do Senhor - Salmo 35
1 Contende, SENHOR, com os que contendem comigo; peleja contra os que contra mim pelejam.
2 Embraça o escudo e o broquel e ergue-te em meu auxílio.
3 Empunha a lança e reprime o passo aos meus perseguidores; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.
4 Sejam confundidos e cobertos de vexame os que buscam tirar-me a vida; retrocedam e sejam envergonhados os que tramam contra mim.
5 Sejam como a palha ao léu do vento, impelindo-os o anjo do SENHOR.
6 Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.
7 Pois sem causa me tramaram laços, sem causa abriram cova para a minha vida.
8 Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos pensar; e prendam-no os laços que tramou ocultamente; caia neles para a sua própria ruína.
9 E minha alma se regozijará no SENHOR e se deleitará na sua salvação.
10 Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem contigo se assemelha? Pois livras o aflito daquele que é demais forte para ele, o mísero e o necessitado, dos seus extorsionários.
11 Levantam-se iníquas testemunhas e me argúem de coisas que eu não sei.
12 Pagam-me o mal pelo bem, o que é desolação para a minha alma.
13 Quanto a mim, porém, estando eles enfermos, as minhas vestes eram pano de saco; eu afligia a minha alma com jejum e em oração me reclinava sobre o peito,
14 portava-me como se eles fossem meus amigos ou meus irmãos; andava curvado, de luto, como quem chora por sua mãe.
15 Quando, porém, tropecei, eles se alegraram e se reuniram; reuniram-se contra mim; os abjetos, que eu não conhecia, dilaceraram-me sem tréguas;
16 como vis bufões em festins, rangiam contra mim os dentes.
17 Até quando, Senhor, ficarás olhando? Livra-me a alma das violências deles; dos leões, a minha predileta.
18 Dar-te-ei graças na grande congregação, louvar-te-ei no meio da multidão poderosa.
19 Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.
20 Não é de paz que eles falam; pelo contrário, tramam enganos contra os pacíficos da terra.
21 Escancaram contra mim a boca e dizem: Pegamos! Pegamos! Vimo-lo com os nossos próprios olhos.
22 Tu, SENHOR, os viste; não te cales; Senhor, não te ausentes de mim.
23 Acorda e desperta para me fazeres justiça, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.
24 Julga-me, SENHOR, Deus meu, segundo a tua justiça; não permitas que se regozijem contra mim.
25 Não digam eles lá no seu íntimo: Agora, sim! Cumpriu-se o nosso desejo! Não digam: Demos cabo dele!
26 Envergonhem-se e juntamente sejam cobertos de vexame os que se alegram com o meu mal; cubram-se de pejo e ignomínia os que se engrandecem contra mim.
27 Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo!
28 E a minha língua celebrará a tua justiça e o teu louvor todo o dia.
A Palavra do Senhor - Salmo 35
1 Contende, SENHOR, com os que contendem comigo; peleja contra os que contra mim pelejam.
2 Embraça o escudo e o broquel e ergue-te em meu auxílio.
3 Empunha a lança e reprime o passo aos meus perseguidores; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.
4 Sejam confundidos e cobertos de vexame os que buscam tirar-me a vida; retrocedam e sejam envergonhados os que tramam contra mim.
5 Sejam como a palha ao léu do vento, impelindo-os o anjo do SENHOR.
6 Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.
7 Pois sem causa me tramaram laços, sem causa abriram cova para a minha vida.
8 Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos pensar; e prendam-no os laços que tramou ocultamente; caia neles para a sua própria ruína.
9 E minha alma se regozijará no SENHOR e se deleitará na sua salvação.
10 Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem contigo se assemelha? Pois livras o aflito daquele que é demais forte para ele, o mísero e o necessitado, dos seus extorsionários.
11 Levantam-se iníquas testemunhas e me argúem de coisas que eu não sei.
12 Pagam-me o mal pelo bem, o que é desolação para a minha alma.
13 Quanto a mim, porém, estando eles enfermos, as minhas vestes eram pano de saco; eu afligia a minha alma com jejum e em oração me reclinava sobre o peito,
14 portava-me como se eles fossem meus amigos ou meus irmãos; andava curvado, de luto, como quem chora por sua mãe.
15 Quando, porém, tropecei, eles se alegraram e se reuniram; reuniram-se contra mim; os abjetos, que eu não conhecia, dilaceraram-me sem tréguas;
16 como vis bufões em festins, rangiam contra mim os dentes.
17 Até quando, Senhor, ficarás olhando? Livra-me a alma das violências deles; dos leões, a minha predileta.
18 Dar-te-ei graças na grande congregação, louvar-te-ei no meio da multidão poderosa.
19 Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.
20 Não é de paz que eles falam; pelo contrário, tramam enganos contra os pacíficos da terra.
21 Escancaram contra mim a boca e dizem: Pegamos! Pegamos! Vimo-lo com os nossos próprios olhos.
22 Tu, SENHOR, os viste; não te cales; Senhor, não te ausentes de mim.
23 Acorda e desperta para me fazeres justiça, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.
24 Julga-me, SENHOR, Deus meu, segundo a tua justiça; não permitas que se regozijem contra mim.
25 Não digam eles lá no seu íntimo: Agora, sim! Cumpriu-se o nosso desejo! Não digam: Demos cabo dele!
26 Envergonhem-se e juntamente sejam cobertos de vexame os que se alegram com o meu mal; cubram-se de pejo e ignomínia os que se engrandecem contra mim.
27 Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo!
28 E a minha língua celebrará a tua justiça e o teu louvor todo o dia.
Semelhanças e Diferenças
Enquanto estivermos olhando para a humanidade e vendo diferenças não avançaremos. Continuaremos andando em círculo. Enquanto olharmos e dissermos: eu sou branco e ele negro, eu sou rico e ele pobre, eu sou cristão e ele muçulmano, eu sou melhor e ele pior, eu sou isso e ele aquilo, etc... Nossas ações continuarão sendo orientadas por preconceitos, por distinções, exclusões e opressão...

Em um ambiente desse tipo a Glória do Poderoso Deus de Abraão não brilhará. Porque Deus é Único. Um só Deus para todos e Deus não olha para a casca humana, para o pó que forma cada um, para as características materiais. Deus olha para a Consciência. Deus se comunica com a Consciência, não com o telefone celular que acessa internet via satélite, que uns tem e outros não...

Quando os Homens olharem para a humanidade e virem semelhanças, não diferenças, nesta hora avançaremos. E será um gigantesco passo. Um passo universal, rumo à Deus. Quando os homens olharem e disserem: somos iguais, somos filhos de Deus, somos seres humanos, somos o mesmo pó e à terra nossa casca humana retornará, mas temos a mesma essência, uma essência divina: nossa Consciência... Somos semelhantes, não diferentes !!!

Abraão é a chave que abrirá as portas da Nova Era... Uma Era na qual a Justiça do Poderoso Deus de Abraão estará entre os Homens...
Semelhanças e Diferenças
Enquanto estivermos olhando para a humanidade e vendo diferenças não avançaremos. Continuaremos andando em círculo. Enquanto olharmos e dissermos: eu sou branco e ele negro, eu sou rico e ele pobre, eu sou cristão e ele muçulmano, eu sou melhor e ele pior, eu sou isso e ele aquilo, etc... Nossas ações continuarão sendo orientadas por preconceitos, por distinções, exclusões e opressão...

Em um ambiente desse tipo a Glória do Poderoso Deus de Abraão não brilhará. Porque Deus é Único. Um só Deus para todos e Deus não olha para a casca humana, para o pó que forma cada um, para as características materiais. Deus olha para a Consciência. Deus se comunica com a Consciência, não com o telefone celular que acessa internet via satélite, que uns tem e outros não...

Quando os Homens olharem para a humanidade e virem semelhanças, não diferenças, nesta hora avançaremos. E será um gigantesco passo. Um passo universal, rumo à Deus. Quando os homens olharem e disserem: somos iguais, somos filhos de Deus, somos seres humanos, somos o mesmo pó e à terra nossa casca humana retornará, mas temos a mesma essência, uma essência divina: nossa Consciência... Somos semelhantes, não diferentes !!!

Abraão é a chave que abrirá as portas da Nova Era... Uma Era na qual a Justiça do Poderoso Deus de Abraão estará entre os Homens...
Palavras do Senhor ditas pelo Profeta Mohammad (Maomé)
ALCORÃO - "AL BÁCARA" - 2ª SURATA - Revelada em Madina, 286 versículos.

135 Disseram: Sede judeus ou cristãos, que estareis bem iluminados. Responde-lhes: Qual! Seguimos o credo de Abraão, o monoteísta, que jamais se contou entre os idólatras.

136 Dizei: Cremos em Deus, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos; no que foi concedido a Moisés e a Jesus e no que foi dado aos profetas por seu Senhor; não fazemos distinção alguma entre eles, e nos submetemos a Ele.

137 Se crerem no que vós credes, iluminar-se-ão; se se recusarem, estarão em cisma. Deus ser-vos-á suficiente contra eles, e Ele é o Oniouvinte, o Sapientíssimo.

138 Eis aqui a religião de Deus! Quem melhor que Deus para designar uma religião? Somente a Ele adoramos!

139 Pergunta-lhes: Discutireis conosco sobre Deus. Apesar de ser o nosso e o vosso Senhor? Somos responsáveis por nossas ações assim como vós por vossas, e somos sinceros para com Ele.

140 Podeis acaso, afirmar que Abraão, Ismael, Isaac, Jacó e as tribos eram judeus ou cristãos? Dize: Acaso, sois mais sábios do que Deus o é? Haverá alguém mais iníquo do que aquele que oculta um testemunho recebido de Deus? Sabei que Deus não está desatento a quanto fazeis.
Palavras do Senhor ditas pelo Profeta Mohammad (Maomé)
ALCORÃO - "AL BÁCARA" - 2ª SURATA - Revelada em Madina, 286 versículos.

135 Disseram: Sede judeus ou cristãos, que estareis bem iluminados. Responde-lhes: Qual! Seguimos o credo de Abraão, o monoteísta, que jamais se contou entre os idólatras.

136 Dizei: Cremos em Deus, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos; no que foi concedido a Moisés e a Jesus e no que foi dado aos profetas por seu Senhor; não fazemos distinção alguma entre eles, e nos submetemos a Ele.

137 Se crerem no que vós credes, iluminar-se-ão; se se recusarem, estarão em cisma. Deus ser-vos-á suficiente contra eles, e Ele é o Oniouvinte, o Sapientíssimo.

138 Eis aqui a religião de Deus! Quem melhor que Deus para designar uma religião? Somente a Ele adoramos!

139 Pergunta-lhes: Discutireis conosco sobre Deus. Apesar de ser o nosso e o vosso Senhor? Somos responsáveis por nossas ações assim como vós por vossas, e somos sinceros para com Ele.

140 Podeis acaso, afirmar que Abraão, Ismael, Isaac, Jacó e as tribos eram judeus ou cristãos? Dize: Acaso, sois mais sábios do que Deus o é? Haverá alguém mais iníquo do que aquele que oculta um testemunho recebido de Deus? Sabei que Deus não está desatento a quanto fazeis.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Os profetas
Os textos abaixo, extraído do livro "Uma história do Povo Judeu" (Hans Borger - Editora Sêfer - 1999) falam dos profetas mais importantes da Bíblia. Esses profetas fizeram previsões, algumas vezes foram ouvidos, outras completamente ignorados. E cada um desses fatos tiverem repercussões distintas na sociedade em que viviam, indo de grandes vitória sobre inimigos invencíveis, à completa destruição...

A mensagem dos profetas para aquele tempo continuam atuais. Em alguns aspectos, possivelmente, estamos bem piores do que naquela época. Inegavelmente, Deus não mudou a sua posição. Se naquela época ele mandava falar contra as injustiças sociais, contra a corrupção, contra a exploração e a opressão, a mensagem Dele é a mesma para hoje... Se naquela época Ele defendia o pobre e o fraco, hoje continua fazendo o mesmo. Deus não mudou e não mudará... Quem tem que mudar é o Homem...

Milênios se passaram e, ao invés de iluminarmos nossas consciências, caminhando em direção a Deus, transformamo-nos em seres egoístas, individualista e extremamente letais ao nosso próximo, principalmente aos mais fracos, aos pobres... As periferias das grandes cidades, assim como a África hoje, é uma vergonha mundial...

Querem que a Nova Era se inicie, que o Messias se manifeste, que a paz reine, enfim, que Deus habite entre os Homens, mas não querem mudar suas visões e suas consciências, seus comportamentos idólatras, opressivos, egoístas, individualistas... Querem paz, mas alimentam a violência e a guerra... Querem justiça, mas disseminam a exploração dos pobres e dos mais fracos, a indiferença ao próximo, etc... Querem que a Nova Jerusalém se levante, mas estão destruindo e envenenando todo o planeta, destruindo as obras do Criador... Será que a Nova Jerusalém se levantará em um pântano de podridão ???

Estamos próximos da Terra Prometida, mas não avançamos, os nossos atos nos prendem no deserto, estamos andando em círculos... E isso acontecerá até o dia em que olharmos para a humanidade e vermos semelhanças, não diferenças... Enquanto estivermos olhando e vendo diferenças, não avançaremos... Não somos dignos de entrar na Terra Prometida carregando intolerâncias, preconceitos, distinções, corrupções, consciências brutas... Carregando o mal da Era Antiga...

Os profetas continuam atuais, não só quanto ao mal social que condenavam, mas principalmente quanto às saídas que prescreviam... Precisamos olhar para o Poderoso Deus de Abraão, rever nossos passos, abandonar as velhas estruturas, iluminar e lapidar as nossas Consciências, respeitar e seguir as orientações do Criador...

E que o Poderoso Deus de Abraão nos dê sabedoria, conhecimento, entendimento e discernimento para vencer as barreiras que o mal lança em nosso caminho, para nos impedir de avançar e alcançar os nossos objetivos...
Os profetas
Os textos abaixo, extraído do livro "Uma história do Povo Judeu" (Hans Borger - Editora Sêfer - 1999) falam dos profetas mais importantes da Bíblia. Esses profetas fizeram previsões, algumas vezes foram ouvidos, outras completamente ignorados. E cada um desses fatos tiverem repercussões distintas na sociedade em que viviam, indo de grandes vitória sobre inimigos invencíveis, à completa destruição...

A mensagem dos profetas para aquele tempo continuam atuais. Em alguns aspectos, possivelmente, estamos bem piores do que naquela época. Inegavelmente, Deus não mudou a sua posição. Se naquela época ele mandava falar contra as injustiças sociais, contra a corrupção, contra a exploração e a opressão, a mensagem Dele é a mesma para hoje... Se naquela época Ele defendia o pobre e o fraco, hoje continua fazendo o mesmo. Deus não mudou e não mudará... Quem tem que mudar é o Homem...

Milênios se passaram e, ao invés de iluminarmos nossas consciências, caminhando em direção a Deus, transformamo-nos em seres egoístas, individualista e extremamente letais ao nosso próximo, principalmente aos mais fracos, aos pobres... As periferias das grandes cidades, assim como a África hoje, é uma vergonha mundial...

Querem que a Nova Era se inicie, que o Messias se manifeste, que a paz reine, enfim, que Deus habite entre os Homens, mas não querem mudar suas visões e suas consciências, seus comportamentos idólatras, opressivos, egoístas, individualistas... Querem paz, mas alimentam a violência e a guerra... Querem justiça, mas disseminam a exploração dos pobres e dos mais fracos, a indiferença ao próximo, etc... Querem que a Nova Jerusalém se levante, mas estão destruindo e envenenando todo o planeta, destruindo as obras do Criador... Será que a Nova Jerusalém se levantará em um pântano de podridão ???

Estamos próximos da Terra Prometida, mas não avançamos, os nossos atos nos prendem no deserto, estamos andando em círculos... E isso acontecerá até o dia em que olharmos para a humanidade e vermos semelhanças, não diferenças... Enquanto estivermos olhando e vendo diferenças, não avançaremos... Não somos dignos de entrar na Terra Prometida carregando intolerâncias, preconceitos, distinções, corrupções, consciências brutas... Carregando o mal da Era Antiga...

Os profetas continuam atuais, não só quanto ao mal social que condenavam, mas principalmente quanto às saídas que prescreviam... Precisamos olhar para o Poderoso Deus de Abraão, rever nossos passos, abandonar as velhas estruturas, iluminar e lapidar as nossas Consciências, respeitar e seguir as orientações do Criador...

E que o Poderoso Deus de Abraão nos dê sabedoria, conhecimento, entendimento e discernimento para vencer as barreiras que o mal lança em nosso caminho, para nos impedir de avançar e alcançar os nossos objetivos...
O Deus de Abrahão
Uma história do Povo Judeu - Hans Borger - Editora Sêfer - 1999 p. 23
(...)
O Deus de Abrão pouca semelhança tem com os modelos politeístas contemporâneos. Não foi criado, não nasceu nem morre, não tem colegas nem rivais, ascendência ou descendência, não tem corpo, sexo ou origem, não exige templos ou sacerdotes. E abomina o rito pagão do sacrifício de vidas humanas, o qual é abolido a partir da não-consumada imolação de Isaac - o filho que Abrão tem com sua esposa, Sarai - no grandioso cenário da Akedah.

Os encontros e os colóquios dos patriarcas com seu Deus possuem uma qualidade nova, que é transmitida de geração em geração: a convivência, o diálogo, a intimidade - se assim se pode dizer - com esse Deus dos Pais, Deus que não só se revela aos fiéis como - também isto é novo - busca os homens, vai atrás deles, cuida do destino humano, sem intermediários profissionais.

Entre outros povos da Antiguidade - Egito, Suméria, Assíria - teria havido espaço para um processo mitológico, Abrão tornando-se ele próprio a divindade de um novo culto. Mas aqui, no Gênesis, não nasce o deus abrão, mas o Deus de Abrahão.
(...)
Em decorrência do Pacto, e como que simbolizando as mudanças com que ele impregnou suas personalidades, o nome de Abrão passa a ser Abrahão e o de Sarai, Sarah. (...)
O Deus de Abrahão
Uma história do Povo Judeu - Hans Borger - Editora Sêfer - 1999 p. 23
(...)
O Deus de Abrão pouca semelhança tem com os modelos politeístas contemporâneos. Não foi criado, não nasceu nem morre, não tem colegas nem rivais, ascendência ou descendência, não tem corpo, sexo ou origem, não exige templos ou sacerdotes. E abomina o rito pagão do sacrifício de vidas humanas, o qual é abolido a partir da não-consumada imolação de Isaac - o filho que Abrão tem com sua esposa, Sarai - no grandioso cenário da Akedah.

Os encontros e os colóquios dos patriarcas com seu Deus possuem uma qualidade nova, que é transmitida de geração em geração: a convivência, o diálogo, a intimidade - se assim se pode dizer - com esse Deus dos Pais, Deus que não só se revela aos fiéis como - também isto é novo - busca os homens, vai atrás deles, cuida do destino humano, sem intermediários profissionais.

Entre outros povos da Antiguidade - Egito, Suméria, Assíria - teria havido espaço para um processo mitológico, Abrão tornando-se ele próprio a divindade de um novo culto. Mas aqui, no Gênesis, não nasce o deus abrão, mas o Deus de Abrahão.
(...)
Em decorrência do Pacto, e como que simbolizando as mudanças com que ele impregnou suas personalidades, o nome de Abrão passa a ser Abrahão e o de Sarai, Sarah. (...)
De Josias a Jeremias
Uma história do Povo Judeu - Hans Borger - Editora Sêfer - 1999 p. 123-131
A morte de Josias assinala o último período de prosperidade de Judá, nação que ingressa agora numa rota de guerras, convulsões sociais e, finalmente, destruição.

No pequenino reino de Judá, uma das testemunhas do cataclismo geopolítico que sacudira todo o Crescente Fértil foi o profeta Jeremias. Sua vida sofrida e tumultuosa sobressai entre toda a literatura bíblica por sua excepcional riqueza biográfica. A fartura de material - só mesmo comparável ao do rei David - deve-se, em boa parte, às meticulosas anotações feitas por Baruc, o fiel discípulo e biógrafo do profeta.

Nascido na pequena cidade de Anatot, perto de Jerusalém, Jeremias descende de uma família tradicional de sacerdotes. Sua missão começa pouco antes da queda de Nínive, quando o derrame das hordas citas espalhava o terror. À aproximação da avalanche dos bárbaros, Jeremias corre para Jerusalém a fim de anunciar a horrível visão que havia tido.

"Do norte vem uma catástrofe imensa, assaltantes
chegam de país longínguo para as cidades de Judá
revoltadas contra Mim. Olhei para a terra:
tudo é caos e deserto. Olhei para o céu:
dele desapareceu a luz." (Jeremias 4)

Alguns dos populares nem prestam atenção, outros olham com curiosidade para a estranha figura que proclama esses maus augúrios. Não faltam profetas nas ruas de Jerusalém, eles costumam predizer vitórias e suas palavras são agardáveis como o mel. É o que o povo prefere. Em pouco tempo vão mesmo rir de Jeremias, pois os citas tomam o caminho do litoral, atraídos pelas fabulosas riquezas do Egito, desprezando o interior da pobre Judá. A visão do profeta havia falhado.

Jeremias equivocou-se, a destruição que previu ainda demoraria alguns decênios. O povo ri, e o profeta emudece. A causa do seu silêncio não vem do sentir-se desprezado. Ele não pleiteia popularidade, não fala para colher aplausos. Seu silêncio faz parte da situação de expectativa causada pela grande reforma de Josias, o novo entusiasmo religioso que parecia anunciar o ansiado Retorno a Deus.

Depois da prematura morte de Josias, o povo elege seu filho Jeoacás para sucedê-lo. Os egípcios, porém, intervêm, depondo o novo rei; deportam-no para o Egito, e o substituem por seu irmão Joiaquim, promessa de ser um vassalo mais conveniente.

Incentivados pelo próprio rei, os reacionários tomam conta do governo, disseminam cultos egípcios e sumetem o país a uma impiedosa arrecadação de tributos para encher os cofres públicos esvaziados por Neco. Jeremias volta às ruas de Jerusalém, posta-se em esquinas e praças, exortando o povo:

"Assim como Me abandonastes para servir em vosso país a
deuses estrangeiros, assim também servireis a estrangeiros em país que não é vosso. Não temeis a Minha face ?
Eu que fixei a areia como limite ao mar -
não tremeis diante de Mim? Perversos se encontram
no seio do meu povo, se apresentam nutridos e reluzentes.
Prosperam e não fazem justiça aos infelizes.
Como poderei deixar de punir tais crimes ?" (Jeremias 5)

"Não imiteis o procedimento dos pagãos. Os deuses
deles são apenas vaidade, obra feita pelas mãos
de artesãos. So o Senhor é Deus vivo, é Ele quem
criou a terra, criou tudo, JAVÉ, é seu nome.
Um grande tumulto há de transformar
as cidades de Judá em deserto, covil de chacais."(Jeremias 10)

"Profeta da ruína" torna-se o cognome de Jeremias, e mesmo assim multidões aglomeram-se para escutá-lo. Às vezes, um estranho temor apodera-se dos ouvintes diante das palavras deste profeta tão diferente dos que, nos pátios do Templo, proferem discursos elegantes. Baruc, o discípulo, começa a anotar as profecias e visões do mestre, entre elas formulações poéticas que se tornarão proverbiais em todo o mundo, como "o cordeiro que é levado ao matadouro", "separar o joio do trigo", "barro na mão do oleiro", ou a figura do ceifador como espectro da morte.

Um dia, Jeremia troca a praça pública pelo pátio do Templo, pois Lei e culto estão sendo espezinhados. O profeta está desencantado com a centralidade do culto em Jerusalém como resultado da reforma de Josias. Não trouxe a esperada pureza na adoração de Deus:

"Não confieis em palavras vãs que dizem:
Templo do Senhor é este !
Depois de roubar, matar e adulterar,
as pessoas vêm aqui dizendo 'estamos absolvidos !'
É minha Casa um covil de ladrões ?" (Jeremias 7)

O povo não está disposto a acreditar nesse tipo de oráculo, não admite que ao Templo de Jerusalém possa acontecer o que aconteceu a Bet-El, da Samária. Baruc tenta retirar o mestre, pois a multidão está furiosa. Mas Jeremias não cala:

"Ouví, ó povo, a sentença do Senhor:
'Eu destruirei este lugar diante de vossos
olhos e em vossos dias. A morte entrará
pelas janelas e crianças jovens tombarão
nas ruas. Seus corpos cairão qual feixes às
mãos do ceifador e não haverá quem os coletará'."

Os mais exaltados tentam agredí-lo, inclusive sacerdotes, profetas populares, homens da corte. Um grupo de "oficiais de Judá" intervém para manter a ordem e Jeremias consegue retomar a palavra:

"Foi Deus que me mandou proferir contra este povo
e esta cidade as palavras que ouvistes.
Portanto, reformai vossa vida a fim de que Deus
afaste de vós o mal que vos ameaça.
Quanto a mim, fazei o que quiserdes."

Ele está aliviado por ter dito o que tinha a dizer, feito o que tinha que fazer. O povo e os oficiais afastam os sacerdotes e profetas furiosos e, por fim, vence o consenso de que "Este homem não merece a morte, pois falou em nome do Senhor". (Jeremias 26)

Jeremias escapa dos populares, mas não da zanga dos sacerdotes. Ao invés de fazer dele um mártir, decidem ridicularizá-lo: metem-no no pelourinho, onde fica durante 24 horas exposto ao gáudio popular como criminoso comum.

O profeta lamenta-se: "Maldito o dia em que nasci, maldito o homem que a meu pai levou a notícia: Nasceu-te um filho ! - pensando que ia alegrá-lo. Por que, mãe, tive que nascer ? Dor somente, e tristezas vivo, tormentos e misérias, e vergonha." (Jeremias 20:14)

Cada dia da vida de Jeremias é um sofrimento. E a voz Dele não para, a alma do profeta não cessa de ver infortúnios, e todo dia brotam novas palavras angustiantes. Baruc fielmente anota tudo e, em pouco tempo, já tem um grande rolo com a íntegra das palavras e das visões do mestre.
(...)

Correm boatos em Jerusalém de que a corte trama uma conjura contra a Babilônia. Jeremias envia Baruc ao Templo para que aí faça uma leitura pública das suas advertências, a fim de mobilizar a opinião popular. O discípulo lê o pergaminho no pátio do Templo, num dia de grande aglomeração, causando enorme comoção, inclusive entre altos funcionários do governo, partidários da paz.

Eles estão chocados com as terríveis consequências da frívola política real anunciadas pelo profeta, e decidem encaminhar o documento a Joiaquim. "Estava o rei sentado em frente a um braseiro aceso, e na medida em que o secretário lia três ou quatro colunas, o rei as cortava e atirava às chamas, desprezando os rogos dos seus ministros." (Jeremias 36)

Jeremias responde com um manifesto à nação:

"Palavra do Senhor. Há vinte e três anos falo-vos para que renncieis todos e cada um de vós à maldade e aos ídolos que vossas mãos fabricaram ! Já que não escutastes minhas palavras vou conclamar Meu servo Nabucodonosor contra este país. Esta terra converter-se-á em angústia e solidão e por setenta anos servireis ao rei da Babilônia. Só decorridos estes setenta anos é que castigarei o rei da Babilônia e transformarei o país dos caldeus em deserto." (Jeremias 25)

Os que entendem a linguagem bíblica ficam chocados: a expressão "meu servo" é uma distinção, a Bíblia a reserva para muito poucos: Abrahão, Moisés, David, alguns dos grandes profetas - mas Nabucodonosor ! É que Jeremias, prosseguindo nos passos de Isaías ("A Assíria, vara da minha ira" Is. 10:5), recorda ao povo que não existe confinamento para o poder divino, JAVÉ não é uma divindade tribal, chamar o rei babilõnico de instrumento dos desígnios divinos é uma maneira de Deus manifestar Sua autoridade sobre tudo e todos.

De nada adiantam as palavras do profeta. Robustecido em sua leviandade por um pacto militar com o Egito, Joiaquim desafia a Babilônia, suspendendo o recolhimento dos tributos devidos. Inicialmente tudo corre bem, pois Nabucodonosor tem problemas a resolver em outras regiões do Império e Jeremias e seus partidários passam vexame, são chamados de covardes e traidores e cobertos de desprezo.

Joiaquim morre subitamente, ainda sob a ilusão de ter sido vitorioso. O problema passa para seu filho Jeoiaquin. Mal terminam os festejos de sua coroação e chega a Jerusalém a notícia da aproximação de Nabucodonosor à frente de um poderoso exército. Judá, como de praxe abandonada por anos, rei somente há algumas semanas, demonstra a coragem da covardia: manda abrir os portões da cidade e coloca-se à mercê do rei da Babilônia, acompanhado no seu gesto de toda família real.
(...)

Jeremias sabe que o dia do regresso está longe: setenta anos era sua visão profética. Ele envia uma epístola aos exilados dizendo: "Edificai casas e habitai nelas, plantai hortas e comei seus frutos, tomai mulheres e gerai filhos, multiplicai-vos em vez de diminuir ! Buscai o bem da cidade para onde fostes exilados. Tão logo se completem 70 anos, Deus vos fará voltar." (Jeremias 29:5)

Mas, em Babel e em Jerusalém há muitos "profetas" que instigam, provocam, tecem intrigas e exortam os patriotas a rebelar-se, chamando Jeremias de traidor. Um deles é Hananias quem anuncia à multidão reunida no pátio do Templo e na presença do rei e dos embaixadores estrangeiros: "Palavra do Deus de Israel: Vou romper o jugo do rei da Babilônia e daqui a dois anos farei voltar Jeoiaquin e todos os deportados !" (Jeremias 28:11)

Mal Hananias acaba de falar, a massa popular abre caminho para uma estranha aparição - é Jeremias, os pés arrastando grossas correntes iguais às usadas pelos prisioneiros de guerra, e sob seus ombros carrega um pesado jugo:

"Ao rei de Edom, rei de Moab e rei de Amon ! Rei de Tiro, rei de Sidon e tu, Sedecias, rei de Judá: Assim diz o Senhor: Eu fiz a terra e os homens e entreguei-os a Nabucodonosor, Meu servo. Vossos profetas e adivinhos só falam mentiras. Sedecias, rei de Judá: metei vosso pescoço no jugo do rei da Babilônia, servi-o e vivereis !" (Jeremias 27)

Jeremias tira o jugo dos ombros e estende-o a Sedecias numa muda súplica: "Toma sobre ti este jugo e salva teu povo e teu país." Mas Hananias, postado ao lado do rei, bruscamente arranca o jugo das mãos de Jeremias, quebra-o ao meio e arremessa os pedaços aos pés do profeta: "Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Eu quebrei o jugo do rei da Babilônia !"

A multidão delira e aplaude, Jeremias ergue as mãos e no silêncio que se faz a seu gesto, diz com desprezo e dor: "Hananias, um jugo de madeira quebraste. Jugos de ferro nos esperam ! E tu, Hananias, ainda este ano morrerás, pois falaste mentiras em nome do Senhor !" (Jeremias 28)

Hananias morreria sete meses depois, sem presenciar os frutos de sua agitação. (...)

Assumindo pessoalmente o comando de um formidável exército, Nabucodonosor marcha sobre Judá. Mais uma vez abandonadas por seus aliados, as cidades interioranas caem rapidamente e só a capital continua resistindo. A estratégia de Nabucodonosor é de deixar todos entrarem, mas ninguém sair. Jerusalém fica abarrotada de refugiados e a fome se alastra.

Os ouvidos do rei abrem-se novamente à voz do profeta. Há muito que Jeremias se empenhara a fundo na solução de um dos grandes problemas sócio-religiosos da nação: a aplicação do preceito bíblico da libertação dos servos a cada sete anos, mandamento amplamente descumprido. Em obediência ao profeta e para aplacar a ira divina, Sedecias agora "proclama um decreto de alforria e todos aceitaram este acordo." (Jeremias 34:8)

Uma vez mais Jerusalém é salva milagrosamente: a notícia do avanço de uma poderosa força expedicionária egípcia faz Nabucodonosor levantar o cerco da cidade e marchar de encontro ao inimigo. O povo dança nas ruas e, para horror de Jeremias, os escravos recém-libertados são caçados e retornados à servidão.

Sem maiores dificuldades, Nabucodonosor desbarata as forças egípcias e reinicia o cerco de Jerusalém. Sede, fome, doenças e desordem reinam na cidade. Sedecias convoca Jeremias outra vez, mas o veredicto já não pode ser mudado: "Traíram a promessa sagrada, profanaram Meu Nome, violaram Minha Aliança - Nabucodonosor tomará esta cidade e a destruirá !" (Jeremias 32:28)

Jeremias acrescenta à sentença o aviso de que só uma rendição incondicional e um apelo à clemência do rei da Babilônia podem evitar uma calamidade total. Acusado de alta traição, ele é encarcerado, mas Sedecias manda pô-lo em liberdade. Daí a pouco, o profeta é novamente preso, pois não cessa de pregar a submissão.

Num insólito gesto simbólico, Jeremias proclama sua fé no futuro de Israel: em meio à derrocada da ordem social, os ricos enterrando seus tesouros e os pobres vendendo suas propriedades a preços vis, Jeremias compra, de um primo que veio se refugiar em Jerusalém, um pedaço de terra em Anatot, sua cidade natal.

É uma terra completamente inútil neste momento e a adquire por um preço, nas circunstâncias, absurdo, unicamente para que as propriedades permanecesse no patrimônio da família. Do cárcere, perante as testemunhas prescritas em lei, Jeremias ben Helcias concretiza a bizarra transação, proclamando:

"Casas, campos e vinhas continuarão
a ser compradas nesta terra.
O Senhor reunirá os exilados e os
trará aqui para que habitem em segurança,
e solidamente os colocará nas montanhas
e nas planícies de Judá !" (Jeremias 32)

Após meses de tenaz resistência, aparecem as primeiras brechas nas muralhas de Jerusalém. Sedecias e uma forte escolta tentam escapar, mas à altura de Jericó toda a comitiva é capturada e levada ao quartel general de Nabucodonosor. A sentença é impiedosa. Os filhos do rei são degolados ante as vistas do pai, que em seguida tem seus olhos vazados. Arrastam-no, cego e acorrentado, para a Babilônia, onde fica encarcerado até sua morte. Era o último da longa linhagem de reis de Judá iniciada por David, há mais de quatrocentos anos. Se a esses quatro séculos acrescentar-se os mil e quinhentos anos em que os descendentes da Casa de David viriam a liderar o povo durante o exílio babilônico, tem-se a mais duradoura dinastia de toda a História.

No dia 9 de Av (586), cai Jerusalém. As muralhas da cidade são niveladas, o palácio real incendiado, os objetos de culto de ouro e de bronze do Templo são desmantelados e levados para Babel. Finalmente, o Templo de Salomão é incinerado. Curiosamente, entre a detalhada lista dos tesouros que os babilônicos carregaram, não há menção da Arca Sagrada. Aliás, já fazia muito tempo - desde Salomão, na verdade - que não se falava dela, nem mesmo durante as reformas de Josias. O mais venerado objeto de culto da história de Israel desaparece de cenas sem nenhuma menção, deixando atrás de si apenas um véu de mistério.
De Josias a Jeremias
Uma história do Povo Judeu - Hans Borger - Editora Sêfer - 1999 p. 123-131
A morte de Josias assinala o último período de prosperidade de Judá, nação que ingressa agora numa rota de guerras, convulsões sociais e, finalmente, destruição.

No pequenino reino de Judá, uma das testemunhas do cataclismo geopolítico que sacudira todo o Crescente Fértil foi o profeta Jeremias. Sua vida sofrida e tumultuosa sobressai entre toda a literatura bíblica por sua excepcional riqueza biográfica. A fartura de material - só mesmo comparável ao do rei David - deve-se, em boa parte, às meticulosas anotações feitas por Baruc, o fiel discípulo e biógrafo do profeta.

Nascido na pequena cidade de Anatot, perto de Jerusalém, Jeremias descende de uma família tradicional de sacerdotes. Sua missão começa pouco antes da queda de Nínive, quando o derrame das hordas citas espalhava o terror. À aproximação da avalanche dos bárbaros, Jeremias corre para Jerusalém a fim de anunciar a horrível visão que havia tido.

"Do norte vem uma catástrofe imensa, assaltantes
chegam de país longínguo para as cidades de Judá
revoltadas contra Mim. Olhei para a terra:
tudo é caos e deserto. Olhei para o céu:
dele desapareceu a luz." (Jeremias 4)

Alguns dos populares nem prestam atenção, outros olham com curiosidade para a estranha figura que proclama esses maus augúrios. Não faltam profetas nas ruas de Jerusalém, eles costumam predizer vitórias e suas palavras são agardáveis como o mel. É o que o povo prefere. Em pouco tempo vão mesmo rir de Jeremias, pois os citas tomam o caminho do litoral, atraídos pelas fabulosas riquezas do Egito, desprezando o interior da pobre Judá. A visão do profeta havia falhado.

Jeremias equivocou-se, a destruição que previu ainda demoraria alguns decênios. O povo ri, e o profeta emudece. A causa do seu silêncio não vem do sentir-se desprezado. Ele não pleiteia popularidade, não fala para colher aplausos. Seu silêncio faz parte da situação de expectativa causada pela grande reforma de Josias, o novo entusiasmo religioso que parecia anunciar o ansiado Retorno a Deus.

Depois da prematura morte de Josias, o povo elege seu filho Jeoacás para sucedê-lo. Os egípcios, porém, intervêm, depondo o novo rei; deportam-no para o Egito, e o substituem por seu irmão Joiaquim, promessa de ser um vassalo mais conveniente.

Incentivados pelo próprio rei, os reacionários tomam conta do governo, disseminam cultos egípcios e sumetem o país a uma impiedosa arrecadação de tributos para encher os cofres públicos esvaziados por Neco. Jeremias volta às ruas de Jerusalém, posta-se em esquinas e praças, exortando o povo:

"Assim como Me abandonastes para servir em vosso país a
deuses estrangeiros, assim também servireis a estrangeiros em país que não é vosso. Não temeis a Minha face ?
Eu que fixei a areia como limite ao mar -
não tremeis diante de Mim? Perversos se encontram
no seio do meu povo, se apresentam nutridos e reluzentes.
Prosperam e não fazem justiça aos infelizes.
Como poderei deixar de punir tais crimes ?" (Jeremias 5)

"Não imiteis o procedimento dos pagãos. Os deuses
deles são apenas vaidade, obra feita pelas mãos
de artesãos. So o Senhor é Deus vivo, é Ele quem
criou a terra, criou tudo, JAVÉ, é seu nome.
Um grande tumulto há de transformar
as cidades de Judá em deserto, covil de chacais."(Jeremias 10)

"Profeta da ruína" torna-se o cognome de Jeremias, e mesmo assim multidões aglomeram-se para escutá-lo. Às vezes, um estranho temor apodera-se dos ouvintes diante das palavras deste profeta tão diferente dos que, nos pátios do Templo, proferem discursos elegantes. Baruc, o discípulo, começa a anotar as profecias e visões do mestre, entre elas formulações poéticas que se tornarão proverbiais em todo o mundo, como "o cordeiro que é levado ao matadouro", "separar o joio do trigo", "barro na mão do oleiro", ou a figura do ceifador como espectro da morte.

Um dia, Jeremia troca a praça pública pelo pátio do Templo, pois Lei e culto estão sendo espezinhados. O profeta está desencantado com a centralidade do culto em Jerusalém como resultado da reforma de Josias. Não trouxe a esperada pureza na adoração de Deus:

"Não confieis em palavras vãs que dizem:
Templo do Senhor é este !
Depois de roubar, matar e adulterar,
as pessoas vêm aqui dizendo 'estamos absolvidos !'
É minha Casa um covil de ladrões ?" (Jeremias 7)

O povo não está disposto a acreditar nesse tipo de oráculo, não admite que ao Templo de Jerusalém possa acontecer o que aconteceu a Bet-El, da Samária. Baruc tenta retirar o mestre, pois a multidão está furiosa. Mas Jeremias não cala:

"Ouví, ó povo, a sentença do Senhor:
'Eu destruirei este lugar diante de vossos
olhos e em vossos dias. A morte entrará
pelas janelas e crianças jovens tombarão
nas ruas. Seus corpos cairão qual feixes às
mãos do ceifador e não haverá quem os coletará'."

Os mais exaltados tentam agredí-lo, inclusive sacerdotes, profetas populares, homens da corte. Um grupo de "oficiais de Judá" intervém para manter a ordem e Jeremias consegue retomar a palavra:

"Foi Deus que me mandou proferir contra este povo
e esta cidade as palavras que ouvistes.
Portanto, reformai vossa vida a fim de que Deus
afaste de vós o mal que vos ameaça.
Quanto a mim, fazei o que quiserdes."

Ele está aliviado por ter dito o que tinha a dizer, feito o que tinha que fazer. O povo e os oficiais afastam os sacerdotes e profetas furiosos e, por fim, vence o consenso de que "Este homem não merece a morte, pois falou em nome do Senhor". (Jeremias 26)

Jeremias escapa dos populares, mas não da zanga dos sacerdotes. Ao invés de fazer dele um mártir, decidem ridicularizá-lo: metem-no no pelourinho, onde fica durante 24 horas exposto ao gáudio popular como criminoso comum.

O profeta lamenta-se: "Maldito o dia em que nasci, maldito o homem que a meu pai levou a notícia: Nasceu-te um filho ! - pensando que ia alegrá-lo. Por que, mãe, tive que nascer ? Dor somente, e tristezas vivo, tormentos e misérias, e vergonha." (Jeremias 20:14)

Cada dia da vida de Jeremias é um sofrimento. E a voz Dele não para, a alma do profeta não cessa de ver infortúnios, e todo dia brotam novas palavras angustiantes. Baruc fielmente anota tudo e, em pouco tempo, já tem um grande rolo com a íntegra das palavras e das visões do mestre.
(...)

Correm boatos em Jerusalém de que a corte trama uma conjura contra a Babilônia. Jeremias envia Baruc ao Templo para que aí faça uma leitura pública das suas advertências, a fim de mobilizar a opinião popular. O discípulo lê o pergaminho no pátio do Templo, num dia de grande aglomeração, causando enorme comoção, inclusive entre altos funcionários do governo, partidários da paz.

Eles estão chocados com as terríveis consequências da frívola política real anunciadas pelo profeta, e decidem encaminhar o documento a Joiaquim. "Estava o rei sentado em frente a um braseiro aceso, e na medida em que o secretário lia três ou quatro colunas, o rei as cortava e atirava às chamas, desprezando os rogos dos seus ministros." (Jeremias 36)

Jeremias responde com um manifesto à nação:

"Palavra do Senhor. Há vinte e três anos falo-vos para que renncieis todos e cada um de vós à maldade e aos ídolos que vossas mãos fabricaram ! Já que não escutastes minhas palavras vou conclamar Meu servo Nabucodonosor contra este país. Esta terra converter-se-á em angústia e solidão e por setenta anos servireis ao rei da Babilônia. Só decorridos estes setenta anos é que castigarei o rei da Babilônia e transformarei o país dos caldeus em deserto." (Jeremias 25)

Os que entendem a linguagem bíblica ficam chocados: a expressão "meu servo" é uma distinção, a Bíblia a reserva para muito poucos: Abrahão, Moisés, David, alguns dos grandes profetas - mas Nabucodonosor ! É que Jeremias, prosseguindo nos passos de Isaías ("A Assíria, vara da minha ira" Is. 10:5), recorda ao povo que não existe confinamento para o poder divino, JAVÉ não é uma divindade tribal, chamar o rei babilõnico de instrumento dos desígnios divinos é uma maneira de Deus manifestar Sua autoridade sobre tudo e todos.

De nada adiantam as palavras do profeta. Robustecido em sua leviandade por um pacto militar com o Egito, Joiaquim desafia a Babilônia, suspendendo o recolhimento dos tributos devidos. Inicialmente tudo corre bem, pois Nabucodonosor tem problemas a resolver em outras regiões do Império e Jeremias e seus partidários passam vexame, são chamados de covardes e traidores e cobertos de desprezo.

Joiaquim morre subitamente, ainda sob a ilusão de ter sido vitorioso. O problema passa para seu filho Jeoiaquin. Mal terminam os festejos de sua coroação e chega a Jerusalém a notícia da aproximação de Nabucodonosor à frente de um poderoso exército. Judá, como de praxe abandonada por anos, rei somente há algumas semanas, demonstra a coragem da covardia: manda abrir os portões da cidade e coloca-se à mercê do rei da Babilônia, acompanhado no seu gesto de toda família real.
(...)

Jeremias sabe que o dia do regresso está longe: setenta anos era sua visão profética. Ele envia uma epístola aos exilados dizendo: "Edificai casas e habitai nelas, plantai hortas e comei seus frutos, tomai mulheres e gerai filhos, multiplicai-vos em vez de diminuir ! Buscai o bem da cidade para onde fostes exilados. Tão logo se completem 70 anos, Deus vos fará voltar." (Jeremias 29:5)

Mas, em Babel e em Jerusalém há muitos "profetas" que instigam, provocam, tecem intrigas e exortam os patriotas a rebelar-se, chamando Jeremias de traidor. Um deles é Hananias quem anuncia à multidão reunida no pátio do Templo e na presença do rei e dos embaixadores estrangeiros: "Palavra do Deus de Israel: Vou romper o jugo do rei da Babilônia e daqui a dois anos farei voltar Jeoiaquin e todos os deportados !" (Jeremias 28:11)

Mal Hananias acaba de falar, a massa popular abre caminho para uma estranha aparição - é Jeremias, os pés arrastando grossas correntes iguais às usadas pelos prisioneiros de guerra, e sob seus ombros carrega um pesado jugo:

"Ao rei de Edom, rei de Moab e rei de Amon ! Rei de Tiro, rei de Sidon e tu, Sedecias, rei de Judá: Assim diz o Senhor: Eu fiz a terra e os homens e entreguei-os a Nabucodonosor, Meu servo. Vossos profetas e adivinhos só falam mentiras. Sedecias, rei de Judá: metei vosso pescoço no jugo do rei da Babilônia, servi-o e vivereis !" (Jeremias 27)

Jeremias tira o jugo dos ombros e estende-o a Sedecias numa muda súplica: "Toma sobre ti este jugo e salva teu povo e teu país." Mas Hananias, postado ao lado do rei, bruscamente arranca o jugo das mãos de Jeremias, quebra-o ao meio e arremessa os pedaços aos pés do profeta: "Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Eu quebrei o jugo do rei da Babilônia !"

A multidão delira e aplaude, Jeremias ergue as mãos e no silêncio que se faz a seu gesto, diz com desprezo e dor: "Hananias, um jugo de madeira quebraste. Jugos de ferro nos esperam ! E tu, Hananias, ainda este ano morrerás, pois falaste mentiras em nome do Senhor !" (Jeremias 28)

Hananias morreria sete meses depois, sem presenciar os frutos de sua agitação. (...)

Assumindo pessoalmente o comando de um formidável exército, Nabucodonosor marcha sobre Judá. Mais uma vez abandonadas por seus aliados, as cidades interioranas caem rapidamente e só a capital continua resistindo. A estratégia de Nabucodonosor é de deixar todos entrarem, mas ninguém sair. Jerusalém fica abarrotada de refugiados e a fome se alastra.

Os ouvidos do rei abrem-se novamente à voz do profeta. Há muito que Jeremias se empenhara a fundo na solução de um dos grandes problemas sócio-religiosos da nação: a aplicação do preceito bíblico da libertação dos servos a cada sete anos, mandamento amplamente descumprido. Em obediência ao profeta e para aplacar a ira divina, Sedecias agora "proclama um decreto de alforria e todos aceitaram este acordo." (Jeremias 34:8)

Uma vez mais Jerusalém é salva milagrosamente: a notícia do avanço de uma poderosa força expedicionária egípcia faz Nabucodonosor levantar o cerco da cidade e marchar de encontro ao inimigo. O povo dança nas ruas e, para horror de Jeremias, os escravos recém-libertados são caçados e retornados à servidão.

Sem maiores dificuldades, Nabucodonosor desbarata as forças egípcias e reinicia o cerco de Jerusalém. Sede, fome, doenças e desordem reinam na cidade. Sedecias convoca Jeremias outra vez, mas o veredicto já não pode ser mudado: "Traíram a promessa sagrada, profanaram Meu Nome, violaram Minha Aliança - Nabucodonosor tomará esta cidade e a destruirá !" (Jeremias 32:28)

Jeremias acrescenta à sentença o aviso de que só uma rendição incondicional e um apelo à clemência do rei da Babilônia podem evitar uma calamidade total. Acusado de alta traição, ele é encarcerado, mas Sedecias manda pô-lo em liberdade. Daí a pouco, o profeta é novamente preso, pois não cessa de pregar a submissão.

Num insólito gesto simbólico, Jeremias proclama sua fé no futuro de Israel: em meio à derrocada da ordem social, os ricos enterrando seus tesouros e os pobres vendendo suas propriedades a preços vis, Jeremias compra, de um primo que veio se refugiar em Jerusalém, um pedaço de terra em Anatot, sua cidade natal.

É uma terra completamente inútil neste momento e a adquire por um preço, nas circunstâncias, absurdo, unicamente para que as propriedades permanecesse no patrimônio da família. Do cárcere, perante as testemunhas prescritas em lei, Jeremias ben Helcias concretiza a bizarra transação, proclamando:

"Casas, campos e vinhas continuarão
a ser compradas nesta terra.
O Senhor reunirá os exilados e os
trará aqui para que habitem em segurança,
e solidamente os colocará nas montanhas
e nas planícies de Judá !" (Jeremias 32)

Após meses de tenaz resistência, aparecem as primeiras brechas nas muralhas de Jerusalém. Sedecias e uma forte escolta tentam escapar, mas à altura de Jericó toda a comitiva é capturada e levada ao quartel general de Nabucodonosor. A sentença é impiedosa. Os filhos do rei são degolados ante as vistas do pai, que em seguida tem seus olhos vazados. Arrastam-no, cego e acorrentado, para a Babilônia, onde fica encarcerado até sua morte. Era o último da longa linhagem de reis de Judá iniciada por David, há mais de quatrocentos anos. Se a esses quatro séculos acrescentar-se os mil e quinhentos anos em que os descendentes da Casa de David viriam a liderar o povo durante o exílio babilônico, tem-se a mais duradoura dinastia de toda a História.

No dia 9 de Av (586), cai Jerusalém. As muralhas da cidade são niveladas, o palácio real incendiado, os objetos de culto de ouro e de bronze do Templo são desmantelados e levados para Babel. Finalmente, o Templo de Salomão é incinerado. Curiosamente, entre a detalhada lista dos tesouros que os babilônicos carregaram, não há menção da Arca Sagrada. Aliás, já fazia muito tempo - desde Salomão, na verdade - que não se falava dela, nem mesmo durante as reformas de Josias. O mais venerado objeto de culto da história de Israel desaparece de cenas sem nenhuma menção, deixando atrás de si apenas um véu de mistério.
Judá ao tempo de Isaías: de Acas a Manassés
Uma história do Povo Judeu - Hans Borger - Editora Sêfer - 1999 p. 109-115
Ao mesmo tempo em que Amós e Oséias na Samária, profetizavam no reino de Judá, Miquéias - um dos doze "pequenos" profetas (assim chamados por causa do menor volume de suas obras), grande mestre da síntese - e Isaías - por muitos considerado o "rei dos profetas", pela abrangência e nobreza de sua mensagem.

Vida e obra de Isaías ben Amóz, o profeta que viveu no século VIII em Jerusalém, são indelevelmente marcadas pelas centenárias guerras aramaicas, envolvendo de um lado Damasco e do outro Samária e Judá, e pela trágica ruína do reino-irmão samariano diante do assalto final das forças assírias sob Salmanazar e Sargão II.

O espectro de similar fatalidade para Judá faz de Isaías politicamente um "pombo" aconselhando os reis, primeiro Acas e depois Ezequias, a manter Judá longe das intrigas internacionais. Sua visão das coisas deste mundo é de que as aflições de Judá só cessarão quando a nação se arrepender de suas transgressões religiosas e morais; então, o Dia do Senhor chegará, e Israel, em meio a todos os povos, será julgado e uma grande penitência fará com que um resto de Israel sirva de semeadura para uma sociedade regenerada, que viverá no reconhecimento de Deus, de Sua Mjestade e de Sua Santidade.

À semelhança do que Amós fizera na Samária, Isaías proclama em Judá a primazia da moralidade sobre o culto, condena a falta de retidão na vida cotidiana e expõe duramente a origem verdadeira do apodrecimento do tecido social e da consequente ruína da nação:

"De que me servem vossos sacrifícios ?
Estou faro de holocaustos de cordeiros
e não me delicio no sangue de bezerros.
Eu abomino vossas luas novas
e estou cansado de vossas festas.
Lavai-vos, Limpai-vos,
Cessai de fazer o mal, Praticai o direito,
Ajudai o oprimido, Fazei justiça ao órfão,
Lutai pelos direitos da viúva." (Is. 1:11-17)

É uma crítica que não visa ao culto em si; o que os profetas querem é divorciá-lo do seu elemento mágico, despojá-lo da idéia de que é possível "subornar" Deus com oferendas. Deus não precisa e não depende de sacrifícios, o ritual deve ser expressão de reverência, tentativa de comunicação com Deus, mas não um fim em si. O culto não tem nenhum valor intrínseco e ocupa um absoluto segundo plano ante a soberania da moralidade.

Miquéias, contemporâneo de Isaías, resume-o cominsuperável maestria:

"Com que me apresentarei diante do Senhor,
Com holocaustos e novilhos ?
Milhares de carneiros, torrentes de óleo ?
Já te foi dito, ó homem, o que é bom,
e o que Deus de ti exige:
Exercer justiça,
amar a bondade (hessed)
e caminhar humildemente perante teu Deus." (Mq. 6:6)

Roubo e assassinato constituíam crimes desde temos imemoriais entre praticamente todos os povos. O que os profetas cobram não são esses crimes maiores e sim a imoralidade no dia-a-dia, o suborno, a corrupção da justiça, coisas cotidianas como "diminuir o metro e falsear a balança" (Am. 8:5). Cobram a prepotência de que são vítimas os indefesos e cobram a falta de proteção do pobre, iniquidade que transcendem a responsabilidade do indivíduo e são crimes da sociedade como um todo:

"Vós que ajuntais casa com casa até serem
os únicos proprietários do país,
os que ao mal chamam bem, e ao bem, mal,
que mudam as trevas em luz e a luz em trevas,
que são sábios aos próprios olhos,
que por uma dádiva negam justiça
ao que está com a razão.
Vós repudiais a Lei do Senhor,
desprezais a palavra do Santo de Israel !" (Is. 5)

Isaías pertence a uma família da alta aristocracia jerosolimita, bem ao contrário da origem humilde de Amós. Ele transita livremente nos círculos da corte e participa ativamente da política nacional na qualidade de solicitado estadista.
(...)

Ezequias manda chamar o profeta. Inicialmente a favor do pagamento do imposto, o pombo vira falcão. Enfim, Senaqueribe era "a vara da ira do Senhor" (2.Rs. 19:5), nada mais que um instrumento da vontade de Deus, mero executor dos planos divinos. Agora, o rei assírio ultrapassara seus limites e o profeta anuncia:

"Está aqui a palavra do Senhor: o rei da Assíria não entrará nesta cidade ! Não atirará suas flechas contra ela nem a cercará de trincheiras. Voltará pelo caminho por onde veio, sem entrar em Jerusalém. 'Defenderei esta cidade - diz o Senhor - e a salvarei, por causa de Mim mesmo, e por causa de David, Meu servo'." (2.Rs. 19:32)

"Sim, o assírio cairá sob os golpes de uma espada que não é de homem - uma espada que não é de um mortal fará dele sua presa, e seus jovens guerreiros serão aniquilados." (Is. 31:8)

De fato, logo depois, o acampamento dos assírios vira um gigantesco amontoado de cadáveres. Uma epidemia - o historiador grego Heródoto fala da peste bubônica - dizimou o exército assírio e "Senaqueribe tomou o caminho de sua terra" (2.Rs. 19:36; Is. 37:37) Retornado à Assíria, o imperador será assassinado, nos degraus do templo de Nínive, pelas mãos de seus próprios filhos. E Jerusalém fica envolta num mito de invencibilidade.

Isaías, referindo Senaqueribe como mero instrumento dos desígnios divinos, transcende a concepção criada por Amós de que Javé é Deus não só de Israel mas de todas as nações ("Acaso não sois para mim iguais aos etíopes ?" Am, 9:7)

Em Isaías, a nitidez monoteísta se torna absoluta. Só há Um Deus, Único e Universal, que rege os povos, todos os povos, os destinos e a história de toda a humanidade. E com o conceito de que "um resto de Israel se salvará" (ele chega mesmo a dar a seu filho o nomde de Shear-Iashub, O-Resto-que-Retorna), Isaías projeta a idéia de um Israel que será o instrumento para o reconhecimento de Deus por todos os povos, com o que se colocará fim ao frenesi da violência em que se emenham as grandes potências - Assíria, Babilônia, Egito - e finalmente se inaugurará uma Idade de Ouro, com homens felizes habitando a terra em paz:

"E então Ele julgará com justiça os pobres, e com equidade
os fracos. O lobo habitará com o cordeiro, o leopardo se deitará ao pé do cabrito, o filhote do leão pastejará junto com a novilha, e um menino pequenino os conduzirá.
No fim dos tempos todos dirão: Vinde e subamos à montanha do Senhor, à Casa do Deus de Jaob, para que Ele nos indique seus caminhos e andaremos nas suas veredas, pois de Sion sairá a torah, e a palavra de Deus de Jerusalém.
Ele julgará entre as nações e decidirá sobre os povos, eles transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices, nação não levanta rá mais a espada ontra nação e não aprenderão mais a guerrear." (Isaías 11:6; 2:3-4)

A visão messiânica de Isaías tornou-se uma bandeira de esperança para os deserdados e oprimidos de todas as gerações.

O último versículo de sua mensagem de fraternidade e paz foi gravado num mural em frente à sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York - no entanto, omitiu-se, o nome do autor, como se fosse de lavra de algum menestrel anônimo.
Judá ao tempo de Isaías: de Acas a Manassés
Uma história do Povo Judeu - Hans Borger - Editora Sêfer - 1999 p. 109-115
Ao mesmo tempo em que Amós e Oséias na Samária, profetizavam no reino de Judá, Miquéias - um dos doze "pequenos" profetas (assim chamados por causa do menor volume de suas obras), grande mestre da síntese - e Isaías - por muitos considerado o "rei dos profetas", pela abrangência e nobreza de sua mensagem.

Vida e obra de Isaías ben Amóz, o profeta que viveu no século VIII em Jerusalém, são indelevelmente marcadas pelas centenárias guerras aramaicas, envolvendo de um lado Damasco e do outro Samária e Judá, e pela trágica ruína do reino-irmão samariano diante do assalto final das forças assírias sob Salmanazar e Sargão II.

O espectro de similar fatalidade para Judá faz de Isaías politicamente um "pombo" aconselhando os reis, primeiro Acas e depois Ezequias, a manter Judá longe das intrigas internacionais. Sua visão das coisas deste mundo é de que as aflições de Judá só cessarão quando a nação se arrepender de suas transgressões religiosas e morais; então, o Dia do Senhor chegará, e Israel, em meio a todos os povos, será julgado e uma grande penitência fará com que um resto de Israel sirva de semeadura para uma sociedade regenerada, que viverá no reconhecimento de Deus, de Sua Mjestade e de Sua Santidade.

À semelhança do que Amós fizera na Samária, Isaías proclama em Judá a primazia da moralidade sobre o culto, condena a falta de retidão na vida cotidiana e expõe duramente a origem verdadeira do apodrecimento do tecido social e da consequente ruína da nação:

"De que me servem vossos sacrifícios ?
Estou faro de holocaustos de cordeiros
e não me delicio no sangue de bezerros.
Eu abomino vossas luas novas
e estou cansado de vossas festas.
Lavai-vos, Limpai-vos,
Cessai de fazer o mal, Praticai o direito,
Ajudai o oprimido, Fazei justiça ao órfão,
Lutai pelos direitos da viúva." (Is. 1:11-17)

É uma crítica que não visa ao culto em si; o que os profetas querem é divorciá-lo do seu elemento mágico, despojá-lo da idéia de que é possível "subornar" Deus com oferendas. Deus não precisa e não depende de sacrifícios, o ritual deve ser expressão de reverência, tentativa de comunicação com Deus, mas não um fim em si. O culto não tem nenhum valor intrínseco e ocupa um absoluto segundo plano ante a soberania da moralidade.

Miquéias, contemporâneo de Isaías, resume-o cominsuperável maestria:

"Com que me apresentarei diante do Senhor,
Com holocaustos e novilhos ?
Milhares de carneiros, torrentes de óleo ?
Já te foi dito, ó homem, o que é bom,
e o que Deus de ti exige:
Exercer justiça,
amar a bondade (hessed)
e caminhar humildemente perante teu Deus." (Mq. 6:6)

Roubo e assassinato constituíam crimes desde temos imemoriais entre praticamente todos os povos. O que os profetas cobram não são esses crimes maiores e sim a imoralidade no dia-a-dia, o suborno, a corrupção da justiça, coisas cotidianas como "diminuir o metro e falsear a balança" (Am. 8:5). Cobram a prepotência de que são vítimas os indefesos e cobram a falta de proteção do pobre, iniquidade que transcendem a responsabilidade do indivíduo e são crimes da sociedade como um todo:

"Vós que ajuntais casa com casa até serem
os únicos proprietários do país,
os que ao mal chamam bem, e ao bem, mal,
que mudam as trevas em luz e a luz em trevas,
que são sábios aos próprios olhos,
que por uma dádiva negam justiça
ao que está com a razão.
Vós repudiais a Lei do Senhor,
desprezais a palavra do Santo de Israel !" (Is. 5)

Isaías pertence a uma família da alta aristocracia jerosolimita, bem ao contrário da origem humilde de Amós. Ele transita livremente nos círculos da corte e participa ativamente da política nacional na qualidade de solicitado estadista.
(...)

Ezequias manda chamar o profeta. Inicialmente a favor do pagamento do imposto, o pombo vira falcão. Enfim, Senaqueribe era "a vara da ira do Senhor" (2.Rs. 19:5), nada mais que um instrumento da vontade de Deus, mero executor dos planos divinos. Agora, o rei assírio ultrapassara seus limites e o profeta anuncia:

"Está aqui a palavra do Senhor: o rei da Assíria não entrará nesta cidade ! Não atirará suas flechas contra ela nem a cercará de trincheiras. Voltará pelo caminho por onde veio, sem entrar em Jerusalém. 'Defenderei esta cidade - diz o Senhor - e a salvarei, por causa de Mim mesmo, e por causa de David, Meu servo'." (2.Rs. 19:32)

"Sim, o assírio cairá sob os golpes de uma espada que não é de homem - uma espada que não é de um mortal fará dele sua presa, e seus jovens guerreiros serão aniquilados." (Is. 31:8)

De fato, logo depois, o acampamento dos assírios vira um gigantesco amontoado de cadáveres. Uma epidemia - o historiador grego Heródoto fala da peste bubônica - dizimou o exército assírio e "Senaqueribe tomou o caminho de sua terra" (2.Rs. 19:36; Is. 37:37) Retornado à Assíria, o imperador será assassinado, nos degraus do templo de Nínive, pelas mãos de seus próprios filhos. E Jerusalém fica envolta num mito de invencibilidade.

Isaías, referindo Senaqueribe como mero instrumento dos desígnios divinos, transcende a concepção criada por Amós de que Javé é Deus não só de Israel mas de todas as nações ("Acaso não sois para mim iguais aos etíopes ?" Am, 9:7)

Em Isaías, a nitidez monoteísta se torna absoluta. Só há Um Deus, Único e Universal, que rege os povos, todos os povos, os destinos e a história de toda a humanidade. E com o conceito de que "um resto de Israel se salvará" (ele chega mesmo a dar a seu filho o nomde de Shear-Iashub, O-Resto-que-Retorna), Isaías projeta a idéia de um Israel que será o instrumento para o reconhecimento de Deus por todos os povos, com o que se colocará fim ao frenesi da violência em que se emenham as grandes potências - Assíria, Babilônia, Egito - e finalmente se inaugurará uma Idade de Ouro, com homens felizes habitando a terra em paz:

"E então Ele julgará com justiça os pobres, e com equidade
os fracos. O lobo habitará com o cordeiro, o leopardo se deitará ao pé do cabrito, o filhote do leão pastejará junto com a novilha, e um menino pequenino os conduzirá.
No fim dos tempos todos dirão: Vinde e subamos à montanha do Senhor, à Casa do Deus de Jaob, para que Ele nos indique seus caminhos e andaremos nas suas veredas, pois de Sion sairá a torah, e a palavra de Deus de Jerusalém.
Ele julgará entre as nações e decidirá sobre os povos, eles transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices, nação não levanta rá mais a espada ontra nação e não aprenderão mais a guerrear." (Isaías 11:6; 2:3-4)

A visão messiânica de Isaías tornou-se uma bandeira de esperança para os deserdados e oprimidos de todas as gerações.

O último versículo de sua mensagem de fraternidade e paz foi gravado num mural em frente à sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York - no entanto, omitiu-se, o nome do autor, como se fosse de lavra de algum menestrel anônimo.